Episódio Dez

Episódio Dez.

Adeus Sirius.

Data: 27/05/2006

Anteriormente no Seriado Potteriano:

- Você não sabe um terço da minha vida para estar me julgando dessa forma... Eu só acho que ela é jovem demais para ser mãe! Ela não se cuidou... – Gina tinha lágrimas nos olhos, Harry não sabia se era pela briga, ou pela dor que ele estava causando na garota de tanta força que a segurava. Resolveu soltá-la.

- Você... Você é um imbecil – Gina disse com a voz mesclada de choro – Eu vou embora... – ela abriu a porta do carro, ligou a chave no contato e foi.

- Olá Hermione. Será que nós podíamos conversar? – perguntou Harry fingindo que Rodolfo não estivesse na mesa.

- Na verdade, não – disse Hermione mostrando um sorriso falso – Estou acompanhado do meu... Do meu namorado!

- Ah... Mas... Namorado? E o Vítor?

- Na verdade... Não era o Vítor. Era ele. Rodolfo, esse é o Harry. Harry, esse é o Rodolfo.

Porém, isso não aconteceu, avistou Rony, no final do corredor, trocando carícias com uma outra garota, também loira e de olhos claros, não era Luna. Muito menos Hermione. Era a sua atual ficante Lilá. Ela era até que bonita, se não fosse tão fofoqueira.

- Ah... Deve ser por isso que Luna está péssima... – Harry virou as costas e tentou buscar outro caminho para a torre da Corvinal.

Draco meneou a cabeça bebendo um gole do uísque, depois ofereceu a Gina.

- Ah... Aceito um gole – ela pegou o copo na mão dele e virou pela garganta, quando sentiu o estômago embrulhar imediatamente e uma sensação estranha querendo espirrar. Devolveu tudo no copo em forma de cuspe.

- Eca! – gemeu Draco – Tudo bem que eu já peguei a sua baba na época em que eu te beijava, mas... Isso parece definitivamente mais nojento – ele foi até a pia despejar o copo – Você não gosta de bebidas?

Ela enxugou a boca com a manga da blusa, e fez cara de nojo.

- Eu amo uísque! – disse ela gemendo – Mas... Ultimamente ando tendo alguns problemas gástricos.

- Você vai conseguir fugir, Gina Weasley... Isso se você sobreviver ao gás tóxico dentro do meu carro – Draco sorriu diabolicamente para o espelho, e gargalhou friamente. Ai, Gina... Eu sou menos ingênuo do que você imagina – ele bateu as unhas na taça – Acha mesmo que eu vou acreditar nessa sua historinha de que não está a fim de tomar uísque, é? Eu sei exatamente todos os seus segredos... – e riu alto.

"Não era Hermione quem estava grávida. Ela nunca esteve...".

O celular vibrou de novo, era a continuação da mensagem.

"Quem está grávida desde aquele dia. É a Gina. Por isso ela não tem tomando vinhos ou bebidas alcoólicas!"

27.05.2006

O olhar de Hermione parecia de desespero, ela queria dizer alguma coisa, gritar, mas as palavras não saiam, talvez porque ela estivesse ao lado de Rony, ou de outras pessoas consideradas normais.

- Hermione... – ele sussurrou, e felizmente a rodinha não percebeu, continuou a dançar como se nada estivesse acontecendo.

Harry segurou a garota pelo cotovelo, afastando-a da rodinha.

- Gina... Ela não está... Está? – perguntou meio gago. Estava começando a entrar em desespero com a idéia de Gina estar grávida. Ele não conseguia pensar direito, tudo parecia um sonho, ou um pesadelo.

- Eu... Eu desejaria que fosse, Harry – gemeu ela em resposta – Mas o palitinho de gravidez não era meu. Era dele o tempo todo... Eu só fui uma boa amiga e fingi que era meu... Eu só tentei encobri-la do desespero das pessoas apontarem e a tratarem com indiferença.

Harry rangeu os dentes, nervoso.

- Você não devia ter feito isso... Era importante para mim. Eu precisava ter sabido desde o começo!

- Harry... Era importante para minha melhor amiga também – ela puxou o braço de volta – E você está me machucando! – Hermione tinhas lágrimas nos olhos.

- Por isso... Por isso você tem me evitado o tempo todo. Por isso você tem saído com o tal Rodolfo Lestrange! Você sabia o tempo todo que eu ia ser pai!

Hermione passou as mãos rápidas na face para retirar as lágrimas que despencavam pelo seu rosto, desmanchando a maquilagem.

- Você... Você não podia ter feito isso comigo – gemeu Harry.

O moreno guardou o celular no bolso e virou as costas procurando a direção do banheiro feminino, provavelmente onde Gina estaria vomitando. Ele correu na direção do local, sem se importar com a privacidade de ser visitado só por mulheres, adentrou procurando pela garota de cabelos ruivos. Hermione estava em sua cola.

- Gina! Gina! – gritou ele batendo as portas.

Gina estava ajoelhada em frente a uma privada, com as duas mãos agarradas na borda. Fosse uma atitude nojenta, mas não era pela compensação de limpeza dos banheiros, eram perfeitamente impecáveis e brilhosos.

- Gina... Está tudo bem? – perguntou ele ajoelhando ao lado dela.

- Não... Não está – disse ela, verdadeira. Agora sabia que Harry estava ciente de toda a verdade. Sabia também que não podia esconder isso por muito tempo porque sua barriga dentro de poucas semanas ia adquirir um certo volume.

- Gina... Como... Como aconteceu?

