O Retorno de Salazar Slytherin

Capítulo Onze - Couro, Luxúria e Amor

Gina estava se esforçando para se manter acordada na manhã seguinte, no café da manhã. Não tinha conseguido dormir muito e quando havia conseguido, sua mãe entrou no quarto, a acordou e disse que ela e seu pai estavam indo para Londres para discutir o "incidente Slytherin".

Você terá que vir mais tarde... - a senhora Weasley a disse. -...para dizer aos aurores quem e o quê procurar.

Não estava mesmo pretendo fazer isso mais para frente. No momento, servindo-se um copo de suco de laranja, horrendamente mal feito. Suspirando, mexeu seu mingau de aveia pela tigela e olhou para cima.

Eram quase dez horas e Draco ainda não tinha descido. Quando Gina comentou sobre isso, Fred e Jorge caíram em risinhos.

Provavelmente tentando tirar o rosa do cabelo. - Jorge disse tentando se controlar.

Rosa? - Gina repetiu.

Fred e Jorge contaram a ela como haviam mudado os travesseiros da cama do quarto de Carlinhos pelos da loja de logros. Quando Draco finalmente desceu para a cozinha, todos, menos Gina, riram histericamente.

Gina estava aliviada pelo cabelo dele estar da cor normal.

Em seguida ela percebeu algo a mais. As roupas dele. Ele estava vestindo couro, calças pretas de couro, uma camiseta normal branca e uma jaqueta de couro sobre ela. Gina não pode evitar olhar para as calças dele. Como ele cabia dentro delas? Eram obviamente de Carlinhos e ele era muito mais afinado na cintura em comparação a Draco. O couro estava tão apertado que parecia uma segunda pele.

Todos pararam de rir e olharam para Draco. ele deu um sorriso irônico para todos e andou até Gina.

Aqui está o seu colar. - ele disse, abaixando-se e colocando a corrente com o anel em torno do pescoço dela.

Gina subitamente não se sentiu mais cansada. Na verdade, seu coração batia forte e seu sangue parecia correr mais rápido. Draco sempre fora incrivelmente sexy e ela não imaginava ser possível que ele ficasse mais ainda. Estava errada. Exigiu todo seu auto controle para que ela não o agarrasse pela cintura e o beijasse, na frente de todos.

Draco estava imensamente satisfeito de ver o olhar de horror, choque e raiva nos rostos dos Weasleys. Eles obviamente não gostavam da maneira que Gina o olhava.

Onde você as encontrou? - Gina finalmente perguntou e passou o dedo no braço da jaqueta dele.

No armário no meu quarto. - Draco respondeu alegremente. -Eu pensei que como não tinha mais roupas para usar, poderia pegar essas. Espero que não se importe.

Claro que nos importamos. - Rony respondeu rispidamente, o primeiro a dar voz a seus sentimentos. -Não são suas, poderia ter nos perguntado primeiro.

Oh, eu achei que não precisava. - Draco disse se sentando na cadeira ao lado de Gina. "Como ele consegue sentar com essa calça apertada?" - ela se perguntou. -Que rude da minha parte. Eu provavelmente deveria perguntar antes de vestir algo que vale o suficiente para manter sua família alimentada por pelo menos um ano.

Houve um grande barulho de cadeiras arrastadas no chão quando Fred e Jorge se levantaram dos lugares. Ambos seguraram a parte da frente da jaqueta de couro de Draco e o levantaram bem alto, o batendo de encontro à parede.

Parem! - Gina disse firmemente, levantando e tentando abrir os dedos de seus irmãos do colarinho de Draco. -Vocês deveriam saber que ele só está tentando os provocar, o ignorem. - ela deu a Draco um olhar que demonstrou como ficou aborrecida com o que ele disse. Ele sorriu meio ironicamente para ela.

Saia da nossa casa. - Fred disse enquanto lentamente o soltava. -Você abusou para ficar.

Vamos dar uma volta. - Gina disse, segurando a mão de Draco. Ela o guiou para fora antes de falar novamente. -Draco, honestamente. Você não pode ao menos tentar ser legal?

Eu tentei. - Draco insistiu, soltando sua mão da dela e levemente andando para trás dela. -Aonde estamos indo?

Dando uma volta, eu já te falei. - ela disse. -Acho que devíamos aproveitar um tempo longe de todos, não acha?

Draco ficou emburrado. Sentiu-se preocupado e não sabia ao certo porquê. Slytherin deveria ter percebido que ele tinha fugido e o primeiro lugar no qual procuraria seria a casa de Gina. então por que ele não tinha vindo ainda?

Eles andaram por alguns minutos em silêncio. Draco estava começando a ficar com calor, considerando que ele estava em couro preto e estava sol.

Não quero mais andar. - ele disse e sentou em uma grande rocha próxima.

Gina se juntou a ele, sorrindo.

Você é como um bebê. - ela disse. -" Não quero mais andar". Honestamente, você soou como um garoto de dois anos.

Está quente. - Draco reclamou.

O sorriso de Gina suavizou e ela se moveu para mais perto dele.

Então tire sua jaqueta. - ela sussurrou e deslizou as mãos sobre a jaqueta. Gentilmente, ela deixou que a jaqueta deslizasse dele e caísse no chão. Esquecido, ele virou-se e a beijou.

