LEGENDA:
Itálico - pensamento
Negrito - sonho/lembrança
Um ano. Pensei. Faz um ano que o acidente aconteceu. Sentei entre as raízes da Árvore Sagrada e apoiei o caderno em minhas pernas. Até hoje não consegui lembrar nem de 10% do que perdi, as lembranças que tenho são emboladas e fora de ordem cronológica. Bankotsu não é totalmente sincero comigo e, mesmo com Jakotsu e Miroku me ajudando, não consigo compreender muitas atitudes que tomei no passado. Respirei fundo, fechei os olhos e apoiei minha cabeça no tronco da árvore.
Ainda há coisas que não consegui resolver, e que estão comigo, como o login e senha que o pendrive solicita, não consigo decifrar o caderno e não sei onde fica a Youkai para abrir a minha sala e usar a chave. O vento veio mais forte, fazendo com que algumas das poucas folhas que ainda restavam na árvore caíssem. Aquele farfalhar me tranquilizava.
- Kagome. – ouvi a voz do meu avô e abri meus olhos.
- Sim vovô. – ele estava parado à minha frente, com dois arco e flechas nas mãos.
- Vamos, já teve descanso por tempo suficiente, deve estar mais enferrujada do que a porta do Templo. – ele me estendeu um par do artefato. Peguei e o segui para os fundos da casa. Lá vamos nós com o treinamento sacerdotal de novo. Rolei os olhos.
Desde os meus oito anos, vovô me treina conforme os costumes antigos. Todos os dias, incluindo os finais de semana e feriado, eu tinha aulas com ele. Às vezes sobre conhecimento de plantas medicinais, às vezes sobre amuletos, a parte mais chata de todas, sobre cerimônias e rituais sacerdotais e por último, e a melhor parte do meu dia, arco e flecha. Eu poderia ser péssima em educação física, mas era a melhor na turma de arco e flechas, graças ao que aprendi com vovô.
- Péssima postura, Kagome. – ele me corrigiu e eu logo endireitei minhas costas. Regularizei minha respiração e soltei a flecha. Droga. Errei o alvo central por alguns centímetros, fincando a flecha no segundo círculo mais estreito – Mais uma vez.
...
- Mãe, - aproveitei que ela estava na área de serviço lavando roupa – você pode me levar até o estúdio?
- Eu não sei onde fica querida. – ela estalou as costas e limpou a testa com as costas da mão – Você nunca nos levou até lá, mas certa vez você comentou que havia um cantor importante que gravaria com vocês. Talvez você tenha alguma coisa, alguma anotação na sua agenda, que fale sobre isso. Você era a secretária do dono da gravadora, seu braço direito, e o auxiliava com os contratos e essas coisas burocráticas, vivia com uma agenda em mãos. – braço direito? Contrato? Fiquei parada ouvindo e tentando lembrar onde havia ouvido aquelas palavras antes. Você auxiliava Naraku em tudo, era o braço direito dele. No início, te chamavam de Herdeira, mas depois mudaram pra Dama. Ouvi a voz de Bankotsu em meus pensamentos. E se o estúdio for a Youkai?
- Qual o nome? – perguntei com urgência. Minha mãe olhou para mim um pouco confusa – Do estúdio, qual o nome do estúdio?
- Um nome nada agradável, em minha opinião. Nunca gostei de menciona-lo.
- Mãe!
- Youkai. – ela disse a contragosto. Arregalei os olhos. MEU LOGIN E SENHA DO ESTÚDIO! Pensei enquanto corria.
- OBRIGADA MÃE! – gritei já começando a subir as escadas correndo. Não ouvi se ela me respondeu, mas entrei correndo no meu quarto e peguei o notebook – Liga logo porcaria! – resmunguei impaciente. Conectei o pendrive e coloquei o login e senha do estúdio. Graças a Deus uma das poucas coisas que me lembrei de primeira.
