Charlie Weasley chegou na bem cedo na manha seguinte. Animado e sorridente contou sobre os projetos novos com os dragões, sempre com uma sacola de veludo negro nos braços, cuidando dela como se sua vida dependesse disso.
Harry resolveu ler um pouco após o almoço, lia um livro sobre feitiços templários enquanto Draco dormia, seu corpo ao longo do sofá, a cabeça apoiada na coxa de Harry, que mantinha uma mão sobre o braço dele o acariciando ocasionalmente.
Harry franziu o cenho quando seus olhos bateram sobre um nome: O Feitiço do Coração Ausente
Fora esse o feitiço usado por Dumbledore em Draco quando completou sua maturidade Veela. Olhou para o rosto adormecido, tirando algumas mechas que haviam escapado da fita de cetim que os prendia.
O Feitiço do Coração Ausente é um dos mais cruéis feitiços relacionados a sentimentos, o bruxo que pronuncia o feitiço tem que ter uma magia de alto nível e poder de concentração. A pessoa que sofre o feitiço, alem de estar de acordo, deve estar ciente de seus efeitos. Os efeitos condizem exatamente com o nome do feitiço, onde os sentimentos que a pessoa tem em seu coração se ausentam, isso inclui todo e qualquer sentimento, transformando a pessoa em quase um objeto pois ela não esboça reação alguma por não possuir nada dentro de si. Sentimentos como euforia, medo, felicidade, surpresa, amor, paixão, tudo se esvaem.
O único jeito de se quebrar o feitiço é o tempo, já que a magia vai perdendo a força aos poucos. Normalmente esse feitiço é usado em Veelas, que não podem ficar com seus parceiros e para não definharem até a morte vivem sob o feitiço, normalmente quebrados pelo poder veela.
Harry leu uma, duas, até três vezes a mesma pagina, ainda tentando registrar o que havia acabo de ler. Então era por isso que no sexto ano, quando Draco atingiu sua maturidade veela ele havia ficado tão estranho, afastado e suas ações e sarcasmos pareciam ações forçadas e ensaiadas.
Seus olhos caíram novamente sobre a face adormecida, ele havia se movido e agora tinha a barriga virada pra cima, os lábios entreabertos, a franja já grande demais sobrindo os olhos e ele resonava levemente.
Deixando o livro na mesinha ao lado, dedicou total atenção ao belo ser que dormia em seu colo, contemplou a face serena e tranqüila, com o indicador, contornou os lábios rosados e convidativos, rindo quando Draco beijou a ponta de seu dedo, seu sono inabalado.
Beijou os lábios do outro levemente, os acariciando com a língua para logo em seguida introduzi-la na boca quente do outro, que com o movimento acordou e soltou um gemido de satisfação, afundando as mãos pálidas nos cabelos negros e correspondendo ao beijo com paixão.
- Harry...- Draco sussurrou, o peito arfante e os lábios inchados, a voz estrangulada de prazer e paixão.
Harry não pensou duas vezes antes de fazer Draco sentar em seu colo de lado, e recostando no sofá tece sua face adorada com beijos e carinhos. Os cabelos loiros rosavam em sua face lhe causando uma sensação gostosa, a mão macia que percorria seu rosto, pescoço e cabelos.
Não conseguiu evitar um gemido quando Draco beijou, mordeu e lambeu seu pescoço, fazendo com que ele se afastasse e o encarasse em seu olhar um misto de timidez, medo, desejo, paixão e inocência. Envolvido por aquele olhar, Harry deslizou a mão pela nuca delicada, e o puxou para outro beijo, seus corpos se colando ainda mais, as língua travando uma batalha deliciosa. Passaram a maior parte da tarde assim, porem ambos queriam mais, muito mais.
E quando Harry gemeu em seu ouvido sobre o quanto o queria, Draco não tinha outra opção a não ser se aferrar mais ao corpo do maior e gemer de volta.
- Eu também quero Harry....eu também quero.
O.O.O
- Ei Charlie o que é isso? – perguntou Ron durante o jantar apontando para a sacola no colo do ruivo. Charlie arregalou os olhos, mas após encarar os olhares curiosos levou todos para a sala e revelou sua carga preciosa.
- São, ovos de Dragão? – perguntou Hermione.
- Sim, mas não são ovos de um Dragão qualquer – explicou o domador – São ovos de Dragões Guerreiros.
