Aoi Chi
I have everything I need... Or maybe not!
By Misako Ishida
Estava parada olhando para a urna num breve silêncio de sua oração. Após as reverências, delicadamente abriu o vidro e colocou as flores no vaso. Após outra reverência, ela se retirou do lugar. Saiu do prédio colocando os óculos de sol, entrou no carro e seguiu seu caminho.
Sete anos haviam se passado. Durante sete anos tentou fazer sua vida ser diferente. E havia conseguido.
Sua vida era diferente. Tudo era completamente diferente. Não havia nada que ela quisesse que não pudesse ter. Não existia algo que estivesse fora de seu alcance. Ela podia ter tudo o que quisesse, na hora em que quisesse. E isso porque havia se vendido à Yamato Ishida.
Em sua vida antiga, dar-se a ele por dinheiro era um ato sujo, nojento, desprezível e impuro. Mas agora, dar-se a ele por dinheiro havia sido vantajoso, oportuno e lhe proporcionou um mundo de possibilidades e vontades.
Ele lhe deu um apartamento, roupas caras, um carro, a colocou em seu círculo social. E agora ela era Sora Takenouchi, a garota prodígio do mundo da moda. Aos 23 anos já tinha sua própria marca e havia estudado nas principais cidades da moda: Paris, Nova York e Roma. Tinha se formado na Toudai, a melhor universidade do Japão. Ela era responsável pelo vestuário dos artistas da gravadora da família Ishida e também por gerenciar todo o setor de vestuário da emissora. Ela era famosa. Uma garota talentosa, reconhecida e desejada. Não era mais a hostess que todos desejavam sexualmente. Não era mais uma menina que sofria com dívidas intermináveis. Não era mais uma menina que se vendia por qualquer mísera quantia.
E tudo isso graças a Yamato. Ele prometera que lhe daria tudo. Que colocaria o mundo aos pés dela. E agora ela tinha tudo o que queria e mais do que jamais precisaria. Os números em sua conta bancária aumentavam diariamente. Dinheiro não lhe era mais uma preocupação. Todos os meses ela enviava uma quantia alta para os Inoue como gratidão por tudo o que eles fizeram por ela. Miyako era seu braço direito e Sora não saberia o que fazer sem ela ao seu lado.
Comprara um apartamento novo, uma cobertura num edifício novo e luxuoso de Tóquio. Era um espaço elegante e ao mesmo tempo acolhedor. Esbanjava classe e bom gosto. Oposto ao que morou antigamente. Havia parado de comparar sua vida de antes com a de agora, porque a discrepância era tão grande que não valia a pena pensar no assunto.
Ao entrar no estacionamento de seu edifício avistou o carro de Yamato parado e ele encostado no capô do veículo esperando-a. Estacionou ao lado dele e saiu com um sorrisinho malicioso no rosto.
- O que você está fazendo aqui? – quis saber curiosa.
Ele deu de ombros e colocou as mãos nos bolsos da calça. – Queria te ver. Então eu vim.
- Achei que você estaria numa daquelas intermináveis reuniões que homens de negócios importantes participam. – sugeriu a ruiva parando em frente a ele, mas um pouco distante.
Ele sorriu. – Homens de negócios importantes possuem o truque de poder desmarcar seus compromissos sempre que precisam. – se desculpou nada culpado.
- Entendi. E você precisava vir aqui. – completou a menina.
- Sim. Precisava vir aqui. – ele concordou olhando-a intensamente.
De onde estava, Sora retribuiu o olhar intenso e suas mãos começaram a desabotoar a blusa que vestia, revelando a pele morena e o sutiã vermelho.
Mais uma vantagem de ter uma fortuna: comprar sua privacidade. O novo apartamento de Sora possuía uma garagem e elevador privativo. O que era extremamente útil em momentos como aqueles.
