PHONOGRAPHY

Disclaimer: A história não pertence a mim, é da Liz19forever que me permitiu a tradução. Os personagens aqui citados pertencem a Stephenie Meyer.

Sinopse: Uma simples e inocente ligação, se transformou em um jogo obsessivo, levando-os a descobrir a química que às vezes pode ser a maior aventura de suas vidas. Porque quando se deseja algo com muita força, o universo inteiro conspira para que o consiga.

Advertência: Adequado apenas para maiores de 18 anos contem cenas não adequadas para aqueles sem critério formado.


Capitulo 11 – Amo amar você

— Esse filho é seu.

Sua voz se repetia uma e outra vez em minha mente, felicidade era o que eu sentia ao lembrar suas palavras. Alivio era outro sentimento que me enchia meu coração e alma. Finalmente eu tinha prevalecido sobre ele e mesmo que eu não em sentisse orgulhoso tampouco escondia que adorei! Que esse filho fosse meu e que finalmente pudéssemos ser uma família.

Família... Eu e Bella seriamos uma família junto com ele ou talvez ela; não pude evitar um sorriso ao lembrar que faltava muito para poder saber conhecer-la ou conhecer-lo. Realmente eu queria saber? Estava absorto pesando nisso quando senti suas mãos na minha cintura e deslizar para frente, seu corpo pequeno se pegou ao meu, senti como deitou sua cabeça nas minhas costas, me acomodei melhor e agarrei suas mãos, nossas mãos se entrelaçaram e me virei para encará-la. Bella estava tão diferente agora, a menina que conheci há uns dois anos estava longe da mulher que eu agora tinha em minha frente, a mãe do meu filho, minha mulher. Era estranho, mas por ela estar grávida eu me sentia diferente não que eu fosse o "grávido", mas estranhamente eu me sentia mais protetor que o habitual, era como se não pudesse evitar dizer: cuidado! E eu não tinha idéia de como vinha, mas não conseguia evitar que saísse dos meus lábios a palavra e era inevitável dizer quando a sentia "perto" e desse "jeito" em particular.

— Bella – reclamei ao sentir como se corpo se acomodava entre meus braços, o calor da sua pele passada a barreira de nossas roupas.

— O que? – perguntou levantando seu rosto para me olhar, no caminho beijou meu queixo e quando senti que seu beijo se transformou em uma "mordida sensual" me arrependi de dar corda para um encontro tão "intimo". Quem disse que a libido das mulheres baixam quando estão grávidas? Ninguém, porque se alguém disse estava completamente errado! Era o contrario e eu era testemunha ocular e material disso. Não era como se eu reclamasse, por mim sua libido poderia continuar nas alturas, mas... tinha alguém que não gostava da libido da sua mãe e também da minha. Ri.

— Não acho que seja uma boa idéia – gemi me arrependendo disso antes mesmo de falar, como era possível que eu dissesse isso? Ah sim, talvez as duas visitas a emergências tinham algo a ver com isso.

— Você não quer? – perguntou com essa voz insinuante e provocadora, suspirei tomando uma grande quantidade de ar porque estava precisando. Se não minha nobreza seria apagada pelo meu instinto animal.

— Estamos no terraço – protestei e não era um impedimento, se décimos dois passos fecharmos as cortinas e a janela e ficamos a sós e prontos. Mas se analisássemos melhor a situação realmente estávamos a sós?

A palavra trio me fez estremecer. Trio? Deveria considera que meu filho fazia parte de um trio? Pare Edward, ele é um feto, e esta seguro dentro da Bella. Me disse uma voz racional, mas meu anjo perverso contra-atracou: ele pode te sentir, escuta tua voz... então... ele... ou ela... me... sente? E a cara de pânico não era difícil de advertir. Sabia que bastava Bella abrir os olhos e veria o pânico em me rosto. Então lembrei de uma conversa que eu tive há alguns dias, depois que tinha passado o susto o qual eu não queria lembrar.

Você acha que ele me sente? – perguntei envergonhado roçando seu abdome. Bella rio.

