Capítulo 10

No pequeno apartamento da taberna havia um terraço, ainda menor, com vista para a estrada. Bella não o notara ao chegar porque tinha outras coisas em mente, como agradecer ao bom Deus por não ter ficado perdida no deserto. Logo depois, um homem muito sexy a deixara quase sem fôlego. Mas agora que descobrira aquele santuário, refugiava-se lá sempre que possível.

Sentada em um pequeno sofá que ficava na varanda,encolhera as pernas e observava a estrada escura iluminada apenas pelo luar e pelas ocasionais luzes dos faróis dos carros que partiam do bar. Um a um, o último deles saiu do estacionamento. Logo, nem mesmo o ruído de um motor perturbava sua solidão. Tampouco os incidentes da noite perturbavam o sentido de paz que encontrara. Uma brisa suave soprava, tal qual a alegria que flutuava em suas veias.

Era uma paz que não devia estar sentindo. Não quando dormira com um homem que viera a respeitar, evitando responder a perguntas por recear que, se o deixasse conhecê-la bem, desejaria também saber mais sobre ele. E como o abandonaria então? Como teria coragem de abandonar um homem com o qual combinara melhor do que com o que faria parte de sua vida dali por diante?

"Escolhas" ela refletia. A vida era feita de escolhas, e ela fizera a sua no dia em que pusera o anel de Mike no dedo. Não era importante o fato de o futuro de seu pai havê-la forçado a essa decisão, ou que prometera à mãe, no leito de morte, cuidar dele. Aceitara. Dera sua palavra. O que fazia sua permanência com Edward ser temporária. Acabara de viver uma fantasia esplendorosa. E seu coração palpitava em furioso protesto.

A batida na porta acabou com a quietude da noite. Tinha companhia. Era Edward, uma presença que encheu o pequeno terraço. Uma presença sólida, confortadora, imensa. Bella sentia imediatamente a presença dele em qualquer lugar, mesmo antes de vê-lo. Segundos depois da chegada de Edward o conforto transformou-se em desejo. Ele sorria pela primeira vez depois de mais ou menos uma hora, e ela recebeu com prazer o amável sorriso. Sem esperar por convite, ele passou uma perna em volta de Bella ajeitando-se nas costas dela, segurando-a com os braços.

Por que lutar contra? Bella dizia a si mesma, acomodando-se no abraço.

— Eu me excedi esta noite — ela murmurou.

— Jogando cerveja no colo daquele atrevido? De forma alguma, o idiota mereceu.

— Não por isso. Na próxima vez jogarei uma jarra em vez de um copo. Mas por ter ficado tão perturbada.

— Qualquer pessoa tem direito a ficar perturbada quando certas coisas acontecem.

— Acho que sim. Devia saber que estávamos num lugar público e que nada de mal poderia suceder. É que o bar tem uma atmosfera diferente da que estou acostumada. Num local de trabalho, o episódio desta noite seria considerado assédio sexual.

— Está dizendo que o idiota a assediou sexualmente? — Edward ergueu-lhe a saia e acariciou-lhe o ventre enquanto falava.

— Não, não chegou a tanto. É que eu não estava preparada quando na verdade deveria estar. — Ela não usava sutiã no momento, e ele deslizava os polegares suavemente pela base dos seios, num ritmo convidativo.

Bella suspirou, tentando focalizar a atenção na conversa, embora com dificuldade. Oh, Deus, como pôde ter concordado com aquele casamento? E como poderia prosseguir com os planos agora, depois de ter conhecido Edward?

Estremeceu, e Edward notou.

— O que você tem? — disse.

— Nada... nada.

— Em que está pensando, Bella? Ainda me considera quase um estranho?

— Ouça seu coração, Edward. Ele está lhe dizendo que somos estranhos?

— Ele está me dizendo que desejo você mais do que nunca.

— Não, isso é seu corpo que está falando. — Ela sorriu, uma risada sensual que o deixou ainda mais excitado.

De forma alguma, Bella pensava, é um estranho que está aqui sentado comigo.

Quanto a Edward, uma vez guardando segredo sobre sua identidade, não achava justo pressioná-la. Esperava que ela confiasse nele no devido tempo, mas esse dia tardava demais. Ele envolvera-se naquele romance por sentir que havia algo especial em Bella. E omitira detalhes sobre sua pessoa por querer ser respeitado como um barman apenas. Agora que isso acontecera, a última coisa que desejava era separar-se dela.

