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Autora: Lisa Plumley.
Título original: My best friend's baby.
Essa história não me pertence. Estou apenas a postando no universo de Card Captor Sakura.
CAPÍTULO XI
Festas-surpresa nunca foram seu forte, pensou Sakura quando voltou a si e se viu sentada na cadeira de honra da casa de Syaoran, toda decorada com balões coloridos e línguas-de-sogra. Graças a Deus, aquela surpresa impediu-a de fazer uma grande tolice. Talvez um erro desastroso. Dizer a verdade a Syaoran. Talvez ela não precisasse fazer aquilo, pensou enquanto observava Syaoran circundado pelos amigos e familiares. Talvez eles devessem continuar assim... Bons amigos como sempre foram. Teria de se conformar com o que a vida lhe reservara. Mesmo sem a casa com varanda e o quintal com cerca branca, e sem o anel no dedo, acharia um jeito de ser feliz para sempre ao lado do filho e do homem que amava. Afinal, um homem que se dava ao trabalho de proporcionar-lhe um chá-de-bebê surpresa como aquele, não poderia ser tão avesso a crianças.
Do outro lado da sala, a voz de Syaoran chegou até ela.
▬ É isso mesmo – dizia ele a Touya, marido de Tomoyo. – Um acelerador de crescimento. Tenho trabalhado nessa invenção dia e noite.
A seu lado, a mãe de Syaoran batia-lhe nas mãos.
▬ Pobrezinha. Ainda parece um pouco pálida. Mas também com um dia como o de hoje, não é mesmo? Você é a nossa heroína. – informou a senhora, com a concordância de um grupo de mulheres que as circundavam. – Está se sentindo melhor, filha?
Sakura olhou com carinho para a senhora Li. Tinha vontade de aninhar-se naqueles braços rechonchudos e jamais sair. Nunca invejara tanto a família de Syaoran quanto naquele momento, quando estavam ali todos reunidos. Tinha a sensação de fazer parte da família.
▬ Estou bem. – disse em voz alta. E seu filho será pai em breve, pensou ela.
▬ Syaoran nos contou como foi corajosa no banco. – disse Tomoyo. – Parabéns, querida. Eu já estava ficando sem opções de inventar histórias sobre os pretendentes à loja, antes que se decidisse a comprá-la.
▬ Então você sabia que eu a queria?
▬ Claro que sim. Mas sabia também que não aceitaria minha ajuda se eu a oferecesse.
As cincos mulheres da família Li conversavam animadas com as cabeças muito próximas. Fanren inclinou-se sobre a mesa para cortar um pedaço de bolo de laranja que trouxera.
▬ Syaoran diz que Sakura é teimosa como uma mula empacada. – informou Fanren, a Tomoyo, enquanto entregava uma fatia a Sakura.
▬ Por isso é que tivemos de fazer esta festa-surpresa. Ele disse que de outra forma ela jamais concordaria.
▬ Como se Syaoran não detivesse o monopólio da teimosia! – disse Feimei com uma careta, enquanto se sentava no sofá em frente à mãe. – Olhe para este lugar... – disse apontando para a enorme quantidade de vasos de plantas. – Isto aqui até parece uma estufa.
▬ Isso faz parte da última invenção de nosso querido irmão – informou Fuutie. – Ele age como se, de fato, fosse ganhar dinheiro com isso.
▬ Não com o investidor que ele arrumou na Califórnia – comentou Shiefa, lançando um olhar caçoísta ao irmão. – Já imaginaram Syaoran ter de humilhar-se em frente ao conselho de diretores? Esse hobby dele já foi longe demais.
▬ Ele vai sair dessa machucado. – murmurou Fuutie.
Yelan colocou o prato de bolo sobre a mesa e balançou a cabeça.
▬ Alguém precisa falar com ele.
Feimei concordou com um aceno de cabeça.
▬ Não consigo entender por que ele não arranja uma boa garota, sossega e enche a casa de filhos como nós. – ela parou de falar para limpar a boca do bebê que trazia no colo. – O que há de tão errado com isso? Gostaria de saber!
