Capítulo 11: Colin Creevey

— Blaise, você sabe que o Draco não vai gostar nada disso. — Pansy alertou enquanto era puxada pela mão, pelo saguão do hotel do irmão.

— Pan, eu não sei mais o que fazer. — Ele parou abruptamente e a encarou. — Ela não me dá chance!

— Quem não te dá chance? — Perguntou. Blaise só faria algo do gênero se tivesse algum interesse.

— Luna Lovegood. — Ele passou a mão pelo cabelo. — Estou completamente apaixonado por ela.

— Lovegood? A dançarina? — Pansy estava incrédula. — Como você a conhece? — A morena tinha interesses na companhia de Luna, e principalmente na carreira como empresária. Quando estava em Nova Iorque ouvira os rumores de que Luna, demitira seu empresário e namorado Colin Creevey.

— Ela é a prima da noiva do Draco.

— Que mundo pequeno e maravilhoso. — Pansy sorriu por dentro, ao menos uma noticia boa.

Desde o dia em que dera um soco em Harry, se passara uma semana completa, que não o via. Ele deveria estar entretido com a tal da "Mione".

Rony a apresentou aos pais, na noite anterior, o plano tinha sido um sucesso. Os pais do ruivo a adoraram e até deram uma quantia significativa de dinheiro para a realização do casamento. Pansy sentia-se mal por ter enganado mais pessoas. Mas ao menos agora Rony ficaria bem. E a ajudaria a desmentir o noivado com Sirius e Narcisa.

Os irmãos Malfoy respiraram aliviados quando Pan lhes contou toda a verdade. E a dívida que tinha para com o ruivo. Todos prometeram guardar segredo.

— Qual o número do quarto dela? — Pansy andou até a porta do elevador.

— 515. Quinto andar. — Ele via as portas do elevador se fecharem. — Não se esqueça de mencionar meu nome.

— Claro que sim, maninho!


Gina ficou assombrada ante a multidão presente no Bar de Blaise.

Passara à tarde no hotel conversando com Luna, e a mesma a convencera a tomar um drink à noite. Tivera que desabafar com a prima. Contara da farsa do noivado. E apesar de Luna afirmar que os sentimentos que tanto Gina quanto Draco pareciam reais, a ruiva não podia se iludir.

Elas botaram em pratos limpos a questão de Colin. E riram muito da situação.

Colin fora namorado de Gina, apesar de ser gay.

Era uma forma de evitar que as tias continuassem a se intrometer na vida dela. Mas o plano não vingou por muito tempo. Pois Gina parara de dançar.

E Luna assumira um compromisso com ele, com o mesmo intuito de despistar as tias.

Gina se ressentira por ter perdido o "namorado" e Luna chateada por não ter tido o apoio da outra. A situação chegara a níveis extremos. Tinham que admitir. Mas Tia Ariel e Muriel não eram fáceis.

Ambas estavam lado a lado, Gina e Luna, mas a primeira estava espantada enquanto a outra era só alegria.

Tia Muriel e Ariel, sempre sorridentes e com suas roupas coloridas e extravagantes, encontravam-se sob um enorme cartaz pregado na parede junto ao bar com os seguintes dizeres:

Felicidades a Gina e Draco.

"Oh, meu Deus!"

A cidade inteira parecia ter comparecido ao evento. Todos, de uma só vez, rodearam-nas para as usuais felicitações.

Gina pôde ver que Draco encontrava-se mais a frente, com uma cara de surpresa, ao passo que alguns homens apertavam sua mão.

— Estamos tão felizes. — Muriel e Ariel abraçaram Luna e Gina.

— Venha para perto de seu noivo. — A ruiva foi arrastada para perto de Draco.

— Vocês formam um lindo casal. — As três mulheres, sim Luna estava incluída e possivelmente sabia sobre tudo aquilo.

As tias haviam organizado a festa – com a ajuda incondicional de Blaise e Pansy.

Devia ter deduzido ou suspeitado de que estavam tramando algo, mas ela achava-se tão absorvida com os efeitos provocados pela presença constante de Draco em sua casa que chegara a esquecer das ciladas de suas tias. Fora um erro imperdoável deixar as tias à mercê da própria vontade, deveria ter sido mais atenta.

Agora Draco iria detestá-la, e com razão.