— Então, resolvemos nosso dilema? — Bella perguntou, acomodando-se melhor no colo dele.

Edward suspirou. Seria imaginação ou o sorriso sedutor de Bella, o movimento dos lábios, tornara-se mais ousado com o passar do tempo?

Ela levantou-se. Edward acompanhou-a. Um suave perfume envolveu-o, criando um ninho de desejos.

— Um dilema resolvido, outro dilema surgindo — disse ele antes de cobrir-lhe os lábios de beijos.

Provou-a. Primeiro com a língua, depois com toda a boca. Ela beijou-o, retribuindo a paixão que recebera. Devorou-o, e Edward sentiu com grande prazer aquela boca movendo-se em seus lábios, as mãos enterrando em seus cabelos.

Bella despiu a blusa e jogou-a longe. Em seguida tirou a saia. Vendo-a coberta apenas com a calcinha de renda, edward ficou quase louco. Agarrou-a então pelos quadris e, trazendo-a para junto de si, fitou-a. Os olhos cor de violeta brilhavam de paixão.

— Não posso agüentar mais — ele gemeu.

— E eu por acaso lhe pedi que agüentasse?

Edward tomou as palavras como um convite. Fez descer pelas pernas o pedacinho de renda e agradeceu aos céus por sua boa sorte. Algum dia agradeceria à pessoa que alugara a Bella aquele traste de carro; mas agora, não podia pensar em mais nada a não ser nela.

— Ouça, Edward... — Até o modo como Bella dissera o nome dele o excitou. — Acho que fui muito... ousada, isto é, ousada demais. — Ela apontou para o lugar onde jogara a blusa. — Nunca devia ter feito aquilo.

— Alguém alguma vez já lhe disse que você fala muito quando está nervosa?

As atitudes ousadas de Bella não somente o intrigavam como o deixavam ainda mais apaixonado. Até o rosado das faces quando ela ficava embaraçada concorria para isso. Desejava aquela mulher, e a alegria que ela trouxera a sua vida era algo que jamais sentira antes.

— Não. Fico nervosa somente quando estou... com você... assim. — Ela fez um gesto para seu corpo nu. E tentou cobrir-se com as mãos.— Penso que...

Edward escorregou os dedos dos quadris às coxas quentes de Bella, dizendo:

— Não pense, Bel. E, definitivamente, não se mova. Ele a fez sentar-se, separou-lhe as pernas com as mãos, abaixou a cabeça e provou o corpo quente que o aguardava.

Se morresse naquele instante e fosse para o inferno, não se importaria, pensou. Porque chegara o mais perto do céu que um mortal poderia chegar.

Em seus sonhos mais loucos, e tivera muitos desde que conhecera Edward, Bella jamais imaginara que seria assim.

A pele de suas coxas ardia nos lugares onde a barba mal feita Edward roçara. Seus músculos tremiam à procura de mais sensações.

— Nunca tirrei totalmente essa barba — ela sussurrou. — Ao menos não enquanto eu estiver por aqui.

Uma voz interior lhe sussurrou que não seria por muito tempo. E ela afastou esse pensamento.

— Eu não pensaria em fazer isso, querida. — Ele riu.

E beijou-a na parte interna da coxa, de propósito roçando a barba na pele macia. Bella sacudia o corpo, quase caindo do sofá.

— Calma, querida. — E com a língua ele tentou suavizar a dor de ambas as coxas.

— Calma para você também... — Bella parou de súbito quando ele inclinou a cabeça e, com a língua, acariciava-a intimamente. Mais uma vez.

Ela fechou os olhos e caiu para trás. Dali por diante, não sabia mais o que fazia, Edward ensinava-lhe tudo. E, pelo visto, aprendeu depressa.

Ondas de prazer percorriam seu corpo cada vez que a língua ágil de Edward entrava e saía. Seus músculos se contraíam. A barba mal feita agia em erótica conjunção com a boca, e ela arqueava o corpo silenciosamente atingindo um prazer cada vez mais maior, procurando mais, pedindo mais... — Edward?

