Sabadão! E ai vai mais um capitulo pra vcs!
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Beijocas!
CAPITULO XI
POV BELLA
Minhas pálpebras pesavam toneladas, com esforço abri meus olhos e gemi ao reconhecer o lugar. Estava novamente no hospital, com aquela maldita agulha cravada em meu braço, olhei em volta tentando me adaptar a luz, flashes do que aconteceu me invadiram me deixando tonta. Edward, seus olhos, seu rosto molhado como o meu, o beijo, as luzes... Depois disso tudo ficou turvo e... Aqui estou eu novamente, droga! Minha boca estava seca, desta vez haviam outros aparelhos conectados a mim, freqüência cardíaca, pressão, ao tentar me sentar ouvi uma voz conhecida.
- Que bom que acordou, deixe-me ajudar você. – dizia Esme de forma carinhosa.
- Esme? O que faz aqui? O que estou fazendo aqui? - perguntei enquanto ela me ajudava a sentar.
- Estou fazendo companhia pra você, Edward estava aqui há muito tempo, ele nem sequer tirou a roupa da apresentação, foi um custo mandá-lo pra casa. – sorri ao ouvir aquilo.
- Edward esteve aqui?
- Sim filha, não saiu do seu lado, assim como seus primos, seus amigos, sua mãe, mas Carlisle achou melhor deixar um só com você. – explicou colocando meu cabelo pra trás da orelha, me olhava com tanta ternura. - Porque se afastou de todos, filha? Porque o afastou de você?
-É complicado Esme...
- Posso compreender, se confiar em mim? – gostava tanto dela, não poderia mentir, não pra ela.
- Aconteceu muita coisa de uma vez só... Edward estava viajando constantemente e nessa época comecei a passar mal, foi quando descobri que estava grávida. – falei apreensiva, mas por sua reação creio que já estivesse sabendo. – Fiquei apavorada, deveria ter procurado um ginecologista assim que começamos... Você sabe...
- Foi sua primeira vez?
- Sim, ele foi o único, mas como Edward sempre usou preservativo, nem me toquei de ir ao médico, pensei que estivéssemos protegidos... – ela sorriu meneando a cabeça. - Quando vi o resultado do teste de gravidez, não sabia se ria ou chorava... Angie insistia que eu tinha que contar a ele...
- Sua amiga estava certa...
- Mas quando Edward voltou... O vi com ela... - senti minha vista embaçar somente com a lembrança e meu peito ser rasgado novamente. – Eles estavam tão íntimos e acabamos discutindo... Depois vieram as fotos, estava claro que estavam juntos, não havia a menor dúvida. Não conseguia entender o porquê ele fez aquilo comigo? Edward dizia que me amava, porque me traiu?
- Bella...
- Depois ouvi as pessoas dizendo que os olheiros iriam estar nos próximos jogos, meu pai apareceu e achei melhor romper o namoro, mantê-lo longe de mim... Não quero estragar a vida dele por um erro meu...
- Não foi um erro seu e sim dos dois, vocês dois são responsáveis por esse bebê.
- Mas ele tem uma carreira brilhante, tenho certeza que será chamado por uma excelente universidade e um filho agora, só atrapalharia tudo. Além do mais não estamos mais juntos ele tem outra e...
- Quem te disse que ele tem outra?
- Acabei me afastando das garotas, porque sabia que se elas suspeitassem não hesitaram em contar pra ele. – falei ignorando o que disse. – Vou embora com meu pai. – insisti.
- Irá mesmo contra sua vontade filha? Porque sei que não quer ir morar com ele.
- Sei que ele vai surtar, mas tenho esperança de que me deixe ir para Phoenix, posso ficar lá com Harry e Sue. Ele culpa Edward pelo meu comportamento no colégio, disse que é uma má influência pra mim. Além do mais tem as ameaças de James, se eu me for, Edward terá paz para seguir em frente...
- Meu filho te ama, jamais terá paz se o deixar. – falou séria.
- Esme, ele me traiu e...
- Porque não me procurou filha?