- Não sei, Harry. Mas aconteceu – disse ela limpando as lágrimas. Hermione, também, estava em desespero do lado de fora, mas não se intrometia na conversa entre os dois, pelo contrário, ganhou distância para tentar não parecer intrometida.

- Eu... Eu não sei o que dizer – resmungou ele.

- Nada... Nada... – ela deitou a cabeça no peito dele.

Por tudo o que Harry havia falado, criticado. Harry havia falado um monte quando achara que Hermione quem estava grávida. Era por isso que Gina tinha ficado pálida? Tinha chorado e defendido a amiga?

- Vai ficar tudo bem – sussurrou Harry no ouvido dele, mas ele não tinha certeza disso. Queria ter um apoio, poder segurar em alguma coisa para ter certeza de que suas mãos ainda estavam firmes, mas estava tudo girando, e ele parecia estar tendo enjôo.

- Harry... O que vai ser de nós?

- Nós... Eu não sei – disse sinceramente. Não tinha idéia do que isso mudaria em sua vida. Ele seria pai, afinal de contas. Aos dezessete anos, ele seria pai.

- Eu... Eu vou tirar esse bebê – disse Gina visivelmente desesperada.

- Não... Tudo... Tudo menos isso – disse Harry sério. Ele também queria isso, talvez. Só precisava de um tempo para pensar. Não conseguia acreditar que o filho era dele – Mas... Você tem certeza de que eu sou o pai? Você não transou com mais ninguém?

Gina fez que não com a cabeça e o abraçou.

- Você falou que andou saindo com Draco, e... – ele parecia querer se livrar da culpa pelo fato de Gina estar grávida.

- Aceite o fato, Harry! – disse ela histérica. Nesse momento, o banheiro inteiro olhava para os dois, principalmente por só haver mulheres – Esse filho é seu. Não é de mais ninguém. Ninguém!

Ele meneou a cabeça, incrédulo. Não podia ser. As coisas estavam erradas. Nada podia ser assim... Ele tinha um futuro pela frente!

- Façamos o seguinte – disse Harry em pânico – Vamos embora para a casa agora, certo? E... Amanhã a gente se encontra, com a cabeça mais fria!

- Há quase um mês que eu ando pensando na minha vida, Harry... E tudo o que eu quero é não ter esse filho! – disse ela aos berros – Ele vai mudar toda a minha vida. E eu não estou pronta.

Harry segurou-a pelos ombros.

- Se for para tirar esse bebê... Nós vamos fazer isso juntos... Nós vamos pensar sobre isso. Mas agora não posso te dar apoio algum porque estou chocado... Sem saber o que dizer. Vamos embora, certo? – pediu Harry com os olhos brilhando.

Gina concordou com a cabeça, parecia mais uma criança. Ele passou o braço em volta do ombro da ruiva, ela o agarrou com firmeza para ter certeza de que ele era concreto. Harry procurou Hermione com os olhos pelo banheiro, mas ela não estava mais lá.

Hermione não estava mais naquele banheiro, ela não ficara para assistir toda a discussão entre Harry e Gina. Não que ela não se importasse mais com os amigos, e principalmente com Harry com quem ela realmente amava. Mas... Porque ela não pertencia a essa vida. Não era mais o mundo dela.

Antes... Ela era quem estava fora dos planos de Harry, por estar, supostamente, grávida. Mas agora era Hermione quem excluía totalmente Harry de sua vida, porque ele ia ter uma família ao lado de Gina. E ela não ia se intrometer. Nunca mais.

30.05.2006

- Tudo vai ficar bem – disse Sirius sorrindo enquanto limpava o seu quarto – Então... Cadê o meu padrinho que me deu os "canos" no meu casamento? – brincou o moreno apagando a luz de seu quarto completamente vazio na casa de Lílian.

Lupin e Lílian estavam assistindo Sirius carregar a mala para fora do quarto, porque ele estava deixando aquela vida de solteiro para trás, e agora estava casado com Tonks, e ia se mudar para fora do país com ela.

- Ele está meio chateado... Acho que ele brigou com a namorada – disse Lílian parada à porta.

- Fala para ele que tudo vai ficar bem. Se eu terminei casado... Ele provavelmente terá umas três – brincou o padrinho.

- Tomara que você não siga o exemplo dele – disse Lílian amarrando a cara para Lupin. Ele sorriu, beijando a namorada.

Sirius colocou a mala dentro do porta-malas do seu carro e a outra mala em um táxi, porque metade ia para a Califórnia onde estava a sua nova casa. E a outra metade ia para a sua lua-de-mel.

- Vou sentir falta de Nova York... Foi uma grande cidade! – disse ele olhando para as enormes sacadas daquela casa – Conheci muitas pessoas legais aqui... – disse emocionado – E agradeço por ter me dado abrigo, Lílian.

Ela sorriu, também triste pelo fato dele estar indo embora.

- Vou chamar o Harry – disfarçou para não se emocionar ali na frente de todos.

Alguns minutos mais tarde, ela veio trazendo o afilhado, dando um sorriso forçado no rosto.

- Parabéns, padrinho... E desculpa por qualquer coisa.

Sirius abraçou Harry com força, como se fosse o seu filho.

- Agradeço a você por me apresentar pessoas magníficas aqui na cidade. Sem você não teria conhecido ninguém... Não teria conhecido melhor meu padrinho – e olhou para Lupin que sorria de mãos dadas com Lílian – Não teria conhecido nenhum de seus amigos... E foram ótimas aventuras.

- Por minha culpa você passou vários meses de cadeira de rodas – disse Harry solitário – Você não tem nada para me agradecer... Eu que lhe devo desculpas! Você me salvou das minhas enrascadas. Salvou a vida de Gina das mãos de Tom Riddle. Salvou a vida de Hermione dos seqüestradores. Você colocou a sua vida em risco!

