Capítulo 11
O mar tinha o mesmo tom de azul e brilhava quanto os olhos de Kagome, naquela manhã! No horizonte, podia-se ver uma nuvem, tão carregada quanto estava a fisionomia de Sesshoumaru, desde a noite anterior, quando Kikyou fizera aquele comentário maldoso. Enquanto Jaken dirigia a lancha através do braço de mar que separava Kairos da grande ilha cosmopolita de Rodes, Kagome estudava o rosto do marido, imaginando porque razão ele ficara tão chocado com a observação de sua irmã, a ponto de acordá-la praticamente de madrugada, exigindo um inventário completo de seu guarda-roupa.
Surpresa e confusa, além de ainda meio atordoada pelo sono, ela observara-o mexer em cada centímetro de seu armário, perguntando, procurando e explorando pelo tato, até estar familiarizado com cada um de seus poucos pertences.
- Você é capaz de enxergar – ele tinha exclamado, zangado, quando Kagome finalmente conseguira convencê-lo de que não havia mais nada para ser visto - que Rin, provavelmente, tem mais roupas do que você? Como se atreve a me sujeitar ao desprezo e ao falatório dos criados? Não é possível que não soubesse que teria tudo o que precisa, bastando apenas pedir.
- Mas eu não preciso de nada... – Suas desculpas gaguejadas não tinham produzido o menor efeito. – Não havia nada de importante, que me fizesse falta...
- E o nosso casamento? Foi tão sem importância, que nem merecia o trabalho de comprar um vestido adequado? – Sesshoumaru havia continuado violentamente. – Será que ainda não percebeu que, em nossa sociedade calculista, o crédito de um homem pode ser irremediavelmente prejudicado por uma mulher que insista em se vestir como uma pobretona?
- Pode ser que seja assim, no mundo dos negócios – Kagome murmurara humildemente - mas aqui em Kairos isso não tem a mínima importância.
Mãos iradas tinham-na agarrado pelos ombros, enquanto ele lhe assegurava com voz tensa:
- tem importância sim, e muita, para mim. Goste ou não, por enquanto você ainda é minha mulher, e um homem tem o direito de esperar que sua mulher seja um reflexo de seus sucessos na vida. Como Kikyou seria sem a menor dúvida!
Olhando o cardume de peixes prateados que cortava as águas escuras, Kagome sentiu uma vontade enorme de estar em sua casa, na Inglaterra, fazendo aquela série de pequenas coisas que costumava fazer, para ajudar o pai. Lá, ainda era o único lugar no mundo onde se sentia querida, não um simples objeto.
- Eu fiquei bastante intrigada com o que vi da cidade de Rodes, quando meus amigos e eu fizemos uma rápida excursão por ela, antes de partirmos para Kairos – Kikyou começou a contar, quando a lancha se aproximou da ilha onde, séculos atrás, os atletas treinavam para as Olimpíadas em um estádio, de onde se podia ver a cidade inteira.
- Os habitantes de Rodes juram que essa ilha era um dos lugares preferidos dos deuses. – Apesar da aversão que sentia por viagens, Sesshoumaru estava de muito bom humor, o que era raro. – De acordo com a mitologia grega, Taisho, o deus do sol, escolheu essa ilha como sua noiva, e abençoou-a com uma vegetação luxuriante, luz e calor.
Kagome estremeceu de susto quando ele virou a cabeça morena na sua direção, sentindo que haveria uma mensagem especialmente para ela, em suas próximas palavras.
- Uma outra lenda – ele continuou vagarosamente – conta que Taisho se apaixonou por uma ninfa, Rhodon, e batizou a ilha de Rodes, em sua homenagem. "Rhodon" quer dizer rosa, uma flor que sempre cresceu em profusão aqui, juntamente com hibiscos, primaveras e jasmins.
Kagome sentiu que corava e ficou contente quando Jaken escolheu aquele momento para desligar o motor da lancha, que deslizou suavemente sobre as águas calmas até parar ao lado de uma escadinha que levava ao porto.
O porto de Rodes era dominado por muros enormes, parapeitos e fortificações que cercavam as ruazinhas estreitas da cidade velha, que era cheia de tabernas e magníficos palácios, e onde se sentia, por toda parte, o aroma do café turco. A paz das praças sombrias e medievais só era quebrada pelo som alegre e animado dos "bouzouki". Os cafés nas calçadas, as tendas de mercadorias e o bazar turco, montado numa das ruazinhas estreitas, davam ao ambiente um ar extremamente oriental.