- Eu não sei o que fazer Esme? Edward não vai me perdoar pelo meu descuido... Meu pai não vai me perdoar, vai dizer que sou pior que minha mãe... E minha mãe vai dizer que sou louca... Eu... Eu só quero ter meu filho em paz, é a única coisa que me restou dele... Sei que Edward vai me odiar. – ela me abraçou forte e choramos as duas juntas.
- Querida não fique assim, estou aqui Bella... – ela me apertava em um abraço tão gostoso, fraternal. - Fale com Edward, pode se surpreender com ele, meu anjo. – dizia tentando me acalmar.
- Ele não me ama, se me amasse não me trairia com ela... Além do mais no colégio todos dizem que estão saindo juntos e... Não entendo por que me beijou daquele jeito se...
- Edward te ama Bella, ele não está com ninguém, porque meu filho só fala de você e não entende o porquê o deixou.
- Ele vai me odiar. – insisti.
-Não Bella, ele te ama demais pra isso. – voltou a insistir.
- Ele já sabe não é? – ela somente assentiu.
- Carlisle disse no colégio que foi uma crise grave de asma, como no natal, mas sua amiga acabou contando a ele filha, já que você não reagia e Edward estava desesperado, não a culpe por isso. – pediu carinhosamente.
- Jamais, a culpa é minha, eu tinha que ter voltado para Phoenix, quero voltar pra casa, minha avó deixou tudo àquilo pra mim, não preciso do meu pai, nem da minha mãe, preciso pensar em meu filho. – Esme meneava a cabeça negativamente.
- Não fale assim Bella, tem que falar com Edward, ele é o pai do seu filho, tem o direito de conviver com ele, mesmo que não voltem a se acertar, meu filho tem seus direitos sobre a criança. – ela estava certa, mas duvido muito que ele vá me querer de volta e se o fizer será somente pelo filho, não é?
- Ele só esta interessado na criança, não é? – Esme voltou a menear a cabeça.
- Não deixe seu orgulho e sua teimosia afetar seu filho Bella, independente de se acertarem ou não a criança vem em primeiro lugar. Não vai querer que aconteça com ele o mesmo que aconteceu com você, vai? – jamais permitiria isso.
- E o que eu faço? Estou confusa demais.
- Primeiro fale com ele, se me permitir gostaria de ajudá-la, fique conosco, você precisará de acompanhamento médico e de ajuda, para não perder o ano e cursar uma boa universidade. Um filho não a impede disso, deixe-nos ajudá-la a passar por essa fase, independente de ficar com Edward ou não. – mordi os lábios, seria melhor do que encarar tudo isso sozinha.
- Mas e meus pais? Minha mãe vai fazer um escândalo e meu pai não vai aceitar. – ela sorriu e algo naquele sorriso me deu segurança.
- Deixe-os comigo, confie em mim. – disse piscando, ela me abraçou novamente, adorava Esme e ela estava certa, mesmo que eu e Edward não nos acertássemos, nosso filho viria em primeiro lugar. A porta se abriu e meu coração disparou ao vê-lo parado me olhando, ele sorriu ao ouvir o aparelho disparar.
- Vejo que está melhor. – disse vindo em nossa direção. - Oi mãe. – ele a beijou na testa carinhosamente.
- Oi filho. – respondeu saindo do meu lado, indo pegar suas coisas. - Vou deixá-los a sós, vocês tem muito que conversar. – Esme piscou novamente pra mim. - Lembre-se do que eu lhe disse filha e não se preocupe, resolverei tudo. – avisou ao sair.
- Do que ela está falando? – Edward perguntou sentando-se onde sua mãe estava, engoli seco, o que eu diria?
- Logo saberá. – foi o que saiu, ele puxou o ar com força, mordendo os lábios.
- Está melhor? – somente assenti positivamente, evitava olhar em seus olhos, optei por olhar para minhas mãos.
- Porque não me contou? – ele foi direto ao ponto.
- Eu tentei... Mas acabamos discutindo e... Me senti traída...
- Por isso me afastou? – olhei em seus olhos e havia um brilho tão intenso neles, só então notei que estavam marejados.
