Aahain. Tá, entendi que o Richard é difícil de ser esquecido, mas eu não pretendo 'esquentar' tanto as coisas, tem coisas mais duuumal que vão ser mais intrigantes e divertidas para ler. muahahaha. Boa Leitura :D.
Capítulo 12 – Estranhos.
Carlisle's POV.
Subimos para nosso quarto para nos arrumar. Tomei um banho rápido, querendo apressar as coisas. Enrolei uma toalha em minha cintura e, infelizmente, quando saí, minha mulher já estava vestida. Com um vestido lindo que mostrava sua perfeição. Ela sorriu e eu a vi me medindo, o que definitivamente aumentou meu ego.
Me sentei na cama e observei ela se arrumar.
Eu estava com a tendência de querer me arrumar perto de minha mulher, mas eu havia sido proibido de fazer aquilo. Impedimento por: Emmett Cullen. Ele estava certo, afinal. Eu não conseguia me arrumar. Eu ficava observando minha esposa. O tempo todo. E isso irritou Emmett. Ela estava em frente do espelho, se maquiando e eu me aproximei, na intenção de seduzí-la ou algo parecido. A porta se abriu. Eu levei um susto e vi que meu filho do meio estava ali.
-Não vai deixá-la se arrumar? - Ele me encarou e eu fiz uma cara de deboche. Esme também assustada, olhou para o filho e depois me encarou. - Eu vou ter que intervir. Sorry.
Ele caminhou até mim e me colocou sobre seu ombro. Eu bati nele e segurei a toalha para não cair. Eu não me imaginava sendo carregado por um filho meu.
Olhei para as paredes que passavam e acabei sendo levado para o quarto de meu filho mais velho, Edward.
-Emmett Cullen, ponha-me no chão! - Eu bati no ombro dele e ele finalmente me colocou no chão. - Você passou dos limites e está a fim de ficar de castigo também, estou certo? - Eu rosnei e ele sorriu ironicamente.
-Você só ia dar em cima dela e eu fui bacana, ela está a fim de se arrumar, não quer se atrasar. E... Bem, Edward disse que já voltava, achei estranho, mas ele disse que ia sair e não falou para onde. - Emmett falou timidamente e eu não entendi. Edward nunca saía sem dizer par onde ia. A única vez que eu tive um motivo para sair sem dizer para onde ia... Foi quando eu me apaixonei por Esme. Oh.
Eu saía do turno do trabalho, ia para casa, mas arrumava a desculpa para mim mesmo que tinha que sair e acabava indo ver Esme. Mesmo depois, quando dei alta para ela, eu ia visitá-la em sua casa, com a preocupação que ela não me visse. Eu não podia brigar com meu filho. Eu sabia o que era acidentalmente se apaixonar por uma humana. Por outro lado, eu teria que conversar com ele, ele não havia nos contado para onde ia. E ele nunca fora de fazer isso e era uma humana, o que podia tornar as coisas piores ainda.
Ouvi a porta se abrir e deparei com meu filho mais novo, Jasper. Eu já estava envergonhado de estar somente com uma toalha amarrada na cintura. O loiro vampiro tinha uma muda de roupas, e as colocou em cima da cama. Ele também sorriu ironicamente, mas eu já estava controlado pelo mesmo.
-Vão caçar, saiam com suas mulheres... Mas, vocês podem se retirar, por favor? - Ergui as sombrancelhas, colocando as mãos em minha cintura e os dois se retiraram sem falar nada.
Dei uma olhada nas roupas. Era uma camiseta social azul, uma calça social e um par de meias... Sociais. Estava ótimo. Rapidamente me vesti e devagar abri a porta. A casa estava quase em silêncio, a não ser pela cantoria de minha mulher no quarto ao lado. Eu sorri, eu ficava feliz se ela estivesse feliz. Meu maior tesouro. Com cuidado nos passos, caminhei finamente para fora do quarto, com a toalha embaixo de meu braço. Abaixei e praticamente fui em silêncio absoluto para nosso quarto, caso Emmett estivesse por perto, não queria que ele me visse.
