Respondendo:

Pure-Petit Cat: Não?! Termine de ler, apesar de tudo! xD Concordo... Eu tôa tarantada aqui com esse monte de informações! E se prepare, mais um monte nesse capítulo! xD Pois é, o amor está no ar! Calma, não é do mal... Eu acho! xD Pois é, mas não reclame comigo! Vixi, nem me fale! Coisa DEMAIS para uma fic só! xD Vou pensar no seu caso, talvez elarealmente amarre as mãos dele! Não precisa se preocupar, eu também tenho fics suas pra ler! ¬¬'' (minha vez de se chutar!)

Lysley Almada2: Pois é, é que você não viu quando eu cheguei no Santuário... u.u

Paty-Kon-Chan: Ei! O primo é meu! Ò.ó Com certeza, incriveis. Que bom que está gostando! E aguarde muitas aulas de mitologia por minha parte, sou viciada... ¬¬''

Krika Haruno: Vai mesmo! Quem sabe... xD Coitadas mesmo, e ainda não foi a história de todas! xD Pois é, insistente até demais, as vezes dá raiva... ¬¬

Lune Kuruta: Oh My God! Quantas Coisas! Bem, vamos por partes...

Pois é, nem eu acredito! xD

Saga: Ei! Eu não sou sem noção! Ò.ó

Tenshi: Oh, não, só, como a Lune disse, morreu com uma "baculada" da Saori e tem dupla personalidade...¬¬'''

Kanon: Yes! Eu ando tendo mais juízo!

Tenshi: Senão vai conhecer Hades de novo, né? (sorriso irônico) Pois é, quem se importa?! (leva sapatada) O Kanon ficou aqui se achando o máximo depois daquela cena...¬¬'''' Putz, passe pra mim também! Não sou a única! E se vier os Guerreiros Deuses de brinde, melhorou! (olhos brilhando) Claro que vão saber! Eu já dei MUITAS pistas, vamos quem é o primeiro a decifrar! Quem descobrir antes de eu revelar o que era, ganha uma fic com o personagem que quiser! Pobre mesmo... É, eram vampiros, mas não fale comigo! Fale com a garota que me mandou a ficha, Aline Bitt, no meu orkut... u.u É, até da Terra Média! Eu não falarei por mim, a maioria dos meus originais não vieram de lá... u.u

Carol Coldibeli: Ok! Já tenho idéia de como será a fic! n.n Calma, mulher! Você vai saber! É só ter calma! E pode se preparar para ficar com mais dó ainda quando o baile começar! Tenho planinhos do mal! xD É, eu também fiquei com dó do saco de areia... O que o pobre saco fez para merecer aquilo?! Eu non entendo... u.u

Anzula: Já aparece nesse capítulo, minha querida! Agora foram as moças que faltavam! No próximo vai ser os cavaleiros e os Espectros!

Kitana-Sama: Tudo bem, a minha também anda corrida, muita fic pra escrever, fora idéias fervilhando de monte... ¬¬''' Calma! Ela não te odeia não! É só raiva temporária, depois passa! Pior que é verdade... Haja paciência aturar quando eles se reúnem no Coliseu, Haja! ¬¬''' Pois se prepare, o próximo capítulo é dos cavaleiros e dos Espectros! xD

Lala-Hyuuga: Ufa! Cheguei a tempo! Não, não é pra ver seu sofrimento, é que tenho muita fic mesmo... ESPERO QUE AINDA NÃO TENHA SE JOGADO DA ESCADA! (rezando pra isso não ter acontecido)

Nina-Carol: E acho que a maioria também, se nem a autora percebeu... u.u Angus é um deus da mitologia celta, muito ciumento, por sinal! xD A amada? Bem, vai ter que esperar um pouquinho ainda, mas você vai descobrir!

E como eu disse pra Lune Kuruta, quem acertar o que a Lune viu, ganha uma fic com o personagem que quiser! É o primeiro enigma que eu passo à vocês! No próximo capítulo, eu passo mais um, pra descobrir quem que presta atenção mesmo nos minímos detalhes!

Beijos, até!

AVISO: FireDoorway terá o primeiro capítulo postado hoje! Não percam! E amanhã eu vou colocar os resto dos desenhos dos personagens de Baile no Photobucket e aos poucos no meu Flogão!

Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens pertencem à Masami Kurumada. Créditos das fics de Fichas para Pisces Luna.

O Baile na Mansão Heinstein

Capítulo 10:

Stranger III

Quarto da Winglië

A "jovem" elfa estava deitada em sua cama com cobertores cinzas, lendo tranqüilamente. O sono ainda não lhe chegara, e nem parecia que chegaria tão cedo. O som da chuva caindo era tranqüilizante, ainda mais para alguém que andava tão... Estressada, seria a palavra certa. Uma horrível sensação de que aquele baile era uma péssima idéia se abatera na elfa e se instalara em seu coração. Um mau iminente se aproximava cada vez mais, e trazia apenas mais sombra a Mansão Heinstein, ainda recentemente reerguida das sombras. Sentindo inquietude, fechou o livro sem marcar a página mesmo e levantou-se, colocando um robe cinza por cima da camisola de cetim branco, começando a andar inquietamente pelo quarto, pensando em mil coisas. O carpete felpudo e negro embaixo dos pés descalços como que lhe davam uma sensação de alívio.