Um táxi estava esperando para pegá-los, mas Kagome relutou em entrar, olhando fascinada para a enorme arcada de pedras que dava acesso à cidade velha.
- Será que não poderíamos... - começou, com uma nota implorante na voz.
- Não, não poderíamos! – respondeu Kikyou, que conhecia Kagome muito bem. – Nós viemos aqui para fazer compras – ela lembrou com aspereza – para transformar um patinho feio em um cisne... E não para nos enterrarmos nas ruas bolorentas desta cidade horrorosa!
Jaken era visivelmente simpático ao seu desejo de explorar aquelas ruazinhas fascinantes e, apesar de estar perto do patrão e de saber que ele tinha uma audição extremamente desenvolvida, disse-lhe baixinho:
- Não fique triste, pequena "Kagome". Talvez sobre tempo para eu lhe mostrar as belezas deste lugar, quando acabar de fazer as suas compras. Podemos ir visitar o lugar onde dizem que ficava o Colosso, a estátua de Taisho, protetor de Rodes. Segundo a lenda, ela foi colocada bem na entrada do porto, com os pés separados, para permitir a entrada dos navios por entre suas pernas. Em uma de suas mãos, levantada bem acima da cabeça, o Colosso segurava uma tocha acesa, que podia ser vista de longe pelos marinheiros. Podemos visitar também as mesquitas e os minaretes do quarteirão turco, na cidade velha, o Palácio dos Grandes Senhores, e os tranqüilos pátios internos das hospedarias medievais.
- Oh, Jaken, eu adoraria! – Kagome sussurrou, deliciada. – Se esperar por mim aqui, prometo que volto o mais rápido possível! – dando uma rápida olhada por cima do ombro, ela viu que Sesshoumaru continuava aparentemente entretido numa conversa com Kikyou. Apressada, acrescentou: - As compras que tenho a fazer não vão levar mais do que meia hora. Depois disso, tenho certeza de que minha ausência não será notada e de que o "Sesshy" ficará muito bem na companhia de minha irmã.
Rodes era dividida em duas cidades, a velha e a nova. À medida que o táxi se afastava do porto, Kikyou olhava de um lado para o outro, tentando avaliar o potencial dos modernos hotéis e restaurantes, das butiques, das lojas, das joalherias e das arcadas que formavam o coração do comércio, na ilha.
- A qualidade das coisas aqui é tão boa quanto em Roma e Paris! – Kikyou exclamou, excitada. – Dê uma olhada naquelas bolsas e sapatos... Kagome, você já viu casacos de pele mais lindos que os daqui?
Sabendo como os negócios de Sesshoumaru eram diversificados, Kagome não deveria ter ficado surpresa quando o táxi parou em frente a um prédio de três andares, de fachada de vidro, ostentando o nome "Casa de Taisho" escrito em letras douradas, ao lado do já familiar emblema de um perfil clássico, rodeado por um halo dourado.
Kikyou quase ronronou de satisfação quando eles entraram em uma butique no andar térreo, que continha um verdadeiro tesouro em sapatos, bolsas, e cintos de couro, echarpes de seda pura, estolas de chiffon e bijuterias bonitas o bastante para despertar o interesse do comprador mais exigente. O alvoroço que tomou conta do lugar mostrava que a visita do "Sesshy" não era esperada, mas logo uma grega alta, de idade indeterminada e elegantíssima, atravessou o chão coberto pelo magnífico carpete, para cumprimentá-lo.
- Sesshoumaru, querido! – Ela ficou na ponta dos pés, para beijá-lo em ambas as faces. – Que maravilha ver que você voltou à circulação! E pelo que fiquei sabendo, com uma esposa novinha em folha...
Seus olhos escuros voltaram-se para os rostos de Kagome e Kikyou, tentando descobrir qual delas era a nova senhora de Kairos. Então, tendo feito sua escolha, começou a sorrir para Kikyou. No entanto, disfarçou rapidamente seu erro quando Sesshoumaru levantou a mão, mostrando seus dedos entrelaçados com os de Kagome.
