Disclaymer: Saint Seiya não me pertence, eu só pego os personagens emprestados, mas não ganho nada com isso. Além, é claro, do apoio, reviews e carinho daqueles que gostaram! ^^

Chegamos ao décimo! Uhul! o/


Capítulo 10

Depois de falar aquilo com Shion, Ashley foi diretamente para seu quarto. Chegando lá, ela sentou-se na cama, evolvendo seus joelhos com os braços e apoiando a cabeça neles. A garota sentia-se chateada como poucas vezes antes. Não queria que o ariano tivesse descoberto sobre sua habilidades, pois isso com certeza estragaria a relação entre eles, assim como sempre acontecia.

Suas experiências anteriores, na verdade, tinham sido as piores possíveis e foi por esse motivo que a jovem passara a esconder aquilo de todos ao seu redor. Agora, no entanto, fora descoberta e preparava-se para as consequencias que sabia que viriam.

Claro que alguma parte dentro de si não queria acreditar que Shion faria algum mal para ela, mas sua prática lhe dizia que era justamente o que aconteceria e, se pensasse melhor, tinha de admitir que não conhecia quase nada sobre o ariano.

Assim, os pensamentos de Ashley continuaram seguindo desse jeito pelo resto da tarde. Isso porque, ao contrário do que a garota imaginava, Shion não foi vê-la em nenhum momento. Então, ela permaneceu o tempo todo na mesma posição e só foi notar o quanto estava tarde quando ouviu o barulho que sua barriga fazia, reclamando de fome.

Um tanto relutante, ela levantou-se, alongando seus músculos dormentes, e rumou para fora do quarto. No corredor, percebeu que o restante da casa já estava escura àquela hora e a única luz provinha de dentro da cozinha, de onde também saía um cheiro delicioso que fez seu estômago voltar a se manifestar.

Assim, ela andou até lá, momentaneamente esquecida de tudo o que não envolvesse comida. Quando chegou no aposento, a primeira coisa que viu foi Shion, de costas, mexendo em alguma coisa numa panela no fogão. O ariano não pareceu percebê-la, ou simplesmente a ignorou mesmo, de modo que a garota sentou-se em silêncio na mesa já arrumada e ficou esperando impaciente que ele terminasse de preparar a refeição.

Isso aconteceu alguns minutos mais tarde. Nessa hora, Shion colocou um prato para ela, ainda sem dizer nada, e foi sentar-se à sua frente. Os dois começaram a comer com vontade, principalmente Ashley, que mais parecia estar atacando a comida e só foi começar a se incomodar com o estranho silêncio e o olhar que o outro lhe lançava quando já estava no final da refeição.

- O que foi, Shion?- Ela acabou por perguntar, mesmo sabendo que poderia arrepender-se por isso.- Tem alguma coisa na minha cara?

- Não, eu só estava notando que você parece estar mais calma agora.- O ariano retrucou, continuando antes que a garota pudesse falar algo.- Você saiu tão alterada hoje mais cedo que achei melhor deixa-la sozinha por um tempo. Fico satisfeito que tenha conseguido ordenar seus pensamentos.

- Mas eu não fiz nada disso.- Ashley disse, voltando a ficar emburrada.- Só estava com fome demais para ficar pensando nessas coisas.

- Certo.- Shion soltou um suspiro, recolhendo os pratos vazios e deixando-os sobre a pia e voltando-se novamente para a outra.- Ashley, você sabe que temos de falar sobre o que aconteceu na oficina, certo?

- Não podemos só deixar 'pra lá?- Ela perguntou, esperançosa.- Não quero falar desse assunto.

- Infelizmente, isso não é algo que eu possa simplesmente ignorar.

O ariano declarou, olhando-a nos olhos para que a garota entendesse que falava sério sobre aquilo. Ashley, por sua vez, virou o rosto encarando uma parte do chão que lhe pareceu subitamente muito interessante. Diante dessa atitude, o outro continuou falando.

- Entretanto, eu percebo que esse é um assunto que te incomoda profundamente. Então, se quiser falar o que a deixa inquieta, eu vou ouvir e tentar ajudá-la no que puder.- Ele afirmou, só para ser prontamente ignorado pela garota.- Tudo bem se não quiser fazê-lo também, mas você terá que ouvir a que conclusões cheguei nessa tarde.

Ashley continuou em silêncio, de modo que Shion começou a explicar seu raciocínio.

- O que você fez mais cedo foi uma profecia. Já escutei relatos de que os xamãs entram em uma espécie de transe quando as dizem e foi exatamente o que aconteceu com você. Também acho que deve possuir outras habilidades além dessa. Talvez cura ou a barreira de luz, mas isso não é relevante. O importante é que você não consegue controlar seus poderes, como ficou claro nesse episódio.

Por mais que se esforçasse para fingir não ouvir nada, Ashley não conseguia evitar de esboçar várias reações à tudo o que o ariano falava. Isso confirmava ao outro que ele estava acertando em suas suposições e o motivava a ir mais além.