Sirius mexeu a cabeça e abraçou novamente Harry, porque ele era um filho que todo o pai desejaria ter. Tinha orgulho do afilhado/ex-padrinho.

- Apesar de você ter me abandonado no altar – disse como se Harry fosse sua noiva, mas estava brincando, obviamente – Eu... Eu te perdôo! – e os dois se abraçaram para a última despedida.

Sirius passou para despedir de Lupin e murmurou para ele se cuidar. Agradeceu Lílian de montão. E assobiou.

Nesse momento, Padfoot veio pulando pelo gramado bem aparado da casa, destruindo todas as flores do jardim.

- Ah... Não! – gritou Lílian, mas acabou rindo.

O cachorro carregava sua sacolinha de bagunças para a viagem também. Passou a língua no rosto dos três e pulou para dentro do táxi, querendo ir para a lua-de-mel também.

- Não, garotão, você vai para a Califórnia com o Zabini – disse apontando para o outro carro.

Padfoot deixou a língua de fora, baforando, sem mudar de lugar. Abanou o rabo, divertido. Todos deram risadas.

- Tonks mandou lembranças a todos... Ela não quis vir até aqui se despedir porque ela odeia esse tipo de coisa... Chora o tempo todo e já viram, né? – ele riu e acenou – A gente ainda se vê com o andar das carruagens!

- Espero que sim – acenou Harry – Até... E boa viagem!

Sirius acenou quando o carro começou a andar, deixando saudades para trás.

01.06.2006

Gina estava desesperada pelo fato de Harry não ter ido procurá-la. Que falta de consideração, ele tinha prometido pelo menos uma ligação no dia seguinte. Mas devia estar pensativo, e ela não estava com paciência para tolerar esses absurdos em plena gravidez.

Os seus hormônios estavam a mil, e ela sentia isso meso com poucos meses. E não estava disposta a ficar de braços cruzados, vendo o mundo girar. Passou a bolsa em volta dos braços e saiu pelas ruas, parando no ponto mais perto, decidida a falar com Draco.

Podia ter pegado o carro de Rony, mas seria muita injustiça com o irmão. O carro era novo, e ela não pretendia roubá-lo, até porque a placa seria identificada pela família com facilidade e Gina não fugiria para muito longe.

- Oras... Visita! – disse Draco à porta quando atendeu Gina.

Ela entrou em sua casa, desesperada, como se tivesse acabado de cometer o maior dos crimes.

- Eu... Eu estou grávida. Alguém contou para o Harry que eu estou grávida.

Draco ergueu as sobrancelhas, arregalando os olhos.

- Co-Como assim? Grávida? Não vai me dizer que... Que eu sou o pai?

- Transamos com camisinha, não transamos?

- Talvez... Algumas vezes!

Gina sacudiu a cabeça, passando as mãos pela cabeça, preocupada.

- Eu não quero isso para a minha vida, Draco... Eu não quero. Não está na hora de eu ter um filho!

- Gina... Você... Você está mesmo preparada para isso? Digo, é o seu corpo. É a sua vida que está em jogo.

Gina abraçou Draco sentado a sua frente, os dois tinham tanta intimidade depois de terem namorado. Tornaram-se melhores amigos depois de todo o ocorrido.

- Que bom que você me apóia...

- Sempre. Qual for a sua decisão – sussurrou ele respirando o cheio de flores do cabelo dela.

Gina quis ficar ali para sempre, unida aos braços de Draco, mas sabia que uma hora precisava conversar mais sério sobre a sua fuga. Precisava planejar para que nada desse errado.

- Nós... Nós ainda não falamos sobre o carro – golpeou Gina quando os dois estavam em silêncio.

- Ah, claro... Sem problemas – disse Draco – Eu já fiz uma cópia da chave para quando você precisar fugir!

- Certo.

- Você não pretende fazer isso hoje, não é?

- Por que não? – perguntou ela esticando as sobrancelhas.

- Sei lá... Se eu fosse você segurava mais alguns dias, o Potter ainda vai procurar você.

- Vai? Você acha?

- Ah... Ele gostava muito de você, provavelmente vai sim.

Gina passou as mãos nos cabelos sedosos.

- Ah... Se você diz... – Gina o abraçou novamente – Obrigada mais uma vez, Draco. Obrigada por ser esse amigo maravilhoso que você é.

- Ahn... Por nada – disse ele sentindo a consciência pesar. Havia instalado um gás tóxico no carro para acabar com a gravidez de Gina. Não ia fazer mal nenhum a ela, só ia ser forte o suficiente para que ela perdesse o bebê. Porque Draco queria atingir Harry, de alguma forma. Utilizaria Gina, e o seu filho, se fosse preciso.

- Você vai voltar para a casa? – perguntou Draco vendo Gina virar as costas.

- Não... Vou sair um pouco. Espairecer – disse ela indo até a porta.

Draco colocou a chave em cima do aparador.

- A cópia da chave do carro vai estar aqui, caso você precise.

- Ah... Tudo bem. Obrigada – ela acenou – Obrigada mesmo – e fechou a porta ao passar.

Draco estava se sentindo péssimo por isso. Mas só ia tirar uma vida para atingir Harry, do mesmo modo, que a família Potter havia acabado com Lúcio.

02.06.2006

Hermione estava no banho quando ouviu o celular tocar, saiu enrolada na toalha, com os cabelos úmidos. Atendeu após não suportar mais o barulho.

- Alô?

- Ei... Sou eu – disse a voz irreconhecível de Rodolfo – Estou com saudades.

