Temari olhava para os três caixões que estavam logo à frente. Era estranho assistir o funeral de três pessoas que ela sabia estarem vivas. Ela olha para Gaara, sentado entre Naruto e Kankuro, afastados do restante da população de Konoha. O irmão estava sério, usava óculos escuros e roupas sóbrias. Temari disfarça um sorriso, ele nunca aceitara usar óculos escuros antes para proteger os olhos, mas Ino conseguira convencê-lo. Ela também lhe comprara roupas. Ino cuidava bem de Gaara e Temari sabia que ele estava muito feliz, como nunca fora antes. Temari solta um suspiro, não se sentia muito bem, tinha passado mal pela manhã. Ainda bem que Sakura estava por perto e a ajudara. Shikamaru e Ino tinham saído de madrugada atendendo um chamado de Naruto. Sabia que eles iriam partir logo. Naruto temia que mais pessoas desconfiassem de que eles estavam vivos. Temari via várias pessoas chorando. Os clãs Yamanaka e Nara tinham feito uma linda homenagem para seus lideres mortos e ela sentira lágrimas nos olhos ao ouvi-los falarem tão bem de Ino e Shikamaru. Volta a olhar para o irmão. Sabia que ele tinha perdoado Ino e que estava tudo bem entre eles. Gaara odiava mentiras ou ser enganado, mas ele amava a loira e Temari sabia que eles pretendiam se casar logo e que queriam ter muitos filhos. Sentia inveja deles. Ela e Shikamaru estavam juntos há quase dois anos e ainda não tinham decidido nada. Uma vez ele lhe falara que gostaria de se casar com ela e morar em Konoha, mas Temari lhe dissera que não podia abandonar Gaara. O irmão mais novo precisava muito dela. Gaara era fechado e silencioso, dificilmente se abria com alguém, mas agora ela sabia que ele ficaria bem, Ino sabia cuidar dele. Mas Shikamaru nunca mais tocara no assunto casamento. Ela solta um suspiro e toca o ventre disfarçadamente. Não sabia como Shikamaru iria reagir ao saber do bebê. Ao receber a noticia da morte dele, ela pensara em morrer, mas já sabia da gravidez e o amor pelo filho lhe dera forças para continuar vivendo. Mas ao descobrir que ele estava vivo, ficara feliz, mas muito apreensiva. Precisava contar a ele, mas ainda não tivera oportunidade. Depois da reunião com o Hokage, Shikamaru voltara à casa de Ino, onde estavam hospedados e a acordara para lhe contar que iriam partir logo. Eles tinham apenas três dias para completarem a missão. Ela pensara em lhe contar sobre o bebê, mas ele já estava colocando o uniforme e a capa.
Ela sente enjôo novamente, Saruka que está ao lado percebe que a amiga não se sentia bem. – Temari, vamos sair daqui, está muito calor. Venha, vamos para a casa da Ino. –Kankuro ouve as palavras de Sakura e olha para a irmã. Kankuro estranhara quando Temari chamara Sakura ainda bem cedo por não estar se sentindo bem. – O que foi, Temari? Você está bem? – Ela olha para o irmão mais velho e nega com a cabeça. Sakura a ajuda a se levantar. – Venha, ninguém vai estranhar se você ficar muito nervosa durante o funeral de seu namorado. - Elas saem e andam em direção a casa de Ino.
Ino e os outros estão em casa se preparando para saírem. Ela já havia se despedido de Gaara. Estava triste por deixá-lo novamente, mas seria por poucos dias desta vez. Ela solta um suspiro e termina de arrumar a mochila, colocando-a nas costas, Shikamaru e Sai a esperam na sala. Eles ouvem a porta abrir e Sakura e Temari entrarem.
-Entrem, o que houve? A cerimônia não acabou ainda, certo?
-Não, Temari não se sente bem e nós achamos melhor voltarmos para casa. – Sakura responde enquanto Temari se acomoda no sofá. Shikamaru fica preocupado e se senta ao lado da namorada. – O que houve, Temari?
-Eu vou fazer um chá, me acompanha Sai? – O outro olha para Sakura, e concorda. Eles saem e deixam o casal sozinho. Sakura já sabia do bebê, Temari tinha lhe contado logo cedo, quando a chamara por não estar se sentindo bem.
Ino aparece na sala, mas rapidamente vai para a cozinha atrás dos outros. – O que está acontecendo com Temari, Sakura?
- Ela não se sentiu bem, devido ao calor. Está muito quente. Na próxima vez que morrerem, esperem o outono.
-Muito engraçadinha Feiosa. – Sai responde com um sorriso. Gostava da antiga companheira de time. – Íamos fazer um chá, Ino. Você aceita?
Ino ia responder quando ouvem gritos na sala. Ela se dirige até lá seguida pelos outros. Temari e Shikamaru se encaravam, ambos estavam em pé no meio do aposento.
-Chega, Shikamaru. Não quero criar nosso filho sozinha. - Temari parecia furiosa. Ino se surpreende, de que filho Temari estava falando? – Você não vai nessa missão. É arriscada demais.
-Não vou abandonar meus amigos, Temari. Ino e Sai precisam de mim.
-Eu também preciso de você. – Ela fala batendo o pé, zangada.
-O que está acontecendo? – Ino pergunta olhando para Shikamaru. Ele solta um suspiro e se vira para a amiga. – Temari não quer que eu vá com vocês.
-Por que isso, Temari? – Ino pergunta á amiga. - Sabe que precisamos ir.
-Ino, eu estou grávida. – Ino a olha espantada, não esperava por aquilo. – E essa missão é suicida. Vocês têm poucas chances de sobreviver. Só não morreram até agora por sorte.
-Negativo, nós estamos vivos por causa de nossas habilidades e força. Sorte não teve nada a ver com isso. –Shikamaru responde zangado com a namorada. – Temari, não quero que meu filho se envergonhe do pai, achando que ele é um covarde que abandona os amigos.
-Pois prefiro que ele tenha um pai covarde do que pai nenhum. –Ela rebate furiosa. – Se você for pode esquecer a mim e ao nosso filho. A decisão é sua.
Ino olha para os dois. Não podia deixar de dar razão para Temari. Sabia que ela tinha medo de que ele não voltasse. Ela se aproxima de Shikamaru e o abraça, depois olha firme para ele. – Me perdoe, meu irmão. – Ela se concentra e toca a nuca dele. Shikamaru emite um gemido e cai desmaiado no chão.
-Ino, o que você fez? – Temari pergunta assustada.
-Não se preocupe, Temari. Ele vai acordar daqui duas horas com uma grande dor de cabeça.– Ela e Sai colocam Shikamaru no sofá. Ino pega sua mochila, a máscara e olha para Sai. – É melhor irmos, quero estar bem longe daqui quando ele acordar.
-Concordo. – Sai responde rápido. – Nosso amigo está esperando no portão principal.
Eles se despedem das amigas. Ino abraça Temari. – Me faça um favor, cuide do meu sobrinho e do meu namorado. Fale para Gaara não se esquecer de colocar os óculos quando sair ao sol. – Temari sorri e concorda. Eles colocam as máscaras e as capas pretas e saem. Ao passar perto do local da cerimônia eles vêem Chouji falando ao publico, Ino deixa escapar um suspiro. Sai olha na mesma direção que ela e coloca a mão sobre o seu ombro. – Não se preocupe, ele nos perdoará, assim como todos os nossos amigos.
-Tenho dúvidas quanto a isso. Acho que eles nos odiarão.
-Ino, se não tivéssemos feito o que fizemos, nós estaríamos dentro daqueles caixões, agora. – Sai fala baixinho para ela. Eles continuam andando, até chegarem ao portão principal, onde encontram o outro ANBU. Eles saem e começam a correr em direção à capital do País do Fogo, onde encontrariam o quarto alvo. Essa era a última chance deles evitarem aquela guerra, teriam que ser eficientes.
XXX
Gaara acompanhava a cerimônia. Agora um rapaz gordinho começou a falar. Ele o conhecia, seu nome era Akimichi Chouji, antigo companheiro de time de Ino e Shikamaru. Ele parecia muito emocionado e Gaara passa a ouvi-lo com atenção.
- Só quem tem irmãos, sabe o que eu sinto neste momento. Ino, Shikamaru e eu crescemos juntos. Fizemos academia juntos. Quando terminamos a academia já sabíamos que seriamos companheiros de time. Assim como nossos pais e avôs. A formação Ino-Shika-Cho é antiga e conhecida em Konoha. Nossa amizade também. Será difícil continuar a viver sem ouvir a voz da Ino me mandando comer menos carne ou ouvir Shikamaru dizendo que ama as nuvens. – Ele para de falar e solta um soluço. – Será difícil viver sem eles, porém sei que ambos morreram no cumprimento do dever. Inoichi-sama, pai de Ino, nos ensinou que era uma honra morrer em missão, defendendo sua vila e seu Kage. Ele deve estar orgulhoso da filha que criou. Ino se tornou uma das melhores kunoichis do mundo ninja. E Shikamaru era sem dúvida o melhor estrategista que já existiu. Mas, mais do que isso, eles eram meus melhores amigos e agora eu me sinto mais sozinho do que nunca. Que vocês descansem em paz e se possível, olhem pelos seus amigos que ficaram aqui sentindo uma grande saudade. Adeus meus irmãos. – Chouji volta a se sentar. Gaara o olha, a tristeza do ninja o tinha tocado. Ino e Shikamaru tinham muitos amigos ali. Será que ela se acostumaria a viver em Suna? Esperava que sim.
Depois de aproximadamente uma hora a cerimônia chega ao fim e todos vão se aproximando dos caixões com rosas na mão. Eles deixam uma flor em cima de cada caixão. A tristeza era palpável. Gaara fica aguardando ainda sentado. Em sua mão havia uma rosa e ele se dá conta que nunca tinha dado uma flor para Ino. Ele espera que todos se afastem e se levanta com seu irmão se aproximando do caixão. Sabia que algumas pessoas o observavam, com certeza queriam ver se ele demonstrava algo. Ele deposita a rosa sobre um caixão onde estava a foto dela. Kankuro faz o mesmo e depois eles se dirigem para a casa da Ino, junto com Naruto.
Eles batem a porta e Sakura atende, ao vê-los ela apresenta uma expressão assustada. – Está tudo bem? – Kankuro a abraça. Naruto entra e vê Shikamaru deitado no sofá. – O que está acontecendo, por que Shikamaru está aqui ainda? – Sakura explica o que tinha acontecido deixando os três muito preocupados. – Sakura, por favor vá até a academia e peça a Kakashi para vir aqui, rá não diga nada a ele. – Naruto pede e a jovem sai rapidamente. Temari aparece na sala. – Me desculpe Naruto. A culpa foi minha. Ino me viu nervosa e ficou preocupada com o bebê e então colocou Shikamaru á nocaute. – Os irmãos a olhavam surpresos. Gaara se aproxima dela, a expressão séria e preocupada. Temari estava grávida. Ele pensa na viagem que tinham feito até ali, quase sem descansarem. Ele tivera pressa de chegar a Konoha e forçara a marcha de todos. Aproxima-se da irmã e pega a mão dela. – Isso é verdade? – Temari apenas confirma com a cabeça. – Devia ter me dito antes de sairmos de Suna, Temari. Eu quis chegar aqui o mais rápido possível e arrisquei a sua vida e a do bebê. – Ela sorri e o abraça. – Não se preocupe, estamos bem. Afinal este bebê é filho de dois shinobis muito fortes. – Ela olha para Shikamaru. – Ele vai ficar furioso quando acordar.
