Episódio 10 –

O alto da torre.

Data: 01.04.2013

Nos episódios anteriores:

- Sério. Hermione não pode estar viva, isso é uma piada!

Luna fez que não, tornou a insistir para que Harry ficasse com os papéis.

- Não dormi nada – reclamou Gina para Harry esfregando o rosto nas mãos – Por favor, vamos conversar!

- Sobre você ter dormido com o Draco? – ele passou por ela como um raio, saindo em direção aos corredores.

- Não seja bobo, Harry, você sabe que eu te amo. Não há espaço para ele na minha vida – Gina sacudiu a cabeça de um lado para o outro, seguindo-o pelo apartamento – Eu devia estar brava com você, pelo papelão que me fez pagar em frente aos meus pais!

- Gina... – Harry deixou a maleta do trabalho de lado, aproximou alguns passos da ruiva, passou a mão em sua barriga com delicadeza – Nós fizemos amor ontem, você pode estar grávida, não... Não pode ficar nervosa! – ele havia mudado o seu humor da água para o vinho, estava totalmente meigo.

Gina foi parando de chorar aos poucos, passou as mãos no rosto para limpas as lágrimas. Ela desceu os olhos para a barriga, abriu um sorriso. Nesse exato momento, podia estar grávida e sequer tinha noção disso.

- Eu quero que se chame Alvo. Alvo Severo, dessa vez! – disse ele.

- UM HOME CAIU DA TORRE. ELE SE MATOU!

- UM HOMEM LÁ! – gritavam as pessoas.

- UM VELHO.

- UM HOMEM BARBADO SE MATOU!

Harry e Gina se entreolharam no meio da multidão, os demais esbarravam neles, sacudiam como se fossem objetos.

- Dumbledore... – gemeu Harry ao ver Gina. Era o verdadeiro caos na cidade, parecia um ambiente de guerra.

- Eu sei – Cho apertou o seu ombro com força, Draco olhou para a sua mão, toda pintada com detalhes rosa – Eu sei que é um casamento forçado, eu sei que Pansy obrigou você a se casar com ela!

- As pessoas sabem disso? – Draco ergueu uma sobrancelha e a outra não – É notório?

- Só percebi isso porque sei que a única pessoa que te faz esquecer o Cedrico não é a Pansy! – Cho olhou no fundo de seus olhos – E muito menos eu!

Draco deu uma risadinha de deboche.

- É a Gina. Eu vi como você a olhava naquele dia no cemitério, seus olhos brilham – Cho deu um suspiro – A gente foi tomar um chocolate quente assim que você pisou os pés em Nova York. Acho que você se lembra... Você não parava de falar dela um minuto sequer! – Cho olhou para um panfleto pregado em uma parede do quarto, anunciando o filme de Draco e Gina que em breve estaria em cartaz – Vocês se conheceram melhor em Hollywood!

Draco beijou Cho.

01.04.2013

Cho empurrou os ombros de Draco para trás, afastando-se dele, Draco passou a mão nos lábios para tirar o brilho labial e encarou a mestiça, indeciso.

- Não... Chega disso! – Cho limpou os seus lábios em um lenço guardado na bolsa – Sem mais triângulos amorosos na nossa vida. Já sofremos o suficiente!

Draco deixou escapar uma lufada de ar.

- Eu não a amo. Pansy não é o amor da minha vida!

- Eu também não sou – Cho terminou de limpar os lábios e puxou o brilho de novo de dentro da bolsa para retocar os lábios – E o seu amor não está aqui!

Draco quis perguntar em que sentido o amor dele não estava ali. Não estava ali no casamento ou não estava ali entre eles, na face da Terra? Queria uma resposta mas sabia que nem Cho tinha ela.

- Eu sei de muitas coisas – Cho o olhou – Vamos esquecer desse passado totalmente enterrado. Suba naquele altar e diga "sim".

Draco não respondeu, apenas assistiu a colega deixar o quarto todo desorganizado para trás, com o seu coração batendo a mil no peito.

- Flashback: A morte de Dumbledore –

01.04.2008

A rua estava um verdadeiro caos. As pessoas corriam todas do mesmo lado, evitando o máximo possível o quarteirão da escola, alguns curiosos iam contramão. Harry, no entanto, olhou para Gina suplicando como se quisesse que ela fosse embora.

Harry e Gina andaram correndo no movimento até a esquina, o moreno gritou para um táxi próximo parar, bateu com as mãos em cima do capô e o motorista indignado tirou a cabeça para fora.

