Bom, gente. Esse é o último cap da fic.

Só quero dizer que eu REALMENTE adorei escrever essa fic principalmente porque nunca tinha escrito uma fic Sirius e Marlene. E bem, também porque vcs me receberam muito bem nesse mundo novo AAHUAHAIUHAUHA Então quero agradecer a TODOS que comentaram, que só leram e não comentaram, etc. OBRIGADA MESMO! Significa MUITO pra mim, ok? x))

Kmillosk: Realmente. Já tava na hora da Lene perceber que não dá pra fugir do amor, né? Porque quando ele bata na sua porta, não tem como fechar na cara dele. E sim, vamos ver se o Sirius tá preparado. Mas, se bem que ele SEMPRE foi apaixonado por ela, foi ela que deu "o fora" nele. Mas, enfim... Vamos ver se vc gosta do desfecho dessa história. xD beijinhos, querida! xD

Tahh Black: Eu também gostei da parte em que ele sentou do lado dela. O Sirius é um fofo, né? xD E qe bom qe vc gostou da parte dela lendo, eu sei lá, aquela cena simplesmente veio na minha cabeça e eu tive que escrevê-la. xD beeeijos, flor! xD

LMP3: O "próximo" e último cap CHEGOOOOOOOOOOOOOOOOOOOU! Oq vc acha? xD beeijos, menina! xD

GaBi PoTTeR: aah, qe bom qe vc tá gostando! E vindo de alguém que não gosta muito de UA, eu me sinto honrada. xD Sério mesmo. xD E agora vamos ver se vc gosta do cap final, né? beeijos, querida! xD

Está na hora de sentir

A vida não podia ser pior. Sério mesmo.

Agora eu sou conhecida como a 'escritora sentimental' da sala. Não que as pessoas gozem da minha cara, nem nada disso. Até porque o professor elogiou muito o meu texto. Mas, vez ou outra, vejo alguém apontando pra mim e escuto algo tipo 'foi aquela ali?' 'é. aquela que quase chorou na sala.' O que é ridículo, mas eu não me importo muito. MUITO, mas às vezes é irritante.

Já fazem duas semanas desde que isso tudo aconteceu. Bom, pelo menos estou mais unida com as meninas.

Sirius está no momento concentrado em suas contas de matemática. Não nos falamos mais, desde aquele segundo fatídico dia. As coisas entre nós não poderiam estar pior. Até porque, não existe nós.

Essas contas são hiper fáceis, mas eu não tô com cabeça pra isso. Sério mesmo.

Não tem como ter cabeça pra isso. Simplesmente, não tem.

James veio sentar do lado de Sirius, e Lily veio sentar do meu. É para fazer em dupla e entregar em uma folha, valendo nota.

A vida podia ser mais perfeita?

Sem comentários.

Lily está olhando de mim para Sirius. Eu entendo o que ela está querendo dizer. Ele está pior do que antes. Pelo menos, antes ele ao menos lançava olhares furtivos em minha direção. Hoje em dia? Nem isso.

Acho que levei um fora e não tô sabendo. Bom, na verdade eu tô sabendo disso há muito tempo, só não queria admitir.

Mas por que ele não veio atrás de mim depois daquele beijo? Eu tava com medo, poxa!

Ele podia ter me ligado. Qualquer coisa, sei lá. É lógico que eu não queria que ficasse daquele jeito, por mais que eu não soubesse disso na época (época? Como se fizesse tanto tempo assim...). Eu não entendo os garotos. Simplesmente não entendo.

Por que ele não pode simplesmente me dizer que não quer mais nada comigo? Odeio coisa mal-acabada. Tudo entre nós está mal-acabado. A gente nunca resolveu esse nosso 'probleminha'. Por que ele não parece estar interessado em resolver? Se ele quer correr pra primeira vaca que aparecer e partir pro abraço, tudo bem. Apenas me avise. Eu não tô nem ai. Sério mesmo. Eu só quero ouvir isso da boca dele.

Cara, a quem eu quero enganar? Eu sou patética.

Odeio aula faixa de matemática. Me faz pensar demais, e não em números.

Lily está olhando para mim. Não sei por que. Acho que eu devia estar viajando, só para variar.