Gaara está preocupado com Ino. Sem a ajuda de Shikamaru a missão se tornava praticamente impossível. – Naruto, para onde eles foram?
-Espere Kakashi chegar e eu já explico tudo, está bem? – Gaara concorda e cinco minutos depois eles vêem a porta se abrir e Sakura e Kakashi entrarem. O sensei ia fazer uma reverência quando vê Shikamaru deitado no sofá. Ele olha para todos surpreso. – Shikamaru? Como? O que está acontecendo aqui, Naruto?
-Kakashi-sensei, me ouça. Os três estão vivos. Eles estavam em uma missão secreta tentando conseguir provas contra o Daimyo do Fogo e foram atacados por um grupo grande de ninjas renegados. Conseguiram derrotá-los, mas sabiam que continuariam sendo caçados, então eles simularam a própria morte para poderem chegar a Konoha. Essa mentira foi necessária para mantê-los vivos.
Kakashi se senta e olha para Naruto. – Eu conheço os três, sei que eles não agiriam de forma leviana. Onde estão Ino e Sai?
- Foi para isso que eu o chamei. Ino colocou Shikamaru a nocaute com um jutsu e ela e Sai partiram para completar a missão, mas vão precisar de ajuda. Eles estão a caminho da capital do País do Fogo.
-Entendo. Quer que eu os encontre e me junte á eles, certo?
Naruto concorda e olha para Gaara. Teria que revelar tudo, agora. Ele olha pra Sakura e Temari. – Poderiam nos deixar, por favor? Este assunto é extremamente confidencial. Não pense que eu não confio em vocês, mas a segurança de nossos amigos está em jogo. – Elas concordam e saem. Todos se sentam e Naruto olha para Gaara e Kankuro antes de continuar.
- O que eu vou contar agora é confidencial, gostariam que me ouvissem sem interromper. – Todos concordam e ele começa a falar. -A missão é perigosa. Eles precisam chegar ao quarto alvo e conseguirem provas para deterem o Daimyo. Ino leu os pensamentos dos ninjas que os atacaram e descobriu que o Senhor Feudal tem um verdadeiro exército de ninjas renegados. Com certeza ele já percebeu que eu pretendo evitar essa guerra e decidiu montar seu próprio exército. O alvo do Daimyo era Ino, ele a queria viva para interrogá-la e torturá-la, se fosse preciso e descobrir até onde ela sabia. Depois eles deveriam mandar deixar o corpo no País do Vento. – Ele olha para Gaara e Kankuro. - Ele pretendia culpá-los pela morte dos quatro. Talvez ainda pretenda. Como estamos de luto por três dias ele não pode fazer nada ainda. Porém tenho certeza de que quando esse tempo acabar, ele tentará invadir seu país, Gaara. E aí que Ino entra. Eu preciso que ela encontre provas disso para que possamos detê-lo. Se ele mandar os ninjas renegados atacar o País do Vento, você não terá alternativa além de contra atacar. Se esse exercito for tão forte quanto Ino descobriu, teremos uma guerra. – Ele olha para Gaara. – Agora, se eles não conseguiriam provas suficientes durante esse tempo, a missão deles vai mudar. – Ele para e olha para todos. – Sai e Ino têm ordens de eliminar o Daimyo do Fogo.
-Você enlouqueceu, Naruto? Como pôde mandá-los assassinar um Senhor Feudal? Isso é uma missão Rank SS(*) que só deve ser realizada por um Kage ou ANBUS altamente qualificados. – Gaara pergunta furioso.
-Sai é capitão da ANBU, portanto um ANBU altamente qualificado, Gaara. Eles se ofereceram para essa missão. Por isso eu mandei que eles continuassem com a farsa sobre a morte deles.
-Muito bem, Naruto, eu vou encontrá-los e me juntar a eles. – Kakashi pensa um pouco e olha para Naruto. – Você falou que eles estavam em quatro. Quem é o quarto ninja?
-Uchiha Sasuke. – Naruto responde, sério.
-Sasuke!- Gaara exclama sem acreditar, olhando para Naruto- Que história é essa?
-Sasuke tem participado da missão junto com os outros, Gaara. Ele está ajudando. – Gaara olha para Naruto sem acreditar. Aquilo era absurdo demais. Se eles fossem pegos juntos com Uchiha Sasuke seriam declarados traidores. –Como pôde concordar com isso, Naruto?
-Concordaria com qualquer coisa que evitasse essa guerra, Gaara. E você deveria fazer o mesmo. Sabe que os ninjas da Areia não serão capazes de nos enfrentar. Acho que Sakura já o alertou sobre isso. – Naruto responde sério. – Não quero essa guerra tanto quanto você e estou arriscando a vida de meus melhores shinobis para que esse confronto não venha a acontecer. Eu ofereci perdão a Sasuke se ele participasse nessa missão. A idéia foi da Ino e ela vai tentar convencer os outros Senhores Feudais e Kages e eu aposto que ela vai conseguir.
-Então você e Ino sabiam onde Sasuke estava? – Kakashi pergunta e Naruto confirma. – Sim, Ino vem protegendo-o há três anos. Ele está casado com uma jovem do clã Yamanaka e tem um filho. – Kakashi ouve aquilo surpreso.
Eles ouvem um gemido vindo do sofá. – Droga, minha cabeça parece que vai explodir. A Ino me paga. Quando eu encontrá-la com certeza ela vai precisar de um caixão de verdade. – Ele põe a mão na cabeça e geme novamente.
-Vá falar com a Sakura, creio que ela poderá ajudá-lo. Ela e Temari estão na cozinha. – Kankuro avisa o cunhado e depois olha para Naruto. – Francamente, Naruto, essa missão está me parecendo muito louca e suicida. Sabe o que pode acontecer a eles se forem pegos tentando eliminar o Daimyo? – Gaara ouvia tudo aquilo muito nervoso. Ele se levanta e olha para Kakashi que já estava pronto para partir. – Eu vou com você.
Os outros o olham como se tivesse enlouquecido. – Gaara, você não pode estar falando sério, como você vai explicar sua presença na capital?
-Eu acho uma ótima idéia, mas como você esconderá sua presença? - Naruto fala depois de pensar um pouco.
-Quando eu chegar lá usarei o Henge no jutsu. O Daimyo não me encontrará e eu espero que possamos encontrar as provas, sem que haja necessidade de eliminá-lo.
-Gaara tome cuidado. Eu partirei imediatamente para Suna. Acho que é melhor Temari ficar aqui em Konoha. – Kankuro fala. –Mande noticias, por favor. Quero saber como você e Ino estão. – Gaara concorda com a cabeça.
-Está bem, então é melhor vocês partirem já. Eles estão duas horas na frente de vocês. –Naruto fala. Gaara coloca sua cabaça nas costas. Ele e Kakashi saem à procura de Ino e dos outros.
XXX
Assim que chegam ao portão, Kakashi executa o Kuchiyose no jutsu, invocando Pakkun, para que o cão encontrasse os ninjas.
-Pakkun, temos que localizar Sai e Ino, muito rápido. –Eles estavam fora da Vila.
-Localizar Sai e Ino? Sabe que isso é difícil, eles conseguem camuflar os rastros muito bem. – Pakkun começa a farejar. Gaara e Kakashi esperavam, depois de alguns minutos, Gaara começa a dar sinais de impaciência. – Kakashi, vamos pegar o caminho para a capital, talvez Pakkun consiga encontrar o cheiro deles no caminho.
- Consegui. – Pakkun exclama alguns metros a diante. – Venham é por aqui. – Eles começam a correr atrás do cachorro que ia se distanciando cada vez. Há muito tempo que Gaara não participava de uma missão de rastreio, mas estava se sentindo feliz, apesar da preocupação com a namorada.
-Não será fácil alcançá-los, ambos são rápidos. Mas, Kakashi tem mais alguém junto e o cheiro não me é estranho. Sabe quem está viajando com eles?
-Sasuke. – Pakkun se assusta e quase despenca das arvores por onde eles pulavam. – Como é? Sasuke está com eles? Que brincadeira é essa Kakashi?
-Não é brincadeira, Pakkun. Sasuke está trabalhando junto de Ino e Sai. – Kakashi fala sem entrar em detalhes. O cachorro continua correndo sem fazer mais perguntas, esperaria alcançar os ninjas antes.
XXX
Eles se distanciam cada vez mais de Konoha. Já fazia algumas horas que eles corriam. Sai levanta o braço e Ino toca no ombro de Sasuke que estava ao seu lado, ambos param. Estavam próximos a um grande lago. – Muito bem, vamos fazer uma parada de meia hora para descansar e comer.
Ino e Sasuke concordam. Ino sai em busca de frutas enquanto Sai pega água. Sasuke permanece atento, mesmo sem enxergar ele ainda podia sentir a proximidade de outras pessoas. Ino e Sai voltam e se sentam ao lado de Sasuke, retirando as máscaras para comerem. – Tudo bem, Sasuke? – Ino pergunta, o outro confirma com a cabeça. – Por que você nunca pergunta se eu estou bem? – Sai indaga, provocando a loira.
-Por que não me interessa. – Ela responde ácida. Sasuke começa a rir, era raro ver o ninja moreno rir. – Você ainda não desistiu, Sai? Ino já disse que vai se casar com o Daimyo do Vento.
- Não desistirei até fazê-la mudar de idéia. Não deixarei que ela case com o ruivo irritante.
-Se você quer perder tempo, problema seu. – Ino se levanta e olha a sua volta. – Está chegando alguém. – Os outros também se levantam e se escondem, recolocando as máscaras.
Eles ficam esperando e vêem Pakkun aparecer na clareira. Logo Gaara e Kakashi aparecem– Podem sair, somos nós. – Kakashi chama.
– O que fazem aqui? Como nos acharam? - Ino salta de cima da árvore e aterrissa ao lado do namorado, retirando a máscara.
Ele a puxa para perto e a beija. – Pakkun rastreou vocês. – Ele a beija novamente.
-Sentimos sua presença. – Sasuke fala, atraindo a atenção para si. Ele e Sai aparecem, já sem as máscaras. Sasuke se vira para o lugar onde estava Gaara e faz uma reverência. – Como vai Gaara-sama?
