Nota da autora: Antes de dar prosseguimento à história eu preciso mostrar um pouco o que se passou com nossos vampiros. Espero que gostem.

Eventos anteriores...

Pov Damon

Meus olhos estavam fixos nela. O vestido todo amassado com um seio exposto e brilhante de saliva, a boca inchada pela pressão de meus lábios. Eu sorri com tal visão. Eu a pressionava contra a parede exigindo que se amoldasse a minha rigidez.

Ela deixou um leve gemido escapar de seus lábios. Minhas mãos cobriram seus seios provocando, massageando, fazendo-a arquear seu corpo contra o meu em busca de mais contato. Eu sentia o cheiro de sua excitação incitando a minha própria.

Eu queria tomá-la ali mesmo, mas algo em mim queria escutar ela pedir... Implorar. Subi minha mão pela sua perna não encontrei a barreira de sua peça intima fazendo que meu dedo deslizasse facilmente pelo centro de sua feminilidade. Ela gemia e vez ou outra falava coisas desconexas. Eu não queria qualquer tipo de conversa, eu sequer queria ouvi-la. Eu a queria para satisfazer meu corpo, nada mais. Introduzi mais dois dedos, meus movimentos eram lentos e cadenciados. Ela tentou mover o quadril contra a minha mão, tentando ganhar velocidade. Uma tentativa vã. Seria do meu jeito.

Pressionei-a mais contra a parede impedido que ela pudesse se movimentar qualquer parte do corpo sem interromper os movimentos de meus dedos. Ela deixou escapar um suspiro frustrado. Eu não pude deixar de sorrir. Ela parecia deslumbrada olhando para mim. Não era novidade como ela me olhava. Eu sou lindo.

–Por favor...

–Sim? –perguntei indiferente.

–E-eu quero...

–O que você quer? –como se eu não soubesse, continuei com o mesmo ritmo.

–Eu quero... mais. –foi apenas um sussurro.

Sorri com satisfação. Possui seu corpo nesse instante.

Já havia amanhecido eu ainda me encontrava na cama, nem tinha me dado o trabalho de me vestir.

Eu olhava a moça a minha frente, seus movimentos eram lentos e um tanto oníricos, como se flutuasse. Nesse momento ela se agarrava com força a cômoda do quarto para manter seu equilíbrio precário.

–Você está bem? –pergunta Edward segurando seu cotovelo. Ela apenas olha para ele com o mesmo olhar sonhador.

–Onde a conheceu? –pergunta Jasper casualmente recostado na janela.

–No bar Tony ou talvez no bar Mario.

–E qual e o nome dela?

–Não sei... não me dei o trabalho de perguntar.

–É claro que não. Porque se daria a esse trabalho. –disse um irritado Edward.

Olhei a moça novamente, seus cabelos eram curtos e loiros, seu vestido era caro e de última moda. Muito bonita. Meus lábios se curvaram em um sorriso.

Vi quando Edward se aproxima mais da moça vendo duas feridas avermelhadas de perfuração.

–Mas que droga! Escute aqui Damon isso tem que parar. Olha para ela é só uma menina.

–Edward está certo, Damon. Pegar uma menina relutante...

–Ah! Ela não relutou, meu irmão. Ela estava muito, mas muito disposta. –disse a Jasper e voltei meu olhar a Edward. –E se não me engano há dois dias você estava com uma moça da mesma forma. –zombei.

–Um erro.

–Meu irmão mais novo, o mundo está cheio do que você chama de "erro". Relaxe é muito mais divertido, posso lhe garantir. –provoquei.

–Você só pensa no seu próprio prazer, não é mesmo?

–E existe mais alguma coisa? Apenas o prazer é real, meu irmãozinho... o prazer e o poder. E você é um caçador por natureza, tanto quanto eu. Alias não me lembro de convidá-lo a vir comigo. Se não está se divertindo por que não vai embora?

Antes que Edward pudesse falar mais alguma coisa Jasper interveio.

–Isso não vai levar a lugar nenhum. Damon eu só peço que seja discreto. –disse suavemente.

–Eu sempre sou.

POV Edward

"Edward se acalma. Se disser mais alguma coisa, Damon estará com pelo menos duas moças amanhã a noite só pelo prazer de irritá-lo".

Ouvi o pensamento de Jasper e sentir seu poder trabalhando em mim, me fazendo ficar calmo em questão de segundos. Ele estava certo, isso só faria Damon agir mais impulsivamente só para me chocar. Damon sempre seria... Damon. Suspirei.

