Capítulo 11
Tratamento Real
BPOV
Eu deitei na cama depois que ele pegou no sono observando o homem misterioso que a dividia comigo. Por que eu deixo ele me afetar com tanta facilidade? Eu estava tão confiante perto dele na noite passada e ele tinha me desarmado com a facilidade que podia me ler. Eu ainda não entendia como ele tinha vencido aquele jogo.
Os suspiros e gemidos dele tinham me acordado pela manhã. Ele tinha entrado no quarto cedo e pego no sono, e na hora eu estava muito cansada para perceber o que ele estava vestindo. Quando eu abri os olhos fiquei surpresa ao encontrar um perfeito homem semi-nu deitado ao meu lado. Minha imaginação não fazia justiça a ele. Eu me peguei admirando as linhas duras de suas costas, correndo meus olhos pela bunda bem definida que preenchia bem sua cueca.
Eu me arrepiei com a lembrança da nossa única vez juntos. Minhas mãos segurando com firmeza aquela bunda que se apertava com cada impulso. Outro arrepio passou pelo meu corpo. Tire sua mente daí, Isabella Marie.
Eu saí em silêncio da cama, tentando não acordá-lo. Ele nem se moveu. O pobre homem bebeu até cair na noite passada. Tudo isso... Por quem? Por mim? Ele parecia tão irritado comigo pela manhã. Eu odiava o fato de que ele estava zangado comigo, era só outro motivo pelo qual eu queria que mantivéssemos nosso acordo platônico. Nós nos beijamos uma vez e quase imediatamente as coisas tinham ficado estranhas entre nós. Mas que beijo maravilhoso tinha sido.
Depois de me vestir rapidamente, eu sentei e li o jornal novamente, procurando por mais empregos que eu gostaria de tentar. Eu circulei os que eram potenciais e deixei uma nota para Edward, pegando meus currículos e saindo. Eu tinha largado currículos para os empregos potenciais da minha lista e voltado ao hotel. Já eram quatro horas quando eu cheguei ao quarto, e eu percebi que não tinha comido nada o dia todo. Eu encomendei pelo telefone e peguei um livro novo que tinha comprado na livraria onde havia me candidatado a um emprego. Edward voltou algumas horas mais tarde.
Ele parecia exausta, mas também parecia estar se sentindo melhor que pela manhã. Eu estava satisfeita que as coisas entre nós pareciam normais novamente. Nossa conversa foi leve e ele foi agradável, mas eu não fiquei surpresa quando ele foi deitar cedo. Eu fiquei acordada e li até pegar no sono.
Acordei cedo na manhã seguinte ao ser carregada para o quarto.
"O que está acontecendo?" Eu murmurei incoerente.
"Eu estou te levando para cama." Mesmo no meu estado grogue, eu me senti agitada com aquelas palavras. Ele me deixou cuidadosamente na cama e se afastou.
"O que você está fazendo?" Eu perguntei quando ele se encaminhou para o closet.
"Eu preciso ir ao escritório por algumas horas." Ele respondeu, escolhendo um terno e indo se trocar no banheiro.
Eu estava começando a cochilar de novo quando sentia o peso da cama mudar perto de mim. A mão quente dele acariciou a minha bochecha.
"Bella?" Eu abri meus olhos. "Nós temos reservas para jantar as cinco, eu devo chegar as quatro para trocar de roupa e então nós vamos." Eu assenti com a cabeça para demonstrar que entendi e então fechei os olhos. Eu senti seus lábios quentes e macios na minha bochecha.
"Tchau, Bells."
Eu tentei voltar a dormir, mas era impossível com a sensação dos lábios dele contra a minha bochecha. Eu passei a manhã toda lendo e fazendo ligações para as empresas que eu tinha aplicado. Eu estava excitada por ter marcado duas entrevistas para a semana seguinte. Meu telefone tocou, e quando eu olhei para o identificador, o nome de Alice apareceu na tela.
"Alô?"
"Bella, eu estou indo para aí." A voz dela soou pelo telefone.
"Por quê?"
"Edward não te falou que eu estava indo?" Ela questionou, levemente irritada.
"Não, ele falhou em mencionar isso." Eu ouvi Alice grunhir do outro lado.
"Eu vou lidar com meu irmão depois. Eu estou indo para ajudá-la a se arrumar para essa noite. Te vejo em dez minutos." E então ela desligou antes que eu pudesse dizer qualquer coisa.