Com sucesso.
Encontrei minha mulher pronta. Ela estava simplesmente magnífica. O vestido simples e longo azul turquesa ficou perfeito nela. O azul ficava bem nela. Tudo ficava bem nela... Ela sorriu e eu retribui. Entendi por que Emmett queria que eu ficasse longe. Ela estava impecável, eu não podia "acabar" com aquele visual. Não tão cedo.
-Pai, eu vi você entrando e nós estamos saindo! - Emmett gritou e eu ouvi a porta se abrir. - Amanhã quero ver o relatório para ver se você fez o dever de casa certinho! - Eu definitivamente odiava brincadeiras desse tipo, mas não havia nada que eu pudesse fazer. Emmett era uma criança feliz, para sempre.
O tempo era curto, mas não era insuficiente para que me impedisse de dar nela um rápido beijo. Olhei no relógio, já era 20h00. Estávamos atrasados eu queria, mas não podia atrasar mais.
A abracei pela cintura e andamos em ritmo humano para a garagem. Fomos de carro, mas eu admito que tive que correr um pouquinho para encontrarmos as portas do teatro abertas. Eu não apreciava tanto a corrida. O teatro local não era tão antigo, mas eu nunca tinha frequentado o teatro de Forks. Era uma oportunidade para ver como era e não era feio. Eles tentaram manter o espírito de "teatro velho", sem sucesso. Era só perguntar para uma pessoa com mais de 300 anos de idade. Eu havia frequentado teatros que mantinha o ar de teatro velho, aliás os teatros eram vellhos. Eram paredes revestidas de madeira escura e o hall tinha alguns quadros de peças famosas. Não deu tempo de admirar muito, mas foi o que pude perceber. Quando entramos no teatro, achamos um bom lugar. Os jovens de hoje em dia não ouviam tanta música clássica, mas se eu e Esme estávamos ali, era perfeito...
Prefirimos ficar em um lugar um pouco longe do palco. Fiquei incomodado, afinal ela estava concentrada demais na orquestra tocando. Eu não. Portanto, fiz carinho na mão dela, o que era o máximo que eu podia fazer ali, no meio de todas as pessoas. Mesmo observando a orquestra, ela pelo menos segurava minha mão. Quando ela desviou o olhar para sorrir para mim eu consegui aproveitar. A puxei mais perto de mim e a beijei. No momento em que eu a beijava parecia que ninguém mais estava presente.
Em minha conclusão, pensei um pouco que ela podia não estar interessada na orquestra. A melodia parecia que foi encaixada para aquele momento. Mas ainda tinha algo para atrapalhar: o braço da cadeira. Minha mão desceu pela cintura dela e parou em sua perna, enquanto a outra ficou apoiada na cintura dela e o braço da cadeira apertando minha costela. As duas mãos dela se prendiam em minha nuca e nossas línguas pareciam dançar a música que estava tocando.
Mas para variar, não consegui meu momento de paz completo. Meu telefone vibrou e ela me obrigou a parar para ver quem era. Retirei o celular do bolso e percebi que não era quem eu pensava (Emmett se todos pensamos na mesma coisa...). Era Alice. Ela sabia onde estávamos e ela não era que nem Emmett, ela não ligaria para atrapalhar. Ela não cronometrava o tempo para nos atazanar que nem ele fazia.
Em um som inaudível para os humanos, falei para Esme que já voltava. Fiquei preocupado, na verdade. Pedi licença para as pessoas e me retirei da parte interna do teatro e fui para o hall de entrada.
Retornei a ligação para Alice.
-Pai, venha para casa, agora. Alguém está chegando e eu não sei quem é. Falei com Edward também, ele voltou para casa preocupado... Ele disse que era para dizer que ele achava que era um tal de Richard... Quem é Richard, pai? - Disse ela.