Mais uma vez, tudo com o que Gina se importava era Draco. O sentimento dos lábios dele nos seus, a língua dele em sua boca, as mãos deslizando em suas costas, sobre seus ombros, por seus cabelos. Ela apertou os ombros dele e o beijou mais intensamente. De alguma maneira, ele estando vestido de couro, a fazia querê-lo mais do que antes. Ela se pressionou mais perto dele, sentindo a pele fria e macia dele enquanto a tocava. Inclinando a cabeça para trás, então ele podia beijar seu pescoço, ela abriu os olhos e olhou para o céu. Quando estava com Draco nada importava. Nem mesmo Slytherin. Não importava que ela podia morrer amanhã, desde que tivesse um tempo com ele, para abraçá-lo. Relutantemente, o tempo tinha que acabar. Draco, como sempre, era o único a parar e se distanciar.

Deveríamos voltar. - ele disse sem emoção recolocando a jaqueta.

Gina acenou e mordeu o lábio. "Ele me ama?" - se perguntou pela qüinquagésima vez. "Não sei. Não consigo lê-lo. Em um minuto eu penso que sim, no minuto seguinte ele fica frio e não tenho certeza."

Ela segurou a mão dele todo o caminho de volta e andaram devagar. Nenhum dos dois falou, mas Gina sentiu que essa era uma das melhores caminhadas que ela já fez.

Toda a paz e serenidade desapareceram assim que entraram na casa.

Eles entraram pela porta de trás, que dava na cozinha e encontraram uma bagunça. A mesa estava virada e a maioria das cadeiras estavam quebradas em pedaços. Panelas e frigideiras estavam espalhadas pelo chão com vários tipos de comidas.

Oh, Deus. - Gina disse, soltando as mãos de Draco e pulando por sobre uma cadeira esmagada. Ela correu para a sala de jantar para encontrá-la nas mesmas condições. Draco, bem atrás dela. Então ela foi até o quarto da família, também em ruínas.

Mas ela também encontrou seus três irmãos, Harry e Hermione, acorrentados às paredes. Rony foi o primeiro a vê-la.

GINA! - ele gritou.

Eles não eram os únicos no quarto. Gina viu um movimento pelo canto de seu olho e Salazar Slytherin entrou na sala. Gina engoliu um grito de medo e sentiu Draco tenso atrás de si.

Olá de novo, Virginia. - Slytherin disse, sorrindo levemente. -Eu estava esperando encontrá-la aqui.

Ninguém disse nada.

Draco. - Slytherin continuou, olhando por sobre o ombro de Gina -Estou disposto a perdoá-lo, já que estou me sentindo surpreendentemente misericordioso no momento. Se você matá-la agora. Na frente de sua família e amigos. Com isto.

Slytherin procurou por suas roupas e produziu uma adaga com uma lâmina afiada. Ele a lançou para Draco que a pegou, a lâmina passou estreitamente passando pelo rosto de Gina.

Ela não estava com medo de que Draco pudesse matá-la. Ela virou-se para ele e o viu inspecionando a adaga proximamente. "Mate Slytherin. Jogue a faca nele. Mate-o."

Não seria maravilhoso assisti-la morrer? - Slytherin disse em um tom suave, persuasivo. -Avada Kevadra é tão rápido, não há prazer nele. Você não pode assistir a pessoa morrer. Usando esta adaga você pode ver a pessoa lentamente afundar no chão, em agonia, sangue derramando por todo lugar...

PARE! - Hermione gritou subitamente, movendo e fazendo ruídos com as correntes que mantinha-na presa à parede.

Slytherin a ignorou e manteve seus olhos, que brilhavam com uma luz insana, em Draco.

Faça. - ele continuou suavemente. -Mate-a.

Draco olhou para cima lentamente e parou em Gina. ela não pode ler sua expressão, e por um momento sentiu o medo enfraquecer seu coração. "Ele vai fazer" - pensou desenfreadamente. "Ele realmente vai me matar." Ele moveu os olhos para Slytherin, em seguida disse, levemente:

Não, obrigada. - e levantou a adaga para ele.

O que aconteceu depois foi um grande borrão para Gina. Lembrou-se do olhar de choque no rosto de Slytherin que um momento depois tornou-se de triunfo. Em um piscar de olhos a adaga navegou pelo ar para alojar-se na parede, atrás de Slytherin, que movimentou-se para o lado no último segundo.

Ele olhou para Draco, um estranho ar de alegria em seu rosto.

Diga adeus. - ele sussurrou.

Primeiramente Gina pensou que ele iria matar Draco. Antes que ela pudesse começar a pensar mais, Slytherin rodopiou e agarrou a faca da parede, em seguida, segurou-a em sua mão, avançou sobre ela e Draco. Nem Gina ou Draco puderam se preparar em tempo, Slytherin ergueu a faca e a fincou no meio do peito de Gina, abaixo de sua clavícula.

Seus olhos ficaram molhados e Slytherin deu um passo para trás, sorrindo triunfantemente. Ela ouviu seus irmãos gritando seu nome, ouviu as correntes rangendo e Hermione começar a soluçar. Tudo o que ela sentiu foi a dor queimando, em seu peito. Era tão intensa que não conseguia pensar. Suas mãos alcançaram o cabo da adaga e o encontrou pegajoso com seu sangue quente.

Sangue... estava em toda parte... nas pontas de seu cabelos, na frente de sua camiseta, pingando de sua boca por seu queixo, em suas mãos...

E lentamente, Gina afundou em seus joelhos, piscando para tentar tirar o vermelho de sua visão.

"Meu sangue" - ela pensou. "Muito do meu sangue. Tanto..."

N.A.: Ooooooh, eu sei que é um suspense, mas não resisti a terminar o capítulo aqui! Mas antes de me xingar, pense por um minuto. Eu deixaria mesmo Gina morrer? Quem sabe... talvez... de qualquer modo eu amo reviews e quem sabe o próximo capítulo sai mais rápido... então, reviews, por favor!