O relatório do detive está pronto. Hoje saberemos mais sobre o passado da Bella.

Capítulo 9

Edward a carregou para um quarto escuro e fresco dentro da casa. Devagar, como se Bella fosse o seu bem mais precioso, a pousou numa cama ampla, coberta por uma colcha de crochê.

Quando se afastou, ela estendeu as mãos, puxando-o. Edward se deitou ao seu lado, deslizando os lábios pelo rosto e pelo pescoço de Bella.

— Oh, querida... Pensei que nunca mais voltaríamos a ficar juntos.

— Eu sei.

Bella conteve um gemido quando a mão máscula desceu para cobrir-lhe o seio. Como alguém tão forte quanto Edward podia ser tão delicado? Como ele, num mundo sem amor, aprendera a lhe demonstrar o quanto apreciava o seu toque? E como Bella poderia viver sem ele?

Sobrevivera a um mundo sem cores. Mas agora, com seu toque, os murmúrios ternos, o movimento cada vez mais ávido do corpo contra o seu, a carícia dos lábios que a enlouquecia... Edward lhe devolvia a cor, lhe devolvia a vida.

Ele só hesitou no momento da união, quando se sentiu pronto para torná-la sua. Bella passou os dedos sobre as linhas de seu rosto, quase o vendo, como no sonho, tenso de desejo.

— Eu te amo, Edward. Sempre te amei. Sempre te amarei. Mesmo que eu não me lembre de mais nada sobre minha vida antes de Avalon, disso eu tenho certeza. — Ergueu-se para ele numa súplica silenciosa.

Deixando escapar um gemido profundo, Edward consumou a união. E então, dando tudo de si a ponto de trazer mais lágrimas aos olhos dela, a levou ao clímax antes de alcançar sua própria realização, no mais completo ato de adoração ao corpo da mulher amada.

~~x~~

Uma brisa suave soprava pelo quarto quando Bella despertou. Moveu-se de leve, escutando os pássaros cantarem, e sentiu que havia alguém bem ao seu lado.

Edward.

A lembrança de sua manhã de amor a aqueceu. Tudo lhe parecia perfeito. Era exatamente ali que devia estar, com ele.

Virou-se para Edward.

— Eu dormi... — desculpou-se.

— Sei disso. Desconfiei de que você precisava de descanso, não tendo dormido a noite passada.

Bella corou diante da recordação da noite inquieta, dos sonhos com Edward.

— E como é que você sabe? — perguntou ela, rindo. O toque real de Edward fora muito melhor do que no sonho...

— Porque eu também não dormi. Nem tomei o café da manhã.

— Você não devia ter feito isso.

— O quê?

— Falado sobre comida. Com isso, despertou um gigante adormecido!

— Ora, ora! — Edward sorriu, brincalhão. — Espere aqui. Eu já volto.

— Não, senhor. Antes de mais nada, quero um delicioso beijo de bom dia.

— Insaciável! É o único beijo que ousarei lhe dar, se pretendemos comer alguma coisa antes do fim do dia.

Bella passava a mão pela colcha de crochê, enquanto Edward saía do quarto. Seria tão bonita quanto agradável ao tato? Levantando-se, tentou arrumar a cama. Esticou o lençol de baixo e o prendeu sob o colchão; depois, estendeu o de cima. Colocou os travesseiros na cabeceira e se deitou sobre eles, sentindo o tecido macio de algodão contra a pele nua.

— Devo ser uma femme fatale — murmurou, cobrindo-se com o lençol.

— É sim. Não há dúvida.

Bella não o ouvira retornar. O riso dele a fez enrubescer.

— Você não devia ter ouvido isso — disse ela, se enrolando com firmeza no lençol.

— E você não devia ter ficado embaraçada.

Bella ergueu o queixo.

— É, bem... Talvez você deva me dizer o que fazer.

