There we go!

CAP.11 !


Mashiro estava nervosa. Mal conseguira dormir, sempre sendo assombrada por imagens assim que fechava seus olhos. A noite anterior fora cansativa, assombrosa, terrível e esclarecedora.

Desde que as mortes começaram, ela sabia que não era uma coisa normal. Quando Yamada, seu fiel informante, e Yuna começaram a argumentar sobre algo "paranormal" sendo o assassino, todo seu corpo tremeu e por alguma razão desconhecida, ela sabia que eles falavam a verdade. As argumentações contrárias foram fortes e vindas de nobres muito influentes em WindBloom, que como em todas as gerações tinham um poder muito forte sobre a realeza e como rainha ela não tinha escolha senão aceitar o que os nobres queriam.

- Majestade, não se sente bem? – perguntou Aoi, sua fiel assistente e empregada.

- Não, não dormi bem, Aoi. – bocejou.

Estava trabalhando, revendo diversos documentos que precisavam de sua autorização, entre os documentos estava um pedido formal de Yuna para autorizar a "caça" aos demônios.

A jovem e gentil empregada depositou na mesa uma xícara de chá com uns biscoitos.

- Coma algo, Mashiro-sama. Vai te ajudar a pensar melhor.

Aoi tinha lindos e gentis olhos azuis, Mashiro lembrava-se muito bem, mas ultimamente os olhos de Aoi eram diferentes, talvez devido ao medo que toda a cidade tinha no momento...

- Você está certa, obrigada.

Pegou o chá, mas parou quando encostou a xícara em seus lábios. Os olhos da empregada brilharam com algo que ela não pôde entender. Voltou a xícara para a mesa e pegou o documento de Yuna.

- Sem fome, Mashiro-sama? Deveria tentar comer mesmo assim... – continuou a empregada enquanto lhe sorria da forma mais gentil.

- Eu vou comer, Aoi, só que antes vou fazer algo mais importante.

Olhou o pedaço de papel.

- " Eu não sou de rezar" – pensava – " Mas se existe algo maior, por favor, que essa seja a decisão correta".

Pegou a caneta e rapidamente assinou seu nome.

Sorriu satisfeita.

- Aoi, entregue esse documento para Yuna. – pegou a xícara de chá. – O que está olhando? Vamos, vamos, é urgente!

Aoi riu.

- Eu só quero ter certeza de que você vai comer, Mashiro-sama. Estou preocupada. – pegou o documento com cuidado.

- Não se preocupe. – bebeu um gole do chá e se recostou confortavelmente na cadeira – Agora vai tudo dar certo. – fechou os olhos e a xícara caiu de suas mãos.

Os guardas arrombaram a porta depois do grito desesperado de Aoi.


Yuna entrou rapidamente no hospital, Shizuma e Yamada estavam logo atrás. Foram informados de que a princesa desmaiara, mas que já estava acordada. Os médicos não sabiam o que tinha acontecido, o porquê a princesa desmaiara, e confusos procuravam resposta nos exames.

A princesa conversava com um conselheiro, um de curtos cabelos branco e rosto enrugado pela idade, o mesmo conselheiro que mais se recusava a aceitar a existência de demônios. E ele parecia satisfeito com algo...

- Você tinha razão o tempo todo, me desculpe por duvidar. – dizia a princesa.

O homem assentia animado.

- Fico feliz que Vossa Majestade finalmente abriu os olhos. Demônios são coisas de filmes, o problema que estamos enfrentando é real e se trata de terroristas. Eles querem derrubar nossa WindBloom.

A princesa concordava satisfeita também.

Yuna se aproximou hesitante.

- Majestade? Como está se sentindo?

Mashiro se virou para Yuna e sorriu.

- Vou muito bem Gakuencho. Desculpem-me por preocupá-los.

Yuna sorriu aliviada, mas algo não estava bem...

- Conselheiro Noch – chamou Mashiro – Use os recursos necessários para deter esses terroristas, perdemos tempo demais com bobeiras.

Noch sorriu e se virou para Yuna com um olhar superior.

- Com todo prazer, Majestade. – e saiu da enfermaria completamente satisfeito.

A diretora trincou os dentes e se virou para a princesa.

- Majestade, sabes que não são terroristas... Então por que...

