CAP 10 – UMA VISITA INESPERADA

O sol já estava alto no céu quando Kagome decidira por fim levantar-se, ficar o dia inteiro na cama não ia amenizar suas penas. A jovem decidiu caminhar pelas terras do palácio, acreditava que um pouco de ar puro iria lhe fazer bem, afinal se continuasse na cama ficaria apenas pensando em Inuyasha e na tal princesa de Stellar.

Começou a caminhar sem direção pelo bosque entre as flores, os raios de sol iluminavam sua face rosada e o vento acariciava seus cabelos, era um dia perfeito de verão; mas a beleza do dia não estava refletida no interior de Kagome que estava mais parecido a um dia chuvoso.

No meio do bosque havia uma caravana parada, estavam já bem próximos do castelo; a caravana era formada por uma carruagem luxuosa e mais quatro guardas vestindo armaduras prateadas com detalhes em vermelho que estavam cercando a carruagem.

Ao ver a caravana Kagome se deteve em seu caminho e ficou entre as árvores observando ao longe a caravana.

Dentro da carruagem havia dois ocupantes um homem e uma mulher.

-Quanto tempo vamos continuar aqui parados? – perguntou a mulher impaciente – Está muito quente aqui dentro! Narak mande os guardas prosseguirem! – ordenou a mulher usando um leque para se abanar.

-Cale a boca Kagura! – respondeu o homem áspero – Desde que saímos de Astúrias você não parou de reclamar.

-Uh! – reclamou a mulher agitando o leque com ainda mais força.

No entanto o vento quente que o leque desviava contra sua face não estava ajudando a afastar o calor, abriu a porta da carruagem para verificar o motivo de tanta demora dos guardas em prosseguir a viagem, já que não Narak não tomava nenhuma atitude, resolveu ela mesma o fazer. Pisando no solo de terra batida, Kagura começou a olhar ao redor em busca de dois dos guardas que não estavam no local, até que seus olhos se congelaram na imagem de uma moça que os observava ao longe. A mulher mediu a jovem dos pés a cabeça, e após uma análise minuciosa de todos os detalhes da moça, abriu um sorriso divertido e malicioso.

-Narak, por que não vem contemplar a vista! – disse irônica – Assim posso lhe mostrar uma moça que nos está observando

-O que está dizendo Kagura? – perguntou o homem impaciente – Por que me interessaria em ver alguma camponesa da região? – Narak não dera muito importância ao que Kagura dissera.

-Pois saiba que a camponesa parece ter escapado dos quadros do palácio de Astúrias - Narak ficou intrigado com o que Kagura dissera, e esta continuou - Essa moça é bem parecida a mulher de seu irmão Kyberos

Ao escutar que a moça a que Kagura se referia era parecida a mulher de seu irmão, a falecida rainha de Astúrias, Narak saltou de dentro da carruagem, o sol ofuscou sua visão, mas assim que seus olhos se acostumaram com a claridade pode comprovar o que Kagura dissera. Narak fez uma expressão de espanto, não queria acreditar que o que seus olhos estavam vendo fosse real, mas uma antiga lenda contada em suas terras o fez tremer ao pensar que tal possibilidade pudesse existir.

Kagome percebeu que o homem que saira da carruagem a olhava fixamente, mas havia uma certa magia nele que a impedia de se movimentar, a jovem começou a analisa-lo e demorou um pouco para notar a coroa com diamantes e rubis que homem ostentava sobre a cabeça, tal coroa isso o caracterizava como sendo um rei, provavelmente era o rei de algum reino vizinho.

Narak começou a caminhar na direção de Kagome, e ela deu dois passos para trás ao perceber a aproximação do homem. A jovem não entendia o que um rei e sua comitiva faziam no meio do bosque, mas mais do que isso o que a estava deixando tão fascinada, estava intrigada com a maneira que o homem olhava para ela, e isso já começava a incomodá-la.

-Minha jovem, não se assuste – Narak que estava a poucos passos de Kagome - Viemos de outro reino e estamos tendo dificuldades em encontrar o caminho para o castelo das terras do Norte.

A explicação do homem lhe pareceu bem lógica, afinal não era incomum alguém se perder por aquelas terras, até mesmo quando mais jovem já se perdera e se não fosse por Inuyasha, nunca teria voltado para casa.