▬ Ele já tem um ótimo emprego em BrylCorp – disse a senhora Li. – O tipo de trabalho que pode sustentar uma família grande do mesmo jeito que o pai e o avô dele fizeram. Gostaria que Syaoran pensasse nisso e parasse com essas invenções sem sentido.
Sakura não pôde agüentar mais.
▬ E o sonho dele! Como podem pedir que desista? Após todas as horas de trabalho árduo e...
▬ Por isso mesmo. Isso deveria provar que talvez ele não seja esse grande inventor que acha que é – interrompeu Shiefa. – Está na hora de meu irmão se dar conta de que a vida está passando por ele enquanto persegue esse sonho impossível.
Sakura encarou-a pensativa. Não admirava que Syaoran trabalhasse com tanto afinco. Tinha de provar a todas elas que era capaz. Tinha de fazê-las acreditar nele. De súbito, ficou contente por não ter acrescentado mais um peso, mais uma obrigação sobre os ombros daquele homem obstinado. Sentiu-se feliz por não ter confessado tudo minutos atrás.
▬ Como pode dizer uma coisa dessas? Nenhuma de vocês tem sonhos?
▬ Psiu! – murmurou Fanren, lançando um olhar furtivo ao irmão. – Ele pode ouvi-la.
▬ Talvez ele devesse ouvir! – disse Sakura em voz alta. – Syaoran é brilhante e criativo. Se trabalhando dia e noite ele conseguir dividir isso com o mundo, acho que deve fazê-lo.
A sala ficou em silêncio. Até o aparelho de CD parou de tocar as músicas natalinas naquele instante. A cabeça de Syaoran voltou-se em direção a elas e a expressão preocupada de seu olhar era algo que Sakura não gostaria de ter visto. Teria ouvido o que acabara de dizer?
▬ Que barulheira é essa? – perguntou ele, aproximando-se.
▬ Viu o que você fez? – resmungou Fanren. – Agora ele vai ficar bravo conosco.
Sakura acenou para ele com um sorriso. Talvez não tivesse ouvido uma palavra do que disseram. Era possível. Com a música alta e toda aquela algazarra.
▬ Nós estávamos apenas disputando o último pedaço de bolo. – informou ela. – Você sabe como são as mulheres.
Graças aos céus ele pareceu acreditar. As mulheres da família Li uniram-se solidárias e começaram a discutir outro assunto.
▬ Oh, vejam – comentou Feimei. – Syaoran colocou na árvore de Natal os presentes que trouxemos para o bebê.
▬ É verdade. Ho, ho, ho. E está na hora de os entregarmos à orgulhosa mamãe. Vamos Touya, ajude-me a pegá-los.
Sakura observava enquanto os dois homens se aproximavam com os braços cheios de presentes.
▬ Esse louco do nosso irmão não deixou que colocássemos os presentes em caixas. Disse que ele mesmo os embrulharia. – informou Shiefa.
Sakura não pôde deixar de rir ao se lembrar do peso de papel que o pai lhe enviara. Dessa vez Syaoran não queria nenhuma surpresa desagradável.
▬ Meu marido também ficou assim meio louco, pouco antes de nosso filho mais novo nascer. – contou Fuutie.
As quatro irmãs riram ao mesmo tempo. Atrás delas, Syaoran franzia o cenho ao encarar um pacote púrpura.
▬ Ele é tão protetor com você e o bebê, que quem o visse acharia que é o pai. – disse Fanren olhando para Sakura.
Pela segunda vez a sala ficou em silêncio. Sakura deu uma sonora gargalhada como se tivesse acabado de ouvir uma piada e enfiou uma garfada de bolo na boca.
▬ Por falar em pai – disse Fuutie, batendo de leve no joelho de Sakura. – Por que não nos conta sobre o seu namorado.
▬ Meu namorado?
▬ É. Conte-nos – sugeriu Feimei. – Adoraríamos ouvir sua misteriosa história de amor.
Sakura esperou com veemência que aquela falta de memória não fosse uma conseqüência da gravidez. Mas, de repente, seu cérebro parecia um quadro em branco.
▬ Yukito, não é mesmo? – disse Fanren, sorrindo. – Conte-nos tudo sobre ele.