- Demônios não existem. – disse a princesa. Seus olhos frios e duros – São terroristas e vamos de detê-los, é meu dever como princesa.

- Mas os vídeos, as fotos, nossa conversa! – exclamava Yuna irritada. Estavam tão perto!

- Não sei do que está falando, não conversamos em particular há muito tempo, minha querida amiga. – respondeu com os olhos vazios. – Temos que deter os terroristas. – afirmou novamente do nada.

- Mas... – uma mão no seu ombro a interrompeu.

Era Shizuma com um olhar triste. Yamada balançava a cabeça, derrotado. Yuna suspirou e encerrou a conversa desejando melhoras para a princesa, e assim os três saíram do hospital em silêncio.

Tinham perdido o apoio real.


Mikoto suspirou derrotada e balançou a cabeça.

- Perdemos a princesa.

Mai a olhou confusa e Yafusa também suspirou.

- Conte para Natsuki. Elas têm que se apressar. – disse Mikoto. – O tempo está se esgotando.

O demônio não respondeu, somente fechou os olhos e se concentrou na ligação entre ele e a caçadora.

- Mikoto, o que houve? – perguntou Mai preocupada.

Os três estavam em "aula" como Yafusa chamava. Mikoto a estava ensinando várias coisas que nem ela mesma entendia completamente.

Tudo começou quando um demônio a atacou dias atrás e por mais que tentara lutar com seus poderes de otomes, os ataques se provaram inúteis. O demônio continuava o ataque com muita força, queria matá-la rápido e voltar para avisar Abigail, mas algo aconteceu de inesperado. Mai foi derrubada e estava tentando se recuperar no chão, já o demônio se preparava para o ataque final, seria rápido, mas não indolor.

A otome tentava pensar no que fazer, mas nada lhe vinha a mente. Estava cansada, muito cansada e havia algo queimando dentro dela... Algo forte e incomodo. Como fogo.

A criatura avançou e num reflexo estendeu suas mãos e gritou. Um grande clarão e suas mãos extremamente quentes forçaram-na a abrir os olhos a tempo de ver o demônio se chocar no chão se dissolvendo em partículas verdes, seu corpo completamente queimado.

Mikoto não lhe explicou o ocorrido, mas começou a ensiná-la a usar esse "poder de fogo". Yafusa nada lhe disse, e a garota, Yukino, sorriu, mas também nada falou.

Outra coisa interessante era que Yukino nunca ia Fuuka, por alguma razão ela evitava a escola como se fosse uma praga! Já perguntara para Mikoto o porquê e a sacerdotisa mudara de assunto; tentara com Yasfusa, e ele também mudara de assunto, só não ousou perguntar para Yukino ainda...

- O que houve é que acabamos de perder uma poderosa aliada...

Um clima de luto envolveu os três e Mai se perguntava se o pressentimento ruim que vinha sentindo desde o dia anterior havia se concretizado.

- Abigail está vencendo. – sussurrou a sacerdotisa num tom triste.

E Mai teve certeza.


Shizuru olhava ao redor enquanto esperava Natsuki terminar sua "conversa" com Yafusa. A caçadora tinha os olhos desfocados e temerosos.

- Natsuki?

A caçadora suspirou e virou-se para Shizuru.

- Estamos ficando sem tempo. Temos que nos apressar, não poderemos parar a noite toda. – respondeu. Pegou a mão da aluna e começaram a andar mais rápido.

- O que houve? – perguntou ansiosa.

- A rainha. Abigail a convenceu de que não existem demônios. – respondeu sem olhara para trás. Estava furiosa! Se a princesa lhes tivesse autorizado a caçada seria finalizada em poucas horas!

- Como ele fez isso? – perguntou Shizuru preocupada. – Ela estava do nosso lado... Talvez ele a hipnotizou ou sei lá o que?

- Possivelmente... Droga! – praguejou.

Estavam perto, Shizuru sabia disso, mesmo nunca tendo pisado os pés nessa Floresta antes, ela sabia que estavam perto da tal loja... Como sabia? Mal se encontravam com demônios desde o dia anterior, espíritos também haviam desaparecido... Agora eram realmente só ela e Natsuki.

- Estamos quase lá. Se apressarmos o passo chegaremos ao anoitecer e finalmente passaremos a noite numa cama macia! – declarou Natsuki seguido de um suspiro.

