Guilty Pleasure
Sinopse: "Tenha cuidado com o que deseja porque pode se cumprir." E agora que eu estava sob o poder do Dom Edward Cullen e estava cumprindo todos os sonhos dos meus romances eróticos, era feliz com ele?
Disclaimer: A fanfic pertence à L'Amelie que me autorizou a tradução, Twilight e os personagens em sua maioria pertencem a Stephenie Meyer, e a mim somente a tradução.
"Um vibrador não te liga no seu aniversário, nem te manda flores no dia seguinte e é claro que você não pode apresentá-lo para sua mãe."
Charlotte York.
Capítulo 11 – Estranhas Sensações
(Traduzido por LeiliPattz)
Edward PDV
A rua estava tranquila há essa hora... tudo em silêncio, já não havia carros, nem pessoas indo e vindo de todos os sentidos; já deviam estar adormecidos descansando, deixando suas preocupações de lado, entregando-se a um sono reparador. Todos, menos eu.
Dei um grande gole no conhaque do meu copo. Desceu queimando, cauterizando minha garganta e fazendo-me fazer uma careta. Quem me dera se com os copos que eu havia tomado também me fizesse cair em um sono despreocupado como o que todos tinham, mas sabia que isso seria inútil. Nunca havia sido alguém que poderia dormir por muitas horas, além do mais parecia ocioso estar deitado perdendo o tempo quando podia aproveitar em coisas úteis ainda que de certo modo, às vezes precisava poder desconectar-me de verdade da minha vida.
Sim, da minha vida, não só dos problemas, os negócios e todas essas coisas que ocupavam grande parte dos meus pensamentos, também precisava desconectar minha mente das lembranças, da minha família, desse estilo de vida que se escondia atrás da minha grande imagem de homem importante… só queria não pensar, não sonhar, não sentir falta, não gostar… porque todos esses sentimentos eram uma lembrança constante de que não era o homem invencível que podia tudo, ainda que me doesse reconhecer, tristemente o era.
Com o último gole do meu copo, veio a minha mente a imagem de Isabella. Por que tinha me escolhido? Essa era uma pergunta que jamais deixaria de fazer e a cada momento que passava mais aumentava a minha curiosidade por saber a verdadeira razão. Não ia estar tranquilo até que ela mesma me dissesse. Isabella…
A ela também tinha que anexar tudo o que gostaria de bloquear da minha mente por umas horas. Principalmente porque a senhorita Swan havia tomado várias horas do meu pensamento que correspondiam aos meus negócios na correspondente ordem de importância dos assuntos. A sensação do corpo de Isabella movendo-se sob o meu quando a fiz minha pela primeira vez, a imagem do seu corpo exposto totalmente para mim sobre a mesa, no reflexo do espelho do banheiro… não era fácil fazer com que tudo isso passasse despercebido para mim. Também devia acrescentar a frieza com a que me enfrentou em seu apartamento. Como se atreveu? Ninguém havia feito isso antes, importava muito para elas não perder o meu respeito, mas a Isabella não. Quem sabe não pensou no que fazia, estava muito irritada como para pensar nesse momento.
Talvez, eu também não estivesse correto e estava sendo bastante rígido com ela, os castigos e a forma que a havia possuído nas últimas vezes não havia sido muito suave se falávamos de uma garota quase virgem, quem sabe a havia machucado com minha rudeza. Provavelmente teria que controlar meu temperamento e tentar não ser tão rude com ela.
Mas do que diabos você está falando? Você está se esquecendo de quem você é, Edward?
Não havia sido a própria Isabella quem tinha me procurado? Que havia me implorado para que aceitasse ser seu mestre? Era óbvio que buscava recuperar tudo o que não teve em sete anos e não lhe importou minha negação, ela insistiu e insistiu, e se minha forma de ser e minhas condições agora lhe pareciam excessivas para ser minha submissa, pois sentia muito porque eu tinha me apegado a ela e teria que estar ao meu lado e se adaptar as minhas normas até que o meu capricho passasse, até que me desse vontade ou até que me enjoasse dela.
~x~
— Edward, filho.
— Oi pai, como você está? Como está a mamãe? – cumprimentei antes de tomar outro gole do meu café.
— Bem filho, estamos bem, só estou ligando para te lembrar de que nós vamos no sábado à tarde – se fez um silencio e lembrei o motivo da viagem.
— Aonde vão dessa vez? – perguntei sem dar oportunidade de que notasse que outro ano mais havia esquecido a data, mas não a sua ausência, isso nunca poderia passar despercebido para mim. Nunca poderia me acostumar a não vê-la, a não escutá-la andando por toda a casa, cantando todo o dia e fazendo mil planos loucos; ela era tão linda e tão jovem que não entendia... ela era muito inteligente. Como diabos pode...?
— Queremos ir à Espanha, sua mãe quer ir a Madri e a mim me parece uma boa ideia, além do mais não está muito longe – disse voltando a minha atenção a nossa conversa.
— Excelente escolha pai, vocês vai amar Madri – disse animando-o um pouco. – Deixe tudo em minhas mãos, vou fazer os arranjos necessários e aviso quando tudo estiver pronto.
— Não liguei para isso, Edward, eu posso cuidar dos meus assuntos, não estou doente, nem velho – grunhiu como sempre o fazia.
— Não há nada de mais que eu queria me ocupar em tornar mais agradável à viagem dos meus pais, além do mais, seu coração é algo que tem que cuidar. Já perguntou ao Dr. Foster se está em condições de viajar?
— Acredita que posso sair a alguma parte sem sua permissão? Sou obstinado Edward, mas não idiota, ainda tenho muitas coisas para ver neste mundo em companhia da sua mãe e por certo, falando nela, não quer ir sem te ver e eu tampouco, assim que te esperamos para jantar na sexta e não pense em inventar algo para não vir – me advertiu.
— Nunca fiz isso Carlisle Cullen! Você é um velho chantagista – disse ofendido.
— Já sei que você não deixa de vir, mas se você pensa em fazê-lo... – nós rimos, falando um pouco mais de assuntos sem importância, desligamos e dei um longo e profundo suspiro.
Liz... demônios. Por que não insistiu? Se soubesse quanta falta nos faz...
