Capítulo 9. Orelhas de Elfo


A senhora Jones arregalou os olhos ao ouvir o palavrão proferido por Dorcas. A última apenas cobriu a boca com as mãos enquanto as amigas prendiam o riso, visivelmente tentando não constranger ainda mais Dorcas.

- Vejo que vocês se... conhecem? - Interrogou a senhora Jones olhando do neto para a loira a sua frente. Peter não desviara os olhos de Dorcas, sorrindo como se achasse extremamente divertida a coincidência.

- Já nos esbarramos - disse Lily casualmente. - Estávamos saindo de uma festa, mas alguns contratempos nos impediram de conversar com o seu neto.

Marlene soltou uma risada e deu a desculpa de que ia pegar uma bebida. A senhora Jones estreitou os olhos na direção do neto e, depois, de Dorcas. Um sorriso apareceu em seus lábios e ela chamou Lily para lhe mostrar aonde ficava a mesa com as entradas.

- São todas tão discretas - brincou Dorcas envergonhada. Peter era extremamente alto e possuía um olhar penetrante. Os olhos eram castanhos e o cabelo com fios finos. Estava segurando um copo de cerveja. Usava uma blusa polo azul escura e calça jeans.

- Então, dessa vez você não sairá correndo? - Perguntou o garoto. Dorcas sentiu o rosto corar e deu um sorriso amarelo.

- Esperava que não lembrasse daquela cena - murmurou. Peter soltou uma gargalhada.

- Como eu poderia esquecer? Passei dias lembrando daquilo e me odiando por não ter conseguido falar contigo.

Dorcas ampliou o sorriso e aceitou uma cerveja quando o garoto a ofereceu. Encaminharam-se até a mesa em que Lily se servia de torradinhas. A ruiva parecia estar deliciada com a variedade de comidas.

- Tem pasta de todos os tipos - comentou alegremente. Dorcas concordou com a cabeça. Lily já mergulhava novamente na mesa, a fim de pegar outro tipo de torrada.

Dorcas afastara-se com Peter no momento em que Marlene juntou-se à Lily.

- O que achamos dele? - Perguntou no ouvido da amiga. Lily estreitou os olhos na direção de Peter. O garoto conversava animadamente com Dorcas, perto da varanda da sala. Lily analisou a situação.

- Eu não sei, ele parece simpático. E é bonito, sabe se arrumar bem - elogiou. Marlene concordou com a cabeça.

- De fato, e é cheiroso! Você sentiu o perfume dele quando chegou? Extremamente agradável!

- Estão falando de mim? - Perguntou uma voz atrás das garotas, fazendo-as pular.

Viraram-se, deparando-se com James Potter sorrindo. O recém-chegado roubou o pedaço de pizza que Lily acabara de pegar. Colocou-o na boca enquanto sua outra mão segurava uma cerveja, batendo-a na quina da mesa e abrindo-a.

- Hey, era a última de pepperoni - reclamou Lily bufando. James piscou para a garota. Sirius e Remus haviam acabado de se juntar ao grupo.

- Uh, pizza! - Urrou Sirius feliz, analisando a mesa. Pegou um pedaço de portuguesa e quase engasgou-se com a animação. Remus revirou os olhos para os amigos e ofereceu uma cerveja às meninas.

- Parece que a senhora Jones gosta de receber convidados - disse Remus, observando a sala encher cada vez mais com amigos da senhora Jones.

- E eu achei que fosse ser um simples jantar - queixou-se Marlene olhando para as próprias vestes. - Eu teria me arrumado mais se soubesse da ocasião.

- Um simples chegar de um neto - brincou Remus. O garoto pareceu procurar alguém. - Por falar nisso, ainda não consegui vê-lo.

- Ah, ele está fazendo novos amigos - disse Lily em um tom de malícia. Marlene riu e apontou para o casal que continuava a conversar.

Remus podia jurar que todo o seu sangue subiu para a cabeça ao ver Dorcas conversando com o anfitrião da festa. O homem era ligeiramente mais alto que ele e mais forte. Conversava animadamente com Dorcas, fazendo questão de encostar na garota em todas as oportunidades que tinha.

Sirius e James pareceram perceber o desconforto do amigo, pois foram logo ao seu socorro.

- Esse cara é muito mauricinho - disse Sirius com nojo na voz. - Olha isso, cabelinho arrumadinho pra trás, blusinha recém-passada, tênis novinho. Aff, que ridículo. Aposto que deve cantar em um algum grupo de coral da faculdade.