Talvez nem mais lhe dirigisse a palavra, pensou, infeliz.

Luna a envolveu em um abraço e disse em seu ouvido: — Apenas curta o momento.

As duas mulheres sentiram braços fortes agarrarem-nas pela cintura.

— Bem-vindas à família — Dan Malfoy cumprimentou-as. — Temos uma tradição nova. — E beijou os lábios de Virginia.

"Deus do céu!"

Apavorada, Gina manteve os olhos bem abertos, mas não conseguia falar, pois os lábios do irmão de Draco estavam colados ao dela. Dan, o mais sério dos Malfoy, beijava-a de verdade!

Ainda não tinha se recuperado do susto quando alguém afastou-a de Dan e os óculos tombaram até a ponta do nariz. Outro par de braços musculosos apertou-a. — É minha vez, Dan.

E enquanto Jake a segurava, pôde ver que sua prima também era beijada por Dan.

Jack a beijava agora. Com seu temperamento calmo, mantinha a boca colada à dela tal qual um selo em um envelope. Gina escutou gritos e assobios ao redor.

Porém sua cabeça girava tão depressa que se Jack não a estivesse segurando, teria desfalecido. Então se viu afastada dos braços de Jack - enquanto Luna era passada para ele - para cair nos de Blaise.

Não houve escolha. Determinado a superar os irmãos, Blaise Malfoy intensificou o beijo. Uma risada reverberou no peito de Blaise enquanto os homens em volta dele o estimulavam.

Gina sentiu o rosto corar ante o entusiasmo que ele aplicava ao beijo. Ela não sabia que os Malfoy eram tão ardorosos, tão passionais. Tão idiotas!

— Chega, Blaise. — Gina escutou uma voz familiar atrás de si. Dessa vez quem a salvou das garras de Blaise foi Draco que abraçou-a, bloqueando qualquer tentativa impetuosa por parte dos irmãos ou de outros homens entusiasmados.

Entorpecida, Gina apoiou-se nele, contendo a maravilhosa sensação de estar protegida.

Mas Luna não escapou aos braços de Blaise.

Se o beijo de Gina tinha sido tão passional. O de Luna e Blaise beirava a indecência. Porque Luna não escondia que respondia ao beijo, com o mesmo ardor.

Gina já desconfiava que sua prima estivesse gostando do Malfoy mais novo. E sentiu-se alegre ao perceber que a prima estava feliz. De verdade. Deveria ser difícil para Luna, ter que fingir um relacionamento por tanto tempo...

Seu sorriso desapareceu ao olhar para seu patrão.

O desagrado de Draco era aparente, mas, mesmo assim, colou-se a ele. Precisava recompor-se antes de enfrentar a inflamada multidão.

— Você está bem? — Draco sussurrou. Ela assentiu, respirou fundo e prendeu o ar nos pulmões.

Tia Muriel começou a tocar um sino, pendurado em uma das extremidades do bar.

— Atenção, pessoal. Silêncio por favor! — Luna apontou para o palco, que tinha sido montado, durante a tarde. Quando a multidão atendeu ao apelo da loura, que estava envolvida num abraço possessivo de Blaise, Gina tinha quase certeza de que todos podiam escutar as batidas frenéticas de seu coração.

Por mais que amasse a família, queria estrangular cada uma delas, naquele momento.

— Como todos sabem — Ariel pronunciou do palco —, essa é a festa de noivado de nossa linda sobrinha, Virginia Weasley, com o charmoso Draco Malfoy.

Aplausos em profusão ecoaram no ambiente e, para brindar o grande acontecimento, alguém entregou uma taça de champanhe a Gina. Ariel esperou que todos voltassem à atenção a ela, ensaiando uma postura dramática, adquirida nos palcos de teatro.

— A nossa querida Gina. — Ariel ergueu a taça de champanhe — Que ela seja muito feliz e faça o que lhe der vontade com o futuro marido. As mulheres vibraram com a referência sugestiva de Ariel.

Quando Muriel aproximou-se e ergueu sua taça, os presentes se calaram para ouvi-la.

— A Draco. Que ele dê a Gina todo o amor e carinho que ela merece. Diga-me, querido, há outro como você em sua família?

A brincadeira de Muriel quase levou a multidão à loucura. Os homens apontavam os outros irmãos Malfoy, e as mulheres, por sua vez, gritavam eufóricas.