Agora, ou antes? – ali estava a inteligência feminina. Seus olhos eram como o tribunal da inquisição, cravados e fixos nos meus. Me separei da cama onde ela estava e fui em direção ao corredor daquela sala de emergências.

Voltei ao presente em segundos quando senti uma rajada de ar frio passar pelo meu rosto. Como aquela noite, hoje fazia frio, mau agouro, pensei.

— Vem, vamos entrar – sugeri e quis escapar. Burro! Como se pudesse escapar de uma mulher grávida, cheira de luxuria e terrivelmente perceptível. Arrg!

— O que esta acontecendo? – perguntou quase miando, não se moveu nem um centímetro da sua posição, seu corpo me deixava na mesma posição, suas mãos magras e suaves estavam tomando meu rosto pelo queijo me obrigando a olhá-la.

Você queria escapar? Agora diga não para que a briga comece. Gritou meu anjo perverso e o odiei por isso. Como anjos como você para que queremos os demônios! Grunhi em minha mente dando meu melhor sorriso falso que pude.

— Nada – respondi.

— Então? – não ia se dar por vencida tão rápido.

— Você queria? – perguntei suavemente.

— Edward – protestou o tom de voz aumentando. Mau sinal! Mau sinal! Plano de emergência! Pensei, e então fiz o que não devia fazer: a beijei.

A beijei com a intenção de mudar de assunto, mas com vontade de me deixar levar.

Péssima idéia – sentia como se tivesse uma batalha interna.

Ao contrario, uma excelente idéia – aqui estava a voz do demônio.

Péssima idéia – era meu sexto sentido masculino.

Péssima idéia – repeti.

E quando percebi que realmente era uma péssima idéia tudo tinha acontecido outra vez, tinha Bella acurralada na cama, seminua, e eu em cima dela, meu corpo completamente "ativo" igual que meu desejo, mas então: o terceiro entrou em ação.

— Ai!

A exclamação saiu dos seus lábios entre gemidos. Algo ascendeu em mim imediatamente, fiquei parado sobre ela, o desejo libidinoso desaparece e reinou outro.

— O que? O que foi? – perguntei sem me mover, a olhando. Seu rosto não me dava muitas pistas. Estava com os olhos apertados, era um fato, estava sentindo dor, péssima idéia! Péssima idéia! Me repeti internamente dando tempo para que ela abrisse seus olhos cor de chocolate e seu olhar temeroso mudasse para um sereno. Queria escuta o tão esperado: já passou, não foi nada, mas o que tive foi totalmente o oposto.

— Ahhhh! – e outra exclamação mais forte que a anterior me deixou em alerta.

— Bella? – perguntei exaltada pelo fato de ser um pai de primeira viagem – O que você tem? – perguntei sem ar.

— Dói – sua voz foi um sussurro dolorido.

O que deveríamos fazer agora? O que eu deveria fazer agora? Levá-la ao hospital? Chamar um médico? Chamar sua mãe? Chamar a minha? Chamar Rose? Pare, se concentre!

Então seu corpo se contraiu e agradeci que me obrigasse a sair dessa posição tão prudente dada as circunstâncias – ate esse momento eu ainda estava em cima dela -, se retorceu enquanto eu me arrumava na cama. Vi que seu corpo nu se colocou de lado e apertou suas pernas ficando em na posição fetal.

O que faço? O que faço? Então o pesadelo que tive há um tempo tornou realidade. Então, vi sangue entre suas pernas e perdi o norte, o sul, na verdade todos os pontos cardeais. Agora, com muito esforço eu lembrava como vestir minhas calcas, e em um tempo recorde tinha Bella no banco traseiro e dirigia como um louco para emergência. Quando vi as luzes de néon do hospital, respirei aliviado.

— Agüenta meu amor, já chegamos – disse enquanto a tirava do carro e andava com ela como tinha feito há uns dias atrás e quanto fiquei sabendo da existência de quem hoje me mostrava o quanto à vida é frágil.

