Epílogo
Dois anos depois...
Não tinha como estar melhor, Jasper e eu voltamos a morar em Forks e de vez em quando passávamos um tempo em Nova York por causa do meu mais novo emprego: estilista.
Marcela estava crescida e agora seu cabelo estava quase igual ao meu, realmente parecia minha filha e ela ainda continuava me chamando de boadrasta.
Jasper entrou em um acordo com Maria que vinha periodicamente visitar Marcela depois que perdeu a guarda da menina.
Eu resolvi reformar toda a casa de Jasper para que eu também pudesse chamá-la de minha, apesar de Jasper achar uma bobeira já que a casa era mais minha do que dele. Como ele mesmo dizia.
Há dois meses tomamos um susto quando minha menstruação estava atrasada e Marcela já sonhava com um bebê na casa, sempre muito esperta, dizendo que a cegonha nos pregou um susto.
Fui até o hospital e meu pai só confirmou o que nós já desconfiávamos. Um bebê nasceria em sete meses, então eu estava bem no começo da gravidez e Jasper decidiu que queria se casar antes do bebê nascer.
Marcela e Consuelo adoraram me ajudar a montar um quarto para Matthew, sim nós teríamos um pequeno em casa agora. Toda a decoração do quarto em azul e com bichinhos fofinhos para alegrar o ambiente.
Bella e Rosalie brigavam para ver que seria a madrinha do bebê já que o padrinho seria Edward. No fim, nem eu sabia qual das duas seria a madrinha do meu filho.
Por enquanto, estávamos organizando uma pequena cerimônia para realizar o casamento. Jasper não queria algo grande e eu também preferia algo menor. Decidimos que nos casaríamos na praia.
Carlisle sugeriu irmos para o Havaí e fazermos o casamento na casa de praia que ele deu de presente a Esme quando eles casaram, claro que eu aceitei. Seria maravilhoso.
Estava prestes a entrar, Marcela já tinha entrado como minha daminha.
Entrei e vi Jasper usando uma camisa social meio largada e uma calça cáqui, tudo muito praia. Eu por minha vez estava com um vestido florido solto que dava leveza aos meus movimentos, eu mesma o tinha desenhado.
Quando Carlisle me entregou a Jasper abri um sorriso e paramos em frente ao juiz de paz.
Eu não consegui prestar atenção em nenhuma palavra do que ele dissera. Estava hipnotizada com o olhar de Jasper. Escutei Rosalie chorando baixinho e sorri para ela.
Meu coração bateu forte quando Jasper disse sim com sua voz tranqüila e quando foi minha vez eu disse sim debaixo de lágrimas que agora rolavam por todo meu rosto.
Quando selou nosso amor com um beijo terno e delicado, meu mundo girou e eu só pude me render a tal devoção e amor. Nos separamos e ele estava com um sorriso genuíno em seu rosto.
- Obrigada por existir. – murmurei, olhando em seus olhos verdes.
- Obrigada por entrar em minha vida. – ele sussurrou ainda com a testa colada na minha – Eu te amo, fadinha.
- Eu também te amo. – disse e o beijei de novo.
~~*~~
Quando minha barriga começou a crescer Jasper sempre passava alguns minutos só acariciando-a e falando com o bebê.
O bebê começou a chutar.
Jasper ficou tão contente em saber que o moleque não parava quieto na minha barriga que acho que Matthew fazia de propósito. Quando Jasper ia colocar a mão para sentir o chute ele parava.
Era tão engraçado.
Marcela estava lidando tão bem com a nova situação como eu achei que ela nunca faria. Sempre queria me acompanhar para fazer ultra-som e adorava senti-lo chutando. Ela também conversava bastante com ele.
Durante toda minha gravidez Jasper fizera todas minhas vontades, às vezes, eu ficava com dó de vê-lo levantar pela madrugada para satisfazer algum desejo meu, mas ele insistia e dizia que não queria que nosso bebê nascesse com cara de alguma comida.
Nove meses depois nasceu Matthew, ele não tinha nada a ver comigo. Era a cara de Jasper. Seus cabelos eram loiros e caiam em cachos e seus olhos eram tão verdes quando os de Marcela.
Era a coisa mais linda que eu já vira em toda minha vida.
- Olá Matthew, bem vindo ao meu mundo. – Marcela disse empoleirada na beirada da cama, olhando o bebê curiosamente – Eu sou irmã. – disse animada.
- Sua irmãzinha. – Jasper disse – E você terá que cuidar dela e manter todos aqueles garotos bem longe dela. – continuou, passando a mão suavemente pelo rosto do bebê – Ele é tão lindo, igual a mãe dele.
- Ele é a sua cara. – retruquei – Não é bebê? Você é a cara do seu pai. – murmurei, sorrindo para o bebê que mamava no meio seio direito.
- Obrigada. – Jasper disse – Obrigada por me dar uma família.
- Eu te amo. – murmurei.
- Eu te amo mais. – ele disse me beijando ternamente.
- Tá vendo, Matt? – Marcela resmungou – Ainda temos agüentar toda essa melação.
Jasper e eu gargalhamos enquanto Marcela conversava com o bebê.
Continuamos ali, nos quatro. No nosso pequeno pedaço do para sempre. Da nossa vida que só melhorava a cada dia. Tudo isso porque nós tínhamos um ao outro.
