Saga ficou sentado no sofá observando o aquariano passar pra lá e pra cá, sempre limpando algo ou organizando as coisas. O geminiano nunca tinha imaginado nada parecido. Ter Camus assim tão perto e disponível somente pra ele era bom demais pra ser verdade. Ele estava sempre com uma sensação de tensão, como se ele fosse acorda de repente e tudo isso que estava acontecendo fosse apenas mais um sonho.

-Levanta os pés, Saga - Camus disse passando pano no chão.

O geminiano fez o que o francês falou rapidamente, observando-o limpar o chão.

-O que foi? - O aquariano perguntou observando o olhar pensativo do rapaz sobre si.

-Nada, apenas nunca imaginei te ver desse jeito - Saga disse sorridente - É um pouco novo pra mim.

-Acostume-se - O ruivo disse orgulhoso - Eu odeio bagunça, sempre deixo tudo organizado e limpinho.

-Hohoho - O geminiano sorriu divertido - Parece que temos alguém responsável aqui...

-Que bom que você sabe - Camus disse sorrindo maliciosamente.

O francês jogou a vassoura do outro lado da sala e se sentou no colo de Saga, iniciando um beijo quente, o que chocou o grego. Camus o apertava em seus braços e atacava sua boca com ferocidade, rebolando lentamente. O geminiano ficou imóvel por alguns segundos, mas logo correspondeu ao beijo e abraçou o ruivo apertadamente. O francês parou o beijo e deitou sua cabeça no ombro direito de Saga.

-Pra quem não quer transar agora você tem bastante fogo - Saga disse divertido.

-Beijar não é transar, Saga - O ruivo respondeu no mesmo tom.

-Mas rebolar em cima de mim é a mesma coisa que pedir pra transar - O grego apertou mais ainda o abraço.

-Que hora os meninos saem da escola? - O francês disse encarando o relógio.

-Meio dia.

-Saga...

-Hum?

-É meio dia e quinze - Camus disse sério.

-Puta que pariu!

Saga levantou correndo com Camus preso ao peito. O grego correu na velocidade da luz até a escola, ainda com Camus junto ao peito. O francês acabara por enlaçar as pernas na cintura do geminiano, pra não cair. Quando chegaram e Saga finalmente liberou o ruivo, os meninos conversavam animadamente com os amiguinhos embaixo da mesma árvore. Aspros ainda estava com o menino de cabelos esverdeados e Defteros falava com os outros meninos.

-Ali, Camus - Saga chamou a atenção do francês - Viu?

-Sim - O ruivo observava os dois - Ele parece estar mesmo apaixonado, só que ele nem desconfia o que esta amando! - Camus disse com corações nos olhos.

-Vamos lá chamar eles.

-Vamos - Os dois se aproximaram da árvore.

-Tio Sagaaaaaaa! - Todos os amiguinhos dos gêmeos pularam no geminiano mais velho.

-Oi crianças! - Saga abraçou todos eles sorrindo.

-Quem é esse moço que veio junto com você, Tio Saga? - Um menino de cabelos azuis escuros perguntou curioso.

-Esse é o Camus, digam oi pra ele! - O grego apontou pro ruivo que corou na hora.

-Oi Tio Camus! - Todos falaram juntos.

-Oi crianças - Camus respondeu sorridente porém envergonhado.

-Papai! Papi! - Defteros foi correndo até eles.

-Defteros! - Saga o pegou no colo e o menino o abraçou.

Neste momento, Aspros e Dégel olharam pra trás, para onde Saga, Camus e Defteros estavam. Aspros sorriu ao ver que o pai havia vindo buscá-los, mas seu sorriso se desfez quando viu que seu querido Dégel havia derramado uma lágrima.

-O que aconteceu, Dégel? - Aspros perguntou preocupado.

-Me diz, Aspro - O menino disse encarando Camus - Aquele ruivo... É o Camus de Aquário, não é?

-Sim - Aspros disse sorridente - Ele é incrível! Você conhece ele, Dégel?

-Não... Mas ele... - O menino começou a andar lentamente, como se estivesse em transe, em direção ao francês.

Camus reparou no menino de cabelos esverdeados e resolveu se abaixar, para abraçá-lo. Quando o pequeno percebeu que Camus havia se abaixado, correu em direção à ele, pulou em seus braços fortes e o abraçou apertadamente. Algumas lágrimas insistiam em cair dos olhos do menino. Saga, Aspros, Defteros e Camus assistiam a cena completamente confusos.

-Até que em fim eu te achei, pai...