-Não vou mentir Uchiha, não me agrada vê-lo. Sabe que você é considerado um traidor e francamente acho que seu lugar é na cadeia.
-Pare com isso, Gaara. – Ino exclama, zangada. – Sasuke é meu amigo e está nos ajudando.
-Tudo bem, Ino, Gaara tem direito a uma opinião e ele tem razão em parte.
-Como vai Sasuke? – Kakashi aparece bem atrás do ninja. Sasuke se vira rápido e em segundos está atrás do ex-sensei, com uma kunai em seu pescoço. – Você baixou a guarda, Sensei. – Kakashi ergue as mãos. –Me rendo. – Sasuke solta o pescoço de Kakashi e faz uma reverência. – Estou feliz que esteja aqui, Kakashi-sensei.
-Estou feliz em vê-lo, Sasuke.
-O que vocês fazem aqui? – Sai indaga, irritado. Com Gaara por perto seria mais difícil convencer Ino a voltar para ele.
-Viemos ajudá-los, Naruto nos enviou para reforçar o time. Vamos com vocês até a capital. –Kakashi responde enquanto Gaara se acomoda ao lado da namorada, puxando-a para perto dele.
Sai olha para os dois. Não gostava da idéia, mas não podia negar que ambos eram ninjas poderosos. Ele solta um suspiro. – Está bem. Acho que será bom tê-los conosco. Kakashi, penso que você assumirá como capitão, correto?
-Errado, você continua chefiando o time. Está mais familiarizado com a missão. Agora me digam o que planejaram para conseguir as provas necessárias.
-Ino viu nos pensamentos e nas memórias dos ninjas que nos atacaram que o Senhor Feudal tem um exército de ninjas renegados e nós tentaremos localizá-los. Sabemos que ele quer anexar o País do Vento a qualquer custo e Ino era o principal alvo dele. Eles tinham ordens de matar Shikamaru, Sasuke e eu e levá-la para ser interrogada. – Ele olha para o casal. Gaara tinha passado o braço pelos ombros da loira e ela estava encostada a ele. – O Daimyo pretendia culpar o País do Vento por nosso assassinato. Não sei se ele fará isso ainda, pois Naruto não informou que fomos atacados no País do Vento. Mas ainda não conseguimos provas de nada disso, infelizmente, e esperamos encontrar algo na capital. Ino precisa entrar no gabinete do Daimyo. – Gaara a olha sem dizer nada. – Mas se ela não encontrar nada lá, então a nossa missão vai mudar.
-E vocês vão tentar assassinar o Daimyo do Fogo. – Gaara fala calmamente. Ino o olha séria. – Sim, se não houver outro jeito, nós vamos matá-lo.
-E como pretendem fazer isso? Sabem que é quase impossível se aproximar dele. Ele está protegido por ninjas extremamente fortes e poderosos. Como farão para passar por eles?
-Ino tem técnicas e habilidades que nos permitirão alcançar nosso intento. Gaara, espero que entenda, eu sou o capitão do time e todos devem seguir minha ordens. Ino fará o que for preciso para que consigamos cumprir nossa missão.
-Eu entendo e aceito, mas eu quero que entenda que ela é minha namorada e nós ficaremos juntos nos momentos de descanso e á noite ela dormirá ao meu lado, para que eu possa protegê-la. – Sai olha zangado para os dois.
- Vamos. Temos que aproveitar a luz do dia, não convêm viajarmos á noite e não temos muito tempo. Só temos três dias para cumprirmos nossa missão. - Os outros se levantam e começam a se mover. Os três usando a máscara ANBU e a capa preta. Gaara ia ao lado de Ino. – Não está com calor? Essa capa é mais fechada que o uniforme de Suna.
-Sim, ela é muito quente, mas necessária, foi este uniforme que salvou nossas vidas. – Ino responde séria. Estava preocupada com a participação de Gaara na missão. Sabia que ele era forte e poderoso. Lutava muito bem e tinha a defesa absoluta. Mas fazia anos que ele não participava de uma missão daquele tipo. Sabia que ele e os irmãos saiam apenas em missões diplomáticas e geralmente Gaara era o capitão do time. Ela solta um suspiro, esperava que Gaara e Sai não ficassem discutindo, isso atrapalharia o trabalho deles.
Eles estavam correndo há seis horas, sem parar. Ino já estava cansada. Não tinha dormido muito na noite anterior e os últimos dias tinham sido exaustivos. Eles continuam correndo, até que Sai levantar o braço, fazendo todos pararem. Eles estavam na entrada de uma caverna no meio da floresta. – Vamos passar a noite aqui. Ino procure frutas, Kakashi você vem comigo, vamos reconhecer o local. Gaara procure por água e Sasuke vigie o acampamento. – Todos se movem para seguir as ordens de Sai. Ino estava começando a relaxar, pelo jeito Gaara estava aceitando bem a liderança de Sai. Ela encontra muitas frutas e enche a mochila, voltando ao acampamento, lá ela encontra Gaara, que já tinha voltado com a água. Sasuke tinha tirado a máscara, estava sentado sobre uma pedra e massageava a nuca com uma careta. Ino se aproxima do amigo e coloca a mão em seu rosto. – Sasuke, você está bem? Diga a verdade.
- Estou com dor aqui. – Ele aponta a própria nuca. – E aqui. – Ele aponta a testa do lado esquerdo. Ino aplica um ninjutsu médico em sua cabeça. Gaara observa como ela cuidava de Sasuke. Alguns minutos depois, Sasuke segura a mão dela. – Obrigado, Ino. Já estou melhor.
-Quando voltarmos dessa missão vou pedir a Tsunade para te examinar.
-Já conversamos sobre isso, Ino. Sabe que não posso aparecer em Konoha, serei preso.
- Já lhe disse que você será perdoado, depois que nos ajudar. Não confia em mim? – Ele sorri e leva a mão de Ino ao próprio rosto. – Confio minha vida a você, Ino. E a do meu filho também.
- Se Ino disse que vai convencer os outros a lhe perdoarem, pode acreditar que ela consegue Sasuke. A mim ela já convenceu. – Gaara fala se aproximando e ficando ao lado da namorada. – Podem contar com meu apoio e do meu irmão.
-Obrigado, Gaara. Eu quero o perdão não por mim, mas por meu filho, não quero que ele cresça achando que o pai era um traidor.
-Isso não vai acontecer. Você será perdoado e voltará a morar em Konoha, em sua casa, Sasuke.
-Sabe que não tenho condições de comprar o Distrito Uchiha de volta, fico feliz que você esteja cuidando dele. – Sasuke fala segurando a mão de Ino ainda. – Aquele espaço é seu por direito. Não precisa me pagar de uma vez, depois que vocês se mudarem para lá, alugue alguns imóveis e me pague com o valor do aluguel. Sabe que não precisarei de dinheiro, vou me casar com o Daimyo do Vento. – Ela fala com humor, fazendo os outros dois rirem. – Cuidado, Gaara, ela pode te levar a falência.
-Não me importo desde que ela esteja ao meu lado. – Eles se beijam e Ino encosta a cabeça em seu peito. Depois de alguns minutos ela olha em volta. – Sai e Kakashi estão demorando.
-Tem razão. Fiquem aqui, eu vou atrás deles. Se não voltar em quinze minutos, vocês dois devem sair daqui. – Sasuke e Ino concordam e Gaara pega a cabaça e sai á procura dos outros.
Gaara entra na floresta, aonde tinha visto os dois entrarem. Ele procura ouvir a voz dos dois, mas estava tudo em silêncio, ele avança um pouco mais e pára atrás de uma árvore escondido nas sombras. Observa a sua volta. Ele ouve vozes e se dirige para lá, encontrando Sai e Kakashi sobre uma árvore. Ele sobe em uma árvore próxima e olha na mesma direção que eles. Mais a frente ele vê um homem sentado. Pelas roupas e armas notava-se que era um ninja, porém não usava bandana de nenhuma vila. Kakashi sente a presença de Gaara e lhe faz sinal para se aproximar. – Ninja renegado. Provavelmente faz parte do exército do Daimyio.
-Vamos pegá-lo para interrogar. – Sai fala sem se virar. – Posso? –Gaara pergunta, olhando para Kakashi. – Fique a vontade.
Rapidamente uma longa faixa de areia sai da cabaça e prende o homem trazendo-o para perto da árvore. – Isso foi ótimo. Vamos temos que levá-lo para Ino. – Eles levam o homem, ainda preso na areia, até o acampamento. Ino e Sasuke estavam em pé, com as máscaras no rosto. – Ino, lhe trouxemos um presente. – Sai se aproxima do homem e o empurra para o chão.
Ino chega perto e olha para o ninja. Ele estava totalmente preso pela areia de Gaara. Ela se abaixa na frente do homem e retira a máscara. – Você deveria estar morta.
-Desculpe decepcioná-lo. Quem é você?
- Venha para minha cama e eu lhe digo.
-Deixa eu lhe dizer uma coisa. Eu tenho namorado, por acaso é o shinobi que o está prendendo com a areia e não creio que ele tenha gostado de ouvir isso. Então se você não quiser ser esmagado, pare de me convidar para sua cama. Agora me diga, quem é você?
-Deixe-me em paz, sua vagabunda. – Mal acaba de falar e Ino lhe dá uma bofetada. – Até hoje só um homem me chamou de vagabunda e continuou inteiro. – Gaara observa a namorada com atenção. Ela respira fundo. – Última chance. Não gostaria de usar o método mais difícil. Quem é você?
O homem tenta cuspir nela, mas Ino se desvia rapidamente e lhe acerta um soco no estomago, fazendo o homem se dobrar para frente. Gaara usa a areia para levantá-lo de novo. Sai e Kakashi apenas olhavam. Sasuke tinha entrado na caverna.
-Eu não tenho a noite inteira. Então será da forma mais difícil. Gaara, deixo-o bem preso. – Gaara prende o homem com mais força. O ninja mal conseguia respirar e Ino começa a invadir as memórias dele. Ela o vê conversando com Baki que lhe passava algumas instruções.
- O chefe quer ter certeza de que eles estejam mortos. Vá até Konoha e descubra a verdade. Olhe os corpos com atenção. – dizia Baki. – Tenha certeza de que são eles. Chie está preso então mate Sabaku no Gaara. Não será fácil, mas se conseguir o chefe o tornará um homem rico.
-Será melhor matá-lo fora de Konoha, quando estiver voltando para casa.
-Bem pensado, mas não se esqueça deve verificar se os ninjas estão mortos mesmo. Tenho certeza que sim, mas o chefe está em dúvida.
Ino continua olhando as memórias. Ela vê que o homem esteve no funeral e que ele conversou com alguns de seus amigos. Ainda bem que todos acreditavam que eles estavam mortos. Depois ela vê o homem saindo de Konoha, logo depois deles. Ele se encontra com outro renegado que aguardava escondido na floresta
-São eles mesmos. – O homem fala para o outro. – Os três estão mortos. Sabaku no Gaara está lá, eu vou esperar por ele. Você vai encontrar Baki e lhe passe as informações. – O outro concorda e sai correndo em direção a capital.