- Abriu. – me assustei quando várias pastas surgiram. Cada uma intitulada com uma sequência de números. Mais números. Pensei carrancuda. Cliquei na primeira. Havia fotos de satélites do que parecia ser uma cidade interiorana e documentos em uma língua que não consegui identificar. Passei para a segunda pasta e o padrão se repetiu, fotos e documentos. E assim foi com as outras três pastas.
Cinco lugares suponho. Tentei achar mais alguma coisa que pudesse me ajudar, mas nada veio à mente. Será que são os supostos lugares onde a joia está? Deitei na cama e encarei o teto. O caderno... Me levantei, fui até ele e voltei a me sentar na cama com ele em mãos.
...
"Venha para o Aiiku Hospital. Rin sofreu um acidente."
Li a mensagem de Sesshoumaru e corri para o hospital. Fui o mais rápido que pude, utilizando o metrô e logo que avistei o hospital me encontrei com Sango e Miroku.
- O que houve realmente? – perguntei assim que os vi.
- Não sabemos, Sesshoumaru só nos pediu para vir pra cá. – Sango respondeu.
Seguimos para a recepção e fomos guiados até o quarto. Lá, encontramos Sesshoumaru, InuYasha e Kikyou, juntamente com Rin, que estava deitada na cama.
- Viemos o mais rápido que conseguimos. – Miroku disse assim que abriu a porta.
- O que houve? – perguntei enquanto me aproximava de Rin.
- Rin foi atropelada no estacionamento do shopping. – Sesshoumaru respondeu a minha pergunta.
- Como assim? – Sango estava tão surpresa quanto eu.
- Eu senti que estava sendo perseguida e entrei em pânico. Acabei me jogando na frente de um carro. – minha cunhada acidentada corou ao contar o fato – Pobre senhora, soube que passou mal.
- Como? – perguntei.
- A velhota que atropelou a Rin teve um mini ataque cardíaco ao ver essa tampinha no chão, toda ensanguentada. – InuYasha estava sério, com os braços cruzados e com uma expressão preocupada.
- Pegaram quem estava te perseguindo? – perguntei.
- Não. – Sesshoumaru segurou a mão da esposa – Estão analisando as câmeras de segurança ainda.
...
- As meninas estão com quem? – perguntei assim que nos acomodamos em uma das mesas em uma das cafeterias do hospital.
- Com a minha mãe. – Sango respondeu.
Rin havia sido retirada do quarto para realizar exames, então aproveitamos para irmos comer alguma coisa e esticar as pernas. Juntamos duas mesas e ficamos os sete juntos.
Reparei que Sesshoumaru estava com cara de poucos amigos e mais sério do que o habitual. Também pudera! A esposa do cara foi atropelada e você acha que ele deveria estar saltitante e alegre feito uma lebre? Pensei amarga e ironicamente.
- Espero que descubram o que houve e achem a pessoa que provocou tudo isso. – Kikyou disse antes de assoprar sua caneca com chocolate quente.
O silêncio que seguiu essa afirmação foi um tanto quanto sepulcral. Ninguém ali tinha motivos para ficar feliz por aquele acontecimento, mas estávamos aliviados por Rin não ter sofrido um acidente mais grave.
Voltamos para o quarto assim que passou o tempo previsto para o exame e encontramos o médico saindo do quarto dela.
- Sua esposa está descansando, Sr. Taisho. Os exames foram feitos e eu o informarei sobre os resultados conforme eles forem saindo. Com licença. – o médico fez uma pequena reverência, que foi respondida por todos nós, e saiu.
- É melhor nós irmos. – Miroku chegou perto de Sesshoumaru e lhe deu dois tapas no ombro – Nos ligue caso precise de algo.
- Voltarei amanhã para ver como Rin está. – Sango também se aproximou de seu marido e deu um beijo no rosto de Sesshoumaru – Boa noite gente.
- Boa noite. – cada um respondeu em um momento diferente, formando um coro desajeitado.
- É melhor irmos também. – InuYasha se despediu do irmão e de mim, sendo imitado por Kikyou e os noivos foram embora.
