Capitulo onze: Tortura, tortura e tortura.
OoOoOoOoOo
Já se faziam dois dias que eu estava na sala precisa. Há dias que eu não via Tom, ou Anita, Ou Demi, Ou Megan, ou Loü, ou Charlus, ou Minerva ou Celeste.
Há dias que eu só via Rosier e suas 'amigas', e há dias que eu apenas era torturada.
Encostei ainda mais a cabeça no travesseiro e fechei os olhos com força. Ouvi a porta da sala se abrir. Abri os olhos e vi Rosier e suas amigas entrarem.
- Olá, Hunt! – disse Rosier sorrindo.
- Chega de cinismo, Rosier! – falei – A sua presença me irrita! Sua mimada nojenta! – depois eu encarei-a, me levantei e fique cara a cara com ela – Eu te odeio!
Rosier começou a andar pela sala.
- Cuidado com o que diz, Hunt – disse ela, sorrindo doentiamente e andando pelo quarto, após alguns minutos, ela para e me encara – Tenha muito cuidado quando dirigir a palavra a mim! – e depois ela ficou ainda mais perto de mim – Por isso, tenha cuidado com o que diz, Hunt – e depois apontou a varinha para meu peito – CRUCIO!
Eu travei meu maxilar, mas a dor foi mais forte e eu gritei. Rosier e suas amiguinhas riram.
- E agora, a minha presença ainda te irrita? – perguntou ela, andando em círculos.
- Não... Adianta... Ro- Rosier, a sua presença sempre... Vai me irritar! – falei ofegante.
- Hmm... Que tal você pensar de novo? – perguntou Rosier e apontou a varinha para meu peito – CRUCIO!
Eu gritei de dor. Fique gritando por vários minutos. Até que, ela parou.
- E agora? – perguntou ela.
- Não... Mudei – engoli em seco – de opinião!
Agora eu a enfureci.
- Já chega! – e ela se aproximou de mim – SAIAM TODAS! – gritou ela para as meninas, que se entreolharam – VOCÊS NÃO OUVIRAM? SAIAM! – e todas elas saíram.
Eu apenas olhei para Rosier, que andava pela sala. Até que, ela jogou a capa em cima da cama e me olhou furiosa.
Encarei-a e ela retribuiu.
Se Rosier foi bonita algum dia, ela não era agora.
Rosier estava pálida, suada, as bochechas brancas, a boca arreganhada e com um batom roxo vibrante, a blusa amassada, a gravada amarrada errada, o pescoço vermelho, as mão que seguravam firmemente a varinha, os dedos dela estavam ficando brancos, a saia amassada, a capa em cima da cama, os olhos vidrados, como se ela estivesse dopada, e os cabelos loiros ouro embaraçados, espalhados, soltos, rebeldes e com frizz.
- Sabe por que eu as mandei sair? – perguntou Rosier chegando perto de mim.
- n- Não – Eu falei.
Ela agarrou meu cabelo e me forçou a olhá-la.
- Aaaah, pois agora você vai saber! – ela gritou – senta na cama!
Eu não o fiz. Então, ela puxou ainda mais meu cabelo e me jogou na cama.
- Sabe por que você tá aqui? – perguntou Rosier.
- Não. Eu não sei! – falei reunindo coragem – na verdade, eu sei! É por que você é uma louca! Insana! Maluca! Que quer me matar! Rosier eu só estou aqui, por que você é uma louca! Que precisa se tratar! Vá se tratar sua louca! – gritei para ela.
A mão de Rosier estava em minha bochecha. Ela havia me dado um tapa.
- Nunca mais fale comigo nesse tom! – disse Rosier baixamente, num tom que me deixou com ainda mais medo.
- Eu falo com você do jeito que eu quiser! – retruquei.
Ela me deu outro tapa, mais forte dessa vez.
Ah, mas eu não ia aquentar isso. Ah, isso não vai ficar assim! Ou meu nome não é Ana Helena Hunt!
- LOUCA! – gritei e quando ela foi me bater, eu segurei sua mão, e dei um tapa em seu rosto, o que deixou uma grande marca avermelhada e desarrumou ainda mais seus cabelos.
Ela se enraiveceu, mas se levantou da cama.
Ela massageou o rosto, e disse:
- REPARO! – e apontou a varinha para si mesma.
As roupas de Rosier, o cabelo, o rosto... Tudo voltou ao normal. Rosier estava muito mais arrumada e bonita do que há poucos segundos atrás.
- Ora, Hunt, você não achou que eu iria sair lá fora, daquele jeito, achou? – perguntou ela, com um tom de voz ameaçador.
Eu não disse nada, então, ela agarrou meus cabelos e disse:
- Me responde quando eu falo com você! – e depois perguntou de novo – você. Achou. Que. Eu. Iria. Sair. Lá. Fora. Desse. Jeito?
- N- não! – falei.
- Foi o que achei! – ela disse largando meus cabelos. – preciso de um lenço. – disse ela, e um lenço apareceu. Ela limpou a mão com ele, e colocou luxuosas luvas de couro na mão.