- SAIA DA MINHA FRENTE!

- Minha esposa tem uma criança nos braços. Você precisa me ajudar! – pediu Harry olhando para Gina – Você... Você tem que levá-la embora!

- Tudo bem. Eu o farei, mande ela entrar logo no carro, eu quero sair desse tumulto! – reclamou o motorista de cara amarrada.

Harry segurou Gina pelos ombros, abriu a porta de trás e a fez ficar sentada no banco. Ela segurando o bebê, ergueu o rosto.

- Você não vem? – perguntou com seus olhos cheios de medo.

- Não, eu vou tentar entender o que está acontecendo. Vai dar tudo certo, ficarei seguro – respondeu depressa antes que ela perguntasse – Esse alvoroço não faz bem a vocês!

Harry voltou a correr na direção das pessoas, assim que o táxi se afastou carregando Gina e o seu filho na direção de sua mansão. Ele esbarrou com algumas pessoas, mas o movimento já havia parado, agora só restava a sujeira e a bagunça por onde as pessoas tinham passado atropelando tudo. Ao se aproximar do castelo, encontrou vários grupinhos de pessoas discutindo sobre o diretor, mas um grupo ainda maior permanecia em volta da torre mais alta do sexto andar. Ele não queria acreditar o que tivesse acontecido.

Então, no meio de outras pessoas, Harry foi chegando ao centro com os olhares famintos de curiosidade e desespero. Esperava que não fosse nada, que fosse encontrar o diretor vivo, suplicando por sobrevivência. Talvez fosse um empurrão, um tropicão, um tiro, qualquer tipo de catástrofe menos ter sido jogado pela torre. As pessoas em volta olhavam com curiosidade, medo, sem saber como reagir.

- Ele foi jogado por alguém – disse uma mulher jornalista anotando tudo em um bloquinho, seus cachos loiros caíam na altura do ombro – Filmaram isso? Filmaram?

Harry a olhou de cima embaixo, em sua roupa de seda bem apertada, com muita tristeza, ele se aproximou dela.

- Quem é a senhora?

- Sou Rita Skeeter, meu queridinho, tem algum depoimento para dar? Se não... Sai da frente que atrás vem gente! – ela fez um gesto desnecessário pedindo para ele não atrapalhar as filmagens do corpo.

Harry olhou para cima da torre, a janela de seu escritório estava aberta. Ele saiu da multidão com dificuldade e tentou chegar até a entrada apesar do tumulto.

- Ei... Eu preciso entrar na escola, o meu irmão está no terceiro colegial! Preciso saber se ele está bem! – disse aos seguranças que estavam barrando a entrada de qualquer pessoa no prédio.

- Qual é seu nome? – perguntou um deles anotando com uma caneta.

- Collin Creveey! Eu me formei no ano passado, mas meu irmão Denis está aí dentro – disse Harry ao se lembrar de um amigo de Gina.

- Certo – ele terminou de fazer algumas anotações – Todo o sistema de câmeras e alarmes foram ativados pelos corredores. Qualquer atitude suspeita e terá que ser retirado à força do prédio.

- Ok, só vou pegar o meu irmão e dar o fora – disse ele tentando parecer inocente.

Harry conseguiu entrar pelos corredores da escola, os alunos estavam espantados, a maioria deles andavam em grupinhos com medo de um possível ataque terrorista. Era inevitável que comentassem a morte do diretor.

- Ele se matou! – diziam os grupinhos por onde passava. Harry era o único que estava sozinho, sem ninguém ao seu lado, e pouco acreditava na possibilidade Dumbledore ter cometido um suicídio. Aquilo tinha o dedo de alguém.

Ao andar pelos corredores do escritório de Dumbledore, Harry viu várias faixas amarelas e pretas tampando a passagem dos alunos, apenas policiais e perícias tinham acesso ao local. O rapaz deu um suspiro triste e teve outra idéia em mente. Visitar a sala dos professores!

No entanto, seria uma atitude estúpida e poderia ser acusado por um crime que não cometeu. Afinal, o que era Harry Potter andando pelos corredores da escola após um diretor ser atirado pela janela? A resposta brilhou em sua mente. A única pessoa que seria capaz de fazer isso, era o mal-humorado Severo Snape.

Correndo com desespero pelos corredores, Harry chegou em menos de dois minutos no escritório do professor de Química. A porta estava fechada mas mesmo assim ele se atreveu a bater com alguns toques. Se ele fosse mesmo o criminoso, estaria se preparando para fugir.