- Fala, poia - digo, forçando-me a voltar ao ritmo antigo. Voltando a ser a antiga Marlene revoltada e sorridente.

É terrível ser conhecida pelas amigas como a coitadinha que levou um fora e está deprimida. É patético. Eu tinha pena de garotas assim. E acreditem, pena não é algo bom de se sentir por uma pessoa, muito menos por si mesma. É mais do que patético, é patético ao cubo.

- Lene, se você quiser, eu posso fazer isso em casa e a gente pode conver... - murmura Lily, bem perto do meu ouvido.

Se Lílian Evans está querendo conversar em sala, quando poderia estar fazendo a tarefa de matemática que vale nota, é porque eu realmente devo estar parecendo que preciso de consertos. Isso é terrível.

- Não - digo firme. - Ainda tem quinze minutos de aula, dá pra terminar.

Eu quero parecer firme. Não quero repetir o episódio do banheiro. É questão de orgulho. Sirius Black não merece mais nenhuma gota das minhas lágrimas. Não merece mais. E talvez ele nunca tenha merecido. Afinal, por que ele não foi atrás de mim? Em nenhum momento...

Por que ele não foi atrás de mim?

Longe de toda negatividade. Esse é o meu novo mantra. Porque o 'vou conseguir Sirius de volta' não estava funcionando muito, não.

Aula de química não é meu forte. Aliás, aulas de química não servem para nada. Não, sério mesmo. Quem em sã consciência acredita na química? Não. Sério mesmo. É humanamente impossível acreditar na química. Eu acho que meu professor de química não é desse mundo.

Bom, se é verdade ou não, isso inspirou eu e a Lice a criar uma teoria muito plausível.

Eu: Acho que os professores de química são aliens, que foram mandados à Terra para estudarem sobre o comportamento dos humanos.

Lice: Não poderia concordar mais. Esse professor de química novo é muito lindo para ser um professor de química.

Então você acha que ele é um alien?

Com certeza!

Aliens não deviam ser feios?

Muito pelo contrário. Aliens são EXTREMAMENTE gatos.

Então eu vou casar com o Rei Alien, e então nos mandaremos para a Alielândia.

Vocês iriam viver uma versão intergaláctica de Orgulho e Preconceito.

Por que você tá dizendo isso?

Porque você já é orgulhosa de nascença (embora seu episódio 'ler o texto' tenha provado o contrário), e os aliens serão muito preconceituosos com o fato de você ser uma não-alien.

Mas, como eles são muito inteligentes, verão que eu sou magnífica, e injetarão em mim uma poção que fará com que eu possa gerar aliens, apesar de ser uma não-alien.

E todos viverão felizes para sempre.

Faz sentido.

Mas as coisas não são tão simples assim. Inventar histórias cabulosas não fará com que eu entenda (ou sequer acredite) ligações químicas, e fingir que quero casar com o Rei Alien não fará que eu ache menos sexy a franja negra de Sirius caindo-lhe sobre os olhos enquanto ele copia a matéria no caderno.

OMG, como eu sou patética.

Estou no recreio, o que não é muito interessante. Os três casais vinte do colégio estão juntos. Eu estou sentada aqui no meu canto, e Sirius está conversando com um garoto lá.

Por que eu fico prestando atenção no que ele tá fazendo? Isso é ridículo. Absolutamente ridículo.

Patrick Wood está se aproximando. Sirius olha raivoso para ele (de acordo com Lice, que NADA discretamente veio falar isso no meu ouvido). Patrick Wood veio sentar do meu lado. Sirius Black continua com o olhar raivoso (se Lice diz que é raivoso, então é porque é. Afinal, ela é prima dele).

- Oi, Marlene. – Patrick sorri docemente. Eu gosto dele. Ele é querido e tudo mais. Só que não rola. Simplesmente NÃO ROLA! Ai, que ódio de mim! Porque eu não posso gostar desse projeto de deus grego sentado ao meu lado?

- Oi, Patrick. - Sorrio de volta.

Sirius está vindo em nossa direção, e não foi preciso da tradução de Lice para perceber isso.

Algo está incrivelmente errado.

Sirius está com um olhar assassino.

- Sai daqui, Patrick - rosna ele. Sim, ele definitivamente aprendeu a rosnar. Eu até ficaria orgulhosa, se a situação fosse outra.