- Agora, eu quero que você saiba, o porquê de estar aqui. – ela disse baixamente.
- Por... Quê? – perguntei.
- Já ouviu falar de Cygnus Black? – perguntou ela, andando pela sala e arrumando os cabelos e a roupa.
- Já. – falei – ele é um amigão.
Rosier parou de andar assim que eu disse 'ele é um amigão', ela me encarou e começou a mexer com um pequeno anel no dedo do meio, ela então olhou para o anel que tinha um D e um R entrelaçados e sorriu perigosamente, antes de se aproximar de mim.
- Aaaah, claro que você iria dizer isso... – ela parou e limpou a garganta – ele é um amigão – acrescentou imitando minha voz.
Ela voltou a andar e olhou o relógio cravejado de ouros e diamantes que usava no pulso magro. Ela ajeitou as luvas, e tirou a varinha do bolso.
- Eu quero que você fique longe dele! – falou Rosier ameaçadoramente.
- É? E Se eu não quiser? – perguntei.
Ela apertou a varinha.
- Vais levar Cruciatus – disse ela simplesmente, com os olhos queimando de fúria.
- Ooooh! – que medo! – falei.
- Achei que fosses zombar, mas, você sempre grita e pede para que eu pare, quando lanço a maldição Cruciatus em você! – falou ela.
Engoli seco.
- Eu não consigo ficar longe do Cygnus! Ele é muito legal – falei.
- Você é corajosa e audaciosa... Pena que isso é o que vai te levar a morte. – falou Rosier tão rápido que eu quase pedi para ela repetir – CRUCIO! – gritou ela, a varinha apontada para mim.
Gritei pedindo ajuda, e pedindo para ela parar.
- Ah! – disse Rosier e a dor parou, ela ajeitou os cabelos, olhou o anel e depois o relógio – eu tenho que ir – Rosier ia sair, mas, reparou que eu olhava o anel e disse – Hmmm... "D" de Druella e "R" Rosier – explicou ela – mas, agora eu tenho que ir – e depois abriu a porta – mas, ah, eu volto.
E então ela saiu da sala, encostei a cabeça no travesseiro e fechei os olhos fortemente.
Senti lágrimas quentes escorrerem pelo meu rosto. A porta da sala se abriu e eu me encolhi na cama.
Mas, não era Rosier e sim Megan.
- MEGAN! – gritei.
Ela não me olhou, nem ouviu. Apenas observou a sala, com seus olhos passando por onde eu estava várias vezes.
Megan se sentou no chão.
- Eu achei que ela estava aqui! – e depois abaixou a cabeça – Será que a Rosier fez algo?
-Megan? – ah. Demi estava lá também.
- Que, Demi? – perguntou Megan.
- Eu acho que a gente devia contar aos meninos, depois ao Dumbledore e depois ao Dippet! – disse Demi – afinal, já faz dois dias que ninguém a vê!
- É! Eu sei – falou Megan – mas, puxa, eu gosto tanto dela! Aposto que tem dedo da Rosier nisso!
- Dedo, mão, unha, corpo... A Rosier tá nisso sim! Ela está mais feliz com o sumiço da Aninha! E, eu não a vejo depois do jantar! Ela e as amiguinhas somem! – disse Demi.
- Coitado do Riddle e do Black! – falou Megan.
- É. Apesar de eu achar que os dois vão ser inimigos, pois, o Cygnus Black gosta da Aninha e não esconde, eu acho que os dois não merecem sofrer! – disse Demi.
- Bom, – disse Megan se levantando – vamos falar com Dumbledore!
- Vamos! – e as duas saíram pela porta.
Olhei para o teto.
- Uau – falou Rosier saindo das sombras e batendo palmas, que, com a luvas de couro tinham um som estranho – você quase conseguiu ter a chance de sair daqui!
- É! – falei.
- Sabe Hunt, há uma saída. Uma 'luz no fim do túnel'. Há um jeito de você sair daqui – disse Rosier pensativa, mas perigosa.
- Sério? – falei.
- É! Você vai sair daqui, num caixão! – disse Rosier e depois gargalhou.
Fechei os olhos com força, sabendo que era verdade.
- Chega de ironias, Rosier – falei com os olhos ainda fechados.
- É! – disse Rosier – eu vou à biblioteca, estudar artes das trevas. – completou.
- Por quê? – perguntei.
- Para saber mais maldições e torturas para usar em você! – e depois saiu pela porta.
O cansaço e a dor que eu sentia eram fortes. Então eu me aconcheguei nas cobertas, pensando em Tom, Em Cygnus... Em meus amigos.
E então, adormeci.
N/A: Aaaah, gente, eu não agüento!
No próximo capítulo eu vou fazer a Aninha parar de sofrer. O Tom, o Cygnus, o Charlus... Enfim, ela e eles arrumam um jeito de tirar ela de lá. E, ela fica bem.
Quem não fica nada bem, é a Kathy. (Calma, eu já explico).
Bom, a Samantha usou a Imperius na Kathy e fez ela soltar a Aninha. E, quando a Kathy soltou a Aninha... Ela bem...
Ah, leiam o próximo capitulo e descubram.