- Eu aposto que essa nem foi a primeira vez que algo assim aconteceu. E toda vez que ocorria, as coisas acabavam mal. Diga, você já chegou a machucar alguém com seus poderes, Ashley?- Shion perguntou, fazendo a garota arregalar os olhos e encará-lo, aparentemente bastante assustada com a perspectiva.- Acho que não... Então o problema aconteceu porque as pessoas ao seu redor não entenderam a natureza de seus dons e tentaram se aproveitar disso, não foi?

- Pare, Shion. Não fique falando como se entendesse de tudo! Você não sabe nada do que aconteceu!- A garota acabou exclamando, não aguentando mais permanecer calada.

- Claro que não sei. Você não que me contou nada.

O ariano rebateu, mantendo a calma. Ashley perfurou com os olhos, como se quisesse que ele desaparecesse naquele momento. Os dois permaneceram em silêncio enquanto se confrontavam com o olhar.


Depois do ataque de Milo, um silêncio recaiu pelo ambiente enquanto o escorpiano estava paralisado de espanto. Jake resolveu que era melhor quebrá-lo.

- Você falou comigo, seu maluco?

A pergunta da garota pareceu arrancar o escorpiano de seu estado de contemplação.

- E ela fala! Que legal! Se os outros pudessem ver isso...! Eles teriam que retirar tudo o que disseram todos esses anos!

Ele dizia consigo mesmo, avançando em direção de Jake. Esta, por sua vez, recuou um pouco.

- Ei, afaste-se de mim, maluco! E pare de falar como se eu fosse um maldito experimento científico!- Ela falava, mas suas palavras não pareciam surtir efeito no outro. Ele agora tinha contornado a fogueira e estava muito perto.- Você, Camus! Afaste esse seu amigo doido de mim!

O aquariano olhou para ela por um momento, pensando se não deveria deixá-la resolver aquilo sozinha. Isso talvez lhe servisse para mostrar melhores maneiras. O pensamento, entretanto, logo foi abandonado por ele. Aquilo poderia também acabar apenas machucando os dois. Então com um pequeno suspiro aproximou-se de Milo, colocando uma mão em seu ombro.

- Já chega, Milo. Você está exagerando.

- Mas, Camus!- O escorpiano virou-se para o outro, relutante.- Ela é tão fascinante! E tem tantas coisas que eu gostaria de perguntar!

- Imagino. Mas sinto dizer que ela não vai poder te responder, Milo. Aparentemente perdeu a memória.

- O quê?!- O escorpiano paralisou com aquela informação.- Sem lembranças? De nada?

O garoto olhou para Jake, parecendo profundamente desapontado. Esta simplesmente virou a cara, irritada.

- Mas como isso é possível, Camus?

- Eu acho que é devido à quase morte de frio que ela teve. Mas ela ainda se lembra do nome. É Jake.

- Sério? Que curioso.- Ele comentou, pensando consigo mesmo.- Mas eu acho que já é um começo. Talvez ela se lembre de mais alguma coisa com o tempo...

- Não se empolgue muito, Milo. Vai acabar assustando-a igual agora pouco. E essa daí já é louca sem incentivo.

- Hm, então você gostou dela, é?

Milo provocou, recebendo um olhar mortal do amigo. Camus simplesmente recusou-se a responder, preferindo ir cuidar da fogueira. O escorpiano foi atrás, ainda com um sorrisinho no rosto.


- Aiolia! Atrás de você!

Com o aviso de Annabel, o leonino virou-se imediatamente, colocando-se em alerta. Cibele e Afrodite também ouviram a outra e correram para perto dos dois. Agora, todos encaravam o monstro apreensivos, enquanto este parecia ainda não os ter notado.

- Ele acabou de sair da sua toca, deve ter acordado agora.- Aiolia analisava o comportamento da criatura, falando consigo mesmo.

- Isso significa que ele ainda está sonolento?- Cibele perguntou esperançosa.

- Não, isso apenas quer dizer que ele está faminto.

O comentário do aprendiz de guerreiro fez com que os outros três se entreolhassem. Todos sabiam o que aquelas palavras queriam dizer, na verdade. Monstros famintos eram sempre mais ferozes e tinham um estranho apreço por carne humana.

- E o que nós podemos fazer?- Annabel perguntou, tentando manter-se calma e se focar no problema.

- Procurem se tem alguma caverna ou outro tipo de esconderijo aqui por perto.

Aiolia instruiu. O garoto não se atrevia a desviar o olhar da criatura, mas admitia que deveriam sair logo dali e ir para um local onde não ficassem tão expostos. Onde estavam agora, o monstro poderia vê-los e partir para cima deles à qualquer momento. O problema era que em volta deles só havia neve. A caverna mais próxima, tirando a toca do monstro, ficava há vários metros dali. Eles perceberam esse fato com uma preocupação crescente.