Meu coração já parado parecia ter congelado. O que eu mais temia podia estar por perto. Sem falar com Alice, corri na velocidade humana para voltar para o teatro. Nem percebi que passei pelo corredor do lado esquerdo, o oposto de que tínhamos entrado. As curvas do corredor me deixaram mais aflito.
Quando abri a porta que dava para o teatro, me deparei com uma figura na porta da entrada do lado direito que sorriu ironicamente para mim e desapareceu. Olhei para o lugar em que eu e minha mulher estávamos sentados e não a encontrei lá. Ela não podia ter sumido...
Posso jurar que senti meu coração apertado.
Nervoso e indeciso, voltei pelo corredor que parecia nunca acabar. Dei graças a Deus quando a encontrei encostada em um pilar, no hall de entrada. Não tinha mais nada em minha mente, além de abraçá-la. Eu não podia suportar a ideia de ficar distante dela. Eu já não podia ficar distante dela. Eu não podia correr nenhum risco em perdê-la. Ela era tudo.
-Amor, o que houve? – Ela perguntou assustada enquanto eu ainda a abraçava.
-Nunca, nunca saia assim. – Eu sussurrei desesperado. - Quem ligou era Alice. Ela teve uma visão. Edward teme que Richard possa ter voltado. – Eu a soltei e sua cara ficou inexpressiva.
-Oh. Talvez não seja ele. Talvez Edward e você estejam sistemáticos demais com isso. Não se preocupe, ok? - Ela tentou me acalmar, passando as mãos em minha testa e em seguida depositando um selinho em meus lábios... Eu confiava nela, mas eu estava sem coragem para confiar nas palavras de que não era ninguém. Sorri, tentando me acalmar e vi que ela estava calma.
-Querida... Vamos para casa, por favor. - Eu disse olhando para os lados, tentando dizer para mim que o ser que eu havia visto era apenas uma ilusão. Ela assentiu com a cabeça e eu a envolvi com meus braços, a levando para fora do teatro. Alice não me ligaria do nada sem nenhum motivo. Alguma coisa estava acontecendo e nós não sabíamos o que era...
O caminho para casa foi crucial. Eu estava pensando em muitas coisas. Esme podia estar correndo riscos e eu não podia deixá-la sofrer. Eu ia protegê-la. De qualquer maneira, nem que fosse matando outro vampiro. Evitamos falar e eu reparava no caminho, para ter certeza que não havia ninguém por perto. Também não consegui captar nenhum cheiro de outro vampiro. Só o perfume de Esme.
Quando chegamos em casa, encontramos todos na sala. O que estivesse sacontecendo, era o suficiente para trazer até Emmett para casa.
Como de costumes em algumas reuniões de família, nos reunimos na mesa da sala de jantar. Ninguém havia se manifestado ainda. Na ponta, sentava Edward, eu e minha mulher do lado direito, ao lado de Emmett, na outra ponta Rosalie e do lado esquerdo, Jasper e Alice.
-Não são nômades, não é um clã... Só pode ser ele pai. - Edward disse apreensivo e eu apertei fortemente a mão de minha mulher em cima da mesa. Ela também estava em silêncio, o que me preocupava.
-Alice, você viu como era a aparência dele? - Jasper sussurrou e a garota não falou, encarou Edward e depois olhou para o marido.
-Eu não pude ver. Temo que ele esteja na praia de La Push, perto dos lobos, pois eu não consegui ter a visão completa, mas eu vi que ele estava na floresta em que caçamos. Depois... Ele foi para La Push.
-Mas se fosse mesmo os lobos o matariam ou falariam conosco. – Eu falei, querendo ter cada vez mais minha mulher perto de mim. Eu arrastei minha cadeira para perto dela e a acolhi em meu peito, passando meu braço em seus ombros.
-Vocês estão pensando demais. Não é nada. E seja o que for ele ou ela... Vai acabar indo embora. – Esme finalmente se manifestou olhando para mim e fez com que ficássemos em silêncio. Ela podia até estar certa, mas eu não queria esperar para ver...