Ino se concentra mais um pouco. O ninja parecia inconsciente, esse era um efeito do jutsu. Ela vê que eles esperam por algumas horas e depois vêem Gaara e Kakashi passando, junto com Pakkun. Ela vê que o ninja seguiu Gaara e Kakashi, mas o perde de vista. Ambos eram rápidos demais. Ele continua procurando, mas sem sucesso e então pára na clareira onde Gaara e os outros o encontraram. Ino queria saber quem era o chefe. Tinha quase certeza de que era o Daimyo do Fogo, mas precisa ter certeza. Mas pelo jeito o ninja não tinha falado com mais ninguém do grupo além de Baki. Ela respira fundo e desfaz o jutsu.
-Ele estava atrás de você. – Ela fala para Gaara. – Viu você e Kakashi saindo de Konoha juntos, mas os perdeu de vista quando vocês entraram na floresta.
Gaara olha para o ninja que estava desacordado e então o solta da areia. – O que faremos com ele? Ele sabe que vocês estão vivos.
-Deixe-o comigo. – Sai pega a cabeça do homem e rapidamente lhe quebra o pescoço. Ino fecha os olhos, odiava aquilo, mas sabia que era necessário. O ninja os tinha visto e sabia que eles estavam vivos. - Eu dou um jeito no corpo. – Ele usa a areia do solo e o homem é dragado para debaixo da terra. Depois ele estende a mão para Ino e a puxa de encontro ao peito. – Você está bem?
-Sim, só estou cansada. Isso exige muito chákra, mas logo estarei bem. – Ele beija a testa dela e acaricia seus cabelos. – É seguro ficarmos aqui?
-Creio que sim, Ino. Ele estava só, vai demorar para alguém procurá-lo. – Kakashi fala. – Ino, vá descansar. Eu farei a vigília esta noite.
-Vamos nos revezar. Você fica na primeira parte da vigília e eu na segunda. – Sai se oferece.
-Eu cuido da última parte. – Gaara fala e os outros aceitam.
-Então daqui duas horas eu o cubro, Kakashi. –Sai avisa e entra na caverna, Gaara passa o braço pelos ombros da namorada e eles entram na caverna juntos. Ele ajeita o saco de dormir e Ino se acomoda ao seu lado, colocando a cabeça no peito dele e passa as pernas sobre as dele. – Estava com saudade de dormir em cima de você.
-Eu também senti falta de tê-la enroscada em mim. Meu corpo fica muito leve sem você em cima. – Ele fala com humor e os dois riem. Ele acaricia as costas dela. – Durma. Você precisa descansar. - Ela concorda e dorme em seguida. Ele ainda fica algum tempo acordado pensando nela. Era muito bom estar perto da namorada.
Gaara acorda e sente o corpo de Ino colado ao seu. Ele a chama baixinho e ela acorda um pouco confusa. Tinha a impressão de que acabará de deitar. Ela olha para ele. – O que houve?
-Eu vou cobrir Sai na vigília. – Ele levanta. – Volte a dormir. Ainda temos duas horas antes de amanhecer. – Ele a beija e ela volta a se ajeitar no saco de dormir.
Gaara encontra Sai em cima da caverna. Ainda estava escuro, mas a Lua iluminava um pouco. Eles se cumprimentam e Sai desce para entrar na caverna e dormir um pouco. Ele vê Ino dormindo. Ela era linda. Sentia falta da ex-namorada. Ainda não conseguira fazê-la mudar de idéia. Ele se agacha perto dela e deita ao seu lado, puxando-a para si e despertando-a na hora. – Sai, o que está fazendo? – Ele a prende com seu corpo e tenta beijá-la. Ino tenta se soltar, mas ele era mais forte. Ela continua lutando. –Me solte, Sai. – Ele continua tentando beijá-la, mas alguém o tira de cima dela e em seguida o soca atirando-o para fora da caverna. Ele se levanta e vê Gaara em pé a sua frente, furioso. – Como ousa tocá-la, seu animal? – Sai avança para cima de Gaara e lhe desfere um soco, mas Gaara é mais rápido e desvia, acertando-o no estômago. O outro se dobra. Gaara tenta golpeá-lo novamente, mas ele se esquiva e acerta um soco em Gaara, que cai. Sai tenta acertar-lhe um chute, mas Gaara pega o pé dele e o joga longe. Ele se levanta e limpa o rosto, onde Sai o tinha acertado. – Fique longe dela, senão vou matá-lo. – Sai se levanta e olha para Gaara. – Ela voltará para mim, pode ter certeza. - Kakashi acorda com o barulho e vê Ino parada na entrada da caverna. Ele se aproxima dela e olha para fora onde vê Gaara e Sai lutando, rapidamente se coloca entre os dois. – O que está acontecendo aqui?
Gaara olha para Kakashi. – Mantenha-o longe da Ino, ou o matarei da próxima vez que ele a tocar. - Ele vira as costas, aproximando-se da namorada e a puxa para seus braços, olhando-a com atenção. – Ele te machucou? – Ela nega com a cabeça. Kakashi olha para Sai. – Muito bem, já entendi o que aconteceu. O que deu em você para agir assim?
Sai apenas olha para os outros. –Eu vou dormir um pouco, até amanhecer. Depois continuaremos. – Ele entra na caverna.
Ino olha para Gaara, era visível que o rapaz estava furioso. Ela o abraça pela cintura e lhe beija o queixo, vê que o rosto dele está ferido e aplica um ninjutsu curando-o. Ele a aperta junto de si e beija sua testa. – Eu só o deixei vivo porque precisamos dele. Mas se ele chegar perto de você de novo, eu esquecerei da missão e o matarei.
-Gaara, Sai não se aproximará mais da Ino eu lhe garanto. Assim que ele acordar, vou conversar com ele. O que Sai fez é absurdo. Gostaria de lhe pedir desculpas em nome de Konoha.
-Não se preocupe, Kakashi. Konoha não teve nada a ver com isso. – Ele olha para a namorada. – Volte a dormir. Eu vou fazer a vigília.
-Não, eu fico com a vigília, vão descansar. Eu os chamo quando começar a clarear o dia, daqui a duas horas. – Kakashi pula para o posto de vigília. Ino olha para a entrada da caverna em dúvida, não queria entrar lá de novo, Gaara percebe a hesitação dela. – Fique aqui, eu vou buscar a coberta e nós iremos para outro lugar. – Ela concorda e rapidamente ele entra e sai com as cobertas. Ele pega a mão dela. – Kakashi, ficaremos perto. – O outro acena com a cabeça e Gaara leva Ino para dentro da floresta, próximo de algumas rochas bem grandes. Ele estende uma coberta entre duas rochas e os dois se ajeitam juntos. Ino estava apoiada no braço esquerdo de Gaara. Ele cobria o rosto com o braço direito. – Gaara. – Ela chama baixinho. Ele descobre o rosto e a olha. Ela estava virada para ele. – O que foi? Não está bem? – Ela se aproxima mais, levantando a cabeça para olhá-lo. – Obrigada. – Ele a olha surpreso. – Pelo quê?
-Por ter me defendido. – Ele a puxa para cima de si. – Não precisa me agradecer. Eu te amo e não deixaria ninguém lhe ferir.
Ela sorri e o beija, enquanto desliza a mão pelo corpo dele. Gaara solta um gemido quando ela o toca com intimidade. – Ino, este não é o melhor lugar.
-Me parece tão bom quanto o Box ou a sua mesa de escritório. – Ela responde sorrindo marota. Monta sobre o corpo dele e tira a blusa, ficando apenas de sutiã. Ele sobe as mãos pelo corpo dela e toca seus seios, provocando um gemido na loira que joga a cabeça para trás. Ele se senta, com ela em cima dele e beija o pescoço dela, enquanto procura o fecho do sutiã e o solta, descendo os lábios até alcançar os seios livres. Ele a empurra de encontro à grama e continua a descer os lábios pelo corpo dela, até atingir seu umbigo. Ino arqueja, gemendo, deixando-o mais excitado. Ele a ajuda a se livrar das roupas, deixando-a completamente nua e então pára e a olha. Ela estava linda, sob a luz Lua. Ele volta a beijá-la. Ino abre sua camisa e o ajuda a tirá-la, acariciando as costas dele e passando a língua pelo seu peito. Ele termina de se despir e volta a acariciá-la. – Você é linda. – Ele afasta as pernas dela e se posiciona entre elas penetrando-a, sem desviar os olhos do rosto dela. Gostava de apreciar a expressão de prazer dela quando Ino atingia o orgasmo. Ele se move devagar a principio, provocando-a. Ela abre os olhos e olha para ele zangada. – Por favor, Gaara.
-Por favor o quê, Ino? – Ele pergunta enquanto volta a se mover devagar. – Me faça sua, me possua meu amor. – Ele começa a se mover mais rápido e ela acompanha seus movimentos. Juntos eles chegam ao clímax. Ele deita e a puxa para junto de si, puxando uma coberta sobre eles. Ino se enrosca nele. Eles ficam assim abraçados até o dia amanhecer. Sabendo que Kakashi viria chamá-los, eles se vestem rápido. – Venha, vamos nos juntar aos outros. – Eles voltam para perto da caverna. Kakashi já estava chamando Sai e Sasuke que estavam saindo da caverna. Gaara e Sai se encaram. Kakashi se aproxima de Sai. – Venha rapaz quero falar com você.
-Não precisa dizer nada, Kakashi, eu sei que errei. Ino me desculpe, eu perdi a cabeça, isso não acontecerá de novo. – Ela fala e se afasta.
-Muito bem, vamos comer e continuar. Devemos chegar à capital em quatro horas. Ino você precisará ir até o prédio onde fica o gabinete do senhor feudal. Eu e Gaara a acompanharemos até lá, porém lá dentro será por sua conta. Ponham as máscaras. Você também Sasuke. – Kakashi estava assumindo a liderança, já que Sai parecia estar sem condições de decidir nada.
- Então vamos. Preciso entrar na sala dele quando estiver vazia. – Ino fala. Eles comem algumas frutas e começam a se mover. Sasuke se aproxima de Ino. – Soube o que aconteceu ontem. Acho que Sai não tem noção de perigo. Shikamaru já o tinha alertado para ficar longe de você.
Gaara ouvia a conversa. Concordava com Sasuke, Sai não tinha a menor noção do perigo que correra quando Gaara o vira agarrando Ino. Ele tinha muita sorte por estar vivo ainda. Gaara olha para Ino. A jovem tinha ficado assustada, pelo jeito ela não esperava que o ex-namorado se comportasse daquela forma. Gaara não sairia do lado dela mais, esperava que Sai não tentasse nada de novo, caso contrário, ele o mataria.