- Guerreiro? – perguntou Hermione – Mas Charlie, Cavaleiros de Dragões estão extintos e... Draco?
O loiro parecia em transe, fitando o ovo branco perto da lareira. Havia algo, um som, um coração, chamando por ele, havia uma voz, infantil, gritando em sua mente. "Draco" "Draco" Chegou mais perto do ovo tomando o lugar de Charlie que sabiamente havia se afastado.
Charlie sabendo o que ia acontecer pediu silencio a todos e para que não interrompessem.
" Draco"
" Draco"
A voz infantil coava em sua mente e com cuidado tocou o ovo branco " É voce"
Crack
O ovo começou a se partir lentamente, uma pequena cauda branca surgiu, em seguida as asas e um perna, com dificuldade o pequeno Dragão saia do ovo. A cabeça surgiu coberta por um pedaço da casca deixando o animal levemente confuso e com um sorriso terno, Draco se livrou do pedaço de casca.
O pequeno Dragão agora totalmente livre, estava coberto por um gosma azulada, soltava pequenos pios enquanto tentava se equilibrar mas parou subitamente encarando os olhos nublados de Draco.
" Olá"
- Olá.
"Finalmente eu te encontrei, esperei 500 anos para te encontrar" A voz infantil sova como ondas na cabeça de Draco.
- Me encontrou? – perguntou confuso.
" Sim. Você é meu Cavaleiro"
- Cavaleiro?
Charlie que, com um pano quente e úmido, começou a limpar a criatura cuidadosamente.
- Ele disse que você é seu cavaleiro não é?
Draco apenas concordou com a cabeça enquanto seguia Charlie que tinha o Dragão nas mãos se sentando no sofá.
- Bem por onde eu posso começar – se perguntou
- Pelo começo? – falou Ron
- Não me interrompa – o ruivo mais velho fez uma careta – Existem três tipos de clãs de Dragões. Os Antigos são os três primeiros que habitaram o mundo. Os Lihá são os Dragões comum, que seguem os Antigos, como aquele que você enfrentou no Torneio Harry.
Charlie limpava o pequeno Dragão enquanto falava e este mantinha os olhos vidrados em Draco.
- Os Guerreiros são descendentes diretos dos Antigos, denominados para proteger a terra, escolhiam um humano como seu cavaleiro. No entanto, muitos homens se encantaram pelo poder e magia que os Dragões ofereciam e começaram a usá-los para coisas malignas. Tudo atingiu um ponto onde...o mundo quase foi destruído pela ganância deles, que começaram a ser chamados de Dragões Negros. Então os Antigos os destruíram e providenciaram para que não existissem mais Dragões Guerreiros.
Ele se ajeitou no sofá e passou o Dragão para o colo de Draco, e ambos mantinham contato visual, os olhos cinza de Draco nos quase brancos do Dragão.
- Por muito tempo se acreditou, que esses Dragões realmente estavam extintos mas algumas pessoas esconderam alguns ovos e somente ha uns 7 anos apareceu o primeiro Cavaleiro de Dragão e com ele muitos outros.
- Você foi o primeiro Cavaleiro de Dragão então?- Draco perguntou, mesmo com seu ar ausente enquanto fitava a criatura em seu colo seus ouvidos estavam atentos a cada palavra.
Passado o susto Charlie sorriu.
- Sim fui eu, Argulos apareceu um ano depois que eu cheguei na Romênia. Ele já ti disse qual o nome dele?
- Não, vocês não ouviram nossa conversa?
- Não Malfoy, Dragão e Cavaleiro compartilham uma ligação única, forte, leal e fiel, a ligação mental é somente uma parte dela.
Draco olhou para o seu Dragão. SEU. A criatura o olhava com curiosidade. Num movimento lento o Dragão ergueu as patas dianteiras as colocando no peito do loiro, aproximando os rostos.
" Eu me chamo Darius"
- Darius?
A voz infantil riu em sua mente.
" Sim, e você não precisa falar comigo em voz alta, basta pensar"
"Assim?"
"Isso. Você vai me aceitar?"
"Aceitar?"
"Sim, vai me aceitar como seu Dragão?" – encarava o loiro com expectativa, Draco apenas sorriu.
"Sim"
- Nos temos que partir em breve – informou Charlie.
- Partir? Para onde?
-Para Romênia – Charlie se levantou e pegou o outro ovo o guardando na sacola negra – Você deve treinar com seu Dragão, aprender a cuidar dele. Você quer isso?
