"InuYasha" não me pertence, é uma obra criada pela fantástica Rumiko Takahashi.
AVISO: Esse capítulo contém cenas de hentai.
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CAPÍTULO #11
Adaptação de "Assombrado"
(Meg Cabot)
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Mas que cheiro delicioso de café é esse?
Perguntei-me enquanto lutava para abrir os olhos. Levantei-me e vi em cima da mesa, a qual era próxima a janela, um enorme café da manhã perfeitamente arrumado e composto pelos mais diversos tipos de comida que eu já pude ver e imaginar na vida.
Inuyasha.
Sorri lembrando-me do que aconteceu noite passada. Não me lembrando apenas da primeira vez, mas de todas as outras vezes que aconteceu.
Olhei para o lado e a cama estava vazia. Desviei o olhar até a sala e percebi que a televisão estava ligada. Levantei-me de vagar, ainda com sono, coberta pelos lençóis brancos completamente amarrotados, catei um biquíni que estava solto dentro da minha mala e fui ao banheiro. Sorri mais ainda quando vi as coisas que eram para estar na pai, no chão. Escovei os dentes, amarrei o cabelo em um frouxo coque, arrumei a bagunça e vesti um solto e curtinho vestidinho coral.
Quando saí do banheiro olhei para a sala. Vi o topo da cabeça de Inuyasha, juntamente com suas orelhinhas. Sorri mais ainda quando me lembrei do que fiz com aquelas orelhinhas madrugada passada, e de como Inuyasha se comportou. "Encontrei seu ponto mais fraco, não foi mesmo?", pensei maliciosa. Segui em direção a mesa do café da manhã.
Café, leite, suco, croissants, frios e mais dezenas de coisas aproveitáveis para a minha fome de leão. Só que, de todas as coisas que estavam em cima da mesa, o que me chamou mais atenção foi uma rosa vermelha ao lado de uma concha enorme. Passei meus dedos por cima da concha, de modo que pude notar que ainda estava úmida.
"Devem ter sido pegas ainda agora...", pensei enquanto passava as pontas dos dedos nas delicadas pétalas da rosa vermelha.
- Bom dia. – escutei perto do meu pescoço e senti em seguida um beijo em meu ombro. Olhei para o lado, era ele.
- Dormiu bem? Espero que esteja com fome, eu estou morrendo. – ele falou seguindo para a cadeira, fiz o mesmo, ficando de frente pra ele.
- Dormi como um anjo. – respondi – E estou com uma fome dos diabos.
- Mas isso você sempre teve, pirralha. - sorri de canto com a provocação.
Continuamos comendo e conversando enquanto comíamos. Algumas provocações escapavam de Inuyasha e de minha boca.
Deus! Como eu estou sentindo-me bem!
- Como é o último dia aqui no Hawaii, Miuga disse que terá uma festa na piscina pela tarde antes de irmos ao aeroporto e embaçarmos. Entendeu, pirralha?
Olhei para ele com o olhar de alguém que acaba de ser testada. Inuyasha me olhava com uma cara divertida. Peguei um pedacinho de pão que tinha sobrado e cravei meus olhos nele, sorrindo de canto.
- Pirralha? – perguntei, levantando-me e indo para o lado dele. Inuyasha sorria de lado, divertido e malicioso.
- Pirralha. – ele atacou, colocando uma das mãos em minha perna direita.
Sorri. Segurei a ponta do vestido coral e passei a perna esquerda, a qual ele não tocava, ao redor das dele, ficando em pé, com as coxas de Inuyasha entre as minhas, e sentei em seu colo.
- Pirralha. – repeti como se aceitasse aquela ideia.
As mãos de Inuyasha estavam nas laterais do meu quadril e ele sorria de lado. Tirando um pedaço do pedaço do pão que eu levei, coloquei em minha boca. Inuyasha olhava para os meus movimentos com as mãos e, principalmente, para a minha boca. Sorri e mandei um beijinho para ele.
- Ah, você quer? – perguntei, fazendo-me de inocente. E comi outro pedacinho.
- Quero. - ele falou com vontade, mas não para o pão.
Coloquei o pequeno pedaço em frente à boca de Inuyasha, que entendeu o que eu queria que ele fizesse e tentou pegar o pedaço com a boca. Afastei o pedaço para longe dele e comi. Ele olhou para mim um pouco injuriado, ri e aproximei meu rosto do dele.
- Por que não fecha os olhos? – perguntei e ele fez o que eu disse.
Sorri, mais consciente da proximidade dos nossos rostos. Inuyasha estava particularmente deleitável naquela manhã, com uma camiseta de gola "v" cor de carvão e uma bermuda marrom-chocolate com umas listras finas brancas. Não pude deixar de olhar para a sua boca e lembrar a sensação dela na minha. Boa. Mais do que boa.