A aluna percebeu que a caçadora estava mais irritada que o usual, devido a recente noticia ela mesma estava irritada, mas...

- Eu odeio perder. – confessou Natsuki.

Natsuki andava na frente com Shizuru logo atrás.

- Odeio. Especialmente para Abigail e isso parece uma grande perda para mim.

- Não encare isso como uma perda. – começou Shizuru. De repente sentira-se muito mais chateada por ver Natsuki chateada – Está mais para um contratempo... Uma pedra no caminho que você vai chutar. – piscou quando Natsuki olhou para trás;

A caçadora corou e voltou seu olhar para frente.

- Há, você parece com o Yafusa quando começa a falar assim! – uma pausa – Mas talvez, só talvez, você esteja certa...

Partilharam de um sorriso.

- Enfim, você não me falou muito dessa sua amiga. – começou Shizuru.

Por dias estivera perguntando sobre a "misteriosa amiga", mas só conseguia respostas vagas.

- Você não cansa, Fujino? – rebateu Natsuki.

Agora andavam lado a lado.

- Você não cansa de me dar respostas vagas, Kuga?

Olhares. Sorrisos. Tudo muito suave, mas muito obvio.

- Não posso falar sobre ela, já disse: dá azar! Quando chegarmos na loja, eu te falo o que quiser, okay?

A aluna suspirou, mas assentiu. Natsuki deu sorriso maroto.

- Você mudou nessas semanas, sabia?

Shizuru a olhou curiosa.

- Está mais relaxada, mais feliz, embora a situação não seja das melhores... Eu arriscaria dizer que era uma pessoa perdida que finalmente voltara para casa.

Orbes vermelhos se arregalaram. Era exatamente assim que se sentia. Como se estivesse em casa, se você pode chamar dormir no chão e comer péssimas comidas de "estar casa", mas ela se sentia bem, confortável e pela primeira vez em sua vida sentia como se pertencesse a algum lugar.

- Talvez. Eu não notei mudanças... – respondeu querendo mudar de assunto.

- Huh? Ah, mas vai, espere até voltarmos!

As duas abruptamente pararam. Shizuru materializando seu robe e Natsuki tirando Duran do coldre.

- Demônio? – indagou a otome olhando ao redor.

- Eles não se atreveriam a chegar aqui... Vai por mim, ela é assustadora. – respondeu olhando ao redor também. Tinha uma leve impressão de quem poderia ser...

Tudo parecia calma ao redor. Seja o que for não queria se manifestar.

- Não estou com paciência para jogos! – retirou o revólver dourado. – Durandal!

- NÃO ATIRE! – era um rapaz que saiu rapidamente da floresta. Vestia um uniforme negro e usava óculos. Tinha bagunçados cabelos negros, era alto, pálido e com bonitos olhos azuis.

- Eu sabia que era você. – disse Natsuki guardando as armas no coldre. – Relaxa, Shizuru... É só o escravo dela.

O garoto pareceu ofendido.

- Não SOU escravo de ninguém! Somente trabalho para a loja! –cruzou os braços – E é bom te ver de novo, Natsuki-san.

A caçadora deu um sorriso.

- É bom te ver também, primeiro de Abril... – um sorriso maroto.

- É WATANUKI! – o garoto gritou. Parecia passar por isso muito.

- Tsc, tanto tempo com ela e eu pensei você seria mais calmo.

Enquanto os dois conversavam, Shizuru só observava a interação. O uniforme do tal Watanuki Kimihiro era totalmente diferente do que já vira, até a anatomia do rosto era diferente... O que é esse rapaz? Um demônio como Yafusa ou um anjo?

- Afinal, o que faz aqui, escravo? – perguntou Natsuki ignorando os gritos do rapaz.

- Bem, - disse ajeitando os óculos depois de muitos gritos – Eu estava fazendo faxina, como sempre, mas então eu vi um bicho estranho correndo para fora da loja e o segui... Quando me dei conta estava aqui... – olhou ao redor – afinal que lugar é este?

- A Floresta dos Perdidos. – respondeu franzindo as sobrancelhas – Por onde você veio?

Ele apontou para o caminho.

- Está andando tem muito tempo?