XXX
A capital do País do Fogo era uma cidade moderna, bonita e muito movimentada. Havia muitos ninjas por ali, diferente da capital do País do Vento. Gaara, Kakashi e Ino estavam andando pelas ruas. Gaara usava um Henge no Jutsu e estava com os cabelos e olhos negros. Tinha deixado a cabaça escondida na entrada da cidade, para evitar que alguém conseguisse identificá-lo. Ino também usava um Henge e estava morena. Ela tinha colocado roupas civis, calça bem justa e regata, ambas brancas e um blusão preto por cima. Estava muito bonita e vários homens se viraram para olhá-la quando passava o que estava deixando o namorado irritado. – Da próxima vez, você vai colocar roupas bem largas. E usar o henge de uma velha. – Ela olha para ele e sorri, rebolando um pouco ao andar. – Pare com isso ou a arrasto para o beco mais próximo. – Ele fala baixinho em seu ouvido. Ela ri e volta a andar normalmente. Eles chegam ao prédio do Daimyo. Ino olha para cima, o prédio era pequeno, apenas quatro andares. Eles olham em volta. – Muito bem, Ino agora é com você, tome use o comunicador. –Ino pega o aparelho e o coloca no pulso. – Chame se precisar de ajuda. Se não voltar em uma hora, nós entraremos. – Ela concorda e entra. Olha a sua volta. Ela estava na portaria e havia um homem e uma moça sentados no balcão. Ino abre seu melhor sorriso e se aproxima deles. – Bom dia, por favor eu preciso de ajuda. – Ela fala olhando diretamente para o rapaz. –Pois não. Em que posso ajudá-la? – Ela se aproxima e sussurra no ouvido dele. – Eu preciso ir ao banheiro, urgente. – Ele sorri. – Aqui não tem banheiro para uso do público, mas você pode usar o banheiro dos funcionários. Venha, eu te mostro onde é. – Ino vê a expressão maliciosa do homem e sorri ainda mais. A moça apenas olhava, sem dizer nada. Ino o segue para dentro do prédio. Eles passam por um corredor comprido. Ino vê que no fim do corredor tinha uma pequena janela de no máximo vinte centímetros para passagem de ar, depois passam por uma escada. Ia memorizando o caminho. Ela vê uma sala grande cheia de mesas e cadeiras, com certeza o refeitório dos funcionários. Ele pára na frente de uma porta no final do corredor e a abre convidando Ino a entrar. Eles estavam em um vestiário masculino. Ele espera ela entrar e tranca a porta, puxando-a para seus braços. Ino sorri e passa os braços pelo pescoço dele, tocando sua nuca. No mesmo instante o homem cai desmaiado no chão. Ino o arrasta até um dos armários e o coloca lá dentro. Ele acordaria dali duas horas, sem se lembrar de nada. Ino sai e anda pelo corredor, até voltar à escada, ela sobe chegando ao primeiro andar, continua subindo até o último andar. Ainda era cedo, e aquele andar estava vazio, o que era ótimo. Ino olha em volta. Havia muitas portas, não tinha idéia de onde seria o gabinete do Daimyo. Ela começa a andar, mas sons vindos da escada a assustam. Procura um lugar para se esconder e abre uma porta estreita, que parecia ser de uma despensa, então entra, era um armário de materiais de limpeza. Ino deixa uma pequena fresta aberta e espia para fora. Uma mulher com uniforme branco aparece carregando um balde e um vassoura. Pelo jeito era a faxineira. Ino fica preocupada, se ela abrisse o armário, teria que se livrar dela, mas ela entra na sala em frente. Ino espera um pouco, mas pelo jeito ela não sairia de lá tão cedo. Ela sai do armário. Precisava achar o gabinete. Começa a abrir as portas com cuidados quando ouve vozes e se esconde em uma sala. Era uma sala de reunião. Ela espera, segurando a porta. Ouve sons dos passos das pessoas e depois o barulho de uma chave girando. Abre uma fresta da porta e vê o Daimyo do Fogo entrando na sala no fundo daquele corredor. Na frente da sala havia uma ante-sala, provavelmente onde ficava a sua secretária. Ela vê uma jovem alta e bonita entrando no gabinete logo após o Daimyo. Precisava voltar agora, não poderia entrar no gabinete naquele momento. Voltaria na hora do almoço. Desce as escadas e segue andando. Na portaria a moça a olha. Ele acena de longe e sai do prédio, andando até a esquina. Precisava se afastar logo de lá. A moça com certeza iria procurar o rapaz.
Ela sai e olha em volta, mas não vê Gaara nem Kakashi, então anda até a esquina e chama pelo comunicador, sem obter resposta. Sabia que deveria ir à procura de Sai e Sasuke que tinham ficado na floresta bem perto da entrada da cidade. Ela tenta o comunicador novamente.
-Sensei, Sensei. Pode me ouvir?
-Sim, Ino, onde você está? – Kakashi responde. – Na esquina, próxima ao prédio. Ela espera um pouco. – Estou te vendo, estamos no bar que fica um pouco mais para baixo do outro lado da rua. – Ino segue a direção indicada. Eles estavam sentados dentro do bar. Ino entra e dois homens que estavam saindo seguram a porta para ela admirando o seu corpo descaradamente. Gaara vê e estreita os olhos, respirando fundo. Ela senta ao lado dele e lhe dá um beijo rápido, virando-se para Kakashi em seguida. – Por que vocês vieram para cá?
-Vimos Baki, descendo a rua e o seguimos, mas o perdemos de vista. Como foram as coisas no prédio?
-Terei que voltar lá, tive dificuldades para encontrar o gabinete do Daimyo, depois ele chegou e eu não tive oportunidade de entrar. Pretendo voltar na hora do almoço. Vi uma faxineira andando pelo prédio, estava pensando em usá-la.
-Pretende transferir sua mente? – Gaara pergunta. Nunca a tinha visto fazer isso, mas sabia que ela era habilidosa nesse jutsu. – Sim, mas terei que atraí-la antes. – Ino pensa um pouco. Provavelmente a faxineira almoçava no refeitório que Ino tinha visto no térreo. Ela precisava entrar lá. – Tenho que entrar no refeitório e esperá-la lá. Mas a moça da recepção já me viu usando esse henge.
-Eu dou um jeito na moça da recepção. Então você entra e se esconde no refeitório para esperar pela faxineira. - Gaara fala. Ino olha para o namorado, estava tão feliz em vê-lo participando ativamente da missão. Ela não esperava por isso.
-Certo, ainda faltam algumas horas para o almoço. Vamos sair e tentar encontrar Baki. Ino poderá ler os pensamentos dele e talvez acessar sua memória, se conseguirmos pegá-lo. Vamos? – Ino e Gaara concordam e se levantam.
Eles saem do bar e descem a rua até o final, olham para os dois lados em dúvida. – Façamos o seguinte, eu sigo pelo lado direito e vocês pelo esquerdo, nos encontraremos no bar daqui duas horas. Se o encontrarem, me avisem pelo comunicador. Farei o mesmo. - Eles se separam. Ino e Gaara continuam pelo lado esquerdo, observando as pessoas. – Como ele pode andar abertamente por aqui? Ele teve a prisão decretada em Suna e o País do Fogo tem que respeitar isso, em nome da aliança entre os países.
-Ninguém aqui na capital deve tê-lo reconhecido, apenas o Daimyo e seus comparsas. – Gaara olha para Ino, era estranho vê-la com os cabelos e os olhos escuros. – Prefiro você loira e de olhos azuis.
-Também estou sentindo falta do seu cabelo ruivo. – Gaara sorri. – Acho que você só está namorando comigo por causa do meu cabelo.
-E dos olhos verdes. Seus olhos são lindos. – Ela completa com um sorriso. – Espero que todos os nossos filhos sejam ruivos.
-Todos os cinco? – Ela concorda e ele a puxa para um beijo. - Tem certeza de que quer tantos filhos assim? Será difícil encontrar babás.
-Shikamaru já avisou de que não devemos contar com ele e Temari. – Ela olha para o namorado. Ele continuava lindo, mesmo com os cabelos pretos. – Ele deve estar zangado comigo.
-Ele está furioso. Disse que você precisará mesmo de um caixão, quando a encontrar. – Ele observa em volta e vê uma pousada bem simples próxima de onde eles estavam. Era a primeira que eles encontravam. –Venha, parece que essa é a única pousada deste lado da cidade, vamos fazer algumas perguntas. – Ele pega na mão dela e eles entram. – Deixe comigo, tive uma idéia. – Ele concorda, sabia que Ino tinha muita experiência nisso. Estava adorando trabalhar ao lado dela, mesmo sabendo o quanto a missão era perigosa. Ino se aproxima da recepção, onde havia um rapaz sentando lendo jornal. – Bom dia. – O rapaz deixa o jornal de má vontade e olha para ela, sem se levantar. – Querem um quarto? Preencham a ficha, o pagamento é adiantado. O café da manhã está inclusivo na diária, mas o almoço é a parte. – Ino o olha com vontade de rir. Ela não tinha perguntado nada. Ela pega a ficha e a preenche com nomes e endereços falsos. O rapaz não havia pedido nenhum documento. Ela retira o dinheiro da carteira e paga pelo quarto. Depois ela olha em volta. – Estava procurando por uma pessoa. Será que pode me ajudar? – Ela mostra uma nota de dinheiro e o rapaz se levanta, mas quando ia pegá-la, Ino a puxa para fora de seu alcance. – Primeiro, você me ajuda depois recebe. Estou procurando um homem alto e forte, ele usa um lenço cobrindo uma parte do rosto. Nos deve uma grande quantia e estamos tentando encontrá-lo há alguns dias.
- Tem um homem hospedado aqui há uma semana que usa um lenço no rosto, e parece bem forte. Ele se chama Shiori, saiu faz uma hora, mas deve voltar para o almoço. – Ino olha para Gaara que concorda com a cabeça, ela entrega o dinheiro para o rapaz. – Se for ele mesmo, nós lhe daremos uma comissão sobre o valor que ele nos deve. - Os olhos do rapaz brilham ao ouvir as palavras de Gaara. Ino analisa os pensamentos dele e fica satisfeita. O rapaz entrega uma chave para Ino e eles sobem em direção aos quartos, chegam ao quarto deles e entram. Era simples, mas bem limpo, tinha apenas duas camas de solteiro e uma mesa com duas cadeiras. Um armário de duas portas servia de guarda roupas. Ela se dirige ao banheiro que também era pequeno. Havia toalhas limpas e ela aproveita para tomar um banho rápido. Gaara chama Kakashi pelo comunicador e lhe passa as informações. Eles combinam de almoçar ali. Depois ele desfaz o henge e se deita para descansar um pouco com os olhos fechados. Ino sai do banheiro e deita ao lado dele na cama pequena. – Muito apertado.
-Você dorme em cima de mim mesmo, então não faz diferença. Podemos passar a tarde aqui e nos encontramos com os outros depois. O que acha? – Ela concorda. Seria bom dormir numa cama, junto com ele. Ino olha para Gaara. – Você parece feliz. Está gostando de participar da missão? – Ele abre os olhos e a puxa para mais perto.