Em seguida, tirou a saia e finalizou a distância entre eles. Alisou a gravata dele e puxando-a sutilmente aproximou suas bocas até se unirem em um beijo quente e ousado. E ali mesmo no estacionamento, no capô do carro, que eles se aventuraram.
XxXxX
Saiu do banheiro secando o cabelo com a toalha e vestindo apenas uma boxer. A ruiva não estava na cama, então se dirigiu para a cozinha. Ela estava lá, concentrada na revisão de alguns desenhos na tela do laptop, enquanto ouvia a nova música de uma girlband para a qual ela deveria criar o novo vestuário. Ele ficou parado na porta olhando-a.
De todos os ângulos que a visse, sempre teria a mesma conclusão de que Sora era a mulher mais linda que já vira no mundo. Era impossível para ele encontrar outra que lhe despertasse tal visão esplêndida. Ela era elegante e glamourosa nos eventos sociais. Era prática e bem vestida em seu trabalho. Era delicada e carregada de frescor em seus passeios íntimos. Era sensual e ousada em seus encontros eróticos. Mas o lado que mais amava dela era o natural. Aquele que avistava nesse exato momento.
O cabelo preso num coque desleixado, com algumas mechas de cabelo se soltando. O rosto limpo e sem maquiagem. Os pés descalços. O short curto e uma (das muitas que ela tomara para si) de suas camisas. Após vários minutos ali parado, foi até a ruiva beijando-a no pescoço e abraçando-a pela cintura. Notou como ela estremeceu sutilmente e sorriu satisfeito. Era outra coisa que adorava fazer, pegá-la desprevenida e desarmá-la.
Ao longo desses sete anos, a relação deles havia se tornado mais fácil de ser conduzida. Sora tinha se tornado mais aberta e flexível. Conseguiam manter conversas agradáveis, fazer passeios românticos, ter momentos de puro prazer e entrega. Contudo, o coração dela ainda era um verdadeiro mistério para o loiro. Ela o mantinha trancado e não permitia ter seus sentimentos mais profundos revelados para ninguém. Yamato imaginava que nem mesmo para ela eles estavam acessíveis.
Aquela era uma barreira intransponível. Todas as vezes em que ele dizia que a amava, porque ele a amava e não escondia isso, ela ficava meio travada. As feições de seu rosto mudavam e ela desviava o olhar, buscando outra coisa para fazer ou falar. Aquele era o assunto proibido número um.
- Você quer café? – sussurrou no ouvido dela enquanto mordicava sua orelha.
- Hai. – ela murmurou.
Enquanto preparava o café, uma onda de preocupação o atingiu. E esse tinha sido o motivo pelo qual havia cancelado todos os seus compromissos do dia. O outro assunto proibido. A mãe de Sora. A ruiva jamais tocou no assunto de sua mãe e, principalmente, da morte dela. E quando ele tentou conversar a respeito no primeiro ano de seu falecimento, a garota fora estupidamente grossa e agressiva ao falar que não queria falar sobre Toshiko Takenouchi.
Ele colocou uma xícara ao lado da garota e sentou-se à sua frente, com sua xícara na mão. Olhava para ela explicitamente. Sora tirou a vista do aparelho por um segundo para vê-lo, voltando sua atenção e concentração novamente para tela.
- O que foi?
- Ãh?
- Por que você está me olhando assim?
- Por nenhum motivo em especial. – disse e tomou um gole da bebida quente.
A ruiva olhou novamente para ele de forma perspicaz não acreditando em suas palavras, mas não comentou nada. Fechou o laptop e dedicou sua atenção ao café e ao loiro.
- Você está bem? – ele quis saber com um tom de voz preocupante.
Ela suspirou rapidamente. – Por que não estaria? – retrucou sem paciência.
Ele escolheu as palavras com cuidado para evitar uma briga que há anos eles não tinham. – Bom, você está atolada de trabalho e nem tem tido tempo de descansar direito.
