N/A:E me desculpem mesmo se eu demoro muito a atualizar, mas é que eu não consigo pensar muito em Inuyasha ultimamente. o.o Não quer dizer que eu vá abandonar a fic, eu vou escrevê-la até o fim, mas vai demorar um pouco entre as atualizações… sorry :'(

N/A²: O Sesshou é da Kagura! (foge das fãs raivosas de Sess/Rin) Pessoas, a Rin é criança, é humana, é quase uma filha adotiva do Sesshou! Ele combina com uma youkai fria, poderosa e linda como a Kagura, isso sim! (superfã dos dois juntos 8D)

Nossa... eu nem mencionei a mãe da Sango, né? Mas ela tem mãe, gente. No anime podia até não ter, mas aqui tem.


'Ah, Inuyasha! Até que enfim te achei!'

Inuyasha fechou os olhos e suspirou, muito cansado. Oh, céus, Houjou o tinha descoberto… só porque ele estava querendo evitá-lo hoje! 'Hum, oi, Kenji,' disse ele quando o outro entrou em seu campo de visão. Nem se preocupou em fingir um sorriso, sabia que Houjou não precisava de alguém simpático para ter uma conversa.

E o sorriso daquele animal estava tão radiante que valia pelo dele também.

'Oras, que cara é essa? O dia está lindo hoje, larga essa carranca!' Houjou cantarolou, dando-lhe um tapinha amigável nas costas e sentando-se na carteira à frente dele.

'Hmph,' fez o hanyou, dando de ombros. 'Não sei por que você tá tão animado assim, hoje tem prova de literatura e eu não sei p… nenhuma.'

'Não diga palavrões, Inuyasha,' disse Miroku, aparecendo (Inuyasha revirou os olhos). Colocou a mochila na carteira ao lado dele e sorriu para Houjou. 'Bom-dia, Houjou-san.'

'Olá, Sato-san!' respondeu ele, alegremente. O sorriso de Miroku não diminuiu e ele lançou um olhar breve e significativo para Inuyasha.

'Ué, por que está tão feliz? Se é que posso perguntar,' disse Miroku, fingindo educação, pois afinal, Houjou não era seu amigo do peito.

'Dá pra perceber?' perguntou Houjou, surpreso mas satisfeito. Não, retardado, você só tá praticamente brilhando, Inuyasha teve vontade de responder, mas a cara de Houjou lhe dava preguiça. 'É que nesse sábado eu tive um encontro,' sussurrou ele, conspiratório, para Miroku.

Oh, que glória, pensou Inuyasha. Ele estava definitivamente sem paciência hoje. Desde quando tudo que Houjou lhe dizia parecia tão irritante?

'Sério? Que ótimo, Houjou-san!' disse Miroku, e ele fingia entusiasmo educado tão bem que devia estar numa novela. 'Quem é a felizarda, hein?' Como se ele não soubesse…

'Ela… ah, acabou de chegar!'

Os dois ouvintes viraram a cabeça na mesma hora para a porta. Kagome e Sango estavam entrando na sala de aula, e a primeira estava claramente procurando por alguém com os olhos. Houjou acenou entusiasticamente para ela, e, tão logo ela o achou, abriu um sorriso tão grande quanto o dele.

'Kenji-kun! Bom dia!' disse ela, lá do outro lado da sala, acenando para ele também.

'Bom dia, Kagome-san!' respondeu ele. Inuyasha arriscou-se a olhar de volta para ele e se arrependeu; cara de apaixonado doentio lhe dava ânsias.

'Ah, bom, achei que estava falando da Nakamura,' mentiu Miroku, estreitando os olhos. 'Mas já que não é ela, com licença, vou fazer um social.'


É difícil evitar uma pessoa, quando essa pessoa fica na mesma sala que você por sete horas. Ah, sim: à tarde também, três vezes por semana. Ele parecia que estava em todo lugar que ela fosse; quando ela saía da sala para ir, sei lá, beber água – lá ia ele atrás, e sempre tentava puxar assunto com ela.

E o pior é que o papo dele era interessante. Por menos que ela quisesse, por mais que ela respondesse com grunhidos e monossílabos, em pouco tempo ela se via engatada numa conversa civilizada com ele. Civilizada e animada, diga-se.

Ah, como ela queria ser imune àquele cara! Devia haver vacina pra esse tipo de coisa! Ela bem que tentava evitá-lo, despistá-lo… mas então constatou, horrorizada, que não se importava em estar perto dele.

Ele a tinha – qual é a palavra? Uma palavra bem forte – contaminado!