- Sei que essa missão é perigosa e muito importante. A paz entre nossos países depende do resultado desta missão. Mas não vou negar que estou gostando muito. Fazia anos que não participava de missões deste tipo. E eu estou feliz por estar perto de você.
-Eu também, é bom ficar junto de você. – Ele a beija e a aperta de encontro ao peito, depois olha as horas. – Vamos, você precisa entrar no gabinete do Daimyo e eu e Kakashi precisamos encontrar Baki. Acha que o rapaz da recepção é confiável?
-Li os pensamentos dele, não vai nos trair. Acho que ele não gosta muito do homem. O que você pretende fazer se for mesmo o Baki?
-Eu e Kakashi daremos um jeito nele. Fique tranqüila. Você deve voltar para cá, depois que sair do prédio. Eu a esperarei aqui. Tome cuidado e não demore.
-Eu sei, só posso ocupar o corpo da faxineira por uma hora no máximo. Depois tenho que voltar ao meu corpo. – Eles refazem o henge e saem da pousada. Chegam ao prédio. Gaara entra na frente e Ino fica olhando de longe, enquanto Gaara se aproxima da recepção. Eles estavam com sorte, só estava a moça lá desta vez. Ele começa a conversar com ela, com um sorriso sedutor. A jovem estava encabulada. Gaara pega uma caneta e escreve algo num pedaço de papel, mas quando ia entregar-lhe, deixa o papel cair do lado de dentro do balcão e a moça se abaixa para procurar. Era a chance de que Ino precisava. Rapidamente ela passa pela recepção. Gaara a acompanha com os olhos. Ela entra no refeitório e se esconde. Não tinha idéia de que horas a faxineira iria almoçar, então talvez tivesse que ficar muito tempo ali. Ela estava escondida dentro de um armário, junto com toalhas e guardanapos. Ela olhava por uma fresta. Dois homens aparecem e se sentam para almoçar. Ino fica a espera, logo a faxineira aparece. Ela se senta em uma mesa sozinha. Ino respira fundo e executa o Shintenshin no Jutsu, em segundos ela transfere sua mente para o corpo da faxineira. Ela levante e se dirige ao armário onde está seu corpo, tranca e guarda a chave no bolso. Agora ela precisava subir até o gabinete do Daimyo. Ela chega às escadas e olha para a recepção, Gaara já tinha ido embora. Ino sobe até o quarto anda, espia a ante –sala e vê que a secretária não estava lá. Olha em volta parecia que as salas estavam vazias, ela se abaixa e olha pelo buraco da fechadura para dentro da sala do Daimyo, vê que a mesa está vazia e gira a maçaneta, mas a porta está trancada. Droga, o que ela faria? Ela pensa um pouco. Alguém devia ter uma cópia da chave. Ela olha nas gavetas da mesa da secretária e encontra um chaveiro. Volta à porta do gabinete e testa as chaves até conseguir abrir. Ela retira a chave do chaveiro e guarda no bolso. Entra no gabinete e olha em volta. Vê uma mesa grande, com uma cadeira estofada em couro. Havia gavetas dos dois lados da mesa e um arquivo de aço com várias gavetas. Um armário de madeira que ocupava uma parede inteira. Levaria tempo para olhar tudo. Ino começa pelas gavetas da mesa. Abre uma por uma e encontra alguns documentos. Ela lê rapidamente. Aquilo era interessante. Ela guarda tudo no bolso. No armário de madeira ela não encontra nada. Ela começa a ficar preocupada, já estava fora de seu corpo há mais de cinqüenta minutos. Ela olha para o arquivo. Tinha dez minutos depois teria que sair. Ela tenta abrir a primeira gaveta, mas estava trancada. As outras também. Ela solta um suspiro e sai do gabinete. Já estava sentindo os efeitos do jutsu. Seus olhos ardiam e ela se sentia cansada. Ela entra no refeitório e abre o armário voltando ao seu corpo. A faxineira olha assustada para ela, mas Ino toca sua nuca e a faz desmaiar. Ela pega os documentos e então coloca a moça sentada em uma cadeira com a cabeça debruçada na mesa. Quem a encontrasse acharia que ela tinha desmaiado sobre a mesa. Ela também não se lembraria de nada quando acordasse. Agora precisava sair de lá. Ela refaz o Henge e sai, andando rápido. Chega à recepção e olha. O Daimyo estava entrando. Ela pára e observa. O homem parecia irritado, ele não responde ao cumprimento da recepcionista e sobe as escadas sem olhar em volta. Havia dois ninjas com ele. Ino aproveita a movimentação com a chegada dele e sai do prédio.
XXX
Gaara sai do prédio, depois que Ino consegue chegar ao refeitório. Tinha combinado de se encontrar com Kakashi na pousada. Iam almoçar juntos e esperar para ver se o homem que o rapaz da recepção tinha chamado de Shiori era Baki. Ele chega e vê Kakashi sentando em uma mesa no fundo do restaurante, o cumprimenta e se senta. Kakashi também usava um henge. Eles já estavam comendo quando vêem Baki entrando. Gaara sente um grande ódio pelo antigo sensei.
-É ele mesmo. Temos que pegá-lo e prendê-lo para que Ino possa interrogá-lo. Ela poderá ver em suas memórias o que o Daimyo pretende e onde está o exército de renegados. Se encontrarmos esses ninjas, poderíamos provar as intenções do Senhor Feudal. – Kakashi fala para Gaara.
-Não gosto da idéia de Ino perto desse homem novamente. Ele quase decepou o braço dela. – Ele desvia o olhar do homem e olha para Kakashi. – Mas você tem razão, ela conseguirá as informações. Acho que podemos pegá-lo quando ele subir para o quarto.
-Concordo. – Eles terminam de almoçar e aguardam. Baki termina seu almoço e sobe para os quartos. Kakashi e Gaara sobem em seguida. Eles vêem o ninja abrindo uma porta no final do corredor. Kakashi usa o shraringan para imobilizá-lo e eles o pegam, levando para dentro do quarto. Gaara o amarra e o deixa desmaiado sobre a cama. Ele olha para Kakashi. - Vou descer e esperar pela Ino. Ela já deve estar voltando.
-Ficarei aqui cuidando do nosso convidado. Traga Ino para cá. – Gaara concorda e desce para o restaurante outra vez. Ele vê Ino entrando. Um homem se levanta e a chama para sentar com ele. Ela sorri. – Me desculpe, mas meu namorado é muito ciumento. – Ela aponta para Gaara. O homem dá um sorriso sem graça e volta a se sentar. Ino chega perto de Gaara e o abraça pela cintura. Ele percebe o cansaço dela. – Venha, vamos subir, Kakashi está nos esperando. – Eles sobem juntos, ele a leva para o quarto de Baki e abre a porta. Ela vê Kakashi já livre do henge em pé ao lado da cama onde Baki está deitado, amarrado. Ela e Gaara também desfazem o henge e voltam à aparência normal. Ela olha para o namorado e acaricia os cabelos dele. – Bem melhor. – Eles sorriem um para o outro. – Vocês o encontraram. Até que enfim algo dá certo nesta missão.
-Pelo jeito você não conseguiu encontrar nada na sala do Daimyo. –Kakashi comenta e ela conta como tinha sido sua incursão pelo prédio do Daimyo.– Encontrei algumas coisas, mas pretendo voltar lá á noite. Peguei a chave da sala do Daimyo.
– Como você pretende entrar no prédio à noite? – Gaara pergunta curioso.
-Com sua ajuda, é claro. – Ela fala para o namorado e volta a olhar para Baki. – Ele está preso em algum genjutsu? – Kakashi concorda. Ino então desfaz o genjutsu e Baki olha para Ino, assustado. – Você devia estar morta.
-Já ouvi isso antes. Como vai Baki? É um prazer revê-lo. Soube que andou bem ocupado. – Baki olha para Gaara e Kakashi. Gaara o encara sério. - Olá Baki, quanto tempo?
-O que vocês querem? – Ele senta na cama. - Pretendem me entregar para as autoridades? Acham mesmo que ficarei preso? Eu tenho poder e influência aqui. Sou amigo do Daimyo.
-Não pretendemos entregá-lo para ninguém. Pelo menos, não vivo. – Kakashi fala irônico. Baki olha para Gaara com ódio. – Você só serviu para atrapalhar minha vida. Deveria ter morrido logo que nasceu. Eu disse ao seu pai que você deveria morrer. Mas seu pai não quis me ouvir, ele achava que você seria a arma definitiva que levaria glória para Suna. Você não passava de um mostro e ele queria te usar para derrotar as outras vilas. Mas você deixou-se influenciar por Naruto e tornou-se fraco. Tomou meu lugar como Kage e conseguiu sobreviver ao ataque da Akatsuki. Eu odeio você, sempre odiei. Devia tê-lo matado. – Gaara ouve tudo aquilo sério. – Acho que você tentou, mas falhou. – Ele olha para a namorada. – Ele é todo seu, Ino.
Ela concorda, sentia que o namorado estava chateado com tudo o que ouvira. Ino olha fixamente para Baki e se concentra. Estava cansada por ter usado o Shintenshin no Jutsu por um longo tempo, mas não podia descansar agora. Ela começa a ver as memórias de Baki. Ele tentava evitar, mas era inútil. Uma vez que o jutsu era executado a vitima não tem como se libertar. Ela avança nas memórias do homem. Vê Baki conversando com Ayako. Eles estavam em um quartel. Havia muitos ninjas, pelo jeito todos renegados. Baki entrega uma grande soma em dinheiro para Ayako que lhe entrega um envelope grosso. Baki vai embora. Ino se concentra, ela vê que eles estão no País da Grama. Depois ela vê Baki conversando com o Daimyo no gabinete. Baki entrega o envelope para o Daimyo que o pega e guarda em uma gaveta do arquivo, trancando-o e guardando a chave dentro de um vaso sobre o móvel. Ino fica exultante, tinha descoberto algo que iria ajudá-la mais tarde.
-Quero atacar o País do Vento assim que o luto acabar. Ainda bem que nos livramos dos três. Eles atrapalharam meus planos na capital do Vento. Gaara já deveria estar morto. Mas Chie foi preso e não fez o serviço.
-Gaara deve estar abalado com a morte da namorada. Eu estranhei ele não ter se vingado em Naruto. Seria a desculpa perfeita para atacarmos seu país.
-Não se preocupe. Com o nosso pequeno exercito conseguiremos começar essa guerra e o País do Vento será nosso. E você será o chefe de todo o País do Vento, não apenas de Suna.
-Temo um problema. O ninja que enviamos atrás de Gaara desapareceu e eu não sei onde está Gaara.
-Acha que ele está morto?