Dez minutos mais tarde ela estava pulando porta adentro com sacolas do shopping cheias de produtos de beleza.
"Como você entrou?" Eu perguntei, lembrando que ela tinha entrado da outra vez também. Alice apontou para si mesma.
"Cullen." Ela disse, irreverente, enquanto balançava um cartão chave na minha frente. O que Alice quer, Alice ganha. Eu não podia ficar brava porque era óbvio que ninguém conseguia dizer não a ela. Se ela queria uma chave, ela teria uma. Além disso, eu já tinha visto o biquinho dela. Eu não podia imaginar o que o pobre recepcionista tinha passado quando ela começou com seu jeito charmoso para que ele fizesse o que ela queria.
Nós passamos o resto da tarde me arrumando. Ela pintou minhas unhas de vermelho-sangue. Quando eu tentei reclamar da cor chamativa, ela só balançou uma mão desinteressada para mim.
"Sem discussão, eu sei o que é melhor quando falamos sobre isso." Eu não poderia discordar dela, então eu deixei passar.
Ela colocou meu cabelo em largos rolos e começou a minha maquiagem. Eu espero que ela não decida que minha maquiagem precisa ser chamativa como minhas unhas. Quando ela terminou com meu rosto, começou a tirar os rolos. Eu não pude ver até que estivesse tudo acabado. Com um sorrisinho, ela me mandou fechar os olhos e me levou até os espelhos.
"Certo, abra os olhos."
Eu encarei a mulher no espelho e fiquei chocada com a minha aparência. Alice tinha colocado a frente do meu cabelo para trás com um lindo prendedor preto, algumas mechas escapando para moldar minha face de leve, enquanto a parte de trás estava solta em longas curvas. A maquiagem estava natural, e meus olhos tinham um tom esfumaçado com um toque de brilho nos meus lábios.
"Você está fantástica, Bella." Eu dei uma balançada positiva com a cabeça, ainda surpresa com a transformação de comum Bella para linda Bella. Eu não pensava que ia ficar tão auto-consciente parada perto do meu maravilhoso homem agora.
"Você é realmente milagrosa, Alice."
"Não seja ridícula. Eu só dei ênfase à beleza que já existia." Ela sorriu para mim e disse que eu me vestisse. Quando ela se encaminhou para o closet, meu telefone tocou.
"Alô?"
"Isabella Swan?" Uma voz rouca e profunda questionou.
"Sim, é ela." Minha curiosidade apareceu.
"Aqui é Riley Stevens da Manhattan Confiança, eu estava olhando seu currículo e gostaria de marcar uma entrevista com você."
"Claro, Sr. Stevens, quando você gostaria?" Excitação era evidente no meu tom. Essa era a companhia que eu mais queria um retorno.
"Que tal na próxima semana, eu diria… Segunda-feira pela manhã, as nove?"
"Estaria tudo bem por mim." Nós acabamos nossa conversa com as saudações usuais. Quando eu pressionei "fim" para terminar a chamada, comecei a pular, pequenos gritinhos ocasionalmente escapando pelo meu entusiasmo.
"O que foi, Bella?" Alice entrou no quarto, sobrancelha arqueadas em confusão.
"Eu tenho uma entrevista de emprego!" Eu disse, sem fôlego. Eu imediatamente vi que errei. Eu não queria que Edward soubesse desse passo ainda, pelo menos não até eu conseguir o emprego.
"Por favor, Alice. Não diga nada para Edward ainda." Eu pedi, nervosa. "Eu não quero desapontá-lo se eu não conseguir o emprego, meu próprio desapontamento será o bastante, eu não quero ver pena nos olhos dele também." Ela parecia abatida.
"Bella, Edward será apenas alguém que te apóia. Você devia contar a ele." Alice pediu.
"Eu vou, mas não até eu conseguir o emprego. Alice, por favor, faça isso por mim. Eu preciso fazer isso sozinha."
Ela pareceu entender minha necessidade de independência e concordou. Ela me ajudou a colocar o vestido, subindo o zíper para mim, e então me alcançou os sapatos. Eu grunhi por ter que usar salto, mas sabia que eles completavam o vestido com perfeição. Eu os coloquei e então Alice me levou ao espelho. O vestido era tão lindo quanto quando o provei. O efeito completo de estar arrumada e o usando era maravilhoso. Eu sorri para Alice pelo espelho.