O rapaz negou.

Natsuki abriu um sorriso.

- Vamos indo, Fujino. O escravo achou um atalho.

Shizuru assentiu sorrindo, enquanto o rapaz a olhava.

- Não vai me apresentar?

- Por quê? – indagou a caçadora – você é um escravo!

Shizuru riu enquanto o rapaz dava outro chilique. Percebeu imediatamente que o prazer dela era tirá-lo do sério. Se aproximou e fez uma reverência.

- Fujino Shizuru. É um prazer, Watanuki-han.

O rapaz sorriu e retribuiu a reverência.

- O prazer é meu, Fujino-san. Kyoto-ben certo?

Ela assentiu ainda sorrindo.

- Então, vão ficar ai sorrindo o dia todo ou vamos para a loja? – perguntou uma caçadora irritada andando por onde Watanuki surgiu.

Shizuru e Watanuki se olharam e a seguiram.

- Então, você conhece Natsuki-san tem muito tempo? – perguntou o rapaz.

Enquanto Natsuki marchava na frente, Watanuki e Shizuru andavam logo atrás.

- Algumas semanas. – riu, embora parecessem anos. – E você?

- Ah, nos encontramos algumas vezes. Caçadores são bem comuns na loja.

- Então você os vê com freqüência... Como eles são? Caçadores em geral?

Watanuki passou a mão no queixo pensando.

- Bem, são muito diferentes para generalizar. Eu prefiro os "Olhos", são bem mais gentis e calmos, dá para conversar com eles sem medo... Mas Berserkers... – encarou as costas de Natsuki – eles dão medo.

Shizuru, surpresa, olhou para Natsuki e de volta para Watanuki.

- Natsuki te dá medo?

O rapaz tremeu.

- Você nunca viu Durandal ou Rebellion em ação, não é?

Shizuru balançou a cabeça negando.Não vira o tal Durandal, o revólver dourado, em ação e muito menos a tal Rebellion.

- Nem queira. Eu já vi e não é algo que espere ver de novo. – fechou a expressão.

Shizuru riu e olhou para frente. De repente cheia de mais admiração por Natsuki e ainda mais animada... Pelo quê ela não sabia...

- Enfim, os outros dão muito medo também. Me lembro de uma vez que veio três Berserkers e um Olho até a loja... – ele tremeu novamente – Dois deles eram homens, enormes cheios de tatuagens e cicatrizes, aqueles olhos brilhantes cheios de ódio e sede de sangue. Estavam amarrados e eram arrastados com dificuldade.

- Arrastados? – indagou curiosa.

Ele assentiu, os olhos sérios.

- A outra Berserker e o olho pediram ajuda para acalmar a fúria assassina... Fujino-san, Berserkers são muito perigosos, uma vez que entram nesse estado é muito difícil forçá-los a acalmar... Não há quem não tema Bersekers, talvez só ela mesma...

Shizuru não respondeu. Queria falar que ela também não tinha medo de Berserkers, afinal como Natsuki, gentil, fofa Natsuki seria capaz de machucar alguém inocente? Impossível imaginar isso... Mas também, ela nunca vira uma fúria assassina.

- Como eles entram em fúria assassina? – indagou.

O rapaz a olhou surpreso.

- Não sei bem, mas me falaram que é quando eles estão lutando contra um adversário muito forte... Do tipo que ninguém a não ser um Berserker pode derrotar.

- Entendo... – mal se percebera falando.

O jovem Watanuki a olhou preocupado e depois virou seu olhar para Natsuki, que ainda não tinha olhado para trás. Tinha finalmente entendido o porquê se perdera nessa floresta...

- De onde você é, Watanuki-han?

E a conversa prosseguiu.

Já Natsuki tinha ouvido tudo... Não vira as expressões de Shizuru, mas já imaginava o que corria na cabeça dela. Era o que normalmente corria em todas as cabeças. Berserkers eram procurados no mundo todo, mas ainda sim muito temidos...

Queria acabar com isso logo, assim poderia sair de WindBloom e não se importar se as pessoas a temiam ou não... Se Shizuru a temia ou não.

Apertou seu punho e trincou seus dentes. Se a vontade de acabar com Abigail antes era forte, agora era muitíssimo mais poderosa.