- Aiolia, não tem nada por aqui!- Cibele informou ao leonino que trazia uma expressão cada vez mais sombria e concentrada no rosto.

- Certo. Então vamos ter que enfrentá-lo.- O garoto comentou, para a surpresa de todos.- Se fugíssemos correndo, seríamos facilmente vistos e se ficássemos aqui, também acabaríamos sendo pegos. A melhor opção é atacá-lo de surpresa, enquanto ele ainda não nos viu.

Aiolia explicou seu raciocínio, mas ninguém pareceu muito convencido daquilo.

- Nós não somos guerreiros, Olia. Nem temos nenhum treinamento nisso. Provavelmente só atrapalharíamos você.- Cibele falou, chateada de admitir a própria fraqueza.

- Eu sei. Por isso que vou lá sozinho. É a nossa melhor opção.

O leonino afirmou, escutando os consequentes protestos das duas garotas. O pisciano, que até então tinha se mantido calado, resolveu se pronunciar.

- Eu acho que tem uma alternativa melhor que essa.- Ele disse, atraindo a atenção dos outros.- Você pode ir lá atacá-lo, mas dificilmente o pegará de surpresa. Para isso você precisará de uma distração.

Enquanto eles absorviam o que aquilo queria dizer, Afrodite aproveitou para terminar de explicar seu plano.

- O que precisamos fazer é muito simples. Eu, a Bel e a Cibele vamos correr, um em cada direção, atraindo a atenção dele. O monstro vai começar a perseguir um de nós. Enquanto isso, o Aiolia, que vai ficar parado aqui, tentando passar despercebido, corre por trás da criatura e o ataca. No final, todo mundo se reúne dentro daquela caverna mais próxima.

Quando o pisciano terminou de falar, Aiolia avançou sobre ele, com raiva, agarrando na gola de seu casaco e trazendo-o para perto dele.

- Você acha que eu vou concordar em por as garotas em perigo com esse plano maluco?- O garoto sussurrou a pergunta para o outro, olhando-o de forma ameaçadora.

- Acho. Porque elas não vão estar em perigo realmente. Eu tenho aqui um frasco de essência de rosas que vai atrair o monstro e eu vou ser o único que será perseguido. Portanto elas vão ficar bastantes seguras na caverna e nós nem teremos que convencê-las a fugirem.- Afrodite explicou, calma e seriamente, mantendo seu tom de voz baixo o suficiente para apenas Aiolia ouvir.- Então, é melhor fazermos isso logo, porque cada segundo aumenta as chances de ele nos ver.

O leonino ainda ficou parado um instante olhando nos olhos do outro, antes de soltá-lo e se afastar.

- Muito bem. Faremos então o que o Afrodite sugeriu. Vocês não nenhuma reclamação quanto a isso, certo?

As outras duas negaram com a cabeça, a determinação evidente em seus rostos. Aiolia quase sentiu-se mal por enganá-las daquele jeito, mas a segurança delas era uma prioridade.


Logo depois de tomar sua decisão, Saga ouviu batidas na porta da frente. O geminiano olhou na direção do som, em dúvida se deveria ou não abrir a porta. Antes que se decidisse, porém, Luna apareceu no topo da escada.

- Encontrei o papel. Mestre Shaka tinha deixado-o em seu quarto, com certeza esteve trabalhando até tarde.

- Luna, acabaram de bater na porta.- Saga, usando uma voz mais formal, informou à outra, levantando-se.

- Bateram?- A garota estranhou um pouco a mudança de tom do outro, mas resolver ignorar aquilo.- Pode ser importante, vou ver quem é. Espere mais um pouco, tudo bem?

O guerreiro assentiu e Luna passou por ele, indo até a porta. Ao abri-la, deparou-se com Shun e Ikki. O mais jovem trazia uma expressão preocupada enquanto o outro parecia contrariado.

- Oi, senhorita Luna.

- Shun, Ikki. O que fazem aqui? Você já foi dispensado por hoje, Shun.- A moça cumprimentou-os, um pouco surpresa com a aparição dos dois.

- Eu sei, mas é que... Eu estava preocupado.

O garoto admitiu, mas Luna não conseguiu entender bem o que ele queria dizer com aquilo. O aprendiz de guerreiro tratou de esclarecer, falando de forma mal humorada.

- O Shun disse que está com um mau pressentimento e fez questão de vir aqui falar com o Shaka sobre isso.

Após ouvir aquilo, Luna fez uma cara pensativa e olhou para o garoto de cabelos verdes, falando em um tom profissional.

- Então seus poderes estão se desenvolvendo, Shun. Isso é uma boa notícia. Infelizmente, o mestre Shaka não está aqui neste momento.

- Ah, e você sabe quando ele volta?- Ele perguntou, aparentemente ainda mais ansioso.

- Escute, Shun. Nós precisamos conversar sobre uma coisa. Em particular.