Os olhos de ambos se encontraram. Aí ele a chocou de novo colocando a palma da mão na junção das coxas, massageando gentilmente. Bella gemia, tremendo a cada movimento da mão dele que agora a fitava o tempo todo.

A cada movimento de quadris os olhos dele escureciam mais. Ela queria esperar, queria-o dentro de si, queria... gritar. E gritou no auge do orgasmo mais espetacular que já tivera. Ondas subseqüentes ainda pulsaram em seu corpo muito tempo depois que atingira o clímax, e tombara.

A um dado momento devia ter fechado os olhos porque, quando os abriu de novo, deparou com Edward a seu lado, tentando carregá-la nos braços.

— Aonde vamos? — perguntou.

— Para dentro. Seus gritos acordaram a maioria dos animais e eu ainda nem estava dentro de você. Não quero arriscar acordar nossos vizinhos mais próximos.

— A que distância estamos deles? — Bella sorria, o da mulher plenamente satisfeita.

— A mais de um quilômetro.

Edward carregou-a e colocou-a na cama.

Antes que Bella pudesse dizer qualquer coisa, Edward despiu-se. O que iria acontecer agora?, ela se questionava.

Disse a si mesma para relaxar. Afinal, não se tratava de sua primeira vez. Mas a primeira vez com Edward, a voz interna a prevenia. E já lhe tendo dado tanto de si mesma, o que restou?, a persistente voz perguntava. Bella resolveu ignorá-la e, quando Edward entrou na cama, o recebeu de braços abertos. Porque ele lhe daria tudo o que ela precisava para continuar vivendo naquela semana.

Tudo e muito mais, a voz dizia. Dessa vez, Bella não ignorou a voz. Aninhou-se nos braços fortes e no corpo sólido de Edward. Ele a fez deitar de costas.

Seria essa contínua paixão entre duas pessoas rara? Bella refletia. E respondeu mentalmente: Não, se a química for a mesma. E era o que acontecia entre ela e Edward. Química, só química. Deu-se conta de que dizia a si própria muitas coisas naquela noite, e esperava que não fossem mentiras. De qualquer forma, não tinha outra opção além de acreditar nelas.

Não se quisesse continuar inteira. Continuar sendo a mesma Isabella que entrara naquela taberna havia alguns dias. Boa sorte, querida. Oh, Deus, fora a voz de Edward a que acabara de ouvir em seu subconsciente.

Edward beijou-lhe o pescoço e ela deu um suspiro. Ele escorregou as mãos até a junção das coxas e Bella teve certeza de que a encontrara úmida e receptiva. Ela ergueu os quadris quando sentiu um dedo penetrando-a. Um gemido surdo escapou de seus lábios e outro dedo juntou-se ao primeiro.

— Quero ir bem devagar — Edward sussurrou, fazendo-a vibrar a cada movimento de seus dedos. — Vou esperar bastante.

— Por quê? —Bella indagou, encostando melhor a cabeça no travesseiro.

— Porque quero que você guarde este momento na memória para sempre.

Ela sorriu e relaxou. Mas logo o sorriso sumiu, como se as palavras dele a fizessem recordar o fim que estava próximo.

Sinos pareciam soar em sua mente. Ignore-os, ela insistia. Só que dessa vez não foi tão fácil. E evitar o inevitável não serviria para nada.

Erguendo-se um pouco na cama deslizou a mão ao longo do membro ereto de Edward, para baixo e para cima. Uma gota de líquido caiu na palma de sua mão.

Bella não conseguiu segurar sua imaginação. Vida, amor, filhos. A vida de Edward, o amor dele, os filhos dele. Tudo possível, mas não para si. Se isso estivesse acontecendo em outra ocasião, em outro lugar, ela se esqueceria das precauções, se esqueceria de ser sensata e se entregaria a suas emoções. Mas agora, as emoções tinham de ser abafadas. Se não as reconhecesse, seria como se não tivessem existido.

Certo? Nenhuma voz interna respondeu. Certo? Silêncio. Bella teve uma sensação de mau presságio.

Um som surdo emitido por Edward a trouxe de volta ao presente.

— Edward?

Gotas de suor perlavam-lhe a fronte.

— Desculpe, querida, mas não consegui esperar.

— Não me recordo de ter pedido a você que esperasse. — Bella sorriu e Edward segurou-lhe ambas as mãos acima da cabeça. — Precisa confiar em mim se quiser que eu pegue a caixa da mesa-de-cabeceira aqui a meu lado.

