Disclaimer: Saint Seiya, obviamente não me pertence.

Fanfic feita no intuito de comemorar os seis anos de amizade verdadeira existente entre seis amigas. Que Deus continue nos abençoando e nos iluminando nesse mundão ai afora. Amo vocês!


"Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre".

_ Autor Desconhecido.


Todos os dias pessoas desaparecem sem deixar rastros. Às vezes, algumas dessas pessoas conseguem se despedir ou deixar mensagens para os seus familiares e amigos antes de sumirem. Recentemente o caso que mais chocou o mundo foi o do jogador Emiliano Sala que desapareceu no Canal da Mancha. Entretanto a pergunta que fica no ar é: Onde essas pessoas estão? Estão vivas ou mortas? Esse é um mistério que muitos tentam desvendar, mas ainda sem sucesso.


Capítulo X.

Uma semana depois…

– Estou muito acabada. - Anna falou jogando-se em cima da cama. - Não aguento mais descascar legumes.

– Meus dedos estão todos cortados. - Reclamou Marcela. - Eu nunca pensei que ficar na cozinha fosse tão cansativo assim. Parece que a gente trabalha naquele lugar há uma eternidade.

– Minha coluna está na merda. - Anna tentava se esticar na cama. - Preciso de uma massagem urgentemente.

– Somos duas. - Juliana entrou no quarto secando os cabelos. - Ficar naquele hospital é muito difícil e sem falar que toda hora eu esbarro no Kamus, ou melhor, no cavaleiro de Aquário.

– Isso deveria ser muito bom. - Thami comia um pedaço de pão. - Eu sempre que consigo, porque são momentos raros né… - Ela falou entre uma mordida e outra. - Tento puxar assunto com Shion.

– Você continua chamando ele assim? - Juliana agora estendia a toalha na janela. - Não se confunde quando está com ele?

– Mas chamar ele de Mestre é ridículo. - Só de pensar a carioca ficava nervosa em ter que chamá-lo desse jeito.

– Tenho que concordar contigo. - Marcela ainda encarava os próprios dedos. - Deve ser bem ridículo mesmo chamá-lo de Mestre toda hora. Pior que sempre que a gente toca nesse assunto eu penso na Branca de Neve e os Sete anões.

– Athena não tem coração mesmo não. - Anna falou irritada. - Não dar nomes aos seus cavaleiros é sacanagem. Parece até que eles são seus objetos.

– Ai é que está. - Thamires olhou para amiga. - Acredito que é exatamente assim que ela os vê.

– Isso é muito triste. - Juliana sentou-se ao lado de Anna. - Será que sempre foi assim?

– Pelo que o Áries falou, não. - Marcela lembrou as amigas.

– Verdade. - Thamires concordou com a amiga. - Lembra que ele começou a falar algo desse gênero.

– Ele e o Câncer. - Lembrou Anna.

– Talvez o Câncer seja mais suscetível a falar que o Áries. - Marcela podia ver as engrenagens nas cabecinhas das amigas. - Podíamos tentar…

– Ele parece ser uma pessoa boa. - Arriscou Thamires.

– Ele é uma pessoa boa. - Afirmou Anna. - Ele nos ajudou.

– Então quem é que vai perguntar a ele sobre Athena? - Perguntou Juliana.

Apesar de Câncer ser completamente diferente do que elas imaginavam, ninguém queria de fato entrar no assunto Athena com nenhum dos cavaleiros. Ainda tinha o quesito guerra. Eles viviam na guerra, elas nem tiveram a oportunidade de conhecer todos eles. Somente Juliana e Thamires que tiveram sorte de conhecer aqueles de quem elas curtiam e gostavam, apesar de Juliana não ter dado muita sorte com o cavaleiro de Aquário.

– Em falar em Câncer, e as meninas? - Perguntou Juliana.

– Elas não vieram para casa desde o primeiro dia. - Thamires estava preocupada.

– Deve ser foda trabalhar no meio da guerra. - Anna sentiu até as dores das costas darem uma diminuída.

– Eu escutei umas das servas de Athena falando que duas forasteiras estavam dando duro na guerra. Que já tinham salvado bastante gente e que as coisas estavam bastante diferentes. - Confidenciou Marcela.

– Quando tu escutou isso? - Exigiu saber Anna.