- Eu o achei uma graça - contradisse Marlene. Os três garotos reviraram os olhos, fazendo Lily rir.

James estava pronto para se meter na conversa e dizer sua opinião, quando seu celular começou a tocar, em um som estridente de Guns N' Roses.

- Com licença - disse o moreno ao olhar para a tela do aparelho. Piscou para Sirius e distanciou-se, encaminhando-se para a entrada do apartamento.

- Quem poderia ligar às nove e meia para alguém? - Perguntou Marlene curiosa.

- Os pais do James - respondeu Lily. Remus e Sirius riram com gosto. - O quê? Por que estão rindo?

- Oras, Lily. Óbvio que não são os pais do Jay - disse Sirius piscando para a ruiva, fazendo-a corar. - Nós sabemos que depois de oito horas, ninguém liga para algo bom.

- Você andou alterando um pouco as regras - disse Remus discordando do amigo. - Ninguém liga para alguém depois das dez horas para algo bom. Mas há uma situação pior.

- Qual? - Perguntaram Lily e Marlene, os olhos presos nos dois garotos. Sirius deu um sorriso misterioso e misturou um pouco o copo de caipivodka que pegara.

- A ligação da meia noite.

- Essa é clássica - concordou Remus rindo. Marlene franziu o cenho.

- A ligação da meia noite?

- Após a meia noite - começou Remus, parecendo ter toda a paciência do mundo para explicar -, ninguém te ligará com boas intenções. Na verdade, após a meia noite é a ligação para sexo.

- Sexo? - Interrogou Lily.

- Isso, coito - ironizou Sirius. Lily revirou os olhos e deu um soco no braço do garoto.

- Eu sei o que é sexo.

- E eu fico extremamente feliz com isso - disse Sirius. Lily bufou irritada.

- Mas ainda não deu nem dez horas - argumentou a ruiva, cruzando os braços. - Como vocês podem ter certeza de que não são os pais do James?

- Provas irrefutáveis - disse Sirius como se fosse algo óbvio. - Número um: ele pediu licença e se afastou para atender. No caso, porque vocês estão aqui.

- Número dois - continuou Remus -, ele falou com os pais durante quinze minutos no skype lá do apartamento.

- Número três - Sirius apontou para James, encostado à parede e passando a mão no cabelo -, ele conheceu uma garota hoje e estavam se falando por mensagem.

- Isso é ridículo - urrou Lily batendo com a garrafa de cerveja na mesa. Marlene assustou-se, afastando-se ligeiramente da amiga. - Pode ser qualquer um, pode ser um amigo.

- Nenhum amigo liga para o Jay, apenas eu e Remus. Não quando você tem o sistema de mensagens hoje em dia.

Marlene pigarreou, parecendo perdida em pensamentos:

- Então, a regra da meia noite...

- Vale para qualquer ocasião - completou Remus. Marlene franziu o cenho e crispou os lábios.

- Droga.


- Não ligue para isso - disse James postando-se ao lado de Remus. O loiro estava mais afastado na sala, observando Dorcas conversar com Peter e a senhora Jones. Não percebera, mas havia esmagado o copo de plástico em sua mão.

- Hm? - Remus virou-se para James. O amigo o observava, penalizado. Resolveu fazer pouco caso da situação. - Não sei do quê você está falando.

- Estou falando para o casal que você está analisando com olhar ameaçador. Sexy, mas ameaçador.

Remus não pôde deixar de rir. Até em situações constrangedoras e extremamente chatas seus amigos conseguiam formular piadas.

- Fico feliz que eu esteja sexy.

- Claro, daqui a pouco a senhora Jones vai vir trotando para cima de você.

- Vocês me enojam...

- Esse cara está achando que é quem? O rei da Inglaterra com toda essa pose de machão? Alguém precisa acabar com isso - disse James revoltado. Remus arregalou os olhos ao ver o amigo se adiantando.

- Jay, não faça nad...

- OI, DORCAS! - Berrou James animado. Dorcas deu um pulo para trás, afastando-se de Peter e deixando o braço do garoto, que estava encostado ao seu, ao vento. A garota encarou James acenando-lhe animadamente, como se ele fosse um fantasma. Logo depois seus olhos encontraram os de Remus, parecendo ligeiramente aflitos. Há quanto tempo o garoto estava observando-lhe?

Dorcas virou-se para Peter e pareceu murmurar algo, pois o homem se afastou com expressão de poucos amigos. Mesmo assim, ainda foi capaz de dar um aceno de cabeça para James e Remus.