- Eu não. - Não sabia que Patrick era do tipo confontrador.

James e Remus estão parados. Frank está com uma expressão REALMENTE apreenssiva. O que, diabos, está acontecendo?

- Você não vai ficar com ela. - Do que, diabos, Sirius está falando? EU NÃO VOU FICAR COM PATRICK!

- Vou sim. - Ok. Qual foi a parte de 'Marlene está aqui' eles não entenderam?

- Não vai, não.

- Vou, sim.

Ok. Isso está ficando mais patético que eu nesses últimos meses.

- Quem decide se eu vou ficar ou não sou eu - digo, completamente fria e distante de Sirius, e extremamente decepcionada com Patrick. - E não, eu não vou ficar. - Sirius sorri, vitorioso. - Mas, você não tem nada a ver com isso, Sirius. - O sorriso dele murcha, e isso corta meu coração. Mas não quero saber.

- Viu? Ela não gosta de você, Black. Todo mundo sabe disso - diz Patrick, completamente maldoso. - Você não deveria ter deixado ela tanto tempo sozi...

Sirius acabou de dar um soco em Patrick. O nariz de Patrick está sangrando incontrolavelmente.

O sinal acabou de bater.

Eu não acredito no que acabou de acontecer.

Ok. Ok. Respire fundo. Apenas respire.

O diretor quer me ver na sala dele, mas isso não quer dizer nada, certo? Errado.

Só porque Albus Dumbledore é um cara extremamente bacana e descolado, não quer dizer que ele não vai querer que eu diga a verdade.

O que eu vou dizer? O que eu vou dizer? O que eu vou dizer?

Sirius bateu em Patrick. Patrick provocou Sirius. Eu fui o motivo da briga.

Eu fui o motivo da briga?

Acho que vou desmaiar.

Pronto. Falei. A culpa foi dos dois. É isso. E deu.

Sirius acabou de passar por mim. Ele me olhou. Aquele olhar que me faz arder por dentro.

Por que eu me sinto arder por dentro?

Por que, mesmo depois de tudo isso, eu sinto que gosto ainda mais dele?

Isso é loucura. Insanidade.

Eu sou uma idiota.

Por que eu estou aqui sentada esperando o Sirius sair? Eu realmente não sei.

Eu quero ir embora. Realmente quero. Sério mesmo. Só que minhas pernas simplesmente... NÃO ME OBEDECEM. E isso é extremamente irritante, frustrante, agoniante... Ai.

Ai. Ai. Ai. Ai. Sirius saiu da sala do diretor.

Ele está olhando pra mim.

Ele está vindo em minha direção.

Eu vou morrer.

- E aí? - pergunto, e nem sei de onde veio a coragem para trabalhar as minhas cordas vocais.

- Dois dias de suspensão – murmura ele, dando de ombros.

- Sinto muito. - E ele sabe o que quero dizer. Ele sabe, porque tá me olhando com aquele olhar dele que me faz arder por dentro. Ele sabe que eu sei. E isso tá ficando tão confuso e tão claro ao mesmo tempo...

- Valeu à pena cada segundo - sorri ele. E eu me sinto derretendo. Derretendo mais que sorvete em dia quente. Mas daqueles BEM quentes mesmo.

- Sirius... - chamo, mas não consigo terminar.

O sinal da última aula bate.

Me sinto como em um filme. Os cinco minutos finais. As pessoas me empurrando e eu continuo parada onde estou, olhando fixamente para Sirius.

O que vai acontecer daqui pra frente? Como vai ser daqui pra frente? Ele vai embora ou vai me pedir pra ficar? Eu não sei de mais nada, só que não agüento mais não saber.

Aos poucos o corredor vai se esvaziando, e no final somos apenas eu e ele de novo.

Nossos olhares se cruzam, e eu tranco minha respiração. Minha cabeça tá girando, e ele apenas se aproxima mais de mim.

Minhas mãos tão suando, minha pernas estão pregadas no chão, e eu sei que to realmente MUITO corada. As borboletas renasceram a todo vapor no meu estômago. E eu me sinto feliz com isso.