'Sango! Que falta eu senti do seu olhar assassino! Sei que você o guarda só pra mim,' disse Miroku, postando-se diante dela com as mãos nos bolsos. Sango lançou-lhe justamente o olhar assassino.

'Bem, você devia gostar, já que é uma exclusividade sua,' replicou, ácida.

'Eu gosto. Porque sei que, eventualmente, vai evoluir para um olhar amoroso,' disse ele, sedoso.

'Nos seus sonhos!' ela respondeu, automaticamente, o calor lhe subindo às faces na mesma hora. 'Não sei por que você insiste tanto. E sabe de uma coisa? Não gosto de homens míopes!'

'Não sou míope,' retorquiu ele, sorrindo, empurrando os óculos mais para cima. 'Sou hipermétrope.'

'O que quer que seja,' murmurou ela, irritada. Notou discretamente que, para sua felicidade, ninguém ao redor dela estava assistindo. Nem mesmo Kagome, muito ocupada com Houjou. Ótimo; não queria abelhudos se metendo em sua vida pessoal.

Espera aí.

Desde quando Miroku era parte de sua vida pessoal?

Nota mental: pensar duas vezes antes de pensar.

'Nossa, Sango. Por que você é tão hostil comigo?' perguntou Miroku, subitamente mudando de tom. De insinuante para melancólico. 'Eu tento ser o mais simpático possível com você, tento te agradar, e você só me dá patadas.'

Bem, aquilo a pegou de surpresa.

'Eu… não gosto da sua insistência,' Sango tentou soar displicente, mas só conseguiu soar tímida. Não esperava que ele realmente ficasse magoado com o que ela lhe dizia o tempo todo… achava que era algo natural e previsível.

Miroku deu um suspiro conformado, erguendo uma mão aos cabelos presos. 'Certo, não vou mais insistir, então,' disse ele, e virou-se para voltar para sua carteira. 'Sinto muito.'

Ela ainda se repreenderia por muito tempo por não ter conseguido responder nada.


Durante toda a prova Kagome sentiu-se estranha. Como diria… sentia um treco esquisito na nuca. Sim, um treco. Como as patas de uma aranha andando suavemente pela pele dela. Complicado explicar… mas ela sabia o significado: alguém estava olhando para ela.

Estava olhando demais para ela, mais do que o devido e o decente.

E ela ficou olhando para trás a aula inteira, por conseqüência. Tentando descobrir quem diabos a estava encarando. Mas não deu muito certo; não flagrou ninguém, apenas fez com que o professor pensasse que ela estava tentando colar. Imagine só! Ela, que nunca havia colado na vida, ainda mais em literatura, que era a coisa mais fácil do universo.

Por um tempo pensou que talvez fosse Houjou, mas depois se deu conta de que ele estava algumas carteiras à sua frente – ou seja, não poderia estar olhando para ela por trás. Aquilo estava começando a ficar arrepiante…

Quem podia ser? Estavam todos tão concentrados em suas provas. Ela também deveria estar, como era o correto, mas aquela aranhinha metafórica em sua nuca não a deixava em paz.

Seu reino por um inseticida metafórico.

Arriscou-se a olhar para trás mais uma vez, aproveitando que o professor havia se voltado para o quadro para escrever um recado (algo sobre o próximo livro que eles teriam de ler), e tentou perceber quem parecia aéreo o suficiente para estar olhando para ela.

Sango, que estava logo atrás dela, não era. Estava escrevendo como louca.

Ayame também não era, pois olhava para sua prova determinada em entender seus enunciados. Pobre Ayame, tinha terror àquela matéria…

Miroku estava lá na frente, como Houjou.

Os outros alunos ou tinham cara de desespero ou de frustração ou de concentração. Ninguém parecia muito interessado nela…

Mas tinha um indivíduo – que equilibrava a caneta entre o nariz e o lábio superior, como se tivesse solenemente desistido de fazer a prova – completamente distraído. Um indivíduo de cabelos alvos caindo nos olhos e nos ombros, orelhas muito características e olhos cor de ouro que já a haviam assustado tempos atrás, e que agora fitavam decididamente o teto. Talvez decididamente demais.

Ah, não.

Não ele. Não Inuyasha, pelos deuses.

Podia muito bem não ser ele, certo? Ela podia estar imaginando coisas!... Ele poderia só estar olhando o teto porque se encantava com a… brancura… do teto. Sim, não necessariamente era ele.

Mas podia ser ele.