— Solto suas mãos se prometer não me tocar.

— Prometo. A menos que seja necessário.

Ele soltou-lhe as mãos a fim de que Bella pudesse pegar os preservativos. Logo em seguida, ela pôs-se a massageá-lo de novo.

— Você prometeu não me tocar — Edward falou, divertido.

— Eu disse que o tocaria apenas se fosse necessário. E achei que era.

Porque, se não o tocasse, ela morreria e nunca teria a experiência de ter Edward dentro de si. Continuou tocando-o, mas a um dado momento parou, achando não mais ser necessário.

Ergueu o corpo no mesmo instante em que Edward agarrou-a pêlos quadris juntando os dois corpos, e penetrando-a enfim. Ele deixou escapar um gemido de satisfação que fez Bella vibrar.

Edward ficou imóvel, para que seu corpo se acomodasse melhor ao dela. Bella foi grata pelo gesto, mas que de certa maneira lhe trouxe tristeza. Aceitou o corpo de Edward como uma parte sua que perdera, que voltava para a própria casa. Porém sentia o músculo que estava em seu interior ainda pulsando e vivo, completando-a.

Oh, céus, estava envolta em mais dificuldades do que esperara. Seus olhos umedeceram. Seria uma lágrima aquilo que escorria no rosto? Oh, não. Não, não, não, não.

— Bella?

— Sim?

Com o polegar Edward tocou uma lágrima perdida e pôs o dedo na boca para provar.

— Salgada? — disse. — Machuquei você?

— Oh, não. — Foi o máximo que ela pôde dizer. Ergueu os quadris, fazendo-o penetrá-la de novo. — Como você poderia me machucar? — Como poderia qualquer coisa vindo daquele homem machucá-la?

— Oh, querida, eu não poderia. — E ele perdeu-se dentro do corpo unidos, Bella decidiu, desde que chegara a tal ponto, que poderia usufruir o prazer do resto da viagem. E, quando recomeçou a se mover, e a recapturar as ondas de prazer que sentira antes, convenceu-se de que tivera férias excepcionais, muito melhores do que imaginara. Muito melhor do que prazer apenas físico, muito melhor do que sexo.

Aprendera a se dar, a não se guardar só para si, a se entregar a Mac. Os suspiros, os gemidos, saíram não apenas de seus lábios, mas também de seu coração... porque foi invadida pelas emoções que a forçaram a se desapegar de si mesma, a se entregar sem reservas.

Achou que iria explodir quando, de súbito, Edward foi diminuindo a intensidade dos movimentos.

— Não pare, por favor — Bella pediu. Se ele parasse, ela não mais conseguiria pensar. E queria se perder pensando em Edward, sem intromissões.

— Tudo bem. Primeiro preciso fazer mais uma coisa.

Ele acariciou-lhe os seios, tornando os mamilos ainda mais rígidos do que já estavam.

— Edward, por favor...

— Ok, somente quero mais uma coisa.

Ele a fez deitar mais para cima na cama, acomodou-se melhor, e penetrou-a de novo, ao mesmo tempo sugando-lhe os seios. Bella teve a impressão de que ele crescia ainda mais dentro de seu corpo. Então, quando Edward pronunciou o nome dela num gemido rouco, Bella atingiu outro orgasmo e caiu na inconsciência que tão desesperadamente desejara.

Sua respiração era ofegante e o corpo tremia quando abriu os olhos para encontrar o mundo que ainda esperava por ela. O mundo que desejava mas que não poderia ter... com o homem que ainda permanecia dentro dela. O homem com o qual não tivera apenas sexo, mas o homem que amava.

— Você é tão incrivelmente... linda.

Na alma, Bella sabia que Edward referia-se mais a sua alma do que à beleza da face, e ela guardou esse comentário em seu coração. Mas ele tinha de parar logo antes que as coisas ficassem sérias demais entre os dois. Antes que ela fizesse alguma tolice, como a de se apaixonar ainda mais.

— Aposto que você fala isso a todas as suas mulheres, depois...

— Certo. — Ele ergueu uma sobrancelha, mal podendo acreditar no que ouvira. — E todas as mulheres com quem mantenho relações pensam nas outras mulheres enquanto estou ainda dentro delas.

