Capítulo XI – Not Yet, Baby.
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- Boa noite a todos os pais, os familiares e os amigos. Essa noite é muito importante para nossos queridos formandos e nós, que participamos dessa comemoração, gostaríamos de dar início à cerimônia – disse o reitor – Então, vamos receber os oradores: Takashima Kouyou e Kohara Kazamasa!
As pessoas que ocupavam as mesas na platéia estavam sorridentes; demonstravam seu orgulho de ver aqueles garotos no palco com palmas; olhavam a decoração com deslumbre de tamanha a beleza que o salão havia recebido com aqueles panos vermelhos e brancos caídos e as flores vermelhas – belos gerânios que foram colhidos algumas horas antes da festa – que enfeitavam as mesas, corredores e buffets do salão.
Uruha e Shou caminharam calmamente dos tablados onde estavam sentados com sua turma até o oratório – cada um de um lado do palco lotado pelos quase mil alunos dos crusos de design, arquitetura, direito, desenho e musica -, respiraram fundo e tomaram nas mãos o microfone. Uruha suspirou alisando a beca preta e Shou ajeitou os cabelos.
- Boa noite a todos os presentes. – Shou sorriu – Queremos dar as boas-vindas a todos a essa festa que foi preparada com todo o carinho para a comemoração de mais uma de nossas vitórias. Para começar, vamos apresnetar agora o vídeo dos formandos!
Todos olharam os telões espalhados pelo imenso salão. Não havia um convidado sequer que não risse das palhaçadas dos alunos, de suas brincadeiras nos vídeo, os passeio para parque aquático, pontos turísticos, escritórios de advocacia, gravadoras, multinacionais, algumas aulas, palestras... Não havia um pai que não sentisse orgulho de seu filho, um amigo que não gostaria de cumprimentar o outro.
- Esses são alguns momentos dos alunos, afinal, tanta coisa aconteceu nesses últimos anos que seria quase impossível colocar tudo aqui e deixar registrado nossas loucuras, aprendizados e afins. – disse Shou apos o encerramento do vídeo – Bem, agora para dar continuidade, nós preparamos algumas homenagens!
- Muito boa noite. Nossa primeira homenagem é dedicada aos nossos pais. – uruha se ajeitou, buscou os pais rapidamente com os olhos na imensa platéia – Há cinco anos atrás, nossos pais procuravam nos aconselhar com o que seria o melhor para nosso futuro profissional. Alguns nos deram conselhos do que fazer, outros de como conseguir fazer. Mas todos sempre nos deram apoio em todos os momentos. Obrigados pais e mãe, por fazer a diferença e por estarem em primeiro lugar em nossa lista de aprovados. São os melhores e sempre serão.
- Mas o que seria disso se não fosse nossos mestres educadores? Há coisas que foram aprendidas, desaprendidas, organizadas, realizadas, bagunçadas... Foram cinco anos vendo os mesmos rostos, tirando os mesmos alunos de sala e dando sempre os mesmo sermões. Mas é incontestável seus atos, se não fosse por vocês, jamais nos tornaríamos grande profissionais na área que escolhemos. Novamente, vocês merecem um muito obrigado enorme por compartilharem suas experiências conosco. Obrigado!
- Agora, para finalizar, essa homenagem é dedicada à nossos amigos, colegas de anos de muita bagunça, confusões, festas, conversas, ajudas e, principalmente, estudo. Todos nós sabemos que essa jornada foi longa e dura, cansativa, puxada. Muitos sãos os que desistiram que, por motivos mais fortes, precisaram sair e nos deixar apenas com a felicidade de sua presença... – Uruha abaixou a cabeça e suspirou, sentindo os olhos marejarem – Nesses últimos cinco anos, houve algo que não deixou de ser importante e acabou se tornando mais duradouro na verdade. Foi algo chamado amizade, que contem toda a essência do espírito de equipe, da ajuda e da fraternidade. – largou a folha sobre o oratório e se virou para os colegas – Eu queria agradecer, de coração, a amizade de todos quando meu melhor amigo precisou partir. Saibam que todos têm meu reconhecimento e meu sincero agradecimento. Desejo muita sorte a todos, independente do caminho que decidirem seguir. Felicidades e parabéns.
Todos levantaram e apaludiram fervorosamente Uruha e Shou que estavam a caminho de seus lugares, Uruha muito emocionado. Porém, uruha foi segurado pelo reitor que lhe levou de volta ao oratório e, saudosamente, anunciou:
- Senhoras e Senhores, é com orgulho e carinho que lhes apresento Takashima Kouyou, orador da universidade, aluno destaque do ano e primeiro colocado no teste nacional de musica!