- Vários fatores.
- Quais? – insistiu.
- Primeiro o fato de você se esbaldar com sua amiguinha Lauren nas comemorações dos jogos... Se era a fim dela, porque me fez acreditar que... Prometeu que nunca me trairia e traiu...
- Não trai...
- TRAIU SIM... ESTAVA AOS BEIJOS COM ELA... EU VI. – acabei perdendo o controle.
- Shhh... Acalma-se, isso não faz bem pra você. – pediu preocupado. - Sei que errei, mas as coisas não são como você pensa. – se defendeu.
- Jessica fez questão de esfregar as fotos na minha cara Edward! Não me venha dizer que estou vendo coisas ou que estou fazendo tempestade em copo d'água, aquela vadia sempre se insinuou pra você e você sempre foi receptivo.
- Eu errei, errei feio! Me deixei levar pela empolgação, havia bebido e cedi! – confessou. – MERDA! – ele afundou o rosto em suas mãos. – Fiz merda e só Deus sabe o quanto me arrependo Bella, porque perdi você... – sua voz falhou. – Eu te amo.
- Se me amasse não ficaria com outra pendurada em você, sua paixão se foi assim que aquela vadia esfregou o rabo em você.
- Não foi assim que as coisas aconteceram. – se defendeu.
- Isso já não me importa mais, quero que você e aquela vadia loira se explodam, odeio você Cullen. – ele mantinha um sorriso idiota na cara. – O que foi? Porque está sorrindo?
- Está com ciúmes Bella? Ainda me ama não é? – cerrei as mãos em punho com vontade de socá-lo.
- Eu te odeio Cullen. – cuspi entre os dentes, tentando inutilmente impedir que as lágrimas saíssem.
- Me ama sim, pude sentir quando nos beijamos no palco. – retrucou ainda sorrindo.
- Não! Não amo, você... – ele me calou com um beijo sôfrego, sua língua invadiu minha boca e a suguei com desejo, minhas mãos foram para seus cabelos e as dele apertavam minha cintura.
- Tem certeza que não me ama? – sua voz estava rouca e sussurrada.
- Nos magoamos demais Edward...
- Fui um idiota, me deixei levar pela empolgação a agitação e a bebida, me perdoa, me da uma chance de provar que podemos dar certo, quero você e quero meu filho. Sei que não vai ser fácil, mas podemos tentar juntos, eu e você. – dizia me prendendo em seus braços.
- Vai estragar sua vida...
- Não Bella, só se deixarmos, estou assustado tanto quanto você, apavorado na verdade, mas podemos superar tudo isso juntos, eu e você, volta pra mim. Me perdoa por ter te magoado.– pedia com tanta intensidade.
- Só está fazendo isso pelo bebê. – minha voz saiu sussurrada.
- Me deixa provar que não, que faço isso porque eu te amo. – insistiu distribuindo beijos pela curvatura do meu pescoço.
- Vai me odiar, e com o tempo vai me trair...
- Não será como foi com seus pais Bella, pode ser como foi com os meus, pense nisso. Faremos nossa própria história, eu, você e nosso filho. – ele acariciava meu ventre. - Me da uma chance, jamais magoarei você meu amor outra vez, me odeio pelo que fiz e me arrependo a cada segundo por ter me deixado levar. – insistiu.
- Mas e os olheiros? Isso pode atrapalhá-lo... Meu pai vai ficar furioso e ainda teremos que enfrentar as pessoas no colégio...
- Você é mais importante que tudo pra mim, você e nosso bebê. Eu te amo e não vou me afastar de você, jamais. Se não me aceitar de volta, vai ter que me aturar. – teimou. - Faremos isso juntos, eu e você, mesmo que não me aceite, enfrentaremos juntos tudo isso, porque eu te amo e vou provar isso a você sua cabeça dura. – sorri com o modo dele falar.
- Olha quem fala. – revidei, ele sorriu me beijando novamente.