– Não é fácil assassinar um homem como ele. Foi uma pena seus ninjas não terem trazido a Yamanaka para nós. Com ela em nosso poder conseguiríamos atraí-lo e matá-lo facilmente. – O Daimyo concorda com a cabeça.
-Muito bem, Baki. Pode ir agora. Quando terminar o período de luto, então poderemos colocar nossos planos em prática. Quero anexar aquele território. Financiar a oposição não ajudou muito, eu esperava que aquele moleque pedisse ajuda a Konoha. Acho que Naruto está por trás disso. Ele deve ter desconfiado das minhas intenções e avisado Gaara. Mas isso não interessa mais. Após atacarmos o País do Vento, Gaara não terá opção senão declarar guerra ao País do Fogo e a força ninja de Konoha deverá agir. Usarei a força da Kyubi para derrotar os ninjas da Areia e Gaara se juntará a namorada no inferno.
Ino vê Baki se despedindo e saindo do gabinete.
Ela desfaz o jutsu e senta na cama, exausta. Olha para os dois e conta o que tinha visto nas memórias de Baki.
-Então ele pretende atacar meu País depois de amanhã. Precisamos avisar Naruto e Kankuro. Ele deve chegar logo a Suna.
- Eu enviarei uma mensagem á eles. Devemos nos dirigir ao País da Grama e atacar o quartel general deles.
-Sensei, peça a Naruto para avisar Onoki. O Tsuchikage quer uma aliança com Konoha, tenho certeza de que ele gostará de participar desta batalha ao lado dos nossos ninjas. E a vila da Pedra é mais perto do que Suna. – Kakashi concorda com Ino. Eles olham para Baki desmaiado na cama. – O que faremos com ele?
- O de sempre. – Responde Ino. Kakashi se aproxima de Baki e rapidamente o mata. –Agora, o que fazemos com o corpo? – Ino olha pela janela e vê um terreno vazio atrás da pousada. – Ali, Sensei. Podemos nos livrar dele a noite.
-Certo, eu vou sair agora. Ino, coma algo e descanse. Eu mandarei a mensagem para Naruto e depois me juntarei a Sai e Sasuke. Iremos esperar por vocês. Se não chegarem até as onze, partiremos sem vocês em direção ao País da Grama. Tomem cuidado. – Ele se despede e sai. Ino e Gaara enrolam o corpo de Baki no lençol da cama e depois saem. Ele pega no braço dela. – Venha você precisa descansar. – Ela concorda e eles entram no quarto deles. Ino guarda os documentos encontrados em sua mochila. – Fique aqui, eu vou buscar algo para você comer. – Ino deita e espera por ele. Não demora e ele volta com um lanche que ela devora em minutos. Estava faminta. Ele também tinha trazido artigos de higiene. Ino toma um banho e deita em seguida. Gaara deita ao lado dela e a puxa para cima de si. – Vamos dormir um pouco, depois você me conta como pretende entrar no prédio do Daimyo. – Ino fecha os olhos e dorme em seguida.
XXX
-Ino, acorde. – Gaara passa a mão no rosto da namorada, com pena de ter que acordá-la, mas já eram oito horas e eles precisavam conversar. Ainda precisavam se livrar do corpo de Baki. Ela precisava voltar ao prédio do Daimyo e depois eles deveriam se juntar aos outros fora da cidade. Ino abre os olhos e volta a fechá-los. – Quero dormir. – Gaara solta um suspiro, pelo jeito ela estava de mau humor. Ele já a tinha visto acordando irritada e sabia que ela demorava para melhorar de humor. – Ino precisamos ir. Você ainda tem que entrar no prédio do Daimyo e depois temos que nos encontrar com Kakashi. – Ino abre os olhos novamente e senta na cama. Seu cansaço era visível e por um momento Gaara sentiu vontade de deixá-la dormir mais. Ela se levanta e entra no banheiro saindo quinze minutos depois mais desperta, mas de mau humor ainda. Ela se veste e coloca a capa preta e olha para ele. Gaara já estava de pé. –Agora me diga como pretende entrar lá.
-Seu irmão me disse uma vez que você podia transformar seu corpo em areia para não sofrer danos quando for atacado. Isso está correto?
-Sim. É o jutsu Suna Mihui, mas não é o meu preferido. – Gaara não gostava de ter partes de seu corpo transformadas em areia, era desconfortável. – Por quê?
-Preciso que você se transforme em areia e entre no prédio do Daimyo, através de uma janela pequena que tem no corredor, depois você abre a porta por dentro.
Gaara olha espantado para a namorada. Ino estava séria e irritada. Ele solta um suspiro. – Ino esse jutsu é extremamente desagradável.
-Como se ler pensamentos e ver memórias fossem agradáveis. Preciso de sua ajuda. Não dá para uma pessoa entrar por aquela janela, mas um punhado de areia consegue.
-Eu não sou um punhado de areia, Ino. – Ele fala agora zangado pelo comentário da namorada.
-Droga, Gaara. Preciso de você. Vai ajudar ou não? – Ele não responde, ela então se dirige para a porta. Gaara segura seu braço. – Aonde você vai?
-Entrar naquele prédio. Darei um jeito quando chegar lá. – Ela puxa o braço e sai rapidamente. Estava com sono, cansada e irritada pela falta de colaboração de Gaara. Ela sai da pousada sem ser vista e rapidamente se aproxima do prédio, porém alguém a segura pelo braço. Ela reage sem pensar, aplicando um golpe, mas encontra apenas areia e olha para o rosto do namorado. Gaara estava sério. – Vamos, preciso que você me mostre aonde é a janela.
-Esquece, se isso te incomoda tanto vou procurar outra forma de entrar lá. – Ela puxa o braço e volta a andar. Ele a prende em seus braços. – Eu disse que vou ajudá-la.
-Está bem, me siga então. – Gaara vê que o humor dela estava pior do que antes. Queria explicar por que não gostava de executar aquele jutsu. Mas o estado de espírito dela o impedia de falar qualquer coisa. Eles chegam ao prédio e Ino dá a volta chegando aos fundos do mesmo. Ela aponta para uma pequena abertura. – É ali. Você entra e abre a porta para mim, estarei esperando lá na frente. – Ela termina de falar e rapidamente desaparece. Gaara então executa o jutsu e se transforma em areia, passando pela abertura e voltando a se materializar dentro do prédio. Ele olha em volta, estava tudo silencioso, mas ele sabia que devia ter algum guarda ali dentro. Abre a porta por dentro e vê Ino parada do lado de fora. Ela entra rápida e silenciosamente e faz sinal para que ele a siga e os dois caminham até a escada e sobem ao quarto andar. Ino olha em volta e se concentra. Havia alguém ali, provavelmente um ninja para vigiar o gabinete durante a noite. Estava muito escuro, apenas a luz da lua entrava por uma janela do fim do corredor. Ino vê a sombra de uma pessoa e chama a atenção de Gaara sem fazer barulho. Eles esperam a sombra se distanciar e Ino vai se aproximando do gabinete com Gaara atrás dela. Ela para na frente da porta e abre com a chave que tinha roubado naquela manhã. Os dois entram e ela tranca a porta por dentro. Rapidamente ela pega a chave dentro do vaso e abre o arquivo. Olha rapidamente dentro da primeira gaveta e na segunda. Nada. Ela busca nas outras duas e também não encontra o envelope. Ela começa a se preocupar e olha em volta. Nada tinha mudado desde que ela estivera lá de manhã. Ela senta e descansa a cabeça sobre os braços apoiados na mesa, respirando fundo. Gaara percebe que aquela missão estava deixando Ino exausta física e emocionalmente. Ela não tinha folga há muito tempo e ele se arrepende por ter reagido de forma tão egoísta quando ela pedira sua ajuda. Ele toca seu ombro com delicadeza. – Venha. Vamos embora, não devemos ficar aqui mais do que o necessário.
-Me desculpe. – Ele a olha sem entender, ela continuava com a cabeça baixa. – Do que você está se desculpando?
-Eu sabia que você não gostava de executar esse jutsu. Seu irmão já tinha me falado que faz você se lembrar da Shukaku e se sentir uma aberração, mas eu precisava entrar aqui e, no entanto eu o obriguei a fazer isso à toa. – Ela levanta a cabeça. – Me perdoe por isso.
- Não se preocupe. Você fez o que era possível e necessário. Vamos sair daqui. – Ela concorda, mas repara que havia um envelope no lixo, que não estava ali de manhã. Ela o pega, era o mesmo envelope que ela tinha visto nas memórias de Baki, tinha certeza. Estava vazio, então seu conteúdo estava em outro lugar. Ela começa a abrir as gavetas da mesa freneticamente e tira tudo examinando e jogando no chão de qualquer jeito. Na primeira gaveta do outro lado ela encontra várias folhas de papel dobradas e presas com elástico. Ela solta as folhas e começa a ler. Na primeira folha ela vê que tinha encontrado o que precisava. – Achei. – Ela fala séria. Gaara a olhava. – Vamos sair então. – Ela concorda e eles saem, com cuidado. Eles descem as escadas e alcançam o primeiro andar, porém não estavam sós. As luzes se acendem e eles se vêem cercados por doze ninjas renegados. – Boa noite. Estavam a nossa espera? – Ino pergunta irônica. – Isso vai ser difícil. – Gaara comenta olhando em volta. – Você fala como se todo o resto tivesse sido fácil. – Ela acaba de falar e dá um salto, pegando os ninjas de surpresa e derrubando dois deles. Ela então quebra o pescoço de um e esmaga o peito do outro. – Bem, menos dois. – Gaara a olha com atenção, pelo jeito ela tinha encontrado um jeito de descontar o mau humor. – Acha que me supera, Yamanaka? – Ele gira rapidamente e derruba três ninjas que tinham tentado atacá-lo, matando-os. Ele vê que dois ninjas se preparavam para atacar Ino por trás, mas ela vira e atira duas kunais, atingindo os dois no peito. – Quatro a três. – Só restavam cinco ninjas. Ela se prepara para atacar os ninjas. Um deles joga várias shurikens. Ino e Gaara se defendem, enquanto outros dois atacam. Um acerta um chute em Ino, atirando-a longe. Ino joga uma kunai, acertando a testa do ninja, que cai morto. Outros dois também tentam acertá-la, mas Gaara rapidamente acerta os dois derrubando-os. Só faltavam dois, agora. Gaara faz uma gigante mão de areia e esmaga os dois de uma vez. Ino se encosta-se à parede e fecha os olhos. Gaara a analisa, sério. – O que está acontecendo? Você está bem? Diga a verdade. Você está muito irritada.
-Estou cansada, com sono e com dor de cabeça. Não tenho chákra suficiente para executar um ninjutsu médico. Não estou conseguindo gerar chákra porque estou exausta e estou exausta porque não tenho dormido o suficiente desde que estou nessa missão suicida. Trasferi minha mente para a faxineira por tempo demais. Estou usando minhas habilidades no limite e sem restrições conforme ordens do Hokage. Mas isso requer muito chákra. Eu não tenho tanto chákra quanto você ou Naruto e como estou cansada, não estou conseguindo transformar Stamina em chákra com a mesmo velocidade com que estou gastando. – Ela então abre os olhos. – Será que consegui explicar tudo?