- Posso ficar mais um pouco? – perguntei. Minha resposta foi Sesshoumaru segurando a porta para que eu entrasse no quarto junto com ele.
Rin estava dormindo, conforme o médico havia dito. Sentei em um pequeno sofá ao lado de sua cama e voltei a observa-la. Sesshy puxou uma cadeira, sentou-se ao lado da cama e segurou a mão da esposa.
Eu não sabia o porquê de ficar ali, só sabia que meu irmão estava preocupado e nervoso demais para ficar sozinho.
...
- Como Rin está? – foi com essa pergunta que minha mãe me recepcionou quando voltei do hospital.
- Bem, na medida do possível. – tirei meu casaco e meus sapatos – Sofreu escoriações leves, não quebrou nada, mas precisa ficar em observação por conta de um inchaço na cabeça. – mexi os ombros – Eles preferem deixa-la por lá até estar melhor.
- Graças a Kami não foi nada grave. – ela me acompanhou até a cozinha.
- Sim. – me limitei a responder isso. Não havia mais o que ser dito, então, quando terminei de tomar água, me despedi dela e subi para o meu quarto.
Abri a porta e logo reparei que coisas estavam fora do lugar. Mamãe passou por aqui? Meu notebook estava em cima da cadeira, sendo que eu havia deixado em cima da mesa. Minha cama levemente desarrumada e duas portas do meu guarda-roupa estavam abertas. Dei mais uma olhada e só reparei essas diferenças, sentei na cama e acessei os arquivos do pendrive novamente.
Arrisquei jogar a primeira sequência de números em um site de pesquisa.
- 78.225046, 15.623414. – sussurrei pra mim mesma enquanto digitava. Vi as mesmas fotos de satélite que já tinha visto. Coordenadas geográficas.
- Longyearbyen, Svalbard, Norway. – li para mim mesma. Noruega... Que língua se fala lá? Pesquisei o que pude, tentando entender os motivos que me fizeram pesquisar anteriormente essa cidade.
Fiz o mesmo com as outras quatro numerações e descobri diferentes localizações no globo. Peguei meu caderno e comecei a anotar o que havia achado.
...
- Bom dia! – saudei assim que entrei no quarto.
- Bom dia cunhadinha! – Rin sorriu para mim e eu respondi imediatamente.
- Você parece melhor, que bom! – cheguei perto dela e segurei sua mão.
- E estou. Foi só um susto, não se preocupe. – ela tentou me animar. Eu estreitei os olhos e a encarei.
- Uhun sei... Susto. – revirei os olhos – Quero saber mais sobre. – puxei uma cadeira e me sentei perto dela. Ela respirou fundo e me olhou com tédio.
- Já falei que não foi nada, foi apenas a minha velha mania de perseguição. – continuei olhando para ela, não acreditando em suas palavras – Ai ok! Sua chata! Vou te contar o que houve, mas ressalto, foi tudo culpa da minha mania de perseguição. – ela respirou fundo, se mexeu ajeitando-se melhor na cama e começou a me contar.
- Eu precisava pagar contas, comprar algumas coisas e tinha uma consulta, tudo lá no Tokyo Solamachi. Fiz tudo o que precisava, segui para o estacionamento e senti aquele desconforto de novo. Aquela sensação de estar sendo observada, sabe? Prestei mais atenção nos sons e reparei que havia uma passada bem leve e ritmada à minha. Passei a andar mais rápido e, novamente, o som também me acompanhou. Entrei em desespero, comecei a correr feito louca, não consegui prestar mais atenção se o barulho continuava e acabei sendo atingida por um carro. Isso é resultado de se correr dentro de um estacionamento sem prestar atenção nos carros em movimento. – ela tentou aliviar a tensão, ironizando e fazendo piada de si mesma, mas o fato de eu estar inquieta indicava que provavelmente a Youkai estava envolvida nisso. Eu não sabia explicar como, só sentia.
- Da próxima vez, me chame! Estou desempregada e à toa, podendo muito bem bater perna com você. – fingi lhe dar um sermão e ela sorriu.