A moça falou séria, fazendo Ikki levantar uma sobrancelha.

- Entendi. Então eu já vou indo, Shun. Vou estar na arena, caso precise. Só não me chame para mais nenhum de seus planos doidos.

O mais velho avisou, já se afastando. Luna virou-se para o aprendiz, já fazendo uma cara de desconfiada.

- De que "planos doidos" ele está falando, Shun? Você aprontou alguma coisa que eu deveria saber?

- Eu?! Não fiz nada, senhorita Luna. Sabe que o meu irmão é que não gosta de ser interrompido enquanto está treinando.

Ele sorriu, fazendo sua melhor cara de inocente, torcendo para que a mais velha acreditasse e esquecesse do assunto. Luna, acostumada, não acreditou muito naquela história, mas felizmente tinha assuntos mais importantes para tratar com o pequeno naquele momento.

- Escute, Shun. Seja lá o que tenha feito, não quero que repita, entendeu? Eu sei que você é muito responsável e nunca faria nada por mal, mas às vezes exagera querendo ajudar os outros. Foi isso o que houve, não é?- O garoto não disse nada, mas pela cara que fez, a moça percebeu que tinha acertado.- Mestre Shaka já falou sobre isso com você, Shun. Sua intenção pode ser boa, mas dependendo do que fizer, pode muito bem acabar só atrapalhando e fazendo a outra pessoa ficar com raiva. Então da próxima vez pergunte o que essa pessoa acha, antes de colocar em prática a sua ideia.

- Sim, senhorita Luna.

Ele concordou, um pouco cabisbaixo. Luna quase sentiu-se mal com o que acabara de dizer, mas sabia que Shun precisava ouvir aquilo, de modo que tudo o que fez foi voltar a falar, com um tom mais gentil.

- Agora vamos entrar, sim? Preciso mesmo falar contigo.

O garoto concordou e os dois foram até a sala, onde Saga ainda esperava Luna retornar. Ela quase tinha se esquecido que o guerreiro estava ainda estava ali.

- Oi, Saga. Não sabia que estava aqui.- Shun cumprimentou-o.

- Olá, Shun. Não se preocupe, eu já estava de saída.- O guerreiro falou de volta, virando-se para a moça.- Luna, lembrei que tenho uma patrulha para fazer daqui a pouco. Se quiser posso passar outro dia para pegar o endereço.

- Não precisa.- Ela disse, rabiscando no pedaço de papel que ainda levava consigo.- Aqui está.

Saga aceitou o papel, despedindo-se em seguida, deixando Luna e Shun sozinhos. Este, por sua vez, observara toda a cena pensativo. Imaginava que agora Hyoga não era o único que precisava de ajuda com os seus sentimentos.


A luta entre Kanon e o líder dos lobos de nevasca foi rápida, mas nem por isso menos difícil. Os dois avançaram correndo um para o outro, encontrando-se no meio da neve. O tridente do geminiano bateu de frente com as garras do monstro algumas vezes antes da criatura avançar, preparando-se para morder o outro. O guerreiro, em um momento de loucura escolheu defender-se com a mão livre.

As afiadas presas do animal cravaram-se certeiramente em seu braço, ao mesmo tempo que ele acertou o tronco do adversário com sua arma. O lobo estremeceu de leve com o ataque, mas não sairia do lugar se não tivesse recebido um chute do humano.

Quando caiu no chão, o monstro imediatamente recuperou-se e ainda conseguiu cortar com suas garras perto do calcanhar direito de Kanon, mas era tarde demais. O geminiano tinha conseguido trespassar seu peito com o tridente. Com um último gemido, a criatura ficou imóvel. O guerreiro iria ao chão também, se não tivesse se apoiado em sua arma.

Ao perceber o desfecho da luta, os companheiros do lobo morto soltaram uivos baixos e foram embora correndo. Por sua vez, os companheiro de Kanon aproximaram-se correndo. Suas expressões variavam de alegria, repreensão e surpresa, além da expressão gelada de Alexia que não aparentava ter mudado. O guerreiro virou-se para recebê-los, ainda sem conseguir ficar em pé sem apoio.

- Então, eu não falei que ia vencê-lo rapidinho?- Ele questionou, dando um sorriso que era para ser uma mistura de galante e irônica, mas que acabou se transformando em uma expressão de dor.- Ai, esse era mesmo durão.

Ele deixou-se cair sentado na neve, sem forças. Todos os outros pararam próximos dele, aparentando não querer ser o primeiro a falar. Então, para a surpresa geral, Shaka abaixou-se ao lado de Kanon e desferiu-lhe um sonoro tapa. O geminiano piscou espantado com a ação.

- Mas o que...

- Seu idiota!- O virginiano interrompeu o outro, extremamente irritado.- O que você pensa que estava fazendo? Queria se matar, por acaso? Pois se esse for o caso, pode deixar que eu termino o trabalho!

