Controle para que, né? Eu disse que postaria com recomendação, mas aí a fic completou 200 comentários. Então aqui estou! Quem quer odiar o pai dele um pouco mais? Pois vocês vão... COMENTEM


Ouça meu coração, você não era o único.

O que quer dizer com eu não era o único?— Edward perguntou, voltando a si.

— Ele batia nela também. Algumas noites, eu a ouvia chorando. Não sabe como desejei ser como você. Porque eu sabia que era pequeno e que não podia fazer nada. Eu ainda me lembro da noite em que ele morreu.

O que aconteceu?— Edward perguntou, mas os olhos do irmão pareciam vazios. – Jeremy? O que aconteceu?

— Ele havia saído para beber outra vez. Eu estava no andar de baixo e o vi subir. Mas o que eu poderia ter feito? Não é como se eu pudesse ir até lá.

Flashback On

— Carter, o que vo...?

— Onde foi que eu errei, Evy? Por que não pode me dar uma vida normal? – Ele gritou do quarto. – Eu queria uma família normal, como a do Bobby. Sabia que os filhos dele vão ganhar bolsas na universidade pelo futebol?

— Carter, você bebeu outra vez? – Ela perguntou e ele voltou a gritar.

— Por que aqueles garotos inúteis não podem ser como os filhos do Bobby?

— Esqueça isso, Carter.

— Eu não consigo! Porque sempre que vou para a porra do meu trabalho, sou motivo de piadas entre meus amigos.

— Talvez precise de amigos novos! Jeremy sempre foi um bom garoto e Edward...

— Não quero mais ouvir o nome daquele moleque! Ele está morto para mim! Ele fodeu com meu único filho bom, Evy! Acabou com a vida dele.

— Carter, por favor! – Ela suplicou. – Você sabe que foi um acidente. Eu sei que foi... – Dizia, mas foi interrompida pelo golpe que atingiu seu rosto.

— Você não vai defender aquele fedelho surdo! – Rugiu, ainda mais irritado, olhando para a esposa caída.

— Por que você fez isso? – Perguntou, o olhando com os olhos feridos e molhados, em seguida tentou dizer outra coisa e caiu no choro.

— Porque você mereceu! Você estava defendendo aquele fedelho!

— Vo-você não pode... você não deve me bater, Carter!

— Não posso e não vou são coisas diferentes, Evy! Já é o bastante você não ter sido boa o bastante me dar filhos saudáveis, não tenho que ouvir você os defendendo.

— Eu...

— Eis o que vai acontecer aqui, Evy. Se você voltar a defender aquele fedelho na minha frente outra fez, eu vou te dar outra porrada, entendeu? – Perguntou e ela assentiu, sentindo arrepios até em seus ossos. – Eu não ouvi você, Evy. Você me entendeu?

— Si-sim, Carter.

— Ótimo. Estou cansado e não me sinto bem, vou me deitar.

— Sim, querido. – Respondeu se erguendo e indo até o banheiro se recompor, antes de descer e colocar Jeremy na cama.

Uma semana havia se passado. Evy quase havia se esquecido daquela noite. Mas então outras noites como aquela vieram. E ficaram cada vez piores.

Ela nunca havia deixado que o marido tocasse no filho. Não cometeria esse erro outra vez. Da primeira vez havia sido doloroso o bastante. Mas então, o que nunca havia acontecido entre eles, acabou se tornando um habito.

Carter tinha um cinto, que guardava no armário do casal. A parte onde a fivela deveria estar, estava dobrada, deixando um espaço para que ele passasse a mão.

E então, qualquer coisa que saía errado em uma noite de bebedeira, de repente era culpa de Evy.

Se alguém do trabalho fizesse piadas sobre ele não conseguir ter filhos normais, era culpa dela, e lá estava o cinto.

Se a empresa atrasasse seu pagamento, e o bom e velho barmen locar, Rick, não quisesse lhe vender uma ou cinco cervejas fiado, era culpa dela, e lá estava o cinto.

Se Jeremy estivesse tendo uma noite difícil, por causa das dores e seu choro baixo o irritasse, era culpa dela, e então, lá estava o cinto outra vez.

Até que uma noite, havia sido o bastante. Carter havia bebido e estava cansado daquela existência miserável. Tudo que queria, era culpar alguem além de si mesmo, por seu fracasso.