•••
▬ Maldição! – Na cozinha, Syaoran batia com a testa na geladeira, enquanto mantinha os punhos cerrados. – Não posso agüentar mais isso, Tomoyo. É Yukito isso, Yukito aquilo...
▬ E o que pretende fazer a respeito? – perguntou ela, entre as habituais baforadas de cigarro.
▬ O que vou fazer?
▬ É. O Syaoran Li que conheço não ficaria de braços cruzados enquanto outro cara rouba a sua garota. – argumentou Tomoyo parando de cortar uma cenoura e colocando as mãos na cintura. – Ele lutaria por ela.
Syaoran lançou-lhe um olhar incrédulo.
▬ Como?
Ele pensou na conversa que ouvira momentos atrás na sala. Pensou na expressão de enlevo das irmãs enquanto ouviam Sakura contar sobre seu misterioso, romântico e amado Yukito. Não tinha o direito de destruir as chances de ela ter uma vida feliz. Mesmo que o bastardo ainda não tivesse dado sinal de vida. Por algum motivo inexplicável, Sakura ainda o amava.
▬ Se você visse os olhos dela enquanto falava daquele marinheiro – resmungou. – E como se ela...
▬ O amasse loucamente. – completou Tomoyo.
▬ Isso mesmo. E o mais estranho de tudo é que eu tenho um sentimento...
▬ Continue.
▬ Às vezes, lembro-me de algumas coisas... – ele passou a mão pelos cabelos. – Coisas... Ah, droga! Não pode ser verdade, Tomoyo, senão...
▬ Senão?
▬ Senão, Sakura não teria...
Um movimento na porta da cozinha fê-lo calar-se. Sakura aproximava-se deles.
▬ Eu não teria o quê? – perguntou ela. O olhar indagador ia do rosto de Syaoran ao de Tomoyo. – Além de ter ficado surpresa e feliz com essa maravilhosa surpresa e por estar sendo tratada como rainha? – sorrindo, dirigiu-se ao balcão da pia e começou a colocar pó de café na cafeteira. – Muito obrigada pela festa, Syaoran. Foi muito gentil de sua parte.
Considere isso como meu presente de despedida, pensou Syaoran, quando estiver nos braços de Yukito.
▬ Por nada, querida. – disse em voz alta. – Acho que até Spinel, Kero, Yue e Ruby estão se divertindo.
▬ Oh, Syaoran, obrigada também pela bebida energética para animais. Foi uma idéia brilhante. Você viu como os bichinhos lambem o líquido felizes da vida, Tomoyo?
▬ Claro que vi. E vejo também que você nos brindará com um de seus cafés especiais.
▬ As irmãs de Syaoran pediram-me para fazer café. – Com expressão radiante, Sakura pegou uma garrafa de licor de Amarula no armário e começou a dispor as xícaras em uma bandeja. Ela olhou por cima do ombro e encarou Syaoran. – Como álcool está fora de cogitação para mim, sua mãe disse que tomaria uma dose por mim.
▬ Essa é a minha mãe! – exclamou Syaoran.
▬ Ei, vou preparar uma dose para você também, se quiser. Gostaria de um pouco de café com licor de Amarula?
E um ombro amigo? Aquele pensamento surgiu em algum recôndito de seu cérebro. Ele a observou com a garrafa na mão, aguardando a resposta dele. De súbito, as respostas para todas as perguntas que vinha se fazendo há meses saltaram-lhe aos olhos. Café, licor de Amarula e um ombro amigo. Aquele era o remédio infalível de Sakura para todas as situações desastrosas que ocorriam na vida dele. Desde uma entrevista de emprego até o rompimento com uma de suas inúmeras namoradas. E meses atrás na noite em que terminara com uma garota...
A noite que passaram juntos cristalizou-se em sua mente, clara como as águas de um lago nas montanhas. A imagem de Sakura deitada na cama... E acordando na manhã seguinte... O sutiã laranja com bolas... Aquele sinal sexy que ela tinha na... Hum... O modo como ela o chamou de querido e sorriu para ele por baixo das cobertas. Ele a teve nos braços e no coração naquela noite. E acordou negando tudo! Que perfeito idiota!