Enquanto dava um sermão em Kanon, o garoto pegou um punhado de neve e jogou sobre o pé direito dele.

- Ai ai ai ai! Está doendo!- O geminiano acabou reclamando.

- Bem feito, da próxima vez não se fira desse jeito! Deixou todos preocupados.- Ele continuou, agarrando agora o braço ferido do guerreiro.- O que você faria se eu não estivesse aqui para te curar? Eu nem deveria estar aqui! Você teve sorte.

Ele jogou ainda mais neve naquela região que no pé, mas dessa vez o outro conteu qualquer exclamação de dor. Já lhe bastava os resmungos do xamã que agora já parecia falar mais consigo mesmo que com ele.

- Esses cortes estão realmente feios... Vai precisar de uma aplicação de mistura de ervas. Seu calcanhar até que não está muito ruim, vai dar para você andar assim que eu fizer um curativo.

Shaka pegou as ervas que trouxera consigo e deixou a pilha ao seu lado, pegando somente algumas. Ele as amassou com as duas mãos, que foram envolvidas por uma esfera amarela brilhante. Quando terminou, as ervas tinham se transformado em uma espécie de mistura de consistência pastosa, que o virginiano passou a aplicar cuidadosamente no braço de Kanon.

O resto do grupo assistira tudo aquilo estupefato. Poucos ali tinham visto o xamã perder a calma daquele jeito e alguns acharam aquilo até engraçado, principalmente Airy. Por sua vez, quem aproveitou que Shaka passara a se concentrar no que fazia e se calara foi Aoshi. O jovem não parecia menos incomodado que o loiro e deixou isso bem claro em sua fala.

- Foi muito imprudente o que fez, Kanon. Se defender com as mãos nuas é um dos erros mais graves a se cometer. Sabe bem disso.

- Sei, mas foi o jeito mais fácil e rápido que eu encontrei para enfrentá-lo. Na verdade, eu me inspirei no Mask aqui.

O geminiano apontou para o companheiro, voltando à sua pose usual. Porém esta foi novamente abandonada quando ele olhou para o canceriano.

- Máscara! Você está meio verde!

Kanon indicou as várias listras verde musgo que o outro tinha nos braços e no rosto. O guerreiro fez um som irritado com aquilo.

- Eu sei. Esse loirinho também aplicou esse treco aí nos meus machucados. Aliás, você já deu uma olhada para o seu braço, Kanon?

- Hm? Ah, ele está verde!

O geminiano olhava meio desacreditado para o braço esquerdo, que apresentava uma boa camada de líquido com de musgo levemente brilhante, resultado do trabalho de Shaka.

- Sim, isso mesmo. Logo a mistura vai endurecer e ficar mais escura, mas como ela cobre uma grande área, eu ainda preciso colocar uma camada de tecido para proteger a região. Portanto continue quieto.

O xamã advertiu-o, continuando com seu trabalho.


- MU!

Blair gritou, apavorada com a visão do ariano caindo daquele penhasco. Um forte vento repentino lhe chegou por trás e a garota teve que fechar os olhos por um instante. Quando voltou a abri-los, o garoto tinha sumido, provavelmente penhasco abaixo. Ela arregalou os olhos e correu até perto de onde, instantes antes, estivera o outro.

- MU! Mu! Fale comigo, Mu!- Ela gritava desesperada para baixo, sem conseguir enxergar nada além da camada branca.- Mu, por favor, fale comigo!

- Blair!- A voz do ariano chegou aos ouvidos da garota.- Eu estou bem! O... o Nevado me segurou!

- O quê?!

Blair exclamou surpresa, sem entender bem o que aquilo significava. Mais abaixo, o ariano era segurado pelo boneco de neve com apenas uma das mãos. A outra, bem como uma de suas penas, pareciam ter se fundido com a neve do penhasco. Assim, que o cenário pareceu se estabilizar, Nevado começou a escalar e logo os dois estavam novamente no topo. Logo depois de voltar a ficar de pé, Mu sentiu-se ser abraçado por Blair.

- Oh, Mu! Ainda bem que não aconteceu nada! Meu coração quase parou agora!- A garota falou e ele começou a senti-la tremer levemente. Blair estava chorando?! Antes que Mu pudesse levantar o fato, a jovem continuou falando.- Me desculpe por ter gritado com você! Eu não quero que fique bravo, é só que o sangue me subiu à cabeça e eu falei sem pensar e...

- Calma.

Mu parou-a antes que perdesse de vez o controle. Com calma, afastou a garota de si para poder ver seu rosto. Pequenas lágrimas brotavam dos cantos de seus olhos, que o ariano tratou de limpar.

- Eu que preciso me desculpar, ok? Perdi o controle também, mas no fim você que estava certa.- Ele falou, com a voz baixa. Então virou a cabeça para o boneco de neve.- Também te devo desculpas, Nevado. Obrigado por me salvar.