Você contou para eles sobre Richard? Pensei para Edward, que negou com a cabeça e achei que era melhor daquela maneira.
-De qualquer jeito, não podemos andar sozinhos pelas florestas... - Emmett me olhou, querendo dizer que eu especialmente não podia deixar Esme sozinha. - Acho que temos uma desculpa para usar o sangue reserva... - Ah, eu sabia que ele nunca terminaria uma fala sem uma piada. Foi bom para descontrair. Apesar de tudo ele tinha razão, mas não podíamos passar a vida inteira com aquele sangue. Éramos em sete, o que era pior ainda.
-Não precisamos, - Edward respondeu ao meu pensamento. - Só enquanto esse ser perturbar as visões de Alice... Depois... Voltamos ao normal. Esse estranho não vai ficar muito tempo sem se manifestar. É só não andarmos sozinhos. E como as coisas são... Aqui é difícil alguém andar sozinho. - Ele suspirou, se referindo que somente ele andava sozinho, mas nem tanto. Fiquei sabendo que você saiu sem dizer para onde ia. Pensei e o encarei. Ele não me encarou. Olhava fixamente a mesa. Depois conversamos. Conclui.
-Se antes você não desgrudava de Esme, eu imagino agora. - Emmett disse novamente e se levantou, ficando atrás da cadeira de Rosalie.
-Odeio aquele sangue reserva. - A loira sussurrou também olhando para a mesa.
-Peça a Edward. Ele tem ótimos truques! - Emmett falou em tom brincalhão. Era óbvio que ele já conhecia os experimentos de Edward. Até eu já conhecia.
-Bom... - Eu suspirei. - Não saiam a sós, digam aonde vão e nada de ir caçar para o meio da floresta durante pelo menos três dias. - Finalizei e todos se levantaram. - Reunião encerrada.
Todos se retiraram, nos deixando ali. Eu não podia afirmar que estava tranquilo. E não estava. Eu temia que algo aparecesse perto dela. Eu não deixaria. Eu daria um jeito de arrumar férias no hospital para estar perto dela pelo menos durante aquela primeira semana, mas eu não podia deixar de protegê-la. Eu estava disposto a fazer qualquer coisa para descobrir quem era o estranho que eu havia visto no teatro, se ele perturbava as visões de Alice. E se era Richard. Se não fosse, eu ainda teria minhas precauções para protegê-la, pois podia ser um vampiro. E não sabíamos quais as intenções dele...
Mas no momento eu estava fixado em apenas uma coisa... Proteger Esme.
Pronto. Aqui está mais um capítulo. Agora engatinhamos para o verdadeiro começo da parte dois. Não, a noite deles não ia ser tão sossegada e bonitinha como vocês pensaram. Muitas coisas vão acontecer. "Muitas cabeças vão rolar" como diz no pôster de A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (gente, amo o Johnny Depp *-* e o "tal" do Robert não pode ser comparado com ele... Em nada). Tá/parei. Percebi que o Johnny e o filme A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça não tem nada com essa história, mas eu não pude deixar de citar que amo por demais o J.D. Ai... Vai entender. Eu odeio a juventude de hoje em dia, mesmo com meus quatorze aninhos *-*. haha. Tá, eu não odeio a juventude. Gosto muito mesmo é do Carlisle & da Esme, mas vou precisar usar os outros personagens, para conseguir fazer tudo direitinho nessa história.
Disclaimer que não escrevo há alguns capítulos: Esses personagens não me pertencem, eu só uso eles para fazer uma história... Intrigante. =). Fica a dúvida no ar...
Quem é o estranho? Era Richard? O que vai acontecer agora? Continuem lendo e reviews me deixarão feliz. (Sério, não sabe o quanto eu fico feliz quando eu entro no e-mail e vejo um "review alert" *_*). Obrigada. Beijos, Vitória.