- Tudo bem, tudo bem. Pode deixar que vou te levar junto também, chaveirinho. – ela me tratou feito criança e eu cruzei os braços.
- Você é menor do que eu! – ela riu mais um pouco.
- Enfim, - ela respirou fundo – quanto ao seu emprego, achei que Sesshy tivesse te contratado ou algo assim.
- Nada, aquele crápula só me explora. – fingi estar brava e ela riu em resposta – Além do mais, não sei se seria bom para minha saúde trabalhar tanto tempo com ele. Fico rapidamente estressada e Sesshoumaru tem o dom de adiantar esse processo.
- Bom saber desses detalhes antes de te contratar. – ouvi a voz de meu irmão mais velho e olhei para a porta. Ele estava segurando um copo descartável em uma mão e o cachecol na outra.
- Bom dia amor. – Rin o cumprimentou.
- Contratar? – perguntei.
- Bom dia querida. – ele chegou perto de Rin e lhe beijou – Sim Kagome, vou te contratar. Seu trabalho é ótimo e você tem me ajudado bastante, nada mais justo.
Ainda estava um pouco confusa, mas preferi deixar esse assunto para outro momento. O foco ali era Rin e não minha futura contratação.
Conversamos mais um pouco, assuntos banais e eles me contaram algumas lembranças engraçadas que tinham de mim. Na verdade, Rin contava e Sesshoumaru acrescentava alguns detalhes.
- Tenho que ir. – me levantei da cadeira, me aproximei de Rin e lhe dei um beijo no rosto – Mamãe pediu ajuda para fazer o almoço. Parece que teremos visitas hoje.
- Quem são? – minha cunhada, curiosa como sempre, me perguntou.
- Não faço ideia. – fui sincera – Eu não perguntei e ela não me disse. Pensando bem, ela parecia bem ansiosa e alegre. – pensei nas atitudes da minha mãe naquela manhã. Vi Sesshoumaru sair do quarto e olhei para Rin, que me devolveu o olhar enquanto mexia os ombros.
- Me mande mensagens, ok? É meio chato ficar aqui sem fazer nada. – ri de seu comentário e balancei a cabeça concordando. Já do lado de fora, Sesshoumaru estava encostado na parede ao lado da porta. Me aproximei e o abracei.
- Até depois Sesshy. Volto para vê-la assim que puder.
- Minha assistente vai te mandar o contrato, leia com atenção e faça alterações se quiser. – demorei alguns segundos para entender o que ele dizia. Minha contratação. Sesshoumaru não era de explicar as coisas, mas suas frases aleatórias, sua forma de explicação, me deixava confusa às vezes.
- Tudo bem.
- Não será tempo integral, você trabalhará em casa e fará seus próprios horários. Sei que não gosta da formalidade dos escritórios.
- Agora vi vantagem! – tentei brincar, mas recebi sua tradicional expressão de frieza e tédio.
- Vá! Sua mãe lhe espera.
- Estou indo senhor! Estou indo! – mostrei a língua e fui embora.
...
- Pronto mamãe, terminei de arrumar a mesa. Precisa de mais alguma coisa? – amarrei novamente o cabelo enquanto via minha mãe correndo de um lado para o outro, terminando de preparar o almoço.
- Não obrigada. Vá se arrumar, posso terminar por aqui. – dei meia volta e segui para o meu quarto. Receberemos três pessoas... Mamãe não quis me contar quem são. Estranho...
...
Ouvi barulho de carro, peguei o celular e conferi a hora. Eles estão 15 minutos adiantados. Corri para terminar de arrumar, mas quando desci já podia ouvir suas vozes dentro de casa.
- Que bom que vocês vieram. – ouvi a voz do meu avô. Ele parecia animado.
- Nós que agradecemos pelo convite. – paralisei no meio da escada. Não pode ser! Minha mente repassou todas as lembranças relativas àquela voz. Ele não pode estar aqui!