- Marlene, eu tenho que falar com você - diz ele, com uma expressão decidida no rosto. Como a beleza dele pode ser tão rude e suave ao mesmo tempo? Ele é uma pessoa extremamente contraditória, mas eu adoro cada contradição. E sinto meu estômago revirar por causa disso.

- Fala - peço, apenas num sussurro, cravando as unhas na palma da minha mão.

- Não faz isso - pede ele, pegando minhas mãos e colocando-as entre as suas.

Meu coração acelera, e sinto as batidas descompassadas dentro do meu ouvido. Cada vez mais altas. Meu mundo parece estar entrando em colapso de tanta confusão que tem dentro do meu peito.

Sirius beija a palma de cada uma das minhas mãos. Sim, ele beija. Não, você não leu errado. Sim, eu estou no céu.

- Eu fui um idiota - murmura ele, rindo sozinho. - Eu não devia ter fugido dos meus problemas...

Fico muda. Cara, como eu posso ser tão besta? A hora que minhas cordas vocais devem dar o ar da graça, eu fico estática. Eu sou patética. Realmente, não tem palavra melhor para me descrever. P-A-T-É-T-I-C-A!

- Eu achei que você não gostasse de mim, e...

Sirius me abraça. Sim, Sirius me abraça. E não é sonho. Não é mais uma dessas historinhas que eu ficava inventando na minha cabeça durante as férias.

- Eu devia ter ficado e te impedido de se afastar de mim, Kinnon.

Kinnon. Como eu senti falta de ouvir a voz dele suavizada desse jeito. Como eu senti falta de sentir o toque dele queimando minha pele. Ferro em brasa. Como eu senti falta dessa sensação! Por que sentindo as mãos fortes dele ao redor da minha cintura e os lábios dele no meu pescoço, eu sinto que meu mundo faz sentido de novo?

- Eu gosto de você, McKinnon. E eu quero sair com você de novo. - O sorriso de lado, o tom brincalhão mas totalmente sincero.

- Você demorou um pouquinho pra pedir, não acha não, Black? - Minhas cordas vocais ressurgiram das cinzas. Eu acho que elas são a fênix. É a única explicação plausível. Elas só aparecem depois que a gente pena muito em determinada situação. E eu to viajando de novo.

- É, demorei - sorri ele, sem jeito. OMG. Alguém pode ser mais fofo que ele? Retiro tudo o que eu disse sobre Patrick Wood, ele não chega nem aos pés de Sirius Black. - Mas, eu não aceito um não como resposta.

E aí não tem mais nada que eu possa fazer. Minhas barreiras se dissolvem. Sinto minhas mãos entrelaçadas nos cabelos negros dele. O sorriso de lado. As mãos, possessivas, passeando pelas minhas costas. Nossos olhares se encontram. O olhar que me faz arder por dentro, e por fora também. Sirius segura forte em meu rosto, e me beija delicadamente na bochecha direita.

- Agora eu não te deixo fugir mais. - E dizendo isso, me estreita forte em seus braços.

Eu nunca me senti tão segura. Eu nunca estive tão certa de que esse é realmente o lugar em que eu deveria estar.

- Quando é que você tá pensando em me beijar, Black? - pergunto, brincalhona. Não há mais motivos para tristeza ou insegurança. Eu quero gritar pro mundo o quanto eu tô FELIZ.

- Eu já teria feito isso se você tivesse ficado quietinha, Kinnon - murmura ele, a poucos centímetros de meus lábios.

- Eu já disse que é McKinnon pra você, Bla...

A boca dele na minha. Os lábios pressionados contra os meus. A língua procurando passagem por entre meus dentes. A respiração ofegante. A batalha molhada igual - porém mais intensa - daquele fatídico dia se repete, e é tudo tão familiar, mas ao menos tempo tão novo, que eu apenas sinto que não há nada a dizer, não há nada a pensar.

Como meu professor de redação já dizia: está na hora de sentir. Acho que devo muito a ele, mas isso fica pra uma próxima vez. Agora eu só quero pensar no quanto é bom sentir a língua do Sirius na minha, e o quanto é gostoso sentir o calorzinho na minha barriga.

E pela primeira vez na vida, eu sei exatamente o que eu quero: eu quero deixar você me conhecer também.

E nada pode ser mais perfeito do que isso.