- Obrigado, Helen. Eu trouxe a minha esposa, Kagome, para fazer algumas compras. Ela tem muito pouco interesse pela alta costura, mas mesmo assim eu gostaria que você a ajudasse a escolher um guarda-roupa novo e completo, que combine com a simplicidade que, em minha opinião, é o que ela tem de mais encantador. E não podemos excluir a irmã dela, Kikyou, de nossas compras. – Ele sorriu indicando com um gesto de cabeça a direção onde Kikyou devia estar. – Mas ela é uma senhorita que sabe o que quer, e que não lhe dará trabalho.
Mas Helen havia perdido todo o interesse em Kikyou e estava concentrando a atenção em Kagome, calculando o seu tamanho, examinando a graça de seus movimentos e olhando com aprovação para sua pele perfeita.
- Hum... Eu diria que o tamanho dela é um perfeito quarenta e dois – disse, inclinando a cabeça para o lado.
- Isso mesmo – Sesshoumaru concordou, para embaraço de Kagome. – Eu gostaria de vê-la... Imaginá-la - ele corrigiu – numa daquelas calças justas, que todas as moças estavam usando na época em que fiquei cego. Em algumas, o resultado era desastroso, mas num belo par de coxas era pura poesia em movimento.
Até Kagome ficou meio sem jeito diante do modo como Sesshoumaru demonstrava estar tão familiarizado com o corpo de sua esposa quanto qualquer marido capaz de enxergar. Então, para intenso embaraço dela, ele continuou:
- Eu também abomino aquelas tendas, que vocês chamam de vestidos de noite, próprios apenas para mulheres de meia–idade, de quadris largos. Por isso, quando estiver vestindo a minha mulher, tenha em mente – ele sorriu maliciosamente – que não sou nenhum machão de mentalidade atrasada e que, apesar de não poder ter o prazer de ver, não tenho nada contra um vestido colante e um decote acentuado, mostrando uma parte dos seios.
Vermelha como um pimentão, Kagome apertou os dedos do marido, pedindo-lhe, em silêncio, para parar com aquilo, antes de se sentir tentando a contar que ela tinha uma pinta num dos seios, ou que não suportava carícias numa certa parte de suas costas, pois sentia cócegas.
Kagome percebeu que Sesshoumaru sabia o que se passava pela sua cabeça, quando ele riu alto, e sua timidez aumentou no momento em que Helen e os membros de sua equipe, que estavam ali, começaram a rir também. Em pouco tempo a butique inteira ressoava com risos alegres e todos os rostos expressavam bom humor. Todos, menos um: Kikyou estava furiosa, e seus olhos pareciam duas pedras azuis, frias e brilhantes.
Kagome tinha certeza de que a maioria dos homens se sentiria feliz se pudesse se livrar da amolação de decidir que roupas ficavam melhores em suas esposas, mas, quando Helen sugeriu a Sesshoumaru que fosse para seu escritório particular, onde poderia fumar um cigarro, tomar um café e ouvir música com todo conforto, ele recusou o oferecimento, insistindo em ir com eles até o salão do primeiro andar, onde as modelos já estavam esperando, para desfilar o que de melhor havia na coleção da Casa de Taisho.
Apesar de ele ter dito, logo no começo, que Helen tinha excelente bom gosto, quando o desfile começou Sesshoumaru assumiu o comando da situação. Ouvindo com atenção as descrições detalhadas que Helen fazia de cada roupa, e sentindo depois a textura do tecido, ele escolheu guiado por um instinto admirável, os vestidos que melhor realçavam o corpo esbelto e delicado de Kagome. As perguntas dele pareciam não ter fim:
- Azul você disse? Mas exatamente que tom de azul? Ah, sim, nós vamos ficar com esse. O tecido azul-acinzentado deve realçar os olhos cinzentos de minha esposa de um modo admirável. – Depois: - A seda branca fica muito bem em uma recém-casada. Concorda comigo, Helen? – E ainda: - Eu gosto do ruge-ruge do tafetá cinza-claro, mas creio que minha mulher vai achar um modelo tomara-que-caia muito ousado, para a sua modéstia.
Muito mais que uma hora havia se passado quando Kagome, não conseguindo mais se conter, protestou:
- Sesshoumaru, por favor, não há necessidade de tanta extravagância... Vou levar anos para acabar com as roupas que você já comprou para mim!