- Kagome? Está tudo bem? – ouvi a voz de meu pai. Olhei para onde achava que ele estava e reparei que havia me tornado o centro das atenções.
- Tu... – engoli seco – Tudo bem. – desci as escadas o mais normal que pude e me aproximei de meus pais.
- Kagome, - meu pai começou – sei que não se lembra deles, mas esses são Naraku Onigumo, Naraku Byakuya, filho de Onigumo, e Naraku Kanna, filha de Byakuya. – olhei para os dois últimos, me limitando a não olhar para o mais velho – Naraku Onigumo é irmão de sua mãe. – arregalei os olhos e encarrei meu pai, assustada demais para formular qualquer pergunta.
- Vamos para a sala nos sentar, lá poderei explicar melhor. – ouvi a voz de minha mãe e me deixei ser guiada por Souta. Assim que todos se acomodaram, mamãe voltou a falar – Kagome, minha filha, - tirei os olhos do chão e olhei para ela – sei que sempre lhe disse que havia perdido minha família durante a infância, e acreditava nisso firmemente, mas há alguns anos atrás eu reencontrei uma parte dela. – ela estendeu a mão e segurou a de Naraku – Meu irmão, Naraku Onigumo, havia sobrevivido e depois de anos me procurando, conseguiu me achar, e graças a você.
Arregalei os olhos. O QUE FOI QUE EU FIZ?!
- Onigumo é o dono da gravadora Youkai, assim que você começou a trabalhar lá, tudo se encaixou.
- Percebi o quão semelhante à sua mãe você era e suspeitei, com esperanças, que você fosse parente dela. – ouvi a voz do patriarca Naraku. Respirei fundo e resolvi encara-lo. É ele! Meu Kami, como assim ele é meu tio!? Não faz sentido! – Foi totalmente inesperado saber que a mais nova contratada era minha sobrinha. Foi uma alegria imensa!
- Levei um belo susto quando você o trouxe para cá. – minha mãe continuou – Mas no fim de tudo, havíamos nos encontrado depois de todos esses anos e o mais importante é a família reunida.
- É priminha, - voltei minha atenção para o homem que estava ao lado de Onigumo – o importante é nos mantermos unidos. – franzi a testa devido à entonação que ele deu às palavras, mas assenti. Procurei pela garota. Ela deveria ter uns 15 anos e estava sentada no mesmo sofá que eu, ao lado de Souta.
- Vamos almoçar antes que a comida esfrie. – meu pai se levantou e todos imitaram o gesto – Podemos continuar a conversa por lá.
Seguimos para a mesa e, por coincidência ou não, Naraku Byakuya se sentou à minha frente. Não me sentia confortável em ter Onigumo tão perto de mim, mas se essa história fosse verdade, então algumas coisas se encaixariam e outras perderiam total sentido para mim.
- Soube que uma amiga sua está no hospital. – a voz fria de Onigumo fez com que um arrepio descesse minha coluna – Ela está melhor?
- Sim. – mantive minha voz o mais firme que pude – Foi apenas um susto.
- Acho um tanto quanto estranho uma pessoa ser atropelada dentro de um estacionamento. – ele voltou a falar e o tom de ironia usado por ele me deixou irritada.
- Quando estamos sendo perseguidos fazemos coisas estranhas e instintivas. Nosso senso de sobrevivência, pouco usado por alguns, toma o controle da situação. Não posso culpa-la ou julga-la por algo feito em um momento de desespero. Situações desesperadas pedem medidas desesperadas.
- Disse bem, pessoas não acostumadas com situações extremas, quando se deparam em uma, não sabem como reagir. – Byakuya se pronunciou. Eu olhei para ele e ele continuou olhando fixamente para mim.
...
Virei novamente na cama. Naraku Onigumo é meu tio! Isso é impossível! É louco demais, é coincidência demais, é bizarro demais! Olhei para o teto, depois para o meu relógio de cabeceira. 03:27. Legal... Pelo visto hoje eu não durmo. Bufei. E aquelas frases? E todas as vezes que eles me encarraram? Essa visita foi uma espécie de aviso? Como um alerta de que eles sabem o que acontece comigo e com meus amigos? Rolei mais uma vez. Meu Kami, me dá uma ideia do que está acontecendo...