— Isso é fácil. — Edward pôs uma bandeja ao lado da cama. — Você deve me dizer que sou um amante fantástico e que eu a faço se sentir como uma femme fatale.

— Ah! Foi isso o que fiz da outra vez?

— Não. — A voz dele soou carregada da tensão que ela, por ingenuidade, pensou haver se dissipado. — Não. Foi o que você tentou fazer, mas eu não deixei.

Sentindo frio de repente, Bella tentou puxar o lençol mais para cima.

— Aqui — disse Edward, após um instante. — Incline-se para frente.

Obedecendo sem questionar, ela sentiu o algodão macio roçar os ombros e sorveu o perfume inigualável do sabonete e da loção de Edward.

— A sua camisa?

— É.

Edward levantou a gola para proteger-lhe o pescoço e tomou-lhe o rosto entre as mãos. Teria ele afastado seus demônios com tanta facilidade? Parecia que sim, pensou Bella, porque o tom zombeteiro voltara à sua voz.

— Fica melhor em você do que em mim. — Levantou a bandeja e a colocou no colo dela, com cuidado, antes de se sentar na cama a seu lado. — Apesar de, com certeza, sua pele nua ser muito mais bonita do que qualquer roupa.

Bella concluiu que não devia estar acostumada com elogios, pois sentiu certo desconforto, que Edward notou. Ele riu e a abraçou.

— Não sei quanto a você, mas eu vou precisar comer se quiser manter as forças.

Depois do almoço, satisfeito e descansado, Edward pôs a bandeja de lado e se recostou nos travesseiros, com um cálice de vinho. Passara outra vez o braço em torno de Bella e às vezes se aproximava mais, roçando o rosto contra seus cabelos ou apenas a abraçando.

E conversaram. Teriam conversado assim antes?

Teria Edward falado daquele modo alguma vez com ela?

Bella contara a respeito das cores e formas que dominavam seus sonhos. Contara do homem que os povoara desde que despertara no hospital, a sós e assustada por não saber quem era até então. Falara de como o amor das pessoas da cidade a assustara no início, porque parecia tão diferente do que se poderia esperar.

Contara de um vazio dentro dela que jamais conseguira entender até que Edward o preenchesse.

Dissera que provocava o homem em seus sonhos, mesmo sabendo que flertava com o perigo, só para lhe arrancar um sorriso, o que, mesmo nos sonhos, sabia ser raro.

— Eu o provocava, Edward?

Ele tossiu, contendo o riso. — O tempo todo. Fazia de tudo para que eu abandonasse a imagem de pessoa correta, madura, experiente.

— Oh! E consegui?

— O nome Thony... O que significa para você? — Ele perguntou, ignorando a indagação de Bella.

Nada. Não mais do que o nome Edward. Mas ela o pronunciara duas vezes e sabia que devia ser importante. Meneou a cabeça de leve, em negativa.

— Você odiava meu nome. Ou o que ele representava. Uma vez você disse que Edward Anthony Masen Cullen IV era nome adequado para uma firma inteira, não para um homem. E acho que você detestava a pessoa que eu às vezes encarnava sob esse nome. "Pomposo", você me chamava. E estava certa. Houve um dia em que eu, com meu estilo maduro e correto, tentei impressioná-la. Então você olhou através da janela, apontou para um galinheiro na casa ao lado do seu prédio e falou: "Está vendo aquele franguinho ali, todo orgulhoso? Você fica parecido com ele quando age assim. Thony... Alguém deve ter visto a similaridade, há gerações". Desde então, sempre que eu ficava sério demais, enfadonho, pedante, você cortava meu nome, lembrando-me, sem que ninguém mais soubesse, o que achava de minha atitude.

— E você continuou a me ver?

— Oh, Bella. A essa altura eu precisava continuar a vê-la.

— Precisava? — Por que era tão difícil acreditar que alguém precisasse tanto dela?