Harry não agüentou esperar muito tempo, abriu a porta com estrépito. O lugar era muito escuro e assustador, com livros abertos espalhados por toda a superfície de uma escrivaninha. Ao olhar para um canto, viu outro cômodo com um notebook ligado, sozinho no meio do quarto. Snape estava lá, tomando um chá, sentado em uma poltrona tranquilamente.

- O que está acontecendo aqui? O mundo lá fora acabando... E o senhor tomando um chá? – Harry queria gritar mas a sua voz não saia, estava praticamente rouco de indignação.

- Ninguém mais do que eu lamenta a morte do diretor, Potter! – Severo Snape assentiu com a cabeça – Essa manhã ele veio me procurar no escritório para dizer algumas palavras finais. Era como se ele soubesse da própria morte!

Harry rangeu os dentes de fúria, era óbvio que o professor estava mentindo, fazia isso para se livrar da culpa. Esfregou os punhos na calça jeans e continuou encarando o ex-professor com uma raiva crescente no peito.

- Ele... Ele te deixou uma coisa, Potter! – Severo deixou a xícara de chá em cima da escrivaninha, ao lado do notebook, percorreu até uma cômoda, abriu a gaveta de onde puxou um envelope. As palavras "Para Harry Potter" brilhavam no verso do papel – Eu fiquei me questionando de curiosidade em relação ao seu conteúdo mas não o abri porque sei que é confidencial. Extremamente perigoso – ele ainda segurava o envelope enquanto caminha na direção de Harry.

O seu coração começou a palpitar no peito com velocidade, ele estava com as mãos trêmulas de medo, ódio. Algumas ações aconteceram tão rapidamente que ele mal conseguia processar tudo aquilo.

- Ainda mais intrigante é saber como ele sabia que ia morrer – Severo esticou o braço com o envelope na direção de Harry – Ele previu tudo isso. E se confiou em mim, era porque tinha certeza de que a carta chegaria até você!

Harry demorou alguns segundos para entender, pegou a carta com as mãos e rasgou todo o seu envelope rapidamente. Eram duas cartas dentro de uma. Ele desdobrou primeiro a do Diretor com a sua letra muito bem feita e legível.

"Essa carta foi escrita por Luna Lovegood, Harry. Eu a impedi de que chegasse até você. Ela fala toda a verdade sobre Hermione Jane Granger. Eu sei que não devia me intrometer nesse assunto mas já arrisquei demais a minha vida por isso. Se está lendo até aqui, é porque estou morto!

Alvo Percival Dumbledore".

As suas mãos começam a tremer, sentia uma sensação estranha, um pouco de culpa, ou talvez até medo, ele não sabia ao certo. Continuou deslizar as mãos pelo pergaminho e viu uma carta com a letra de Luna. Ele a abriu, era enorme, rolou os olhos pelo conteúdo antes de começar a ler.

- Fim do Flashback –

05.04.2013

Draco passou a mão nos cabelos loiros para trás, através de seus olhos, escondidos por um Ray-Ban preto, ele observava o movimento das pessoas na praia, caminhando ao lado do mar, os ventos sacudindo as folhas dos coqueiros. Ele começou a girar a aliança dourada no dedo.

- Bom dia! – Pansy sorriu ao se aproximar, lascou-lhe um beijo de desentupir pia e sentou-se ao seu lado – Foi uma escolha perfeita, não? As praias do Caribe são divinas!

- É! – Draco desceu a faca no mamão em cima do prato, a fruta se dividiu em duas partes, a menor delas, ele espetou com o garfo e colocou na boca.

- Por que esse sorrisinho de lado? O nosso casamento foi perfeito, a lua-de-mel foi perfeita, a nossa transa foi fantástica, você não brochou nenhuma vez. O que tem de errado nisso? – Pansy estava usando um biquíni vermelho com listras brancas, um chapéu de palha típico de tenistas – Esse lugar é maravilhoso!

"Não com você" queria responder Draco, mas continuou a mastigar o seu mamão, quieto, ouvindo os argumentos da esposa.

Pansy se serviu de algumas frutas saudáveis, olhou para os jornais intactos em cima da mesa, espantou-se.

- Ué? É a primeira vez em anos que você não lê o jornal assim que acorda. O que aconteceu? – perguntou ela pegando um copo de suco de laranja.

- Faz cinco dias que somos capas de todas as revistas e jornais – ele limpou os lábios – Isso para mim já perdeu a graça!