Até Draco riu daquela besteira e, ao fitá-lo, Gina reparou que ele parecia estar se divertindo.

Como? Em meio àquele caos, àquela farsa, àquela humilhação, como podia estar se divertindo?

A ruiva mais nova forçou um sorriso.

O que mais ele poderia fazer em tal circunstância?Declarar publicamente que forjaram um noivado só para despistar Ariel e Muriel?

Gina provou o champanhe apenas por delicadeza, em seguida conseguiu emitir algumas palavras de agradecimento.

A maioria das pessoas presentes era desconhecida, com exceção do Sr. Harry Potter, e sua assistente Hermione Granger, Rony, noivo de Pansy Malfoy.

Pansy, a irmã de Draco, observava a cena sorridente.

Gina avistou-a sentada no bar junto ao noivo, Rony. Pansy devia saber a verdade, a ruiva pensou.

Draco no mínimo colocara os irmãos a par da situação, entretanto, estavam todos comemorando e usufruindo da festa como se o noivado fosse real.

Loucura.

Tudo era insano, e por causa dela, Gina concluiu, mortificada e envergonhada.


— Coitada da moça, Pan! Dá pra ver que ela está deslocada. — Rony dizia sorrindo.

— Faço tudo o que minha cliente quiser. Se Luna quiser uma festa para a prima, ela terá a festa.

— Quer dizer que você é a nova empresária de Luna Lovegood? — Ele beijou-lhe a testa.— Parabéns!

— Consigo tudo que quero, Ron. Cedo ou tarde. — Ela encarava Harry e Mione sentados em uma mesa próxima.

— Então já está admitindo o que sente. — Rony seguiu o olhar de Pansy. — Gostei da morena com ele.

Recebeu um tapa forte no braço.

— Mas prefiro você.— Massageou o braço.

— Não é de espantar que ele não fale mais com você. Essa sua força, machuca o ego masculino.

Pan riu. Lembrando-se do soco.

Sempre foi impulsiva, mas nunca aquele ponto. Mas, admitia agora que se sentia mexida com a presença de Harry.

— O que você pretende fazer para conquistá-lo? — Rony secava Hermione lascivamente.

— Tenho meus truques. — Disse com o mesmo olhar lascivo de Rony.


Havia atraído aquele pesadelo para si própria. Uma atitude inocente, praticada apenas para se livrar das tias, provocara um tumulto na cidade. Ela que tanto fizera para não ser notada!

A mentira que contara às tias originara o tormento de sua vida. Gina jurou que quando aquela farsa terminasse nunca mais inventaria histórias.

— Discurso! Discurso!

O coração de Gina disparou.

Ela e Draco foram empurrados ao pequeno palco no fundo do bar. Talvez ele estivesse cansado de fingir e decidisse revelar a verdade. Diante de todos, Draco admitiria que se aliara à pobre Virginia Weasley com intenção de ajudá-la e nada mais.

Quando atingiram o centro do palco, ele a abraçou e apertou-a contra si, possessivo. Encarou os presentes. A multidão voltou a silenciar. Somente alguns homens cochichavam e comentavam sobre o futuro casamento.

Sôfrega, Virgínia olhou o mar de cabeças e sentiu-se gelada.

— Alguns de vocês devem estar surpresos com o noivado — Draco começou. — Creio que seria justo confessar que nós dois estamos ainda mais surpresos com a repercussão. É um mistério como coisas assim podem acontecer. — Ele estreitou o abraço. — Queríamos manter o noivado em segredo, mas já que todos descobriram… gostaríamos que não contassem a ninguém mais.

Todos gargalharam devido ao senso de humor de Draco.

Como boa parte da cidade estava no bar, ele obviamente estava brincando. Draco sorriu e piscou para Gina. Ela o encarava, incrédula. Estavam ali, na berlinda, diante de uma grande mentira, e ele encontrava formas de se divertir!

— Beije-a, Malfoy — alguém gritou, e todos reforçaram o pedido.

Ariel, Muriel e Luna encabeçavam a multidão com os olhos marejados de lágrimas.

Gina entrou em pânico.

Se quisesse fugir, não conseguiria, pois suas pernas tremiam. Beijá-lo diante das tias ou no escritório era relativamente fácil.