— Precisava, sim — confirmou, envolvendo-a em seus braços. — Você se tornou fundamental em minha vida. — Com a voz embargada e a mão trêmula, Edward ergueu o rosto de Bella. — Do mesmo modo como agora preciso fazer amor com você de novo.

~~x~~

Bella ficou em silêncio durante o caminho de volta à casa do pastor naquela tarde. Só se consolava um pouco porque Edward também não se mostrava nada animado com a ideia de voltar para lá.

— Droga! — resmungou Edward, freando.

— O que foi?

— Chegamos à casa do pastor. E o seu amigo, o xerife, está aqui.

— O xerife Black? — Ela balançou a cabeça. Não podia ser ciúme o que notara na voz de Edward. — Ele tem sido um bom amigo, Edward. Qual é o problema?

Ele hesitou, cobrindo a mão dela com a sua, apertando-a, de leve.

— Ou ele está aqui para se certificar de que eu não a magoei de alguma forma ou tem novidades. Talvez os próximos minutos não sejam muito agradáveis para você.

— E para você?

— Para mim, tudo bem. Vou vestir minha máscara de dono de empresas. Com ela, ninguém me atinge.

Estaria brincando? De qualquer modo, aquilo se aproximava muito do que ela suspeitava que ele houvesse feito a vida toda. Bella hesitou enquanto abria o cinto de segurança. E quanto a ela própria? Disporia de uma máscara adequada para enfrentar o xerife? Precisaria de uma?

O fato era que, por mais que temesse o que os esperava na agradável casa do reverendo, teria de enfrentar.

A Sra. Weber os recebeu no hall e os encaminhou à sala de visitas, pedindo licença para se retirar em seguida. Como Edward suspeitara, Black se levantou à sua entrada, e não parecia feliz. Fitou Bella em silêncio. Edward sabia que ele notaria o quanto ela mudara: seus olhos brilhavam e o corpo parecia irradiar uma nova segurança. Em outras palavras, parecia uma mulher bem-amada.

— Srta. Bella... — cumprimentou o xerife. — Cullen...

— Que bom que veio, xerife. Sarah está com o senhor?

— Ela me pediu para lhe dizer que virá mais tarde. — A voz do xerife era mais suave ao falar com Bella, e Edward o notava muito bem. — Desculpe-me, esta é uma visita oficial. Você se importaria se nós... Se eu conversasse a sós com... O seu marido?

Edward sentiu os dedos de Bella cerrarem-se sobre seu braço ao mesmo tempo em que seu queixo se erguia.

— Se está perguntando se eu me importo de sair para que os dois possam conversar sobre meu passado e futuro, então minha resposta só pode ser sim. Não acha que está na hora de começar a me incluir nessas conversas?

Black olhou para Edward. Não queria Bella ali, não desejava perturbá-la, mas, como Edward, parecia entender que ela precisava participar.

Edward a guiou até uma poltrona e ficou ao seu lado. Black voltou ao seu lugar no lado oposto. Então Edward notou um envelope de entrega expressa sobre a mesa ao lado do xerife.

— O relatório de Slater?

Black assentiu.

— Srta. Bella, antes do seu casamento, a Srta. Harrison, assistente do Sr. Cullen, mandou um detetive particular investigar o seu passado.

— Eu sei. Edward me contou ontem. Mas ele não pôde me contar o que o relatório revelava. Será que... O senhor...

— Sim, está aqui. E, sim, eu o li.

Ele fitou Edward. Vendo-o assentir, pegou o envelope.

— Não há absolutamente nada em seu passado que a envergonhe, Srta. Bella — afirmou, afastando o que Edward suspeitava serem os maiores medos inconfessados de Bella. — Nenhum mistério, nenhum registro de prisão, nem mesmo comportamento suspeito. Tudo limpo, certinho.

Com os dedos ainda cravados no braço de Edward e o corpo irradiando tensão, ela se voltou para o xerife.