E dei-lhe um selinho, o que pareceu surpreender Inuyasha, já que ele abriu os olhos com rapidez e ficou olhando para o meu rosto, bem dentro dos meus olhos. Mas de repente ele levantou os braços e pôs as duas mãos na mesa de madeira que estava atrás de mim, meio que me prendendo entre eles.
- Então, Kagome. – disse ele em voz amigável – Acho que ainda precisamos conversar.
Mesmo que eu estivesse definitivamente tendo um namoro de mentira com Inuyasha, tinha toda certeza de que meu coração não deveria bater forte quando ele disse que precisaria conversar comigo. Quero dizer, a gente se beijou algumas vezes sem ser na frente das pessoas, e tem aquela concha e aquela rosa vermelha – que o hotel mandava em todos os cafés da manhã nos quartos – o fato de eu estar sentada em seu colo e a coisa de termos acabado, é... Bem... Você sabe.
Mas também tinha a coisa do namoro ser uma mentira e da gente ter sido praticamente banidos para uma ilha deserta por duas semanas, sendo forçados a usarmos o mesmo quarto. Uma coisa dessas realmente tinha grandes chances de acontecer.
De modo que eu estava meio indecisa ali, presa entre os braços dele. Por outro lado, eu não teria me importado em levantar as mãos e puxar sua cabeça e bancar o desentupidor de pia com sua boca. De novo. Então a única coisa que eu tinha que fazer era respirar.
- Sobre o que você quer conversar? – pigarreei colocando os braços ao redor da cabeça de Inuyasha.
- Sobre o que aconteceu entre a gente. – ele falou seguro, porém como se estivesse pisando em território perigoso.
Terminei não fazendo o que me veio à cabeça: mudar de conversa, levantar e sair. Só fiquei ali parada, como o coração batendo meio forte dentro do peito. Afinal de contas aquele era o cara com quem eu fingia um namoro de mentira para todo o mundo, tinha acabado de dormir com ele e isso tinha sido a coisa mais incrível da minha vida.
- Quero dizer, eu não quero que nada entre nós mude. Entende? – Inuyasha falou ainda como se estivesse pisando em um território perigoso – Não que não tenha sido fantástico, o que foi – ele se cortou – Foi muito fantástico. Muito. – ele estava repetindo mais para si mesmo que para mim – É que se a gente se envolver emocionalmente é mais fácil de toda a história que cultivamos até agora para todas essas pessoas não dê certo. E Miuga não perdoaria a gente. Realmente não sei o que ele poderia fazer caso algo desse errado. Eu só quero proteger você e a mim também. Não acho que nós estejamos prontos para isso. – sorri para ele de lado.
- Não se preocupe. – falei calma – Eu sabia onde estava me metendo desde o momento em que aceitei essa história toda do Miuga. E não estamos mais no século IX.
Inuyasha relaxou visivelmente quando as palavras entraram em sua cabeça. Ele até levantou uma das mãos da mesa e segurou uma mecha do meu cabelo, que tinha se enrolado no ombro.
- Gosto mais do seu cabelo solto. – disse aprovando – Você devia sempre usar solto.
Sorri para esconder o fato que meus batimentos cardíacos, quando ele me tocou, se aceleraram consideravelmente e comecei a me levantar do colo de Inuyasha.
- Onde você pensa que vai? – perguntou ele, movendo-se para me acuar de novo, desta vez aproximando-me mais, de modo que nossos rostos estavam separados por apenas uns oito centímetros. Seu hálito, eu estava suficientemente perto para notar, ainda cheirava à pasta de dentes que ele tinha usado quando acordou.
- Inuyasha – falei no que esperava que fosse uma voz calma, porém eu estava sorrindo – Verdade. Aqui não, certo? Não nesta posição.
- Ótimo. – mas ele não se mexeu – Então onde e em que posição?
- Ah, meu Deus, Inuyasha! – levei a mão à testa, gargalhando. Estava quente. Mas eu sabia que não estava com febre – Você é sempre assim? – falei entre risos enquanto brincava com uma mecha de cabelo dele.
- Claro. Gostou da concha?
- Gostei. – falei – Mas se acha que vou esquecer que você me chamou de pirralha depois de tudo o que aconteceu ontem...
- Mas você é uma pirralha. Uma pirralha que superou minhas expectativas, mas continua sendo uma pirralha.
- "Superou as minhas espectativas"? – encarei-o. Ele era bem mais alto do que eu, mas seus lábios estavam a apenas centímetros dos meus. Eu poderia alcançá-los com os meus sem o menor problema. Não que eu fosse fazer isso agora. Achava que não – De que você chama o que estou fazendo agora?