"Obrigada, Alice." Eu disse sinceramente. Um arfar alto desviou minha atenção de Alice. No espelho, eu vi Edward parado à porta. Eu me virei para encará-lo devagar.
"Você está encantadora, Bella." Ele rapidamente virou e murmurou algo sobre precisar se arrumar. Eu olhei para Alice e ela deu de ombros, enquanto pegava suas coisas e colocava tudo nas sacolas, caminhando na direção da porta.
"Nós vemos vocês no teatro as sete. Não esqueça de colocar o brilho labial na bolsa." Ela disse como uma última lembrança antes de abrir a porta.
"Obrigada de novo, Alice." Ela balançou a cabeça e saiu. Eu fiquei parada próxima a porta sem saber exatamente o que fazer.
"Bella, você pode vir aqui um minutinho?" Edward chamou do quarto. Eu caminhei devagar até o quarto, sem querer tropeçar no meu pé com aqueles sapatos.
Eu cheguei à porta quando ele estava acabando de arrumar a gravata. Ele me viu pelo espelho e me chamou para perto, virando na minha direção quando eu cheguei perto. A gravata dele estava amassada, e sem pensar em a alcancei e comecei a arrumá-la. Eu podia sentir o calor saindo dele, enquanto eu me focava na gravata. Quando ela estava suficientemente reta, eu encarei os olhos felizes dele. Calor subiu para minhas bochechas e eu sabia que elas estavam rosas.
"Obrigado." Ele disse naquela voz de veludo que me fazia derreter. Ele virou pra o armário e pegou uma caixa de veludo um pouco maior que um CD e me alcançou.
"Eu acho que vão parecer lindos com seu vestido." Ele me apressou para abrir. Eu olhei perplexa para ele e recebi um gesto para que abrisse novamente. Lentamente eu abri o fecho e tive que segurar minha respiração. Sobre o veludo estava o conjunto de jóia mais lindo que eu já tinha visto. Eu tornei a fechar a caixa e rapidamente a devolvi para ele.
"Eu não posso aceitar isso." Quando ele não pegou a caixa eu me movi pra colocá-la sobre o armário. Ele pegou meu braço e começou a rir.
"Bella, não é um presente, é um empréstimo." Eu estava confusa com o que ele queria dizer.
"Como assim?"
"O colar e os brincos são um empréstimo de um joalheiro só por essa noite. Eu pensei que ficaria bem em você." Ele correu a mão da minha bochecha até meu pescoço, me deixando arrepiada.
"Por favor, tente." Edward pegou a caixa da minha mão e abriu-a para que eu pudesse vê-las melhor.
O colar tinha muitos rubis largos com oito pequenos diamantes circulando cada pedra. Os brincos combinavam com as pedras do colar. Eu corri meus dedos pelas jóias, admirando a beleza. Eu olhei para Edward e ele tinha um pequeno sorriso no canto de sua boca.
"Você gostou delas?" Ele perguntou, e eu assenti imediatamente.
"São lindas. De qual rei você roubou as jóias da coroa?" Ele tirou o colar da caixa e o colocou no meu pescoço, afastando o cabelo para que ele pudesse fechá-lo. Era mais pesado do que eu tinha imagino. Edward riu da minha tentativa de piada.
"Eu tenho um amigo que tem várias lojas de jóias na região. Ele empresta peças caras para cliente que são celebridades, então eu pedi um favor."
"Caras? Quão caras?"
"Essas peças são seguradas em duzentos e cinqüenta mil."
"O quê? Um quarto de um milhão de dólares?! Eu não posso usar isso."
Eu fui tirar a peça e ele segurou minhas mãos.
"Você vai usá-las e não vai se preocupar, elas são seguradas." Ele me deu aquele olhar de novo e eu não quis discutir com ele. Ele me alcançou os brincos e eu me movi até o espelho para colocá-los. Quando eu acabei, me virei para mostrar o produto final.
"Linda." Ele sussurrou. Minha mão subiu diretamente para o colar.
"É, as jóias são lindas." Ele estendeu o braço para mim e eu entrelacei o meu ao dele.
"Eu não estava falando sobre as jóias." Ele sussurrou na minha orelha enquanto me conduzia para fora do quarto. Corando com o elogio eu peguei minha bolsa da mesa e me deixei conduzir até a porta.