Acabei ficando dois dias a mais no hospital, Alice, Rose, Emmett e Jazz vieram me ver, assim como Angie que se desculpou um zilhão de vezes por ter contado. Até meus tios vieram, assim como minha mãe, que fez seu show a parte é claro, disse que Esme gostava mesmo de mim, porque lhe disse poucas e boas. Alice e Rose voltaram sozinhas e contei a elas tudo o que aconteceu e o que Edward me disse.
- O que acham? – as duas se entreolharam.
- O que tem a perder Bella? Ele te ama sua tonta, sei que pisou na bola se metendo com aquela idiota, Jazz me disse que ele vivia bebendo e a cretina se aproveitou disso. Você se afastou dele sem dar explicações e ele meio que surtou.
- Mas ele me traiu antes...
- Não, ele deu espaço sim pra ela, ficavam juntos nas festas, mas nunca havia rolado nada, deixa rolar e vê no que dá. Afinal vocês se amam, então porque não curtem o filho de vocês e mandem o resto as favas. – disse minha amada priminha.
- Isso é verdade e ninguém mais duvida disso, não depois da apresentação de vocês, não se fala em outra coisa no colégio, no quanto são apaixonados e em como ele olhava pra você, as garotas ficam suspirando ao contar. – Alice dizia empolgada.
- Então gostaram?
- Se gostaram, Tom está em êxtase, disse que foi perfeito! – emendou Rose, antes de voltar ao colégio, nos reuniríamos na casa de Edward com os meus pais.
POV EDWARD
Sabia que ela me amava, só estava magoada, assustada e perdida, minha mãe estava certa. Por falar nela, me surpreendi com dona Esme. O modo como tomou as rédeas da situação, colocou Renée em seu lugar e marcou uma reunião com o pai de Bella. Estava disposta a cuidar dela independente de ficarmos juntos ou não, mas Bella cedeu a sua teimosia e resolveu me dar uma chance, a qual agarrei com unhas e dentes, estava enciumada por causa da Lauren e me disse poucas e boas, com toda razão.
Não é porque os pais dela não deram certo, que faremos o mesmo, meus pais passaram pela mesma situação e, no entanto, estão juntos e felizes. Não vai ser fácil e teremos muitos obstáculos, mas juntos superaremos. Bella fez os exames e a acompanhei em todos, pela ultrasonografia, pudemos especificar o tempo de gravidez, ela estava entrando na décima segunda semana. Não tenho como descrever a emoção que senti ao ouvir o coraçãozinho dele ou dela.
Meus pais, os dela e nós estávamos reunidos no escritório do meu pai, aquela conversa não seria nada fácil, mas jamais permitiria que a levassem de mim, jamais. Primeiro tivemos que presenciar uma discussão e tanto entre ele e Renée, Bella revirava os olhos a cada ofensa que um lançava ao outro, meus pais estavam chocados.
- Como pode fazer uma besteira dessa garota? Acabou com seu futuro e com o dele também. – Charlie dizia furioso.
- Isso quem diz é você, não me tome pela mamãe e Edward não é você. – Bella retrucou, ela peitava o pai de frente.
- Filha isso é loucura, só tem dezessete anos, um filho agora...
- Para com isso mãe, eu não pedi pra ficar grávida... Aconteceu, o que quer que eu faça? Aborte? Vai se sentir melhor com isso? – Bella não media as palavras com eles, mas não a culpava. - Ou pensa que era isso que deveria ter feito? Não mãe! Vou ter meu filho, quer queiram vocês ou não e não vou largá-lo na casa da avó pra ser criado por ela, enquanto eu curto a vida por ai. Vou criá-lo eu mesma, com o apoio do pai dele e dos avós paternos pelo menos. – havia muita magoa e ressentimento em seu coração, mas ninguém poderia culpá-la não é mesmo?
- Vai me dizer que o garotão ai, vai se casar com você? – Charlie soltou sarcástico.
