Capítulo 11 – Convites.
- Tom, Tom, Tom. – Slughorn, com suas gordas e rosadas bochechas, sorria encantado. – Meu aluno predileto. Como foi de férias? Estudou muito?
- Pode ter certeza que sim. – Tom respondeu com seu sorriso preparado para professores e sentou-se na primeira fileira.
- Eu sabia! Mas que pergunta...ah! Amanhã darei uma festinha para alguns alunos especiais. – piscou para ele sem se preocupar em falar baixo, no caso de alguém que não fosse convidado, ouvir. – Aparecerá?
Abraxas havia entrado e fechou o semblante ao escutar sobre a festa. Sentou-se ao lado de Tom e apoiou o rosto nas mãos.
- Claro que irei.
- Ótimo! Todos já estão aqui? Então vamos começar. – apontou para o quadro e instruções apareceram. Tom aproveitou o espaço e perguntou:
- Onde está Leah?
- Não sei. Não a vejo desde cedo. – continuava emburrado.
- O que você tem, Malfoy?
- Já disse que pode me chamar de Abraxas...ah deixa para lá. Desisto. – abriu o caderno e apanhou sua pena. – Por que ele não me convidou para ser do seu "Clubinho" também?
- Não sei.
- Meu pai é muito influente no Ministério. Consegue o que quer e controla o Ministro como bem entende. Eu, mais do que todos, deveria ser convidado. – seu ódio começou a aumentar a cada palavra.
- Talvez ele não seja assim tão poderoso quanto gosta de mostrar. – Abraxas virou-se bruscamente e Tom sentiu que a vontade do outro era de azará-lo ali mesmo. O loiro chegou a mexer em seu bolso e Tom estava preparado para esse movimento. A varinha estava em seu punho.
Abraxas olhou para a mão de Tom e pareceu mudar de ideia. Seu rosto relaxou e ele forçou um sorriso.
- Slughorn está ficando gagá. Além do mais, o que esse Clube idiota significa? Um bando de perdedores que ou são filhos de pessoas famosas ou apenas se destacam um pouco por sua simpatia e puxa-saquismo. – estava sorrindo, mas seus olhos transmitiam pura malícia. Tom pensou se devia responder, quando Slughorn virou-se explicando a nova matéria.
Resolveu que guardaria carinhosamente essa observação para um futuro favorável. Quando se tornasse importante, lembraria desse comentário e da família Malfoy. Iriam ser humilhados e pensariam duas vezes antes de dizer qualquer coisa sobre sua pessoa.
- Riddle! – um rapaz musculoso e com um enorme corte no olho esquerdo veio sorridente até Tom. Apesar de parecer simpático, tinha um olhar de poucos amigos e que poderia amassar quem o irritasse em trinta segundos.
Tom que estava almoçando, parou a colher à meia distância da boca e olhou para o garoto.
- Riddle. – repetiu. – Olá, sou Robert Scar, capitão do time de quadribol da Sonserina.
- Não foi um outro garoto que falou comigo no ano passado? Um tal de Hughes...
- Joshua Hughes já terminou o colégio e eu fiquei em seu lugar. Esse é o problema dos capitães...são escolhidos por seu tempo de experiência e habilidade. Ou seja: normalmente são os mais velhos que logo vão sair. Em todo caso, eu não gostava das táticas de Joshua mesmo. Sempre achei que até um duende manco era melhor do que ele.
Tom já estava ficando cansado da hipocrisia daquelas pessoas. Todos se faziam de amigos, mas queriam mais é ver o outro pelas costas e ficar em seu lugar. Não havia amizade verdadeira na Sonserina. Tom nunca confiara em ninguém e estando ali era mais um motivo.
- Hum... – respondeu desinteressado e voltou a prestar atenção em seu prato.
- Mas antes de sair, Joshua me falou sobre você. Lembro que Madame Hooch sempre o elogiou e ele o viu fazendo um arremesso muito bom na lixeira.
- Nossa...o time deve ser muito "bom", se vocês medem a habilidade de seus jogadores dessa forma. Não me admira que não ganhemos nada.
Robert fechou o semblante e cruzou os braços.
- Bem, vim aqui chamá-lo para um teste, mas pelo jeito não está interessado. De qualquer forma, estaremos reunidos hoje no campo, às 17 horas. Apareça se quiser. – saiu bruscamente fazendo sua capa esvoaçar.