- Ah, qual é, Draquinho – Pansy passou a mão em sua coxa máscula e foi subindo em direção à virilha – É um momento intenso, divertido, mostra um sorriso para mim, por favor!

Draco forçou um sorriso para ela com direito a todos os dentes, menos de meio segundo, ele voltou a fazer uma expressão de quem não estava gostando nada da situação.

- Somos famosos agora.

- Você é famosa – corrigiu depressa – Eu não quero ser famoso – e ignorou o olhar de peixe morto que ela fez para ele.

- Eu sei que você não me ama, não precisa deixar isso tão nítido! – ela cruzou os braços e encostou as costas na cadeira, dando um suspiro longo – Sabe de uma coisa? Eu não vou suportar você por muito tempo!

- Ótimo. Então, me dá o divórcio!

Ela riu alto.

- Não vai ser tão fácil assim – e jogou os cabelos pretos para trás – Vamos esperar só mais um tempo e a gente se separa, ok? A mídia vai cair em cima novamente!

Draco deu um suspiro e limpou os lábios no guardanapo, satisfeito pelo café da manhã.

- Eu vou deixá-lo em paz, prometo. E terá a vida que quiser. Todo esse casamento vai acabar! – ela se levantou da cadeira – Pode tomar o seu café sozinho. Seu grosso, estúpido!

Draco revirou os olhos.

- Isso não é amor. Você me prender desse jeito!

De braços cruzados, ela voltou para encará-lo.

- Eu te amo e não vou te perder outra vez como aconteceu no passado – ela falou bem firme – Ouviu bem? Antes de ferrar comigo e com esse casamento, você devia se lembrar que eu tenho a sua vida em minhas mãos. Eu sei tudo... Exatamente tudo o que você e o Cedrico passaram!

Draco começou a apertar tão forte que o garfo que quase o entortava de raiva.

- A imprensa ia adorar uma entrevista da 'ex-esposa' do cantor Draco Malfoy sobre o seu passado bissexual!

- CALA A SUA BOCA! – ele ergueu as duas mãos com força, revirou a mesa do outro lado, derrubando todo o café da manhã no chão, provocando barulho o suficiente para acordar o hotel inteiro – CALA A SUA BOCA! – ele estava vermelho de raiva, borbulhando.

Pansy que sempre fora chantagista nesses momentos de briga, abaixou a crista, resolveu se calar com medo de não apanhar ali mesmo. Seria uma vergonha nacional se isso acontecesse. Assentiu, dando um suspiro de derrota.

- Ok, ok, vou chamar alguém para limpar isso aqui.

Draco pegou as malas e colocou em cima da cama.

- Eu estou voltando para casa!

- Mas... Draco, ainda temos uma semana de viagem. Hotel, as passagens, está tudo pago!

- Problema seu!

Ela de braços cruzados, aproximou-se dele.

- O que vou contar à imprensa quando estiver voltando sozinha para casa? E você também?

- Já disse. É problema seu. Quer me denunciar? Quer ferrar com a minha vida, com a minha carreira profissional? Faça-o! Eu estou cansado de ser chantageado por você. Cansado! Chega! Não é segredo de ninguém que eu tive um caso com um homem durante a minha adolescência, não sei porque isso me afetaria agora! CHEGA!

Draco não tinha medo da verdade, de modo algum. Ele só tinha medo de uma coisa – o que mais temia em toda sua vida – que a imprensa desenterrasse todo o passado de Cedrico. Sua vida particular, suas fotos, ações, etc. Isso ele veria nas capas de jornais, manchetes, internet, rodando pelo mundo inteiro. E não suportaria ver tais acontecimentos rodando pelo mundo.

Draco não suportaria ter o passado de volta. Seria dilacerar o seu coração outra vez.

10.04.2013

Harry estava rolando na cama, tendo um pesadelo em relação ao passado:

Lá estava Hermione, com as malas prontas, querendo fugir para o Brasil mas não era com Rony. Era com ele. Harry foi se aproximando, sorrindo, o seu coração batendo forte.

- Eu estou aqui, meu amor! – disse para ela.

- Isso é loucura...

- Eu sei, eu sei, mas eu te amo. Fazer o que? – ria ela.

Hermione sorriu intensamente, o seu sorriso brilhava a quilômetros de distância. Então, eles se beijaram no meio do aeroporto. Isso o fez se lembrar que os beijos com Gina eram diferentes, eram mais calmos...

"Ei. Eu sou casado com Gina. Não posso beijar Hermione no aeroporto. Não posso fugir assim com ela!" ele começou a se revirar na cama.

