...and Brennan makes love for lust
Every You & Every Me
Autor: Rebeca Maria
Categoria: spoilers até a 3ª temporada e alusão da 4ª.
Advertências: Futuro smut, Angst.
Classificação: M/MA - Nc17
Capítulos: E este é o oitavo e meio
Completa: Não
Sinopse: "É sempre tudo sobre você e tudo sobre mim, Temperance! Sempre. Eu quero fazer com que seja tudo sobre nós!"
Capítulo 8,5
"Booth makes love for love
& Brennan makes love for lust"
Brennan & Booth
Romance
Smut
Ela não conhecia esse lado dele. O lado passional, o lado irracional. O lado que o guiava e dizia que tudo o que importava era que ele deveria dar prazer a ela.
Ela não conhecia o Booth que dizia, no seu ouvido, 'Geme pra mim, Temperance.', enquanto a tocava com tanta intimidade que era quase impossível não fazer o que ele pedia. O que ele mandava.
Ela não conhecia o Booth que falava com a voz rouca e baixa e que gemia com o simples toque dos dedos dela em seu peito.
Ela não conhecia aquele homem que a guiava e seduzia como a melhor das amantes, que falava com ela enquanto ela se perdia e o desejava ainda mais.
Ela não conhecia o cara que fazia amor por amor com ela. Não conhecia o homem que a fazia querer fazer amor com ele. Por desejo. Por luxúria. Por prazer. Por perdição.
E ela definitivamente não conhecia o seu parceiro. O mesmo parceiro que a acompanhava quase diariamente em seu trabalho e que estava agora deitado na cama com ela.
Ela não conhecia Seeley Booth.
x.x.x
"Por que você fez isso? O que você está fazendo com a minha cabeça?" – ela parou e ouviu-o suspirar longamente. Sentiu o coração dele acelerar algumas batidas e então sentiu um beijo dele no alto de sua cabeça – "O que você quer, Booth?"
"Eu quero beijar você, Temperance." – ele disse, fazendo-a olhá-lo. Ela nunca havia visto os olhos dele tão escuros como naquela hora – "Em todos os lugares."
Ela piscou algumas vezes, antes de fechar os olhos e crispar os lábios num meio sorriso. Uma confirmação sem palavras. Era o que Booth precisava.
"Eu quero beijar seu rosto." – ele colocou o rosto dela entre suas mãos e deu um beijo suave na bochecha de Brennan – "Todos os dias, assim, por motivo nenhum. Talvez apenas para sentir que eu posso fazer isso." – ele virou o rosto dela levemente e levou sua boca até bem próximo do seu ouvido – "Quero falar no seu ouvido que posso arrepiar o seu corpo apenas com as minhas palavras." – ele encostou os lábios na orelha dela – "Não é mesmo?" – e então ele sentiu-a arrepiar-se sob sua palma – "Eu quero beijar sua boca." – ele colocou os lábios a centímetros de distância dos lábios dela – "Olhe para mim, Bones." – ela abriu os olhos e fitou o olhar escuro dele – "Eu quero beijar sua boca para senti-la abrir-se para mim, sentir que você quer tanto quanto eu. Sentir o seu gosto." – ele aproximou-se mais um centímetro, e ela quase pôde jurar que a boca dele estava colada à sua. Mas então, antes que ela pudesse retrucar, ele levou os lábios até o pescoço dela e beijou-a, com força, mas sem deixar marcas.
As mãos dele estavam agora na frente da camisa dela, desabotoando os dois primeiros botões. As mãos dela, sem ela perceber, seguiam para os ombros dele.
"Quero sentir seu corpo tremer quando meus lábios beijam seu pescoço. Seus ombros." – ele trilhou beijos até o ombro dela, à medida que afastava o tecido da camisa ligeiramente, mas sem tirá-la do corpo dela, mas fazendo com que o jaleco caísse no chão – "Quero que você sinta minhas mãos no seu corpo e antecipe as sensações."
Brennan suspirou longamente. Sua mente se forçava a pensar 'Faça-o parar. Faça-o parar. Há uma linha'. Mas então, seu corpo traía seus pensamentos ao tremer com as palavras dele. E os lábios dele em sua pele faziam-na jogar os pensamentos para um canto escuro e substituí-los por mais suspiros.
Quando os lábios dele se afastaram de sua pele por mais de dez segundos ela resolveu abrir os olhos novamente. E encontrou-o olhando para ela, com aquele olhar escuro de profundo deleite. E mais do que isso: desejo.