Ela já se sentia desconfortável o suficiente perto dele! Por que ele estaria olhando para ela, tão de repente? Ele queria encarar? Ela podia encará-lo a qualquer hora! Era só ele fechar os olhos que ela tinha todas as chances de enfrentá-lo de frente… pois aqueles olhos dele a desarmavam.

E pensar que poderia ser Inuyasha que estava causando aquela aranhinha dançar em sua nuca era perturbador demais. Ah, céus, façam-no parar, pensava ela, entrando em crise. Eu só quero fazer minha prova…

Mas ele era teimoso. Ou não tinha mais o que fazer. E continuou olhando para Kagome.


'E aí, Yasha, gabaritou a prova?' perguntou Kouga na hora do intervalo, emparelhando com ele na fila da cantina. Tinha um sorriso muito sádico no rosto (as façanhas de Inuyasha em literatura não eram novidade para ninguém, a essa altura).

Inuyasha rosnou. 'É, desgraçado, ria da minha ruína.'

'Já estou rindo! Ha, ha, ha – tá ouvindo?' disse o lobo, e disparou a rir de verdade. Inuyasha continuou olhando resolutamente para a frente. Kouga parou de rir, estranhando. 'Ué, não vai reagir?'

'Vai se danar, Kouga,' retrucou Inuyasha, cortante. 'Não tô com paciência pra brigar hoje.'

'Isso sim é uma novidade,' disse o outro, impressionado. 'Se não fosse algo muito boiola de se fazer, eu colocaria a mão na sua testa pra ver se tu tá com febre. Tá doente, sujeito?'

'Heh, talvez seja isso,' Inuyasha riu sem emoção. Fez seu pedido, pagou, pegou e foi embora, deixando Kouga falando sozinho.

'Ei, eu não aprecio ser ignorado, Yasha! Não vá simplesmente saindo assim—'

'Eu saio assim quando eu quiser, lobo fedorento!'

'Ah, cachorrinho infeliz, quer levar um soco?'

'Lobinho, isso tudo é falta do que fazer? Porque, se for—'

'Pra sua informação, eu sou um cara cheio de obrigações—'

'—se for, tenho uma sugestão pra você: tente morder o cotovelo. Vai te manter ocupado!'

Dali a pouco, estavam os dois na sala da coordenação (felizmente não tinham tido tempo de se escalpelarem), encarando a pobre, pobre Watase-san. A mulher tinha uma cara que chegava a dar pena; estava obviamente muito estressada. Mas os dois brigões não estavam nada preocupados com a saúde psicológica dela.

'Céus,' disse ela, preenchendo, cheia de pesar, a terceira folha da ficha de ocorrência de Kouga. 'Como vocês são cansativos. Fico imaginando os pais de vocês…'

'Minha mãe me adora, se quer saber,' comentou Inuyasha, examinando interessado uma unha pontiaguda no dedo indicador. 'Só meu irmão que não vai com a minha cara.'

'É, seu irmão deve ser um cara muito mais foda que você,' disse Kouga, fazendo bolas de chiclete.

Inuyasha olhou-o de esguelha. 'Acha mesmo? Se quiser posso te arranjar um encontro com ele. Aposto que é farinha do mesmo saco, se é que me entende…'

'Você tá muito saidinho pro meu gosto, hoje!' berrou Kouga, levantando-se de repente e derrubando a cadeira no processo.

'Meninos, meninos, parem com isso!' exclamou uma aterrorizada Watase-san, quando Inuyasha também se levantou e os dois pareciam prontos a começar a brigar de novo.

Alguém bateu na porta duas vezes. 'Com licença?'

Os três voltaram-se para a porta.


Enquanto esses acontecimentos muito interessantes aconteciam, o telefone tocava insistentemente na casa dos Nakamura. Aiko, a mãe de Sango, xingou baixinho por ter que interromper seu precioso banho para atender ao aparelho idiota – será possível que a pessoa do outro lado não podia esperar alguns minutos e ligar depois?

'Alô!' disse ela, irritada, pingando água para todo lado (a toalha não enxugava muita coisa).

'Aiko!' veio uma voz feminina apressada do outro lado da linha. 'É urgente! Ele sumiu e só agora eu percebi, só deixou um papelzinho dizendo "tchau", preciso da sua ajuda, aliás, você não! Chama o Takeru aí pra mim—'

'Ei, ei, espera!' disse Aiko, por reflexo. Não tinha conseguido absorver uma palavra sequer. 'Antes de mais nada – cunhadinha, é você?'