Ele a abraça. – Sei que está esgotada. Quer voltar a pousada e descansar um pouco? Infelizmente não posso fazer nada para ajudá-la com a dor de cabeça.
-Não temos tempo. Temos que encontrar Kakashi até as onze e já são quase dez. E ainda precisamos nos livrar do corpo de Baki. – Ela massageia as têmporas e se dirige á porta, saindo em seguida. Eles voltam à pousada e Gaara sobe e atira o corpo de Baki pela janela no terreno abandonado que tinha atrás da pousada. Depois ele desce, trazendo as mochilas e faz o corpo desaparecer dentro da terra. Ino estava sentada, encostada na parede de olhos fechados, mas se levanta assim que ele termina e rapidamente eles se afastam em direção a saída da cidade. Gaara está preocupado. Ino estava exausta e irritada. Queria poder ajudá-la, mas não podia fazer nada no momento. Entendia agora o estado de exaustão em que ela se encontrava quando o acompanhara até Suna, quando eles se conheceram. Eles saltam entre as árvores. Ele ia à frente dela. Percebe que ela esta ficando muito para trás e a espera. Ino se aproxima e lhe entrega os papéis que tinha encontrado. – Pegue e entregue para o Kakashi.
Ele a olha sem entender. - Você irá mais rápido sozinho, poderá alcançar Kakashi e lhe entregar as provas.
-Acha mesmo que vou deixá-la aqui? Esqueça, venha, eu te carrego.
-Você só pode estar brincando. Ainda estamos longe.
-Eu a carreguei no deserto, debaixo de sol. Acho que posso fazer isso na floresta á noite. – Ele a pega no colo. – Aproveite para descansar. – Ela apóia a cabeça no peito dele e fecha os olhos. – Isso é ótimo. Você é tão confortável. – Ela parece relaxar. – Eu te amo, Gaara.
Ele a olha. Sabia que ela já estava dormindo. Ela tinha se envolvido totalmente naquela missão, desde que chegara a Suna e investigara os ataques contra ele e os irmãos. Assim que tudo aquilo acabasse, ele a levaria para a capital do Vento e ficariam juntos, para que ela pudesse descansar e relaxar sem fazer nada. Eles ainda não tinham tido oportunidade de aproveitar o apartamento novo. Ela o tinha deixado bonito e confortável. Seria perfeito. Ele continua correndo entre as árvores. Deveriam chegar ao local em vinte minutos.
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-Eles já deviam estar aqui. Acha que aconteceu algo? – Sai pergunta, preocupado.
- Ino deve ter tido alguma dificuldade para entrar no prédio. Vamos esperar mais dez minutos. – Sai concorda com Kakashi e volta a sentar no chão. Precisavam descobrir onde era o quartel general do exército renegado. Esperava que Ino tivesse conseguido essa informação também. Ele pensa na loira. Tinha desistido de tentar reconquistá-la, mas durante o tempo em que ficaram na missão, viveram uma convivência intima e forçada. Ele tentará fazê-la desistir do ruivo. Tentará convencê-la de que ela e Gaara não tinham nada em comum. Mas Ino não lhe dera ouvidos. Ele ficara muito feliz quando Shikamaru não voltara à missão. Imaginara que teria chance com ela, mas Gaara aparecera. Então ele tomara aquela atitude louca e sem pensar de agarrar Ino a força. Droga, sabia que agora Gaara não sairia de perto dela. E Ino estava chateada e assustada com o que ele fizera. Teria que desistir dela para sempre. Mas jamais a esqueceria. Kakashi fica em pé.
- Tem alguém chegando. – Eles se escondem entre as árvores e aguardam, logo Gaara aparece com Ino em seus braços. – Kakashi, chegamos.
- O que aconteceu com ela? – Sai pergunta, mas recebe um olhar gelado do outro, que o ignora. Kakashi se aproxima e olha para Ino. – Ela está bem?
-Está exausta. Mas ela conseguiu encontrar o que precisávamos. – Ele olha em volta. Kakashi percebe que o que ele quer e rapidamente estende um saco de dormir no chão. Gaara acomoda Ino com cuidado e a cobre, depois se vira para o outro e entrega os papéis. Kakashi analisa tudo junto com Gaara e Sai. Ali tinha listas com os nomes dos chefes da oposição dentro do País do Vento. Esquemas e planos de sabotagens a serem executadas na capital em prédios e obras públicas. Verbas destinadas aos grupos terroristas. Detalhes sobre o exército dos renegados. Localização do quartel general deles. Quantos eram e qual o treinamento recebido. Qual o custo da manutenção do exercito. Detalhes do conflito que iriam iniciar. Endereços de contatos dentro do País do Vento. Nomes de pessoas ligadas ao gabinete de Gaara. Eles ficam espantados. Tudo estava ali. Ino tinha feito um excelente trabalho, mais uma vez. Ela conseguira encontrar exatamente o que eles precisavam. Gaara olha para ela. Ino não tinha acordado desde que dormira em seu colo. Sai a olha também. – Provavelmente ela vai dormir por horas seguidas. – Gaara volta a olhá-lo com raiva. – Não tente se aproximar dela.
- Não farei isso, não por que tenha medo de você, mas por que sei que a perdi para sempre. Mas, cuide bem dela. – Sai se afasta. Sasuke aparece e se aproxima de Kakashi. – Conseguimos a localização do quartel general deles?
-Sim, Sasuke, Ino conseguiu achar os documentos que precisávamos para evitar essa guerra e mandar o Daimyo do Fogo para a cadeia. Porém ainda precisamos eliminar esses renegados, ou eles se tornaram um perigo no futuro.
-Gaara, não sinto o chákra da Ino. Está tudo bem com ela? –Sasuke pergunta.
-Sim, ela está exausta e quase sem chákra. Está dormindo.
-O que faremos agora, Sensei? - Sasuke pergunta
- Você, Sai e eu iremos nos encontrar com Naruto na fronteira do País da Grama. Gaara fique aqui com Ino. Ela precisa descansar. Se junte a nós quando ela estiver recuperada.
- Só daqui um mês então. – Eles ouvem a voz baixa e sonolenta dela. Ino se senta e olha para todos, com cara de sono. – Sério, vocês não param de falar nunca? Depois dizem que é mulher que fala demais.
Os outros riem e Gaara se aproxima dela abraçando-a. – Você está bem? Precisa de algo? – Os outros se afastam, dando privacidade ao casal.
-Uma banheira cheia de água quente e uma cama bem macia. Pretendo dormir por uma semana. – Ele percebe que ela estava realmente exausta e fica preocupado. Sabia como era arriscado para um ninja ficar sem chákra. – Ino, tente dormir.
-Não consigo. – Ela deita de novo e ele deita ao seu lado, puxando-a para cima dele. – Está melhor assim?
-Muito melhor. – Ela se aconchega e ele a abraça. – Agora durma. Eu vou ficar aqui com você.
-É perigoso ficarmos aqui. Com certeza o Daimyo já sabe que estivemos lá. Aqueles ninjas já estavam a nossa espera. Logo estarão nós procurando.
-Não se preocupe, acho que posso proteger minha namorada.
-Eu sei que pode. – Ela fala de olhos fechados. – Você é o shinobi mais forte de Suna e um dos mais fortes do mundo ninja. E com certeza um dos mais poderosos. Tenho orgulho de estar ao seu lado.
Ele beija a testa dela e acaricia seus cabelos. Sabe que ela está sendo sincera e se sente agradecido. Mais uma vez ela se mostrava diferente do normal.
- Me desculpe pela irritação hoje. Acho que me excedi no mau humor.
- Teve seus motivos, está exausta, gastou muito chákra. E está nesta missão há muito tempo.
-Não estava sozinha. – Ela solta um suspiro. – Não brigue mais com o Sai, ele ajudou muito também e está arrependido.
-Ele a agarrou a força Ino. Você não pode perdoar uma coisa dessas.
-Que eu lembre, você também me agarrou a força na sua casa. Duas vezes. – Ele levanta o queixo dela e a beija. – Não me lembro de você ter lutado para se soltar. Pelo contrário, você pareceu gostar muito. E eu sei que você se sentia atraída por mim.
-Convencido. – Ela soca o peito dele de leve. – Ruivo irritante.
Eles riem e ele a beija novamente. Depois ele a olha sério. –Agora durma. Você precisa descansar. – Ela fecha os olhos. Em poucos minutos ela está dormindo. Ele acaricia os cabelos dela com carinho. Não saberia viver sem ela mais. Ino tinha se tornado importante demais para ele. Ele observa Kakashi e os outros se preparando para partir.
-Vamos nos colocar a caminho do País da Grama. Vocês ficaram bem? – Kakashi se aproxima e olha para o casal abraçado. Não pode deixar de sorrir. Eles corriam um grande perigo, estavam tentando evitar uma guerra, mas olhando para os dois deitados, pareciam um casal normal acampando tranquilamente no meio da floresta.
- Não se preocupe, Kakashi. Assim que Ino estiver em condições nos colocaremos a caminho e nos reuniremos a vocês.
-Avisei Naruto para que ele nos encontre na fronteira. Ele levará um grande contingente. Com certeza amanhã conseguiremos eliminar qualquer possibilidade desta guerra vir a acontecer.
Gaara concorda e os outros se afastam rapidamente. Agora era esperar Ino melhorar e se juntarem á força ninja de Konoha. Ela tinha feito muito para que aquela guerra não acontecesse. Era justo que estivesse lá no final. E ele daria um jeito de levá-la, nem que fosse carregada. Ele a aperta mais forte. Tinha muito orgulho de estar ao lado dela também. Sabia que seriam felizes juntos. Agora era esperar o amanhecer para partirem.
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(*) Rank SS: Eu encontrei este texto na Wikipédia: A missão mais difícil. É extremamente perigosa e possui 94,7% de risco de mortes geralmente envolve assassinatos de senhores feudais, chefes de estado. É feita somente por kages e ANBUs altamente qualificados.
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SaaAngel: Continue acompanhando e comentando, grande beijo.
Jaq.: Não fique com pena do Gaara não, ele é forte, é um shinobi. E a Ino sempre o compensa depois. Beijo.
Graci-chan: Que bom que você gostou, espero que seu coração esteja bem agora. Não mate o Naruto ainda, eu preciso dele. Beijo.
Mayki Seven: Genial? Eu? Que nada. Genial são vocês que acompanham. Beijo e comente sempre.
YukiYuri: Adoro seus comentários. Não fique com raiva de mim, nem da fic. Já está tudo bem com a Ino. E o Gaara não é só um rosto bonito. É um corpo também. Continue comentando. Grande beijo.
Lil: Obrigada pelo elogio. Continue acompanhando e comentando, grande beijo.