- Hm, deixe-me ver... "Peraltice". – disse ele, também brincando de novo com o meu cabelo. Seu hálito pinicava meu rosto.
- Realmente me acha uma criança? Não sei por que, mas duvido seriamente disso. – falei. Sua proximidade estava tornando difícil conversar.
- Em determinados momentos, quando você relaxa, você coloca sua criança para fora. É meio que uma coisa que me impressionou, e olhe que nada me surpreende e nada me impressiona. Pelo menos... – seu olhar dourado quente se cravou no meu – Nada até agora. Pelo menos no meu caso.
- Pode ser, Inuyasha. – falei de modo a evitar pensar que eu o impressionei; o que não foi muito eficiente, acho, porque sua proximidade estava tornando muito difícil respirar – O único problema é: sabe o que acontece quando eu relaxo? Eu me dou mal.
- Não sei por quê. Você não precisa ficar atenta toda hora, sabia? Quero dizer, não precisa ficar assim quando está comigo. Pelo menos não depois de eu saber quem você realmente é...
- Não. Talvez não precise. Não muito.
Inuyasha colocou um dedo sobre minha boca.
- Já está tensa novamente.
- Eu não vou prometer a você ficar completamente relaxada, ok? – falei, com os lábios se movendo de encontro ao dedo dele – Realmente não vou prometer isso.
- Está falando sério? – disse Inuyasha, tirando o dedo de perto da minha boca, passando pela curva do queixo e descendo para a lateral do pescoço – Ainda está amedrontada por causa daquele imbecil que não sabia o que estava falando? Kagome, você apenas não conseguia se sentir a vontade com ele e eu não quero saber o porquê disso. Eu não posso me permitir a cultivar sentimentos amorosos por uma pessoa, principalmente por você, neste momento. E nem você quer isso. Eu sei, eu sei que você foge deste tipo de sentimento desde que aquele panaca apareceu na sua vida. Porém, ao mesmo tempo, eu não quero que isso tudo dure só lá fora. E, também sei que, você deseja a mesma coisa. Podemos fazer um acordo. Quero dizer, se você concordar comigo, obviamente.
- Surpreenda-me.
- Um envolvimento. Sem compromisso, sem emoções envolvidas. Apenas quero que você relaxe e eu quero ser a pessoa que vai te fazer relaxar. Eu quero que você se sinta exatamente como se sentiu ontem.
Como eu me senti ontem? Eu estava sentindo alguma coisa agora, e tudo o que ele estava fazendo era passar a ponta do dedo pelo meu pescoço. Certo, além dessa proposta nada puritana.
Agora Inuyasha estava tão perto de mim que seu peito roçou a frente do meu vestido.
- Quer tentar? – perguntou ele. Sua boca se moveu até estar a uns dois centímetros da minha – Quer tentar como uma experiência?
Não havia um nervo em meu corpo que não quisesse. Talvez houvesse uma parte de mim que ainda temesse envolvimentos. Ou que algo pudesse me machucar. Talvez isso estivesse fazendo o meu coração bater tão rápido. Olhei para a boca dele e espero que ele não tenha notado – o que seria impossível devido a nossa "distância" – e minha mão estava fazendo carinho em sua nuca.
- Isso seria um "sim"? – ele falou baixo, já que não havia necessidade em falar num tom normal.
Acho que fui tão óbvia que Inuyasha apenas puxou, sem precisar fazer esforço algum, o meu pescoço em sua direção. E nossos lábios se encontraram mais uma vez. E eu estava retribuindo o seu beijo mais uma vez.
Não sei quanto tempo ficamos ali, só sei que foi um beijo que não era nem tão calmo, nem tão exigente. Foi um beijo em um ritmo normal, como se selássemos o acordo que acabamos de fazer. E então, ouço batidas na porta. Tento me separar de Inuyasha para perguntar quem é e ele apenas solta um murmúrio como que eu não devesse fazer isso e continuar ali o beijando. Sorrio e me desvencilho dos seus lábios, dando-lhe alguns selinhos de desculpas ao fazer.
- Quem... – e quando comecei a falar, Inuyasha puxa meu pescoço para a sua boca e começa a distribuir beijos em toda a sua lateral, me cortando. Fechos os olhos, sorrindo.
- Isso é golpe baixo. – falo em um volume que só ele possa ouvir.
- Não fale nada e venha me dar atenção, quem sabe eles não vão embora? – ele fala entre os beijos, me fazendo rir.
- Mas... Inuyasha... E se for... O Miuga...? – falo no ritmo em que ele sobe a boca para a minha e me beija.
- Inuyasha! Kagome! É o Miroku.
- Está vendo? É só um idiota. – ele falou, parando de me dar beijos no pescoço e me olhando nos olhos com cara de "eu não falei que não era nada importante?".