"É sempre tudo sobre mim e tudo sobre você, Temperance." – ele falou, com a voz rouca e baixa. Sexy. Ela prendeu a respiração quando ele aproximou os lábios do ouvido dela – "Sempre!" – ele baixou os lábios e beijou levemente a curva do pescoço dela para depois voltar a olhar para ela, com a boca a centímetros de distância da de Brennan – "Eu quero fazer com que seja tudo sobre nós!"
Ele fechou os olhos, e Brennan pôde parar por alguns segundos para olhar o rosto dele. Estava meio tenso, meio contorcido. Os músculos numa expectativa que ela podia ler apenas pela expressão dele.
Ela ergueu a mão e tocou o rosto dele. Booth não abriu os olhos, mas virou levemente a face até que sua boca beijasse a palma da mão dela. Brennan passou a mão por todo o rosto dele. Sentindo a pele e a barba por fazer. Passou as pontas dos dedos pelo nariz e pelos lábios de Booth, e sentiu-o prender a respiração. Então ela retraiu a mão por alguns segundos, em que ele permaneceu com a respiração presa e com os olhos fechados.
Então ela espalmou a mão sobre o peito dele, por cima da camisa, do lado esquerdo. Tum. Tum. Tum. Repetidas vezes. Muito rápido. Ela baixou a cabeça, olhou para a própria mão.
"Faça." – ela sussurrou, com a voz tão baixa que só quem estivesse tão perto dela, como Booth estava, ouviria. E então ela ouviu-o soltar a respiração.
E quando ele abriu os olhos e colocou o indicador no queixo dela, fazendo-a olhar para ele, Brennan viu o brilho mais fantástico e mais escuro possível nos olhos dele. Havia desejo. Um desejo puro, quase primal. E uma sombra ainda mais intensa, que ela não pôde identificar o que era.
Booth sorriu seu sorriso charmoso e Brennan, por alguns segundos, se derreteu. Ele não podia seduzi-la daquele modo com tanta facilidade, podia? Ele não podia ser capaz de fazer isso com um olhar e um sorriso. Simplesmente não podia.
Ela sentia seu corpo tremer apenas com o olhar dele. E havia a antecipação, de um próximo gesto, uma próxima palavra. Qualquer coisa. E quando ela não conseguiu mais esperar por isso, ela passou os braços pelo pescoço dele e colou seus lábios nos de Booth.
Ela queria saber mais. Queria tocá-lo mais. Queria sentir a pele dele sob os seus dedos. Ela não sabia se estava flutuando ou se estava caindo. Sentia aquele friozinho peculiar no estômago, como se houvesse milhares de borboletas voando, suas pernas tremiam, seu coração acelerava mais a cada segundo, e ela tentava aprofundar o beijo, enquanto, inconscientemente, desabotoava a camisa de Booth.
Passou os dedos na barriga dele, sentindo os músculos se retraírem e ele rir e suspirar baixinho contra os seus lábios, enquanto as mãos dele agarravam-se à cintura e ao pescoço dela, trazendo-a para mais perto dele.
E ela pôde passar as mãos ainda mais no corpo dele, tentando tirar a camisa, mas sem sucesso, e então levando os dedos ao cinto dele. E foi quando tudo, de repente, parou.
Booth manteve seu braço apertado contra a cintura dela, segurando-a perto de seu corpo, enquanto afundava o rosto no pescoço dela e respirava forte. Brennan podia quase sentir as batidas do peito dele contra o seu.
"Isso está errado." – ele disse e ela estremeceu. De raiva. De medo. Errado? – "Eu não posso fazer isso com você, Temperance. Não desse jeito." – ele continuou, com a voz mais calma que a situação permitia. Sua mão, antes na cintura dela, começou a passear pelas costas de Brennan – "Vem."
Ele afastou-se e puxou-a pela mão, pelo corredor, até o quarto dele. Ele abriu a porta, entrou junto com ela e largou a mão dela. Imediatamente ele foi até a cama e puxou todos os lençóis de uma vez.
Brennan ficou na porta, tentando entender o que ele estava fazendo. Booth parecia elétrico, excitado e, de algum modo, ligado no piloto automático. Até onde ela pôde ler a expressão do rosto dele, ela soube que ele tinha um objetivo. Ela viu-o jogar os lençóis da cama para dentro de um cesto e quase imediatamente pegou lençóis novos, vermelhos, e estendeu-os rapidamente sobre o colchão.