Andou até a janela, observando a água escorrer pelo vidro. Ao longe, conseguia avistar com sua persipcaz visão de elfo, a vila próxima à Mansão. Uma vila um tanto afastada das principais cidades, era possível dizer... Não era umavila turística, muito menos. A inquietude apoderou-se de si novamente, e uma pergunta lhe surgiu pela primeira vez, lembrando-se de uma Vesta que aparecera por mais puro acaso: o que levara Gabrielle até lá, aquela vila que parecia parada no tempo? Que motivos possuía? Até onde sabia, Pandora não lhe conhecia até encontrá-la na vila.

Franziu o cenho. Ali tinha coisa...

De repente, como que acordando dum sonho, seus pensamentos voltaram-se para Aiolia... O cavaleiro tinha uma aparência um tanto mau-humarada, sério demais... Mas ainda assim, o achava um leão que era um encanto... Apoiou no batente da janela, sentindo a cortina de veludo cinzento roçar a pele alva, uma carícia que apenas a fez viajar mais nos próprios pensamentos...

Quarto da Nádia

Mesmo com a chuva torrencial que caída lá fora, a russa estava sentada no beiral da janela, com as pernas pra fora do quarto, deixando a água lhe molhar por inteiro, colando o pijama de cetim branco ao corpo. Lembrava de seu triste passado, quando passou a carregar uma maldição que jamais imaginou um dia carregar... O dia em que perdeu toda a família... O dia em que foi salva por um estranho, cento e noventa anos atrás. Hyoga lhe fazia lembrar esse triste dia, por mais que quisesse negar, ele era seu irmão mais novo em aparência, sem tirar nem pôr, caso ele tivesse tidoa oportunidade de crescer.

-- Flash Back da Nádia On --

A jovem de cabelos longos e prateado-escuro, com olhos negros carregava uma cesta com algumas frutas. Tinha não mais de dezessete anos. Corria pelo tapete de neve. Demorara demais conversando com suas amigas na floresta. Seus pais deviam estar loucas atrás dela...

Chegou na vila. A luz dos últimos raios de sol refletiram na neve fria, e o céu noturno coberto de estrelas se fez sobre sua cabeça. Fechou os olhos, sorrindo. Como gostava das estrelas... Era como se pudesse ver o futuro nelas... E apesar de ser de escorpião, sempre achara a constelação de aquário mais fascinante. Caminhou até a sua casa, cumprimentando aqueles que estavam terminando de fechar as casas para irem dormir. Entrou, limpando os pés da neve no tapete. Ouviu sua mãe, Anja (N/A: Anja é a forma russa de Ana, ok? Nada haver com anjos), chamou-lhe da cozinha.

Anja: Nádia! Como você demorou. Estava começando a ficar preocupada. – disse terminando de assar um frango no fogão à lenha. A mãe da jovem tinha cabelos longos e loiros, presos numa trança, e olhos azul-lago, um lago de águas tranqüilas, que nunca se agitam.

Nádia: Eu estou bem, mãe. É que encontrei algumas amigas na floresta e parei pra conversar. – disse, colocando a cesta em cima da mesa, sendo abraçada por um garoto de uns dez anos, com cabelos espetados e loiros, se os deixasse crescer, ficariam lindos, e olhos azul-céu, um azul-céu tão belo que um brilho de esperança se tornava uma nuvem branca, e uma lágrima numa nuvem de chuva. – Olá, Dimitri! Obedeceu a mamãe? – disse abraçando forte o irmão mais novo, agachando para poder abraçá-lo melhor.

Dimitri: Sim, Nádia! E ajudei o papai a trazer lenha para o fogão! – respondeu dando um enorme e brilhante sorriso. – E a vovó Elizaveta me contou a história de como a Primavera partiu de nosso país! (N/A: A lenda é usada na fic "Primavera" da Margarida. Ela me deu de aniversário, e é linda demais! Aliás, foi da fic que eu tirei a idéia, portanto, todos os créditos vão para a Margarida) – sorriu mais ainda.

Nádia sorriu, levantando-se. Pela porta, uma mulher já idosa, de cabelos já brancos e longos, mas na ponta se era possível perceber que antes eram de um lindo prateado, olhos negro-noite, esperançosos, olhando atentamente, era possível ver estrelas de esperança à cada brilho. As rugas acentuadas na face mostravam o quão sábia era. E, ainda, tinha um incrível dom de aconselhamento.

Nádia: Vovó! – abraçou a velhinha fortemente, vendo-a sorrir ao ver o sorriso na face da jovem.

Elizaveta: Olá, minha querida. Como está? Ah, vejo em sua face que está muito feliz. – ao olhar os olhos da neta, foi possível ver que as estrelas de esperança foram cobertas por nuvens de chuva nos olhos da senhora. A neta era uma cópia da avó na juventude, com os raros cabelos prateados. Aquela senhora idosa sabia mais do que demonstrava.