Mas em frente àquelas pessoas… seria impossível!

Sentiu as têmporas latejando, faltava-lhe ar para respirar.

Quando Draco envolveu-a e os lábios se tocaram, a multidão explodiu, tal qual um estádio de futebol em dia de campeonato.

Gina estava prestes a desfalecer nos braços de Draco. Escutava ao longe os gritos de encorajamento, como se ela tivesse os ouvidos tampados.

Draco aprofundou o beijo.

Ondas elétricas percorriam a pele de Gina, o sangue fervia nas veias.

Soltou um gemido lânguido.

Se perdesse o pouco autocontrole que lhe restava, teria aprofundado o beijo, deslizado as mãos sobre os músculos firmes e bem torneados, em um gesto sensual.

Ao invés disso, contentou-se apenas com o calor do corpo viril e sentiu as batidas aceleradas do coração dele.

Chocada com a encenação pública, ela interrompeu o beijo e olhou-o aturdida.

Notou a expressão de espanto e viu um brilho sensual e primitivo.

Estremeceu.

A descoberta a fez corar, pois temia ter se revelado também.

Os presentes se manifestavam com entusiasmo e, quando uma canção suave ecoou no bar, incentivaram o casal a dançar.

"Oh, Deus", Gina pensou, "a noite vai ser longa".

Sentindo-se em chamas com o efeito do beijo, Draco aproveitou a oportunidade para dançar com Gina e ignorar os presentes. Precisava de alguns minutos para acalmar-se e esperar que outras partes de seu corpo voltassem ao normal.

Aquele beijo em público o abalara profundamente… E diante da toda cidade! Havia perdido a noção de tempo e espaço. Se ela não o houvesse afastado de si, ele nem sequer ousava pensar no que poderia acontecer.

— Draco, eu não fazia idéia dessa festa — Virginia murmurou. — Juro que não sabia. O sussurro quente em seu pescoço estimulou os efeitos que ele tentava reprimir. Na tentativa de apaziguar o desejo, Draco concentrou-se nos passos de dança que Pansy o havia ensinado.

Notou que Gina o acompanhava com extrema naturalidade.

— A notícia viria à tona cedo ou tarde, em especial nesta cidade. Ao menos, agora não precisamos nos preocupar em manter segredo.

— Porque todos já sabem. — ela fechou os olhos. — Sinto muito.

Ele sorriu para outro casal, era Luna e outro homem, que dançavam e ousou outro passo. Mais uma vez, Gina o seguiu, como se houvessem ensaiado durante meses.

— Não precisa se desculpar. Queríamos apenas convencer suas tias, certo? Depois daquele beijo, eu diria que fomos muito autênticos. Não acha? — Ele riu. — Para os que desconhecem a farsa, garanto que acreditaram ser real.

Esperando ver a reação dela, ele a fitou. Embora não soubesse porquê, ficou desapontado quando Gina virou o rosto.

— Já lhe causei tantos problemas — ela continuou.

— Pare de se preocupar. — Draco irritou-se porque ela não se referiu ao beijo. — Relaxe e aproveite a festa.

— Você não entende. Quando se trata de minhas tias, não consigo relaxar. Elas são perigosas.

Convencido de que precisava manter as aparências, Draco apertou-a contra si. Sentiu-se gratificado por tê-la nos braços e adorou o modo harmônico como dançavam. Empreendeu um passo mais complicado, certo de que ela tropeçaria e, dessa forma, obteria uma desculpa para trazê-la mais perto de si. No entanto, Gina dançava com a desenvoltura de uma bailarina e, na verdade, nem parecia notar.

Ele sempre impressionava as mulheres com as quais dançava. Aflito, tentou lembrar-se de outros movimentos que Pansy lhe mostrara, mas já havia utilizado todos.

De súbito, Gina ficou tensa.

Os olhos castanhos estavam arregalados, e havia uma expressão de horror no rosto dela.

— O que foi? — Draco seguiu o olhar apavorado de Gina. O homem que estava dançando com Luna, de camiseta e calça preta, com os cabelos penteados para trás, sorria para ela. — Colin — Virginia sussurrou.

— Quem é Colin? — Draco encarou o homem. Colin era um nome familiar.

Gina já se precipitava na direção oposta ao homem.

