Bella não trabalhava aos sábados, então Edward pediu que ela viesse apenas no final da tarde. Ele havia planejado algo especial para aquela noite.
—Edward?- Bella o chamou entrando na casa. – Edward?
—Olá.- Ele disse da porta da sala. Ele vestia um smoking e a observava atentamente.
—Uau.- Bella o olhou e o desejou com os olhos. Ela nunca havia sentido esse tipo de atração por ninguém.- Eu sabia que você era lindo, mas vestido assim...- Ela disse e ele sorriu.
—Que bom que gostou. Porque eu tenho uma surpresa para essa noite.
—Uma surpresa? E o que é?
—Qual seria a graça se eu contasse?
—Sem graça. Mas você podia ter avisado. Eu podia ter, sei lá, me vestido melhor.- Bella disse olhando para as próprias roupas.
—Aí você não poderia usar aquilo. – Ele disse apontando para um vestido que estava pendurado na sala.
—Tudo bem, agora eu sei que você não está brincando.
—Você disse que queria sair. Eu estive pensando nisso. Você passa a semana toda nessa casa. Merece alguma diversão.
—Edward, você não precisa...
—Não Bella. A razão pela qual eu não saio, são os olhares das pessoas sobre mim, mas eu percebi que não me importo mais. Contanto que estejamos juntos, não me importaria nem se me apontassem.
—Isso é ridículo. A única razão das pessoas olhares para você é que você é muito gostoso.- Ela disse e ele riu.
—Viu. Como alguém se importaria com olhares tendo alguém como você ao seu lado? Agora vá se vestir, ou vamos nos atrasar.
—Ele é lindo Edward, mas eu não posso...- Ela disse e ele a olhou confuso.
—Por que não?
—E se eu manchar ou rasgar?- Ela disse e ele riu.- Ei, não ria. Você sabe que é possível.
—Não se preocupe com isso Bella. É um presente.
—Não é não.
—Você sempre tem que ter a ultima palavra não é? Escute, eu já comprei, então, você pode escolher usa-lo ou deixar guardado, o caso é que, ele é seu de qualquer forma.
—Está bem. Mas não quero que você pense que está tudo bem ficar comprando coisas caras para mim. Não precisamos deixar nossas diferenças ainda maiores Ok?
—Então você pode gastar suas economias para me dar um celular, mas eu não posso te dar um vestido? Não parece muito justo.
—Não é para ser justo. É para ser assim e pronto.
—Já te disseram que você é muito teimosa?
—Eu digo isso para mim mesma todos os dias.- Ela provocou.
—Está bem. Agora vai.
—Eu posso dirigir?
—Não. Vamos de táxi. – Ele disse e ela revirou os olhos.
—Não custava tentar.
—Os sapatos estão no quarto.
—É claro que estão.- Bella disse subindo as escadas.
Meia hora depois Bella se olhou no espelho. Ela estava nervosa. O vestido cobria bem seu corpo. Ele batia na altura de seu joelho. Ela trançou o cabelo rapidamente e saiu do quarto. Ela estava descendo as escadas quando Edward se virou para olha-la a fazendo corar.
—Não tenho mais certeza se quero sair.
—Por que não? Eu aceitei o vestido.
—Exatamente. E você está deslumbrante nele. Não quero outros caras babando em você.
—Você é absurdo.- Ela disse sorrindo.
Edward chamou um taxi e eles foram até o teatro.
—Já veio aqui antes?- Bella perguntou enquanto Edward a guiava para seus lugares.
—Sim. Eu gostava de vir aqui quando era mais novo.
—Aqui é tão bonito.- Bella disse deslumbrada com a vista. O concerto durou duas horas e depois eles foram até um restaurante.
Os dois pediram e estavam conversando banalidades quando ele ouviu uma voz.
—Edward?- A voz disse e ele não se mexeu.
—Eu acho que é com você.- Bella disse olhando para a pessoa que o chamou.
—Acho que sim.- Ele disse suspirando e se virando. Do outro lado do restaurante Peter se levantou indo em sua direção.
—Eu não acredito. Edward Masen.
—Olá Peter.
—Quanto tempo não vejo você. Você está muito bem. Apesar de tudo não é?
—Sim Peter.
—Essa é Charlotte. Minha noiva.
—Oi. O Peter fala muito de você.
—Mesmo?- Ele perguntou ironicamente e Bella cutucou sua perna.
—É claro.-Ela disse docemente.
—É um prazer. Essa é minha namorada. Bella, Bella,esse é o Peter. Ele é músico também.
—Muito prazer.- Bella disse estendendo a mão.
—Bom, eu não quero incomodar. Nós já estávamos indo embora e eu vi você. Aqui. Meu celular. Me liga Edward. Vamos marcar de sair um dia desses.