Um homem robusto e altivo entrou pela porta, sendo imediatamente abraçado pela garota. Tinha uma barba loira bem feita, junto com o bigode, e os cabelos loiros e volumosos estavam cobertos por uma touca de lã vermelha, típica dos lenhadores.

Nádia: Papai! – o pai dos garotos, de nome Filipp, devolveu o abraço, sorrindo por debaixo da barba.

Filipp: Nádia! Dimitri! Se acalmem, seu velho pai não pode mais fazer como quando vocês eram pequenos! – disse divertido, bagunçando os cabelos dos filhos. Os olhos azul-céu brilharam de felicidade.

Elizaveta: Aproveitem bem, um dia um rapaz virá e irá tirá-la debaixo do teto de madeira de nossa casa, filho. – disse a senhora, fechando os olhos e se sentando, com um triste sorriso nos lábios finos.

Filipp concordou com a mãe, e disse para os filhos irem sentar-se, que ele ajudaria a mãe deles colocar a mesa.

Quando todos estavam sentados, fecharam os olhos e juntaram as mãos, agradecendo ao Senhor por mais uma refeição que preparava para aquela pobre família, mas com uma boa condição para viverem felizes. Pai lenhador, mãe costureira, filho esforçado, filha bela o bastante para chamar a atenção de algum nobre e uma vovó contadora de histórias e sábia... A família perfeita...

Porém, nenhum deles imaginava que um dia o conto de fadas acabaria... Ainda mais tão rápido...

Nádia estava em sua cama, dormindo silenciosamente, quando sente sua avó chamar-lhe suavemente. Abre os olhos, definindo a avó sobre a pouca luz da lua que entrava pelo vidro da janela.

Elizaveta: Me ouça atentamente, Nádia. Sua felicidade não está nesse século, nem neste milênio. No próximo milênio, daqui há dois séculos, você ainda viverá, imponente as areias do tempo. Sua beleza jamais envelhecerá. Tudo isso começa hoje. O mal espreita nossa vila há muito, mas você, você será salva. – sussurrou à neta, que ainda mal acordará, dando um beijo suave na testa da jovem, que adormeceu novamente. Colocou uma fina corrente de prata em volta de seu pescoço, saindo da beira da cama da neta.

Um jovem loiro, de olhos azuis, apareceu em seus sonhos. Oferecia-lhe a mão, numa radiante armadura branca e dourada, com brilho em azul-gelo, longas asas a saírem-lhe das costas. "Dimitri?" Chamou, mas logo percebeu que não era seu irmão... Se fosse, teria cerca de quinze anos. Aceitou a mão daquele estranho, e no momento, acordou com gritos invadindo seus ouvidos.

Levantou correndo, via que a vela acesa na sala voara e a casa de madeira começava a queimar. Um calor insuportável subiu por seu corpo. Em meio às chamas, que começavam a se espalhar pelo resto da vila, viu uma criatura maior que um ser humano. Pelos negros cobriam seu corpo. Tinha um longo focinho, como o de um lobo. Longas presas ensangüentadas precipitavam sobre a língua. Longos braços, terminados em mãos mais parecidas com patas, com dedos terminados em longas e afiadas garras. Num dos braços, seu irmão, Dimitri, com o pescoço entre as garras da terrível criatura, sem vida, com um brilho opaco nos olhos. Sua avó ainda vivia, por um fio, caída no chão, igualmente ensangüentada. Seus pais estavam destroçados. Um grito lhe subiu pela garganta, mas não encontrava forças para gritar. Seus pés não saíam do lugar. A vila estava devastada, todos estavam mortos. A criatura, já identificada como um lobisomem, virou-se. Encarou-a com olhos negros, mais negros que a escuridão sem fim. Soltou o garoto, avançando na direção da garota, derrubando-a no chão, mordendo o pescoço com ferocidade. O sangue quente escorria por seu corpo, seus sentidos já se turvavam, quando ouviu um tiro, e sentiu os dentes fincados em seu pescoço saíram. Ouviu a voz de sua avó, suplicante, ao sentir algo frio em sua testa, pedir por sua vida. Adormeceu, esperando a morte vir ao seu encontro, mas essa nunca veio...

-- Flash Back da Nádia Off --

A lobisomem tirou de dentro do pijama uma corrente, com um pingente em forma de cisne. Lembrou-se que, certa vez, ela lhe contara algo a respeito daquele colar que ela tinha desde que a conhecia.

Elizaveta: "Esse pingente foi-me dado pelo seu avô, o pai de seu pai. Ele me disse que me protegeria para sempre. Um dia, ele será seu, para que saibam que seus antepassados conheceram os deuses e seus protetores..."

Apertou com força o pingente. O que ela quisera dizer com aquilo, nunca soubera. Sentiu um arrepio percorrer-lhe a coluna, e estranhou. Só o tinha quando aquele que lhe salvara da morte certa se aproximava... Ele estaria à espreita, vigiando seus passos? Não... O que um vampiro do Conselho Vampírico estaria fazendo lá, na casa de alguém que uma vez também lhe salvou da morte?