- Mas você não vai usar esses vestidos até eles acabarem – Kikyou disse, sentindo inveja da irmã, mas ao mesmo tempo contentíssima com o número de vestidos que Sesshoumaru lhe dera de presente. – As esposas de homens multimilionários colocam de lado um guarda-roupa assim que acaba uma estação e surge uma nova moda. Aí, compram tudo de novo, de acordo com o que se está usando.
- Mas isso é um desperdício! – Kagome exclamou, chocada com o que acabara de ouvir e sentindo-se vagamente reconfortada pela lembrança de que sua posição, como esposa de Sesshoumaru, era tão instável quanto à moda. Provavelmente, nunca mais teria que passar por uma cena daquelas.
Vencida pela determinação do marido de apresentar ao mundo a esposa mais bem vestida que podia haver, e pela vontade de Kikyou, que só pensava em prolongar uma situação que estava lhe dando um tremendo lucro, Kagome recostou-se na poltrona, desanimada. Não conseguia imaginar onde poderia usar uma túnica de lamê dourado, com as calças combinando, quando voltasse para a casa do pai. Isso, sem falar no vestido de seda preta, que tinha um decote assustadoramente baixo, nas costas; nos incontáveis terninhos de veludo, seda e linho; nas inúmeras camisas de seda pura; e nos maravilhosos acessórios que acompanhavam cada um daqueles trajes. Na verdade, em casa só poderia usar os vestidos de algodão, próprios para o dia.
Quando Sesshoumaru insistiu em ouvir nos mínimos detalhes a descrição de uma coleção inteira de lingerie, a hora de seu encontro com Jaken já havia passado há muito tempo. Com esperanças de que o paciente criado grego ainda não tivesse ido embora, e convencida de que já tinham visto tudo o que a loja possuía, Kagome resolveu usar o calor do meio ambiente como desculpa para escapar.
- Sesshoumaru, preciso sair para respirar um pouco de ar puro. Está tão abafado aqui!
Mas, para seu desespero, Helen ouviu suas palavras e sentiu-se ofendida.
- Sinto muito – ela pediu desculpas cerimoniosamente – eu não havia percebido que você estava se sentindo mal. Ligamos o ar condicionado nesse ponto, porque geralmente a umidade estraga a maquilagem das garotas que desfilam a coleção. Vou dar ordens para que ele seja reajustado.
- Oh, mas eu não. . . – Kagome disse, aborrecida, no momento em que Helen desaparecia por trás de uma cortina de veludo negro.
- Ainda bem que estamos a ponto de sair daqui, para irmos à seção de peles, dona mentirosa - comentou Sesshoumaru, zombeteiro, junto à orelha da esposa. – Senão, com o ar condicionado ligado na refrigeração máxima, mais a frieza bem justificada de Helen, você correria o risco de se transformar numa pedrinha de gelo.
- Eu não gosto de peles – ela declarou com sinceridade.
- Mesmo assim, você não deve ser egoísta – ele falou. E traiu seu conhecimento do caráter de Kikyou com as palavras que disse em seguida: - Sua irmã nunca a perdoaria se tentasse privá-la das migalhas que caem da sua mesa.
Mesmo assim, Kagome sentiu que não devia abandonar a luta.
- Eu sei que você acha Kikyou divertida e que prefere a companhia dela à minha. Então, por que não... – Ela interrompeu-se abruptamente, quando o viu levantar a cabeça de supetão.
Num tom de voz que a vez estremecer assustada, ele ordenou:
- Você não deve sair do meu lado, entendeu? Sua voz me faz ver, e eu dependo de suas instruções para me movimentar. Não quero ser puxado por aí como se fosse uma mula com tapa-olhos. Portanto, a sua presença me é imprescindível.
No entanto, quando caminhavam por uma sala cheia de casacos e estolas de pele, a atitude de Sesshoumaru já havia se suavizado, talvez por causa da docilidade e obediência de Kagome. Com tristeza, ela reparou numa pele de raposa prateada, jogada sobre um sofá, o que dava a impressão de que o animal estava vivo e dormia pacificamente. Estremecendo, virou-lhe as costas, dando de frente com outra prova da crueldade com que os homens tratam os animais e da vontade que as mulheres têm de ser invejadas, mimadas e admiradas a qualquer custo!