-Senhorita poderia nos indicar o caminho até o castelo? – perguntou Narak que começava a pensar que a garota era muda.

-Sim...- respondeu Kagome ainda insegura, não estava acostumada a falar com pessoas estranhas, ainda mais quando esta pessoa estranha era um rei; ela nem sequeira falara com InuTaisho – O castelo fica naquela direção – disse apontando para o oeste.

Narak abriu um sorriso maligno, e perguntou.

-Poderia nos acompanhar até lá?

Kagome arregalou os olhos, e olhou por cima do ombro de Narak, viu que a caravana dele começava a se recompor. Kagura os observava ao longe.

-Claro – respondeu de pronto.

A jovem não vira problemas em acompanhar um rei até o castelo, Narak alargou ainda mais o sorriso ao escutar a resposta positiva da jovem, esse seria o momento perfeito para saber mais sobre a garota que era tão parecida a sua falecida cunhada.

Uma das primeiras coisas que Narak notara era que a jovem era bem educada para uma camponesa e a maneira como subira na carruagem mostrava que ela tinha classe; quando entrou na carruagem escolheu o lugar ao lado de Kagura, já que naquela época não ficava bem uma dama sentar-se ao lado de um homem, e ao sentar-se encolheu as pernas e colocou as mãos sobre os joelhos, essa era a posição de uma dama quando se sentara. Kagura também percebera a boa educação da moça. A caravana seguiu viagem pelo caminho indicado por Kagome; a jovem estava em êxtase já nunca havia andando numa carruagem em toda a sua vida.

-A sua família mora no castelo? – perguntou Narak sem rodeios

-Eu.. eu não tenho família – respondeu a moça – eu moro com minha avó.

-Sua avó a criou? – Kagura seguia os passos de Narak e tentava suavemente obter informações sobre a jovem sentada a seu lado.

-Sim, meus pais morreram quando eu era criança...

-Perdoe-me a minha curiosidade jovem, mas qual é o nome de sua avó? – Narak já começava a suspeitar que a jovem pudesse ser a mesma da lenda.

-Kaede, minha avó se chama Kaede.

-Hey Narak esse não era o nome da babá ...- disse Kagura sem medir as palavras diante de Kagome.

-Kagura acho que está se precipitando em suas palavras – cortou Narak para que a jovem não suspeitasse de nada, mas na verdade isso só confirmavam as suas suspeitas.

Kagome não percebera o que acontecera, e nem estranhara as perguntas que lhe foram feitas; na verdade ela estava tão encantada por estar sentada numa carruagem real ao lado de um rei que nem se pensara muito a respeito das perguntas, apenas as respondia sem se importar ou questionar nada. A única coisa que Kagome pensava naquele momento era o que Inuyasha diria se a visse sair da carruagem real acompanhada de um rei de outro reino.

Kagura estava certa em sua afirmação, Kaede era o nome da babá da pequena princesa de Astúrias, os corpos da babá e da pequena princesa nunca foram encontrados, e por isso o povo alimentava a lenda de que a babá e a pequena princesa haviam sobrevivido ao ataque dos bárbaros. Por muitos anos Narak preferiu acreditar que ambas estavam mortas, entretanto o fato de nunca terem encontrado o corpo delas era uma prova de que elas poderiam ainda estar vivas.

A princesa que sobrevivera agora estava sentada a sua frente; e Narak não tinha mais motivos para duvidar disso, a jovem que poderia tomar seu reino e destitui-lo de seu posto como rei de Astúrias estava a sua frente, e o mais engraçado nessa história era que a jovem parecia não suspeitar de nada a respeito.

Não demorou para chegarem ao castelo, Narak foi o primeiro a sair da carruagem sendo recepcionado pelos soldados que guardavam a entrada do palácio, Kagura desceu em seguida e Kagome logo depois. Myuga logo se aproximou da carruagem que chegara ao palácio, já havia sido informado que Narak havia chegado ao reino do Norte; o velho conselheiro deu um salto para trás ao ver Kagome próxima ao rei de Astúrias.