- ...- O ser branco não demonstrou qualquer reação, mas olhou fixamente para o garoto, que tomou isso como uma demonstração de que estava tudo bem.

- V-você não vai me deixar, não é?- Blair questionou baixinho, recobrando a atenção do garoto.

- É claro que não! eu não vou para lugar algum sem você, Blá.- Mu chegou mais perto da garota, passando a falar em seu ouvido, com o rosto vermelho.- Porque eu gosto muito de você, mais do que como uma amiga. De verdade.

O ariano declarou-se e se afastou, esperando um tanto ansioso pela reação da outra. Esta foi simplesmente ficar lhe encarando, de boca aberta. Depois de um tempo, quando Mu já ficava chateado pela falta de resposta, ela pareceu ter reencontrado sua voz, mas não falou o que ele esperava ouvir.

- E-eu pensei que você gostasse da Momo.

- O quê?! Não, ela é só minha amiga, assim como sua.

- Mas... Mas você sempre pareceu se importar mais com ela!

- Isso não é verdade. Você é que sempre pareceu muito independente.- Mu argumentou.- Não me dava chance de te ajudar. Mas eu sempre gostei muito de você. Desde que nos conhecemos e você caiu em cima de mim do telhado da minha casa.

Mu e Blair sorriram com a lembrança.

- Eu me lembro disso.- A garota comentou.- O dia seguinte foi a primeira vez em que fiquei feliz em ir para a escola. Você fez meus momentos lá ficarem muito mais legais e logo depois eu também conheci a Momo... Foram tempos muito queridos para mim. Principalmente porque eu comecei a me apaixonar por você, Mu.

Blair acabou admitindo, com um sorriso.

- Você se-... Mesmo?!

- Sim, mas não precisa ficar muito surpreso com isso! Você é uma pessoa muito interessante e legal. Era quase inevitável que isso acontecesse!

A garota comentou, satisfeita. Ela voltou a aproximar-se do ariano, que ainda seguia meio atordoado, e terminou por unir os dois lábios. No começo, Mu ficou paralisado com mais esse choque, mas rapidamente superou-o e envolveu a garota em seus braços, aprofundando o beijo e diminuindo mais a distância entre eles.

Os dois permaneceram assim por alguns instantes, até ficarem ambos sem ar. Quando se separaram, ambos sorriam felizes e Mu finalmente notou o quanto tinha escurecido.

- Acho melhor procurarmos um abrigo por enquanto, Blá.

Ele sugeriu e a garota aceitou com um aceno. Foi então que Nevado voltou a mexer-se, pegando o monstro que Blair tinha deixado cair na confusão. Os dois olharam para o boneco de neve, depois de terem se esquecido de sua presença, Mu ficou um pouco vermelho ao imaginar que ele tinha visto toda aquela cena, mas Blair apenas riu baixinho.

- O que foi, Nevado? Você tem alguma sugestão?

O ser de neve assentiu e virou-se começando a andar em um direção.

- Acho que ele quer que nós o sigamos.- Blair comentou, olhando para o ariano pedindo sua opinião sobre o que fazer. Se fosse por ela, seguiria Nevado sem hesitar, mas agora não queria discutir com Mu.

- Então, vamos lá!

O garoto exclamou serenamente. A outra abriu um sorriso enorme e jogou-se sobre o ariano de modo a quase derrubá-lo. Quando Mu recuperou o equilíbrio, os dois foram atrás do boneco de neve de mãos dadas. Andaram por apenas alguns minutos antes de encontrarem uma caverna para poder cozinhar e passar a noite. Logo acenderam uma fogueira e começaram a fazer a comida, com Nevado ficando a uma distância segura do fogo.


Enquanto Camus cuidava de contar Milo, Momo aproximou-se calmamente de Jake, sem querer assustá-la.

- O-olá. Meu nome é Momoko Takamachi.- Ela cumprimentou, educada.- Aquele ali é o Milo. Nós estávamos pegando lenha, mas acho que o Camus falou isso, certo?

A garota tentava puxar papo. Jake olhou-a mal-humorada. Não gostava muito de garotas calmas como a outra, elas eram quase sempre muito melosas.

- Sou Jake. Sim, o senhor gelo ali falou de vocês. Só não pensei que o outro fosse tão doido assim.

- Ah, peço desculpas pelo Milo. Ele realmente não quis assustá-la nem nada... Só ficou muito animado por vê-la.

- Não entendo o porquê disso. Até parece que nunca viram outro ser humano.- Ela comentou.

- Bom, é alguma coisa quase assim...

Momo então começou a contar-lhe sobre as cavernas, o sonho de Milo de encontrar outras pessoas e até a fuga deles. Quando terminou, Jake olhava-a sem acreditar.

- Quer dizer, que vocês construíram uma sociedade dentro de cavernas e vivem isolados à gerações?