Foquei minha atenção na garota. Eu via as marcas em seu pescoço, elas provocavam um ardor em minhas entranhas.

–Qual é o seu nome?

–Vickie.

–Tem como ir para casa? –ela apenas olhava para mim confusa. –Muito bem, Vickie. Olhe para mim. Você vai voltar para sua casa e não vai se lembrar de nada da noite passada. Não sabe onde esteve nem quem viu. E você nunca viu nenhum de nós três. Repita.

–Eu não me lembro de nada da noite passada. –disse ela obediente, seus olhos fixos em mim. –Não sei onde estive nem quem eu vi. E não vi vocês três.

–Muito bom. Tem dinheiro para voltar? Tome. –dei um punhado de notas amassadas e a levei para fora.

Quando ela estava segura em um taxi, voltei para dentro.

Jasper ainda se encontrava recostado na janela e Damon ainda se encontrava na cama a me ver ele deu um sorriso presunçoso, mas antes que eu pudesse falar qualquer coisa um clarão se fez em minha cabeça, não teve som ou luz, mas era poderoso como um trovão.

Era um grito sobrenatural. Uma ordem que não podia ser contrariada ou ignorada. Senti uma presença.

Greta?

"Klaus chama vocês... Vocês devem ir ao encontro dele... Ele encontrou sua escolhida... Estamos em Fell's Church."

E acabou. A comunicação desmoronou em si mesma. O quarto vibrava de poder.

Meus irmãos e eu ficamos ali, olhando de um para o outro.

Não foi difícil consegui um voo. Uma vez na cidade, saberíamos encontrar Klaus. Antes do fim da tarde já nos encontramos em frente do hospital.

POV Jasper

Olhávamos a menina que jazia no leito. Ela dormia tranquila. Seus cabelos negros espalhados pelo travesseiro, alguns fios em seu rosto, sem pensar os retirei.

Meus dedos tocaram sua face por apenas um segundo e mesmo esse pequeno segundo foi o suficiente para um choque atravessar meu corpo. Isso me abalou. É só uma menina, eu repetia a mim mesmo como um mantra como para me convencer. Eu queria tocá-la novamente, mas não me atrevi.

Continuei a fitá-la. Seus traços eram delicados, sua boca era rosada tal qual um bebê, parecia tão macio... FOCO JASPER FOCO.

Não consegui desviar meus olhos dela, não saberia dizer quanto tempo havia se passado desde que eu a vi, horas... minutos ou apenas segundos. Eu não me importava e por que eu não me importava?

Mas que droga! Como uma menina poderia exercer tal fascínio sobre mim? Pelo menos para mim eu não precisava mentir eu estava fascinado pela criatura. Uma simples humana.

Eu escutava cada respiração suave que ela dava, sentia seu calor, sentia cada batida de seu coração. Sua pele era tão delicada. Imaginei plantando minúsculos beijos aqui e ali, em como aninharia seu corpo junto ao meu, sentindo a fragrância inebriante de sua pele, era quase mais do que eu podia suportar e como por fim meus lábios cobririam os seus... respirei profundamente tentando desesperadamente clarear meus pensamentos.

Eu sentia todas as emoções que estavam no quarto. Surpresa, curiosidade, luxuria, raiva, ciúmes e algo mais difícil de nomear mais tão pungente quanto as outras. Senti-me sufocado, não queria lidar com tantas emoções, eu mesmo não conseguia lidar com as minhas. Eu precisava de tempo para entender o que se passava comigo sem a interferência das emoções de outras pessoas. Nesse momento, uma única palavra resumia meus pensamentos e sentimentos com relação à menina: minha.

Olhei Klaus nesse momento. Ele olhava para nós em expectativa, não precisávamos de palavras, era obvio que da mesma forma que ele sabia que a queria acontecia o mesmo conosco e com essa constatação fui submerso em ondas de sentimentos dos mais variados. Travei o maxilar. Droga! Às vezes eu não queria ser um empático. Esse era um dos momentos. Foquei num único sentimento ali presente que pertencia à garota adormecida: serenidade.

Fiquei com raiva. Ela dormia tranquilamente sem se dar conta do que provocava ao redor, logo depois eu me sentia irritado por ter raiva dela. Estava confuso, precisava sair dali. Precisava pensar. Precisava entender o que se passava comigo...

–Jasper você pode ir. Nós podemos decidir o que deve ser feito. –disse Edward, provavelmente lendo a confusão que meus pensamentos se encontravam.