Uruha sorriu e deixou as lagrimas tristes correrem pelo rosto, mas agora transformando-as em lágrimas de orgulho pela conquista ainda maior que adquiriu. Abraçou o reitor em agradecimento e o diretor de seu curso muito emocionado. Sentiu uma mão tocar seu ombro e virou-se ficando pálido, sentindo o corpo aquecer, atirando-se nos braços do loiro.
- Felicidades, Uru-kun! – abraçou o amigo e lhe entregou um buquê enorme de flores – Achou que eu não viria te ver, mocinho?
- Saga, seu baka! – riu nervoso ainda no abraço – Não sabe que eu to tremendo aqui?
- Não, mas sabia que você iria gostar de me ver aqui! Agora, vamos curtir a festa!
-x-x-x-
- Saga pegou todo mundo desprevenido! – disse Aoi nos braços de Tora.
- É verdade, Saga! – riu Reita – E esse terno aí?
- Isso é um fraque, Reitinha, é chique, mais chique que esses ternos de vocês, além disso, o meu é branco pra realçar meus lindos olhos! – riu brincando com os amigos.
- Rei-kun! Vem dançar! – chamou o loiro baixinho.
- To indo Ruu!
- Nos também vamos dançar, né Tora? – resmungou Aoi manhoso.
- Claro! Vem, vamos!
- Uru... – disse Saga em tom baixo – Quer ir... lá no hotel onde eu estou?
-Ahn... Há-hai Saga...
Uruha e Saga se despediram dos pais de Uru e seguiram para o carro de Saga. Foram até o carro, onde Saga abriu a porta para que o outro pudesse entrar, enquanto este fitava o loiro a seu lado, admirando-o o caminho todo até o hotel durante a conversa brincalhona entre ambos. Sentiu as bochechas quentes e rubras ao lembrar do que havia feito alguns dias atrás pensando em Saga. Suspirou nervoso ao vê-lo estacionar na frente do hotel.
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Standin' on your mama's porch
sentados na varanda da sua mãe,
You told me that you'd wait forever
Você me disse que esperaria pra sempre
Oh and when you held my hand
e quando segurou minha mão,
I knew that it was now or never
eu soube que era agora ou nunca
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Entraram no elevador em silencio até que saga aproximou-se de uruha, passou as mãos em sua cintura e o beijou, com calma e suavidade, sem cerimônia, sentindo-o retribuir seu beijo em meio a um leve sorriso, mas logo se separaram pois o elevador havia parado.
- Vem Kouyou... – segurou as mãos do outro e o conduziu até o seu quarto, abrindo a porta, a fechando depois que Uruha entrara.
- Saga... Posso te pedir uma coisa?
- Você lembra que fizemos aquela promessa de que esperaríamos pra sempre um pelo outro?
- Claro...
- Eu... – suspirou – Não sei o que é esse sentimento que existe bem dentro de mim... Sabe, Saga... Eu senti muito a sua falta e todo esse tempo que nós ficamos separados só serviu pra me mostrar o quanto é importante a sua presença na minha vida. Eu não sei mais o que fazer... Porque... Eu já não me vejo mais vivendo sem você...
- Uru...
- Não, me deixe terminar... O meu único desejo é que, essa noite, você possa me fazer seu... – sussurrou, levantando os olhos, olhando para Saga sentando sobre o enorme colchão d'água – Só isso...
- Farei... te farei meu...
Saga abraçou-o, o puxando para si, fazendo-o sentar sobre seu colo. Voltou a beija-lo enquanto acariciava sua cintura e recebia carinhos delicados e tímidos nos ombros. Subiu as mãos levando ao palitó de Uruha, abrindo-o e tirando com calma, dando continuidade ao beijo, um pouco mais profundo e romântico.
Uruha suspirava com cada ato de Saga, estava recebendo caricias delicadas das mãos do outro que, lentamente, o desprovia da camisa branca – tão macia quanto a pele que lhe era tocada – e abandonava-a em qualquer canto para ser esquecida. Sorriu e passou os dedos pelos finos fios de cabelo de saga, enquanto sentia o pescoço ser beijado pelos lábios doces que lhe distraiam de perceber sua gravata ser tirada. Foi descendo as mãos o fraque de Saga, o ajudando também a se livrar das peças que lhe impediam de sentir o corpo do ser tão amado que o mantinha no colo de forma sutil, retirando sua camisa e sua gravata borboleta, percorrendo os dedos pelo tórax bem definido do outro.