O que dissera mesmo? Diga que isto não é o que parece ser, Sakura. Diga que não me aproveitei de você ontem à noite. Que imbecil! É claro que ela não tinha outra opção senão negar tudo também. Então respondera: Nada aconteceu ontem à noite. Apenas bebemos muitas doses de licor de Amarula, tomamos café, conversamos e lhe ofereci meu ombro amigo para se lamentar.
Maldição! Mil vezes maldição! Mas ela estava errada. Tudo acontecera naquela noite entre eles, inclusive amor. E inclusive um bebê! Como pôde ter sido tão cego? A despeito de todas as provas em contrário, a verdade estava bem embaixo do seu nariz e ele recusava-se a vê-la. Como uma pessoa podia ser tão desligada da realidade? Da mesma forma que esquecera a festa de aniversário de Eriol, o jantar de Ação de Graças da família, o churrasco anual que as irmãs preparavam em companhia dos maridos. Da mesma forma que se tornara um excêntrico obcecado por invenções que trabalhava dia e noite sem perceber que estava deixando a vida passar.
A verdade o atingiu como um raio. O bebê de Sakura era dele também. Ele seria pai dentro de poucos dias. Os joelhos de Syaoran quase se dobraram sob o peso daquela revelação. Ele bateu com a palma da mão na mesa.
▬ O que foi? – perguntou Tomoyo espantada.
Ele iria ter um bebê.
▬ Você quer um café com Amarula ou não? – perguntou Sakura. – Acho que tem o suficiente para todos.
Syaoran filho, pensou ele.
▬ Syaoran? – gritaram ambas como que para tirá-lo do transe.
▬ Você vai me contar toda a verdade junto com o licor? Pois é isso que realmente quero.
As faces de Sakura ficaram brancas como cera, e os dedos apertaram com força o gargalo da garrafa. Não se sentia capaz de encará-lo. Ele aproximou-se dela e arrancou-lhe a garrafa das mãos, tão rápido quanto as mentiras que saíram da boca de Sakura.
▬ Bem, podemos começar pelo dia em que conheceu Yukito. – disse ele.
▬ Y-Yukito? – ela passou a língua pelo lábio inferior e lançou-lhe um rápido olhar. – O que você quer saber?
▬ Quero saber por que não confiou em mim o suficiente para contar-me a verdade.
Sakura recostou-se no balcão, balançando a cabeça.
▬ Quero saber... – continuou ele. – Por que você não me disse que eu sou Yukito. — O tom de sua voz aumentando a cada palavra. – Quero saber por que escondeu de mim que vou ser pai e...
▬ Você é o Yukito? – inquiriu Tomoyo com a voz esganiçada, olhando para os dois ao mesmo tempo.
Ele manteve o olhar fixo em Sakura.
▬ E quero saber também por que não me pediu para ajudá-la desde o início.
▬ Talvez porque desconfiasse que você reagiria da forma como está fazendo agora – retrucou Sakura aos gritos. – Como... como... Um homem!
Syaoran colocou ambas as mãos no balcão, mantendo-a presa entre seus braços. Seus rostos estavam a centímetros de distância. Ele proferiu as próximas palavras bem devagar:
▬ Eu sou um homem e estou prestes a me tornar pai.
▬ Você é Yukito? – perguntou Tomoyo outra vez. Ela balançava a cabeça em sinal de descrença, enquanto acendia outro cigarro sem nem mesmo ter terminado de fumar o que estava em sua mão. – Meu Deus! – exclamou.
▬ Eu tinha o direito de saber! – vociferou ele.
▬ Para quê? Para que abandonasse seus sonhos como todos os homens de sua família fizeram durante várias gerações? Para que fizesse a coisa certa? Para que assumisse o controle e...
▬ É claro, droga! Nós já podíamos estar casados a esta hora. Tudo já estaria acertado para a chegada do meu filho e...
▬ Você não tem obrigação alguma para comigo, Syaoran.
▬ Como pode dizer uma coisa dessas, faltando uma semana para ter o bebê?