— Então não há nada que indique que algo que eu tenha feito provocou em alguém a vontade de se vingar de mim...

— Não.

Bella respirou fundo e se inclinou para frente.

— Conte-me tudo. Por favor.

Black não se preocupou em tirar os papéis do envelope.

— Antes de começar, gostaria que se lembrasse de que você é honesta. Porque existem algumas coisas, desde o começo, que escapam ao seu controle e que talvez lhe sejam um pouco... Desagradáveis, escutando-as assim, de supetão.

Ela parecia estar se preparando para receber um golpe. Edward passou o braço em torno de seus ombros, confortando-a da única maneira que sentia que ela iria aceitar.

— Conte-me — tornou a pedir.

Black assentiu.

— Você foi filha única de uma mãe solteira que jamais revelou quem era seu pai.

Bella estremeceu, mas manteve o silêncio.

— Parece que sua mãe a amava muito. Ficou com você, cuidou de você. Precisava mantê-la numa creche enquanto trabalhava. Você não tinha ainda nem três anos de idade quando ela foi assassinada por um assaltante ao sair do trabalho, tarde da noite. Como não tivesse outro parente, você foi colocada aos cuidados do Estado. Aos cinco anos, a adotaram, mas, um pouco antes de a adoção ser completada, sua família adotiva saiu em viagem e sofreu um acidente. O homem que ia ser seu pai morreu, a mulher dele ficou muito ferida, tanto física quanto emocionalmente. A mãe dela a convenceu a cancelar a adoção. Você foi enviada de volta e viveu em diversos lares, sem resultados dignos de nota e sem grandes problemas até se formar no segundo grau e ingressar na faculdade de artes plásticas. Lá, houve um episódio desagradável.

Black a olhava, atento a qualquer reação.

— No primeiro ano — continuou —, você acusou o seu orientador de assédio sexual. Com a divulgação e as discussões que se seguiram, ele foi exonerado do cargo. Um ano depois, três outras jovens acusaram o mesmo professor de pressões similares, sendo que uma delas chegou a processá-lo, obtendo a sua condenação. Mas você já havia mudado de escola, em seu último ano. Sustentou-se durante esse período trabalhando como cozinheira numa pizzaria popular entre os estudantes e dividia um apartamento com dois colegas de faculdade: um rapaz que cursava o mestrado e uma jovem a quem você descrevia como muito talentosa, cursando ainda o primeiro ano. Depois da formatura, você começou a lecionar na escola primária e a pintar. Logo os seus dois colegas de quarto encontraram um apartamento maior e os três moraram lá durante mais ou menos dois anos, até você se mudar para o estúdio que ocupava quando conheceu o Sr. Cullen.

— Por quê? — perguntou ela. — Por que me mudei? Houve alguma briga ou...

E por que Bella ficou, de repente, tão insegura?

Edward fuzilou Black com o olhar, mas ele se limitou a sorrir.

— Ao contrário. Houve um casamento entre os seus colegas de apartamento. Uma parte do seu presente a eles foi a sua mudança, dando-lhes privacidade — explicou o xerife. — Sem exceção, todos os seus vizinhos, antigos colegas e associados a descreveram como uma amiga afetuosa e generosa. Nenhum dos seus conhecidos, exceto aquele professor, guarda algum resquício de inveja, raiva ou rancor em relação a você.

— E o professor? — Edward inclinou-se para frente. — Onde andou nos últimos meses?

Black deu de ombros.

— Ele teve um colapso durante o julgamento. Nunca mais se recuperou. Está morando com uma filha adulta, na costa leste e, embora tudo seja possível, não parece ser quem procuramos.

— Então todos me amam — falou Bella, numa voz baixa que atraiu de imediato a atenção de Edward. — Se é assim, por que ninguém veio me procurar? Se eu era tão boa amiga, por que ninguém se perguntou a razão de eu não telefonar nem aparecer? Eles também receberam bilhetes?