- Olá, não os vi chegando - disse Dorcas ao ir para perto dos garotos. James sorriu malicioso e apontou para Peter.

- Acho que você estava entretida demais - comentou. As bochechas de Dorcas adquiriram uma coloração rosada e ela fez questão de balançar negativamente a cabeça.

- Estávamos apenas conversando. É uma pessoa muito simpática e culta.

- O Remus também é culto - defendeu James. Remus e Dorcas ficaram sem saber o que dizer, ambos constrangidos. Se não fosse o berro de Sirius, o silêncio teria se perpetuado...

x-x

Alguns minutos atrás...

- Lily, sério. Você deveria tentar parar de comer - disse Sirius para a ruiva. Lily estava segurando três mini hamburguês em um guardanapo, já tendo comido três pedaços de pizza. - Você vai explodir daqui a pouco.

- Há! Lily explodir, até parece que não a conhece depois de todos esses anos - respondeu Marlene. Sirius estreitou os olhos para a morena e forçou um sorriso, ignorando o que havia lhe sido dito. Virou-se para o barril de cerveja, dando as costas para as duas.

A morena sentiu o queixo tremer, mas fingiu não ligar para o que acabara de acontecer. Lily estava no meio de uma mordida, mas, ao olhar para a amiga, largou os petiscos em cima da mesa. Passou a mão sobre o ombro de Marlene.

- Você está bem? - Perguntou Lily solidária. Marlene fez que sim com a cabeça e deu um meio sorriso.

- Eu estou bem, é só chata essa situação - esclareceu a morena. - Não achei que fossemos ter que conviver depois de tudo isso, e que ele fosse agir dessa forma.

- Por que vocês não conversam? - Sugeriu Lily. - Talvez se entendam e possam conviver em paz novamente.

- Você acha? - Perguntou Marlene esperançosa. Seus olhos brilharam de expectativa. - Isso ajudaria muito no nosso plano.

Lily franziu o cenho para a amiga, era difícil saber se Marlene estava tão focada assim no plano ou se era apenas uma desculpa para voltar a falar com Sirius. Estava começando a ficar difícil diferenciar o que era realidade e fingimento.

- Acho que sim - respondeu Lily, sem saber o que dizer direito. Marlene sorriu e virou-se para Sirius.

- Six - chamou o garoto. Sirius virou-se rapidamente, assustado por Marlene ter-lhe chamado pelo apelido.

- Você está bem? - Perguntou Sirius analisando Marlene. A morena sorriu de lado:

- Eu queria te dizer que... - a frase se perdeu no meio do caminho. Marlene apontava para a orelha de Sirius, visivelmente intrigada. - O que diabos é isso na sua orelha?

Os olhos de Sirius se arregalaram, ao mesmo tempo em que se dava conta de uma triste realidade. Havia se esquecido de tirar as malditas orelhas de...

- Elfo? Você está com orelhas de elfo? - Interrogou Marlene, parecendo estar extremamente intrigada. Sirius, que estava pronto para responder, sentiu todo o sangue subir-lhe a cabeça. Ela não havia dito aquilo...


- HOBBIT! SÃO ORELHAS DE HOBBIT! - Dorcas, Remus e James ouviram o berro estridente do outro lado da sala. No mesmo instante, viraram-se para a origem do berro, a tempo de ver Lily enfiando um mini hambúrguer inteiro na boca, Sirius com os braços erguidos e Marlene apontando furiosamente para o garoto.

Os três correram para o lugar da cena, James segurou Sirius pelos dois braços, levando-o até o corredor e jogando-o no primeiro quarto que encontrou. Logo atrás vieram as meninas com Marlene e Remus.

- O que diabos está acontecendo? - Murmurou James inquieto. Sirius cruzou os braços, sentando na cama. Marlene bufou e foi para perto da janela do cômodo. - Será que vocês dois podem começar a agir como adultos?

Como nenhum dos dois respondeu, James urrou irritado e apontou para os outros três de dentro do quarto.

- Já chega, todo mundo para fora - ordenou. Lily e Dorcas se entreolharam, enquanto Remus apenas obedecia ao amigo. James foi até a porta, retirando a chave da fechadura.

- O que você vai fazer? - Perguntou Sirius, levantando-se da cama. James puxou Dorcas e Lily para fora, parando no batente e apontando para o amigo:

- Se resolvam e eu abro isso - falou, batendo a porta com força e trancando-a por fora.

Marlene soltou um palavrão enquanto Sirius corria até a porta trancada.