–Vai. Ela é apenas uma garota. Não dará trabalho. Leve o tempo que precisar, podemos lidar com ela.

–Klaus tem razão. Se precisa ir... -completou Damon.

Não precisei de mais incentivo, em questão de segundos eu estava longe do quarto, longe do hospital, longe de qualquer pessoa. Logo os únicos sentimentos a me atormentar eram os meus.

POV Damon

Eu poderia dizer que nenhuma mulher tinha me afetado e tinha orgulho disso. Eu me sentia atraído por elas, pelo seu sangue... pelo seu corpo. Meu senso estético exigia que elas fossem belas ou ao menos equivalessem a meus padrões. Pode me chamar de fútil, mas que homem não quer uma bela garota ao seu lado, mesmo que seja por uma única noite. Era o que elas tinham: uma única noite. Depois de passada a noite com elas, elas era facilmente esquecidas, algumas era esquecidas mesmo antes do fim da noite. Meu único interesse por elas era meu próprio prazer.

Elas não podiam reclamar graças aos pequenos demônios do inferno meu orgulho era maior que meu desejo. Eu pagava pelo seu corpo e seu sangue com minha própria moeda: o prazer. E nenhuma mulher poderia acusar-me de não obter prazer em meus braços.

Nesse momento eu não compreendia o que se passava comigo. Vendo aquela menina ali dormindo. Ela despertou um desejo avassalador de fazê-la minha e vários sentimentos que eu me recusava a analisar. Uma menina... só uma menina. Que inferno!

Imaginei como seria tê-la em meus braços.

De tantas mulheres no mundo, uma menina foi o que bastou para me abalar. Minha atenção foi desviada pela conversa entre meus irmãos, voltei meu olhar para eles e entendendo o que se passava apenas acrescentei.

–Klaus tem razão se precisa ir...

POV Edward

Nesse momento eu olhava a menina adormecida com seus cabelos negros espalhados pelo travesseiro, ela me deixou sem fôlego. Eu lutei para achar palavras para nomear os sentimentos que me invadiram, mas não existiam palavras fortes o suficiente para descrevê-los. Por um instante eu foquei em seu rosto. Só para ver se eu podia encontrar as respostas lá... Não havia respostas, ou pelo menos as que eu procurava.

Por um longo momento, me afoguei nesses sentimentos. Minha vida era a meia-noite, sem mudanças, sem fim. Deveria, por necessidade, sempre ser a meia-noite para mim. Quando uma mudança chegava para um de nós, era uma coisa rara e inalterável. Por que ela tinha que existir?

Por que ela tinha que acabar com o pouco de paz que eu tinha nessa minha não-vida? Ela ia me arruinar.

Eu desviei o meu rosto pra longe dela, enquanto uma súbita fúria, um aborrecimento irracional passou por mim.

Quem era essa criatura? Por que eu, por que agora?

Sem me dar conta os pensamentos de Jasper me invadiram, nesse momento ele fantasiava em como ele gostaria de tê-la em seus braços, em como queria beijá-la. Os pensamentos de Damon não eram diferentes. Eu não sabia o que sentir, raiva, desejo...ciúmes, sendo esse último um tanto desconcertante. Por que deveria me sentir assim? Ela não era nada minha, era só uma garota. Só uma menina humana.

Quem eu queria enganar? Desde que eu coloquei meus olhos nela eu sabia que eu a queria e como reflexo dos meus pensamentos meus irmãos pensaram o mesmo.

Pela primeira vez desde que coloquei meus olhos na menina eu desviei meus olhos para olhar meus irmãos. Damon estava concentrado na menina, porém fui tragado pelos pensamentos de Jasper. Ele estava atormentado, eu podia entendê-lo sendo ele empático ele devia sentir como nós estávamos nos sentindo, se eu não conseguia entender a avalanche de emoções sobre mim, o que ele não estava passando tendo que lidar conosco.

–Jasper você pode ir. Nós podemos decidir o que se deve ser feito.

Ele me olhou em duvida.

–Vai. Ela é apenas uma garota. Não dará trabalho. Leve o tempo que precisar, podemos lidar com ela. –Klaus reiterou se dando conta do que se passava com Jasper.

Damon desviou sua atenção nesse momento e vendo a expressão do irmão completou.

–Klaus tem razão se precisa ir...

Em segundos Jasper já não se encontrava dentro do quarto. Olhamos de um para o outro.

–O que vamos fazer? –perguntei.