Talvez estivesse rindo de mim lá de cima. Como podia fazer isso se quando precisou de mim a deixei de lado, porque estava ocupado em como mostrar a Carlisle que já era um homem capaz e que podia confiar em mim? Que egoísta eu era. Não me bastavam meus próprios progressos, eu queria mais, queria ter toda a sua confiança e que irônia, outra desgraça teve que acontecer para que por fim deixasse tudo em minhas mãos. Quando já não me importava tê-lo...
E agora, lhe pareço um homem sagaz, mas não aprova meus métodos, nem a frieza com a que conduzo nos negócios, cortando cabeças aqui ou ali, se não produzem os resultados que quero se não estão entregados cem por cento, como se precisa estar se quiser obter algo nesta vida.
Quanto me arrependia de não ter estado assim para ela... cem por cento; tive que lidar com um problema que tinha uma solução muito fácil, um jogo de criança para mim, mas que para ela foi muito mais do que isso, era algo que a colocava na mais obscura vergonha e decepção e eu podia ter atendido, eu podia... não imagino como deve ter se sentido tão só e eu acreditando que era outro de seus insignificantes problemas... mas agora havia uma possibilidade de saber algo mais. Isabella também esteve em Sacré-Coeur, deve ao menos ter escutado algo, algo que me ajudará a ter um nome.
Passei várias vezes às mãos pelo rosto para limpar minha mente. Sai rumo ao escritório e ainda que tivesse em minhas mãos um relatório que ainda não podia ler. Já havia relido o mesmo parágrafo varias vezes, mas não estava concentrado. Há vários dias estava algo inquieto, ofuscado, irritado. Sabia a razão e não era nenhuma outra mais que saber que a Isabella não só não gostava como lhe aterrorizava praticar o sexo oral. Praticar? Por favor, duvidava que tivesse sequer tido a oportunidade de tentá-lo duas vezes, o que me deixava com a certeza de que o que a fez detestá-lo, ter medo e uma aversão terrível, foi algo que deve ter acontecido na primeira e única vez que alguém se aproximou dessa forma.
Eu estava decidido a ajudá-la a resolver o problema, queria fazê-la sentir-se cômoda com todo seu corpo, que soubesse que podia dar tanto prazer dessa forma, como também receber. Tudo era questão de fazer que confiasse em mim para me contar o que lhe havia acontecido e assim poderia saber como lidar com ela e que pouco a pouco me deixaria aproximar, de forma sutil. Teria que encontrar um bom momento para fazê-la falar e claro que não poderia ser depois de uma sessão de jogos, esse era meu momento de cuidar dela, mimá-la, por sua boa disposição, por sua entrega como uma abnegada submissa, que só esperava satisfazer ao seu amo, era minha oportunidade de retribuir por me dar todo o prazer com seu corpo confiando-me para que o tomasse para meu desfrute. Esse era o momento de Isabella, não o meu.
Além do mais, sentia que tinha que ajuda-la porque de alguma forma o devia. Nenhuma mulher tinha que se sentir mal com respeito ao sexo oral. Era algo tão sublime poder brindar-lhes satisfação, fazê-las gozar e gritar de prazer, provar seu sabor, o calor dos seus sucos... Isabella o merecia e eu ia abri-la para essa forma de prazer. Ela estava se entregando com muito empenho, devia reconhecer; estava sendo muito difícil para ela ter a ideia de que ser uma submissa significa render sua vida inteira ao seu amor para seu prazer. E talvez não compreendesse ainda que minhas restrições só eram para fazê-la disciplinada, para que se tornasse mais dócil e servil; quando já tivesse conseguido compreender o sentido do nosso estilo de vida poderia começar a desfrutar dos seus benefícios, mas antes não. O melhor ia ser que conseguisse se adaptar o mais breve possível, para seu próprio bem.
Meu celular vibrou no bolso do meu paletó e ao tirá-lo e ver quem era eu sorri.
— Isabella, bom dia.
— Bom dia, senhor – respondeu tímida.
— Aconteceu algo? – me apressei em perguntar já que era estranho receber sua chamada.
— Oh não, senhor, é só que... bom, ontem eu não pude ligar para agradecer seu presente, é muito bonito, mas não precisava ter se incomodado, não era preciso.
— Fico feliz que você goste Isabella e vá se acostumando, eu gosto que as minhas mulheres recebam bons presentes – disse despreocupado.
— Oh... – respondeu ligeiramente.
— Algo mais?
— Eu já falei com meu pai como me pediu senhor, ele está mais tranq...
— O que você está usando hoje? – a interrompi.
— Desculpe?
— Tire uma foto e me envia imediatamente – lhe ordenei. – De corpo inteiro, obviamente.
— Senhor? – se ouvia confusa.
— Não demore.
Desliguei a chamada e voltei a guardar o celular no bolso. Subi para meus escritórios e entrei como cada manhã com Katie andando nos meus calcanhares.
— Bom dia, Edward – me disse quando a porta já estava fechada e se permitia cuidar de mim, ainda que a mim não me importasse o que fizesse.
— Olá Katie, o que tem para hoje? – passei de novo as minhas mãos pelo rosto.
— Nada importante pela manhã, pela tarde uma reunião com os acionistas do clube de golf de St. Thomas apenas.
— Muito bem – disse um pouco cansado por não ter dormido bem.
— Agora mesmo vou trazer seu café, parece que precisa dele – adivinhou os meus pensamentos.
— Katie, antes ligue para o capitão Benson, diga que tenha o jato pronto para os meus pais, eles vão viajar no sábado pela tarde para Madri, também avisa o hotel para que a suíte esteja pronta.
— Que bom finalmente Esme e Carlisle se animaram para conhecer o hotel de Madri, é tão bonito, acho que irei de novo, passei um momento ótimo quando fui, ainda que talvez decida ir para outro lugar. Onde você me recomenda?
— Você está insinuando que quer férias? – sorri.
— Ah, viu? Sabia que você era inteligente e poderia ler entrelinhas, eu vou em um mês, considere-se avisado – saiu do escritório dando-me uma piscadela.