Bella encolheu-se toda ao observar a expressão do rosto de Edward. Queria se proteger e não magoá-lo. Ele começava a se afastar quando Bella se deu conta de que não podia deixá-lo sair. Não assim.

— Edward, espere. Desculpe. Por favor... Esqueça o que acabei de dizer. — Desejo e calor apoderaram-se dela juntamente com um conjunto de emoções em cujo nome não ousava pensar. — Oh, não sei o que falar, exceto que não me abandone.

— Você queria apenas disfarçar. — Edward sorriu, e Bella sentiu-se mais à vontade. Ao menos ele não estava zangado. — De qualquer maneira, disfarçar em certas circunstâncias é bom sinal.

— O que você quer dizer com isso? — ela perguntou.

— Porque, de acordo com o que já disse, você fica nervosa apenas quando está comigo... assim como agora. Por isso perdôo-lhe a referência sobre as outras mulheres.

Em parte Bella ficou aliviada, mas queria que Edward lhe garantisse que não houvera outras mulheres... Não que ela tivesse direito a isso, pois não podia exigir o que não podia oferecer.

— Relaxe, querida. Não estou zangado com você. — E, para provar isso, beijou-a. Lambeu-lhe antes os lábios forçando-a a abrir a boca. — Voltarei logo, e então poderemos retomar as coisas do lugar onde paramos.

Tão logo Edwrad retirou-se, Bella enrolou-se no cobertor. Depois, apesar dos avisos de seu coração, colou seu corpo no de Edward quando ele voltou para a cama.

— Obrigada — ela sussurrou.

— Pelo quê?

— Por não ter ficado zangado, por estar aqui... por ser você.

— Eu poderia dizer o mesmo. Você é algo muito especial para mim; e sabe disso, não é?

— Não, eu não sou...

— Sim é, é sim. Jamais conheci alguém como você — ele insistia com firmeza.

— Edward, não. Você não sabe o que está dizendo e...

— Tem razão, não sei. Você sempre desconversa quando chego perto do assunto e sem estar falando sobre sexo. Mas desta vez...

Bella pôs um dedo nos lábios dele.

Seu coração entrou em conflito com a mente. Queria deixá-lo terminar, ouvir o que ele tinha a lhe dizer, e usufruir a intimidade que começaram a encontrar. Mas seria egoísmo. Por que envolvê-lo emocionalmente quando teria de ir embora logo? Sendo sua a escolha, ficaria naquela cama para sempre.

Esse pensamento conduziu-a de volta à realidade. Seu problema não era o único a ser levado em consideração, mas o bem-estar de seu pai, e à recuperação dele nos negócios. Precisava pagar-lhe as dívidas e garantir a continuidade de uma vida tranqüila para ele. Casar-se com Mike seria a única solução... mesmo que ela amasse Edward. Oh, Deus.

Afastar-se dele enquanto ainda houvesse tempo era a única forma honesta de agir. E Edward merecia o melhor,

— Você disse qualquer coisa como "desta vez?"

Os olhos dele estavam cheios de desejo. Como também de desalento.

— Entendo o que você está fazendo, Bella, e por quê — disse Edward.

Bella também sabia. Sabia que não lançava mão de jogo honesto, mas, em seu coração, protegia-o. Forçou um sorriso.

— Espero estar agindo acertadamente — ela murmurou.

— Bel...

Bella silenciou-o provocando-o até ele gemer e colocá-la sobre seu corpo. Penetrou-a mais uma vez.

— Quero você de novo — ela disse.

— Não fique tão surpreendida por isso.

Bella beijou-o, e como resultado ambos ficaram excitados. Ela conseguira sua meta. Mas, em vez de se sentir bem, sofria interiormente por tudo o que desejava e por tudo que nunca poderia ser dela.

Para não pensar no caso, aconchegou-se mais a Edward, incitando-o a fazer exatamente o que ele sugerira antes. Entregou-se ao homem que amava, embora não podendo considerar seu.

N/A: Poxa pessoas!... tudo bem que fiquei sumida um tempo... mas me castigar assim sem deixar coments é "puta falta de sacanagem!" uahuaha... Estou triste por que só recebi um coment (QUE AMEIIIII, THX THX THX) no ultimo cap. ... QUERO REVIEWS! QUERO REVIEWS!