... Terapia do Amor, pros seus sentimentos...
Capítulo X – Sono Profundo, Sono Final?
Rin observava a paisagem lá embaixo absorta em seus pensamentos. Nada sabia do que a esperava em Londres, um lugar distante de onde vivia e onde ninguém conhecia a não ser, ele.
Ele que naquele momento permanecia dopado no fundo do helicóptero. Será que realmente valeria à pena ariscar-se assim por Sesshoumaru? Ele nem sabia que ela estava ali...
De repente uma mão tocou a sua, Rin assustou-se e viu a mão da cunhada de Sesshoumaru sobre a dela, ela estava sorrindo. Como se chamava mesmo? ...
Kagome. Rin também sorriu meio sorriso e apertou a mão da outra.
A viagem demorou poucas horas e logo Rin estava novamente em terra firme. Diferente do hospital de Yama, o hospital de Londres, que em nada parecia um hospital normal, tinha heliporto.
Desceram e Sesshoumaru foi levado ao quarto, os médicos começaram imediatamente exames para avaliar sua situação atual.
- Kagome, por que não leva Rin para casa para que ela possa comer alguma coisa e tomar um banho. – perguntou Inuyasha – Vou ligar para Izayoi e pedir que prepare tudo para chegada de vocês.
- Não senhor Tashio. Eu posso me virar sozinha, não se incomode. – respondeu Rin que na verdade não tinha idéia do que fazer.
- Faço questão Rin, se você veio até aqui é porque se preocupa com o meu irmão. Isso é o mínimo que posso fazer. Aceite, por favor. – replicou Inuyasha.
Rin acenou positivamente com a cabeça, estava mesmo cansada eram 17h05min. Ela seguiu Kagome para fora do hospital e pararam no meio da rua.
- Não sabe o quanto é difícil conseguir um taxi desocupado essa hora em Londres. – sorriu Kagome. – Rin, não é?
- Sim. – elas entraram no táxi.
- Você é sempre tão calada ou já está pegando as manias do Sesshoumaru? – sorriu a outra.
- Não. – Rin sorriu também. – É só...
- Preocupação, eu entendo. Lembro-me quando o Inuyasha teve pneumonia, eles adoecem e parece que nós também. A aflição nos deixa cansada. Concorda?
- Concordo. Pensei que já tinha me acostumado com todos os hóspedes que temos, mas é... Diferente com ele. – ela estava corada.
- Entendo, não precisa ficar com vergonha. É bom que está aqui para nos ajudar a lhe dar com isso. Sesshoumaru é um homem muito fechado.
Rin sorriu. Kagome era uma mulher muito agradável, com seu enorme cabelo negro. Foram conversando todo o caminho. Rin pouco falava, mas Kagome insistia em distraí-la puxando sempre assuntos.
- Você vai gostar daqui. Digo de Londres, lá de casa. Quem sabe possa até ficar, não é mesmo? – perguntou ela piscando para Rin, em seguida desceu do taxi em frente a uma casa de muros altos. – Bem vinda ao lar Tashio.
Rin desceu e ficou observando ao redor. Todas as casas da rua tinham o mesmo estilo, porém não eram iguais. Kagome passou pelo portão cumprimentando um homem de meia idade ao entrar, e apresentou Rin. Mas a bela surpresa foi a casa, ou melhor, o casarão. Uma enorme casa de dois pavimentos em um terreno de muita área verde, como a sua em Yama.
- Olá, tem alguém em casa? – Kagome riu – Sempre tem alguém em casa, Izayoi?
- Kagome querida. – disse uma mulher entrando na sala – Eu estou tão preocupada, como ele está?
- Estável. Os médicos começaram exames para saber a situação atual dele. Assim que tudo estiver pronto o Inuyasha ligará para cá.
- Certo. – ela parou e olhou para Rin. – Oh queira desculpar minha falta de educação, eu sou Izayoi Tashio, mãe do Inuyasha e do Sesshoumaru. – ela parecia envergonhada.
- Rin Higurashi, é um prazer senhora.