- Meu amor... – sussurrou Saga, lembrando-se da maneira que costumava chamar Uruha quando estavam sozinhos – Vamos em frente?
- Hai, meu koi...
Saga sentou-se melhor sobre a cama, de uma maneira que pudesse machucar o menos o possível o outro loiro. Estavam já despidos e o nervosismo de Uruha é bem aparente. Saga segurou suas mãos confortante.
- Se eu te machucar... Você vai me avisar? – levou os lábios as mãos do outro e as beijou.
- Você não vai me machucar...
Quando terminou a frase, Uruha abaixou-se devagar sobre o membro de Saga, o fazendo entrar levemente dentro de si, fechando os olhos e segurando as mãos do outro com um pouco mais de força. Ofegou baixo ao ter o corpo mais invadido, e sentiu uma das mãos de Saga soltar a sua e pousar em sua cintura, dando-lhe apoio e conforto no momento. Gemeu ao estar totalmente preenchido pelo membro de Saga e ficou apenas sentado sobre seu corpo, até acostumar-se com a sensação da invasão.
Saga moveu-se lentamente arrancando alguns leves gemidos e ofegos do outro que se segurava em seus ombros para encontrar alguma estabilidade. Olhou novamente a feição do amante em seu colo que mantinha os olhos cerrados e os lábios convidativamente entre abertos, perguntou-lhe se podia continuar, recebendo um aceno positivo do loiro-mel.
Movimentou-se mais dentro do outro, tirando-lhe mais alguns gemidos enquanto admirava seus lindos cabelos caírem-lhe sobre os olhos e o deixarem com um ar inocente. Uruha começou a movimentar o quadril em oposição aos movimentos de Saga, obrigando-o a aumentar a velocidade e estocar fundo dentro de seu corpo e tomar os tão desejosos lábios rubros e úmidos do outro num beijo eloqüente e cheio de tesão que parecia incontido.
Moviam-se com a mais perfeita sintonia e sincronia, pareciam completar-se e formar um só ao retribuir o beijo apaixonado. Ofegavam, suspiravam e gemiam em uníssono, e seus corações batiam juntos numa perfeita harmonia; seus suores escorriam e se misturavam no encontro dos corpos esplendorosos. Mas, se havia algo que ainda não havia mudado, era suas expressões. Saga ainda mantinha um sorriso confortante nos lábios e Uruha ainda tinha os olhos cerrados e os lábios entre abertos.
- Sa-Saga... E-eu não agüento... – gemeu.
Saga começou a investir mais fundo que podia em uruha, da maneira que pudesse dar a ambos o maior prazer possível, estimulando-o de acordo com a intensidade dos movimentos que fazia dentro do corpo do outro, ouvindo-o gemer mais alto quando tocou em seu lugar certo. Estocou mais algumas vezes no mesmo lugar, chegando ao ápice junto com o outro, deixando todo o prazer escorrer dentro de seu corpo e ficando com as mãos repletas do liquido viscoso e quente do outro.
Uruha deitou a cabeça no ombro de saga enquanto o deixava lamber as mãos, depois o abraçando com carinho e o aninhando nos braços. Saiu de dentro do corpo do outro e o deitou na cama a seu lado, sendo abraçado pela nuca com carinho, abraçando Uruha da mesma forma, dando um beijo calmo nos seus lábios.
- Saga...
- Hai? – respondeu de olhos fechados.
- Eu te amo...
- Te amo mais... – e adormeceram.
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Aeee, fim! Acabou a história! Infelizmente... Eu fiquei apaixonada por essa lemon, foi a mais linda e perfeita que eu já escrevi, tão cheia de emoção e tão... romântica! Ohhh... to apaixonada. Obrigada a todos que leram, espero que tenham curtido, espero reviews de coração para poder postar o epílogo que já está escrito! Hehe... De qualquer forma... Vocês acham mesmo que acabou? Abaixa a barrinha um pouco pra ver! Desde já, eu agradeço a leitura. Vejo vocês em breve, Aiyu.
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- Saga?
Uruha abriu os olhos e acordou sozinho na cama, envolto nos lençóis. Olhou em volta a procura do outro, sentou-se na cama tentando encontra-lo.
- Hai? – disse Saga, sentando na beira da cama de frente para o outro – Eu só fui ao banheiro!
- Achei que tinha me abandonado... – estendeu os braços – Vem cá, koi...
- Carente?
- Sentindo sua falta ainda... – abraçou o outro singelo enquanto era novamente deitado na cama.
- Cansado?
- Hum... Not yet, baby...
(Saga/Uru POV)
E, assim, fizemos amor mais uma vez, só pra matar toda a saudade...
FIM.
