Olá, minhas leitoras lindas! Estavam com saudade desse casal? Pois não se preocupem, apareci e espero que tenham uma ótima leitura!


Azul-Celeste

Bella e eu fomos aceitos em Dartmouth. Ainda não sabia como consegui isso, mas quando vi os olhos marejados e o sorriso nos lábios de tia Esme, fiquei orgulhoso de mim mesmo. Consegui uma bolsa de 50% em Ciências, depois faria a Escola de Medicina de Dartmouth. O meu futuro estava sorrindo para mim de braços abertos, então o abraçaria e nunca mais largaria. Isabella - vulgo minha namorada - queria ser professora de escola primária. A mãe dela queria que a filha seguisse seus passos, formando-se como advogada, por isso lutou até o último minuto para mudar a cabeça de Bella. Felizmente minha garota não era influenciável e faria aquilo que realmente sonhou.

– O que foi, baby? – perguntei, tirando alguns fios de seus cabelos que estavam grudados em sua testa.

– Minha mãe – suspirou chateada. – Ela ainda não aceita o que eu quero para mim.

– Não fica assim – puxei-a para os meus braços, escondendo o rosto em seu pescoço. – Seu pai te apoia, isso já não basta?

– Sim, sim – falou baixinho. – Você me apoia também e isso sim me deixa feliz. Obrigada, Edward.

– Você não precisa me agradecer. Vou sempre apoiá-la.

Ergui o rosto e fitei os olhos chocolates que brilhavam na penumbra do meu quarto. Rocei o nariz no dela, sentindo a maciez da pele com aroma de morangos me deixarem louco. Era tão linda, nunca me cansaria de olhá-la ou tocá-la.

– Em uma semana nós estaremos nos mudando, isso não é louco? Vamos morar juntos!

– Não sei como seu pai ainda não me mandou ser preso – comentei com um riso estrangulado.

Charlie Swan era um dos juízes mais conceituados do país e Renée – sua esposa – era a própria advogada do diabo. Aquela mulher dava calafrios em qualquer ser vivo. Enfim, a família era bem dura de lidar. Um pai sério, uma mãe fria, uma filha orgulhosa e um filho esperto. Ainda me lembro de quando fui apresentado como namorado à família de Bella. Foi um milagre sair vivo de lá.

– Meu pai sabe que você é um bom moço e que não irá tirar minha virtude até depois do casamento – riu de sua própria piadinha enquanto eu arregalava os olhos.

– Só depois do casamento?! – gritei chocado. Assentiu com um sorriso lindo nos lábios. – Amanhã vamos para Las Vegas. Já está decidido!

– Hey, apressadinho – segurou meu rosto com ambas as mãos. – Não quero que Elvis abençoe meu casamento. Vamos fazer assim? Nós vamos para Hanover e se rolar, rolou. Sem pressão. Papai não precisa saber. Combinado?

– Baby, você sabe que vai rolar! Mal consigo me controlar agora com meus tios lá embaixo, imagina quando estivermos sozinhos?! – indaguei, deslizando minhas mãos pela sua cintura, descendo mais, até enganchar uma de suas pernas em meu quadril. – Vamos parecer dois coelhos no cio.

Estava beijando seu pescoço, porém, não tinha a mínima dúvida que Bela havia revirado os olhos. Seus dedos começaram a acariciar meu couro cabeludo, fazendo-me gemer baixinho. Ela sabia como me domar.

Ficamos em silêncio por alguns minutos, aproveitando nossos carinhos, nosso contato pele com pele... E roupas.

– Riley só tem quatro anos e é tão grudado comigo – sussurrou. – Temo que eu quebre seu coração inocente indo para longe.

– Vai ficar tudo bem – tentei confortá-la. – Riley vai entender.

– Será mesmo? Vou sentir tanta saudade dele - murmurou com a voz trêmula. – Não quero que viva apenas com babás, como vivi. Quero que meu irmão tenha o mundo inteiro de alegria.