Meu celular voltou a vibrar, me informava que havia recebido um arquivo. O abri depressa e vi a minha pequena pupila com um vestido curto de flores muito pequenas e meias cinza. Estava muito bonita. Os cantos dos seus lábios se arqueavam em um pequeno sorriso, guardei meu telefone e me dispus a trabalhar.
Essa manhã apesar de ter sido tranquila, eu tinha me afogado entre contratos que deviam ser assinados, pessoas do meu departamento de contabilidade, o do planejamento, até que os dispensei para poder ter um almoço agradável. Isso significava que Katie pediria algo do meu restaurante favorito e comeria só na sagrada paz do meu escritório. Depois de desfrutar de umas deliciosas costelas de cordeiro, tomei uns minutos para desfrutar da minha sexta taça de café do dia. Como sempre, olhava para a rua, os minúsculos pontos que se viam desde o alto do meu escritório quando uma vez mais, meu telefone vibrou.
— Jasper – pronunciei seu nome em forma de cumprimento.
— Como vai Edward?
— O mesmo de sempre, tudo tranquilo e você?
— Então, por que diabos você não veio buscar o seu contrato? – quase resmungando.
— Hey, se acalme. O que aconteceu com você?
— Não aconteceu nada comigo.
— Tem certeza?
— Claro que sim, e bem, você vai me dizer por que não veio buscar o maldito contrato.
— Guarde por alguns dias Jasper, eu ainda não preciso.
— Vou guardar até quando você precise, não posso enviar por ninguém, isso é muito comprometedor e muito perigoso para chegar a cair nas mãos erradas. Não quero sequer pensar que isto possa vir à tona, seria muito para Esme e sem falar de Carlisle, já sofreram bastante, não acha?
— Você tem razão Jasper – disse sincero.
— Bom mmm então... não estava com aquela que nos contou? – perguntou suscetível.
— Eu nunca lhes contei nada, vocês que enlouqueceram nesse dia porque eu não falei dela – respondi meio na defensiva.
— Desculpe! – respondeu ofendido. – Não imaginei que te afetaria não fechar o negocio – zombou.
— Não me afeta porque eu sempre fecho os negócios que me interessam, eu não fujo de garotas.
— Você é um estúpido, como se mete com uma mulher sem assinar um maldito contrato? Sempre tomou precauções, o dia que não fez quase armou um escândalo por não termos nos movido a tempo, mas nem todas as mulheres são como Megan, Edward, algum dia você vai se dar mal se não tem cuidado, você não precisa de outro problema como esse, ou sim?
— Não se preocupe, ela não é como a Megan, pode ficar tranquilo, ela é uma garota muito diferente das outras, você se surpreenderia Jasper.
— Só me surpreenderia se você me disser que a tirou de um convento, Edward – respondeu irônico.
— Como você adivinhou? – respondi exagerando o tom.
— Sério? – o incrédulo reagiu.
— Não, mas esteve em um lugar muito parecido, cresceu em um internato muito restrito, não seria capaz de nada Jasper, acredite em mim.
Não. Isabella não seria capaz de nada, só de pedir a um desconhecido fazê-la sua submissa e de persegui-lo até que aceite lhe ensinar todos os segredos do BDSM, nada mais que isso. Além do mais, para que me iludo? Não podia confiar em nenhum internato, por mais restritos e renomados que fossem só se vangloriavam da disciplina e da segurança que tinham para as alunas, para todas as meninas e jovens que estavam em seus cuidados, mas que eram mais vulneráveis que tantas coisas porque todas as suas normas de segurança valiam uma merda.
— Bom o que? Vamos sair esta noite? – perguntou esquecendo-se do assunto.
— Claro, avise a Emmett e nos vemos no bar as oito em ponto.
— Só seriamos você e eu, Emmett está com sua namorada – ressaltou a ultima palavra.
— Ele não entende.
— Não, você tampouco.
~x~
Os seguintes dias foram caóticos. Por um erro do sistema, todos os programas contábeis ficaram loucos e o departamento de informática o resolveu a tempo, mas tive que corrigir valores e porcentagens dos balanços do fim do mês e muita informação se perdeu no percalço. Isso tirou todos do sério e eu ainda mais. Isso não me impediu que na manhã de quinta bem cedo, ao sair da casa fizesse uma rápida ligação para Isabella para saber como estava vestida.
— Bom dia Isabella, quero uma foto sua de corpo inteiro – era minha ordem diária – não demore.
Em menos de cinco minutos meu celular vibrava avisando-me do arquivo recebido. O abri e olhava satisfeito, ela estava obedecendo muito bem minhas indicações. O controle era necessário em minha vida. Havia alguma duvida?
Tudo ia bem até que pela tarde lembrei que no dia seguinte teria que ir jantar com meus pais e não era porque tinha pesar, pelo contrário. Era porque Isabella estaria lá comigo.
— Olá?
— Isabella – eu disse seu nome ao escutar que atendeu minha ligação – Onde você está? – perguntei irritando-me ao ouvir musica, risadas e vozes, ruídos de festa.
— Estou jantando com minhas amigas – disse muito tímida.
Apertei a mandíbula. Estava irritado. Por que diabos não me avisou? Tinha ordens de fazê-lo quando fizesse algo que saísse da sua rotina. Maldita seja!
— Amanhã Paul vai passar para lhe buscar no escritório e vai levá-la ao penthouse, vamos sair para jantar, quero você pronta as 7 – lhe avisei.
— Sim, senhor, estarei pronta.
— Termine seu jantar e vá para casa. Vou te ligar em uma hora.
— Senhor, é que eu...
— O que Isabella, o que você tem? – grunhi.
— Eu cheguei agora pouco – disse com uma voz que apenas notei.
— Eu não tinha avisado que não tolero que questione as minhas ordens? Agora vá imediatamente e acredite que eu vou saber se você não obedecer – desliguei a ligação sem lhe dar a oportunidade para que seguisse colocando desculpas para ficar.
Furioso, peguei meu paletó e desci para o estacionamento. Dean estava no seu turno e rapidamente se aproximou da porta do carro, mas eu mesmo queria dirigir. Queimando as rodas com uma aceleração, sai pelas ruas em direção ao apartamento de Isabella. Cheguei em menos de quinze minutos e subi para esperá-la. Não demorou muito. E por nada no mundo teria mudado esses segundos quando me viu parado em frente a sua porta. Foi um deleite ver seu rosto, passou por todas as expressões, confusa, surpresa, assustada...
