Disclaimer: Saint Seiya não me pertence e nem a criatividade para fazer um disclaimer decente. ._. [?]


12 de Novembro.

Miranda despertou nos braços de Shaka. Sorrindo, ela se deu conta que dormiam em cima da túnica que ele estava usando. E sentiu frio, notando que eram suas vestes que cobriam os corpos dos dois.

- Olha só aonde fomos dormir... – Suspirou, virando-se para o marido – a palavra ainda a assustou – e o beijando delicadamente. – Shaka... acorde, querido.

Ele acordou sem pressa, remexendo-se mansamente e puxando o corpo da Ninfa para mais perto. Muito perto. Miranda riu, e buscou se afastar com carinho, enquanto vestia as roupas amarrotadas.

- Temos mesmo que voltar? – Ele murmurou, fazendo-a rir e afirmar. – Que pena... – Shaka tentou se levantar, e sentiu o efeito de ter dormido na grama, ao ar livre. – Digo... é melhor mesmo irmos. Minhas costas doem...

- Oh! – Miranda levou as mãos à boca, corando.

- O que foi? – O Cavaleiro se virou para ela, assustado.

- Er... – Delicadamente, ela pousou um dedo nas costas despidas dele, e traçou uma linha. Shaka se arrepiou de dor.

- Ai. O que foi isso?

- M-Minhas unhas. – Ela corou com intensidade.

- Oh. - Ele deu os ombros. – Não me importo com isso. De qualquer forma... a noite foi ótima. – Ele a puxou para um beijo, de forma que ela não visse o rosto igualmente vermelho do virginiano. E assim, já vestidos e tentando ao máximo parecerem arrumados, voltaram para o Santuário.


13 de Novembro.

Quando Cavaleiros em um mesmo nível se enfrentam, ambos estão fadados a uma batalha de mil dias – isto é, se antes não se destruírem, resultando em uma batalha sem vencedor. Shura riu, sentindo o gosto do sangue enquanto se lembrava dessa velha lição... Reidel realmente era forte, tanto quanto ele... e eles acabaram empatando.

Seu braço, transpassado por uma lança e o prendendo ao que restou de uma árvore, latejava de dor. A maldita fora acertá-lo justamente em uma parte desprotegida pela armadura, que continuava intacta. Mas Shura orgulhava-se ao ver o estado do inimigo, que jogado entre troncos e raízes mortas – o que sobrara daquela parte da floresta – tinha no peito um corte sério.

Fechou os olhos, buscando sentir o cosmo dos companheiros. Dois ainda estavam em batalha. Aiolos e Dohko, com certeza... há um dia tinha sentido a explosão de cosmo do geminiano, e agora a chama da vida dele pulsava lentamente. Mas ficar de olhos fechados era penoso – irresistível, mas penoso, portanto, voltou a enxergar, buscando na paisagem morta algo que o distraísse...

Mesmo assim, acabou dormindo.

Acordou apenas quando sentiu Dohko o chamar.

- Shura, SHURA! Acorde, Shura! – Ele estava ajoelhado ao seu lado, e parecia desesperado. O capricorniano não deixou escapar a piada.

- D-Doh... ko... s-sua cara... ela está péssima. – Acabou por tossir sangue, depois sorriu. – Apanhou feio, hein?

- Olha quem fala. – O libriano deixou um sorriso aliviado moldar seu rosto, mas sua atenção foi desviada por Lair. Atrás dele, a loira apenas disse:

- Haverá volta, Cavaleiros. – E com um rebolar contínuo, caminhou até Reidel. A mulher recolheu o corpo dele e sumiu.

- Bonitona, ela. – Shura comentou, provocante. – Ou será que não posso cobiçá-la? Hahah...

- Cale a boca, idiota. – Dohko ria. – Sei que não se interessa por ela e está fazendo isso apenas para me provocar... ou para amenizar a dor. – Ele franziu o cenho. – Aliás, temos que tirar essa lança daí... m-mas... é melhor esperarmos Aiolos chegar... foi ele quem me mandou recuar, e deve estar buscando Saga agora...

- Dohko... – Shura novamente fechou os olhos, mas segurou com firmeza a mão do outro, e a direcionou até a arma fincada em seu braço. – N-Não me interessa o que v-você diz. Tire-a. Eu confio essa tarefa a... você...