- POTTER, ABRA ISSO! - Berrou o garoto descontrolado. Começou a sentir suas mãos suarem frio. - JAMES, PELO AMOR DE DEUS.

Sirius sentiu o bolso da calça tremer e sacou o celular. James havia lhe enviado uma mensagem: "se resolvam".

- Filho da puta - xingou Sirius, enviando uma mensagem nada simpática ao amigo.

- Ótimo, isso é simplesmente ótimo - exclamou Marlene rindo. Sua barriga já havia ido para o espaço e, naquele momento, jurava que suas pernas estavam se liquefazendo.

- Isso é tudo sua culpa! - Berrou Sirius apontando para Marlene. A morena franziu o cenho, parecendo estar em dúvida.

- Minha culpa? Como assim minha culpa?

- Você quem começou me perguntando por que eu estava com orelhas de elfo!

- Uma pergunta plausível - disse Marlene meio risonha. - Me admiro que eu tenha sido a primeira a te perguntar.

- SÃO DE HOBBITS! HOBBITS! - Sirius puxou os cabelos e Marlene afastou-se ligeiramente, com medo de apanhar. A morena riu e apontou para as orelhas falsas que Sirius segurava.

- Tanto faz! Isso tudo é a mesma coisa - murmurou. Sirius lançou-lhe um olhar ainda mais raivoso. - Isso faz parte do quê? Um fetiche seu?

- Fet... feti... fe - Sirius parecia incapaz de terminar uma palavra sequer. Seu rosto estava completamente vermelho. Marlene nunca o vira tão descontrolado, nem quando a encontrara namorando o irmão dele. Não era possível que uma simples orelha o deixaria assim.

- Black, isso tudo tem a ver com a orelha? - Perguntou Marlene em um fiapo de voz. Sirius pareceu refletir por alguns segundos, entretanto disse na defensiva:

- Não sei, responda-me você que foi quem começou com tudo isso!

- COMO DIABOS EU POSSO TER COMEÇADO COM TUDO ISSO?! - Marlene chegara perto de Sirius e agora estava a apenas um metro do garoto.

- NÃO SEI - gritou Sirius. - TALVEZ POR VOCÊ TER COMEÇADO A NAMORAR O MEU IRMÃO.

O silêncio dominou o quarto.

Sirius não encarava Marlene, olhava para os próprios pés. Parecia envergonhado por ter dito aquilo.

Marlene agradecia a todos os deuses por Sirius não estar olhando em sua direção, pois jurava que estava prestes a cair aos prantos e que seu queixo não pararia de tremer nunca mais. Respirou fundo algumas vezes antes de conseguir dizer:

- Finalmente, chegamos a esse assunto.


James, Lily, Dorcas e Remus estavam encostados na parede do outro lado do quarto. Lily mordia o lábio, nervosamente; Dorcas olhava de um lado para o outro, como se algo estivesse para explodir; e James e Remus conversavam em voz baixa sobre algo que elas não estavam cientes.

- Será que vão se matar? - Perguntou Lily, roendo a unha. - Eu juro que ouvi alguém berrar lá dentro.

- Eu juro ter ouvido vários berros - disse James parecendo indiferente. - Isso não quer dizer nada.

- E se o Sirius bater nela? - Perguntou Dorcas com os olhos arregalados. Os outros três lhe encararam, como se ela fosse maluca.

- O Sirius nunca bateria em uma mulher - garantiu Remus. - Acho que só na prima dele, mas enfim... o Sirius nunca bateria em uma mulher que não fosse a prima dele.

- E se a Marlene matar o Sirius? - James riu da sugestão de Lily. - O quê? Você não acha que ela seja capaz disso?

- Acho que eles estão seguros - disse James. Lily bufou impaciente e voltou a roer a unha.

- Está muito quieto - sussurrou Dorcas tentando ouvir algo -, talvez eles já tenham se matado.

- Essa é uma ideia muito romântica, mas não acredito que seja real - rebateu James. - Vamos voltar para a festa? Daqui a pouco vão notar o nosso sumiço. Depois eu volto aqui e destranco os dois.

- Concordo com o James - disse Remus e apontou para que os outros o seguissem. - Lily, ainda está com fome?

Dorcas soltou uma gargalhada enquanto Lily ficava vermelha. James ergueu a mão e bateu na de Remus, fazendo a ruiva revirar os olhos.

- Meu estômago funciona perfeitamente bem, ok? - Defendeu-se.

- E o intestino também - completou Dorcas. James soltou uma risada e Lily olhou, horrorizada, para Dorcas. Não era possível que a amiga havia dito aquilo.