— Senhor... – seus olhos se arregalaram ao máximo que podia.
— Você acreditou que eu estava brincando?
— Não.
— Abra – lhe ordenei e com movimentos lentos fez o que pedi.
— Agora vá para o seu quarto, tire sua roupa e quando estiver pronta, me avisa – lhe indiquei – sem perder tempo.
Isabella entrou em seu quarto e fechou a porta batendo-a. Sim, ela estava irritada, com este castigo com certeza esqueceria de tudo. Poucos minutos depois ela abriu a porta e saiu muito devagar.
— Estou pronta – disse ainda afetada pelo incidente.
— Venha aqui – a puxei pelo braço aproximando-a de mim com força. Rodeei sua cintura com meu braço para segurá-la e desci minha outra mão até seu sexo. Isabella gemeu de surpresa, mas segui monopolizando sua boca enquanto minha outra mão se introduzia em suas dobras. Oprimi seu clitóris e quando ofegou afundei meus dedos nela. Toquei suas paredes sem delicadeza, mas sem machucá-la, só precisava que ofegasse mais para que começasse a umedecer, o que fez em seguida. Meus dedos sentiram essa viscosidade transparente que era a chave para o que faria em continuação.
— Coloque um pé na cama – disse quando abandonei seu interior e me sentei na beirada, tirei um brinquedinho do bolso da minha camisa – Incline-se para mim Isabella.
— O que é isso? – perguntou com medo.
— Nada que te machucaria. Você não confia em mim? – me olhou hesitante e desaprovando com seus movimentos, subiu um pé como pedi. Tirei a embalagem do brinquedo e afirmei minha mão em sua cintura – incline-se um pouco para mim e não se mova.
Com suaves movimentos introduzi o vibrador em seu interior. Era um muito pequeno, mas era perfeito para meus propósitos. Isabella gemeu assustada e apertou seu canal impedindo-me de empurrar o vibrador.
— Relaxe, Isabella – lhe ordenei e pouco a pouco foi permitindo-me chegar. O coloquei muito profundo; conhecia o artefato e não havia nenhum perigo, não podia nem se perder, nem sair e executava sua função perfeitamente – se vista.
— Mas...? – me olhava desesperada.
— Faça e quando estiver pronta... me avise – sorri arrogante. A esperava na sala quando apareceu, colocou uma saia longa. Parecia tão inocente...
— Vamos – segurei sua mão.
— Mas... eu... não posso sair... assim! – gritou.
— Claro que pode, você não sente nada, não vejo porque não pode sair comigo – disse fingindo-me de inocente – não estou te dando palmadas com objetos, nem estou te amarrando, tampouco estou negando os orgasmos, só estou te levando para jantar.
— Mas...
— O remorso não me deixará dormir se não te alimentar – a olhei ternamente. Hesitante, agarrou minha mão e saímos. Dirigi-me a Regent Street, o Cocoon. Como bom amante da comida asiática, não perderia a oportunidade de compartilhar com Isabella um bom prato tão condimentado que a fizesse gemer.
— Isabella, quero que você entenda que não me incomoda que você saia com suas amigas... de vez em quando. O que não tolero, e é o motivo pelo qual nos encontramos aqui, é que saia com elas como hoje e que eu não saiba. Para que não haja maus entendidos, você vai me dar uma cópia da sua agenda semanal. Ficou claro? — ela assentiu suavemente com o olhar baixo.
— Isabella.
— Sim, senhor.
Pedi o jantar e a senti mais tranquila ainda que não se movesse. Os pratos chegaram e quando o garçom se afastou me inclinei e disse no seu ouvido...
— Desfrute do jantar, Isabella, pedi muito picante para que possa gemer à vontade – dito isso, coloquei a mão no bolso e liguei o brinquedo.
Isabella abriu os olhos assustada e segurou a toalha de mesa. — Oh desculpe, acho que coloquei na velocidade mais alta.
Diminui a intensidade, mas seguia na mesma posição e se por ela fosse teria ficado assim. – Sirva-me, Isabella.
Pegou a concha nervosa e colocou um pedaço de frango no meu prato. Tampouco fui tão mal como para pedir algo que tivesse que cortar. Olhou-me com olhos vagos e logo se serviu. Comeu muito devagar, fechava os olhos, encolhia os ombros e se removia no seu assento. Não me disse que era um castigo severo porque desta vez, nem um inocente tapa receberia nessa linda bunda que me pertencia.
— Ah, estava esquecendo de dizer, você pode gozar no momento que quiser, se você se atrever...
Subi uma velocidade no vibrador e Isabella soltou os talheres. Abria e fechava as mãos sobre eles e estava tão inquieta que estava certo de que só faltariam uns segundos. Vê-la assim, tão vulnerável e lutando para não gozar me excitou. Era tão malditamente erótica... seus movimentos, os gemidos que só eu podia escutar sua respiração acelerada, esse fino suor cobrindo sua pele...
— Come para que se sinta melhor – disse cinicamente, mas não me respondeu.
Eu era um maldito idiota, eu sabia. Queria deixa-la louca de desejo e estava conseguindo. Subi um nível do aparato, ela abaixou a cabeça e cruzou as pernas. Seus nós brancos não resistiriam mais. Seus gemidos ficaram mais sonoros e logo jogou a cabeça para trás. Seu rosto estava banhado por lágrimas, tinha a mandíbula tensa e sua respiração estava mais acelerada do que o normal. De imediato desliguei o brinquedo e me aproximei dela.
— Você está bem, Isabella? – perguntei, mas ela não se movia. Coloquei um braço ao redor da sua cintura e ela tremia.
— Desculpe senhor – apenas murmurou com uma vozinha – não voltará a acontecer. Podemos ir?
Levante a mão e um segundo um garçom apareceu, assinei a conta e quase tive que carregar Isabella para sair dali. O esforço para não gozar a tinha deixado exausta. Minha pequena aluna estava aprendendo muito rápido e isso me satisfazia. De caminho para sua casa ninguém disse nada, ela olhava para a rua pela janela em total silencio. Uma vez em seu apartamento, lhe ordenei para que voltasse a tirar a roupa. Tirei com muito cuidado o aparato do seu corpo e o joguei no lixo.