Três horas se passaram e como em todas às vezes terminei ao seu lado, ela deitada em uma cama conectada a milhares de instrumentos cada vez mais sofisticados e eu... bem... segurando sua mão me perguntando como tão... ardente?

Então quando eu mesmo ia me render às mãos de Morfeo, seus olhos marrons me olharam sonolentos pelo efeito dos remédios.

— Não se torture, não aconteceu nada... alem disso eu fui à culpada dessa vez – sua voz estava completamente grogue, tinha trabalho pra falar. Sorri, aproximei meu rosto do dela e beijei sua testa.

— Durma – murmurei. Ia protesta quando o barulho da porta se abrindo nos interrompeu. Era o medico de Bella, o Dr. Masen.

Era um senhor maduro, seu cabelo estava completamente branco, usava óculos, mas seus olhos azuis eram tão penetrantes que intimidava quem ousasse olhá-lo diretamente nos olhos. Normalmente eu preferia evitar. Me olhou um pouco brabo, seus lábios estavam em uma linha tensa. Era certo, ia me dar bronca, pelo menos era um medico que era como seu pai.

— Como se sente Bella? – perguntou a paciente me olhando de um jeito que me obrigou a separar dela.

— Melhor – respondeu tentando sentar na cama, uma posição melhor para uma conversa.

— Isso é estupendo – disse ele, e me olhou – E você Edward, como se sente? – me perguntou e me surpreendi. Perguntou isso a mim? O eu tinha a ver, se a paciente era ela?

— Bem – respondi sem entender o porquê daquela pergunta.

Vimos como ele lentamente anotou algo na ficha de Bella. Quando terminou suas anotações seu olhar cristalino se fixou em nos, dois?

— Bem... você vai ficar aqui ate que o soro termine, então poderá ir para casa – explicou e minha menina sorriu satisfeita, supostamente em algumas horas teríamos que ir "trabalhar" e seria horrível não poder dormir pelo menos alguns minutos.

Nos olhamos e sorrimos ao mesmo tempo, não era um segredo que Bella odiava hospitais, mas nosso entusiasmos foi detido pela voz firme do doutor.

— As indicações são basicamente as mesmas, e uma a mais que a cousa de suas visitas ao hospital no ultimo mês, não estou reclamando, mas preferia não te ver com tanta freqüência – advertiu na hora que a razão da minha existência ia dizer "obrigada". Não apenas ela, mas eu também fiquei em silencio, ate prendi a respiração. Foi como se eu pressentisse que o que o medico fosse falar era uma blasfêmia. Então vi o sorriso desaparecer de seus lábios. Antes não tinha percebido que esse sorriso amistoso não era nada mais que um sorriso irônico.

Estremeci.

— Sinto muito, mas ate o fim da gravidez esta proibido ter relações sexuais – foram suas palavras e minha pena.

Como iria passas três meses sem tocar-la, mas estava claro que não queríamos passar outro susto como esse, e nisso, infelizmente eu concordava com ele.

Chegamos ao apartamento em silencio, nenhum dos dois disse nada, mas eu me sentia culpado não apenas por ter sido em mais de uma ocasião o culpado se não porque estava atuando de maneira irracional ao pensar apenas no meu bem estar e não no dela. Queria ser nobre, mas algo me impedia. Egocentrismo? Talvez, mas na verdade todo o caminho eu vim pensando na noticia que recebemos e entendia as razoes e concordava que não poderíamos ter um parto prematuro. Como posso não desejá-la? Quando parecia que agora ela era mais desejável. De fato eu não era o único, Bella parecia esta com o piloto automático ligado.

Olhei de canto de olhos como caminhou ate o quarto principal logo depois de eu fechar a porta do apartamento. Então fiquei na sala observando.

Oras, não é assim tão ruim!

Me disse a mim mesmo sentando no sofá. Então as imagens do que tinha acontecido nesse sofá vieram em minha mente. Chega! Me levantei e caminhei ate o quarto. Era melhor dormir, quando entrei escutei a água do chuveiro. Ela ia tomar banho às 04h30min da madrugada? Me perguntei, mas decidi não ficar pensando nisso e em mais nada.