- Ah... Rô! – disse ela toda meiga – Que saudades também. Faz meses que não nos vemos.

- Sim... Por isso que eu estou te ligando, quero saber se você está a fim de assistir algum filme comigo?

- Ah... Depende. Quando?

- Agora!

Ela revirou os olhos, vendo no estado em que se encontrava.

- Mas... Eu estou ocupada!

Ele riu.

- Não faz mal... A sessão só começa às oito horas da noite. De qualquer forma, não aceito um 'não' como resposta e estou entrando no estacionamento do shopping. Você vai me encontrar na praça de alimentação, ao lado do McDonald, certo?

- Claro... – sorriu ela – Tudo bem. Eu vou – e desligou.

Ela terminou de ser arrumar. Penteou os cabelos loiros e repicados, passou todos os seus acessórios, colocando uma roupa de última moda, que era definida como: uma saia jeans apertada cheia de bolsos e botões. Uma camiseta social feminina que tinha um decote gigantesco, mas para disfarçar, ela pegou um colar de fada brilhante e passou pelo pescoço.

Demorou quase duas horas, e Rodolfo gastou todos os créditos ligando para ela de cinco em cinco minutos. Por fim, ela apareceu toda perfumada, no shopping.

- Achei que íamos somente no cinema... Não em uma festa! – sussurrou ele deslumbrado em vê-la. Estava magnífica.

- Ah... Não seja bobo – ela deu um tapinha em seu braço – Eu só queria ficar bonita para você.

Eles escolheram outra mesa mais afastada com privacidade para se sentarem. Ela carregava sua bolsa na ponta dos dedos pintados de esmalte rosa salmão.

- Como andam as coisas?

- O hospital está uma loucura, sabe... – confessou ele com um suspiro – Passei a noite inteira acordado ajudando uma senhora.

- Ah... Que fofo! – gemeu Hermione – O que ela tinha?

- Câncer em estado terminal.

- Ah... – ela fez uma expressão triste – Não tem mesmo como sobreviver?

- Tentei de tudo... Juro! Chamei os melhores médicos da Europa, fizemos várias tomografias, mas não houve como.

Hermione apertou a mão de Rodolfo estendida sobre a mesa como um consolo e a apertou.

- Não fique triste... Aposto que ela vai descansar.

- Ela era uma senhora bacana – ele jogou os fios finos de cabelo para trás, charmoso – Ela é muito extrovertida. E o pior disso tudo, que eu me sinto culpado.

Hermione roçou a sua mão de leve em seu braço cheio de pelinhos eriçados.

- Ei... Não se preocupe. Você fez de tudo, ela entenderá.

Rodolfo sorriu e virou a sua mão na direção da dela, pegando-a com delicadeza.

- Espero que sim – ele a acariciou também – Então... Já comprei os tickets. Vamos entrar?

Hermione sorriu com a eficiência do rapaz, e passou os braços em volta dos dele, mas ela percebeu que ele estava perto demais, a ponto de se enroscarem ali mesmo.

- Er... – Hermione virou o pescoço, pigarreando – Vamos!

Eles estavam com as mãos entrelaçadas, como amigos. Passaram pela entrada, e no meio da escada, na escuridão do cinema. Ele passou as duas mãos em volta da cintura de Hermione, e aproveitando que a sala estava vazia, beijou-lhe os lábios com delicadeza.

- Desculpa... Desculpa, eu não pude agüentar por mais um segundo. Há tempos que eu quero fazer isso com você. Há tempos que eu quero te beijar.

Hermione sorriu delicadamente, sentindo o peito estufar em felicidade. Fazia tempos que não ouvia palavras tão doces.

- Tudo bem... Eu também quero – ela sussurrou beijando-o de leve em resposta.

04.06.2006

Luna deixou o material em cima da escrivaninha, e apoiou os cotovelos em cima da escrivaninha. Vinha pensando há algum tempo se declarar oficialmente para Rony, mesmo que ele estivesse saindo com Lilá, porque era melhor agora do que se realmente tudo ficasse sério. Porque ela não suportava mais vê-lo nos braços de outra.

Era ela quem o amava. Ela era quem passava todas as noites pensando em como seria o dia seguinte, na esperança de que Rony viesse falar com ela.

Mas ficar escondida, não fez com que Rony a notasse. Ficar chorando pelos cantos da escola, não progrediu para que ninguém a reparasse, na verdade. Luna perdera. Lilá ganhara.

Ela sentou, com os olhos marejados. Precisava desabafar com alguém, de algum modo.

Luna desceu as mãos para o material, puxou uma caneta azul, e puxou uma folha de fichário cor-de-rosa. Ia expressar os seus sentimentos através de uma carta. Ela deixou todos os sentimentos expostos, dizendo que o amava mais do que tudo nesse mundo. E que não podia mais viver sem ele. Mas é claro, não colocou o nome, porque sabia que se caísse nas mãos erradas, seria uma lástima e a escola inteira caçoaria dela.

Guardou na mochila e fechou com o zíper, esperando que o dia seguinte chegasse logo. E só de pensar nos olhos castanhos do ruivo descendo pela carta. Ela já de derretia toda.

05.06.2006

Luna chegou na escola mais cedo do que o normal, saiu correndo até a sala do Profeta Diário passando por pequenos grupinhos de alunos que sequer notaram a sua presença. Atingiu a sala, olhou para os armários e havia decorado que o mais alto era o do Rony, com o número: 36 em preto.

Ela depositou a carta ali, olhando por cima do ombro para ver se não havia ninguém vigiando. Por sorte, o corredor da ala "B" estava completamente vazio, isso significava que era um segredo só entre os dois.