Vê-la em sua cama me deu duas opções. Fodê-la. Forte e rápido. Liberar-me nesse momento tomando-a com toda a força que sentia, mas lhe machucaria. A outra, ir embora e acabar eu mesmo com este assunto. Eu não estava acostumado, não mais, mas era isso ou dar a Isabella um motivo para ir embora.
~x~
Na manhã seguinte meu corpo estava cobrando o fato de que cuidei do meu problema. Estava tenso e de mau humor. Era compreensível. Tomei um banho com água gelada, me vesti e sai rumo ao escritório. No meio caminho, meu telefone vibrou recebendo um arquivo. Intrigado o abri a imagem de Isabella com uma blusa branca, um cinto e uma saia cor de café enchei a tela. Olhei meu relógio e vi que ela tinha adiantado um minuto antes que eu ligasse pedindo a foto do dia.
— Paul, você vai buscar a senhorita Swan no seu escritório e a leva ao penthouse. Certifique-se de que cuidem do carro dela.
— Sim senhor. Isso é tudo?
— Pelo momento, sim.
Era meio dia, tudo tinha voltado a ficar uma completa merda. A compra de um terreno na Costa Rica foi interrompido e isso provocaria um aumento certo no preço acertado, além de um atraso considerável na obra que já estava programada e pela perda considerável de capital. Todas as negociações teriam que começar de novo e já não podia me dar ao luxo de mandar 'pessoas de confiança' para fechar esse acordo, agora era minha vez de negociar e ia com tudo para conseguir esse terreno.
Estava furioso. Meu escritório havia ficado vazio, ninguém se atrevia a entrar. Só Katie era a valente que exercia como intermediaria entre os estúpidos que trabalhavam para mim e eu. E digo trabalhavam porque a partir desse momento estavam demitidos. Eu não podia deixar passar um erro garrafal como esse. Nesse passo acabariam com tudo o que meu pai havia iniciado com tanto trabalho e pelo o que eu rompia a alma a cada dia para fazer crescer.
O stress era tanto que minhas costas doíam, os ombros, o colo, tudo. Meu corpo estava tão tenso pela raiva que estava me provocando contrações musculares. Caralho! Era o único que me faltava.
— Katie – a chamei pelo intercomunicador – avisa ao Spa de Kenilworth que estarei lá em vinte minutos, que Jessica esteja pronta.
— Sim, Edward.
Trinta e cinco minutos depois estava nu, deitado de bruços em uma cama de massagem no Spa de um dos meus hotéis a mercê das maravilhosas mãos de Jessica. Suas mãos eram meu único remédio para momentos como esse. Relaxavam-me, relaxava os meus músculos atrofiados e me permitiam mover-me de novo, ao menos sem que doesse tanto. Já me encontrava relaxado, tinha deixado de lado o problema do terreno, ao menos por um curto espaço de tempo no que precisava de muita paz. Tudo estava funcionando, a música zen, minha respiração longa e profundas, os movimentos das mãos de Jessica unidos a sua fricção insinuante... mas nunca tinha funcionado e não ia funcionar, jamais. Ela não era o meu tipo e além do mais, era minha empregada, e eu não misturava os negócios com prazer. Era uma formula péssima e poderiam me considerar o que quisessem, mas quando tinha uma mulher junto a mim, não havia mais ninguém. Dedicava-me somente a ela, em retribuição a seu mesmo compromisso comigo. Era o justo.
— Você se sente bem, senhor? – perguntou fingindo inocência que estava muito longe de ter.
— Sim, Jéssica, você faz um bom trabalho – sorriu para mim e não virou quando eu ia me levantar até que eu lhe dei um olhar um pouco sério.
— Oh! Desculpe senhor – disse e saiu dando-me a privacidade que eu necessitava.
Não voltei mais para o escritório; fui direto para casa. Estava tão relaxado que deitei e cochilei por um bom tempo esquecendo-me do maldito assunto do terreno na Costa Rica. Acordei e tomei um banho; Isabella já devia estar em seu quarto se arrumando, pensei enquanto me arrumava. Apressei-me, me vesti rápido e desci para esperar Isabella. Não demorou muito, estava pontualmente aos pés da escada. Sorri como um garoto ao vê-la nesse vestido de cores ocre que fazia a sua pele parecer mais clara. Estava linda e muito elegante.
— Boa noite, senhor – a percorri com o olhar de cima a baixo e ela abaixou seu olhar, corando – se meu vestido é muito informal posso subir e me trocar em um minuto, eu não sabia se...
— Não, Isabella – a cortei – está perfeita, você está linda esta noite – segurei sua mão e a beijei – Vamos?
Assentiu e logo disse um suave "Sim senhor" o que fez que sentisse uma leve câimbra em minha entreperna. O ignorei e tomei seu casaco para ajuda-la a colocar. Ofereci-lhe meu braço ao sair do elevador e com um sorriso muito tímido o pegou. Eu me senti... extremamente bem.
Durante o caminho, não falamos, só desfrutei de tê-la junto a mim, aspirando seu aroma e tocando a suave pele da sua mão. A acariciava e podia sentir claramente como sua pele arrepiava conforme ia tocando seu braço. Ri interiormente ao reconhecer que podia ser tão previsível às vezes e em outras, me tomava por surpresa reagindo como menos esperava e isso me encantava que me surpreenderia, o qual geralmente nunca acontecia. Talvez por isso tivesse decidido ficar com ela, só para mim.
Finalmente chegamos e a ajudei a descer. Isabella olhava para todos os lados intrigada para saber onde a havia levado, mas não perguntava nada. Segurou no meu braço de novo e avançamos até a porta onde entrei sem bater, é claro. Ela me olhou confusa, talvez pensando que era outra das minhas propriedades e não estava totalmente errada já que algum dia seria só esperava que não fosse logo. A ajudava com seu casaco quando escutamos um leve som de passos se aproximar, aproximou-se discretamente do meu corpo, melhor dizendo, tentou se esconder atrás de mim, mas a segurei pela cintura deixando-a junto a mim.