— Sabia que elas não iriam se contentar com a festa apenas. Preciso ir embora.

— Como assim? — Antes de segui-la, Draco voltou a encarar Colin. — Quem é esse homem?

— Não posso explicar agora. Desculpe, mas…

— Gina! — Muriel surgiu de repente. — Enfim a uma surpresa para você. Colin está aqui.

— Não, tia, por favor — ela implorou. — Não faça isso.

— Pelo amor de Deus, Gina, o que há com você? As famílias Creevey e Weasley sempre se apresentam nas festas, e o convidado de honra é a estrela. Sabe disso. Vamos, querida.

— Não posso — ela retrucou desesperada. — Faz muito tempo. Não… recordo-me.

— Bobagem — Muriel disse, com desdém. — É como andar de bicicleta. Você vai se sair bem. Agora vá se trocar.

Gina olhou para Draco com olhar suplicante. Ele queria salvá-la, mas não sabia como. Resignado, acenou quando Muriel arrastou-a ao escritório dos fundos.

Será que ela cantaria? Tal talento fazia parte do perfil da família, mas, a despeito das vozes afinadas de Ariel e Muriel, Gina talvez não fosse abençoada com esse dom e por isso sentia-se envergonhada. Um pequeno show seria divertido, ele concluiu sorrindo.

Não havia problema no fato de Gina não ser uma artista. Seria uma oportunidade para ela descontrair um pouco. O sorriso se desfez ao divisar Colin.

Quem era ele, afinal? Um cantor? Draco não gostava disso, e recusou-se a tentar adivinhar o que ela viria a fazer com o homem.

Pegou uma cerveja que a garçonete trazia na bandeja e tomou um longo gole. Ora, se não pretendia casar-se, podia aproveitar a festa. Estava ansioso.

Pelo bem de Ginny, Draco esperava que ela soubesse cantar.

— Já perdeu sua noiva? — Pansy apareceu de súbito.

— Por que não me falou dessa festa?

— E estragar a brincadeira? Por que eu faria isso? — Pansy sorriu. Aquele sorriso doce não afetava os irmãos, mas era capaz de entorpecer os homens. Pansy o abraçou pela cintura. — Se não o conhecesse bem, Draco, eu diria que tem uma queda por Gina. A menos que seja comum beijar sua secretária com tanta empolgação.

— Foi uma encenação, Pan. Ela é minha secretária e nada mais. Aliás, ela me disse que não me vê de outra maneira.

— Que maneira?

— Você sabe. — Draco irritou-se. — Ela me vê como patrão. Uma relação profissional.

— Sei! — Os olhos de Pansy brilhavam. — A julgar pelo modo que ela o olha e o beija, acredito mesmo que seja estritamente profissional.

— Correto. — Draco fez menção de tomar a cerveja, e diante do comentário, deteve-se. — De que jeito ela olha para mim?

— Como se quisesse cobri-lo de chantilly e comê-lo por inteiro — Pansy disse, rindo. — Em apenas uma mordida.

A imagem o entusiasmou, porém, reprimiu um sorriso.

— Não seja ridícula. Trabalhamos em plena harmonia.

— E também sabem dançar. Ao menos, ela sabe — A morena zombou.

— Não tem de alimentar seu "suposto" noivo, como uma boa esposa deve fazer? — Sua irmã começava a deixá-lo nervoso.

— Meu alvo não é meu noivo esta noite. — Pansy fez com que Draco cuspisse a cerveja.

— Realmente não preciso saber de sua vida sexual.

— Vim só te avisar pra depois você não se escandalizar.

— É o Potter? — Ele perguntou.

— Mas como? Perguntou surpresa.

— Desde o soco. Era óbvio que tinha algo a mais.

— Me deixa em paz, Draco. Não tem nada demais. Só sexo! Sexo muito bom! — Ela frisou para irritá-lo.

E em seguida saiu.

Por que a ruiva demorava tanto?


As luzes se apagaram, e Luna subiu no palco.

Colin surgiu na plateia, e Draco o encarou, prestes a atacá-lo.

— Cante uma canção, Luna — Jack Malfoy pediu.

— Mais tarde, Jack — Luna lhe deu uma piscada, fazendo Blaise bufar. — Por enquanto os holofotes estão focalizados em Draco e Gina. Como minha prima ainda está se arrumando, vamos começar com o noivo.