Então decidi ficar longe dela porque não sabia de poderia me controlar se via quando ela saísse nua, enrolada apenas em uma tolha. As imagens luxuriosas apareceram imediatamente, que merda estava acontecendo comigo?

Cheguei fugindo não apenas do real, mas também do irreal na cozinha, fiquei ali brincando de abrir e fechar a porta da geladeira enquanto a imaginava seu corpo nu, completamente molhando por causa da água morna, ate pude sentir como a água escorria pela sua pela macia e suave. Imaginei como sua mão recorria cada parte de seu corpo e quando as imagens estavam ficando cada vez mais vividas me detive.

— Pare! – disse a mim mesmo tentando tirar a imagem muito vivida da minha cabeça – você precisa de distração – resolvi enquanto fechava a geladeira.

Volta à sala e pequei o script do próximo filme que eu iria trabalhar. Ao principio pensei que essa era uma boa idéia, me concentrar em outra coisa – trabalho— era o melhor tema para me "acalmar", mas por uma ironia do destino a cena 15 foi minha perdido: noite de paixão entre os protagonistas. Era um titulo não muito animados, mas o pior veio depois, a descrição era especifica e muito tortuosa.

Não poderia sobreviver três meses dessa maneira isso era impossível. Deixei o script de lado e suspirei resignado com o evidente, não importava o quanto tentasse de evitar pensar em sexo, todo e cada um de meus movimentos ou situações me lembravam meu destino tortuoso recém imposta de abstinência. Tinham passado pelo menos 40 minutos desde que ela entrou no banho, tinha que estar dormindo, pensei caminhando ate o quarto, mas quando entrei no quarto queria que a terra me engolisse.

Bella estava completamente nua, claro que coberta com uma toalha.

Droga!

Respirei entre dentes para parecer normal e adulto, isso não podia me ganhar. Tinha que controlar meus instintos e entrar em razão. Passei à pequena distancia da porta ate o closet sem olhar para ela e me enterrei literalmente contra ele procurando tudo e nada ao mesmo tempo.

Distante senti um aroma intoxicante, era como se seu corpo exalasse milhares de feromonios me provocando.

— Esta ficando louco – pensei pegando meu pijama entre minhas mãos era impossível que eu distinguisse esse odor. Passei outra vez sem olhá-la, mas ela me deteve. Me girei e seus olhos marrons estavam me pedindo uma explicação para meu comportamento. Me conhecia muito bem e eu estaca sendo muito transparente com o tema da ansiedade sexual.

— O que esta acontecendo agora? – me perguntou suavemente e na verdade estava rodeada de uma aura maternal que me desarmou por completo de qualquer explicação que não fosse a verdade. Fiquei admirando sua feições que se tornaram de adulta em questão de segundos. Sem contar que, contrario ao que ela pensava, continuava sendo magra com o ventre arredondado que a deixava estranha, mas ao mesmo tempo terna, depois de tudo ela tinha seis meses e meio de gravidez.

— Nada – consegui responde, respirando todo o ar que pude, mas outra vez seu sexto sentido estava me piloto automático.

— Edward, não minta para mim – reclamou tão evidente poderia ser?

Era culpa do medico, ao escutar aquelas palavras a ansiedade aumentou. O que poderia fazer com isso? O desejo estava escapando do meu controle, não podia evitar. Nem um dia tinha passado e eu já estava desesperado. Se aproximou lentamente de meus lábios e eu quis por meio segundo nega, mas demorei menos para perceber que isso a machucaria, então as palavras do meu pai ecoaram em minha mente.

— Filho – e sua voz ficou rouca – cuidado com as mudanças de temperamentos, não importa o que você diga ou faca será sempre sua culpa. Os hormônios são seu pior inimigo nessa época— disse meu pai e eu não ia tentar o destino, não queria conhecer essa parte dela já tinha muito trabalho tentando convencê-la que era bonita, de uma maneira distinta claro, mas ainda assim atrativa. Assim que correspondi o beijo meu desejo me traiu outra vez. A apertei contra meu corpo e sem percebe tirei a toalha. A toalha caiu no chão e deslizei minha mão por suas costas a apertando contra mim e nesse instante voltei a mim quando senti seu ventre crescido.