— Edward, sempre tão pontual querido, não sei se é um defeito ou uma qualidade – disse minha mãe aparecendo em frente a nós. Sorria, mas logo, ao ver Isabella, ficou surpresa e muito calada observando-a.
— Você está radiante esta noite – me inclinei para abraça-la deixando um beijo em cada uma das suas bochechas.
— Eu tampouco me vejo muito mal hoje hein? – a voz do meu pai vinha do corredor do seu escritório e ao ver que estava acompanhado, me olhou igual a minha mãe.
— Isabella, eles são Carlisle e Esme Cullen, os meus pais – eu disse solene – Mãe, pai, ela é Isabella Swan.
— Muito prazer, Isabella, seja bem-vinda – minha mãe sorriu.
Papai beijou suas bochechas – É um prazer tê-la em casa, Isabella.
— Bella, só Bella está bem – lhes respondeu corada – e muito obrigada.
A olhei arqueando uma sobrancelha. Aos meus pais pede para que a chamem de Bella e a mim não? A única vez que o fez estava mais adormecida do que acordada, pelo o qual duvidava que ela se lembrasse. Isso não me agradou em nada.
— O que acham de irmos um momento para a sala?
— Mas só um momento mãe, morro por provar suas delicias – a puxei para mim com minha mão livre, assim que ia com minha mãe e Isabella de cada lado meu. Na sala, me sentei junto a ela, depois de servir uns aperitivos e antes que começasse a chover as perguntas sobre nós. E não estava errado.
— Eu não sabia que você tinha uma amiga tão bonita Edward. Por que não havia trago ela antes para casa, filho?
— Não havia surgido a oportunidade, mamãe e esta me pareceu uma boa para trazê-la.
— E nos diga Isabella. Edward foi muito difícil? – meu pai lhe perguntou e ela tossiu engasgando com o aperitivo.
— Pai, você a está deixando nervosa – lhe adverti divertido, vendo como seu rosto passava por mil tonalidades de vermelho – também é muito tímida.
— Desculpe – disse quando pode falar.
— Não se preocupe, enquanto nos conte como vocês se conheceram – minha mãe pediu com uma risada esperando ouvir a historia. Tive que me adiantar antes que Isabella engasgasse de novo.
— Nos vimos pela primeira vez em um bar e logo nos encontramos em alguns eventos até que ela perdeu um pouco a vergonha e se aproximou de mim – eu disse olhando fixamente para esse par de olhos café.
— Foi você quem deu o primeiro passo? – minha mãe estava extasiada – Que romântico!
Isabella me olhou com os olhos cheios de nervosismo e apreensão e eu só sorri de volta, deixando-a a sua mercê.
— Eu, bem... sim – aceitou.
— O jantar está pronto, senhora – anunciou Zafrina salvando-a – Venham quando quiserem.
— Edward! – gritou ao me ver e levantei para dar um abraço à mulher que por toda a minha vida roubei os biscoitos recém-assados.
— Caramba Zafie, os anos não passam para você, está cada dia mais bonita – eu disse divertido.
— É sério? Acho que estou na idade de merecer – soltou uma gargalhada – E essa garota tão bela?
— Isso é precisamente o que ela é, é Bella, é amiga de Edward – minha mãe disse feliz.
Fomos para a mesa e minha mãe não podia esconder sua felicidade.
— Você é daqui, Bella? – lhe perguntou uma vez que estávamos sentados à mesa.
— Não senhora, sou dos Estados Unidos, de San Francisco.
— Oh, nada de senhora, sou Esme, por favor – Isabella assentiu e rapidamente me olhou e se corrigiu de imediato.
— Sim, senhora, desculpe... Esme.
— Ela não é um encanto, Carlisle.
— Definitivamente sim – concordou com a minha mãe – E o que o seu pai faz, Bella?
— Ele tem uma empresa de aço, senhor – meu pai a olhou negando com a cabeça e ela sorrindo disse – Carlisle.
Meu pai assentiu e sorriu também – De aço? Swan? Seu pai é...?
— Sim, meu pai é Charlie Swan – disse orgulhosa.
— E o que você faz por aqui, filha? Você está muito longe de casa – minha mãe disse intrigada.
— Mãe, pai, deixem Isabella jantar, com tanta pergunta ela não pode comer nada – eu disse interrompendo o interrogatório que eu sabia que seria doloroso para ela.
— Está bem, obrigada – colocou sua mão sobre a minha – minha mãe morreu quando eu era muito pequena e meu pai teve que me deixar em um internato para que cuidassem de mim e ele pudesse levar a empresa adiante.
— Meu Deus, eu sinto muito Bella.
— Muito obrigada, Carlisle.
— E a que internato você foi? – minhas luzes de alerta se acenderam muito tarde, devia ter previsto onde tudo poderia ir.
— Ao Sacré-Coeur.
Minha mãe respirou profundamente e se desculpou por um momento, meu pai igualmente comovido tentou segui-la, mas ela o deteve estendendo um braço e ele ficou em seu lugar. Isabella olhava toda a cena confusa; olhou-me preocupada e segurei sua mão dando-lhe um beijo no dorso.
— Está tudo bem, tranquila – sussurrei no seu ouvido, mas ela me olhava nervosa e angustiada por não saber exatamente se havia dito ou feito algo errado.
— Quantos dias vão durar sua viagem? – perguntei mudando de tema.
— Duas semanas, você já conhece sua mãe, não gosta de se afastar por muito tempo.
— É uma pena, há tanto o que ver e sei que ela vai amar.
— Você conhece Madri, Bella?
— Sim, senhor, perdão... Carlisle – se desculpou nervosa olhando o corredor por onde a minha mãe desapareceu – eu fui uma vez com minhas amigas do internato.
— Oh, que bom.
— Desculpe senhor, mas eu gostaria de ver se sua mãe está bem – murmurou só para que eu escutasse. – Posso?
— Não.
Respondi em seco e me olhou juntando as sobrancelhas, incapaz de acreditar que lhe havia negado a permissão. Minha mãe voltou nesse momento com os olhos irritados e brilhantes, voltou a tomar seu lugar junto ao meu pai e permaneceu em silêncio, até que Isabella sorriu e lhe perguntou só movendo os lábios "Você está bem?" Ela assentiu com um sorriso sincero e agradecido.