Sem saber como tirar a tristeza da voz dela, tomei seus lábios nos meus, deliciando-me da entrega que sempre me oferecia. Minha Bella era perfeita para mim. Tinha que ser.

Não falamos mais, nossas bocas estavam ocupadas.

Um dia antes de nos mudar, nos reunimos - com nossos amigos - para comer uma pizza. Jasper e Alice iriam para NYU; ela cursando Moda e ele Teatro. Jazz sempre foi muito estudioso, mas, em vez de seguir algo no ramo dos números, disse que a vocação dele era para a interpretação. Bem, cada um é cada um, e se isso fazia meu amigo se sentir malditamente feliz, então que seja um ator.

Estava quente, como sempre, nessa noite. A pizzaria estava cheia, barulhenta e energética. Nossa mesa tinha oito lugares e todos eles estavam ocupados. Jasper estava na ponta direita com Alice ao seu lado esquerdo, Bella estava ao lado de Alice e eu ao lado dela. Garrett estava na ponta esquerda com Lauren ao lado dele e mais dois amigos de Bella, Maria e Diego, esse que dava mais em cima de Jasper que a própria Alice.

– Fico feliz que meus serviços de cupido deram efeito – comentei ao ver Garrett vermelho quando Lauren descansou a cabeça no ombro dele.

– Obrigada, Edward – disse Lauren. – Garrett é um homem maravilhoso – mesmo eu tendo minhas dúvidas que dariam certo, pois ele era um nerd gago e poderia ter estragado tudo com Lauren, fiquei contente quando os vi juntos. Tanto Garrett quanto auren, mereciam encontrar a outra parte de um inteiro.

– V-você que-e é linda-a.

Eles sorriram um para o outro de forma cúmplice, demonstrando o quanto se gostavam. Seria assim que os outros viam quando Bella e eu nos olhávamos, presos em nossa própria bolha mágica?

– O que vocês vão fazer mesmo? – perguntou Bella, tomando mais um gole de Coca-Cola pelo canudinho. Que canudinho sortudo, suspirei.

– Garrett vai fazer Engenharia Mecatrônica em Princeton – Lauren falou, colocando um beijo na bochecha do namorado. – Já eu, vou ficar aqui mesmo e farei Negócios. Quero abrir minha própria loja de Doces.

Maria, que até então estava quieta, franziu as sobrancelhas grossas.

– Como o namoro de vocês conseguirá sobreviver à distância?

– Eu voarei dois fins de semana a cada mês para ficar com ele e Garret fará o mesmo para ficar comigo. Durante a semana, conversaremos sempre que pudermos pelo telefone. Nós sabemos que vai ser difícil, pois a saudade será enorme, entretanto, não posso arrumar minhas malas e ir embora com Garrett. Moro com minha avó e sou eu quem cuida dela, não posso abandoná-la.

– Eu n-nunca ped-diria-a is-s-so a v-você, Lauren.

Por incrível que pareça, ele não gaguejou o nome dela e isso fez minha garota suspirar ao meu lado.

– Eles são tão fofos juntos – comentou, entrelaçando nossos dedos embaixo da mesa.

Inclinei o rosto para que pudesse dar um beijinho na clavícula à mostra dela. Bella usava um vestido curto verde, sem alças, que estava me deixando completamente alucinado. Senti sua pele arrepiar-se com o meu toque e ri baixinho, já acostumado com essa reação involuntária que tinha quando era eu a tocá-la.

– Vou fazer Estética na Califórnia. Minhas malas já estão prontas faz meses! Não vejo a hora de chegar naquele estado dourado que mexe com as minhas entranhas. Jasper, você gosta de Santa Monica?

– Sinceramente? Nunca fui, Diego – respondeu meu amigo. Coitado, tão inocente, nem percebeu o início de flerte que estava recebendo.