-Vossa Alteza – disse Myuga fazendo uma reverência ao rei de Astúrias, preferiu ignorar o fato de Kagome o estar acompanhando – não esperávamos a sua visita.

-Devo pedir desculpas por não ter avisado, mas necessito resolver assuntos urgentes com InuTaisho – respondeu altivamente.

-Então tenha a bondade de me acompanhar, o rei do Norte lhe aguarda.

Narak fez um sinal aos guardas para que eles partissem, então ele e Kagura começaram a seguir os passos de Myuga, Narak notou que Kagome não os seguia, parando de repente ele gritou do corredor de entrada do castelo.

-Minha jovem por que não nos acompanha?

Kagome fez uma expressão de surpresa, não entendera o porquê Narak pedira que ela os acompanhasse.

-Vossa Alteza, não é permitida a entrada de camponeses no castelo sem prévia autorização – tentou disfarçar Myuga que não gostara do convite que Narak fizera a jovem, estava começando a suspeitar que Narak sabia da verdade sobre Kagome.

-Essa jovem camponesa nos ajudou a chegar aqui, não seria justo de minha parte não recompensa-la – disse Narak abrindo um sorriso maligno.

Myuga não podia discutir com o rei de Astúrias, mas lhe incomodava pensar que talvez Narak já soubesse da verdade sobre Kagome ser sua sobrinha, mas não poderia deixar transparecer que ele conhecia tal segredo, e nem que suspeitasse que Narak o soubesse.

-Como queira, Vossa Alteza – disse Myuga fazendo uma reverência.

Narak sorriu satisfeito, odiava ser contrariado em seus desejos. Ao entrar na sala do trono encontrou InuTaisho lhe esperando, a seu lado estava seu filho 'bastardo' Inuyasha, o qual foi logo reconhecido por Narak, no entanto quem não escapou dos olhos de Inuyasha foi Kagome que acompanhava Narak ao lado de uma mulher que Inuyasha não conhecia, mas que provavelmente era acompanhante de Narak.

-Narak que surpresa o ver em minhas terras – disse InuTaisho num tom saudoso

-InuTaisho acredito que já esperasse minha visita, temos assuntos a resolver, não é mesmo? – Narak falava com naturalidade e cordialidade ainda que suas palavras fossem diretas e objetivas.

-Não posso negar tal fato, existem muitos assuntos que precisam ser discutidos – InuTaisho fez uma breve pausa, Narak era um dos poucos homens que conseguiam deixa-lo sem reação – Mas antes de conversarmos sobre esses assuntos gostaria de convida-los para o jantar – InuTaisho podia não gostar de Narak, no entanto esse não era motivo para deixar a hospitalidade de lado.

-Caro InuTaisho sabia que não se esqueceria das maneiras de se tratar uma visita da nobreza – alfinetou Narak

-Em momento algum... em momento algum – suspirou, realmente Narak era um homem de palavras duras e certeiras – Queiram me acompanhar ao salão principal – disse InuTaisho apontando para o lado esquerdo da sala.

-Antes de irmos, gostaria que me perdoasse se pareço ousado, mas gostaria de convidar essa bela jovem que me acompanha para se juntar a nós – disse apontando para Kagome que ficou ruborizada.

-O quê?! – gritou Inuyasha atraindo a atenção de todos.

Inuyasha que desde que Kagome entrara no salão permanecera em silêncio apenas tentando imaginar o motivo dela estar ali, se manifestou pela primeira vez, mas infelizmente não fora uma forma muito feliz de se manifestar.

-Meu jovem talvez seu orgulho não o permita sentar-se com pessoas das classes inferiores, mas devemos ser generosos com os menos afortunados – disse altivo, e sem dar chance para Inuyasha se defender – Eu por minha parte não acharia justo ignorar a moça que me ajudou a chegar aqui, afinal graças a ela não irei passar a noite na floresta.

O jovem príncipe estava a ponto de dar uma merecida resposta ao rei de Astúrias, mas Myuga o impediu com o olhar ameaçador que lançou para ele. Inuyasha tentou se controlar ao máximo, como Narak tinha a ousadia de dizer que ele ignorava as pessoas de classes menos favorecidas?, se ele soubesse que ele e Kagome tem sido amigos desde a infância, e que o fato dela ser neta de uma criada nunca havia importado.