Draco ficou um tempo parado, passou os olhos pela sala, todos os encaravam, seu olhar ficou um tempo sobre Harry que fitava a lareira como se soubesse que ele estava encarando-o. Partir?
- E-eu não sei, posso responder mais tarde tenho que falar com uma pessoa
- Claro.
Após alguns minutos, Draco estava em seu quarto na mansão dos Black. Darius estava perto da lareira sua cauda agitando no ar fazendo o fogo dançar conforme ela se mexia.
Não sabia o que fazer. Não poderia deixar seus pais, nem Severus e...Harry. Porem queria descobrir esse seu novo lado olhou para Darius antes de pegar o espelho de dois sentidos no bolso.
- Severus. Severus – chamou. Pouco tempo depois a imagem do Professor de poções apareceu no espelho.
- Diga Draco.
Draco se sentou na ponta da cama e começou a relatar os últimos acontecimentos, após alguns minutos Severus deu sei veredicto:
- Vá Draco
- Mas...
- Não. É a melhor coisa a se fazer, você ficara seguro, deve cumprir sua tarefa.
Draco não percebeu Darius subir, com um pouco de dificuldade, na cama, o sentiu escalar suas costas colocando as patas traseiras em um ombro, passando o corpo por trás de sua cabeça e apoiando as patas dianteiras no outro ombro.
- Esse é o seu dragão? – Severus perguntou olhando a criatura cor de gelo.
- Sim- sorriu o loiro acariciando o queixo da criatura.
- Ele é belo Draco, ele precisa de você, sei que ele esperou muito por isso. É algo único, você deve aproveitar.
- Esta bem – suspirou – Você pode falar com o pai e com a mãe, mandarei uma carta, mas será melhor você explicar direito.
- Certo. Até mais Draco.
- Até.
" Estou feliz"
" Por que?" – perguntou Draco se deitando na cama e puxando o dragão para se deitar em sua barriga.
" Nos vamos treinar, e será glorioso, me tornarei o melhor Dragão do mundo" a voz infantil soou orgulhosa e convencida e a criatura tomou uma postura imponente de mais para sua estatura.
Draco riu, se convencendo de que aquela era realmente a melhor decisão a se tomar. Analisou seu Dragão e acariciou sua cabeça o fazendo ronronar em contentamento. Um toque na porta desviou sua atenção para um sorridente Charlie.
- Parece que você já escolheu – disse fechando a porta e se encostando nela.
- Sim. Agora o que vamos fazer?
- Vamos partir daqui a alguns dias.
o.O.o
Todos já estavam se recolhendo enquanto Harry subia as escadas para ir se deitar, usava apenas uma calça de moletom cinza. Passou pela porta onde o veela estava e a encontrou aberta, como não avistou o loiro entrou.
- Draco?
- Aqui, Harry. – a voz veio de dentro do banheiro. Draco usava um pijama de seda azul marinho, com pés descalços. Penteava cuidadosamente os cabelos com uma escova prata onde havia o brasão dos Malfoy e o símbolo da Sonserina.
Harry parou na porta o observando cuidar dos cabelos ainda molhados. Caminhou até parar atrás do loiro, que havia parado seu trabalho. Fitando os olhos cinzentos, pegou a escova das mãos pálidas e começou a escovar lentamente os cabelos longos, primeiro as pontas desfazendo os nós.
- Charlie me contou sobre sua decisão – disse enquanto escovava o meio dos cabelos, que iam secando pouco a pouco.
- Conversei com Severos, ele me aconselho - Draco estava um pouco nervoso com aquela aproximação, abaixou um pouco a cabeça quase encostando o queixo no peito e espiava os movimentos de Harry através do espelho.
Ficaram em silencio confortável por um tempo, cada um perdido em pensamentos. Draco suspirou, aqueles gestos eram quase como carinhos suaves, não pode deixar de esboçar um sorriso. Harry usava a escova e os dedos da outra mão para arrumar seu cabelo.
Após terminar Harry se inclinou e depositou a bela escova na bancada, pegou a fita de cetim negro que o loiro lhe estendeu, arrumou os cabelos em um rabo de cavalo folgado. Draco que havia erguido a cabeça ficou fitando as esmeraldas brilhantes, o peito musculoso subia e descia lentamente e o rosto de traços fortes parecia tenso.