Começar com o noivo? Draco ficou paralisado. Sentiu a garganta seca.

O que deveria começar? Seus irmãos de repente apareceram e o empurraram em direção ao palco. Luna o conduziu pela mão. A multidão o encorajava.

— Como não conhecemos os talentos de Draco— Luna prosseguiu —, Minhas mãe e tia pediram aos irmãos dele que escolhessem sua canção favorita. Quando lhe entregaram um microfone e puseram-lhe óculos escuros no rosto, Draco resolveu matar os três irmãos, devagar e dolorosamente.

Uma antiga balada ecoou pelo Bar.

Draco fuzilou com os olhos os irmãos e Harry que se postaram à frente do palco.

Era evidente que se divertiam à sua custa.

Draco suspirou.

A pobre Gina seria obrigada a passar pelo mesmo vexame, então por que não brincar?

Ele ergueu o microfone… Esquecera alguns trechos da letra, no entanto, arriscou certos acordes. A platéia, arrebatada, incentivava-o. Os irmãos e Harry riam a valer, e Pansy meneava a cabeça. Draco admitiu a si mesmo que havia apresentado um espetáculo decente quando a canção terminou.

Ariel bateu palmas, pegou o microfone e convidou-o a retirar-se do palco. Uma melodia familiar soava pelo salão,

Draco não a reconheceu de início.

As luzes se apagaram.

— Agora, senhoras e senhores… — Ariel colocou-se no canto do palco.

— apresentamos Virginia Weasley e Colin Creevey, eternos parceiros de palco.

1, 2, 3 Vai (Ciara)

Sexo (Ciara)

Aqui vamos nós (fale comigo)

O volume da música aumentou.

Draco enfim reconheceu-a .

Seu toque é tão mágico para mim

Faz as coisas mais estranhas acontecerem

O jeito que você reage a mim

Eu quero fazer algo que você não imagina

Imagine se tivesse milhões de mim falando desse jeito sexy para você

Você pensa que consegue aguentar, garoto

Se eu te apertar eu vou precisar que você faça o mesmo.

Atônito, ele observou o holofote iluminar a silhueta de uma mulher.

Ficou boquiaberto.

Vestida com uma calça preta justa, jaqueta de couro e sandálias de salto alto, Gina permanecia estática enquanto a canção prosseguia.

[Ciara] Baby mostre-me, mostre-me

Qual é seu truque favorito que quer usar em mim

E eu serei voluntária

E eu estarei fluindo e indo

Até todas as roupas desaparecerem, e só sobrarem os sapatos

Oh, baby

Collin encontrava-se diante dela, com as mãos no peito e a letra da música dizia que as roupas desapareceriam. Ele dançava impressionantemente bem.

A noite toda mostrando, apenas você e a multidão

Fazendo truques que você nunca viu

E eu aposto que posso fazer você acreditar

Em amor e sexo e magia

Só me deixe guiar seu corpo ao seu redor

Eu aposto que você sabe o que eu digo

Porque você sabe que eu posso fazer você acreditar

Em amor e sexo e magia

Foi nesse instante que Gina se moveu.

Primeiro os quadris, depois os ombros e caminhou até Colin.

Apontou o dedo para ele.

Os cabelos ruivos estavam armados, os lábios vermelhos de batom e os olhos maquiados.

Virginia? Não podia ser.

Nem tudo é o que parece

Eu acenei as mãos e peguei você

E você se sente tão leve quando me dá assistência

Mas agora é minha vez de te assistir

Eu não vou te parar

Se você quer agarrar meu pescoço

Falando daquele jeito sexy comigo

Apenas faca o que eu te ensino, garota,

Quando eu te der meu coração eu preciso que você faça o mesmo

Ela era tímida… e doce… e pudica.

Aquela mulher era um arraso, total e absoluto.

Quando ela tirou a jaqueta de couro e jogou-a no chão, Draco sentiu o sangue borbulhar.

Baby mostre-me,mostre-me

Qual é seu truque favorito que quer usar em mim

E eu serei voluntária

E eu estarei fluindo e indo

Até todas as roupas desaparecerem, e só sobrarem os sapatos

Oh, baby

A blusa justa e decotada deixava pouco à imaginação.