E então, esse era o tempo que ela tinha para pensar no que estava fazendo. Ir até a casa de Booth. Beijá-lo. Deixar-se ser seduzida. Isso estava errado, não estava? Eles não podiam botar tudo a perder quando havia tanto a perder. Ela tremeu quando sua cabeça se encheu de pensamentos que não deveriam estar lá.
"Você não vai pirar agora, Temperance!" – ela piscou algumas vezes e focou Booth logo à sua frente - "Eu não vou deixar você pirar agora."
Ela ia falar algo. Mas Booth não deixou. Ele fechou a porta do quarto e encostou Brennan nela e colocou uma mão de cada lado da cabeça dela. Separou seu corpo do dela e inclinou a cabeça, deixando seus lábios a milímetros dos dela. Ele podia sentir a respiração dela. Colou os lábios brevemente, para depois separá-los e deixá-los quase colados, como antes. Os olhos dela brilhavam.
Então ele colou novamente os lábios. O contato físico entre eles se resumia ao beijo. Lento, retraído. Um toque de lábios quase inocente. Até que ele passou a língua pelos lábios dela, fazendo-os abrirem-se para ele. Booth fechou os olhos tão logo a viu fechar os dela. E sentiu a língua dela encontrar a sua no toque mais suave possível. O mais lento. O toque que fez o coração dela bater tão rápido como o dele. Era o toque mais intenso que ela experimentara na vida. E era apenas um beijo.
Ele a estava provocando. Queria que ela suportasse apenas um beijo deles. Sem nenhum outro contato entre os corpos. Ele abriu ligeiramente mais a boca e aprofundou o beijo. E ele quase teve certeza de ter ouvido um suspiro longo dela, de alívio, e excitação.
As línguas se engalfinhavam mais ligeiramente agora. Buscavam-se. Tocavam-se. Retraíam-se. Para tocarem-se novamente. Ele podia sentir o corpo dela tremer, mesmo sem tocá-la. E ele sabia disso, porque o seu próprio corpo estava tremendo, implorando por algo mais físico.
x.x.x
"Eu quero que você pense em nada enquanto eu te beijo. Quero que você não consiga pensar em nada."
x.x.x
Então ele deixou que seus dedos tocassem a mão dela. Houve um choque de antecipação. Uma das mãos dele ainda estava na porta, do lado da cabeça dela, a outra, que descera e encontrara a mão dela, agora se movia pela camisa dela, desabotoando os botões que ele não desabotoara anteriormente. Ele estava com olhos fixos nos dela, os lábios ainda bastante próximos, o suficiente para deixá-los na expectativa de um próximo beijo.
Quando ele desabotoou toda a camisa, ele subiu a mão pelo corpo dela. O toque era leve, quase inexistente, com as pontas dos dedos, num ritmo lento, que passou pela barriga dela e por entre os seios, sem tocá-los realmente sobre o tecido do sutiã, mas Booth sentiu o corpo dela tremer ligeiramente quando ele passou os dedos naquele local específico. Então, suas mãos alcançaram o pescoço dela. Brennan fechou os olhos.
Ele deixou sua mão por baixo do colarinho da camisa, fazendo com que o tecido caísse pelos ombros dela e ficasse esquecido no chão.
A mão dele estava no ombro dela, e desceu lentamente pelas costas dela. Dessa vez, o toque pesado, com a mão inteira. Os olhos ainda vidrados um no outro.
Quando a mão de Booth chegou à cintura dela, ele deu um passo para trás, trazendo-a consigo e colando os corpos. A mão que antes estava na parede, pousou nas costas dela, segurando-a ainda mais perto.
Ele beijou a curva do pescoço dela, a mão dele tocou-a novamente. A pele dela era macia e fria, e ainda estava molhada por causa da chuva que ela tomara. Ela contraiu a barriga ao primeiro toque, mas deixou que ele subisse os dedos e tocasse o limite de seu sutiã. E antes que subissem um pouco mais, ele desviou e foi até o fecho do tecido, abrindo-o com agilidade.
x.x.x
"Quero que você sinta minhas mãos no seu corpo e antecipe as sensações."
x.x.x
"Você não tem idéia de como eu quero fazer isso há tanto tempo, Temperance. Mostrar que eu posso ser pra você muito mais do que um parceiro de trabalho. Mostrar como você é importante pra mim!" – ele disse isso no ouvido dela, enquanto gentilmente fazia com que o sutiã dela caísse no chão – "Eu quero poder tocar você e sentir como o seu corpo reage." – então ele alcançou a boca dela e beijou-a. Com suavidade, mas de uma forma mais profunda do que as outras vezes que a tinha beijado naquela noite.