- Mesmo que ele quisesse não aceitaria! – olhei pra ela sem entender. - Já disse pai, não vou cometer os mesmos erros que vocês, se ele me ama, vai ficar ao meu lado e quando estivermos maduros o suficiente, nos casaremos. Não preciso de uma argola no dedo ou um pedaço de papel dizendo que ele é meu e daí uns anos estarmos nos odiando mutuamente. – ela olhou pra mim e sorriu. - Quero que ele ame a mim e ao meu filho, que nos de carinho, amor e atenção, que nos respeite. – agora estava entendendo sua atitude e Bella estava certa, pra que forçar as coisas, teria que vir naturalmente. - Não sei o que será da minha relação com Edward, mas sei que ele é o pai do meu filho e essa ligação é pra sempre, quero viver em paz com ele, pra que meu filho se sinta amado, querido por ambos, deu pra sacar? – ninguém ousou falar nada, ela estava com a corda toda e minha mãe a apoiava em tudo.
- Estará por sua conta, lavo minhas mãos. – disse Charlie sem esboçar qualquer sentimento pela filha, me perguntava qual seria o problema daquele homem?
- Sempre estive senhor Swan, desde que minha avó morreu. – revidou Bella.
- Não pode mexer na sua herança, como vai se virar, ele vai te sustentar por acaso? – aquilo me incomodou, Bella era minha responsabilidade e cuidaria dela.
- Bella e meu filho são minha responsabilidade senhor Swan, arcarei com as despesas deles. – ele riu da minha cara.
- Com o que garoto? Com sua mesada? – ironizou.
- Não! Não que seja da sua conta senhor, mas tenho meus recursos próprios. – Bella franziu o cenho e meu pai assentiu pra mim.
- Pelo que sei não trabalha, de onde vêm tais recursos? – provocou.
- Edward é filho do meu primeiro casamento Charlie, sua mãe morreu no parto e Elizabeth era filha única e dona de uma fortuna considerável, jamais toquei em um centavo do dinheiro dela, pois o meu me bastava. Meu filho herdou tudo e garanto a você Charlie Swan, ele tem condições de cuidar de sua filha e do meu neto com conforto e tranqüilidade. – Bella e sua mãe me olhavam chocadas, esse era um segredo de família, somente os Hale sabiam, meu pai decidiu assim e quando me contou, achei melhor deixar como estava.
- Então ela está por sua conta...
- Espere senhor Swan. – minha mãe finalmente se pronunciou. - Preciso que assine estes papéis. – ela estendeu a ele uma pasta.
- Que papéis? – perguntou Renée.
- Do advogado de Isabella, ela pede a emancipação, estará por conta própria, sem ter que recorrer ao senhor ou a sua ex-esposa que também é um tanto ocupada. Bella poderá tomar suas próprias decisões sem incomodá-los. – a boca de Bella estava aberta, assim como a minha.
- Se é assim que prefere. – o homem disse dando de ombros assinando os papéis saindo em seguida, nem sequer olhou para trás.
- Acha mesmo que vai ser melhor assim filha? – perguntou Renée.
- Sim mãe, mas não some ta, sabe onde me encontrar. – ela estava abraçada a Bella, as duas choravam muito, Renée assinou mais relutante e agora Bella era emancipada.
- Como conseguiu isso? – perguntou a minha mãe quando estávamos a sós.
- Sua gravidez lhe dá esse direito filha, ele não pode fazer nada contra sua vontade. – explicava dona Esme, Bella a abraçou a cobrindo de beijos. - Poderá mexer com a herança de sua avó se for de sua vontade, mas terá que aceitar a ajuda de Edward, isso não está em discussão. - avisou minha amada mãe.
- Tudo bem, mas eu mesma arco com as despesas do colégio até a formatura e a universidade. – exigiu Bella.
- Se prefere assim, mas virá morar conosco. – Bella ficou tensa.
- Não sei Esme, isso forçaria uma convivência e se as coisas não derem certo...
- Para com isso Bella, quantas vezes vou ter que dizer que eu te amo e que por mim estaríamos discutindo a data do casamento? – sua teimosia vezes me irritava.