Harry o virou para si enterrando o rosto na curva do pescoço do outro, sentindo aquele cheiro que ele tanto gostava. Draco fez o mesmo e passou os braços em torno do moreno. Com uma das mãos acariciou os cabelos negros e Harry abraçou o tronco do outro apertando o abraço.
- Sabe..- murmurou Draco contra o pescoço do moreno após um tempo.
- O que? – ronronou Harry deliciado com o carinho em sua cabeça.
- Quando tudo isso acabar – suspirou – quero que você me leve na roda gigante novamente.
Harry sorriu e se afastou dentro do abraço para fitar o rosto do sonserino. - Claro, seria ótimo.
Abraçaram-se novamente, um abraço aconchegante, quente. Harry se sentia em paz, como se os problemas fossem coisas simples de um cotidiano. Draco soltou uma risadinha e enterrou mais o nariz no pescoço do moreno antes de falar.
- Por Merlin Harry como pude fazer aqueles botões " Potter fede"? Você cheira maravilhosamente bem.
Harry apenas soltou uma risadinha baixa. Foram para o quarto e sentados na cama, um pouco separados, conversaram sobre amenidades.
- Como assim seu primeiro beijo foi com Olívio Wood? – perguntou Harry surpreso.
Draco rodou os olhos e se acomodou melhor na cama, estavam sentado lado a lado encostados na cabeceira da cama, com Darius entre eles ambos tinham uma das mãos acariciando o criatura que volta e meia ronronava satisfeita com a atenção, as mãos se tocavam disparando um choque elétrico pelo corpo dos garotos.
- Era primavera foi no meu quarto ano e o ultimo dele. Ele era lindo, cheguei até pensar que ele era meu escolhido... – nesse momento Draco contraiu os lábios ao perceber que Harry estreitava os olhos perigosamente, não disfarçando o ciúme - ...um dia eu fui observar o treino de vocês e ele veio puxar assunto comigo na arquibancada, então aconteceu.
- E você gostou? – Harry não conseguiu refrear um sentimento estranho, como se...não gostasse de saber que outra pessoa havia beijado Draco. Oh sim, ele estava morrendo de ciúmes.
- Foi...molhado – Draco riu – O primeiro foi meio estranho. Nos encontramos escondidos algumas vezes mas nada de mais, quando ele se formou só trocamos algumas cartas.
- Ahh
- O seu primeiro com quem foi? – Mesmo sabendo que Harry já havia estado com varias garotas não podia ocultar o ciúmes que sentia.
- Cho Chang – riu da cara de " Oh que novidade" que o loiro fez – também foi..molhado – Harry disse rindo – também porque ela estava chorando.
Draco piscou algumas vezes em surpresa mas depois riu.
(...)
- E Pansy e Blaise? – perguntou.
Draco fez um tesk com a língua e murmurou
- Quando souberam que eu vinha para ordem e que estava seguro voltaram para o clã, eles são filhos dos Anciões tem deveres a cumprir.
(...)
- Sabe eu nunca gostei de poções – admitiu.
- Jura? Mas você é tão bom quanto a Mione.
- Só porque sou bom em uma coisa não significa que eu goste dela – repentinamente Draco se virou para Harry e declarou.
- Odeio suco de abobora.
- Que? – Harry quase gritou, fazendo Darius se sobressaltar e soltar um rosnado irritado por terem tirado ele de sua soneca.
- Desculpa Darius – acariciou a cabecinha branca – mas como você não gosta de suco de abobora é o melhor suco do mundo.
- Harry você não gosta de morango, nem de chá, nem de chocolate ao leite – Draco fez um cara de nojo – prefere chocolate meio amargo com castanhas éca.
Harry riu da careta de nojo do outro. Aqueles momentos com Draco estavam sendo muito preciosos. Sentiu tão bem, com sua atenção, beijos e carinhos. E agora Draco estava partindo, e era como se o estivesse deixando... abandonando e aquilo machucava. Mas ele havia machucado Draco mais ainda. Ficou do lado dele sendo gentil e cortes, sabendo que o outro sentia, sabendo que aquilo o afetava de uma maneiro que podia enlouquecê-lo e ele podia ver que o loiro se esforçava a duras penas para manter-se no controle. Harry fez uma nota mental de compensar todo esse sofrimento com muitos beijos.
Draco exercia uma atração sobre ele, gostava de sua presença, da voz aveludada, o rosto aristocrático, suas oscilações de humor, a pele tão pálida e imaculada que poderia ser compara a porcelana, os cabelos longos e platinados que eram cuidados quase que com adoração, os seus olhos.