Quarto da Minerva

A criada estava adormecida, num sono agitado. Suor ensopava-lhe a camisola e os cabelos castanho-aloirado. Em alguns momentos, como num passe de mágica, tornavam-se azul-mar, mas logo voltavam ao normal. Virando para lá e para cá, alguns fios quebravam no travesseiro, mas sumiam, como se jamais houvessem existido.

-- Sonho Lembrança da Minerva --

Calor lhe subia a fronte. Pelo diadema prateado na fronte, finas gotas de suor escorriam. A torre negra com o olho de seu mestre ao fundo observava o ataque feito a Isengard por criaturas estranhas, parecidas com árvores. Ents... Precisava rapidamente conjurar um feitiço capaz de proteger o território de seu mestre até que os orcs lhe dissessem que o Um Anel, que seu mestre tanto desejava, tinha sido achado. Era melhor prevenir do que remediar... Ents eram fortes, e por causa da imprudência, Saruman, o Branco, agora estava vendo Isengard cair. Um Uruk-Hai (N/A: No livro "O Senhor dos Anéis", são os orcs que não temem o sol e mais guerreiros que os orcs comuns) aproximou-se. A figura grotesca da criatura fazia borboletas surgirem no estômago da feiticeira Doppelgänger, de olhos verde-mar profundos e sábios, e longos cabelos até os joelhos azul-mar.

Uruk-Hai: Feiticeira Shakeelah, Saruman, o Branco, está sendo atacado. Devo enviar reforços? – perguntou, fazendo uma reverência. Apesar de saber que a feiticeira era paciente, uma palavra tola por parte do comandante das tropas era o suficiente para provocar a morte. Tão terrível como Sauron, de quem Shakeelah era serva e representante fiel.

Shakeelah: Comandante Ghâsh, dei alguma ordem? – o orc balançou a cabeça freneticamente, indicando que não. – Nesse momento, estou mais preocupada com outras coisas, como a nossa segurança e a achada do Um Anel de nosso mestre. Saruman traiu Sauron, deixe que as terras da Mão Branca queimem. Preocupe-se em reforçar nossa segurança. Não gosto do pântano mais adiante... E cuidado com os Homens de Gondor, e esteja alerta caso vejam alguém de branco ou cinza, carregando um cajado. Os rumores de Gandalf, o Cinzento, estar morto, chegaram aos meus ouvidos, mas meu clã Doppelgänger está alerta, e me enviaram um corvo dizendo que Gandalf pisou na Cidade Branca de Rohan, onde o rei Théoden reina, e o fez reunir exércitos, expulsando o espião de Saruman, Gríma Língua de Cobra, da Cidade Branca, indo para o Grande Rio, mas depois enviou mais um, dizendo que o mago os enviou para o Portão de Helm, sumindo na noite. Desde então, não tenho mais notícias. Agora, comandante; suma logo da minha frente e aguarde receber alguma ordem. Se me vier com besteiras novamente, terei que nomear um novo comandante... – falou fria, franzindo o cenho. Uma rara brisa bateu, fazendo o manto azul-marinho e a faixa vermelha em torno do pescoço e dos pulsos da feiticeira esvoaçar. Um longo colar com contas de pérolas negras e brancas balançou, a mão com longas unhas negras segurou a ponta, fitando um anel de madrepérola e mirtril (N/A: Acho que escrevi certo...) pendurado. O Uruk-Hai afirmou com a cabeça freneticamente, fugindo rapidamente da presença da feiticeira. Shakeelah olhou para o alto quando a brisa parou, abrindo os braços e transformando-se num corvo. Iria verificar com seus próprios olhos se Gandalf, o Cinzento, ainda respirava. E nada escaparia aos olhos da feiticeira Doppelgänger, pois tudo o que fazia era por seu mestre.

-- Fim do Sonho Lembrança --

Acordou, com um grito entalado na garganta, sentando na cama, rapidamente. Aquilo seria um pesadelo, ou uma lembrança? Não... Não podia ser ela... Seus olhos e cabelos não eram daquela cor, mas o colar... Tinha um igual, guardado em sua gaveta. Estava com ele quando a acharam vagando. Uma palavra veio à sua mente: Doppelgänger, uma criatura capaz de mudar de forma. Dizem que despertam o mal interior de uma pessoa, ou o inverso. Dizem também que existe um para cada pessoa, e que quando uma pessoa vê o seu Doppelgänger, seu fim está próximo. Mas... O que seria aquele sonho? Feiticeira... Sauron... Shakeelah... Isengard... Saruman... Gandalf... E tantas outras palavras, por que lhe pareciam tão familiares?

Enxugou o rosto, vendo a chuva castigar a janela do lado de fora. Deixou-se cair para trás, com o sono fugindo-lhe. Fechou os olhos, puxando o cobertor quente para cobrir-se melhor. Lentamente, o som da Flauta de Hypnos lhe trouxe o sono, e a areia de Morpheu trouxe-lhe bons sonhos, afastando o seu irmão que trazia os pesadelos (N/A: Esqueci o nome do dito cujo X.X).