E acordou de repente, assustado, com o coração batendo tão alto que ele teve receio de acordar sua parceira ao lado. Com um suspiro calmo, ele virou o pescoço e viu Gina deitada no travesseiro, dormindo como um anjo. Os seus cabelos ruivos espalhados por todo o travesseiro.

Hermione era o seu passado. Gina era o seu futuro.

Harry sabia que mesmo se tentasse, não ia conseguir dormir novamente. Passou as mãos nos cabelos molhados de suor e se levantou para ir à cozinha. Parou olhando todo aquele cômodo enorme. Ali acontecera o seu primeiro beijo com Hermione. E ele ainda se lembrava disso. Aliás, ele se lembrava de tudo...

- Flashback: Harry vai atrás de Luna –

10.04.2008

Harry parou a sua Mercedes prata em frente à casa azul, toda de madeira de Luna. Ele saiu correndo do carro. Há dias que esses pensamentos atormentavam a sua cabeça. Ele bateu com muita força na porta de sua casa.

Luna apareceu depois de algum tempo. Usava camisola, ainda era de manhãzinha, ela provavelmente tinha acabado de acordar pela expressão facial.

- O que faz aqui? – perguntou espreitando os olhos por causa da claridade.

Harry ergueu a carta para Luna.

- Se... Se Hermione está mesmo viva como você disse. Eu quero que me prove!

- Não preciso provar nada a ninguém, com licença – Luna pegou a porta e ia fechando na cara dele. Harry encaixou o pé bem no meio fazendo com que ela não terminasse sua atitude grosseira.

- Por favor, me ajuda. Eu preciso de você agora mais do que nunca para descobrir toda a verdade!

- Você não quis ouvir a verdade aquele dia. Não tenho mais nada a dizer! – ela dizia do outro lado.

- Eu quero saber. Por favor!

- Certo! – Luna abriu a porta outra vez – Não vou repetir. A sua querida Hermione forjou a própria morte para fugir com o seu melhor amigo, Ronald Weasley para o Brasil. Satisfeito? – Luna ergueu as duas sobrancelhas – Eu a odeio por ter tirado Rony da minha vida. E você devia odiá-la também!

- Você sabe que lugar do Brasil? – Harry fez uma cara de dúvida.

- Sim, eu consultei na plataforma de embarque. Eles foram para o Rio de Janeiro – Luna sacudiu os ombros – Onde celebramos a nossa formatura. Você se lembra?

- Lembro – Harry olhou para os pés, inconformado, isso não podia estar acontecendo.

- Você quer mesmo ir atrás deles? – Luna parou olhando Harry.

- Você iria ao Brasil comigo?

- Minhas malas já estão prontas há meses! – Luna piscou, concordando – Vamos o mais rápido possível!

Nota do Autor: Não sei se vocês perceberam mas a morte do Dumbledore foi uma coisa idêntica ao livro. Foi mais ou menos isso mesmo, eu sigo a linha do livro um pouco, caso vocês tenham notado, AS MESMAS pessoas que morreram na fanfiction, foram as que morreram no livro. Tiago, Sirius, Tonks, Lílian, Cedrico, Dumbledore, etc... A única pessoa que eu matei inocentemente foi o namorado da Gina, na primeira temporada, o Simas. Na verdade eu ainda não tinha pensado nessas mortes idênticas ao livro, isso eu resolvi mesmo seguir depois da 2ª temporada.

Nota do Autor (dois): Eu sou finalizando a sétima temporada no meu caderno, ela definitivamente é a última, não haverá uma oitava em hipótese alguma. Motivos: as minhas idéias foram esgotadas até a última gota. E daqui para frente quero guardar idéias originais para o meu livro – que eu estou pensando em escrever. Então... Esta SAGA vão ser as minhas últimas fanfics mesmo. FATO!

Nota do Autor (três): Nossa. Como os capítulos estão pequenos. Mas os capítulos da sétima temporada são grandinhos, no caderno eles deram quase O DOBRO de conteúdo do que as temporadas anteriores. E são 21 capítulos... Enfim, é isso, bom final de semana para todos vocês!

DICA DE SERIADO: ONE TREE HILL!!!Impossível não gostar desse seriado!