Luna virou as costas e partiu para a próxima aula com os dedos cruzados. Talvez o seu destino mudasse de rumo hoje.

05.06.2006

Rony enfiou a chave no armário e ao abri-lo, caiu um papel em seus pés. Um papel que ele sabia que não era parte dos seus pertences, agachou para apanhá-lo, quando sentiu um assobio vindo da porta. Era Harry com suas brincadeiras.

- Pegando geral.

Rony corou de leve, enquanto abria a carta para lê-la. Havia frases desconexas como "Eu sempre amei você", "Não vejo a hora de ficarmos juntos de uma vez por todas", "Você nunca me notou..."

- Será que essa carta é de Lilá? – perguntou Rony para si mesmo. Devia ser, afinal, ela era cheia de mandar cartas, escrever e-mails românticos.

- Ei... Rony! Aonde você está indo? – perguntou Harry esticando o pescoço enquanto digitava no computador – Você tem que me ajudar no trabalho do jornal.

- Eu sei – ele sorriu – Mas antes eu preciso ir ver Lilá! – e guardou a carta no bolso.

Rony saiu correndo pelos corredores, a fim de encontrá-la. E sabia que a garota provavelmente estava saindo do vestiário para ir para a quadra onde treinaria as danças como líderes de torcida.

Ele encontrou os cabelos loiros de Lilá brilhando ao sol, pegou-a pelo cotovelo, diante de todas as amigas, elas pararam de rir imediatamente com a aproximação de Rony.

- Lilá... Eu... Eu preciso muito dizer uma coisa a você!

As amigas ensaiaram aplausos, excitantes, outras estavam com o coração na mão, achando tudo aquilo muito fofo.

- Eu te amo! Eu te amo como nunca amei ninguém em toda a minha vida! – disse Rony olhando para ela sério – Ao seu lado eu me sinto uma criança...

- Oh... Ronald, eu... – ela apertou as duas mãos dele com delicadeza, e aproximou dando um selinho – Eu te amo também. E eu não sei mais viver sem você.

- Quer namorar comigo? – ele perguntou com o rosto vermelho de vergonha.

- Sim... É tudo o que eu mais quero! – e o beijou.

Rony segurava as mãos delas, enquanto a beijava carinhosamente diante de todos ali em volta. As pessoas paravam curiosas para assistirem à cena. Apenas uma não estava muito interessada. Luna pegou a sua bolsa e saiu correndo.

06.06.2006

- Eu preciso arranjar um emprego novo – disse Lílian enroscada aos braços de Lupin. Ela estava caída no corpo dele, ainda em pé. Eles assistiam ao pôr do sol em um parque isolado da cidade.

- Você sabe que pode contar com o meu apoio financeiro – sussurrou ele roçando a barba rala na bochecha de Lílian.

- Ah... Obrigada! Mas não quero ficar dependendo o resto da vida de uma pessoa para me sustentar. Preciso de um emprego que me pague o suficiente... O suficiente para me sustentar e o Harry também.

Lílian virou para ficar frente a frente com o namorado.

- Às vezes eu penso... Eu... Eu... – ela sacudiu a cabeça, baixando os olhos – Deixa para lá.

- Não, tudo bem. Pode falar – disse ele erguendo o queixo dela com o indicador – Eu quero saber dos seus planos.

- É que... Depois que eu aprendi a cozinha, sabe... Eu fico pensando. E se talvez eu abrisse algum comércio...

- O que, por exemplo?

- Ah... Não sei... Algum estabelecimento especializado na confecção e serviço de refeições.

- Traduzindo... Você quer abrir um restaurante?

Lílian corou até as raízes do cabelo ao ouvir Lupin dizer aquilo, soava meio estúpido.

- Não... Está tudo bem – disse ele com a voz grave, mas bem baixinha – Eu estou de acordo. Você é uma ótima cozinheira... E essas suas mãos delicadas fazem milagres!

Lílian corou outra vez e o beijou de leve nos lábios.

- Você acha mesmo que eu seria capaz?

- Claro. Concordo plenamente com a sua idéia.

Ela sorriu.

- Se você acha... Então, eu vou pensar sobre isso.

Ele a beijou outra vez.

- Não vai ser preciso repetir que se precisar da minha ajuda, eu sempre estarei aqui, né?

- Ah... Eu já disse que te amo hoje? – ela puxou o homem pelo pescoço para trás, e os dois caíram no gramado, rindo.

08.06.2006

Draco bateu na porta do apartamento de Cedrico, e não demorou para que uma garota loira, de olhos claros e cabelos encaracolados atendesse à porta.

- Oi... – disse ela sorridente. Tinha a pele macia e lisa. Era alta, magra, muito bonita.

- Hm... O Cedrico está? – quis saber Draco com as mãos dentro do casaco – Eu queria falar com ele.

- Você... É familiar – sussurrou ela pensativa.

- Dizem que eu pareço com o Draco, mas... Eu não sou! – mentiu, porque sabia que se a mulher fosse procurar Cedrico e dissesse que o Draco estava na porta, ele não atenderia, então resolveu acrescentar – Meu nome é James... James.

- Tudo bem, vou chamá-lo – disse a mulher, com o seu shortinho pequeno entrando no apartamento.

Draco esperou por um bom tempo, enquanto Cedrico parecia estar estranhando a visita, mas logo apareceu, com o seu olhar sereno e preocupado de sempre.

- Você... O que está fazendo aqui? – ele estava sozinho.

- Eu só queria conversar – disse Draco.

Cedrico fechou a porta, ficando no Hall, para que a garota não pudesse escutar a conversa.

- Eu... Eu estou ocupado – disse, apático.