Ainda não sabia o que fazer quanto a isso. Participaria ou não?
Virou-se para frente pela segunda vez e notou que Erin o olhava de forma sorridente.
- E então, Lorde? Vai tentar?
- Já disse para não me chamar assim... – Tom olhou para seu prato, desejando não ficar vermelho.
- Desculpe, "Senhor Riddle". – o garoto fechou os olhos irritado. Odiava que tirassem sarro dele. – Mas vai participar, ou não, do teste?
- Não me importo com quadribol e nem se ganhamos ou não.
- Acho que você daria um ótimo jogador. Sempre os admirei. – sorriu marotamente e esticou a mão para tocar a sua. – E imagina! Nenhuma menina resistiria a você. Inteligente, bonito e atlético! E ainda manda nos outros. – riu.
Tom afastou sua mão da dela e a olhou seriamente.
- Pare com isso. Não ligo para meninas.
- Ora! Prefere meninos então? – riu divertida com a provocação.
- É claro que não!
- Aiai...garotos. – voltou a pôr as mãos em seus talheres e comer alegremente. – Vocês são muito imaturos.
Abraxas surgiu com Leah e Kian, sentando-se, de repente, ao lado de Tom.
- Ei! É impressão minha ou você está falando mal de nós?
- Sim, estou. – sorriu.
- Ora, devemos nos defender, heim, Tom!
- Não obrigado. – levantou-se. – Tenho coisas melhores a fazer.
Virou-se em direção a saída, mas não sem antes ouvir os dois últimos comentários.
- Garoto estranho. – disse Abraxas.
- Adoro esse jeito dele. – Erin respondeu.
Tom chegou ao corredor irritado. Não suportava a maneira como Erin o fazia se sentir. Não gostava de ficar ao lado dela, nem no mesmo recinto que ela, mas ao mesmo tempo não conseguia esquecer seus lindos cabelos negros, aquele sorriso perturbador de quem sabe tudo sobre você, seu cheiro tão bom...
Tentou afastar tais pensamentos. Realmente tinha mais o que pensar. Havia tanto para fazer...cuidar do incômodo Scott, descobrir onde estava o medalhão, quem era o homem que podia ser seu parente mais próximo, se Dumbledore estava ou não desconfiado dele e arriscando sua vida acadêmica...sem falar dos estudos e agora o quadribol. Precisava listar uma seleção de prioridades para não esquecer nenhuma.
Foi para a biblioteca, apanhou seu diário e anotou, como fazia sempre agora, seus últimos pensamentos. Pôs os trabalhos e estudos em dia e novamente pegou o livro sobre a fundação de Hogwarts. Após a informação da ofidioglissia, não havia lido mais nada.
Começou a folhear por alguns minutos e nada parecia ser interessante. De repente, parou em uma página tomada por uma imensa figura que se assemelhava ao brasão da Sonserina. Por algum momento, pensou que fosse, mas então viu que a figura estava ornada com detalhes em ouro e prata em um bloco redondo e havia uma corrente em volta. Na legenda lia-se: "Medalhão de Salazar Slytherin. Perdido no tempo."
Então aquele era o seu medalhão. Pelo menos sabia agora como ele se parecia. O pequeno elfo, quando exigisse a ele o medalhão, não poderia enganá-lo.
Lembrando-se então do elfo, perguntou-se se ele já sabia de algo. Havia esquecido que o mandara investigar Dumbledore.
Pensava em como estaria se virando e se não haveria sido pego. Sentiu uma pequena pontada de ansiedade.
Após refletir em seu dormitório, decidiu que faria o teste para o time. Eles, com toda a certeza, o aceitariam, já que os dois últimos capitães haviam ido chamá-lo pessoalmente. Olhou para seu relógio trouxa e viu que faltavam dez minutos para as 17 horas. Desceu as escadas e foi até o escritório de Madame Hooch pedir uma das vassouras do colégio emprestada. Bateu na porta e ouviu a voz entediada da professora vir de dentro:
- Entre...
Tom a abriu e entrou timidamente.
- Boa tarde, professora Hooch. Lembra-se de mim?
A professora ergueu os olhos de sua mesa e reconheceu Tom.
- Olá, Riddle. Claro que lembro. Lembro de cada aluno que passou por minhas aulas. Como vai?