Gina cantavar, alto e claro, dizendo necessitar de um homem.

Collin a perseguia pelo palco e então ajoelhou-se diante dela. Gina confessava com sua voz afinadíssima que precisava de um homem que a satisfizesse.

(Uuuuh)

A noite toda mostrando, apenas você e o relógio

Fazendo truques que você nunca viu (Uuuuh)

E eu aposto que posso fazer você acreditar

Em amor e sexo e magia

Só me deixe guiar seu corpo ao seu redor

Eu aposto que você sabe o que eu digo (Uuuuh)

Porque você sabe que eu posso fazer você acreditar

Em amor e sexo e magia (Aaaah)

Cada homem no bar urrava e assobiava, incluindo os irmãos Malfoy.

Draco os teria esmurrado se não estivesse tão interessado no desempenho e na figura inusitada de Gina.

No instante em que deslizou as mãos ao longo das curvas do corpo e se insinuou para Coliin, Draco apertou a garrafa de cerveja com tanta força que receou quebrá-la.

Esta é a parte em que nos apaixonamos...

Ooohh

Vamos devagar, então nos apaixonaremos...

Ohhh (Mas não pare o que está fazendo em comigo)

O show continuou e efervesceu quando Collin a levantou e Gina passou as pernas ao redor da cintura dele.

A noite toda mostrando, apenas você e a multidão

Fazendo truques que você nunca viu

E eu aposto que posso fazer você acreditar

Em amor e sexo e magia

Só me deixe guiar seu corpo ao seu redor

Eu aposto que você sabe o que eu digo

(Você sabe o que eu digo)

Porque você sabe que eu posso fazer você acreditar

Em amor e sexo e magia

Draco queria matar aquele sujeito.

A noite toda mostrando, apenas você e a multidão

Fazendo truques que você nunca viu

E eu aposto que posso fazer você acreditar

Em amor e sexo e magia

Só me deixe guiar seu corpo ao seu redor

Eu aposto que você sabe o que eu digo

(Você sabe o que eu digo)

Porque você sabe que eu posso fazer você acreditar

Em amor e sexo e magia

No final, Gina e Collin agradeceram, e a multidão tornou-se selvagem, pedindo bis.

Gina sorriu e acenou como se estivesse familiarizada com a representação.

Quando, enfim, ela avistou Draco o sorriso desapareceu.

Recuou alguns passos e fugiu do palco.

Eu te vejo na pista

Vamos lá garota

(em amor sexo e magia)

Eu te vejo na pista

(você sabe o que eu quero dizer)

Vamos lá garota

Eu aposto que posso fazer você acreditar em amor e sexo e magia

Eu te vejo na pista

Vamos lá garota

Cerrando os dentes de nervoso, ele a seguiu.

n/as:Sim, galera! O Colin é gay! Era só uma forma que as meninas encontraram de evitar que as tias se metessem na vida delas. E o que acharam do showzinho da Gina?
Tenho notícias quentes: próximo cap, cenas fortes! Aguardem
E please deixem comentários dizendo o que axaram do cap
A musica é Love, sex, magic da Ciara com o Justin Timbarlake.

Agradecimentos a: Schaala ( em sua homenagem, botamos um beijinho da Luna e do Blaise, Rony e Mione só nos próximos, brigadão por comentar) Kandra ( valeu mesmo Kandra por gostar dessa fic *.*, e a gente promete soltar o próximo cap em breve.) Isa Potter ( kakaka! Valeu mesmo pelo elogio, eu e a Karol estamos nos esforçando pra fazer o melhor, e sim! O Tom vai dar o ar da graça! Brigadão por comentar, não demoraremos a postar o próximo) Bah Malfoy Black ( os Malfoys machos são amigos do Harry, então não achei justo acabar com uma amizade, e a Pan tinha dívidas a serem aceitadas com o Potter, a final o que a Mione tava fazendo só de lençol na casa dele? kaka! Respostas nos proximos cap, bjos linda e obrigada pelo review!) Lari Lestrange ( então... Eles perderam o controle muuuuito em breve! E mais informações de Pansy, Harry e companhia, só no capitulo 13, porque o próximo é só D/G hehehe! Fica a dica do que pode acontecer, valeu por comentar)

Mais uma vez obrigada a todos e todas, e please deixem seus comentários

Bjos!