Respondendo as Reviews:

Nane Curti: Sumiu da internet? Espero que tenha melhorado mesmo não justificando esse sumiço todo seu. (espero que não esteja grávida, também. Viu como o Harry sofre por ser pai cedo?) XDDD. hAHAUHAHA, eu adoro a Missy, ela é muito gente boa, linda e gata e sexy. Quase um Brooke Davis. Pois é, o Harry e a Gina é só 'grudar' que eles engravidam, huahuahuauhua! Você vai ver o teste no próximo episódio! E tadinha da Hermione, ela não é linguaruda, huahuauh. Te vejo em breve, quero notícias suas. Beijos!

Méki_Vank: HAuhauhuah, que bom, você voltou! Tipo, não tem muita lógica ele ter se matado, é mais o fato de que o Dumbledore morre no livro e pronto. Resolvi matar o meu Dumbledore também. E isso vai dar um pouco de mistério nos próximos capítulos. Não nego que DC pode dar certo, o Draco e a Cho se completam de alguma forma, os dois estão carentes, precisando de ajuda, etc... No entanto, o Draco nasceu para ser o personagem gay da história – mesmo ele sendo bissexual – ou seja, eu pretendo colocar ele com uma pessoa do mesmo sexo, no final. E a Cho... Tem um carinha especial esperando por ela no casamento da Hermione, no final dessa temporada. E concordo que HH não pode – lendo os capítulos eu percebi o quanto o Harry tem que ficar com a Gina DE VERDADE, e por causa disso, talvez eu tenha que refazer o final da minha fanfic. HAUHAUHAUH ;x, até mais.

Shakinha: Oiss, entãoooo. O Dumbledore simplesmente se matou ou foi assassinado como veremos no próximo capítulo. Vai ser um misteriozinho que ronda a fanfic... Assim como a morte do Lúcio no banheiro do próprio casamento – que até hoje ninguém sabe quem o matou de verdade, no entanto, o Lupin tá lá na Europa preso por uma culpa que não é dele. Então... Eu estou pensando em fazer um outro filho vindo por aí sim, mas tudo depende do decorrer da história. Acho que ficaria legal. E Draco e Cho que bom que você gostou... Teremos mais sobre os dois em breve. Beijos!

MaryCena: Pois é, né... Também sou a favor do Draco ser feliz, mas a verdade é que ele nunca vai superar a morte do Cedrico. Vai ter sempre alguém batendo na porta dele lembrando desse acontecimento. A Pansy é uma vaca, ela está ameaçando o Draco, a Gina talvez volte com ele... Mas a verdade mesmo que eu o fiz como um personagem homossexual da fanfic, pretendo fazer com que ele acabe com outra pessoa do mesmo sexo que ele. E eu andei pesquisando sobre wrestling, eu vi alguns vídeos no youtube, entrei no seu perfil para ler o resumo das histórias – eu acho que eu entenderia a história mesmo sem saber muito sobre wrestling. O que você acha? Bom, qualquer dia desses vou tentar, depois te conto o que achei. Ok? Beijos, até!

Mari Massa: Eu também adoro as cenas do Harry e da Hermione, sendo sincero de verdade. Acho que eles tem uma química muito maior do que Harry e Gina, no entanto, eu me precipitei e fiz o final Harry e Hermione, admito. Mas eu preciso mudar... Porque seria muita sacanagem com os fãs, sendo que eu prometi Harry e Gina desde o começo, né? Isso até me preocupa... Porque mexer no enredo de uma história que já está quase pronta me assusta de verdade. Gosto muito de HarryeHermione, não nego, para mim os dois também tem que ficar juntos. Aliás, eu fico pensando: mexer ou não mexer no final da história? É meio estranho, meio confuso... Enquanto isso, fico por aqui pensando em como vai ser o final – é uma decisão muiiiiiiiiito difícil para mim perante os leitores da saga, acredite! Valeu pelo D&G e D&C, que bom que gostou, hauhauhua! Beijos, até mais!

Próximo Capítulo:

Rita Skeeter (aliviada): Ah, claro. Claro. Sra. Potter. Então... Eu o conheci no dia da morte de Dumbledore, eu o vi no enterro do diretor e nós conversamos bastante sobre essa fatalidade!

Gina (preocupada agora): Ah... Eu também estudei em Hogwarts. Uma perda muito grande, infelizmente!

Rita Skeeter (entregando o envelope): Eu precisava entregar isso a ele, tem algumas fitas muito confidenciais que eu consegui recolher com a perícia. São assuntos muito secretos, ninguém mais pode ter acesso. Tudo bem?

Gina (expressão de confiança, assentindo ao pegar o envelope): Claro, claro. Totalmente, eu entendo. O que está comigo, está guardado. Pode ficar tranqüila!