- Desculpa... Eu não queria interromper você e a sua namorada fazendo sexo – disse Draco virando as costas e andando.

Cedrico parou, vendo-o se afastar.

- Ei, Draco!

Ele se virou, jogando os cabelos lisos para trás.

- O que?

- Quem é você para julgar o que eu faço ou deixo de fazer? Você estava saindo com Gina Weasley há alguns meses. Eu li os jornais e revistas. Aposto que provavelmente tomou um fora e veio me procurar, não é?

- Não... Não é bem isso. Você que desapareceu, eu achei que nunca mais fosse voltar – disse Draco sério.

Cedrico riu, irônico.

- Achou mesmo que eu fosse voltar vendo você beijando Gina em todas as capas de jornal?

- O meu namoro com Gina começou depois daquela sua briga de ciúmes por causa do Harry, sendo que eu nunca tive segundas intenções com ele, não pelo menos quando eu estava com você.

Cedrico deu outra risada irônica.

- Ah... Esquece – e fez um gesto no ar – Volta para casa, e vamos fingir que nada disso está acontecendo.

Draco concordou com o rapaz.

- Certo... É o melhor que eu tenho a fazer – virou as costas e foi embora de verdade.

10.06.2006

- Aqui está tudo o que aconteceu com o seu pai, Hermione – disse o novo advogado que ela tinha contratado.

- Ele... Ele está bem? – perguntou ela suando frio.

- Tudo será identificado no papel – sorriu o advogado mostrando o envelope – Se você abrir, vai descobrir exatamente tudo o que vinha buscando nos últimos meses.

- Quer dizer... Acabou mesmo o processo? Estou livre de tudo?

Ele murchou os ombros e apontou para o envelope pardo em cima da mesa.

- Abra, e descubra!

Ela estendeu as mãos e passou a unha pelo envelope, ele se partiu em duas partes e ela foi tirando as folhas de processo. Eram muitas.

- Ele... Ele está solto – disse ela com um suspiro – Eu tive a estranha sensação de que ele tivesse sido preso.

- Mas ele passou algum tempo na cadeira – disse o advogado sério.

- C-como assim? O meu ex-advogado, o Malfoy, ele disse que...

- Ele próprio prendeu o seu pai – disse o advogado – E aqui tem uma assinatura da sua mãe concordando com a prisão.

- O que? – perguntou histérica.

- Bom, mas veja pelo lado bom, hoje está tudo sob controle. E... Você vai receber dez mil reais por mês de pensão, e todos os meses atrasados virão em dobro.

Hermione não conseguia absorver essa realidade. Estava nadando em dinheiro novamente, mas não sabia se estava em choque pelo fato de seu pai ter sido preso, ou se era por estar novamente com o poder nas mãos.

11.06.2006

Era domingo (embora para os adolescentes não fizesse diferença, era Julho, época de férias), Rony foi buscar Lilá na porta de sua casa, eles estavam aprontando uma macarronada no final de semana, e o garoto queria apresentar a namorada para todos.

- Seja bem vinda à Família – disse a Sra. Weasley sufocando-a com um abraço. Rony corou violentamente enquanto Fred e Jorge faziam gestos com os braços de estarem se amassando com suas respectivas namoradas, o que o ajudou a ficar ainda mais constrangido.

Gina era a única das Weasleys que parecia séria, na mesa. Gui e sua namorada Fleur estavam dando boas gargalhadas sobre o ocorrido no banco em que eles trabalhavam. Rony e Lilá ouviam as histórias de namoro da época da senhora Weasley. Fred e Jorge continuavam a fazer alguns gestos, tirando a atenção de Rony da história toda hora.

- Você está quieta... Algum problema, meu amor? – perguntou a Senhora Weasley passando as mãos nos cabelos de Gina.

- Não, mamãe. Está tudo ótimo – disse com um sorriso.

- Você parece deprimida. A comida está ruim?

- Não, muito pelo contrário. Está maravilhosa – disse com um sorriso – Nunca esteve tão boa!

Rony ergueu o garfo e apontou para a irmã.

- Você está meio estranha mesmo ultimamente.

- Não é nada – disse cerrando os dentes querendo por um ponto final no assunto – Eu já disse!

- Deve ser o estresse por causa do resultado das provas – disse Lilá – O segundo trimestre foi bem puxado!

- É... Ela tem até engordado um pouquinho – comentou Rony com as sobrancelhas.

- Chega, Rony! Cala a boca! – berrou Gina fugindo da sua linha de raciocínio e berrando diante de todos. A mesa ficou estática, todos olhavam assustados para a garota – Deixem-me em paz, pelo amor de Deus! – ela jogou o guardanapo no prato e saiu correndo para o quarto.

15.06.2006

Lilian começou a fazer esboços em papéis, montando com desenhos como seria o seu restaurante. Contratou alguns engenheiros e arquitetos para que pudessem ajudar com o projeto.

- Nossa, mãe... Eu dou super apoio – disse Harry durante o jantar – Tenho certeza que será um ótimo restaurante. As pessoas vão adorar!

Lílian sorriu, agradecida.

- Ah, obrigada, filho. Mas vai demorar alguns meses até tudo ficar pronto!

Ela passou por ele, carregando o prato até a pia.

- Tem muita coisa a se fazer... Fico contente em ter o seu apoio e o de Lupin – Lílian deixou o prato na pia e abraçou Harry que estava ao seu lado, esperando por esse momento.

Os dois se aconchegaram em um abraço solitário de mãe e filho, que não davam há muito tempo. Tinham passado por tantos problemas desde a mudança em Nova York, o pior dos problemas foi a morte de Tiago, que deixara saudades.