Com um grito deliciado, Kikyou deslizou os braços pelas mangas de um casaco longo de lince, apertando-o de encontro ao corpo, ao mesmo tempo em que fazia pose e admirava seu reflexo no espelho. Cheia de uma inveja que a fazia até gaguejar, disse para a irmã:
- Este casaco... Não é simplesmente do outro mundo?
- Os animais que foram massacrados para que esse casaco pudesse ser feito já são mesmo de outro mundo – Kagome respondeu com uma aspereza que fez as sobrancelhas de Sesshoumaru se erguerem.
- Você estava falando sério, quando disse que não gosta de peles? – Ele parecia tão quanto um caçador que deparou com um animal estranho, totalmente desconhecido.
- Não gostar é um modo muito fraco de descrever o que sinto a respeito da destruição dos animais selvagens, sem razão nenhuma, a não ser providenciar mais um símbolo de status para um bando de mulheres estragadas por mimos – Kagome declarou cheia de repugnância pela atmosfera de crueldade dada pelas fileiras e fileiras de cabides, onde estavam pendurados os restos de animais que já haviam sido magníficos.
Achando difícil enfrentar a indignação da irmã, que geralmente era tão calma e meiga, Kikyou comentou com aspereza:
- Que ridículo! – Então, com medo de que a atitude de Kagome a privasse do casaco que apertava de encontro ao corpo, como uma mulher possessa, disse: - Não se esqueça de que muitos animais, especialmente o mink, são criados com o único fim de serem...
- Assassinados? – Kagome perguntou doente com a idéia de Kikyou de que, se havia muitos daqueles animaizinhos, o destino deles não tinha a menor importância.
Levada pela melhor das intenções, Helen interrompeu a discussão, aproximando-se de Kagome com um casaco curto nas mãos. Depois, demonstrando que não conhecia nem um pouco o temperamento sensível de sua cliente, pediu-lhe para examinar com atenção o casaco, macio como veludo, e feito inteiramente com peles de veadinhos recém-nascidos.
- Como você sente aversão por peles, talvez se interesse por esse casaco... Ele foi feito, sob encomenda, para uma de nossas clientes, mas, se gostar, podemos mandar fazer um exatamente nas suas medidas. – Sem esperar pela resposta de Kagome, Helen aproximou-se mais com o casaco, convidando-a a passar os dedos pela pele macia. – Como pode ver, foi feito com as melhores peles. Só os filhotes sadios, sem nenhuma marca no corpo, são separados para serem abatidos.
Guiado pela exclamação horrorizada de Kagome, Sesshoumaru estendeu a mão e agarrou seus dedos trêmulos. Mas em vez de lhe dar o conforto que ela esperava, zombou com ironia:
- Acho melhor pararmos, Helen, antes que a minha esposa resolva sacrificar a própria pele para salvar os veadinhos da extinção. – Puxando Kagome de lado, ele murmurou, de modo que só ela ouvisse: - Sabe, seus protestos seriam mais convincentes se eu não tivesse escutado seus cochichos com Jaken. – De um modo abrupto, que a assustou, o murmúrio dele transformou-se num som sibilante: - Será que você precisa tornar evidente, para todo mundo, que prefere a companhia de qualquer pessoa à minha... Até mesmo a de um criado?
Com desprezo, soltou a mão dela e girou nos calcanhares, ordenando:
- Pegue o casaco que desejar Kikyou. Você merece uma recompensa por admitir que a felicidade de uma mulher esteja ligada à excitação de ver vitrines e comprar tudo o que o marido pode pagar. Pelo menos, você não é orgulhosa demais para se recusar a ser mimada e acarinhada, nem tão teimosa a ponto de não reconhecer que a mulher é uma bandeja de prata, destinada a servir apenas maçãs de ouro!
A historia esta indo para reta final, só tem mais tres capitulos.
Obrigada Kagome Unmei ( A Kagome é boa demais, mais o Sesshoumaru vai sofrer um pouquinho ainda,e vou te contar uma coisa nem tudo é o que parece ser, continue acompanhando, bjos.) e dayahellmanns ( A Kagome sofre um bocado mesmo na historia neh, se você quer bater na Kikyou agora imagina quando ela realmente aprontar, bjos).
Até amanha.