Ahh os olhos. Poderia ficar horas, mergulhado nos olhos de prata, que ele tinha certeza que era onde toda a luz do mundo se refugiava. Draco podia não demonstrar seus sentimentos, mas seus olhos eram traidores, revelando todas as emoções em seu coração.
Harry adorava quando Draco sorria verdadeiramente porque quando ele sorria seus olhos sorriam junto e era a coisa mais magnífica de se observar
- Harry?
A voz de Draco o trouxe de volta para a realidade, encarou o veela que estava com uma expressão confusa e curiosa.
- Desculpa, acho que me perdi em pensamentos.
- Ohh tudo bem.
Draco checou o relógio no criado mudo ao lado da cama e sorriu se levantando e sorrindo misteriosamente para Harry. Pegou uma manta no armário e seguiu para a porta, vendo que Harry continuava no mesmo lugar se virou.
- Você não vem? – em seus lábios havia um sorriso sedutor.
Diante das palavras carregadas de promessas, Harry saiu da cama com cuidado, se sentiu um pouco incômodo pela falta de uma camisa, pegou o roupão negro em cima da poltrona e seguiu o loiro.
Draco andava pela mansão como se esta fosse sua, sem se importar com seus pés descalços ou com a barra do seu pijama arrastando no chão. Subiram as escadas do terceiro andar e chegaram ao final do corredor que dava para uma portinha bem estreita.
Com cuidado entraram no lugar que era iluminado por uma pequena janela no teto e logo abaixo dessa janela havia um escada. Draco colocou a manta no ombro e subiu a escada, tentando abrir a janela sem sucesso. Harry se adiantou e subiu a escada parando atrás do loiro, o lugar era tão estreito que suas cortas poderiam se apoiar sem dificuldades na parede atrás de si.
Harry colou sua bochecha a de Draco para poder tentar abrir a trava, enferrujada pelo tempo, conforme se mexia, seus corpos se rosavam tentadoramente, um gritinho de susto vindo do loiro, lhe chamou atenção.
Ao se dar conta que tinha uma rígida ereção, Harry corou violentamente, mas o gemido de Draco lhe chamou atenção. Ele tinha a testa apoiada em um degrau e as mãos apertando as laterais da escada. Seus dentes castigavam o lábio inferior e ele parecia respirar com dificuldade, ele começava a brilhar levemente.
Uma onda de desejo varreu o seu corpo, por isso não pensou duas vezes quando prensou ainda mais seu corpo contra o de Draco, fazendo sua ereção rosar nas nadegas firmes, uma de suas mãos, viajou pela lateral do corpo pequeno e penetrou a camisa do pijama, acariciando o ventre liso e deixando as pontas dos dedos entrarem pelo elástico do pijama, em uma provocação enlouquecedora.
Com um solavanco conseguiu abrir a janela com isso uma nuvem de poeira envolveu ambos fazendo com que Draco espirrasse repetidas vezes e Harry reprimiu um sorriso o jeito com que ele espirrava era...adorável. Mas isso não foi o suficiente para aplacar o desejo que os envolvia.
- Sobe...- a voz rouca e baixa de Harry em seu ouvido, ameaçou a sanidade de Draco, mas mesmo assim ele rapidamente subiu para o terraço
O céu estrelado e a noite fresca eram convidativos. Draco se apressou e estendeu a manta no chão se sentando sobre ela, então encarou Harry, parado ao lado da entrada.
O moreno moveu a varinha, fazendo um feitiço de aquecimento. Observou o Veela ali sentado, os joelhos flexionados, apoiado nas mãos, em seu olhar havia expectativa;
- Você é lindo... meu Veela... - disse, quase em um sussurro, se ajoelhando entre as pernas do loiro, começando a beijar seus lábios com intensidade.
O beijo foi se intensificando, e lentamente Harry os foi empurrando em direção a manta. Draco abriu as pernas para acomodar melhor o moreno e ambos soltaram gemidos estrangulados de prazer quando suas ereções se rosaram.
- Ahh, Harry – Draco gemeu, seus olhos escuros de desejo, seu corpo brilhava na escuridão da noite. Suas mãos penetraram o roupão de Harry, o no frouxo se desfez e eles rapidamente se livraram do tecido.