Eu me peguei constantemente tocando o colar para ter certeza que ele estava no lugar. Nós saímos do elevador e eu senti como se todos estivessem nos encarando quando cruzamos o saguão. O meu lado auto-consciente queria enterrar a cabeça no peito do Edward e correr logo da cena, mas outro lado meu sentiu um pequeno senso de orgulho por estar com esse home maravilhoso.
Nós saímos pela porta e entramos no carro. O motorista se virou para Edward quando ele entrou depois de fechar a porta.
"Para onde Sr. Cullen?"
"Para o Clube 21 na Rua 52."
"Nós vamos para um clube?" Eu estava intrigada pelo nosso destino, porque pensava que iríamos jantar. Edward gargalhou baixinho.
"Não é um clube, bom, pelo menos não como você está pensando. Era um bar. Era um ponto de encontro pra conversas nos anos vinte, no período entre guerras. O restaurante no andar de cima abriu em 2002. Você provavelmente vai ver diversas pinturas e quadros nas paredes."
"Oh… Eu lembro de ter ouvido sobre isso, isso não estava naquele filme do George Clooney, Um dia especial?" Ele assentiu lentamente.
"Você terá que contar para Emmett que eu sabia disso." Ele gargalhou alto.
"Tenho certeza que ele vai ficar satisfeito com isso, talvez ele pare de te provocar." Ele sorriu e depois balançou a cabeça. "Não, ele provavelmente continuará te provocando."
Nós chegamos ao restaurante e Edward me ajudou a sair do carro, me guiando até o maitrê.
"Reservas para jantar no nome de Cullen." Ele soou tão formar quando falou com o senhor do outro lado do balcão que eu tive que dar um risinho. Ele colocou o braço ao redor da minha cintura, dando um leve apertando que fez com que outro somzinho escapasse dos meus lábios. Minhas bochechas ganharam um tom quente de rosa.
"Eu amo quando você sorri." Ele falou enquanto éramos conduzidos a nossa mesa. Eu olhei ao redor da sala de jantar para os lindos murais pintados na parede.
"Veja, Edward," eu disse apontando para um deles. "Esse é o Terraço e a Fonte Bethesda do Central Park. Você lembra de passar por isso no nosso encontro?"
"Eu não poderia esquecer nada desse dia, Bella." Ele disse docemente, me fazendo desmanchar mais um pouco. Como ele faz isso?
Os outros murais eram pinturas de pontos da cidade. Era um lindo e intimo cômodo, muito aconchegante. O garçom veio e nos perguntou o que gostariamos de beber.
"Você gosta de champagne?" Edward me questionou, colocando o guardanapo no colo. Eu assenti e olhei para o menu.
Edward olhou rapidamente a lista de vinhos antes de fechá-la e devolvê-la ao garçom.
"Por favor, nos traga uma garrafa de Cristal."
"Muito bom, senhor."
O garçom trouxe de champagne e encheu nossas taças, deixando a garrafa dentro de um balde de gelo. Eu trouxe a taça aos meus lábios sentindo as pequenas bolhas pulando e fazendo cócegas na ponta do meu nariz. O gosto era completamente diferente das champagne que eu já tinha tomado no passado. Eu imediatamente pensei que essa era provavelmente muito mais cara que a garrafa de vinte dólares de Brut com que estava acostumada.
Nós conversamos baixinho sobre os diferentes itens do menu, concordando completamente que nós poderíamos viver uma vida feliz sem caviar e ostras.
"Existe algo muito nojento sobre a idéia de pequenos bichinhos pegajosos deslizando por sua garganta." Eu tive um pequeno arrepio. Os olhos de Edward se arregalaram de repente, e então ele desviou o olhar para o menu, murmurando algo sobre um sonho entre uma respiração profunda.
Jantar estava maravilhoso, a atmosfera era perfeita e Edward estava encantador. Nossas conversas eram leves e minha vida parecia perfeita naquele momento. Quando eu encarei o homem sentado a minha frente e não pude deixar de imaginar o que aconteceria no fim de tudo. Ele iria querer me ver de novo? Ele iria voltar para Seattle? Ele iria sentir minha falta tanto quanto eu sentiria a dele? Eu deixei um longo suspiro escapar enquanto pensava em tudo.
"O que está se passando nessa sua linda cabecinha?" Eu balancei a cabeça. Ele me encarou com toda a intensidade de seus olhos verde-esmeralda e minha idéia de não falar se esvaiu.