- Entendo! Então você é de WindBloom! – exclamou Watanuki.

- "E desde quando ele sabe sobre WindBloom?" – se perguntou, enquanto prestava atenção na conversa.

Shizuru perguntou a mesma coisa, claro, de uma forma bem mais educada.

- Ah! Estão todos falando! Recebemos um caçador semana passada na loja, Koji-sama, e ele nos disse que Garderobe está de olho em WindBloom, mas tem fé que Natsuki-san e Yukino-chan vão ter êxito.

Então, Garderobe estava de cabelos em pé, huh? Não surpreendia Natsuki, tudo com relação a Abigail deixavam todos loucos. Em WindBloom se encontravam os melhores caçadores prontos para agir, mas sem autorização formal tudo era perda de tempo.

Segurou com força a alça do estojo de guitarra. Se despedindo silenciosamente daquilo que repousava lá dentro.

- "Eu volto para te buscar, eu prometo."

Uma leve pulsação e ela sorriu. Tinha sido perdoada.


Nem uma hora se passou e os três já viam parte da grande loja se estendendo pela floresta.

- Não lembro de ser tão grande assim... – comentou Watanuki impressionado.

A loja lembrava uma velha casa medieval... Da época de samurais e gueixas... Isso fez Shizuru sorrir enquanto examinava a casa que se aproximava cada vez mais...

Natsuki sorriu também enquanto observava a otome sorrindo, alguma coisa naquele sorriso sincero a fazia derreter.

- Estamos chegando. – anunciou Watanuki aliviado. Tinha ficado nessa floresta tempo demais!

- Ela mora nesta casa? – indagou Shizuru ainda sorrindo com os olhos grudados na casa.

- Sim, - respondeu Natsuki antes que o rapaz tivesse chance. Os dois estavam ficando muito amigos para o gosto dela. – Ela tem um bom gosto.

Shizuru concordou e seus olhos se encontraram novamente.

Watanuki só olhou ao redor. Não conseguia evitar de se sentir um intruso.

A otome foi a primeira a perceber passos e sem pensar duas vezes se colocou na frente de Natsuki e materializou. Aquilo chamou a atenção do jovem que ficou olhando ao redor.

- Alguém está vindo. – constatou.

Os passos ficaram mais altos e se aproximavam rapidamente, quem quer que seja estava correndo.

- Calma, Fujino. – sentiu uma mão levemente tocar seu ombro – São os ajudantes dela.

Duas crianças apareceram no horizonte e corriam animadamente em direção a eles.

- Maru! Moro! – exclamou Watanuki, enquanto Shizuru desmaterializava. De repente o rapaz parou e olhou para Natsuki – Você me chama de escravo, mas a elas de ajudantes? – perguntou indignado.

Ela sorriu e ele continuou.

- E eu sou pago!

- Você é o escravo! Ponto final.

E junto com Shizuru, que ria, foram se encontrar com Maru e Moro. Watanuki deu seus famosos chiliques e depois seguiu as duas garotas reclamando.


A loja era ainda maior e mais bonita por dentro. Totalmente uma casa da era antiga, tanto no material quanto na decoração.

Watanuki foi em direção a cozinha para preparar o jantar, Maru e Moro pegaram o estojo de guitarra com muito cuidado, quase que com medo, e a levaram para um dos cômodos, Shizuru olhava ao redor ainda maravilhada, casas como aquela eram muito raras em WindBloom e Natsuki se preparava para cumprir com sua missão.

- Shizuru, vamos indo.

A otome voltou a realidade com o tom sério de Natsuki. Assentiu e a seguiu pela loja.

Pararam numa porta imensa, diferente de outras e muitíssimo bem decorada, com muitas flores, dragões, fênix, parecendo um quadro digno de um imperador.

- Entrem. – veio uma voz feminina detrás da porta.

Natsuki respirou fundo e olhou para Shizuru. Tocou na porta e a abriu.

- Sejam bem vindas. – disse a mulher vestida num magnífico kimono vermelho com flores amarelas. Ela estava deitada num grande sofá e uma fumaça envolviam ambas.

Ela aspirou do kiseru, seus olhos vermelhos brilharam e ela deu um sorriso malicioso.

- Então, o que deseja?


TAN TAN TAN TAAAAAN! XD

To be... Review? ;-;