– Quando tu disse que ia esticar as costas hoje mais cedo e só voltou uma hora depois! - Marcela falou irritada. - Amanhã é a minha vez de voar um pouquinho.

– Já eu fiquei sabendo de uma reunião que Athena fez com os cavaleiros. - Admitiu Thamires. - Áries me contou logo no primeiro dia.

– Te contou sobre a reunião ou o que tinha rolado na reunião? - Perguntou Juliana.

– Só me falou que tinha uma reunião com Athena e que precisava ir urgente. A expressão dele até mudou na hora.

– Que babado deve ter rolado? - Anna estava curiosa.

– Não sei só sei que talvez as meninas saibam de algo. - Marcela pegou a toalha e foi até a porta do quarto. - Se elas chegarem e eu estiver no banheiro, não comecem sem mim!


Tenda improvisada no campo de batalha.

Paula tinha feito a sua última cirurgia da noite. Se é que aquilo podia ser chamado de cirurgia. Ela nunca tinha se aventurado em sua profissão nessa área específica da odontologia, mas ali ela não tinha o que fazer, era fazer ou fazer. Seu corpo doía, assim como a sua cabeça. Queria tomar um banho direito e dormir em sua cama, porque ela mal havia dormido, como ela mal havia se alimentado direito.

Estava naquele lugar trabalhando todas as horas, salvando e perdendo vidas. Se tinha uma coisa que nunca tinha acontecido com ela em toda a sua carreira profissional era ter perdido alguém. Nunca ninguém tinha morrido em suas mãos. Nunca. Entretanto, naquele lugar ela já contabilizava um total de vinte mortes. Não esqueceria de nenhuma delas. Por mais que ela não estivesse sozinha atuando, ela sabia que aquelas pessoas não estavam preparadas do jeito que ela tinha sido preparada, então no fundo mesmo, ela se culpava por todas as mortes. Se tivesse os equipamentos corretos, se a tecnologia fizesse parte daquele mundo, quem sabe ela não tivesse conseguido salvar todos.

– Cansada? - Perguntou Áries.

– Muito. - Respondeu Paula.

Áries estava ali para escoltar ela e Heluane de volta para o santuário de Athena. A guerra não tinha acabado ainda, então não era seguro para elas andarem por ai sozinhas.

– O que faz aqui? - Perguntou a morena.

– Vim buscar vocês. - falou. - Já está na hora de vocês duas descansarem.

– Janta com a gente? - Perguntou Heluane entrando na tenda improvisada que elas tinham pedido para os soldados erguerem. Ali era onde as cirurgias aconteciam. - As meninas vão ficar felizes se você aparecer por lá.

– Eu gostaria muito, mas tenho uma reunião com Athena daqui a pouco.

– Ótimo. - Paula disse decidida. - Nós também vamos nessa reunião.

– O quê? - Ele perguntou confuso. - Vocês não podem participar.

– Não nos leve a mal Áries, mas não queremos saber do assunto que ela tratará com vocês. - Heluane falou cansada. Assim como a amiga estava exausta. Tinha feitos tantas coisas que nunca havia imaginado que faria. - Queremos conversar com ela sobre outras coisas.

– Não sei se é uma boa ideia. - Falou apreensivo.

– Precisamos falar com ela. - Paula falou firme. - Não sabemos quando teremos outra oportunidade.

– Faz essa gentileza para a gente. - Pediu Heluane. - Qualquer coisa, se der algum problema você e os outros podem intermediar por nós.

– Ela é uma deusa, ela faz o que quiser. - Ele falou receoso. - Eu posso pedir ajuda ao Câncer, já que ele conhece vocês, mas os outros…

– O que tem os outros? - Perguntou Paula.

– Não sei se vão querer tomar partido.

– Eles vão sim. - A carioca disse com convicção. - O assunto interessa a eles também.

Áries ficou meio apreensivo, mas concordava com elas que Athena tinha que escutá-las, já que as duas estavam naquele lugar a dias salvando o seu povo.

– Vamos lá então.

– Vamos tomar um banho antes. - Falou Paula.

– Não. - Heluane a cortou. - Quero que ela nos veja sujas de sangue. Quero que ela sinta o cheiro do povo dela.

Falando isso os três deixaram a tenda e partiram de volta para o santuário. Quem sabe essa não seria uma ótima oportunidade para descobrir mais sobre Athena e o motivo dela ser assim, tão mal-amada.