Impulsionando seu quadril contra o no loiro, Harry arrancou um urro de prazer de Draco, que arranhou suas costas, o fazendo soltar um grunhido de prazer e dor. Abandonou a boca do loiro, a deixando inchada e rubra, para morder e lamber o lóbulo de sua orelha e escorregar para seu pescoço. Ambos movendo seus quadris em sincronia.
Para total surpresa de Harry, o próprio Draco tomou a iniciativa e começou a abrir os botões do próprio pijama, com presa, e Harry o ajudou na tarefa, e assim que teve o tronco exposto o adorou com as mãos, seus lábios alcançaram um dos mamilos. Ele lambeu e o mordeu sem piedade, enquanto massageava o outro com a mão, fez a mesma coisa com o outro mamilo, para então continuar trilhando um caminho de beijos pelo ventre imaculado até chegar ao elástico do pijama.
Nesse momento, ele olhou para Draco, que o encarava ofegante e ansioso, recebendo um sorriso cheio de confiança e incentivo, começou a puxar a calça, revelando o membro rígido e pulsante. Harry não pode deixar de conter um sorriso malicioso quando constatou que Draco não usava cuecas para dormir.
Novamente olhando para o veela, viu que ele havia fechado os olhos.
- Draco, olhe pra mim – ele pediu. O loiro abriu os olhos e se apoiou nos cotovelos, se perdendo no mar verde que o encarava.
- Quero que veja o que vou fazer com você – ele disse serio. Envolveu a ereção rosada com uma mão, movimentando-a de cima pra baixo lentamente. Então ele lambeu o liquido que saia da cabeça rosada, fazendo Draco ofegar extasiado. Não perdeu tempo e envolveu a ereção com sua boca, fazendo pressão com os lábios enquanto ia acomodando o membro dentro da boca, para então fazer movimentos de baixo para cima.
Draco jogou a cabeça para trás e gritou, era tanto prazer que ele não conseguia segurar, voltou a observar aquela cena, Harry o olhando, um olhar cheio de fome e luxuria, enquanto mordia e lambia sua ereção sem qualquer pudor.
Harry gemeu satisfeito quando Draco se deixou cair novamente na manta, provavelmente nem percebendo que havia afastado mais as pernas. Entrelaçou uma das mãos com a do outro, enquanto a outra acariciava sua cintura esbelta. Harry sugou mais forte, sentindo seu membro rígido, dolorosamente preso e carente dentro de suas calças, mas não se importou, queria dar mais prazer a Draco, ouvir seus gemidos e gritos de prazer.
- Harry...eu vou..ohh – com isso, o moreno intensificou ainda mais seus movimentos, até que Draco gozou, gritando seu nome.
Draco gemeu ainda mais, enquanto Harry sugava todo o liquido, limpando qualquer gota que viesse a escapar. Então foi a vez de Harry gemer, assim que se colocou novamente na altura dos olhos de Draco, o loiro o empurrou de lado e enfiou a mão dentro das calças do do pijama.
- D-Draco...- ele gemeu, seus lábios rosando nos de Draco, que tinha um sorriso malicioso nos lábios e um olhar de satisfação, não demorou muito até que se derramasse nas mãos do veela, gemendo seu nome.
Draco continuou massageando o membro de Harry enquanto o beijava, sentindo seu próprio gosto, não tinha coragem de fazer o mesmo que Harry havia feito em si, pois não sabia fazer aquilo, mas ao menos pode alivia-lo com sua mão.
- Harry isso foi...- ele nem tinha palavras pra explica.
- Incrível – o moreno completou, eles se beijaram mais uma vez. Harry o ajudou a vestir o pijama novamente e buscou o roupão que fora atirado para longe, conjurou um cobertor macio e os cobriu. Nem perceberam a estrela cadente que havia cortado o céu quando Draco havia atingido o clímax, mas isso não importava muito, seus desejos estavam se realizando, mesmo que numa velocidade lenta.
N/A:
Bem provavelmente vocês estão querendo me matar, mil desculpas gente, mas a vida ta difícil, e minha inspiração tb, mas não, eu jamais vou abandonar uma fic minha, pode demora mas eu vo atualizar todas.
Bem, quero dizer que Todas as Cores do Céu vai ser atualizada em breve, Lovely Little Love foi atualizada a pouco tempo, Sweetnes será modificada e Neapilitan Dreams será continuada em breve, não se preocupem.
Comentem plz
bjs