- Isso. Quase todos os moradores não acreditam que existem outros humanos morando perto de nós. Esse lugar é muito isolado e perigoso, entende. É por isso que o Milo, que sempre defendeu esse tipo de ideia e foi motivo de gozação, ficou tão feliz ao vê-la. Você é uma prova de que ele estava certo, Jake.

- Sei, mas ainda não justifica o ataque.

- O Milo é apenas um grande sonhador e muito animado.

As duas pararam para observar os garotos. Quando Jake notou que o escorpiano também olhava na direção delas, virou a cara irritada.

- Ele pode ser quem quiser, desde que fique longe de mim.- Ela comentou e afastou-se o mais que podia naquele espaço confinado da caverna em que estavam.

Momo ficou olhando para ela, sem saber o que fazer. Acabou indo recuperar o monstro que ela e Milo haviam pego anteriormente e indo preparar a refeição dos quatro.


Passados alguns minutos, Ashley afinal deu-se por vencida e desviou seu olhar novamente para o chão. Sentia que Shion estava mesmo querendo ajudá-la e talvez devesse confiar nele, afinal não houvera nada que provasse que ele tinha alguma má intenção. O ariano a havia acolhido antes mesmo de saber sobre seus poderes e depois que ela havia tentado roubá-lo. Ele lhe dera um voto de confiança e agora estava na hora de retribuir. Por esse motivo, a garota começou a falar.

- Eu... nasci em uma família simples de criadores de animais, nós morávamos em uma parte afastada da caverna principal. Eu tive uma infância bem comum, pelo menos até os meus doze anos, quando comecei a manifestar meus poderes. Normalmente as crianças desenvolvem essas habilidades muito cedo, com três ou quatro anos, mas não foi isso que aconteceu comigo. Não faço ideia de porque aconteceu dessa maneira, mas meus pais não aceitavam que eu pudesse ser uma exceção a essa regra. Eles achavam que eu estava mentindo e insistir no assunto só piorava tudo. As coisas continuaram desse jeito por mais três anos, até que eu não aguentei e fugi de casa. Eu sai a procura de alguém que acreditasse em mim e me ajudasse a controlar aquilo. Porém as ruas não são um lugar muito acolhedor, principalmente para uma garota. Nem preciso dizer que eu passei por muita dificuldade e não encontrei nem sequer uma pessoa que estivesse disposta a me ouvir. Assim, acabei parando em um local bem barra-pesada. Foi lá que eu acabei tendo um incidente como o que e aconteceu e revelei meu dom para outra pessoa.

A medida que ela contava aquilo, seu rosto sempre alegre e descontraído ia adquirindo uma expressão cada vez mais triste e pesada.

- Ele era um homem que era bastante conhecido e respeitado por lá, o que certamente não poderia significar nada de bom, mas eu não me dei conta disso na época. Depois daquilo, o cara me acolheu e passou a cuidar de mim. De início eu fiquei muito feliz e pensei que as coisas finalmente fossem dar certo, até que ele revelou que só estava interessado em minhas habilidades e começou a me ameaçar para que as usasse como ele queria. Claro que isso não deu certo, já que eu não podia controlá-las. Por isso, ele tentou me ensinar como utilizá-los, mas nenhum de nós dois sabia o que estava fazendo e eu estava tão assustada com ele. Assim que tive a chance, acabei fugindo dele para o lugar mais distante que consegui e dias depois eu soube que o cara tinha sido por algum crime qualquer. A partir daí, passei a esconder minhas habilidades de todos e a viver sozinha. Virei uma espécie de cigana e profetizava o destino das pessoas de brincadeira. Até que você me encontrou.

Ao terminar sua história, Ashley deu um pequeno sorriso, sentindo-se imensamente satisfeita e aliviada. Percebeu também que estava chorando, mas o fato só a fez rir. Afinal um peso havia acabado de ser retirado dela e a garota estava com o ânimo leve, mesmo que nada tivesse sido realmente resolvido. Shion a encarava gentil e quando falou, sua voz soou calma e gentil.

- Tudo bem. Você não precisa se preocupar com nada disso agora. Eu vou ajudá-la a controlar seu dom.

- Me ajudar? Shion, você não ouviu o que eu acabei de dizer? Isso não vai dar certo!

- Claro que vai.- O ariano respondeu, convicto.

- E como pode ter tanta certeza?

- Fácil. Porque eu sei o que vou estar fazendo.- Ele dizia, ao mesmo tempo que usava sua telecinese para fazer uma garrafa de água e dois copos fossem voando até a mesa.- E também porque agora não há mais nada para você temer, certo?

Ashley ficou espantada com aquela demonstração e olhou para o outro sem saber muito bem o que falar.

- Shion...! Você... o copo... Como?!

- Oh, é verdade. Você nunca tinha me visto fazer isso, Ashley. Saiba que não é a única que tem suas habilidades. Minha família controla a telecinese e até o teleporte há gerações, mesmo que meus ancestrais tenham escolhido viver como ferreiros.

