See the world in green and blue

See China right in front of you

See the canyons broken by cloud

See the tuna fleets clearing the sea out

See the Bedouin fires at night

See the oil fields at first light

And see the bird with a leaf in her mouth

After the flood all the colors came out

("Beautiful day"- U2)

"Veja o mundo em verde e azul

Veja a China bem na sua frente

Veja os canyons rasgados por nuvens

Veja o cardume de atum limpando o mar

Veja as fogueiras beduínas à noite

Veja os campos de petróleo à primeira luz e,

Veja o pássaro com um ramo no bico

Depois da enchente todas cores apareceram"

A notícia do casamento Finchel não chegou a pegar ninguém de surpresa, diga-se a pais e os amigos a receberam com alegria e entusiasmo, mas, de longe, quem mais se empolgou foi ão do noivo e melhor amigo da noiva, foi só ouvir "casamento" que ele já tinha corrido para pegar um bloco e anotar todas as ideias que começaram a fervilhar na sua cabeça:

- Vocês podem se casar num parque ou...

- Nós vamos nos casar em Lima.- Finn e Rachel informaram.

- Mas, como assim? Vocês vivem há tempos em New York!

- Mas Lima é a nossa cidade nascemos, crescemos, nos conhecemos...

- Ok, entãês só vão dificultar um pouco mais o meu trabalho, mas não é nada que eu não possa fazer pelos dois.

E a tarefa de organizar um casamento não era nada fácil mesmo! Finn e Rachel podiam dizer que, se não fosse Kurt e sua paixão por festas e o fato de serem pessoas tão queridas por ele, eles teriam tido uma estafa com tanta coisa para darem conta.

Mas, no final das contas, as coisas acabaram se encaixando, se encaminhando... Tina desenhou o vestido de Rachel e das damas ( que seriam ela, Brittany, Mercedes, Santana e Quinn). O smoking de Finn ficara a cargo de Kurt, também. A banda que tocaria no casamento era de responsabilidade de Puck, e o padrinho dos noivos seria o professor Will Schuester.

Não chegou a haver discussão, mas os noivos optaram por um casamento celebrado por um padre e um rabino, porque ele era católico e ela, judia.

O local da cerimônia fora escolha (óbvio) de Kurt: já que os queridos pombinhos tinham decidido voltarem a Ohio para seu enlace, ele teve que fazer algumas "adaptações" ao que pensara primeiramente, mas a ideia de um casamento ao ar livre ainda estava valendo, então, uma imensa tenda à beira de um lago tinha sido armada para a cerimônia e a recepçã cores da decoração tinham toques de dourado e salmão, nada muito enfeitado ou rebuscado, para combinar com a luminosidade difusa do pôr-do-sol.

- Kurt é um gênio. E um amor.- suspirou Rachel, olhando ao redor. Faltava menos de vinte e quatro horas para o casamento, e ela e Finn estavam aproveitando os últimos momentos juntos antes do casório, já que Puck, Mike, Sam e Artie prometeram levá-lo para uma despedida de solteiro, o mesmo já prometido por Santana e o restante das meninas para Rachel.

- Não acredito que estamos tão próximos de fazer isso.- sorriu o rapaz, puxando-a para si e agarrando sua cintura.

- Hum, por quê? Ainda dá tempo de mudar de ideia...- ela fez beicinho.

- Mudar de ideia? Depois de todos os planos que eu já fiz para a nosa lua-de-mel? Nunca!

- O que você andou pensando para a nossa lua-de-mel, hein?- Rachel sorriu, enlaçando os braços em torno do pescoço do noivo.

- Na hora dela você vai saber...mas eu posso te dar uma prévia ali, nos bastidores...- ele roçou maliciosamente seu corpo contra o dela, fazendo-a se arrepiar inteira.

Finn e Rachel correram para detrás de uma pilha de caixas, véus e cadeiras que ainda não haviam sido arrumados na tenda e começaram o maior amasso, aproveitando que ninguém estava por perto.

- Amor...- ela gemeu na sua boca, enquanto ele brincava com seus dedos já totalmente treinados em levá-la à loucura embaixo do seu vestido.

- Você me deixa louco, Rach.- ele suspirou mordiscando seu pescoço.