Quarto da Aine

A jovem lia um grosso livro de capa negra, com um pentagrama prateado na capa. Estava sentada na escrivaninha, com a luz acesa. A chuva torrencial lá fora lhe tirava a concentração, e estava lhe irritando. Tinha que estudar suas magias, mas só conseguia quando havia silêncio absoluto. Olhando para a janela, com olhos nada agradáveis, apoiou a cabeça nos braços cruzados em cima do livro aberto. Sem que percebesse, o sono abateu-se sobre si, e uma memória ancestral, guardada em seu sangue, uma memória de seiscentos anos atrás, apresentou-se em seu sonho.

-- Sonho Lembrança da Aine --

Uma jovem de longas asas vermelhas, quase transparentes, como que feitas de seda, usando um longo vestido branco, de olhos azul-gelo e cabelos até a cintura vermelhos, adornados de pérolas, com um fino diadema de ouro na testa, estava parada no salão com um lustre de diamantes, com chão de mármore branco e que refletia tudo e todos, com um misterioso sorriso. Pouco a pouco, várias outras pessoas apareciam. Uma mulher de face velha andou até o meio de todos que estavam reunidos, em forma circular. Possuía cabelos tão negros como as entranhas de uma mina de carvão, olhos tão azuis como o mar durante a noite, usando um longo manto negro. Sorrindo, começou a falar.

Danu: É um enorme prazer saber que, finalmente, após tantos anos de luta, nós, a Thuatha Dé Danann, e vocês, Olímpicos, Titânicos e Primordiais, vamos selar a paz! – dizendo isso, a deusa fez um pergaminho aparecer. – Zeus e Dagda, por favor, selem o Pergaminho de Paz. – os dois deuses superiores aproximaram-se, um de cada lado. Nos lugares destinados à cada um, um selo de cera-quente com o símbolo dos deuses apareceu, à um aceno dos mesmos. – E agora, uma festa com Hidromel e Ambrosia para comemorar! – declarou, e ouviu-se uma risada marota, em seguida, apareceram homens muito pequenos em meio aos deuses, cerca de trinta centímetros de altura cada, um pouco gordinhos. Usavam chapéus pontudos verde-folha, blusas de botões presas na cintura por um cinto preto, da mesma cor do chapéu, calças verde-escuro com a barra nas botas de couro negras. A pele era esverdeada, os olhos num verde-esmeralda muito profundo e uma espessa barba verde azulado e cabelos da mesma cor. Traziam um sorriso maroto e bandejas onde Hidromel e Ambrosia eram servidos aos deuses. Um que nada carregava aproximou-se da deusa de longas asas de fada.

Deusa: Diga, Galeno, meu caro Leprechaun. O que deseja? – perguntou com um doce sorriso.

Galeno: Minha nobre deusa Aine de Knockaine, soube que à algumas feiticeiras druídas das florestas da Grã-Bretranha, deu-lhe um pouco de seu poder. Por que? – perguntou curioso o representante dos Leprechauns.

Aine: Simples, caro Galeno. Devemos estar preparados para eventualidades, e conhecendo Angus como conheço, quero estar preparada para quando ele se apaixonar de verdade... Como dizem: Prevenir é melhor que remediar... – disse balançando as mãos displicentemente, pegando uma taça de hidromel.

-- Fim do Sonho Lembrança --

Ainde acordou, vendo que a chuva começava a diminuir lentamente. Decidindo que não conseguiria estudar naquele dia, levantou-se e foi até a cama, dormir.

Quarto da Mei

A jovem estava no décimo oitavo sonho, que era, adivinhem com quem? Isso mesmo, com o Aiolos, com um sorriso bobo na face, meio que babando no travesseiro, que era fortemente abraçado.

De repente, acordou, sem motivo aparente, à não ser o fato de sentir seus pés gelados. Olhou ao redor. Seu cobertor havia sumido. Não estava no chão, muito menos em cima da cama. Praguejou. Não dormia se estivesse com frio. Pra completar, a chuva caía forte e balançava a janela. Suspirou, começando a procurar o cobertor novamente. Encontrou-o dobrado debaixo da cama cuidadosamente, como se tivesse sido feito por uma criada. Achou aquilo tenebroso, e tratou de dormir logo. Não estava com cabeça para enigmas, pois sua mente clamava por sono. Porém, dormiu sobre atentos olhos vermelhos, olhos marotos e vigilantes, que apagaram-se quando adormeceu.

Quarto da Marianna

A jovem sacerdotisa não conseguia dormir. Um certo aquariano povoava seus pensamentos (N/A: E quem consegue dormir com aquele lá povoando os pensamentos? Eu que não...), irritando-a um pouco. Cansada de não conseguir dormir, levantou-se, andando sem parar para todo lado. E estava andando para todo lado, quando dormiu de repente, como se alguém tivesse segurado seu sono, quase indo de encontro ao chão, mas braços envoltos num manto negro, com um chapéu de abas largas com plumas e uma máscara negra cobrindo o rosto impediu-a de cair, depositando-a na cama e cobrindo-a. Uma voz foi possível de se ouvir, uma voz guerreira, porém tenebrosa.