...
Acordei sendo levemente balançada.
- Caramba! Você dorme, hein! Meu Kami! – reconheci o rosto de Jakotsu próximo ao meu.
- Achei que você tivesse uma vida e não dava pra ficar à minha disposição. – disse enquanto me sentava e coçava o olho durante o processo. Não me lembrava de ter dormido – Além do mais, não me lembro de ter te ligado. – ele me deu um tapa na coxa. Murmurei e comecei a esfregar o local dolorido.
- Ingrata! Vaca! Víbora! Eu despenco até aqui, arrisco a minha pele macia e perfumada pra te ver e conversar com você, e você me trata assim? – ele colocou a mão na altura do peito e abriu a boca no formato de 'o'.
- Desculpe. – me aproximei e lhe dei um abraço – Não tive um dia muito bom, e quando estou com sono não tenho noção do que falo.
- Tudo bem. – ele se afastou e segurou minhas mãos – Não consigo ficar bravo com essa carinha amassada de sono que você está agora. – sorri – Pelo visto a visita não foi boa... – franzi a testa.
- Como você sabe?
- Eu prometi cuidar de você, cunhadinha. E não posso contar meus métodos. – ele piscou para mim. Sentia que não conseguiria arrancar informação alguma dele, então me limitei a agradecer por sua companhia.
- Nem um pouco. – recostei na parede e ele me acompanhou – Muita informação para menos de 48h. Além do mais, ter que aguentar aquelas indiretas e sugestões de que eles tinham algo a ver com o acidente da Rin, e acho que com o meu também, foi demais para mim. O que me deixa mais desconfortável é o fato da minha família tratar tão bem eles.
- Naraku Onigumo realmente é seu tio, isso eu posso afirmar. Ou seja, indiretamente, Onigumo, Byakuya e Kanna, são sua família também.
- Se eles fazem parte da minha família, como eles podem ser responsáveis pelos acidentes que ocorreram?
- Já ouviu aquela frase "família, família, negócios à parte"? – balancei a cabeça confirmando e entendendo aonde ele queria chegar.
- Ele precisa parar de fazer isso.
- Ele não vai parar, Kagome. Não até aquele louco ter a bendita joia.
- Então é isso que ele terá!
Olá pessoas!
I'm back baby! Kkkk Atualização em menos de um mês?! :O kkkkk (sorriso congelado e amedrontado) Paz e amor, Sora! (sorriso amedrontado) :D
Então... Acho que não vou comentar muito, porque a ficha tah caindo aqui ainda OO
- Sora Chan : . ' Entããããããooo... Acho melhor não perguntar nada kkkk Mas vou agradecer os elogios e cobranças kkkk Dá um baita ânimo AHSUDAHSUDHAU (só não me mate, ok #Please)
- bruny : Olá! o/ Está gostando?! *-* #AbraçaApertado Que lindo, cara! Que lindo! Alguma sugestão dos motivos dos acontecimentos de hoje? Hun? Hun? Kkkk
- Yogoto : Mais dúvidas? Manda pra mim! Fico saltitando de alegria quando elas surgem! *-* Faltam só mais 2 pra fechar os 5 kkkk Eu não sou assim com as senhas – anoto tudo – o que, as vezes, é pior pq se outra pessoa achar, ferrou tudo kkkk SIIIIIMMM! #DancinhaFeliz Jakotsu lindão apareceu! s2
*Momento Jhully Youtuber*
Mereço um comentário por ter postado rápido? #DizQueSim Hein, hein, hein? Kkkk
P.s.1: Revisei correndo e posso ter deixado passar alguma coisa. #Sorry Se achar algum, me avisa! XD
P.s.2: O 12 tah no aguardo já! \\ o o /
Até a próxima ;*
#Beijos