Libra engoliu seco e firmou sua mão ali. Sério, ele respondeu:

- Aguente firme, amigo.


15 de Novembro.

- O QUE HOUVE AQUI?

E de todo o Santuário pode-se ouvir o grito que vinha justamente da sua entrada. E todos pararam, aterrorizados, sabendo que o pior acabara de acontecer: Shion voltara de viagem.

- NÃO É POSSÍVEL! EU SAIO PRA VIAJAR POR UNS QUINZE DIAS E QUANDO VOLTO O SANTUÁRIO ESTÁ NESSE ESTADO? CASAS ZODIACAIS VAZIAS? CAVALEIROS EM GUARDA? ALGUÉM VAI TER QUE ME EXPLICAR ISSO! – E ele subia as escadas gritando, assustando Ninfas, enquanto Liriel rolava de tanto rir da reação do marido. Shion acalmou-se apenas quando viu o lago cristalino dos olhos de Schuyller, mas adentrou no décimo terceiro Templo furioso, onde a Deusa do Santuário conversava com a Deusa da Beleza. Depois de horas, nas quais ninguém sabe o que ocorrera, as más línguas informaram que Afrodite saíra para se benzer. Já Athena ficara esperançosa de que os gritos do Grande Mestre acordassem Seiya... em vão.

- Aff... – Com um suspiro pesado, ele se jogou sua cama. – Estou cansado.

- Também... – Riu Liriel. – Mal chegou de Jamiel e já saiu gritando. Mais que meus pezinhos, meus tímpanos doem!

Shion olhou feio para ela. Desejava dormir no momento, mas sua cabeça enchia-se com os problemas do Santuário... e havia visto Schuyller apenas de relance... fechou os olhos, lembrando-se do rosto dela. E tentou dormir, até Angelina, Kara e Miranda chegarem para saberem todos os detalhes da – tediosa – lua de mel, que é uma história a parte. Foi praticamente forçado a abrir os olhos e sair do quarto, antes que fosse obrigado a participar da conversa sobre as roupas que Liriel comprara no Tibete – e que ele tivera que pagar.

- MM -

Ao lado da Casa de Aquário havia uma pequena fonte. Nela, a estátua de mulher segurava um vaso grego – de onde a água jorrava. E foi lá que Shion a encontrou – sentada a sua borda, molhando parcialmente a mão enquanto brincava com a superfície da água. Schuyller tinha duas mechas presas atrás da cabeça, enquanto as madeixas ruivas livres pendiam ao vendo. E ela cantarolava baixinho, de forma tão doce que Shion lembrou-se do que lhe disseram uma vez...

- Sim, Schuyller canta muito bem. Mas sua voz é doce demais. Tão doce que dizem enlouquecer quem a escuta...

- Schuyller! – Shion chamou, enquanto se aproximava dela. A Ninfa levantou-se rapidamente, encarando-o.

- Shion...

E ele realmente estava louco, mas a culpa não era da música. Em quinze dias que passara longe dela, Shion mal aguentara... e agora, finalmente, perdera o controle.

O ariano passou os braços pela cintura da Ninfa e a puxou contra si, enquanto os lábios se colocaram aos dela, sedentos por aquele beijo há muito tempo. Schuyller retribuiu o carinho, abraçando-o.

- Schuy... – Ele disse, quando seus lábios finalmente descolaram-se. Olhou para ela, e pela primeira vez a viu desarmada: seu rosto estava corado, a expressão contraída em... o que seria? Dúvida? – Schuy... o que foi, querida? – Shion tocou o rosto dela com a mão, acariciando-o.

- Eu... não esperava por isso, Shion... – Ela também segurou seu rosto, mas o puxou para mais um beijo. Finalizou-o quando um riso escapou de seus lábios. – Você me surpreendeu...

- Sinto muito... mas eu não pude me segurar, nem queria! Eu quase morri de saudades de você, Schuyller.

- Você tem ideia do que acabamos de fazer? – A Nereida aos poucos recuperou seu autocontrole. – Shion, você acabou de voltar da lua de mel!

- E lhe juro que não encostei um dedo em Liriel durante todo esse tempo.

- Não foi isso que eu quis dizer. – Ela franziu o cenho. – E sim que você agora é casado e... nós não podíamos.