A mulher ao telefone bufou exasperada. 'Lógico que sou eu, criatura! Quem você esperava, o Buyo?'

'Não posso dizer que vocês não se parecem,' murmurou Aiko, tentando ajeitar a toalha contra o corpo. Nessa horas que ela se arrependia de não ter um telefone sem fio… o que ela não daria para ir trocar de roupa… 'Mas o que foi, Kasumi, enlouqueceu? Repete tudo de novo, você fala muito rápido quando tá histérica.'

'Limpa bem os ouvidos dessa vez, tá? Ele. Sumiu. Preciso. Da. Ajuda. Do. Takeru.'

Aiko piscou algumas vezes; Kirara miou ali perto, querendo comida. 'Quem sumiu?' perguntou ela, confusa.

'O vovô, oras!'


O hanyou, o youkai e a humana fitaram o velho à frente deles. Era um senhor de cabelos brancos num rabinho de cavalo e a parte de cima da cabeça totalmente careca, os olhos grandes e desproporcionais ao resto do corpo, a pele enrugada, e ele vestia-se com vestes tradicionais e entediantes. Tinha também um grande par de bigodes grisalhos debaixo do nariz pontudo.

No geral, parecia com algo que uma pessoa inspirada e irônica havia desenhado para caricaturar o professor de física.

'Quem é o velhote?' perguntou Inuyasha à Watase-san, que parecia tão curiosa quanto ele.

'Não sei – quero dizer, tenha respeito pelos idosos, Mitsunaga-kun!' disse a mulher, aguda e agitada. Aproximou-se do velho. 'B-bom dia, senhor, em que posso ajudá-lo?'

Kouga fez uma cara cômica por trás dela, e imitou-a murmurando 'em que posso ajudá-lo?' em falsete. Inuyasha escondeu uma risada, mas o velho não achou tão engraçado.

'Ah, se fosse neto meu – ajoelhar no milho não seria suficiente!' grasnou ele numa voz rouca que combinava perfeitamente com sua aparência.

Kouga piscou, surpreso. Watase-san olhou de um para o outro, tentando entender o que havia acontecido e que ela não havia entendido.

'Quer tentar, vovô? Vamos ver se você consegue me castigar!' rosnou Kouga, mostrando as presas ameaçadoramente.

'Sabia, são todos selvagens,' o velho quase cuspiu, cheio de asco. 'Animais. Bestas! Sabia que não devia ter deixado o irmão da minha nora me persuadir – minha neta não fica aqui mais nem um minuto!'

'M-mas senhor, quem é sua neta?' perguntou Watase-san, tentando não entrar em pânico.

O velho olhou-a de cima a baixo, e de volta para cima. 'Meu nome é Shun Higurashi. É isso que quer saber?'

Inuyasha arregalou os olhos, antes mesmo que Watase-san.


'Mas como você perde um velho minúsculo e encarquilhado daquele, Kasumi? Sua incompetente!'

'Não é de você que eu mereço ouvir isso! Quero falar com o meu irmão!'

'O Takeru tá trabalhando, que é o que você devia estar fazendo agora!'

'Ah, é? E você, senhorita boa-vida, também não devia?'

'Eu estava me arrumando exatamente para ir trabalhar, mas você me atrapalhou, como sempre!'

'Ah, pois sim! Presumo que esteja indo rodar bolsinha na esquina, não é?'

'Aaaaah, sua vaca desgraçada!

'Sua vadia imbecil e fora de forma!'

'Se você estivesse aqui na minha frente, ia levar tanto tabefe—'

'Eu ia te arrancar essa peruca que você chama de cabelo, isso sim!'

'GRRR!'


Quero dizer à sexualmente-sexygirl que vi sua review (ou, devo dizer, flame), percebi que não tinha nada a acrescentar, e deletei-a sem qualquer remorso. Estou certa que seu vocabulário é muito mais amplo do que "tah podre ehm". Tá? Seja feliz:)

Ah, sim, Lauriel! Fui reler sua review hoje, antes de atualizar, e quando vi "será que dá pra atualizar antes do mês de julho", tive um acesso de riso! 4 de julho, e cá estamos nós! Acho que meu inconsciente resolveu ser pirracento com você... xD

Tamos fora da Copa! (comemora) Calma, calma, antes de quererem me matar... mas é melhor perder que continuar vencendo daquele jeito vergonhoso. Sinceramente, aquela seleção não merecia ir pra final -- como disse minha ilustríssima mamãe, é melhor nadar, nadar e morrer em alto mar do que na praia. (adoro minha mãe!)

--> Zu