A sobremesa chegou e o ambiente voltou à normalidade, Isabella falava com a minha mãe das mantas que ela poderia comprar em Madri e ela a escutava atenta, eu mantinha o meu pai informado sobre as empresas, mas só lhe dava as boas noticias. Tomamos o café e perto da hora de nos despedir minha mãe me chamou. Isabella conversava muito concentrada com meu pai, assim que me levantei discretamente.
— Oh Edward – minha mãe me abraçou muito forte – Estou tão contente, por você, filho...
— Mãe, não se adiante, por favor – a embalava entre meus braços.
— Como não vou fazê-lo se é a primeira vez que meu filho traz uma garota para casa? E ela é tão perfeita Edward, que não poderia pedir ninguém melhor para você, é tão bonita e inteligente, com muito porte e muito educada...
— Estamos apenas nos conhecendo ainda mãe, ainda não há nada entre nós.
— Ai está você disse "ainda" porque logo o fará – assegurou – vocês parecem tão apaixonados Edward... e além do mais ela deve ter conhecido a...
— Mãe, mãe, eu não sei, certo? – freei suas conclusões. – Nunca falei desse tema com ela, assim que eu não sei.
— Mas você vai fazer, não é? Logo? – me olhou ansiosa.
— Não sei mãe, mas por agora não – não queria criar falsas expectativas.
— Está bem, mas você tem que me prometer algo...
— O que você quiser.
— Traga ela novamente – franzi a testa. – Por favor.
— Posso negar algo a você mãe? – eu ri.
— Não.
~x~
De volta ao penthouse, Isabella me deu boa noite e se retirava para o seu quarto. A pequena se esqueceu por um momento quem era que ditava as coisas aqui.
— Vá se trocar, coloque algo bonito para mim e espere em seu quarto – lhe disse com um sorriso um pouco pervertido. Olhou-me e a engoliu em seco. O que acontecia com ela? Não era a nossa primeira vez...
— Sim, senhor – respondeu e se afastou.
Com um copo de conhaque na mão, lhe dava a Isabella tempo para se trocar. Sorri ao lembrar o quão felizes os meus pais ficaram com ela. Nunca pensei que estivessem tão felizes e tão contentes com Isabella, que lhes causaria tão boa impressão, mas não era para menos, ela era tudo o que os pais desejariam para um filho, uma garota inteligente, educada e atraente, ainda que se soubesse o motivo pelo qual estava comigo, quem sabe suas opiniões mudassem um pouco, mas não teriam porque saber. Certo?
Vinte minutos eram mais do que suficiente; terminei o meu copo com um gole e subi as escadas enquanto afrouxava o nó da minha gravata. Se alguém me visse diria que estava ansioso, eu mais do que bem poderia dizer que era pura necessidade. Meu corpo pedia para relaxar; por todo o acontecido durante a semana e com as fotos diárias de Isabella, tinha o sangue fervendo correndo por minhas veias. Fui para o meu quarto por alguns acessórios imprescindíveis e depois me dirigi para o seu abrindo a porta sem bater; encontrei o quarto vazio, com uma luz muito suave. Isabella saiu do closet lentamente; minha boca aguou ao vê-la vestindo um conjunto de lingerie rosa...
— Aproxime-se Isabella.
Ela caminhou muito lentamente até a mim. Já não havia surpresa nem medo refletido em seu rosto, era uma expressão que podia considerar como minha uns momentos antes. Coloquei minha mão em sua nuca e a puxei para mim; a beijei com força, atacando seus lábios tentadores e buscando entrar em sua boca. Ela não resistiu ao sentir minha língua tocar a sua, um gemido escapou da sua garganta e meu membro endureceu um pouco mais do que já estava.
— Hoje você foi uma boa menina, Isabella – disse separando-me da sua boca – Estou muito satisfeito por seu comportamento. Você acha que eu deva te recompensar?
Passava meu nariz pela linha da sua mandíbula, sua pele tinha cheiro doce, tentadora. Desci meus lábios para sua garganta e provei sua pele lambendo lentamente — Fale Isabella.
Seu corpo começou a tremer e me excitou mais. — O que você desejar estará bom para mim, Senhor.
— Desejo ver o seu corpo, fique nua.
Muito devagar ela começou a tirar o lindo conjunto de lingerie, se via no chão e não ocultando sua deliciosa figura. Seus quadris com as curvas na exata proporção com o resto do seu corpo, suas pernas torneadas e esses firmes e arredondados seios que me faziam desejar saboreá-los e mordê-los até fazê-los ficarem vermelhos.
— Tire minha roupa, Isabella.
E com a mesma lentidão com a que deslizou a sua pouca roupa que a cobria, tirou a minha camisa; passou sua mão pela minha cintura ligeiramente, desabotoando minha calça. Estava certo de que estava desfrutando com o que fazia porque sua respiração se tornou pesada e entrecortada. Desceu minha calça e depois me olhou esperando minha permissão para fazê-lo com minha boxer, o qual obteve de imediato.
— Toque-me – ordenei já nu e ela ofegou surpreendia – Faça.
Isabella fechou os olhos e colocou sua mão em meu peito fazendo círculos e pressionando um pouco. Logo as desceu da minha cintura até chegar as minhas nádegas e as apertou. Segurei suas mãos e as levei para minha virilha.
— Abra os olhos Isabella, quero vê-los enquanto você me toca.
Suas mãos tremiam assim como todo seu corpo, mas não hesitou. Um pouco tímida as aproximou do meu membro duro que ardia esperando um pouco mais de sua atenção. O segurou delicadamente e o acariciou subindo e descendo as mãos fechadas ao seu redor, causando-me um tremor que foi da minha nuca até o final das minhas costas e percorreu as minhas pernas. Era tão estranho para mim sentir tanto com uma simples carícia... por que Isabella tinha que me provocava isso?
— Basta – gritei.
— Sente-se aqui e feche os olhos – vendei seus olhos e prendi suas mãos para trás, aproximei um banco alto e a sentei nele.