- Não sei o que seria da minha vida se Tiago ainda estivesse vivo! – murmurou Lílian pensativa.

- Mãe... A gente precisa conversar – disse Harry querendo mudar de assunto o mais rápido possível. Queria falar o quanto antes sobre a gravidez de Gina.

- Diga, meu bebê – ela começou a guardar a comida na geladeira, enquanto Harry encarava suas costas.

- Preciso falar olho a olho – disse ele sério.

Lílian pareceu preocupada, ergueu os olhos para ele, e ficaram em um silêncio incômodo.

- É que... Minha namorada está grávida mãe!

- Que? – ela berrou histericamente – Como assim?

- Mãe... É sério! – disse ele branco, suando frio.

- Você está louco! Isso não pode estar acontecendo! – ela virou as costas e foi para a sala se sentar.

- Mãe... – Harry não sabia mais o que falar ou fazer.

- Harry... Você não pode estar falando sério... Fala que é mentira, por favor! Diga que é uma brincadeira!

- Não, mãe... Não é!

Lílian começou a chorar em prantos, sentada.

- Mãe... Você precisa se acalmar...

Ele a encarava, ela simplesmente não conseguia falar nada. Estava desesperada.

- Um filho... Um filho... As coisas não são tão simples assim, Harry! Isso vai estragar a sua vida! Isso vai estragar a vida de Gina!

- Não vai, mãe. Não vai... Você me teve aos 17 anos... E hoje somos ricos e saudáveis, moramos em Nova York como qualquer outra pessoa de elite!

- Mas... Tudo foi diferente – disse Lílian passando as mãos pelos cabelos de Harry.

- Diferente em que? Papai nasceu no meio da rua... Papai viveu na rua, e hoje – ele olhou em volta – Tudo isso ele conquistou com garra e esforço.

Lílian beijou a testa de Harry.

- Tudo bem... Eu não concordo com isso, mas também vou te dar o maior apoio, porque sei que é isso o que você precisa nessas horas.

Harry tremia, com vontade de se unir à mãe e chorar, mas a ficha de que ele seria pai, ainda não havia caído totalmente.

- Prometo que vai ficar tudo bem... – ele respondeu.

- E... Vocês vão se casar? – perguntou Lílian como se fosse um soco certeiro no meio do estômago do rapaz.

- Ah... Casar? Sim... Talvez... – ele revirou os olhos, pensativo. Precisava conversar com Gina sobre, mas não vinha tendo coragem o suficiente para tanto. Era um covarde, isso sim!

19.06.2006

Cedrico apertou a campainha de Draco, com as mãos suando. Vinha ali por um motivo. Pedir desculpas pelo ocorrido e dizer toda a verdade. Draco atendeu a porta, meio pasmo com a presença do rapaz.

- Ei... O que você... O que você...?

Cedrico empurrou Draco com as duas mãos para dentro do apartamento, chutou a porta com o calcanhar e o beijou em segurança.

- Eu não agüento mais fingir uma falsa realidade... Eu não vou mais namorar outras pessoas para camuflar o amor que eu sinto por você – sussurrou Cedrico com o nariz encostado no de Draco.

As lágrimas marejam nos olhos dos dois, em seguida deram uma risadinha e cruzaram as mãos. Draco aproximou novamente, beijando-o lentamente em cada detalhe do seu rosto. Os dois caíram para trás, no tapete.

No dia seguinte, Cedrico começou a abotoar a gravata no espelho da sala, Draco acordou de samba-canção, com cara de sono.

- Já vai trabalhar? – perguntou todo mimado.

- Ah, meu amor, tentei não fazer barulho para te acordar... – resmungou Cedrico.

- Não foi o barulho, foi o seu cheiro – disse Draco sentando no sofá, com as pernas cruzadas, arrastando o edredom.

Cedrico sorriu e deu um selinho leve em seus lábios.

- Quando voltam as suas aulas?

- Em agosto só...

- Você está muito folgadinho – brincou Cedrico se dirigindo à mesa da cozinha onde havia uma surpresa. Café, suco, pães, brigadeiro.

- Acordei mais cedo – riu Draco – E fiz isso em comemoração à nossa volta.

- Ah! Você me pegou! – disse Cedrico se servindo de suco – Achei que estivesse acordado agora.

Draco desenrolou o edredom em volta do corpo, mostrando uma roupa típica de quem havia tirado o pijama.

- Fui mais rápido...

- Ainda bem que eu não acordei sem você do meu lado – sussurrou Cedrico em seu ouvido, comendo brigadeiro.

Draco passou a língua pelo canto dos lábios do namorado.

- Eu não dormi direito, sabe...

- Problemas? – perguntou Cedrico se sentando.

- Sim... Alguns.

Cedrico pegou em sua mão.

- Quer desabafar?

- Ah... – ele revirou os olhos – É sobre a Gina!

Draco esperou que Cedrico fosse ter outro ataque de ciúmes, mas ele pareceu sério o suficiente e pediu que Draco continuasse, porque não se importava.

- Sabe... Eu queria me vingar de Harry, porque soube que ele matou o meu pai!

- Ahn? Harry? Harry Potter? Seu ex?

- É… Ele mesmo! – resmungou tristemente.

- E... O que você pretendia fazer?

- Gina Weasley é sua nova namorada... E ela está grávida do Harry... Achei que se ela perdesse o bebê... Eu descontaria toda a minha raiva, e... Instalei um pó sonífero para crianças no meu carro... Mas é fatal para bebês, de modo que a Gina só vai ficar um pouco sonolenta, mas só vai perder o bebê, com ela não vai acontecer nada!