- Eu não me importo, Schuyller. Pois estou me apaixonando por você.

E novamente, as defesas dela caíram.

- Eu também, Shion... eu também. Mas não podemos ficar juntos, você sabe...

- Me aguarde. Quando as coisas se acalmarem, eu darei um jeito. Liriel também está desinteressada nesse casamento. Com certeza não irá se importar de nos divorciarmos... quanto a Athena, eu a convencerei.

A Ninfa concordou com a cabeça. Shion novamente a abraçou, e ficaram por um tempo assim, até se despedirem com outro beijo. Schuyller não se importava em esperar.

- MM –

O Cavaleiro voltou para o Salão, apenas para se arrepender. A Deusa do Amor também havia retornado e ouvir seu nome saindo da boca dela o fez arrepiar-se.

- Acho que podíamos aproveitar a volta de Shion e fazer outro casamento, não é Athena? Quer dizer, mais simples dessa vez, em vista dos perigos...

- Hmm, se as Ninfas aceitarem... quer dizer, Kara é a próxima da lista.

- EU? D-Digo! N-Não Athena! – A pequena tentava argumentar, mas transparecia desespero. – Sag... Kanon! O Kanon não vai querer casar sem o irmão aqui! – O que havia dito era verdade, mas Kara queria um casamento com direito a TUDO. E não abriria mão disso... nem que tivesse que esperar mais!

- Ah, realmente. – Saori suspirou. – Então, Angelina, o que você acha de se casar antes de Kara? Importa-se?

- Bem... – Ela franziu o cenho. – Confesso que não é meu desejo casar-me, ainda mais com Máscara da Morte. Mas é a vontade dos deuses... – Suspirou. – Creio que Mask não se importará. Não liga para quem estará presente ou não, rude do jeito que é...

- Hahaha, de fato. Então prepararemos logo os arranjos. Muito obrigada, Angelina. Shion, chame todos os Cavaleiros de Ouro que estão nas trincheiras de volta.


16 de Novembro.

Kanon e Kara voltavam para casa, seguidos de perto por um Afrodite cansado e até irritado. "Segundo vela para um casal que para mim não fede nem cheira. Me poupe!" Por sorte, Gêmeos estava chegando e ele continuaria seu percurso até Peixes tranquilamente.

- Admita Kara, sei que desceu para me esperar. – Kanon sorriu debochado.

- Eu não seria capaz de fazer isso! – Ela fingiu-se ofendida – mas corou. – Estava passeando, e só.

- Estava é esperando meu irmão que eu sei. – O geminiano mais novo riu. Divertia-se com o amor platônico que a pequena alimentava por seu irmão mais velho, sem expressar ciúmes. Kara gostava disso nele. Não admita, mas ele era um bom amigo.

- NÃO ESTAVA! – Ela gritou, e depois fez um biquinho. – Mas já observei muito a Terra lá dos céus e sabe... há tantas mulheres que esperam pelos seus amores voltarem da guerra! Não é lindo? É um drama maravilhoso, não acha?

-... sinceramente, não.

- Seu insensível! Grosso!

Kanon riu, puxando a garota pela cintura em um abraço e levantando-a até ficarem da mesma altura. Malicioso, murmurou.

- Eu sei que você gosta...

Kara corou furiosamente, para depois empurrar-se com força dos braços do noivo. Posando no chão com graciosidade, olhou para ele assustada.

- SEU TARADO!

O geminiano desatou a rir. Tinha aprendido a gostar da Ninfa, e desenvolveram uma amizade forte. Mas pirraçá-la ainda era o melhor!

Afrodite suspirou. A Casa de Gêmeos finalmente havia chegado, mas para a surpresa geral, encontraram um Máscara da Morte confuso lá.

- Mask? O que faz aqui? – Perguntou.

- Eu? É que... vim ver se já chegavam... pelo visto, vocês são os últimos a voltarem. O babaca do Milo já passou por mim. – Ele deu um sorriso amarelo, e virou de costas, acenando. Afrodite o seguiu.

Kanon e Kara se entreolharam. Naquele momento, Alfea apareceu em uma das portas, parecendo agitada.

- O que houve? – Ela questionou, mas depois sorriu. – Kanon! Bem vindo de volta!

