Should I be Shocked?

Capítulo 11


-Flashback- -terceira pessoa-

Rukia estava deitada numa cama de cirurgia, no interior da empresa, sob o efeito de sedativos. Ao seu lado, outra cama, outra pessoa. Uma equipe com sete médicos ao redor das camas e mais três homens de terno, assistindo a cirurgia. Um idoso, um misterioso com chapéu preto e óculos escuros e um calvo.

- Você tem certeza que é seguro? - o calvo perguntou ao misterioso.

- São nossos melhores espiões. Se não é seguro com eles, não será com ninguém.

- Sabe que precisaremos mais tarde. - O velho disse encarando a cirurgia.

- Sei. - O misterioso sorriu.

- Espero que você realmente saiba o que faz. - o velho disse por fim, levantando-se e saindo da sala.

-Flashback- -terceira pessoa-

- Como está indo Rukia? - A voz soou do outro lado.

- Você nunca me chama pelo nome. - eu declarei.

- As paredes têm ouvidos. Nesse continente você não tem nome, lembre-se disso. - ele disse sabiamente. - Mas conte-me sobre o caso.

- Creio que comecei bem. - eu disse me lembrando da noite anterior.

"Muito bem hein..."

- Só não se envolva. Ele é um caso. Não uma pessoa. Lembre-se. - ele disse, desligando o telefone em seguida.

"Um caso"

Eu passei o dia inteiro no escritório, como de costume, e fui pra casa às sete. Eu tomei um banho e troquei de roupa por uma mais casual, indo em seguida pra padaria da esquina. Como se aquele idiota irritante realmente trabalhasse lá.

Eu entrei e o procurei com os olhos. Como não o encontrei, fui até o balcão escolher os pães, afinal, realmente estava sem pão em casa.

- Oi. - ele sussurrou me encoxando por trás.

- Céus. Estamos no meio de uma padaria! Comporte-se! - eu lhe repreendi com um tapa na perna. Me virei pra ele e o encarei rir da minha cara.

- Você é sempre tão careta? - ele perguntou sorrindo.

- E você é sempre tão babaca? - eu perguntei irônica.

- Só quando eu gosto de alguém. - ele sorriu maliciosamente se aproximando pra me dar um selinho.

- Porra, você deve me amar! - eu falei me virando novamente pro balcão e pagando o pão. - Obrigada. - eu disse educadamente ao atendente.

Ele riu, enquanto passava um braço por minha cintura e me levava pra fora da padaria.

- Ô seu desocupado, não vai trabalhar, não? - eu perguntei tirando seu braço da minha cintura.

- Oito horas. - ele consultou o relógio. - Hora de encher seu saco. - ele riu. - Fim de expediente.

- No caso, eu devo te suportar? - eu perguntei irritada.

- Exato. - ele disse sorrindo. - Já comeu? - ele perguntou, morrendo de rir em seguida. - Esqueci! Quem comeu fui eu!

Eu respirei fundo e comecei a andar mais rápido, na frente dele.

- Ah! Pára! - ele me puxou pelo braço.

- Você é extremamente irritante! - eu lhe disse irritada.

- Desculpe, desculpe. Eu sei disso. - ele me virou pra ele. - Mania. Não consigo me livrar dela. - ele sorriu e eu tive novamente vontade de chutar-lhe a bunda depois de lhe beijar a boca. - Mas você não é mais legal. É muito difícil de lidar.

- Em momento nenhum eu lhe disse que seria fácil. - eu disse, sentindo seus braços envolverem minha cintura.

- Não estou reclamando. - ele disse me puxando pra mais perto. - É até legal. - ele disse me beijando, enquanto minhas mãos ficavam espalmadas em seu tórax e meus braços dobrados entre nós.

Eu suspirei e revirei os olhos depois do beijo.

- Quer ir pra onde? - eu perguntei sorrindo.