??: Que pretendem essas criaturas da escuridão? Que Danu pretende? E Angus? Seus propósitos são-me misteriosos... Já vivi muito, estive presente quando foi selada a paz, mas aquela feiticeira Doppelgänger que sumiu um ano atrás, ela atrai desgraça... E desgraça está sendo atraída para essa mansão... Temo não poder fazer nada para ajudar... Quem quer que controle o jogo, escolheu as peças cuidadosamente, apesar de algumas parecerem inúteis... São essas que tenho que tomar mais cuidado... – dizendo isso, quem quer que fosse, sumiu, ou melhor, encolheu, transformando-se num inseto que passaria invisível à olhos humanos.

Quarto da Violeta

A fada cuidava de um pássaro que tinha sido pego desprevenido pela tempestade e viera bater em sua janela. Rapidamente, pegou o pequeno animal tratando do ferimento com sua magia de cura, trazendo um sorriso na face. Como gostava de cuidar de animais. Ao terminar, acariciou um pouco as penas do pequeno, que cantou brevemente uma melodia, uma melodia que era uma mensagem de amor, algo que não passou desapercebido pela espanhola. Imediatamente, Lune veio-lhe aos pensamentos. Sua face avermelhou-se. Apesar de achá-lo muito certinho e coisa e tal, ele exercia uma forte atração, um poderoso ima que a atraía sem dó nem piedade. E a cara que ele fizera ao saber que era uma fada... Nunca esqueceria aquela cara. Fechou os olhos por um momento, com um sorriso maior ainda, porém, quando os abriu, o pássaro sumira. Não se encontrava no quarto, e a janela e a porta estavam muito bem trancadas. Estaria vendo e ouvindo coisas? De uma forma ou de outra, era algo estranho.

Quarto da Kelyanne

A jovem repassava o texto da peça que teria após o baile. Na verdade, uma ópera... "O Fantasma da Ópera" (N/A: Podem me matar, mas só depois que eu terminar as fics!), onde ela interpretaria Christine. Diziam que ela perfeita para o papel, pelo fato de ser parecida com a primeira atriz que interpretou Christine (N/A: Isso é uma verdade, a Kelyanne é extremamente parecida com a Sarah Brightman), e ainda diziam que tinha uma bela voz, quanto à esse, duvidava um pouco, mas quem se importava? Com certeza, sua carreira decolaria depois da primeira apresentação – quer dizer, se ela fosse bem... Mas, afinal, para que precisava de Pandora? Verificar se a sua voz estava boa o bastante, e verificar, também, se conseguiria interpretar uma garota que ama dois homens bem...

Um frio incômodo fez-se sentir, e se encolheu mais na cama. Apesar de a Escandinávia ser um país até que frio, não era amiga desse clima. A luz estava apagada, e como era de se esperar, sombras se formavam, sombras que assustam as crianças à noite. Mas a jovem nada temia... Ainda mais, quando Fantasia à levou à um mundo de devaneios, onde ela e Faraó interpretavam os mocinhos apaixonados numa peça de teatro. Um sorriso meio bobo apareceu em sua face, mas logo Kely balançou a cabeça.

Kelyanne: Pare de sonhar acordada, Kely... Você vai vê-lo amanhã de manhã novamente... – murmurou, abraçando o travesseiro fortemente e adormecendo.

Quarto da Beatriz

A jovem elfa estava praticando alguns feitiços novos que tinha aprendido trocando algumas palavras com Celina. Sempre ouvira falar sobre a Terra-Média, uma terra à parte, além de Asgard. Ficara muito, muito feliz em saber que ela nascera lá, porém, vivera somente cem anos naquela terra. Quando a guerra contra Sauron acabara, partira junto com o resto de sua família elfíca, das Florestas das Sombras, de onde saiu um membro da Comitiva que levara o Um Anel para ser destruído, mais escoltando o Guardião, porém, somente até Emyn Muil, quando todos se separaram, porém, antes já estavam desfalcados, desde Moria, onde Gandalf caíra (N/A: Vocês tão com sorte de eu ter voltado de viagem não faz muito tempo... Ainda tá fresco na memória tudo que eu li...)

Nossa, ouvira a história uma vez e já estava entendida! Realmente, decorara cada palavra. E agora, praticava feitiços vindos diretamente da Terra-Média. Parou um momento, para pensar qual usaria agora, ou melhor, no que faria agora... Gostara muito de Shaka, e também gostava de Pandora, por isso gostava de assustá-la. Talvez fosse uma boa idéia dar um susto do cavaleiro...

Abriu a porta, saindo silenciosa, andando pelo corredor.

