Parte 11

Nós ficamos na beliche de Frank sabe Deus por quanto tempo, recebendo a visita de Mikey uma vez, então ele pôde me abraçar e me oferecer mais chocolate.

Precisou de pouco de persuasão, mas agora eu estava finalmente sentado entre eles, ao invés de no colo deles, enquanto eles continuavam a beijar minha bochecha e pescoço a cada segundo, apesar dos meus protestos de 'eu estou bem'.

Terminando a segunda barra de chocolate – com a ajuda deles –, eu tentei levantar, mas eles apenas me puxaram de volta.

Eu suspirei. "Caras, eu estou com sede. Eu apenas quero beber uma coca, antes de reunir coragem de voltar ao meu ônibus."

Frank aumentou o aperto no meu braço. "Voltar? Não, você está ficando aqui… Onde nós podemos te proteger!"

"Me proteger?" eu perguntei ceticamente. "Eu preciso te lembrar que eu ainda tenho que ir ao palco com ele?"

Frank ia protestar, mas Gerard o interrompeu. "David está certo." Ele suspirou. "Então, vamos fazer isso."

"Eu estou ouvindo pluralismo."

"Nem fodendo que você vai lá sozinho." Gerard respondeu, seu tom não deixando espaço para discussão.

Não querendo brigar com eles, eu apenas concordei e me levantei, Frank segurando meu pulso o tempo todo, enquanto que Gerard apenas ficou perto de mim.

Saindo da área de descanso, Mikey, Ray e Bob apenas nos olharam preocupadamente.

Eu dei a eles um pequeno sorriso. "Eu estou bem."

Eles pareceram acreditar tanto quanto Gerard e Frank.

Sem me importar em manter um sorriso no meu rosto, eu ia dar um passo a frente, mas Gerard já tinha alcançado a geladeira e puxou uma coca, antes de voltar e me entregá-la.

Piscando, eu olhei a latinha, antes de abri-la, murmurando um levemente confuso "valeu."

Eu tinha uma placa de "pronto para quebrar" na minha cabeça e não sabia?

"Sem problemas." Gerard disse, antes de gentilmente afastar meu cabelo do meu rosto.

Eu estalei minha língua em aborrecimento, antes de deixar sair. "Eu não estou prestes a quebrar, pelo amor de Deus."

Os olhos de Gerard se arregalaram, enquanto sua mão congelava.

Afastando-me de Frank, eu continuei. "Eu estou bem. Pierre pode ser um cuzão e ter algum problema estúpido com algo... Mas eu estou bem. Yeah, isso está me machucando, mas eu não estou prestes a quebrar." o franzir da minha testa morrendo, eu dei a cada um deles um pequeno sorriso. Continuei. "Eu agradeço tudo o que estão fazendo por mim... Mas eu juro, se vocês continuarem me tratando desse modo, eu vou ter que socar vocês."

Mikey riu, despreocupado com minha ameaça. "Como se você pudesse nos machucar, garoto francês."

Tomando um gole da minha coca, eu respondi. "Não vamos ter que descobrir, vamos?"

Antes que Mikey pudesse responder, Frank tinha passado seus braços ao redor da minha cintura, seu queixo descansando no meu ombro, me fazendo olhar pra ele, assim que ele murmurou. "Mas eu quero cuidar de você."

"Tudo bem... Apenas não tanto."

"Okay." Ele murmurou, enquanto se aninhava no meu ombro, me fazendo sorrir levemente.

Gerard sorriu, antes de andar até nós dois, seus braços ao redor de ambos, enquanto ele beijava o topo da cabeça de Frank, antes de beijar minha bochecha. "E eu vou estar aqui cuidar dos dois."

Frank e eu sorrimos e olhamos para ele, antes de falarmos juntos. "E nós de você."

"E o resto de nós vamos estar chutando as bundas de quem quer que machuque um de vocês." Ray completou.

"Mas é claro." Frank concordou.

Sorrindo, eu dei outro gole no meu refrigerante, apenas mal afastando a lata da minha boca, quando Frank a pegou e começou a beber, enquanto saia do abraço.

Eu ri e balancei a cabeça, fazendo-o piscar, antes de se sentar no braço do sofá.

"Certo, bem, eu tenho que ir agora." Eu disse, me afastando de Gerard.

Eu não fui muito longe, entretanto, assim que todos do MCR se ergueram, Gerard e Mikey segurando cada um dos meus braços, enquanto Ray perguntava. "E onde você acha que está indo?"

"Meu ônibus…" Mikey e Gerard me seguraram com mais força, me fazendo rapidamente acrescentar. "Você sabe, para pegar as coisas que eu vou precisar para passar a noite aqui…"

Ray concordou e disse, enquanto Mikey soltava meu braço. "Yeah, certo, eu acho que você tem que fazer isso. Nós estamos indo com você, entretanto."

"Uh, o quê?"

Os lábios de Bob se esticaram num pequeno sorriso. "Você entrou nessa família, e nunca vai sair... O que significa que você está preso com nossa super proteção e defeitos malucos."

Eu não pude evitar o sorriso largo que apareceu no meu rosto. "Sabe... Eu realmente acho que posso viver com isso."

"Bom, por que você nunca vai se livrar disso." Mikey sorriu largamente, antes de ir até a porta do ônibus. "Então, vamos matar alguns Franco-Canadenses."

Eu franzi o cenho, enquanto Gerard começou a me puxar para fora do ônibus, os outros seguindo – mas não antes de Ray pegar uma sacola de academia e a estender para Gerard.

"Vocês não vão matar meus colegas de banda."

"E o vocalista?" Mikey perguntou. "Nós podemos matá-lo, não é?"

"Ou torturá-lo até que ele peça desculpas?" Frank sugeriu.

"Ou nada." Eu respondi. "Apenas… Apenas sejam educados. Ao menos até eu descobrir o que está errado, okay?"

Frank e Mikey deram suspiros dramáticos simultaneamente, fazendo Gerard, Bob e Ray rolar seus olhos.

Eu sorri suavemente; você definitivamente poderia dizer que esses cinco eram os melhores amigos... E apenas que eu fui aceito nisso era o bastante para me fazer querer abraçar cada um deles apertadamente.

"Eu amo vocês, caras." Eu disse, intencionando cada palavra.

"Amamos você também." Eles responderam e eu instantaneamente soube que eles realmente intencionaram cada palavra também.