– Adoraria levá-lo para um tour privado... Comprei um apartamento que te deixaria de boca aberta... se quiser conhecer... sabe, sou sempre uma boa companhia – mordeu o canto do lábio inferior – Ligue para mim, ok? – piscou, entregando um papel com o número dele. – Santa Monica faria maravilhas em você.

– Hm... Obrigado, Diego – disse constrangido.

– Disponha, querido.

Tive que me segurar para não rir de Jasper. Ele estava com as bochechas avermelhadas, segurando o papel com o número de Diego sem saber se o guardava ou jogava fora. Todos nós desviamos nossos olhos dele, tentando prestar a atenção no cardápio. Mas pude escutar Alice cochichando com Bella.

– Bella, se esse seu amigo não parar de dar em cima do meu namorado, vou tacar meu sapato nele!

– Tenho certeza que ele ficará muito feliz com seu par rosa de Manolo Blahnik.

– Porra, meu Manolo não! – amaldiçoou baixo. – Tente controlá-lo, por favor.

– Tudo bem, Alice. Vou ver o que posso fazer.

Alice deu um sorrisinho de agradecimento.

– Já decidiram os sabores? – Bella perguntou mais alto, tomando a atenção para ela. – Estou morta de fome.

Então o assunto Diego versus Jasper foi esquecido e uma nova discussão acontecia para chegarmos em alguma decisão em relação às pizzas.

A noite passou rapidamente, mas nos curtimos a cada minuto. Sentiríamos muito a falta de nossos amigos. Cada um ficaria em um canto do país, menos Maria - que faria um intercâmbio para a Espanha. Era uma noite de despedidas e mesmo que lágrimas fizessem parte das nossas vidas, sabíamos que muitos sorrisos estariam por vir.

– Amo muito cada um de vocês – Isabella fungou, limpando o rosto manchado de maquiagem pelas lágrimas. – Sentirei muita saudade. Amigos como vocês são difíceis de encontrar. Mas a vida é assim... Um caminho sem volta, onde temos que seguir sempre em frente e ver no que dá. Por favor, quando vocês se casarem, me convidem, está bem?

Fizemos aquele "Oh" universal, abraçando-a e consolando-a. Eu tinha sorte de poder ter Bella comigo nessa nova parte de minha vida.

– Quando você tiver um bebê, quero ser a madrinha! – a baixinha de cabelos espetados ordenou o seu desejo.

– E quem mais poderia ser? – perguntou minha namorada com um sorriso nos lábios.

– Mas, por favor, não me faça um bebê com o cabelo de Edward! Afilhado meu tem que ter o cabelo comportado.

– Hey, Alice, acho que tem pizza no seu aparelho! – a infernizei.

Alice colocou a mão na boca horrorizada e correu para o banheiro.

– Jasper, desejo sorte – abracei meu amigo de tantos anos. – Só assim para aguentar aquele pequeno furacão.

Todos riram quando Alice voltou com a cara amarrada, passando por mim com um empurrão em meu ombro.

– Mentiroso – resmungou.

Apenas baguncei o cabelo dela, recebendo um soco em troca.

Todos se despediram, um clima de saudade e esperança nos preenchendo.

Peguei a mão de Bella e entrelacei nossos dedos, caminhando até meu carro para levá-la para casa. Seria a última noite dela com a família. Então seria apenas ela e eu. Que o amor sempre nos una.

Na manhã do outro dia, liguei para Bella e marquei de pegarmos uma onda. Nossa praia estaria ficando para trás, o amor que nós compartilhávamos pela água salgada e pranchas flutuando, não seria mais algo fácil de ter a qualquer hora. Estaríamos atolados nos estudos de agora em diante.

Ao chegar à praia, suspirei com aquela visão do paraíso. O mar estava calmo, mas daria para tentar pegar alguma ondinha, qualquer coisa, eu convenceria Bella de apenas sentarmos nas nossas pranchas e apreciar a natureza.

Senti um par de mãos taparem os meus olhos por trás de mim e imediatamente sorri.

– Adivinha quem é? – sussurrou em meu ouvido.