▬ Quatro dias. – informou Tomoyo, soltando uma baforada.
▬ Será que você pode ir fumar essa coisa em outro lugar? – gritou Syaoran.
Tomoyo olhou para os dois cigarros acesos, um em cada mão, como se fossem duas cobras.
▬ Desculpe-me. É que eu costumo agir assim sob pressão.
▬ Deixe-me sair daqui – suplicou Sakura. – Tenho de levar café para as pessoas que estão na sala.
Será que ela estava ficando maluca? Ou aquela era a sua maneira de fugir da realidade. Como ousava continuar deixando-o de fora?
▬ Você quer voltar para a festa no meio desta discussão? – perguntou ele incrédulo.
▬ Tio Syaoran! – chamou Eriol, que acabara de entrar na cozinha. – Mamãe quer saber se você vai lá para casa no Natal.
Naquele momento, Fuutie também apareceu à porta.
▬ Não se preocupe – disse Tomoyo. – Parece que a festa veio até nós.
▬ Ela disse que você tinha de trazer palitos. – continuou Eriol. – Centenas de palitos para os enfeites que vou fazer. Veja, eu já fiz até um porta-retratos de palitos. – disse o menino, mostrando ao tio o objeto que trazia escondido atrás das costas.
Aquele gesto atingiu-o como um soco no peito. Quanto tempo teria perdido enquanto seu sobrinho tentava deixar sua marca como inventor? Quantas chances perdera de sentir seu filho crescer dentro do ventre daquela mulher que se recusara a contar-lhe a verdade? Syaoran pegou o porta-retratos do menino no momento em que a cabeça de Fuutie aparecia na porta.
▬ Filho, eu disse para perguntar ao seu tio em outra ocasião. Não vê que ele está muito ocupado agora?
▬ Você quer dizer ocupado brigando com a Sakura? – perguntou Eriol. – Por que vocês estão brigando? Ela é sua melhor amiga e melhores amigos não brigam.
▬ Não aposte nisso! – resmungou Syaoran, encarando a mulher à sua frente.
▬ Eu tentei lhe contar tudo agora há pouco antes de entrarmos, lembra? – disse ela, encaminhando-se para a porta da cozinha, a fim de colocar a maior distância possível entre os dois. – Você não quis ouvir.
Estava tentando fazê-la participar do chá-de-bebê antes que alguém a levasse para longe, pensou ele.
▬ Não quis ouvir? Ah, Sakura isso nunca dará certo entre nós. Não dessa forma.
Os olhos dela se encheram de lágrimas. Os lábios tremeram. Droga, Syaoran a magoara outra vez. Só que dessa vez ele sabia a verdade. Agora seria definitivo. Sakura ergueu o queixo altiva. Sua voz saiu rouca quando falou.
▬ Você não percebeu, Syaoran Li? Que foi por isso que eu lhe escondi a verdade? Porque sabia que nada daria certo entre nós?
Com um último aceno para todos, Sakura caminhou até a porta de saída, com uma das mãos pousadas sobre o ventre. Um instante depois a porta se fechou atrás dela e a casa ficou em silêncio absoluto. O único movimento que houve foi a pequena mão de Eriol segurando a do tio.
▬ Veja dessa forma, tio Syaoran – disse o menino. – Sabe todas as coisas boas que Sakura disse sobre o Yukito? Eram sobre você!
▬ É verdade, garotão. – reconheceu ele, apertando a mão do sobrinho em um cumprimento de homem para homem. – Isso faz todo o sentido do mundo.
CONTINUA
N/A: Tadaima! Sentiram minha falta? Não? Ok. D: Sinceramente... Não tive tanta culpa pela demora desta vez, é que o FF não gosta da minha pessoa e ficava toda hora dando erro quando eu tentava entrar. Preciso levar o meu computador ao um exorcista, ele vive dando problemas anormais. ):
Aleluia! Finalmente o nosso querido e idiota Syaoran descobriu a verdade, hein? Estava mais do que na hora, não achavam? Haha k. O próximo capítulo será o último, por isso, não percam. E, por favor, não esqueçam de comentar.
