- Parte 11 -

Ao chegar ao escritório, Jake novamente se transformou em humano. O problema era que ele não havia tido tempo de amarrar uma roupa ao seu calcanhar, e ao se transformar, estava nu. Os olhos azul-claros de Dumbledore se arregalaram, por cima dos óculos de meia lua, ao ver como Jacob Black era um cara grandioso.

— Caramba — Dumbledore disse a si mesmo — eu não via um desse desde a época de Grindelwald.

— Um o que? — indagou Jake assustado.

— Ah, mosquito — Dumbledore corrigiu, ficando vermelho — eu vi um mosquito enorme, mas já foi embora. Mosquitão!

— Olha, diretor — disse Jake nu, jogando Rosalie em cima da mesa — essa vaca tentou matar Anne Hale. O que eu faço com ela? O senhor pode dar um jeito?

— SAI CU! — gritou Rosalie — Com Emmett em casa, você acha que eu vou querer esse velho?

— Nem disso eu gosto, beesha! — gritou Dumbledore, em um espasmo de viadagem — Quer dizer, quer dizer... Eu não sei como lidar, Black.

Então a porta do escritório de Dumbledore abriu, e por ela irromperam três homens extremamente pálidos, de pele quase translúcida e olhos vermelhos. Ao vê-los, Dumbledore se levanta, de olhos brilhando e coração acelerado, e grita:

— GELLERT!

Os três vampiros ficaram uma cara de –qqq, enquanto Dumbledore continuava com sua expressão apaixonada.

— Gellert Grindelwald — e então, ficou evidente que ele se referia a Caius Volturi — terá reencarnado nesse jovem?

— Esse cara bebeu — disse Caius.

— Opa! Alguém falou em bebida?

Nesse momento, Amy entrou no escritório, a garrafa de hidromel em uma mão e a outra na cintura. Todos a olharam, esquecendo, em seguida, de sua presença.

— O senhor está enganado — disse o sensato Aro — Caius tem milhões de anos, deve apenas ser alguém muito parecido com o homem ao qual o senhor se refere. Bem, nós somos os Volturi, e viemos buscar essa vac... digo, moça, por perturbar a ordem. Temos uma lei, que é ocultar o segredo de sermos vampiros, mas essa porra está sendo cada vez mais quebrada!

— Pode levar — Dumbledore disse indiferente — mas poderíamos fazer uma troca. A loira pelo loiro, o que acha?

— Olha, senhor, eu sou velho, mas sou conservado, tá? E gosto de garotinhos... Quer dizer, de garotinhas.

Uma nova interrupção: Christine e Anne adentraram o escritório.

— Ouvi falar que os Volturi estavam aqui — disse Anne ansiosa — para levar minha prima.

— Alguma objeção? — disse Aro em um tom suave.

— Não, nenhuma. Só uma dica: corte os cabelos dela antes, e faça o penteado do Ronaldo na seleção.

— TUDO, MENOS ISSO! — gritou Rosalie — ATÉ PREFIRO DAR PRO VELHO!

O clima estava demasiadamente tenso, mas Christine não conseguia mais prestar atenção ao furdúncio. Seus olhos estavam direcionados ao único vampiro que não havia falado, nem sequer se expressado. Marcus Volturi.

— Pelo cajado de Lucius Malfoy — ela disse com a voz falhada — quem é ele?

Todos os olhares se voltaram para a garota, inclusive o do vampiro em questão.

— Puta que pariu, Chris — objetou Anne — você tem um mau gosto...

Mas Christine ignorou e se dirigiu ao vampiro de cabelos longos e levemente ondulados, e aparência apática.

— Oi, sou Christine Lestrange. Quer fazer um tour pelo castelo de Hogwarts?

Marcus deu de ombros.

— Vai, Marcus — disse Aro — você não serve pra nada mesmo.

— Ai, não fala assim! — defendeu Christine — Mas não liga, Marcus, vamos à masmorra, e eu provo que você serve pra muita coisa.

Christine se retirou, com Marcus Volturi a seus calcanhares.

— Então, como fica? — indagou Jake, que a essa altura, ainda estava nu.

— Nós vamos levá-la — disse Aro.

— Tá — Jake concordou — leva, e depois vocês se acertam com os Cullen, aquele bando de viadinhos.

— Então, podemos ir? — disse Aro.

— O loiro não pode ficar? T_T — indagou Dumbledore.

— Não! — disse Caius irritado.

Os Volturi se retiraram levando Rosalie pelos cabelos.

— Vocês já podem voltar para o salão comunal — disse Dumbledore, visivelmente nervoso por não ter conseguido pegar o Caius — e levem aquela bêbada.

Amy dormia, recostada a uma poltrona, a garrafa vazia de hidromel pendendo em sua mão direita.

— E eu vou voltar pelado? — indagou Jake.

— Tá, leva a minha capa, mas traz de volta, porque tenho recordações com ela.

— É — disse Jake pegando a capa e observando-a — percebe-se pelas manchas brancas.

Enquanto isso, Christine apresentava a Marcus Volturi a melhor parte do castelo.

— Essa é a Sala Precisa — ela dizia, e não se importava que ele não demonstrasse nenhum interesse — é só falar o que você precisa, e dar três voltinhas, sacou?

A garota pediu o mesmo de sempre, e a porta se materializou na parede lisa. Entraram. O ambiente era como um quarto muito escuro, à luz de velas bruxuleantes.

— Que tal? — ela indagou e ficou sem resposta — Porra, você não fala? Ah, que importa!

Christine já sabia o que fazer, e fez, obviamente. Agarrou Marcus de jeito e ele, num instante, mostrou que não era, assim, tão apático. A garota estivera há algumas horas pensando no que Anne dissera sobre os sentimentos de Snape, e achou que a vingança era uma boa desculpa pra traçar o vampiro irresistivelmente estranho.

No dormitório feminino da Sonserina, a capa de Dumbledore estava jogada a um canto e as vestes femininas a outro. Podia-se dizer que era o início de um incêndio.