- Ouviu bem o que eu disse Edward? Acha que está maduro para um casamento? Eu acho que não, vai que você se empolga por alguma líder de torcida na universidade. – pelo visto ela jamais esqueceria aquilo, droga! Às vezes eu tinha vontade de torcer aquele pescoço lindo.
- O que eu tenho que fazer pra te convencer de que eu te amo, sei que errei, sei que fui um patife, um idiota...
- Ah isso você foi mesmo!
- Mas eu te amo. – ela me tirava do sério.
- Vamos esperar o bebê nascer, daí pensaremos em nós, por enquanto é nele que devemos pensar. – insistiu.
- Mas eu quero você e ele. – teimei.
- Você me tem, sempre teve, sou fiel ao que sinto por você e apesar de tudo, eu te amo, mesmo você sendo um safado, sem vergonha. – Bella sorriu marota. - Só não acho que precisamos estar casados pra que de certo, concorda? – sorri ao ouvi-la falar daquela forma, fui em sua direção enlaçando sua cintura.
- Então pelo menos, volte a ser minha namorada. – pedi a prendendo em meus braços.
- Não sei não, algo me diz que você vai me dar muito trabalho. – dizia entre arfadas, enquanto deslizava meus lábios pela curvatura de seu pescoço.
- Não vou, juro que não. – disse sem parar o que estava fazendo.
- Sem loiras oferecidas? – revirei os olhos impaciente.
- Prefiro morenas. – ela mordeu os lábios, minha mãe já havia sumido. - Prometo que não, faço o que quiser... O que quiser Bella, é só pedir, mas não me afaste mais, por favor, preciso de você. – sussurrei em seu ouvido.
- Também preciso de você, porque eu te amo seu safado sem vergonha. – tomei seus lábios em um beijo cheio de paixão, desejo e principalmente amor. Bella agarrou meus cabelos com força aprofundando ainda mais o beijo.
- Senti tanto sua falta... – dizia entre o beijo.
- Também senti a sua, não ouse mais se afastar de mim. – estávamos sentados na poltrona, no escritório do meu pai, ela estava no meu colo.
- Quer mesmo que eu more aqui?
- De preferência no meu quarto. – ela me deu um tapa.
- Me respeite, sou a mãe do seu filho. – disse empinando o nariz.
- Você é a minha mulher, aquela com quem quero compartilhar tudo, principalmente a cama. – um sorriso maroto brincava em seus lábios.
- Isso veremos com o tempo, não quero abusar da boa vontade da sua mãe. – Bella ficou séria de repente como se tivesse se lembrado de algo. - Porque nunca me disse que Esme não era sua mãe?
- Mas ela é minha mãe. – ela semicerrou os olhos me fazendo rir.
- Você me entendeu. – falou bicuda.
- Pra mim ela sempre foi minha mãe Bella, me criou desde pequeno, já que minha mãe biológica morreu no parto, o que sei sobre ela é o que meu pai me conta e pelas fotos que me deu. Me pareço muito com ela fisicamente e meu pai diz que o gênio também, que ela era uma eximia pianista e que herdei isso dela. – era a primeira vez que falava sobre minha mãe com uma garota. - Veja. – disse pegando minha carteira, retirando a foto que eu levava escondida.
- Ela era linda, como você. - dizia admirando a foto. - Tem os olhos dela e o cabelo também. – ela me devolveu a foto e ficou me olhando por um tempo sem nada dizer.
- O que foi? – seu olhar era tão intenso.
- Você é tão lindo, tão perfeito...
- Não sou perfeito Bella. – a cortei e ela sorriu, depositando um beijo em meus lábios.
- É sim, perfeito pra mim, será que ele ou ela vai se parecer com você? Queria que tivesse esses olhos verdes lindos e envolventes, a boca como a sua... Deliciosa. – disse mordendo de leve meus lábios.
- O nariz perfeito como o seu. – a cada parte que dizia depositava um beijo.
- Esses cabelos de um tom tão incomum, você é fascinante Edward Cullen. – a cada coisa que dizia, meu peito se enchia cada vez mais, eu a amava e cada vez me convencia mais de que Bella era a mulher da minha vida.