— Bella você não esta me ajudando — disse com a voz cheia de desejo.

— Podemos fazer devagar – me propôs e meu lado pervertido me incentivou.

— Se formos mais uma vez ao hospital seu medico nos matara – disse ao lembrar a cara que o Dr. Masen tinha me dado a menos de uma hora.

— Mas... eu te desejo – exclamou suplicante com um fio de voz. Enquanto brincava com suas mãos em meu peito o que fazia mais difícil permanecer com a decisão de "não tocá-la".

— Não imagina o quanto eu te desejo, mas o parto poderia de adiantar e você tem apenas seis meses – por acaso tinha que ser eu quem lembrasse isso para ela?

Não, definitivamente essa frase foi mais pra convencer a mim mesmo que a ela, estava a ponto de me deixar levar, porque a idéia de "fazer devagar" era muito atrativa. Minha mente imaginou milhares de formas desse "devagar" e sorri ao perceber o que a mente humana podia imaginar em um estado desesperado, mas nesse minuto veio à lembrança do sonho que tive há alguns meses, somando ao susto que tomamos, desapareceu com minha luxuria. Como uma enorme dor peguei seu pijama e lhe entreguei.

— Tomarei café com minha mãe – decidi quase tento um infarto e precisava sair desse apartamento, pelo menos hoje, se não provavelmente me sentiria culpado por me deixar levar pelos meus desejos.

— Você esta a pão e água, literalmente – exclamou Emmet enquanto tomava cerveja. Suspirei resignado.

— E não é brincadeira – confirmei péssimo por ter saído e a deixado só.

Era a quarta noite que fugia, literalmente. Mas era terrível a síndrome de abstinência e acho que se não fosse uma proibição eu poderia ter aceitado melhor, mas essa sentença tinha transformado em uma situação fora do comum.

— Não é para ser ruim, mas não pense que será melhor quando nasça.

— Você esta tentando me matar?

— Entre você e ela sempre terá um antes e um depois.

Não tinha pensando nisso. Tinha razão, meu "filho" ia absorver toda a atenção de Bella pelo menos durantes os primeiros, 14 anos de vida? Pensei com horror. As palavras tranqüilidade, intimidade e sono não existiam mais. Agora entendia o berço no quarto.

Simplesmente perfeito!lembrei sentindo um ciúme inesperado. Primeiro Jacob, agora meu filho.

A gota d'água! Pensei frustrado olhando a multidão que dançava despreocupado. Me lembrei da vez que Bella tinha me seduzido e tínhamos feito sexo em um beco escuro. Apaguei meus instintos quando percebi o olhar malicioso de uma garota.

Você não pode fazer isso à mãe do seu filho! Me recriminei e peguei as chaves do carro. Era hora de voltar a minha vida.

— Aonde você vai?

— Acho que já chega por hoje. Obrigado por vir comigo e me escutar espero te ver quando volte da Califórnia.

— Não perderia o batizado por nada.

Me respondeu e girei os olhos. Quando cheguei ao apartamento Bella estava profundamente dormida, como sempre, e fiquei admirando. Estava dormindo de lado com uma almofada entre as pernas, normalmente era uma de minhas pernas que a ajudava, mas hoje eu não poderia ter ficado sem desabafar. Me deitei ao seu lado e dormi pensando que agora só faltavam dois meses de agonia.

O que são oito semanas, 56 dias, 144 horas? Não pude evitar um suspiro quando tirei a conta das horas, seria longo, tortuoso, mas não impossível.

— Uma nova assistente? – perguntei um pouco surpreendido.

O que aconteceu com Mery? Perguntei a mim mesmo, aprendi isso pra não provocar ataques de choro sem fundamento, ou de ira.