Ela sabia que não era por isso que ele estava fazendo aquela pergunta, mas era melhor do que o assunto verdadeiro. – Eu estou bem, não precisa se preocupar. – declarou suavemente.
Ele assentiu com a cabeça e os dois se dedicaram a beber o café em silêncio. De repente, viu a ruiva empurrando uma chave em sua direção. Surpreso, não teve uma reação imediata. Quando teve certeza de que aquilo era realmente uma chave, Yamato abriu a boca, mas as palavras não saíram de imediato e nem com clareza.
- O... O q-q-que é isso?
Sora riu discretamente. – Uma chave. – disse como se fosse a coisa mais obvia do mundo.
- Eu sei que é uma chave. – disse com tom de derrota.
Ela riu novamente. – É uma cópia da chave daqui.
Ele pegou o pequeno objeto e estudou o rosto da ruiva. – Por quê? – ela fez cara de interrogação. – Por que você está me dando uma cópia da chave? Ainda mais que este apartamento é inteiramente seu.
A menina deu de ombro e levantou-se. Foi até a pia e colocou sua xícara ali. Ficou encostada na pedra fria da bancada e respondeu calmamente. – Você é bem-vindo a qualquer hora. Além do mais, você é meu namorado, não? Não há necessidade de você ficar do lado de fora esperando que eu chegue.
Ele meditou sobre aquelas palavras que subitamente preencheram seu coração de alegria e calor. E um pensamento lhe tomou conta. Há tempos que pensava nisso. Levantou-se e foi até a garota, a garota de seus sonhos. Pegou-a pela cintura e a colocou sentada sobre a bancada. Ela passou as pernas ao redor dele e deixou seus braços sobre os ombros dele.
Yamato acariciou o rosto dela de forma suave e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha. Beijou-a delicadamente, puxando-a para mais perto de si. Quanto mais a tinha, mais a queria, mais a desejava. Queria tudo dela. Queria absolutamente ela.
Continuou beijando-a lentamente, com doçura, de forma envolvente e tranquila. Ali estava tudo o que precisava. E quando deu por si já tinha deixado aquelas palavras escaparem.
- Casa comigo. – murmurou sobre os lábios dela.
Sora, espantada, afastou-o um pouco de si para olhar em seus olhos. – O quê?!
- Casa comigo. – ele repetiu com mais força e determinação enquanto beijava delicadamente a mão dela.
A ruiva desceu do balcão e foi até a geladeira. Pegou uma garrafinha de água, abriu-a e tomava o liquido transparente devagar. Yamato ficou encostado ao balcão, apenas observando-a. Sabia perfeitamente que sua primeira reação seria a de afastá-lo.
- Você não precisa se casar comigo. Eu já sou sua. – esclareceu.
- Você não é minha.
- Claro que sou! Eu me vendi para você.
Ele negou com a cabeça. – Você não será minha enquanto não for minha mulher.
Sora virou-se para ele e sentou-se à mesa, encarando-o. – Por que você quer se casar comigo?
- Porque te amo.
- Mas você sabe que eu não te amo. Você sabe que tudo o que eu quis de você foi o seu dinheiro, o seu poder e o sexo. Então, porque se casar comigo?
- Porque. Eu. Te. Amo. – ele repetiu vagarosamente cada palavra para que ela pudesse compreendê-las adequadamente.
A ruiva abaixou a cabeça pensativa e incomodada.
- Sora. Você tem o meu dinheiro. Pode usar toda minha influência e poder ao seu favor para qualquer coisa, em qualquer lugar, para qualquer situação. Você me tem a sua disposição, à sua completa disposição. Só que... Você não precisa mais de mim para isso. Agora você é a Sora Takenouchi, a incrível, poderosa, influente, milionária estilista Sora Takenouchi. Eu coloquei o mundo aos seus pés. E agora... Já que você enfatiza que você se vendeu para mim... Eu tenho direito de te pedir algo. E estou pedindo que você se case comigo.