- Obrigado, Kara... – Ele ergueu uma sobrancelha, depois se virou para a sua noiva. – Você, mulher! Prepare meu banho!

- Quem você acha que eu sou, sua escrava? – Kara pareceu imensamente ofendida, mas sua expressão relaxou quando viu o outro rir. Juntos, foram até o quarto do Cavaleiro, e com rapidez fecharam a porta para... cochicharem.

- Mask e Alfea estavam aqui, SOZINHOS!

- Xiu! Fale baixo, menina!

- Eu sei, mas... é suspeito. Viu a cara deles?

- Sim... nossa, nunca fui muito com a cara da Alfea, mas será que... ela seria capaz de trair o Saga?

- SUA IMBECIL! – Kara não se controlou e gritou.

- XIIIIU! – Kanon tapou a boca dela com a mão. – Ainda não temos certeza, Kara. Vamos ficar de olho nos dois a partir de agora.

Ela confirmou com a cabeça. Não deixaria ninguém trair seu querido Saga!

- MM -

Afrodite acompanhou Mask até sua casa, onde o abordou.

- Você está com um cheiro diferente, Maskinha. Perfume novo? – O pisciano esboçou um sorriso falso e brilhante, que pareceu desarmar o canceriano.

- Anh? Não, por quê? – Ele franziu o cenho.

- Ah, nada. É que há um leve odor no ar... parece um cheiro de jardim, e olha que sou acostumado a eles. Mas é diferente. Talvez me lembre ao jardim das Hespérides, mas não sei... eu teria que perguntar a uma, não?

Mask perdeu a cor do rosto e balbuciou.

- E-Eh... a-ache alguma e pergunte.

- Oh, eu conheço uma. – Afrodite riu. – Alfea é uma Hespéride, não sabia? A Aretusa.

- É? Eu não sabia...

Afrodite continuou rindo, até se aproximar o bastante do outro para encará-lo e perguntar em tom ameaçador:

- Death Mask... o que você anda fazendo?

- M-ME DEIXE AFRODITE! N-Não c-comece a regular o que eu faço ou deixo de fazer! – Câncer crispou, desviando os olhos.

Dite suspirou, afastando-se do amigo. No rosto, formou-se uma expressão de descrença.

- Você não toma jeito, hein? Mas não se preocupe, não o delatarei. Já fizemos coisas piores juntos. – Riu.

- No bom sentido, tá! – Mask completou, erguendo as sobrancelhas. Mas depois, também sorriu. – É impossível esconder algo de você, putz...

- Hahahah, apenas tome cuidado. Se a sua Ninfa descobre... já dizia Nietzsche, na vingança e no amor a mulher é mais cruel que o homem.

- Baah! Dane-se! Vai cuidar da sua vida e da sua Ninfa, vai Afrodite. – Mask resmungou, voltando ao mau-humor de sempre.

- MM -

A Afrodite também ficou mal-humorado quando se aproximava de casa. Motivo? Annabel o esperava na porta.

- A-FRO-DI-TE! – Ela gritou, e saiu correndo em direção a ele.

- Deve estar pensando que correrei em sua direção... – Afrodite suspirou, pensando. Passou direto pela Ninfa, mas essa tropeçou (- KYA!). E isso ele não conseguiu ignorar. Passou o braço por seu ombro e a segurou firmemente, fazendo-a ficar de pé. – Tsc! Não saia correndo nas escadas desse jeito!

Vamos tentar registrar o que se passou pela cabeça da Annabel nesse curto instante:

Primeiro: - MEU ZEEEUS, EU VOU CAIR! MEU ROSTINHO VAI SER ESFOLAAAAAAADO...

Segundo: - E-Ele me segurou? S-Só pode ser... ah, esse perfume. O doce aroma das rosas dele... o perfume do Afrodite... – Sorrisinho íntimo e feliz. – O QUE EU ESTOU PENSANDO? Só porque é um perfume super gostoso não signifique que eu tenha que ficar desse jeito!

Terceiro: - Por Afrodite, minha querida deusinha! ELE REALMENTE ME SEGUROU! QUE RO-MÂN-TI-CO! AAH! MEU ZEUS! NÃO CONSIGO ME CONTER! ELE ME SEGUROU, ELE ME SEGUROU! ELE ME SALVOU... PORQUE SE IMPORTA COMIGO!