"Eu estava imaginando o que vai acontecer quando você for embora." Eu olhei para meu colo, sem querer estudar a expressão dele. Ele se esticou e pegou a minha mão que estava sobre a mesa, fazendo carinho em círculos em suas costas, antes de levá-la aos lábios.
"Não se preocupe, amor. Eu não vou deixar nada acontecer com você."
"Não é isso que eu quero dizer. Eu vou voltar a ter controle e a cuidar de mim em pouco tempo."
"O que você quis dizer, então?" Eu engoli, tentando me livrar do aperto na garganta.
"Com a nossa amizade. Eu vou ver você novamente?" Ele recostou-se na cadeira parecendo pensativo antes de responder.
"Eu vivo em Seattle, Bella. Eu venho para Nova York uma ou duas vezes por ano. Eu amaria te ver quando vier." As palavras dele pareciam sinceras, mas as circunstâncias não conduziam para nada duradouro ou permanente. EU assinta e dei um sorriso, tentando esconder a dor embaixo dele.
"Seria maravilhoso. Eu posso te mostrar mais de Nova York." Ele deu aquele sorriso de me deixar mole e a dor que eu estava sentindo no momento foi substituída pela vontade de tocá-lo.
"Nós devíamos ir logo." Ele comentou, assinando a conta, colocando o guardanapo de volta à mesa e contorna-a para puxar minha cadeira e tomar minha mãe. Eu a segurei e nós caminhamos de volta para o carro.
O percurso para o teatro foi quieto, ambos perdidos em pensamentos. Nós chegamos ao Teatro Brooks Atkinson com quinze minutos de antecedência para encontrar nossos assentos. Edward, sendo o cavalheiro que era, me ofereceu o braço quando saímos do carro. O flash de uma câmera desviou minha atenção ele. Um homem pequeno estava tirando fotografias de nós como se fossemos grandes celebridades enquanto entravamos no teatro.
"Isso foi estranho." Eu comentei com Edward quando entramos.
"Acontece ocasionalmente quando eu vou a eventos, especialmente onde Rose está envolvia. Não se incomode com isso, na maior parte do tempo não saí nos jornais aqui de Nova York. Existe fofoca melhor do que eu aqui." Ele sorriu, me reassegurando. Eu estava contente, eu não gostava de atenção.
Ele nos guiou aos nossos assentos e eu fiquei feliz de ver que Alice, Jasper e Emmett já estavam sentados. Quando nos viu, Alice pulou e me deu um abraço.
"Como estava o jantar?"
"Maravilhooooooooso. Eu acho que a Torta de Queijo de Framboesa foi a melhor que eu já comi." Ela pegou pela mão e me puxou para sentar ao lado dela. Nós sentamos e rimos sobre o jantar até ela tornar a atenção a Edward.
"Eu estou completamente louca com você por não ter avisado Bella que eu estava indo ao hotel hoje." Ele pareceu ligeiramente surpreso com a acusação dela. Quando ele se recuperou do choque, finalmente respondeu.
"Eu não estou acostumado a minha irmã dando atenção a uma mulher na minha vida." Eu sorri entusiasmada com a minha descrição e imaginei se ele queria dizer que a irmã não havia prestado atenção a... o quê? Esposa dele? Eu não podia imaginar Alice sendo grosseira para alguém, mas ela claramente não gostava de Tanya.
"É porque você nunca esteve com alguém que merecesse minha atenção, até agora." Ela sorriu para mim e eu sorri de volta, entendendo que eu tinha sido completamente aceita por Alice. Edward balançou a cabeça, sorrindo de canto. ELe pegou minha mão e descansou nossos dedos entrelaçados no seu colo quando o show começou.
Grease me lembrava muito do que estava acontecendo entre Edward e eu. Sandy e Danny eram ambos de diferentes círculos sociais, além de dançarem com os verdadeiros sentimentos de um pelo outro. Evasão. Essa parecia a melhor descrição de Edward e eu.
Não foi até o final da peça que ambos tentaram mudar o modo como eram para conquistar a afeição de seu amor e viver um feliz para sempre. Eu sabia que estava mudando a cada dia que eu passava longe de Mike. Eu estava voltando a ser como era antes, mas eu não podia deixar de sentir que o que eu era nunca seria o bastante para que Edward se apaixonasse por mim. De onde veio esse pensamento? Amor. Eu realmente quero que ele se apaixone? Claro que eu quero. Eu estou me apaixonando por ele. Isso não podia ser verdade, eu apenas o conheci por uma semana. Eu sou uma mulher sensível, eu não me apaixono por impulso. Não existia porque brigar comigo mesma, eu sabia como estava me sentindo.