As mãos dele flanquearam o corpo dela. Ela tremeu e suspirou profundamente entre um beijo e outro. Ele encostou-a na porta e deixou apenas um pequeno espaço entre eles.
Booth dedilhou as costas dela até chegar ao cós da calça. Guiou a sua mão até o botão da calça. A outra mão subiu pesadamente pela barriga de Brennan, e seus dedos apenas tocaram a curva de seus seios.
Ele parou de beijá-la e olhou-a. Ela estava com os olhos fechados. A expressão relaxada e expectativa como ele nunca tinha visto antes. E quando ela abriu os olhos ele viu o brilho que precisava ver para poder seguir em frente. Ele sorriu o sorriso charmoso.
Sem tirar os olhos dos dela, ele levou sua mão até que tocasse o seio de Brennan. Com a palma inteira, mas com gentileza. Um toque que poderia ser suave, se não estivesse tão carregado de desejo.
Brennan fechou os olhos quase que imediatamente e respirou profundamente diante do toque tão intenso e repentino. E não pôde evitar gemer. E quando ela olhou nos olhos de Booth novamente, ela viu o brilho de triunfo que havia neles. Triunfo, deleite e prazer. E algo que ela não pôde identificar, como da primeira vez que vira.
"Eu posso?"
Era uma pergunta. Fato. Mas Brennan sabia que ele não buscava, necessariamente, por uma resposta verbal. Ela sabia que ele podia ver a expressão dela e lê-la melhor do que ninguém. Ela tinha certeza que ele sabia que podia. E ele novamente sorriu para ela, dessa vez, fazendo-a crispar os lábios e sorrir ligeiramente.
Ele tocou os lábios dela, num beijo simples e rápido. Beijou o canto da boca de Brennan e desceu pelo pescoço, pelo colo, até encontrarem o seio direito. A língua dele era quente, e fez com que ambos os mamilos ficassem enrijecidos. Ela gemeu, novamente. Ele estava extasiado pelo som que ela fazia, pelos pequenos gestos involuntários do corpo dela diante de suas carícias.
Então ele parou o beijo e olhou intensamente para os seios dela. Os mamilos eram rosados e quase imploravam por um pouco mais de atenção. Oh, perfeitos! Atenção que ele fez questão de dar ao beijá-los novamente. Deixou que sua língua sentisse o gosto deles, explorassem, enquanto ele atentava-se ao menos dos gestos dela, ao corpo trêmulo, aos pequenos suspiros e gemidos.
E enquanto uma das mãos dele envolvia um de seus seios e sua boca atentava-se a outro, a outra mão de Booth desabotoou a calça dela. Ele ergueu-se até encontrar o olhar dela e beijar sua boca novamente. Ele sentiu as mãos de Brennan nos botões de sua camisa e, segundos depois, viu o tecido no chão. Ela curvou a cabeça para beijá-la e colar o os seios dela no peito dele.
A sensação inicial pareceu um pequeno choque. De excitação. De desejo. E isso foi o suficiente para que ele colasse seu corpo inteiramente contra o dela contra a porta, e a fizesse sentir como ele estava de verdade. Por causa dela.
As mãos dele foram direto para a calça dela, que caiu ao chão com certa facilidade. Então ele tocou a lateral da calcinha dela. Parou o beijo e olhou para ela. O olhar intenso.
"Você me ensinou a ser seu parceiro." – ele disse, e os dedos dele brincaram com o limite da calcinha dela – "Me ensinou a ser seu amigo." – ele baixou o tecido fazendo com que deslizasse pelas pernas dela e ela respirou fundo – "Eu quero que você me ensine a ser seu amante." – então ele levou sua mão até entre as pernas dela.
Ela mordeu o lábio inferior quando sentiu a mão dele, mas não foi capaz de impedir o gemido. E ela, por instinto, abriu ligeiramente as pernas, dando mais espaço para ele.
Brennan sentiu a mão livre de Booth sobre a sua e olhou para ele, que sorria, extasiado pela reação dela, pelas reações do corpo dela. Booth guiou a mão dela até ficar sobre a sua, entre as pernas dela.