Ela ouvia atentamente cada palavra. Olhou para ele e com um olhar apagado e palavras geladas de emoção, fez uma pergunta pela qual ele não esperava. – Você realmente quer estar casado comigo mesmo sabendo que eu não sinto nada por você? Mesmo sabendo que eu estarei te usando e essa sempre será uma relação amorosa unilateral?
Ele meditou aquela situação e só havia uma resposta. – Sim. – disse sem hesitar.
Sora parecia estar frustrada. Colocou a cabeça entre as mãos e respirou profundamente. – É exatamente isso que eu não consigo compreender. Mesmo sabendo disso você quer se arriscar num casamento comigo. Justamente comigo. Se for sua vontade ter uma relação estável e duradoura, se for seu sonho se casar creio que seja melhor você encontrar outra mulher. Uma que esteja disposta a viver ao seu lado e a corresponder seus sentimentos.
Yamato riu levemente e cruzou os braços. – Você não entendeu? Não existe outra pessoa capaz de me fazer sentir o que eu sinto por você. Eu quero você na minha vida. Eu quero poder falar ao mundo que você é minha esposa. Independente do que você sinta ou não sinta. Eu sou capaz de amar por nós dois e de viver por nós dois. Eu só preciso do seu sim.
Sora parecia abismada com toda a determinação do loiro. Mas, por mais que pensasse nisso, não via jeito de aceitar aquela proposta. Uma coisa era se vender para ele, aproveitar todas as comodidades daquela vida e de aparecer em público como namorada dele. Desfrutar do sexo também não era problema. Era delicioso.
Só que tudo tinha um limite. Como estar casada com um homem que a amava? Como um homem poderia amá-la para inicio de conversa?
- Se eu aceitasse... O que você esperaria de mim? Enquanto sua esposa? – divagou ela.
- Não mudaria muita coisa do que já temos agora. Apenas quero você por inteira. E... E quero uma família. Quero ter um filho com você.
Ela ouviu tudo em silêncio. Num absoluto, pesado e constrangedor silêncio. Incapaz de reagir, de se mover ou de falar.
Yamato foi até a mesa, beijou-a na testa de forma leve e breve. – Pense nisso. – pegou a chave sobre a mesa e se retirou. – Obrigado pela chave.
XxXxX
Sua agenda estava lotada. Não havia mais nenhum espaço de tempo para que fizesse mais nada. E mesmo assim, ali estava desperdiçando seu tempo enquanto se arrumava para um evento da emissora. Não queria pensar sobre o dia anterior, mas quanto mais determinava que não pensaria, mais ela pensava e quanto mais ela pensava, menos tinha vontade de pensar nisso. Um ciclo vicioso que lhe atormentava.
Tomou todo o tempo que precisava. Estava mais que atrasada e mesmo assim não fazia menção de agilizar sua saída. Foi para o estacionamento com calma, dirigiu com cuidado e respirou o ar fresco da noite antes de entrar no salão. Fora recebida com euforia e bajulação, como sempre. Diversas pessoas lhe cumprimentavam e outras mais apenas a admiravam enquanto passava.
Encontrou Hiroaki no fundo do salão e o homem abriu um extravagante sorriso ao vê-la.
- Você é a mais bela de todas! Está deslumbrante como sempre, minha querida.
- Obrigada, otoosan.
Notou Yamato chegando ao seu lado e virou-se para ele sorrindo. O loiro a beijou de leve no rosto. – Você está linda. – a elogiou enquanto lhe entregava uma taça de vinho tinto. – E é por isso que te perdoarei por estar atrasada. – sussurrou com zombaria.
O Sr. Ishida riu e ai falar algo quando foi chamado por um grupo de pessoas perto dali. – Me deem licença.