- Caramba! Isso é demais! Por que você escondeu isso de mim?!- Ela perguntou, seus olhos quase brilhavam de animação.

- Não foi essa minha intenção. O fato é que isso não é algo que se deva usar levianamente. Eu só a utilizo quando é necessário.- O ariano explicou, oferecendo um copo para Ashley e bebendo um pouco de água.- Agora, por favor deixe-me ensiná-la a controlar suas habilidades. Só posso ensiná-la o básico, mas com isso você será capaz de evitar usar seus poderes por acidente e machucar alguém, além de poder decidir o que fazer com eles dali em diante.

- ...- A garota não disse nada, parecendo considerar seriamente a proposta. Por fim, sorriu ainda meio incerta.- Eu acho que não custa tentar, não é?

Com a resposta, foi a vez de Shion fazer uma expressão satisfeita.

- Ótimo. Começaremos amanhã de manhã mesmo.

Ele determinou, já levantando-se para lavar a louça do jantar. Ashley também ficou de pé, mas foi em direção à saída do cômodo.

- Tudo bem, eu vou dar uma saída agora.- Ela falou, já na porta.

- Ashley, não acho que seja uma boa ideia. Está ficando bastante tarde...

- Não se preocupe. Eu só vou dar uma volta rapidinho. Preciso de ar fresco para absorver tudo.

A garota disse, voltando a usar sua voz descontraída e zombeteira. O ariano acabou concordando com ela, mesmo ainda não gostando muito.

- Está bem, mas não demore!

Assim que terminou de falar, a garota já correu para fora, fazendo o outro rolar os olhos e sorrir, pensando em como suas atitudes eram infantis.

CONTINUA...


Yo! Olha eu aqui de novo com mais um capítulo! Bem, o que posso dizer... Chegamos ao capítulo número dez (ou onze, se contarem a introdução 8P) e ao centésimo review! Estou tão feliz que a fic esteja avançando e de poder continuar a contar com o apoio de todos! Depois das demoras imensas, é preciso ter muita paciência para continuar acompanhando! Saber que ainda tem gente que lê mesmo assim me motiva bastante a continuar e tentar deixar a história cada vez mais interessante! *o*/

Agora, ao capítulo... É, o Mu passou a perna em todo mundo e ganhou o primeiro beijo da fic! Ok, sei que a cena deve ter ficado bem tosca... não levo o menor jeito em fazer romance. Mas me esforcei e espero que tenham curtido! Agora que o ariano oficializou a temporada de romances, esperem por mais casaizinhos nos próximos capítulos... Só não vou dizer quando nem quem, mas certamente eles virão! XD

E não tivemos apenas o Mu roubando a cena, certo? Ashley, Shion, Alexia, Kanon, Aiolia, Afrodite... Esse capítulo foi de grandes emoções... Espero que tenham gostado de ler tanto quanto eu de escrever! Agora eu estou conseguindo organizar as coisas e acho que vou continuar no ritmo de um cap por mês mais as one-shots de vez em quando... Hm, vamos ver! Não prometo nada porque sempre acabo me enrolando! XD

Bom, então gora vamos a mais um momento Respondendo ao seu Review:

Suellen-san: Oi, Su! Agradeço muito o review, sempre fico feliz em saber que consigo divertir os leitores! Então, teve beijo. Não sei se ficou do agrado, mas espero mesmo que tenha gostado! Ah, mas eu não entendi muito bem a última frase do seu review... O que seria alguém ficar gelado? XD

Mahorin: Maho-sama! *.* Fiquei muito feliz em ver suas reviews! É sempre um prazer encontrar um comentário de uma leitora que eu já pensava ter desistido da fic (e com razão!). Não tem problema nenhum a demora! Ainda mais que você comentou três caps juntos! XD Eu adoro escrever com esses personagens mais rebeldes, eles são muito fáceis de desenvolver para mim! A Die é uma aluna aplicada, pena que o Mask não é lá uma influência muito boa! Ok, eu não tinha pensado a respeito da fala do Dite, mas ficou mesmo igual! Isso que dá escrever cap depois de ler "A tormenta das espadas"! XDD

Shina com: Outra que eu não esperava ver... Que surpresa boa! Shina com, você chegou na hora certa... Já viu o que a sua Blair anda fazendo? Atacando carneirinhos inocentes (?) u.u Como disse à Maho, sem problemas nenhum com a demora do comentário! Eu não posso falar de ninguém mesmo! Mas espero que tenha curtido o entendimento dos dois, eu me esforcei. O que a perspectiva de quase morte não faz, certo? *apanha* Ç.X

Fullmetal Ikarus: O Nevado é o mestre das conversas, fato. E o Saga é muito, ahn, reservado, né? Acho mais fácil a Luna-chan chegar nele antes! Quem sabe nos próximos caps? Vamos aguardar para ver o que a minha mente esquisita planejou... Agora ela entrou em uma fase romântico, então... Opa, não é para dar spoilers! =X