Filho meça suas palavras! Meu pai tinha dito no dia que me escapou um comentário sobre o peso dela e desatou a fúria e depois disso o almoço tinha terminado. Meu pai divertido, minha mãe consolando sua nora e obviamente querendo me assassinar. Então agora eu não opinava a não ser que ela me perguntasse diretamente e respondia cuidadosamente, medindo minhas palavras, tomando cuidado para não falar: peso, gordura, atrativa. Não queria que seus hormônios maternais vissem coisas onde não havia nada.

— Mery vai sári de férias e como nem me vestir eu consigo e você me evita – explicou, me olhando mal.

— Isso não é verdade – disse olhando sua mãe que tinha esse olhar que eu detestava: inquisitório. Era a mesma que minha própria mãe me dava e sem eu fazer nada para merecer, era o que eu ganhava por ser homem.

— Digamos que você mantêm distancia, e eu preciso de alguém que me ajuda a fazer compras, preparar o quarto do bebe e tudo isso de acomodar uma casa – acrescentou e seu olhar mudou ao mesmo que tinha antes de engravidar, completamente serena, como uma doce e amorosa mulher. Onde estava minha Bella? Pensei de repente, porque a mulher, ou melhor, a menina anterior desapareceu quase que completamente nos últimos meses. Já perdi a contar de quantos choros tinha consolado sem nem saber o motivo.

— Como você quiser – disse inconsciente e entrei em pânico quando vi seu cenho franzido, esta irritada. Suspirou e se aproximou para me beijar nos lábios.

— De verdade você não se importa? – disse com um tom estranhamente inocente.

— De que você contrate outra assistente, não, teria que esta? – perguntei confundido.

— Ela vai morar aqui – explicou docemente e eu sabia que atrás dessa mudança repentina de humos vinha algo não tão agradável. Analisei a situação e poderia ter sido bem pior – sua mãe – então, alguém estranho não era ruim.

— Poderia ter sido pior, certo? – sussurrei entre dentes e ela riu.

— Sem duvida – me respondeu.

olhá-la dormi era ainda pior que esta só – deveria ter aceitado esse papel na Franca – me recriminei. Hoje completava a metade do prazo, restavam quatro semanas pela frente e se eu tinha sobrevivido a quatro sem recorrer a saídas alternativas como ia desistir justo quando me faltava tão pouco. Me levantei para tomar água gelada porque minha mente vagava por lugares que não sabia se existiam.

Imagina Bella de todas as formas possíveis e quando sua mão roçava minha perna, inocentemente, enquanto dormia, minha libido ia às alturas. Tentei não fazer barulho. fui direto para a cozinha, vivíamos em uma cãs totalmente mobilhada, ao graças a mim nem a ela, mas sim a sua nova assistente.

Desci a escada descalço e parecia que o termostato estava muito forte porque apesar de fresco o clima eu estava morrendo de calor. Quando entrei na conzinha a porta estava aberta e ela não percebeu minha presença. Pra dizer a verdade eu tinha esquecido completamente dela. Engoli em seco ao ver-la de pijama: um short mais curto que eu já vi, uma blusa quase transparente e curto que deixava ver sua cintura pequena, e calcava uns chinelos de dormi. E estava abaixada com a metade do corpo dentro da geladeira, respirei fundo tentando pensar em outra coisa. É a assistente de Bella! Gritei mentalmente quando notei que estava se inclinando ainda mais e pigarreei porque era demasiado ver que sua nadega saia desse short muito pequeno, sem pular em cima dela.

— Edward? – exclamou um pouco assustada e surpreendida, mas também envergonhada, comprovou quando cruzou os braços na altura do busto, tentando tapar o que era impossível.

— Ângela – respondi gaguejando, quase sem ar, ao olhá-la em minha mente vieram todas as fantasias que tive durantes todos esses meses – Não sabia que você estava aqui – acrescentei com a voz um pouco mais rouca. Me olhou incomoda, eu estava ficando um experto em decifrar os olhares – Acho melhor sair – conclui sem sentido e girei meu corpo para sair por onde tinha entrado, mas sua mão quente me segurou pelo braço me impedindo de sair. Com seu contato, todo o meu corpo se estremeceu.