- Oh meu Deus, será que estou tão velha. Nasceu-me uma nova ruga Kagome? – perguntou Izayoi em claro drama.
- Liga não Rin, a Izayoi odeia a palavra 'senhora'. – explicou Kagome. – Onde a Rin vai ficar?
- No quarto ao lado de Sesshoumaru, já está quase tudo providenciado. Menos as roupas. Não sabia como ela era.
- Posso emprestar umas minhas, depois a gente ver o que faz. Venha Rin, vamos subir.
- Vou mandar servir o lanche a vocês lá em cima. – disse Izayoi a Rin.
- Obrigada. – disse Rin e seguiu Kagome.
A casa era simples, mas aconchegante. Simples em termos de decoração. Porque tudo ali deveria ser muito caro em termos financeiros. ' Coisas que não se encontram em Yama ' pensou Rin.
- Este é o quarto do Sesshoumaru. – indicou Kagome a primeira porta do corredor – Quando ele está aqui, mas normalmente passa a maior parte do tempo no apartamento dele no centro da cidade. Esse será o seu. – disse abrindo a segunda porta.
Rin observou o quarto alguns instantes, enormes janelas mostravam o dia escurecendo lá fora, havia bastante espaço para construir outro quarto ali dentro. A decoração em rosa, um enorme tapete felpudo, armários brancos combinando com a cama.
- Vou buscar algumas roupas, o banheiro é por ali. – indicando a porta à esquerda. – Pode ficar a vontade. A casa é sua, digo, nossa. – riu.
Já estava acostumando-se com Kagome, ela era sempre espontânea e alegre. Foi até o banheiro e despiu-se tomando um banho bem demorado, quando retornou encontrou uma pilha de roupas e uma bandeja com bastante comida. Sentou-se na cama de roupão e começou a comer, e seguida deitou-se. A imagem de Sesshoumaru desacordado lhe veio a mente, tão pálido. Tudo fruto da sua teimosia, orgulho.
Adormeceu. Nem percebeu que estava tão cansada assim, dormiu até o outro dia.
- Rin. – Kagome estava sentada ao seu lado.
- Senhora Tashio? Que horas são? – perguntou ainda sonolenta.
- Por favor, me chame de Kagome. – disse Kagome sentada em sua cama - São 09h00min Rin. Nós estamos indo ver o Sesshoumaru. Você vem conosco ou quer descansar mais um pouco?
- Eu vou com vocês, pode esperar enquanto me arrumo. Prometo que não demoro.
- Claro Rin. Eu ainda vou me arrumar também. O Inuyasha não ia gostar da idéia de me ver de roupão no hospital, não acha? – ela riu.
- Com certeza.
- Trouxe mais roupas, mas a Izayoi já vai providenciar algumas novas para você, depois que sairmos do hospital.
- Não queria dar todo esse trabalho a vocês.
- Quer isso, Rin. Estamos contentes que você esteja aqui, a Izayoi deve estar dando pulos de não ter a Kagura por perto.
- Como assim? – perguntou Rin curiosa.
- É que ela sempre se achava superior em tudo, a todos. Era irritante conversar com ela mais de 10 minutos, não sei como o Sesshoumaru a suportou. – disse Kagome revirando os olhos. – Vou me arrumar, esperamos você para o café, é uma espécie de cerimônia da casa, todos reunidos.
Rin acenou positivamente com a cabeça.
O café ocorreu tranqüilo, Kagome e Izayoi eram bem agradáveis e Rin sempre ria ao lado delas. Chegaram ao hospital as 10hr45min.
- Oh que bom que vocês finalmente chegaram. – disse Miroku quando as viu entrar, Izayoi estava com um enorme chapéu e óculos escuros chamando atenção por onde passava. – Izayoi pra que tudo isso aqui dentro?
- Tenho que me sentir confortável em todas as ocasiões. – disse ela retirando o chapéu – Onde estão meus filhos?
- Um saiu para o trabalho, o outro ainda dorme. Acompanhem-me até minha sala, por favor, precisamos conversar. Está ainda mais encantadora essa manha, senhorita Higurashi.