Eu o espiei e vi que ele estava me encarando. Quando nossos olhos se encontraram, ele não desviou, e eu não pude fazer nada além de retribuir o olhar. Ele levou minha mão para os lábios e a beijou gentilmente, sem nunca quebrar o olhar.
Ele era perfeito, perfeito pra mim, mas existiam tantos obstáculos no nosso caminho. Ele tinha dito que vivia em Seattle e não tinha intenção de mudar para Nova York. Eu desviei o olhar, uma ardência no meu olho queimando para ser liberada. Eu tentei focar na última cena da peça, mas minha epifania continuava lá. As luzes foram acesas e todos se levantaram dos assentos para aplaudir a maravilhosa performance dos atores.
Emmett deu um longo e alto assovio, extremamente orgulhoso de sua nova noiva. Rose e o homem que havia feito Danny voltaram para o palco e saudaram novamente o público. O barulho aumentou alguns decibéis até que eles saíssem do palco novamente. Quando o aplauso diminuiu Edward virou para Emmett.
"Quais são os planos para o resto da noite?"
"Rose tem uma festa de comemoração que nos vamos. Vocês são bem-vindos para ir." Ele ofereceu, mas Edward negou.
"Eu tenho planos para nós." Eu o encarei surpresa que havia mais planejamentos para a noite. Ela já tinha sido maravilhosa. Emmett arqueou as sobrancelhas sugestivamente, indicando que ele tinha entendido e deu uma risada da própria suposição. Edward grunhiu para ele e pegou minha mãe, me levando em direção a porta. Eu dei adeus por cima do meu ombro enquanto ele me guiava pelo tapete.
"Sinto muito sobre Emmett." Ele disse quando estávamos seguros no carro de novo.
"Não se preocupe, Edward. Eu já entendi o Emmett, ele não seria Emmett se não fizesse um comentário rude ou um gesto bruto."
"Você deve pensar que nossa mãe não o ensinou nada. Esme estaria chocada com o modo como ele age."
"Me fale mais sobre sua mãe, por favor." O rosto dele suavizou e um sorriso apareceu em suas lábios.
"Esme é uma mulher muito perfeita. Ela desistiu da carreira de arquiteta para criar nós três. Ela nunca reclamou de desistir dos sonhos dela, sempre disse que era um prêmio ter uma família tão feliz. Muito do tempo livre dela é gasto planejando evento de caridade e voluntariando no Hospital das Crianças em D.C., onde eles atualmente vivem." Ele parecia radiar com amor enquanto falava da mãe dele.
"Meu pai passa tanto tempo quanto pode com os "Doutores sem Fronteiras", ele já foi ao México, Brasil, e Guatemala no ano passado, e minha mãe vai com ele sempre e passa o tempo ensinando inglês em escolas locais."
"Uau. Você está me deixando nervosa só de pensar em conhecer os Cullen perfeitos."
Ele gargalhou de leve. "Somos longe de perfeitos. Você conheceu Emmett, não conheceu?" Ele implicou. Eu sorri para ele e o encorajei a continuar.
"Meu pai estava longe grande parte do tempo quando éramos crianças, então minha mãe acabou conseguindo ocupar os campos de pai e mãe. Aquela mãe firme veio a joga muitas vezes quando Emmett não conseguia ficar longe de problemas por mais que alguns minutos." Nós gargalhamos enquanto ele contava alguns casos onde seu irmão cheio de maneiras tinha feito algo.
"Ele podia deixar nossa mãe vendo vermelho em um minuto e no segundo seguinte ela estaria gargalhando." Ele disse balançando a cabeça e rindo da família que tanto adorava.
Nós chegamos ao Centro Rockefeller e Edward me guiou para o Rainbow Room com a mão pressionada de leve contra as minhas costas. Nós entramos no bar e ele pediu duas taças de vinho, sentando em uma mesinha perto da pista de dança depois. Parecia que tínhamos voltado no tempo para uma época em que a velha Hollywood ainda estava viva. O céu de Nova York parecia maravilhoso visto através das imensas janelas que beiravam o clube. Uma orquestra tocava ao vivo no canto do bar e os casais giravam no meio da pista de dança. Era mágico. Edward levantou e estendeu a mão para mim.