"Quero que me ajude a evoluir." – ele sussurrou e pressionou a mão entre as pernas dela, e ela, com a própria mão sobre a dele, pressionou ainda mais, e quando ele sentiu a pressão dela em sua mão, ele colou o corpo ao de Brennan – "Me ensine seu ritmo, Temperance."
Ela gemeu. Seu corpo tremeu junto ao dele. E a mão dela, sobre a dele, pressionou mais uma vez, e outra. E ela teve uma sensação maravilhosa. Sentir a mão de Booth entre as suas pernas, de um modo tão íntimo, tão prazeroso, e a mão dela guiando o ritmo era algo melhor do que ela poderia imaginar. E ela mal podia controlar os gemidos e suspiros. Era fantástico.
A mão livre de Booth apoiou-se nas costas dela, e ele afundou o rosto em seu pescoço. Céus, aquele cheiro dela era fascinante. A sensação dela nos dedos dele era maravilhosa. Mas o que o deixava louco era a mão dela, guiando o ritmo para ele. Ora mais rápido, ora mais devagar. Ora tão frenético que ele precisava se controlar para que aquilo não terminasse cedo demais. E os sons que ela fazia. Os gemidos, os suspiros, o corpo dela tremendo junto ao seu, arrepiado. E quando o ritmo dela ficou rápido demais, ele sentiu o corpo de Brennan ficar tenso. Tenso demais.
"Deixa eu ver de novo." – ele disse. E ela, quase que imediatamente, abriu os olhos e fixou seu olhar ao dele.
Era aquele brilho de novo. O brilho claro demais. O brilho fascinante que ele tinha visto daquela vez no escritório dela. O brilho mais lindo que ele já tinha visto nos olhos dela. E um sorriso, tão genuíno e relaxado que ele achava que deveria estar sempre no rosto dela. Sempre.
O corpo dela estava tão trêmulo junto ao dele que ela sentiu que se ele não a estivesse segurando ela poderia cair. Por isso, com a mão livre ela se apoiou ainda mais nele e respirou fundo, diversas vezes, num ritmo descompassado.
Ela abriu e fechou a boca algumas vezes, quando ele não falou nada e apenas permaneceu olhando para ela. E quando ela formulou algo para falar –que nem mesmo ela sabia se fazia sentido ou não- ele sussurrou em seu ouvido.
"Não pense em nada agora, ok?"
Ele ainda não tinha tirado a mão dele. Ele não queria perder aquele toque ainda, não queria que ela perdesse. Ela tirou a mão de sobre a dele e abraçou-o, e foi a vez dela de afundar o rosto no pescoço dele.
"Você é linda, Temperance. Você não tem noção disso, não é mesmo?"
Booth pressionou entre as pernas de Brennan. Suave. Ela tremeu nos braços dele.
"Vem." – ele sussurrou, e finalmente tirou a mão que estava nela e abraçou, guiando-a até a cama dele.
Ele deitou-a na cama dele. E por um instante, um segundo apenas, ela se perguntou desde quando ela era o tipo de mulher que era guiada até uma cama, que era seduzida e que deixava o homem no controle da situação. Ela não era esse tipo de mulher. Então ela ouviu a voz de Booth, como se lesse os pensamentos dela.
"Sou eu, Temperance. Ok?" – a voz suave e segura, o sorriso charmoso nos lábios.
Ele disse simplesmente, enquanto, com gentileza, curvou-se sobre o corpo dela e trilhou beijos da boca dela, passando por entre os seis e a barriga, até chegar entre as pernas dela, depositando um beijo prolongado naquele local.
Era um beijo íntimo, da mesma forma que ele beijara a boca dela minutos antes. Lento e tortuoso, exploratório, profundo. Ela gemeu longamente, incapaz de fazer seu corpo parar de tremer diante daquele gesto tão...
Ela não sequer conseguia pensar em algo que definisse aquele beijo dele em especial. Ela apenas tinha consciência de que se ele não parasse, ela não agüentaria por muito tempo, por mais que ela desejasse fazer aquela sensação durar para sempre.
"Seeley..." – ela chamou o nome dele, da forma que ela queria, pela primeira vez aquela noite e, alguns segundos depois, ele olhou para ela. E ele viu nos olhos dela um desejo implícito como ele nunca tinha visto nela, nem em nenhuma outra.