Quando a sós, Sora utilizou o seu outro talento que aperfeiçoara ao longo dos anos: a atuação. Comportou-se de tal maneira que mais parecia que o dia anterior não havia existido. Yamato notou as intenções da ruiva e, silenciosamente, concordou em participar daquela atuação. Estavam conversando amenamente, quando a garota avistou dois homens conversando com seu sogro. E então empalideceu.
- O que aqueles homens fazem aqui? – perguntou com um toque agressivo.
- Quem? – Yamato perguntou e Sora apontou para a direita. – Ah, eles são nossos novos colaboradores. A emissora está com um projeto de expansão e eles participarão como investidores.
Seu pai e seu avô. Ali parados, rindo e conversando. Investindo seu dinheiro para obterem lucros maiores e maiores e maiores. Quão longe eles gostariam de chegar? Quão ricos gostariam de ser?
Durante anos ela viveu num verdadeiro inferno e tudo o que ganhara deles fora desprezo e maldições. As coisas poderiam ter sido bem diferentes. Sua mãe poderia ainda estar viva e saudável. Ela poderia ter vivido uma vida normal. Mas a ganância daqueles homens. A maldade e a ignorância daqueles corações fizeram com que tudo aquilo tivesse acontecido.
Aprendera que na vida era tudo olho por olho e dente por dente. Era um pensamento doentio e insensato, mas era assim que via as coisas. Nada ficava sem ser retribuído, ou vingado, ou dado o troco. Nada. Foi nesse momento que compreendera. Talvez não tivesse realmente tudo o que queria, pois sentia em seu coração que lhe faltava algo. Estava vazio.
- Qual o problema, Sora? – falou Yamato ao vê-la distante com o olhar perdido.
- Eu me caso com você.
- O quê?
- Eu me caso com você. – ela disse olhando-o fundo nos olhos. – Mas preciso de algo em troca.
- O que seria?
- Eu quero a falência daqueles dois homens. Quero vê-los sofrer em busca de um misero yen para poderem sobreviver. Se você fizer isso, se você puder fazê-los pagar por tudo o que fizeram a mim e a minha mãe, eu me caso com você e te dou quantos filhos você desejar.
Ele estava chocado. Aquele era um pedido estranho, mas o que mais lhe chamava atenção era a dor e o sofrimento que surgiram nos olhos da ruiva. Não podia suportar aquilo. Jamais poderia aguentar vê-la infeliz. Em meio à sua loucura de amor, aquele pedido era razoável em meio à tortura de ver a mulher que amava triste e sofrendo.
Não foi difícil tomar uma decisão. Fora bem fácil na verdade. Colocou a mão dentro do paletó e tirou uma caixinha aveludada. Abriu-a e tirou um delicado anel com diamantes adornados. Suavemente o deslizou na mão esquerda de Sora, beijando-a sutilmente.
Com um sorriso, eles viram Hiroaki se aproximar com seus companheiros.
- Sora, minha querida, deixe-me te apresentar nossos novos investidores. Meu filho vocês já conhecem, não é mesmo?
Os homens assentiram e cumprimentaram Yamato formalmente. Quando olharam em direção à Sora e finalmente a reconheceram ficaram desconfortáveis. O que ela estaria fazendo ali com a família Ishida?
- Deixem-me apresentar a vocês minha noiva, Sora Takenouchi. – disse Yamato e Sora sorriu docemente e fez uma breve reverência.
- Noiva? – questionou Hiroaki tentando ter certeza que ouvira aquilo. – Vocês realmente irão se casar?
- Ela acabou de aceitar meu pedido, pai. – informou Yamato com um sorriso enorme de felicidade.
O Sr. Ishida se esqueceu completamente das pessoas ao seu redor e correu para abraçar Yamato e Sora. – Finalmente! Você não sabe o quanto estão me fazendo feliz com esta noticia. Precisamos comemorar!
E olhando para seu pai e seu avô, a ruiva sorriu grandemente e concordou. – Sim, otoosan. Temos que comemorar!
FIM...
Ou será apenas o começo?!