- Bem, obrigado.
- O que o traz aqui?
- Fui chamado para fazer o teste para o time de quadribol.
- Ah! Que ótimo! Sempre o achei muito talentoso.
- Obrigado. – fingiu-se modesto. – Mas eu não tenho vassoura. Poderia me emprestar alguma do colégio?
- Claro! – levantou-se e foi até uma porta que dava para um imenso armário, onde se via uma variedade incrível de vassouras de diversos anos. – Das mais antigas às mais atuais. Pode escolher.
Tom olhou admirado e apanhou a que parecia mais nova e veloz.
- Ótima escolha. Cumulus 1939. Foi lançada esse ano, mas não é uma das mais procuradas no mercado.
- Obrigado. – levou a vassoura consigo e seguiu para o campo. Antes que chegasse, porém, em um dos corredores vazios, Tom ouviu um estalo e olhou em volta. Tori estava parado a sua frente torcendo o pano sujo que cobria seu corpo. – Tori!
- Olá, mestre Riddle.
- E então? Descobriu alguma coisa?
- Ah sim, sim. Segui o professor Dumbledore o dia inteiro.
- Pensei que só fosse me reportar as notícias mais tarde, quando ele tivesse ido dormir.
- Ah sim, eu ia. Mas então o professor saiu do castelo.
- Saiu?
- Sim, foi visitar a família, parece. Acho que um irmão.
- E ele disse algo sobre o tal aluno?
- Escutei uma conversa dele com a professora McGonagall. Parece que ele está perguntando para cada professor como estão seus alunos e se sentem falta de alguma coisa no escritório. Todos respondem a mesma coisa: que os alunos estão normais (alguns bem outros não) e que não falta nada. Quando questionam o porquê disso, ele diz que não é nada. E parece que amanhã irá perguntar à Madame Pince se há alguém perguntando sobre bezoares e os últimos livros pegos.
Tom engoliu em seco. Pelas notícias, havia um lado bom e um ruim no que Tori contava. O bom é que o idiota do professor Slughorn não lembrava uma só palavra de suas perguntas sobre bezoar, legilimência e Dumbledore, ou teria dito a ele.
O lado ruim é que Dumbledore iria ver os últimos livros que Tom havia pego e não eram o que se podia dizer de livros educativos. Não os tirava da biblioteca, então não ficava registrado, mas Madame Pince poderia ter notado o que ele estava lendo e certamente comentaria que grande parte de suas visitações era na Sessão Reservada.
- Tudo bem, Tori. Continue com o trabalho. – Tori sorriu feliz, pelo que achava que tinha sido um elogio, e sumiu novamente da frente de Tom.
Tom olhou para o relógio e notou que estava 15 minutos atrasado.
Boa noite, pessoal.
Decidi que não vou mais postar na sexta-feira. Está ficando complicado, então vou passar para domingo mesmo. PODE SER (leiam direitinho, ta? PODE SER) que às vezes eu ainda poste na sexta, mas não será regra.
Espero que tenham gostado de mais esse capítulo. Ainda não me acostumei a chamar o Abraxas de Abraxas rs. Toda vez que vejo um filme ou série onde tem um personagem chamado "Cameron" sinto saudades do meu menino rsrsrsrs
Reviews!
SeraphValkyrie - Não se preocupe. Te entendo totalmente. Também tenho preguiça de colocar comentários, às vezes até de postar! Na verdade tenho preguiça de muitas coisas rsrsrs
Que bom que gostou. Sim, o Tom está evoluindo rapidamente. Em breve será aquele Voldemort que tanto odiamos rsrs
LadyProngs24 - review 1: (kkkkkk concordo com você!). Eu confessor que ainda não pensei se a Leah ficará com o Abraxas ou não... coloco umas indiretas aqui e ali, mas nada certo. A Erin é... hum... misteriosa rs e a relação delas também.
Não lembro de como descrevi a reação do Tom quando ele descobre, mas com certeza não teve saltinhos de alegria rsrs
review 2: Eles não tinham dito que iam abrir para todo mundo em outubro do ano passado? E ela vai escrever mais coisas do livro lá?
Você mandou e-mails para ela? rs Ela respondeu algum?
Eu coloquei esse nome de propósito mesmo. E realmente...de início essa informação não vai valer muito pro pessoal.
Beijos e até semana que vem. Eu não os abandonei!