- Ah, é? Hey, meninos. Vocês querem ouvir da vez em que a Dorcas passou o dia inteiro no banheiro, cagando, depois de comer muita pimenta e beber muita tequila?

- Eu estava com virose - murmurou Dorcas enquanto Remus e James se divertiam com aquilo.

Lily ia responder à amiga, entretanto o celular de James tocou, chamando-lhe atenção. O moreno olhou para a tela do aparelho e pediu licença, retirando-se. Dorcas riu com gosto:

- Garanto que não era a mãe dele - brincou a menina, sem perceber o desconforto de Lily. Entretanto, Remus avaliava a ruiva, que passara da vermelhidão pro branco. Parecia prestes a vomitar todos os salgadinhos que comera a noite inteira e, mesmo assim, enfiou uma mini coxinha na boca.

- Sério, Lily, cadê o seu fundo? - Perguntou Remus, assustado. Lily, porém, não parecia lhe ouvir. Mexia no celular, como se tentasse descobrir algo extremamente importante. Após alguns segundos em silêncio, a ruiva ergueu o rosto com um sorriso.

- Hey, vai ter uma festa super legal hoje em uma boate aqui perto. Vamos, Dorcas? - Sugeriu. Dorcas franziu o cenho.

- Mas amanhã tem aula - lembrou. Lily mordeu o lábio com força e deu de ombros.

- E daí, desde quando a gente não faz algo muito louco?

- Desde o fim de semana passado - falou Dorcas sem entender. Lily deu um beliscão no braço da amiga, fazendo-a segurar um gemido. - Er, ok. Vamos sair, claro.

- Hey, Remus. Quer ir a uma festa conosco? - Perguntou Lily, atraindo o olhar de Remus. O loiro olhou confuso para a garota.

- Mas amanhã tem aula.

- Ah, tudo bem. Acho que terei que chamar o Peter para nos acompanhar - Lily suspirou, teatralmente. Dorcas sentiu um arrepio pelo corpo, ao ver o que a amiga fizera. A expressão de Remus fechou-se completamente.

- Ok, eu irei. - Falou o garoto, prontamente. - Não vou deixá-las sozinhas em uma festa.

- Festa? - James acabara de voltar para perto do grupo e guardava o celular no bolso. - Que festa?

- Vamos a uma festa hoje - falou Remus sorrindo. - Aparentemente vai ter uma festa super legal aqui perto.

- Mas amanhã tem aula - disse James passando a mão no cabelo. Lily revirou os olhos. Será que todo mundo tinha que lembrar daquele detalhe?

- É, mas é super legal - enfatizou Remus, lançando um olhar desesperado ao amigo.

- Ok, vamos então. - James disse, animado.

Lily sorriu triunfante. Dorcas e James não pareceram perceber, pois estavam ocupados demais vendo a torta que a senhora Jones acabara de trazer. Entretanto, Remus analisava a expressão de vitória no rosto de Lily. O que diabos aquela ruiva estava planejando?


n/a: Hey, gente. Tudo certo? O que acharam do capítulo? No próximo teremos um momento bem intenso de Marlene e Six - deixei para o próximo porque queria explorar bastante essa cena, assim como teremos uma noitada com direito à Lily Evans bêbada fazendo o que vier na cabeça. E claro, no dia seguinte terão aula... com um pouquinho de ressaca.

Gostaria de convidar a todos para curtir a minha página no facebook: Scriptum in Ventus. Quem puder curtir, eu posto meus textos lá - contos, poesias, etc. Ficaria muito feliz se me dessem esse apoio!

Já está ficando bem tarde e amanhã eu tenho que trabalhar, então não vou conseguir responder tudo o que escreveram nos comentários, mas gostaria de agradecer imensamente: CarolineMiller (bem vinda e pode esperar bastante Six e Lene no próximo capítulo); ManuPotter (a Souhait começou Medicina e deu uma desaparecida); Bru Evans (esse é exatamente o Rabicho, embora melhorado hehe); Marlene Prince Mckinnon (espero que tenha gostado desse também!); dafny (garanto que a Dorcas se dará muito bem ainda hihi); Ly Anne Black (amei o recado enorme! Adorei que você tenha se amarrado na ideia do RPG dos marotos! hahahaha); ClauMS (pode deixar que eu não irei acabar com os marotos, podexá!); Isinha Weasley Potter (nhooo, fico feliz que você tenha dito que está ficando cada vez melhor).

Bom, vejo vocês todos no próximo capítulo?

Um beijão a todos,

Ciça.