- Obrigado senhor Houjo. – respondeu Rin.
- Miroku para você. – disse ele gracioso.
- Tenho um pressentimento que o Sesshoumaru vai torcer seu pescoço Houjo, quando ele puder. – sussurrou Kagome enquanto entravam na sala.
Miroku fingiu não estar escutando.
- Bem senhoras – disse olhando para Izayoi e Kagome - E senhorita – olhando para Rin. – O estado de Sesshoumaru é complicado. Ele já deveria ter iniciado o tratamento, por isso que estamos planejando a primeira sessão de quimioterapia para esta tarde. – disse ele tenso.
- O processo é doloroso? – perguntou Rin.
- O processo não, mas as conseqüências podem ser. Frio, enjôo, vômitos, fraqueza, dores musculares são algumas delas. – respondeu o médico. – Começaremos com sessões de 7+3, ou seja, ele receberá tratamento intensivo nesta fase de dez dias, terá que continuar internado aqui.
- E quanto tempo pode durar o tratamento? – perguntou Kagome.
- Até três anos.
- Oh Deus nos ajude. – choramingou Izayoi apoiando a cabeça no ombro de Rin, ela estendeu a mão e tocou os cabelos da mulher.
- Ele ainda está dormindo, mas vocês podem vê-lo. Quer dizer, uma de cada vez e rápido. – disse Miroku.
- Vai você Rin. – disse Kagome – Eu tenho certeza que você deve estar querendo muito isso não é?
- Sim, mas a Izayoi é a mãe dele.
- Ela não pode entrar nessas condições, vai você. – incentivou Kagome.
Rin seguiu Miroku pelo hospital sendo levada a uma área mais afastada.
- Aqui é a UTI, não tem muito tempo senhorita Higurashi. – disse ele abrindo a porta e entrando em seguida.
Rin entrou e assim que seus olhos encontraram Sesshoumaru, lágrimas lhe vieram. Ele continuava na mesma situação, porém sem os tubos de oxigênio. Dormia profundamente, ela aproximou-se da cama lentamente segurando em sua mão.
Fria, como estava fria. A pele cada vez mais pálida, cada vez mais frágil, a cena era desesperadora.
Onde estava aquele homem forte que corria no jardim com Sango?
Lembranças.
Estava emagrecendo cada vez mais.
Rin não pode mais suportar, virou-se para janela, tentando conter o choro.
_xXx_
Oiee...
Mais uma vez gostaria de deixar explicita minha felicidade pelas pessoas que acompanham Terapia do Amor. *.*
Infelizmente daqui em diante demorarei mais para postar, isto acontece porque a fic já estava escrita até este capitulo, mas agora que vem a parte do tratamento preciso pesquisar e revisar ainda mais.
Não se preocupem, eu não vou abandonar a fic. Até mesmo porque detesto isto...
Só peço que tenham um pouquinho de paciência e NÂO ME ABANDONEM!
A propósito que vocês estão achando dos ataques do galanteador Miroku para Rin? Rsrsrs...
Respostas:
Patuxa: Rsrsrs... Ta bem, eu não sabia mas mesmo assim, obrigado. A Rin agora vai ser enfermeira... Matar o Sesshy? Isso eu não posso garantir, segredo de Estado...
Mick: Ela é linda neh? Amoo muiito. Como vai na escola?
Shirlaine: Sesshy ta parecendo "O Belo Adormecido neh"? 50% da fic ele ta dormindo. Rsrsrsrs...
Yuki: Eu é que agradeço muiito a você. Olha eu acho que o Sesshy nunca tinha se apaixonado de verdade, mas agora que ele conheceu o amor as coisas vão mudar, e você?
Lip: Ohh sim a Rin merece muiito, tão esforçada, tão amorosa! O Sesshy é uma boa pessoa ainda que as vezes não pareça...
Ninha: Seja bem vinda e espero que continue conoscooo! Obrigado por add como história favorita. =]
Muiiiiito obrigado a todos e a Likah, que me add como autora favorita. Que honra!
Betaaa to sentindo sua faaaalta!
Bem, é isso!
Neeko.