Não, porque isso acontece comigo! Disse a mim mesmo tentando ignorar o desejo e outra coisa dentro da minha calca.

— Aconteceu alguma coisa com Bella? – perguntou preocupada.

— Não, não, ela esta dormindo – assegurei sem deixar de olhar para ela.

Contratá-la tinha sido uma péssima idéia, de tantas, tinha que se justamente ela, não poderia te sido uma mais velha, da idade da minha mãe. Outra vez meu pai tinha razão, o comentário que ele tinha feito quando a conheceu – um gato cuidado de uma peixaria, bom trabalho querida – tinha comentado com minha mãe e eu tinha rido incrédulo: ora, eu jamais faria algo assim! Tinha dito, mas naquele dia eu não estava enlouquecendo.

— Também não consegue dormir? — tentava ser cortes com quem na teoria e estritamente era seu "patrão". O sorriso inocente de seus lábios também era outro mau sinal.

— Não – respondi rindo de nervoso.

— Deve ser a ansiedade, falta tão pouco – comentou atraindo minha culpa em questão de segundos, no fundo, a agradeci. É isso ai, pense no seu filho! E na moral que deve ter um futuro pai.

— A ansiedade me mata – respondi. Se ela imaginasse que tipo de ansiedade eu tinha nesse momento o sorriso desapareceria na hora – Sou só eu ou ta fazendo calor – comentei idiotamente procurando uma desculpa para me separar dela. Devia me afastar a qualquer perco, se não o preço a pagar seria muito alto e eu não estava certo se queria pagar.

Desliguei o aquecedor de costas pra ela e quando me virei notei como sua pele se eriçou pela rajada de vento frio que fez com que eu me estremecesse só em olhá-la. Por que as mulheres tinham que estar destinadas a nos seduzir? Mais uma vez minha temperatura corporal disparou é, definitivamente eu tinha problemas de pressão. Não sairia vivo dessa, ao menos não sem dano colateral, pensei tentando tirar da minha cabeça esse desejo carnal que estava cruzando em minha mente ao olhar seu corpo tão bem definido e horrivelmente tentador.

Ficamos calados por vários minutos, ela tinha um copo de medo na mão e eu brincava com um vazio na minha, me decidindo.

Vamos Edward, são apenas quatro semanas, 28 dias, o que são 28 dias? Pensei agitado enquanto a observava. Ela olhava pro chão.

— Já se acostumou a vive aqui? – perguntei na tentativa de mudar de assunto. Tomei água enquanto esperava sua resposta e como agradeci que a água estivesse gelada.

— Los Angeles e muito alocada, muita gente – comentou levantando a vista ate se encontrar com a minha.

— Você tem razão, mas é assim a vida dessa cidade – disse.

— Tudo tão acelerado – afirmou ela apoiando suas mãos em sua cintura.

— Exato – assenti dando o ultimo gole na água.

— Bem, é melhor eu ir dormir – exclamou ela enquanto movia seu corpo em direção a porta.

— Sim, Bella pode acordar – disse, fazendo o mesmo.

Viu que não é tão difícil? Me perguntou meu lado angelical. Não cantaria vitoria tão cedo. Disse meu lado demoníaco que se apoderava de mim nesses momentos.

Sem premeditar, tropeçamos na entrada. Nossos corpos se tocaram e segurei minha respiração enquanto sentia como o ar dos meus pulmões chocava contra o vazio do quarto; percebi que estava a segundos de entrar em um caminho sem volta.

Como ia acabar bem depois disso? Me perguntei e uma luta interna começou: razão vs. Corpo – te disse, não cante vitoria – exclamou meu eu interior.

Nossas mãos continuaram se tocando, tinha um silencio eterno, interrompido apenas pelo meu coração expectante com o que passaria. Lentamente meus dedos se curvaram para segurar os dela em m movimento sutil, mas audaz entrelaçando-os. Ainda olhando-nos de frente enquanto nossas respirações eram descompassadas.

— Você é o pai do filho dela – exclamou.

— Você é sua assistente pessoal – respondi.