– Nina, você já chegou?

– Nina é a sua avó – resmungou dando um tapa nas minhas costas, fazendo-me gargalhar.

Cruzou os braços, aparecendo na minha frente como uma criancinha birrenta.

– Oh, baby, era brincadeira – puxei-a para os meus braços, apertando-lhe contra o meu peito. – Sabia que era a minha linda namorada.

– Não teve graça.

– Mas achei engraçado, principalmente quando esse biquinho se instalou em seus lábios – dei-lhe um selinho. – Minha ciumenta.

– Não sou ciumenta – retrucou, beijando suavemente o meu peito nu. – Apenas cuido do que é meu. Então, vamos nadar primeiro ou surfar?

Desvencilhei-me de nosso abraço e segurei sua mão, pela primeira vez prestando a devida atenção no corpo dela. Fazia tempo que o biquíni lilás havia sido tirado de cena, pois estava muito pequeno e os seios dela estavam maiores. Eu o amava, era com ele que eu a imaginava enquanto estava no banheiro me aliviando. Contudo, quando a vi com esse biquíni azul da cor do céu, tomara que caia, apertando os meus montes... Gemi internamente. Porra! Mil vezes porra! Isabella Swan queria me matar.

– Baby, que biquíni é esse? – rosnei agoniado, olhando-a dar uma voltinha à minha frente.

– Meu biquíni de despedida. Gostou? Azul-Celeste, assim como os seus olhos.

Estreitei os olhos, não entendendo aonde ela queria chegar.

– Meus olhos são verdes.

– Oh, devo ter confundido seus olhos com os de Nino – sorriu zombeteira, depois foi correndo para o mar.

Fui atrás dela, sentindo as ondas do Pacífico me lamberem. Bella estava mergulhando e acabei fazendo o mesmo que ela, procurando pelo meu alvo. Assim que agarrei aquelas pernas, coloquei-a em meu ombro, ouvindo seus gritinhos e gargalhadas.

– Me solta, seu idiota!

– Tudo o que você quiser, baby – ronronei ao jogá-la no mar.

Bella levantou-se irritada em um pulo e começou a tacar água em mim. Assim, a guerrinha d´água teve início, muita alegria e diversão no nosso último dia em Jacksonville. Antes de irmos embora, pegamos nossas pranchas e sentamos nelas, o vento sacudindo nossos cabelos molhados, observando as pessoas nadarem e o sol brilhar contra as nossas peles levemente avermelhadas.

– Vou sentir falta da Flórida – disse, balançando as pernas na água.

– Eu também.

– Você não acha que é muito cedo para morarmos juntos? – questionou baixinho, provavelmente com medo da resposta.

– Talvez seja – dei de ombros. – Vamos tentar, Bella. Não sei se dará certo ou se teremos falhas a cada segundo, apenas quero ter a chance de tentar. Eu te amo e vou lutar por um nós.

– Acho lindo quando você fala assim – sussurrou deslumbrada, dessa vez fitando meus olhos. – Faz eu me sentir... Especial.

– E quem disse que você não é especial, baby? – puxei a cordinha da prancha dela para mais perto de mim. – Hmm? Minha garota está carente, é? Vem aqui que vou te dar um beijinho.

Bella veio e eu dei-lhe não apenas um beijinho, mas uma infestação de beijinhos.

Ver aquele sorriso brilhante e os olhos felizes, o meu próprio espelho, era a minha meta de vida.

Minha Bella e eu, sempre unidos.

Vivendo por um nós.

Lutando a cada novo obstáculo.


NOTA DA AUTORA:

Hmmm O que acharam deste capítulo? Algo me diz que é na universidade que as coisas acontecem *risada maléfica*. Amei cada comentário e respondendo sobre o cap cinza, ele é no 17. Estamos quase lá! Enquanto isso, apeguem-se ao amor deles :3 Contem tudo o que estão esperando dessa fic! Volto rapidinho se tivermos comentários *u*