Voltando a realidade, a Ninfa olhou toda sorridente para o noivo. Tanto que chegou a assustá-lo.

- O-Obrigada!

- P-Por nada...

- Ah, isso foi tão liiiindo, Afrodite! Você me salvou! Você se preocupou! – Annabel acompanhou o noivo até sua casa dando pulinhos de alegria.

- Por Athena... agora ela empolgou de vez.

- Ahh, acho que meu coração pode parar nesse instante de tanta alegria... venha, Dite... vamos enfim nos entregarmos um ao outro! – Ela parou, abrindo os braços para receber um abraço e fazendo um biquinho. Afrodite ignorou completamente.

- Athena... eu realmente não posso matá-la? – Ele se perguntou, dividido entre uma vontade imensa de rir ou matar a si mesmo.


17 de Novembro.

Ami e Lair se encontraram com Dohko e Aiolos em uma clareira.

A Guerreira de Ares, bruta, partiu logo para cima do Sagitariano, enquanto Dohko ainda mirava Lair.

- Por quê? – Ele perguntou, mas a loira apenas sacudiu a cabeça antes de atacá-lo.

Um furacão formou-se na frente do libriano, e segundos depois atacou-o – enquanto a mulher observava o resultado do golpe. Dohko voou – literalmente – até a floresta, onde teve que se agarrar a uma árvore.

- Não será o bastante, heh! – Ele sorriu, os cabelos quase lhe tapando a visão. Dohko sacou o tridente e partiu em direção a Lair, que também se armava com suas adagas. O metal bateu, por diversas vezes, um contra o outro, até os combatentes recuarem para respirar.

- Nada mal, Cavaleiro. Nada mal. – Sacrifício lançou os cabelos para trás – seu laço havia arrebentado. – Mas não estou para brincadeira. – E lançou as adagas de ouro na direção do libriano. Dohko se esquivou, mas como um bumerangue, elas voltaram. De tão rápido, o libriano não pode se esquivar. O corte foi certeiro.

- O q-que...?

- MM -

Ami golpeava Aiolos com força, que tentava se defender com o arco – mas alguns golpes passavam e acertavam o rosto do Cavaleiro. Bubo urrou quando um soco acertou bem o nariz de Aiolos, e tomou espaço. Sem dar tempo, atacou-o: dardos voaram em direção a ele, que com um bater de asas, mandou-os para longe.

- Sinto muito, não estou com a intenção de perder para você. – Aiolos murmurou, a cabeça baixa. – Apenas me explique... o que querem conosco?

- Não seja tão presunçoso achando que irei respondê-lo! – Ami lançou-se em direção a Sagitário, enquanto uma ave em forma de cosmo se formava em torno dela. – SÃO ORDENS! QUEM QUESTIONA ORDENS?

Aiolos não se moveu. Permaneceu parado, concentrando seu cosmo; Quando Ami se aproximou, ele tinha seu punho erguido. Gritou:

- Destruição Infinita!

- MM -

Dohko largou o peitoral da armadura e se levantou. Sorrindo, ele se deixou ser acertado pelas rajadas de vento de Lair, que criticava-o.

- Seu escudo foi inútil, Cavaleiro... me impressiona a sua fraqueza.

- Heh...

- O que foi? – Ela ergueu as sobrancelhas, surpresa pelo risinho.

- Você não reparou, não é? Eu ainda não usei meu cosmo, Lair! – Ele ergueu o punho, e enfim atacou a menina: - Cólera dos Cem Dragões!

- MM -

- Hahahah, uau Dohko! Apelou! Usou justamente o seu golpe mais forte! – Aiolos riu, enquanto sentava-se ao chão. Ao seu lado, Ami e Lair estavam desmaiadas. – O que faremos com elas?

- Você também usou seu golpe mais forte! – Dohko corou. – Enfim... vamos voltar ao Santuário. É melhor interrogá-las lá.

- Sim... Saga e Shura devem estar esperando por nós no acampamento. Vamos buscá-los.


19 de Novembro.

O casamento de Death Mask e Angelina foi tranquilo e celebrado por uma Deusa feliz. Afrodite estava radiante, mas não tanto quando a Ninfa.

- Eu esperava que ela entrasse usando um terninho, sério. – Kara comentou para Annabel, e ambas assentiram sérias.