Ao longe, Santana e Puck entreolhavam-se divertidos com a cena dos dois que achavam que estavam escondidos:

- Bom, desse jeito não acho que eles vão se divertir numa despedida de solteiro!

- Nem eu!

{...}

- Amar o impossíás, quem disse que existe impossível com amor em jogo? Quem disse que é a sociedade, seus colegas de escola, seus pais, amigos ou quem quer que seja que sabe quem é a pessoa certa para você? O amor acontece quando você sorri e a outra pessoa apanha seu sorriso no ar para retribui-lo. O amor é aquela maravilhosa e também dolorosa confusão de sentimentos, de química, gostos e sons. Amor é quando se deseja para alguém um bem que você acha que nem mesmo você mereça. Não existe amor impossível, não existe impossibilidade de amar. Finn e Rachel são uma grande prova de que viver e lutar pelo seu amor vale à pena, mesmo que digam que não, mesmo que toda a razão vá contra, mesmo que as dificuldades sejam mais numerosas que as facilidades. Eles verdadeiramente se amam.E são felizes em transformar todas as impossibilidades de amar em alicerce para dar mais segurança ainda ao seu amor.

Ao final das palavras do professor Schuester não havia pessoa na tenda do casamento que não estivesse chorando.

Finn e Rachel, sentados lado a lado, entrelaçaram seus dedos e sorriram amorosamente um para o outro, os olhos brilhando de lágrimas de felicidade, seus amigos e parentes ao seu redor, sorrindo, abraçando-se, todos em perfeita comunhão.

- Ok, chega de choro, meu povo!- gritou Puck assumindo o microfone, ele mesmo enxugando freneticamente os olhos para pararem de lacrimejar.- Hoje é dia de festa!

Então, para a dança dos noivos, a banda começou a tocar a inconfundível introdução de "Faithfully", do Jorney, marca registrada do Finchel, mas, desta vez, cantada por todos seus amigos dos tempos do coral, uma surpresa que os deixou completamente emocionados enquanto pareciam flutuar no salão.

A festa adentrou a madrugada, todos dançaram, cantaram, comeram, beberam e se divertiram muito. Foi um casamento dos sonhos.

{...}

O sol estava ameno para aquela tarde em Manhattan, de modo que Finn e Rachel preferiram ficar um pouco mais preguiçosamente estirados na manta que haviam estendido sobre a grama do Central Park.

Parecia meio bobo aquilo, ficarem deitados numa tarde de final-de-semana no parque, mas o tempo dos dois era tão corrido! Ela era uma estrela em ascenção da Broadway, estrelava musicais com cada vez mais prestígio de público e crítica, ele trabalhava para uma revista, cobria shows, entrevistava bandas e artistas, então, cada tempinho juntos, até fazendo a coisa mais banal, valia muito.

- Eu queria passar o resto do dia aqui...-ele segredou baixinho, enquanto sentia o doce e gostoso cheiro de Rachel bem perto de si.

- Eu também.- ela respondeu, ficando sobre ele.- Eu poderia passar o resto do dia aqui apenas contando cada sarda do seu rosto.- revelou Rachel, beijando os lábios do rapaz.

Finn sorriu ao contato dos lábios macios da sua esposa sobre os seus, a sensação maravilhosa de beijá-la daquela forma lânguida e suave aquecendo seu corpo todo.

- Finn...você tá muito animadinho...estamos em local público...-gruniu Rachel, incapaz, contudo, de não se deliciar com a maravilhosa dureza do seu marido contra o seu centro.

- Talvez esse negócio de ficar o resto do dia no parque não seja lá tão boa ideia assim.- ele falou rouco de desejo.

- Vamos pra nossa casa.- Rachel sorriu.- Meu maridinho insaciável...

- Vamos, minha mulher simplesmente...- e ele parou para analisá-la de costas, de um ângulo que ele particularmente adorava.- Incrível.

Então, Rachel se virou, apanhando o resto das coisas deles que estavam espalhadas pela grama do parque, ficou nas pontas dos pés e disse, aquilo saindo tão natural e verdadeiro quanto sorrir:

- Eu te amo, Finn.

Ele sorriu e respondeu, sem pestanejar:

- Eu te amo, Rachel.

Fim

#K2: Gente, último capítulo! Awnnnnnn...obrigada por todas as reviews. Obrigada pelo apoio, pelas leituras, pelo carinho! Beijos!