— Bella, todos os seus vizinhos sabiam que você havia se casado e ficaram felizes. Foi por isso que não ficaram surpresos em ver um caminhão de mudanças no seu estúdio no dia do casamento e...

Edward notou um sobressalto, ou desapontamento, em Bella antes de Black continuar.

— Edward me contou que foi ao seu estúdio depois do seu desaparecimento e que o encontrou vazio. Disseram ao senhorio que você estava levando tudo para uma fazenda dos Cullen até decidir onde iria viver e trabalhar.

— E meus quadros?

— A fim de apressar as coisas, mandei Paul Slater verificar o que acontecera. Graças a um vizinho seu, ele localizou a empresa de mudanças. Tudo foi transportado para um depósito, daqueles que guardam os móveis trancados e entregam a chave ao cliente, em San Diego, sob uma taxa válida por três meses. Nenhum quadro foi encontrado, mas Slater descobriu o local a tempo de impedir o leilão do restante de suas posses.

Edward percebeu que a sensação de derrota a dominava, mas Bella se manteve ereta.

— E meus quadros?

Black olhou para a aquarela emoldurada sobre a lareira e depois para Edward. Estaria ele lhe pedindo permissão? Edward duvidava. Black não parecia o tipo que pedia licença para alguma coisa. Quereria então assegurar-se de que Edward ajudaria a cuidar de Bella, conforme fosse a reação que a revelação provocasse nela? Talvez. Sabendo que seria inevitável, Edward aquiesceu.

— Um homem que se faz passar por colecionador das suas obras andou vendendo um ou dois pela região. Ainda não o identificamos, mas parece encaixar-se à descrição de um antigo segurança do apartamento de Edward em San Francisco.

— Mas como... quem...

— A filha do reverendo Weber comprou uma obra dele em San Diego, Srta. Bella, como presente de Natal para o reverendo. Ela falou que o homem que o vendeu puxou conversa com ela numa galeria. Acabou contando-lhe que precisava levantar algum dinheiro rápido para pagar um imposto. Ela falou também que ele pareceu fascinado quando ela lhe contou que havia sido criada no Novo México. Claro, acreditando que Avalon era um lugar incrível, ela não levou em conta essa parte da conversa até eu começar a lhe fazer perguntas.

— Um quadro? Um dos meus quadros? Aqui? Onde?

— Sobre a lareira — disse Edward.

— Nesta sala?! — Bella se levantou de um salto. — Todo esse tempo havia um dos meus quadros nesta sala e... e vocês sabiam e não me disseram nada?!

— Bella... — Edward se levantou e segurou-a. — Ninguém soube até eu chegar. E ninguém soube o que dizer depois que eu cheguei. Parecia uma crueldade, uma piada de mau gosto que...

Ela se desvencilhou dele e foi até a lareira. Devagar, hesitante, levou a mão à moldura, ao vidro que protegia a tela.

— Uma aquarela? Alguma que eu vendi ou... Claro. Ninguém sabe. Só eu poderia saber. — Passou os dedos pelo vidro até chegar à moldura. — O que é? Qual é o título?

— Lady B.

Bella baixou a cabeça. Ficou em silêncio por segundos antes de se erguer e girar para enfrentar os dois homens.

— Eu jamais teria vendido este quadro.

Nada demais no passado de Bella. Ela foi uma boa pessoa desde sempre.

Respondendo os reviews:

MandaTaishoCullen: Nem vou fazer mistério já que aqui está meio óbvio quem fez tudo isso. As maldades ainda não acabaram.

tania . filipe99: É que ela, além de ser da família, está trabalhando para ele há tanto tempo que ele nem imagina do que ela é capaz.

monica . silva . 31105674: Essa pessoa conhece muito bem os dois, sabia do ponto fraco de cada um. Beijos.

Domingo tem mais. Beijos e até lá.