CÉUS! COMO FICA DIFÍCIL DE PENSAR COM A BOCA DELE EM MINHA BOCA, PESCOÇO E OMBROS!
- Deve ser alguma coisa importante sim. – falo em um murmúrio enquanto agarro a cabeça dele com os dedos.
- Eu não estou nem aí.
Nem eu.
- Mas eu... Eu estou. – consegui mentir. Inuyasha me olhou como um cachorro que estava perdido. Sorri e mordi o lábio inferior. Eu queria mesmo saber o que era?
- Depois a gente termina isso. – dei um selinho nele e me levantei.
- Miroku, vá se foder. – Inuyasha falou ao mesmo momento em que abri a porta.
- Inuyasha! – olhei surpresa para ele enquanto Miroku o olhava sem entender. Inuyasha apenas soltou um suspiro de fúria.
- Mas o que eu fiz?
- Nada. Ele acordou de mau humor hoje.
- Não. Eu estou de mau humor agora. – Inuyasha retrucou.
- Quer entrar? – perguntei.
- É melhor não, se não eu vou ter a cabeça arrancada.
- Pode apostar que sim. – Inuyasha retrucou novamente.
- Só vim falar que a festinha na piscina será na hora do almoço.
- Ah, certo. Obrigada por avisar. – Miroku se despediu com a mão e eu fechei a porta. Olhei para Inuyasha, que estava atrás de mim e disse:
- Quer dar um passeio na praia antes dessa festa? – ele me olhou.
- Não.
- Deixe de ser mal humorado e vamos caminhar.
Inuyasha terminou me seguindo e caminhamos novamente pela praia, afinal hoje era o último dia em que ficaríamos naquele paraíso que me levou ao paraíso. Ele tinha colocado os óculos de sol e estava deliciosamente lindo.
No caminho eu colhi uma flor incrivelmente rosa e coloquei na orelha, os cabelos estavam soltos porque o vento os deixou assim. E Inuyasha havia insistido muito.
Ele havia levado a máquina fotográfica e ficamos tirando algumas fotos nossas, individuais e da paisagem. Entramos no mar uma hora e, aposto, as fotos dos beijos que demos ficaram mais empolgantes para os fãs que são ao nosso favor. Porque uma coisa que as fãs dele são resume-se em uma palavrinha só: ciumentas. Meu Deus!
Observamos o mar por um tempo e demos um beijo que eu, particularmente, achei muito inusitado. Quando estávamos observando o mar, Inuyasha estava sentado na areia e eu estava em pé, em suas costas. Ele então abraçou minhas pernas de costas e eu abaixei o meu tronco até a cabeça dele ficar na linha de minha barriga e eu o estava olhando de cabeça para baixo. Nossos cabelos chicoteavam pelo vento, até que ele segurou o meu cabelo por trás das orelhas e puxou meu rosto, até que me beijou. O meu queixo estava em contato com o seu nariz, e o queixo dele estava em contato com o meu nariz. O beijo não durou muito, como não costumava durar quando estávamos do lado de fora do quarto.
Voltamos para o hotel, eu nas costas de Inuyasha, que me segurava com as mãos na parte interna das coxas, e fomos para a região da piscina do hotel, onde almoçamos e tiramos inúmeras fotos com o elenco, que estava curtindo a maravilhosa piscina havaiana pela última vez. Terminamos de arrumar as últimas coisas e fomos direto ao aeroporto.
Inuyasha vestia agora uma camisa cinza-titânio de mangas compridas com um casaco de couro preto, uma calça jeans de lavagem escura e um coturno preto. Ele usava um boné também preto, que escondia as suas orelhinhas, uma mochila de costas, também preta, muito bem acolchoada e o óculos de sol. Eu estava com o meu short jeans rasgado de cintura alta e com os forros de fora, uma camiseta dos Rolling Stones ensacada, minha camisa de mangas compridas também jeans, aberta, minhas botas cor de ferrugem de super cano longo – que batem acima do meu joelho – e meus óculos escuros de corações, além da bolsa a tira colo, claro. Meu cabelo estava solto.
- Por acaso eu mencionei – perguntou Inuyasha, enquanto eu prendia o cinto de segurança do avião – que acho as suas pernas uma coisa?
-x-
Desculpem a demora, gente! Esses meses foram uma loucura! O computador deu pau, quase que eu perdia a fic inteira e trezentos milhões e quinhentos e setenta e nove mil trabalhos da faculdade para fazer... Além de que consegui o meu primeiro emprego, então meus tempos livres foram para o beleléu!
Espero que tenham gostado, estou tentando escrever o resto da fic. Tentarei não demorar tanto a postar, dessa vez... Mas vai ficar um pouco mais complicado agora, ok? Me desculpem novamente pelo atraso. D':
XX, Loues.