Booth retirou a roupa que lhe restava no corpo e deitou-se sobre Brennan. Em momento algum ele quebrou o contato visual entre eles. Ela posicionou-se sob ele e, em algum momento, sentiu como se não soubesse o que fazer ou como fazer, e sentiu-se um pouco estúpida e com medo por causa disso. Mas então, olhando profundamente nos olhos dele, ela viu que ele sabia o que fazer, como fazer e dizia para ela que ela sabia também. E então o medo a abandonou.
Lentamente ele uniu-se a ela, atento a cada gesto de seu rosto, a cada gemido. E quando estava completamente dentro dela e parou por um momento, percebeu que ela sorria. Um sorriso genuíno. Um sorriso que o fez pensar que era aquele sorriso que ela tinha especialmente para ele. Aquele sorriso que ele buscava. Aquele sorriso especial que ele esperara que ela desse só para ele.
"Você é linda, Temperance." – ele repetiu e o corpo dela tremeu. O som de seu nome não soava tão bem na boca de ninguém como soava quando ele falava para ela – "Sempre foi." – ele arfou e, enquanto falava, moveu-se uma vez, com força.
Ele alcançou os lábios dela e beijou-a profundamente enquanto movia-se mais rápido dentro dela. Até o momento em que parou e olhou nos olhos dela. E, com um movimento mais lento, passou a um ritmo tortuoso, que fazia o corpo dela arfar e pedir que ele fosse mais rápido, ao mesmo tempo em que a conduzia ao clímax. Ele não se moveu mais rápido. A boca dele beijou levemente os lábios dela. E uma das mãos desceu até encontrar o clitóris dela. Um toque leve e único. Que fez seu corpo tremer violentamente, deixando-a com a sensação de que estava caindo de uma altura muito grande. Ela aprofundou o beijo e abafou os gemidos nos lábios dele, fincou as unhas nas costas de Booth e o fez juntar-se a ela naquela queda. Era prazeroso, vibrante e intenso.
Brennan acalmou o beijo e deixou que suas mãos apenas passeassem pelas costas de Booth. Seu corpo se acalmou, sua respiração desacelerou e acomodou-se ao ritmo da respiração dele.
Por um instante apenas, ela pensou novamente. Por um instante ela conseguiu pensar em tudo o que havia acontecido, conseguiu raciocinar e usar sua lógica. Então ela teve medo de novo, e sua reação foi fincar as unhas nas costas de Booth e olhar intensamente para ele.
Ele reconheceu aquele brilho. Ele conhecia cada brilho do olhar dela. O brilho de felicidade, alegria, tristeza, indiferença, prazer, medo. Todos.
"Hei, eu estou com medo também." – ele sussurrou, beijando a testa dela e tirando um fio de cabelo do rosto de Brennan – "Mas por enquanto, vamos nos segurar ao que de mais real nós temos, ok?"
Booth mexeu-se ligeiramente, apenas para acomodar-se mais ainda dentro dela. Sim, ele estava relaxado, e ela estava relaxada. E quando ela sentiu, realmente sentiu, que ele ainda estava dentro dela, que ela ainda podia senti-lo, que aquilo era real e parecia tão certo, o medo foi embora. De novo. E ela se segurou nele, abraçou-o, deixou que suas pernas o segurassem pela cintura. Ele não quis sair de dentro dela. Ela não o deixou sair.
Ela se sentia relaxada demais, dormente, quase anestesiada. Era a melhor sensação que ela tinha em muito tempo. Era a sensação mais real e verdadeira que achou ser capaz de sentir.
E Booth viu-a quase adormecer. Viu-a lutar consigo mesma para não fechar os olhos. Ela não queria fechar os olhos. E ele sabia que na cabeça dela, fechar os olhos significava perder o que ela estava sentindo agora.
Ela não queria perder o homem que estava com ela na cama. E a cabeça dela dizia que ela ia perdê-lo se ela fechasse os olhos. Ela sequer conhecia aquele homem que estava na cama com ela. Como homem.
"Durma, Bones." – ele sussurrou, enquanto acomodava-se do lado dela e a colocava em seus braços – "Durma. Eu não vou sair daqui. Ok?"
Ela moveu-se ligeiramente, ficando ainda mais próxima do corpo de Booth, sorrindo enquanto caía no sono. Entrelaçou as pernas nas dele.
"Eu não quero dormir." – ela teimou.
"Você quer sim." – ele sorriu – "E seus pés estão gelados."
"Eles são gelados, Seeley." – ela falou num sussurro, que só quem estivesse tão próximo como Booth estava, ouviria.
"Ok, Temperance."
"Ok, Seeley."
x.x.x