"Dança comigo." Ele pediu e eu coloquei minha mão sobre a dele, grata pelas aulas de dança que tinha feito na faculdade para tentar melhorar minha coordenação e equilíbrio.
"Eu não sou muito boa." Eu o avisei.
"Está em quem conduz." Ele respondeu, me puxando para seus braços.
Edward passou seu braço direito pelas minhas costas e pegou minha mão direita na sua, acariciando meus dedos de leve. Uma rumba lenta e sensual começou a tocar, e Edward puxou meu quadril para mais perto. Ele deu um passo para frente com o pé esquerdo e lentamente virou seu quadril que estava pressionado ao meu, os girando de leve e me trazendo de volta ao lugar que eu nós tínhamos começado. Ele repetiu o movimento com o pé direito, e meu rosto começou a esquentar com a maneira sensual com que seus quadris tocavam os meus. Tudo sobre esse homem me lembra sexo.
Ele continuou a me torturar durante a dança, me arqueando e então enterrando a cabeça no vão do meu pescoço.
"Você cheira tão bem, Bella" Ele aspirou o perfume do meu cabelo.
Eu senti excitação entre minhas pernas com suas palavras, enquanto ele continuava colidindo nossos quadris lentamente. Seus braços estavam ao meu redor, me abraçando firme. As mãos deles traçavam minhas costas de cima para baixo lentamente, como se ele não pudesse me tocar o suficiente. Eu inclinei minha cabeça para trás e ele pressionou os lábios contra a minha garganta, fazendo um gemido baixo escapar dos meus lábios e me fazer voltar a realidade de que estávamos no meio da pista de dança com pessoas em todos os lados. Eu ergui a cabeça e o encarei, seus olhos transbordando desejo, e eu tinha certeza que os meus refletiam a mesma emoção. Nós não nos afastamos, e continuamos colocando tudo que estávamos sentindo na dança.
Quando a música terminou, nós dois ficamos parados no meio da pista, abraçados um ao outro sem querer que o momento terminasse. Uma valsa leve começou a tocar e Edward retomou a compostura primeiro, iniciando os movimentos da dança. Ele dançava com leveza e era extremamente gracioso para um homem. Por sorte, eu não havia pisado em seus pés. Talvez o segredo fosse realmente quem conduzia.
Nós rimos, dançamos e flertamos até o começo da manhã. Eu me sentia linda sempre que ele me olhava e não queria que a noite acabasse. No caminho de volta para o hotel, eu tinha que dizer a ele o quanto essa noite significava para mim.
"Você fez isso de novo." Eu o acusei, e ele me encarou com um largo sorriso.
"O que eu fiz agora?"
"Você fez com que eu me sentisse como a Cinderela no baile." Ele riu de leve.
"Eu odeio informá-la disso, Isabella, mas se você fosse CinderBella já teria se tornado uma abóbora agora."
Eu dei um tapinha de brincadeira no braço dele. "Você entendeu o que eu quis dizer. Você está me mimando, como eu vou conseguir voltar a ser a velha e ordinária Bella?." A expressão dele ficou séria.
"Você nunca foi ordinária, Bella. Você é inteligente e talentosa e lin-" Eu o silenciei com meus lábios, porque já estava cansada de negar meus sentimentos por ele. Entrelacei meus dedos com o cabelo da nunca dele e o puxei para mais perto, e quando eu aprofundei o beijo ouvi um gemido baixinho de Edward.
Ele se afastou e estudou meus olhos, parecendo estar travando uma batalha interna consigo mesmo antes de me aconchegar em seu peito e me abraçar pelo resto do caminho até o hotel. Eu me acomodei, aproveitando a segurança e o calor que ele me dava. Meu príncipe encantado.
Nota da Tradutora: E aí, gostaram? Não parece que a Bella está começando a relaxar um pouco? Bom, a nota de hoje é para avisar que até o final da semana uma NOVA tradução estréia. É de uma diferente autora, mas tão boa quanto, e a história segue um ritmo bem diferente também. O que vocês achariam se Edward fosse um ator famoso e Bella sua vizinha na casa de férias, que ele usa para refugio do mundo. Parece bom, né? STAY deve começar a ser postada ate sábado. Beijo!