Mas não fora isso. Horas antes do casamento, a Deusa da Noite, Nix descera dos céus para presentear a velha amiga, trazendo consigo um belo vestido de casamento.

E Angelina casou-se com um tomara-que-caia curto à frente – com uma cauda que arrastava-se ao chão, para a surpresa geral. Absolutamente todos perceberam o olhar de Death Mask, que percorreu os pés da Ninfa, calçados por uma sandália de salto, passando pelas canelas torneadas, quadril, cintura e busto até chegar ao rosto – que estava lindo com uma maquiagem dourada, disfarçando os olhos verdes de desespero.

- O que foi? – Ela murmurou constrangida para ele, que apenas sacudiu a cabeça.

- Ela está REALMENTE feminina, olhe! – Annabel apontou para o colar pendente no busto da noiva. Um par de asas delicadas feito por coral vermelho combinava com os brincos feitos com o mesmo material. Os enfeites do cabelo - que agora caiam cacheados – eram parecidos, embora de cores diferentes.

Mask era de longe o mais impressionado. Não, essa não podia ser a mulher que vira usando gravata e colete. Àquela figura, toda de branco, estava divina. Foi difícil para o canceriano prestar atenção na cerimônia.

- Hey, Lina. – Ele disse, depois que trocaram as alianças. – Eu te dei uma aliança. Agora é sua vez de me dar algo em troca.

-... eu também te dei uma aliança. – Ela informou, indiferente.

- QUE SEJA! – Câncer berrou, assustando a deusa Afrodite. – Estou te dando uma casa também! Seja grata!

-... que seja. – Angelina suspirou, sorrindo. – O que quer, justo agora?

- Nosso beijo. – Death Mask sorriu, puxando-a pela cintura e roubando um beijo bem roubado. A Ninfa não reagiu – apenas deixou-se levar.

- Desde quando precisa pedir um beijo? – Ela riu, depois que se soltou. – Que seja. Apenas não se acostume.

- Pode deixar. – Mask sorriu, piscando. E assim, eles selaram o compromisso.

- MM –

A festa foi tão simples quanto o casamento, estando presentes todos os Cavaleiros de Ouro. Alguns – leia-se: Death Mask - alegaram que a festa privada, sem a ralé dos mais inferiores, foi mais divertida. Mas também, os noivos se embebedaram, dançaram e falaram bobagem a noite toda!

E milagrosamente, foram eles os que mais se divertiram, ao contrário de outros... Milliyah e Milo discutiam. Aldebaran teve uma crise de ciúmes. Kamus tentava puxar algum assunto com Dália, que se esquivava das perguntas indiscretas. Annabel – tentava – assediar Afrodite. E Kanon e Kara vigiavam Alfea. Uma linda festa.

Mas o que mais interessa, é...

No dia seguinte, Death Mask e Angelina acordaram com uma ressaca desgraçada. Seria até pouco, se não estivessem dormindo juntos. E muito pouco, se não estivessem sem os trajes.

- O QUE DIABOS NÓS FIZEMOS, MÁSCARA DA MORTE? – Angelina gritou, aflita.


N/A:

Finalmente, hein? 8D

Esse capítulo foi chatinho pra mim, pelas lutas. Primeiro, eu tive que apelar para a bata de mil dias. Eu quero que dezembro chegue logo nessa fic, por isso, me entendam! Ç_Ç É inverno na Grécia, quero aproveitar a estação... cof, cof, enfim. E o George Luks tinha dito que eu escrevo bem lutas. Nossa... EU ODIEI. Sério. ._. Por isso, passei essa parte rapidinho, até corrida, afinal... o que nos interessa é o romance, não é? 8D – Maho sendo morta por todas para compensar a falta de sangue.

Quanto a lua de mel do Shion, isso vai ficar para outra hora. u_u Talvez uma história a parte... :3

Ahh! E a história das reencarnações! Fiquei muito feliz com os elogios, mesmo. ^_^ Eu AMO as lendas do Rei Arthur... embora me prenda mais n'As Brumas de Avalon. Cornwell está na minha lista! (Detalhe para a preguiça máster da Maho de responder os reviews, re. 8D)

Enfim, fico por aqui! Obrigada a todas, mesmo! :3

Kissus! sz

~ Mahorin, 25.O8.11