-Então meu jovem – Narak voltou a se pronunciar –

-Vossa Alteza, agradeço vosso convite, mas lamento não poder acompanha-los.

Narak fez uma expressão de desgosto com a recusa da jovem.

-Acredito que o jovem Inuyasha poderia permitir a vossa companhia no jantar nessa noite

-Não quero chatear o príncipe Inuyasha, afinal ele não gosta muito da criadagem

Agora era a Kagome a quem Inuyasha queria dar uma boa resposta, como ela ousara dizer que ele não gostava da criadagem; então lembrou-se do motivo pelo qual ele e Kagome estavam brigados.

-Bah! Por mim pode participar do jantar, sabe muito bem que não me importo com essas coisas – disse direto e agressivo.

Kagome calou-se, e para dissipar a atenção dos demais presentes, e encerrar o assunto acerca de realeza e criadagem Myuga interviu na conversa.

-Claro que não haverá problemas na jovem participar no banquete, não é mesmo rei InuTaisho? – perguntou ao amo, quando começara a falar esquecera de perguntar a InuTaisho se Kagome podia sentar-se a mesa com eles.

-Não haverá – respondeu InuTaisho que começara a caminhar em direção a sala onde o banquete fora montado.

COMENTÁRIO DA AUTORA

Narak, o rei de Astúrias, aparece na história e parece que ele já desconfia que Kagome é sua sobrinha perdida. O clima esquenta quando Narak convida Kagome para participar de um banquete ao lado da família real do reino do Norte; e nesse jantar uma proposta surgirá.

No próximo capítulo A PROPOSTA

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Obrigada pelas reviews. Acho que a maioria dos leitores já suspeitavam que a Kagome era a princesa de Astúrias, por isso eu não quis ficar enrolando muito com esse mistério. Estou deixando as respostas das reviews dos capítulos 9 e 10. Caros leitores não fiquem chateados se as vezes eu não respondo alguma review procuro responder todas, mas algumas vezes acaba escapando alguma review, por isso se alguém não teve a sua review respondida não fique chateado, a autora não faz distinção com seus leitores (nossa, agora me senti uma autora de prestígio, uh que status!!!!)

Falando sério agora, obrigada a todos os leitores que msm que não deixem reviews eu sei que existem!!! Agora resposta para os leitores que deixam reviews!!!

Faniicat – hei quer matar o meu personagem principal logo no começo da história?! Hahahahaha Vou deixa-lo vivo mais tempo apenas para poder se arrepender do que disse para a Kagome!!!

Lory – olha o destino deles é mais complicado do que parece, eu pretendo pouco a pouco ir mostrando isso... agora se eles vão ou não terminar juntos sinceramente nem mesmo eu sei ainda (não pensei muito a respeito do final). Ah do post anterior quanta revolta hein! E ainda ameaçou de parar de ler a fic... olha façamos um acordo se até o último capítulo eles não ficarem juntos não precisa mais ler essa minha fic (especificamente ESTA fic!!!), acordo feito?

Taisho isso msm o Inuyasha vai ter que sofrer só por ter chamado a Kagome de criada, rebaixou a garota, e olha que ela era amiga de infância dele...

Timbi pode deixar que eu vou continuar até o final!!!

Isaaah – que bom está gostando

Ayaa-chan – bem-vinda a fic! Eu normalmente não demoro muito em atualizar, salvo algumas exceções!!

dessinha-almeida – o problema vai além do Narak, naquela época não era comum mulheres assumirem o trono, para que isso pudesse ocorrer elas precisam ter apoio de outros países, do conselho real ou ainda do povo. Kagome além da desvantagem de ser mulher tem a desvantagem de não ter sido criada no castelo como uma princesa; ninguém conhece ela, como iriam confiar o destino de um reino tão importante como Astúrias nas mãos de uma jovem que foi criada como uma mera camponesa?

MariInha – isso msm, e agora o titio Narak já encontrou a sua amada sobrinha perdida!! Não é lindo a união das famílias hahahaha

Cris – eu sou má! Oh magoei!!! Eu quase sempre dou um final feliz para eles, como vc diz que eu sou má?