- Você... Você não é um assassino, Draco! – Cedrico largou o suco e os doces – Você não pode fazer isso! É crime!

- Eu sei... Mas... Ele ainda é um feto!

- Dependendo da época ele já pode ter coração e cérebro. Você não pode fazer isso... Não pode, simplesmente, não!

Draco começou a chorar, arrependido. Não conseguia parar de pensar nisso.

- Vamos atrás dela... Vamos conversar com ela!

- Não... Não podemos!

- Você vai desfazer esse plano – disse Cedrico segurando a sua mão – Por favor, faça isso por mim... Eu não quero vê-lo preso, porque eu te amo demais!

Essas palavras pareceram afetar ainda mais Draco. Ele levantou, determinado.

- Tudo bem... Por você – ele beijou Cedrico de leve – Te vejo na hora do almoço.

- Até...

Ao chegar no estacionamento de sua casa, Draco descobriu que o carro (com gás mortal instalado) não estava mais lá.

19.06.2006

Rony entrou no quarto de Gina para pedir desculpas do almoço de domingo, em que ele a chamou de gorda, os dois brigaram e ficou um clima de tensão entre os dois. Abriu a porta, e viu o cômodo todo arrumado e vazio, achou estranho, já que Gina não tinha o costume de arrumá-lo sem que a mãe pedisse.

Mas havia um bilhete em cima da cama, não era muito grande. Era da própria irmã.

- Gina... Grávida? – perguntou para si mesmo após ler a carta – E ainda fugindo de casa?

Ele saiu correndo, disparado nas ruas. Talvez estivesse na casa de Harry se despedindo, ou algum lugar pelas ruas. Com sorte, a encontraria até no final do dia.

Entrou na casa de Harry, praticamente arrombando a porta, Lílian apareceu desesperada.

- Ronald? O que você faz aqui?

- Onde está o Harry?

- No quarto, por que você...

Rony furioso, não respondeu. Subiu as escadas em centésimos de segundos e entrou chutando o quarto de Harry.

- Seu babaca! Idiota! – Rony pegou Harry pelo colarinho e esfregou suas costas na parede – Você vai pagar pelo o que fez com a minha irmã.

- Rony... – Harry estava sem voz quando o ruivo acertou um soco em cheio no meio de sua cara.

Harry pegou o abajur e terminou de quebrá-lo acertando nas costas de Rony para se defender de outros socos.

Eles iam se matar.

19.06.2006

O carro começou a dar problema no meio da estrada, a pessoa que estava dentro sentiu o estômago embrulhar e perder os movimentos lentamente. O que diabos estava acontecendo, afinal?

Sua visão foi ofuscando, ela estava perdendo os sentidos. O seu celular começou a vibrar.

- Quem é? – perguntou prestando mais atenção na ligação do que no volante.

- Preciso que você o carro agora mesmo!

- Não posso... Estou indo te visitar!

- Por favor, pare o carro agora mesmo!

Seus dedos apertaram com força contra o volante, ela tentava se manter acordada, mas o carro acabou perdendo o controle, e antes que o ar a fizesse desmaiar por completo, ela havia batido de frente com um concreto, praticamente morta.

Nota do Autor: Ai ai, sem o que dizer, a não ser que além de fazer cursinho à tarde, eu tenho aulas de sábado agora. Ou seja... Beijosmeliga!

Reviews:

Shakinha: You came back, baby! Yesssssss, estava com saudades já? Depois vou ver as fotos hein... Fico feliz que você tenha voltado e tenha gostado de lá, apesar de ser um território ex-nazista. Hmpf. Hehehe. Beijosssss!

JuWood: Sim, vem mais um Weasley aí para a family! Bom, não sei a Gina vai tirar o bebê, ou vai perder, ou vai continuar com ele. Tudo depende! XD. E siiiiim, já sei o final da fanfic. Beeeeeeeijos.

Noturninha: Eita, guria, eu não era nada sem você. Que bom que você voltou. Beijos! E que chatinha você hein? Tirar o bebê... É ilegal, hmpf!

Jane Malfoy: Hauhau, claro que todos sabiam que era a Gina, só tenho leitores inteligentes e perspicazes. Ecaa... Revolta dos Sangues Ruins me envergonha. xD... Em todo caso, não posso te (NÃO) obrigar. Beijos, eu também sou H².

Patty Potter Hard: Ahhhh, pregar peças em vocês é comigo mesmo. Hauhauhauh. Adoro surpreendê-los... Acontece das coisas mais absurdas na minha fanfic. xD. Beijoss. Até.

Kiryuu Yume: Hauhauha, ainda acho maldade você querer deformar o corpinho da Gina. Mas nada que uma plástica (ou dez) não resolvam, né? E, talvez, talvez, o Harry morra. Risos! Hauhauha, obrigado. Beijos. Até breve.

PRÓXIMO CAPÍTULO:

- Gina... – ele aproximou novamente, tomando suas mãos outra vez – Eu quero construir uma família com você. Não com ela!

- Mas você não...

- Eu não te amo – ele completou – Mas já te amei muito, e isso pode voltar se tentarmos, okay? Se agirmos como uma verdadeira família... Pode ser que eu volte a gostar de você como nos velhos tempos, seremos excelentes pais!

Gina afastou os olhos de Harry, virando o rosto para o lado, com os cabelos caindo em sua bochecha.

- Topa?

- Ahn... Não sei! – ela mordeu o lábio indecisa.

- Gina... Venha morar comigo! Não precisamos voltar a namorar, mas... Quero ficar ao seu lado 24 horas por dia! Quero ser um pai excelente, assim como o meu pai foi para mim!