Quarto do Shaka

O virginiano estava sentado na posição de lótus, meditando, ou ao menos, tentando. Beatriz era misteriosa e o encantara justamente por isso. Desistindo de tentar meditar, levantou-se, sentindo alguém próximo à porta de seu quarto. A porta estava trancada, por isso, não se preocupou muito. Mas se preocupou quando a chave girou na fechadura, abrindo a porta num clic. Uma fresta foi aberta, e a luz estando apagada, nada enxergaram os olhos verde-claro. Cuidadosamente, entrou, fechando a porta atrás de si. De repente, a luz acendeu, e Shaka pôde perceber melhor que quem invadia seu quarto era Beatriz.

Shaka: O que faz aqui? – perguntou frio, sem abrir os olhos.

Beatriz: Eu? Bem, eu... É que... – tentava pensar numa desculpa, mas nenhuma lhe vinha à mente. Um branco tomara conta de seu cérebro. Ainda estava tentando pensar numa desculpa, com o rosto vermelho por ter sido descoberta, e não notou quando o cavaleiro aproximou-se de si.

Shaka: Saía daqui se tem amor à vida, antes que eu mude de idéia, Beatriz. E não entre em meu quarto mais sem ser convidada. – falou frio, porém, seu hálito quente batia contra o rosto da inglesa, e não intencionalmente, seu perfume natural de tanto ficar meditando na Sala das Árvores Gêmeas chegava às narinas da jovem. Apenas conseguiu afirmar balançando a cabeça, vendo o virginiano abrir a porta e guiá-la para fora. Foi para o seu quarto meio que trocando os passos, ainda embriagada pelo perfume do cavaleiro. – Eu mereço... – murmurou, irritado, fechando e trancando a porta.

Quarto da Lydia

A jovem pintora usava um sobretudo branco por cima da camisola de seda, enquanto pintava um quadro de Shion, apenas de cabeça. Tinha terminado de pintar os cabelos, e olhava um pouco sonhadora para o quadro. O achara muito lindo, um doce de pessoa e todo o mais, enfim, o amava muito. De repente, num surto de criatividade, pegou uma tela, e como se suas mãos fossem guiadas por outra pessoa, com os olhos tornando-se opacos, começou a pintar uma cena que viera-lhe a mente. Terminou em pouco tempo, e os olhos voltaram ao normal. Observou o quadro, surpresa, como que acordando de um transe.

Lydia: Eu... Eu pintei esse quadro? – murmurou, assustada. No quadro, ela chorava desesperadamente, abraçando Shion, que tinha olhos opacos, com sangue escorrendo da boca e de um ferimento sério na barriga. As roupas da finlandesa estavam sujas com o sangue do cavaleiro.

Ouviu uma voz, como se lhe sussurrasse ao ouvido.

Voz: Se não tomar cuidado, essa é uma parte do futuro que lhe está reservado, minha cara. – Lydia virou-se, porém, não havia ninguém.

Lydia: Estou ficando louca... – murmurou, tirando o sobretudo e deitando na cama, após apagar a luz. Tentava dormir, mas o som da chuva batendo na janela e o vento balançando a mesma era assombroso, e para completar, o quadro bem à frente da cama (N/A: Nuby, minha linda, fiz uma fic de aniversário pra você. Tu leu?).

Quarto da Natasha

A governanta estava deitada, parecia dormir, porém, estava muito bem acordada, atenta aos sons ao seu redor. Em seus duzentos anos de bruxa, estando entre as mais poderosas, aprendera a não vacilar quando tudo parecia tranqüilo demais. Ouviu o som da janela sendo aberta por fora. A chuva molhou o carpete negro. Passos leves, quase inaudíveis foram dados, vindos da janela. A mesma foi fechada e trancada. Se estivesse dormindo, jamais perceberia. Segurou firme o punhal de diamante que segurava debaixo do cobertor quando os passos se aproximaram de sua cama. Ouviu uma voz doce falar-lhe, e reconheceu-a de imediato.

Voz: Pode soltar esse punhal, Natasha, vim em paz... Ou deveria chamar-lhe... Abayomi? (N/A: Nome yorubá que significa encontro feliz) – disse sentando na poltrona, recolhendo longas asas brancas. Tinha cabelos longos, vermelhos com fios prateados, uma faixa cobria os olhos negros, usava um manto cinza, carregando uma libra e uma espada numa das mãos. Um véu negro cobria os cabelos.

Natashai: O que aconteceu, Nêmesis (N/A: A deusa da justiça distributiva)? – perguntou desconfiada, sentando na cama de frente para a deusa.

Nêmesis: Algumas coisas estão erradas... Eu precisava entrar em ação. As Moiras estão tendo que tecer novamente o tapete de todos os que estão nesse baile, o que significa que tem algum, ou alguns deuses, colocando a mão no destino... Elas me pediram que viesse aqui verificar, e descobrisse que deuses são esses.

Natasha: E porque precisa de mim, Nemêsis? Você, sendo aprendiz das Moiras, deve saber melhor que eu, uma bruxa que tem somente duzentos anos. Você é bem mais velha que eu...

Nemêsis: Tomarei isso por um elogio. Você tem uma maior capacidade para raciocinar. Preciso que me ajude com essa capacidade. Vou passar-lhe os dados que tenho das convidadas e do que vem acontecendo. – disse acenando a tocha, e todas as informações foram para a memória da bruxa.

