Capítulo 11:Julia Tremoyne

- Bom, já que estamos só no campo dos palpites, ponho minhas fichas em Troy. Se Letitia resolvesse ficar com o médico, o nosso amigo, ficaria a ver navios! – Concluiu Warrick.

Grissom resolveu mandar Warrick e Greg para o teatro.

- Warrick você fica com o produtor e Lenora Brown. Greg você investigue se alguém do teatro sofria de alguma arritmia, tinha insuficiência cardíaca, trabalhou em algum laboratório médico, farmácia, enfermagem, o que quer que seja. Quando Sara acabar, mando ajudá-lo.

- E você, o que vai fazer?

Na verdade, ele pretendia ver as impressões na seringa e, no cartão.

Encontraram-se no vestiário, ao fim do expediente. Grissom não estava com cara boa.

- Que foi, colega? – Perguntou Warrick, enquanto trocava a camisa.

- Más notícias! A seringa não tem impressões. Ou o criminoso usou luvas ou limpou muito bem a seringa, antes de jogá-la fora.

- Fico com a última hipótese – retrucou Warrick. – Reviramos aquele lixo, e nem sinal de luvas!

- O criminoso pode ter querido ficar com elas!

- Pra quê? Souvenir? – Perguntou Greg incrédulo.

- Sei lá! É só uma idéia!

- Péssima idéia, chefe!- disse Greg, que só em pensar naquele lixo, já ficava de mau humor.

- E vocês, como foram de pesquisa?

- Até que bem, não Greg? – Perguntou Sara, ao rapaz. - Parece que o 1º emprego de Lenora, foi num laboratório clínico; Martin já teve um enfarte e o ex-marido de Letitia tem insuficiência cardíaca congestiva. Ah, e Tony Benson teve uns quadros de taquicardia, também – revelou Sara.

- Muito bem, concentrem-se neles – orientava Grissom.

- Vou ao teatro, hoje à tarde. – Comentou Warrick.

- Eu também! - Disse Greg. – Vamos combinar e ir juntos.

Os dois se juntaram, para combinar o encontro. Sara declarou que estava de posse do endereço da casa dos Tremoynes e logo mais, tiraria essa história a limpo.

Às 14h50, precisamente, Sara chegava na residência dos Tremoynes. Era uma casa grande, bonita, de pedras. Tinha um simpático jardinzinho, na lateral direita, e uma imponente árvore de carvalho à esquerda. O jardim estava repleto de flores e estava muito bem cuidado. À frente da casa, um menininho ruivo, aparentando 3 ou 4 anos, brincava com uma bola.

- Oi! – Disse Sara, aproximando-se dele, com um sorriso nos lábios.

O garoto olhou para ela, como se visse um monstro. Berrou MANHÊÊÊ! com quantas forças tinha, e correu como um doido, para dento de casa.

Sara ficou observando, não entendendo o que estava se passando. Uma jovem senhora ruiva apareceu à porta,com o menino agarrado às suas pernas, dizendo sem parar "que não tinha falado, com estranhos". Agora, Sara entendia o que estava acontecendo. Apresentou-se.

- Sara Sidle, Laboratório de Criminalística.

- Sim?

- Gostaria de falar sobre Letitia Shawn.

A CSI poderia jurar, que a outra empalideceu ao ouvir o nome da bailarina. Depois de alguns segundos, Julia Tremoyne recobrou-se e se voltou para o garotinho:

- Meu anjo, vá brincar no seu quarto, enquanto a mamãe recebe esta senhora!

O menino relutou um pouco em ir, porque não queria deixar a mãe sozinha com uma estranha. Julia explicou-lhe que a regra de não falar com estranhos, só se aplicava às crianças.

- Vamos, Joey! Faça o que a mamãe pediu!

O menino após certa relutância obedeceu e a Sra. Tremoyne convidou Sara a entrar.
Sara se acomodou no amplo sofá, da sala de visita. Julia perguntou se ela aceitava um café; tinha acabado de fazer. A CSI aceitou.

Nesse momento uma SUV escura parava em frente ao teatro. Desceram dela, Warrick e Greg, carregando suas maletas. Greg localizou Martin e pediu para ele arranjar um local onde eles pudessem ficar, sem interrupções. Martin pediu para ele acompanhá-lo, até seu camarim e indicara uma porta a Warrick, onde ele poderia ficar.
Warrick abriu a porta e sorriu. Não acreditava no que via.