— Você deve ter cuidado para não se mover muito, se o fizer vai cair e não queremos que você se machuque – afirmei a fazendo tremer um pouco mais falando no seu ouvido e acariciando-a com meu nariz. Coloquei-me entre suas pernas, abrindo-as uma por uma e cobri seus seios com minhas mãos, segurando-os e apertando-o, da forma que eu morria para fazer a várias horas. Ela ofegou quando desci minha boca até seu peito esquerdo e tomei seu mamilo entre meus dentes. O mordi, o puxei, o chupei e saboreei sua pele suave, repeti o mesmo ato com seu outro seio e quando senti que instintivamente fazia a tentativa de fechar as pernas, soube que era um bom momento para descer o jogo.
Sem deixar de torturar os seus seios, muito devagar desci minha mão direita, acariciei distraidamente seu torso, seu abdômen e segui descendo até seu osso púbico. Isabella gemeu quando meus dedos roçaram seu sexo quente tentando-me mais. Afundei meus dedos em suas dobras e toquei seu clitóris úmido, o pressionei e sorri ao ver o esforço que fazia para não gemer em voz alta. Lentamente comecei a mover meus dedos de cima a baixo, provocando-lhe suspiros cada vez mais audíveis e fazendo-a suar.
A penetrei com um dedo e deu um pequeno grito, tremia e podia ver seu sofrimento por tentar não se mover para lhe manter em equilíbrio e por outra parte por querer retorcer de prazer. Introduzi outro dedo e comecei a movê-los em todas as direções, Isabella gemia torturada e quase soluçava pelo esforço de se manter sentada no banco.
— Por favor! – exclamou suplicando.
Afundei mais os meus dedos nela e os movi com maior rapidez – Não me implore não me suplique Isabella, sabe que comigo isso não funciona, não gaste suas energias e concentre-se em não cair daqui. – Com movimentos frenéticos a aproximei do orgasmo e me detive quando começou a se tentar. Diminui a intensidade das minhas caricias até que quase não movia meus dedos e os gemidos de Isabella diminuíram gradualmente. Era lindo ver como respondia a mim, ao me toque, a minha voz, a minha proximidade, as minhas caricias... pouco a pouco tirei meus dedos dela, brilhosos por sua própria umidade, os aproximei da sua boca.
— Prove a si mesma, Isabella – introduzi um entre seus lábios – prova que deliciosa você é.
Ao dizer isso, paralisou, mas não recusou. Com lentidão começou a provar chupando o meu dedo. Pouco a pouco seu rosto foi relaxando até que começou a sugar e de imediato eu quis isso, mas não em meu dedo. Tirei meu dedo da sua boca e voltei a introduzi-lo justamente no centro do seu sexo, bombeando com força, sem parar.
— Nãooo... – gritava entre suspiros – não posso... resistir.
A ataquei com meus dedos, sem piedade até que a tensão se apertava ao redor dos meus dedos. – Por favor!
— Sim, você pode – disse continuando com minha tarefa – sim, pode... – meus dedos se moviam com rapidez que a estava enlouquecendo, mas não seria por muito mais – Goze Isabella! Agora!
Um forte grito em meio de convulsões me fez sorrir satisfeito. Tive que segurá-la abraçada por uns segundos até que a intensidade do orgasmo foi diminuindo e a tomei entre meus braços para deitá-la na cama. Com pressa soltei as suas mãos e tirei a venda dos seus olhos, me acomodei entre suas pernas e a penetrei com todo o desejo contido durante esses dias. A investi forte uma e outra vez, a escutei ofegar e gritar enquanto me movia sobre ela, dentro dela, enquanto descarregava toda a minha tensão acumulada. Não podia me conter, não podia ser gentil, era mais forte do que eu, eu precisava possuí-la dessa forma, básica, selvagem, instintiva.
Seus seios eram meu deleite, sugava seus mamilos tão duros como meu membro que se enterrava nela; entre mordiscadas e lambidas em seus intumescidos peitos se formava dentro de mim uma urgência mais poderosa que me incitava a aumentar velocidade do meu corpo para poder culminar dentro dela libertando-me da forte tensão que só esperava por derramar em seu interior.
Foi muito rápido; surpreendeu-me que tão rápido meu corpo chegava até esse ponto insuportável que ansiava explodir, que clamava pela libertação. Nesse mesmo momento comecei a sentir a tensão ao redor do meu membro, Isabella estava a ponto de gozar de novo e eu o faria também como um garoto adolescente que não podia manter um ritmo longo e constante. Maldição!
Isabella se encolheu sob meu corpo e suas unhas se enterraram nas minhas costas, então gritou...
— Edward!
Segurou-se com muita força enrolando suas pernas ao redor do meu quadril e elevando sua pélvis buscando uma fricção mais intensa. Isabella gozou com tal violência que me surpreendeu e eu recuperado por sua entrega a segui, explodindo e derramando em seu interior. Foi um orgasmo muito potente, inibiu qualquer outra sensação que não fosse o prazer do ato. Era dominante. Deixei-me levar e me perdi na entrega que era mais do que estava acostumado a sentir.
Talvez fosse a soma do acontecido dos últimos dias, talvez fosse o desejo intensificado por entrar nessa garota o que havia resultado nessa explosão aniquilante, não o sabia. Mas do que estava certo era de que não podia voltar a possui-la sem estar plenamente consciente dos meus atos, não podia voltar a romper uma das minhas próprias normas. Não podia voltar a correr esse risco, precisava me isolar de sentimentalismos, nesse mundo não tinha cabimento. Não os precisava na minha vida. Eu era um homem pratico e em minha intensa vida só estava disposto a duas coisas, para obter prazer e para seguir acumulando riqueza e poder.
Edward só está se enrolando nos seus sentimentos, e acha que tem controle sobre isso... coitado lol
Quero agradecer a vocês por me acompanharem e por terem paciência comigo haha E desejar a vocês um Feliz Ano Novo! Que 2014 seja incrível para cada uma, com muito amor, muita saúde, muita felicidade, que os objetivos sejam alcançados.
Posto o próximo em +/- 15 dias.
PREVIEW:
Quem tem conta vou mandar por PM e quem não tem deixe seu e-mail substituindo os símbolos por nome como no exemplo: edward(underline)dominante(arroba)hotmail(ponto)com
(NÃO ADIANTA COMENTAR SÓ COM E-MAIL, EU NÃO MANDO PREVIEW ASSIM)
Beijos
xx