Carter podia sentir a textura do couro, roçando em sua mão.

— Por favor, não. – Ela implorou, mas ele não se importava. Estava alto demais pela bebida e cego demais pela raiva de si.

Ele partiu para cima dela, rápido. Seu braço dobrando sobre a cabeça, erguendo o cinto alto o bastante, depois o baixando. Ouvindo a tira de couro sibilar pelo caminho que percorreu no ar. Evelyn viu a tira se aproximando e tentou se abaixar, mas seu ombro esquerdo bateu contra a porta do banheiro e houve um estalo carnudo quando o cinto bateu contra o antebraço dela, deixando mais uma marca.

— Isso é culpa de vocês! Daquele garoto! Se ele fosse normal...- Resmungou, dando um passo em direção a ela.

— Edward não está mais aqui. Como pode ser culpa dele, Carter? – Perguntou sem pensar, levando as mãos a boca logo em seguida.

— Você está defendendo aquele garoto? Está malditamente o defendendo, Evy?

— Na-n-não. – Gaguejou, sabendo o que viria a seguir.

— Eu vou te dar uma surra. – Repetiu. – Eu disse que faria se o defendesse.

— Carter, por favor! – Suplicou, mas ele não a ouviu, apenas continuou batendo.

Naquela noite, Carter havia acordado sobre saltado, com fortes dores no peito. Seu braço esquerdo estava adormecido, mas ele conseguia senti-lo formigando. Puxava o ar, tentando desesperadamente respirar, então empurrou Evelyn, tentando chamar sua atenção, mas seu lado da cama estava vazio.

Ela não estava ali e ele não tinha força o bastante para gritar. Então lentamente e dolorosamente, sentiu seu coração bater cada vez mais rápido, enquanto sufocava com a própria língua e morria lenta e dolorosamente, como merecia.

Flashback Off

Eu não fazia ideia. Se soubesse disso, nunca teria te deixado lá. Pensei que eu fosse o problema. Nunca deveria ter partido.— Lamentou, sinalizando para o irmão.

— Se você tivesse ficado, ele teria feito ainda pior com você. Eu sei que talvez não tenha sido certo esconder isso de você, mas agora você sabe. Sabe que por pior que ela tenha sido, ela tinha seus motivos. Ela fazia aquilo para te proteger também.

Me proteger? Como isso me protegeria?— Questionou.

— Ela pensou que se infernizasse você o bastante, um dia seria demais para você e você partiria. Acredite, Edward. Se você tivesse ficado, papai teria matado você. Um dia, ele perderia a cabeça e teria perdido o controle. E seria o fim.

Ela fez isso para que eu partisse. – Constatou atordoado.

— Eu tenho que ir agora. Só queria que você soubesse. – Explicou se despedindo. – Eu posso perguntar mais uma coisa? Antes de ir?

O que é?

— Você nunca mais falou. Sei que não era por ele, porque você não se importava com o que o papai pensava. Então, por que parou de falar?

Isso não importa. Já faz muito tempo.— Respondeu, seus olhos ficando vazios e sombrios de repente.

— Eu sou seu irmão. Importa para mim. Foi ela, não foi? A garota loira.

Jeremy...

— Eu só quero que voltemos a ser como antes. Quando você me contava tudo. – Lamentou fazendo Edward suspirar.

Eu só quero esquecer essa parte da minha vida, Jeremy. Também quero que voltemos a ser como antes, mas não assim. Aquela garota ferrou com a minha cabeça e não quero falar sobre isso. Não agora pelo menos.

— Tudo bem. Outra hora então. Mas me prometa uma coisa, está bem? – Pediu.

E o que é?- Questionou.

— Não pense que todas são como ela. Existem garotas bacanas por aí. – Respondeu se afastando, mas se virou outra vez. – E eu acho que você encontrou uma. Apenas não se deu conta disso ainda.


O BICHO RUIM! Ainda bem que morreu. Tania ferrou com a cabeça dele, mas isso é uma coiisa que ele só vai contar para uma pessoa. Quem será? Eu sei que o Beward ta demorando, mas ta quase lá. Quero que eles sejam amigos antes de qualquer coisa. O passado dele é dificil e não é tão simples assim confiar nas pessoas. Por isso... Paciência pequenos gafanhotos! Volto com recomendação, ou então pro final da semana. O que vier primeiro...