Natasha: Verei o que posso fazer. – disse.

Nemêsis: Quando tiver algum resultado, sabe como me chamar. – disse levantando-se, sumindo.

Natasha: Não era mais fácil para ela usar telecinese logo de início? – disse desanimada, caindo para trás e logo adormecendo.

Quarto do Adam

Estava adormecido, num sono agitado. Por vezes, era como se lamentos chegassem aos seus ouvidos. Lobisomens, vampiros, bruxos, entre tantas outras criaturas, apareciam como flashs em sua mente em meio à batalhas em que ele tinha os cabelos nos ombros, usando um chapéu de abas largas, com roupas escuras. Sacou uma arma prateada e atirou, acordando com o suposto estrondo. Suor pingava-lhe do rosto.

Adam: O que... – murmurou, sem completar a frase. Não podia ser uma lembrança... O cenário... Era como se estivesse em meados de mil e oitocentos... Caiu para trás, passando a mão pelo rosto bem feito, enxugando o suor. O que aquilo significava? (N/A: Quando vocês descobrirem, tenho certeza, vão querer me matar! xD)

Quarto da Pandora

Pandora não conseguia dormir. Estava nervosa pelo fato de que as roupas que encomendara já deviam ter chegado, mas nada ainda. Pra completar, aquela maldita chuva não a deixava dormir!

Sentou na poltrona, suspirando. Fechou os olhos, apoiando a cabeça no encosto. Adam apareceu-lhe nos pensamentos, com um sorriso que lhe acalmou. Lentamente, adormeceu sentada na poltrona, com um sorriso nos lábios.

Quarto da Sarita

A canadense treinava arremesso de Kunais (N/A: Adaga ninja) na mesma foto de antes da apresentação. A foto já estava completamente rasgada, mas ela não se importava. Tinha que descarregar a raiva, mas o fazia coma força moderada. O clã ninja que a treinara a fizera adquirir força tremenda. Cansada, sentou na cama, lembrando do que acontecera antes de ir para a Mansão Heinstein.

-- Flash Back da Sarita Off --

Estava escondida no tubo de ventilação, vigiando a reunião de onze pessoas, porém, sabia que deveria haver doze, pois uma cadeira estava vaga. Todos estavam em silêncio, apenas aguardando. Ouviu a porta abrir-se e fechar-se, e uma voz falar um desculpe, uma voz feminina e nova. Porém, sentou-se de costas para ela, impossibilitando que pudesse ver seu rosto. O homem que estava na ponta começou. Seu nome estampou-se em sua mente... Era dele que tinha ódio, era por causa dele que estava ali.

Abraham: Minha cara que nos vigia do tubo desde que chegamos, pode descer. Não pode se esconder de nós. – falou, fechando os olhos, apreciando o cheiro de sangue que ela exalava apesar de não estar ferida.

Sentiu-se ser puxada pelos pés para fora, sendo levada para a sala. Todos, com exceção de quem ela estava atrás, usavam máscaras vermelhas.

Sarita: Como descobriu? – falou ferina, sem mostrar resistência aos guardas que seguravam seu braço com força.

Abraham: As batidas de seu coração, o cheiro do seu suor, e do seu sangue, te entregaram. – falou, frio; uma sombra transpassou seus olhos e eles ficaram vermelhos por um momento.

Sarita: Você não é humano, é? – perguntou, sentindo que o medo apossava-se de si, junto com uma inquietude tremenda.

Abraham: Nunca saberá se continuar atrás de mim... Levem-na para a sala de gelo. – disse voltando à atenção para os outros onze, começando uma reunião após colocar a própria máscara.

A sala de gelo era algo que mais parecia o frigorífico. Foi colocada pendurada pelos braços no meio do local extremamente frio. Sentia-se zonza... Abaixo de si, havia uma espécie de ralo. Os guardas aproximaram-se com longas katanas, e começaram a fazer cortes em si, cortes finos, longos e rasos, porém, o bastante para sangue escorrer e pingar no chão, gota a gota, lentamente. A cada corte, gritava. Gritava à plenos pulmões. Mesmo estando drogada para não poder movimentar-se, era capaz de sentir os cortes, cortes de um verdadeiro artista. Cortes que deixariam cicatrizes. E só o faziam na barriga e nos braços... Fora aquele frio que parecia aumentar a cada segundo. Sentia que pequenos cristais de gelo se formavam nos cílios, as pontas dos dedos estavam enrijecidas, o sangue congelava.

Depois de algumas horas de tortura, foi solta. Perguntaram-lhe onde deixá-la. Estando quase desmaiada, conseguiu murmurar apenas "Pandora Heinstein".

-- Flash Back da Sarita Off --

Deixou-se cair para trás, pensando em Shun. Ele era uma gracinha, definitivamente... Ia conseguí-lo para si, ia tê-lo só pra ela, tinha certeza... Lentamente, o sono apoderou-se de si, enquanto abraçava o travesseiro fortemente (N/A: No próximo capítulo, vai ser os cavaleiros de espectros e então, vamos tocar pra frente!).