— Ela é sua mulher – agregou.

— Ela é sua chefe – finalizei e essa era minha ultima desculpa para não fazer isso, um calafrio passou pelo meu corpo e nossos olhares se encontraram depois desse encontro nada voltaria a ser igual.

Levantei minha mão procurando seu rosto e seus olhos negros brilhavam como duas olivas tentadoras. Olhei para seus lábios e eram tão diferentes dos de Bella. Sua pele um pouco mais escura que a de Bella era tão tentadora como a branca dela. Senti como respirava apressadamente enquanto eu me aproximava para beijá-la, quando nossos lábios se encontraram, nos beijamos com uma necessidade mútua. Agarrei sua cintura e colei meu corpo no dela acariciando seu pescoço.

A encostei na porta e aprofundei o beijo que estava claro que tinha passado dos limites, já não tinha volta. Mas nesse minuto não me lembrei de nada nem ninguém.

a coloquei novamente dentro da cozinha e fechei a porta. Caminhamos nos beijando ate o centro da cozinha onde estava a pia e uma mesa perto do fogão, a ajudei a subir nela. Tirei a parte de cima de seu pijama e a contemplei, tinha um corpo indemoniadamente tentador, deslizei meu dedo pela base do seu corpo, tocando levemente sua clavícula, ela fechou os olhos ante minhas caricias. Nem minha respiração eu podia controlar e já estava desesperado por ter-la entre meus braços, para sentir sua pele quente conta a minha.

Deslizei minhas mãos acariciando seu tronco nu enquanto beijava seu queixo e ela gemeu. Nossos olhares se cruzaram e ele me aproximou do seu corpo com suas pernas, como se fosse um prisão da qual eu não poderia nem queria sair. Sentia suas mãos em minha camisa, a qual tirou me deixando seminu, acariciou com beijos suaves minha pele e fez com que meu coração acelerasse. A ansiedade aumentou e sem muita preliminar arranquei seu short a deixando completamente nua.

Contemplei seu corpo quase com a mesma loucura que contemplei o de Bella há muito tempo atrás. A urgência por sentir seu interior estava me matando. Seus lábios estavam rosados pelos beijos, igual e suas bochechar.

Sentia suas mão na parte de baixo do meu pijama e esse caiu, separando ainda mais suas pernas me coloquei entre elas enquanto brincava deslizando minhas palmas por toda a extensão de suas pernas subi ate o meio delas, meus dedos acariciavam suas partes intima enquanto a beijava. A essa altura ambos sabíamos como isso ia acabar, e não estranho sentir a urgência para consumar o ato, seus dedos se fundiam em meu ombro enquanto a acariciava, nossas línguas se acariciavam nesse jogo tão delicioso demonstrando que a necessidade era mutua. Agarrei suas pernas pelo joelho levantando levemente e puxei contra meu corpo para tomá-la para mim. As feições de prazer em seu rosto me excitavam de tal maneira, me fazendo esquecer as proporções do que estávamos fazendo, aumentei o ritmo e só notei quando ela gêmeo um pouco mais alto, agarrei seu rosto atraindo para mim, sufocando os gemidos.

— Shhhh – sussurrei contra sua boca, a beijando e ela apertou ainda mais seu corpo contra o meu. Quando cheguei ao orgasmo todo o meu corpo tremia. Ficamos nos olhando enquanto nossas respirações de regularizavam.

Não podia negar que tinha desfrutado, mas a culpa veio muito pesada, quando voltei ao meu quarto, junto a Bella. Olhar o corpo da mãe do meu filho, de quem era minha mulher foi terrível, considerando que a tinha enganado há alguns minutos. Entrei no banheiro pensando e tentando me convencer que seria apenas essa vez.


Edward fez merda, e essa merda vai dar uma merda ainda maior. Idiota, podem xingar ele e odiar forever ok

Eu ia postar sábado, mas o fanfiction estava horrível aqui e não me deixava postar.

Volto a postar na semana que vem!

Obrigada pelas reviews e comentem por favor.

Beijos

xx