—Quem sabe um dia.
—Foi um prazer Bella. – Peter disse docemente e Bella sorriu pegando o telefone que Edward mal havia olhado e eles saíram.
—O que foi?- Bella perguntou acariciando a mão dele que estava sobre a mesa.
—Nada.
—Por que ficou estranho depois que seu amigo saiu? Não gosta dele?
—Não é isso.- Ele disse suspirando. – Peter é um cara legal.
—Então qual o problema?
—O problema não é ele. São as coisas que ele me lembra. Os concertos que eu tocava, as grandes turnês que fazíamos. Eu estou sendo ranzinza, desculpe. Era para ser uma noite divertida.
—Ei, eu estou me divertindo. E e isso é importante para você. E eu acho que você toca muito bem.
—Não sei se acredito em você. Você não parece muito imparcial. – Ele disse sorrindo.
—O mesmo vale quando você diz que eu sou deslumbrante e essas coisas.
—Mas é verdade.
—Assim como quando eu digo que você toca bem, também é verdade.
—Poderíamos discutir isso a noite toda e não chegaríamos em um acordo.
—Poderíamos, mas eu prefiro fazer outras coisas a discutir com você.- Ela disse sorrindo e bebendo o vinho.
Eles terminaram o jantar e entraram no taxi.
—Você quer que eu te deixe na sua casa?- Ele perguntou enquanto ela se aninhava em seus braços no banco de trás do taxi.
—Eu queria passar a noite com você.- Ela disse levantando os olhos para ele, e ele sorriu.
—Seu desejo é um ordem.
Chegaram na casa e foram direto para o quarto e Edward ainda a admirava.
—Por que está me olhando assim?
—Assim como?
—Como se eu fosse a coisa mais bonita que você já viu.- Ela disse soltando o cabelo.
—Porque você provavelmente é.
—Não pode dizer coisas assim e não querer que eu me apaixone por você.
—Eu acho justo que você se apaixone, já que eu já estou.- Ele disse a puxando para perto dela a beijando. As mãos dela foram até os cabelos dele o puxando. Ela empurrou as roupas dele e desabotoando a camisa dele enquanto ele a empurrou delicadamente até a cama enquanto ele descia o zíper do vestido dela.
—Não, não. Espera.- Ela falou mais alto com um olhar aterrorizado.
—Desculpe Bella. Eu pensei... Tudo bem, nós não precisamos...
—Não. Não é isso. Mas tem uma coisa, que eu não te contei.
—O que é?- Edward perguntou preocupado.
—Lembra, que eu disse que meu pai não era uma boa pessoa? E que não queria falar sobre ele?
—Lembro.
—Existe um motivo para isso.- Ela disse abraçando o próprio corpo já com lagrimas nos olhos. Edward se aproximou lentamente e acariciou seu rosto.
—Fala comigo. – Ele pediu
—Quando eu era pequena, as coisas eram... Diferentes.
—Diferentes? Diferentes como?
—Meu pai sempre quis um menino, então quando veio uma menina ele... Digamos que ele não ficou muito feliz. Minha mãe morreu no parto. Éramos ele eu. Minha tia, a irmã da minha mãe, me visitava de tempos em tempos. Foi assim que eu passei os primeiros oito anos da minha vida. Me sentindo mal por ser uma garota. Ele cortava meu cabelo bem curto e todas as minhas roupas eram largas. Ainda sim, não era o bastante pra ele. Então ele me matriculou no clube de natação. Ele dizia que aprendeu muitas coisas sobre a vida no vestiário, e isso iria me ajudar. - Disse enjoada com as lembranças.
—Bella, não precisa...
—Tudo bem. Eu tenho que dizer, já faz muito tempo. O clube era apenas para meninos, mas como meu pai era o chefe de polícia da cidade abriram uma exceção para mim. Os meninos eram... Cruéis. Sempre mexiam comigo. Eu não tinha influências femininas, então não era confortável com meu corpo. Mesmo com oito anos. Eles nos obrigavam a tomar uma chuveirada antes de entrar na piscina e eu sempre usava camisa e um calção.
—Bella...
—Eles sempre me provocam por isso e eu os ignorava e isso funcionava. Até que não funcionou mais. Eu me lembro que estava tão cansada dos comentários e brincadeiras maldosas. Eu revidei. Eu precisava. Eu ofendi um dos meninos. Não me lembro do que foi. Isso foi o bastante para eles. - eu disse olhando para baixo. - eles arrancaram minhas roupas e ligaram o chuveiro. Era um... Chuveiro antigo. Se não regulássemos a água, ela nos queimava. Digamos que eles não tiveram essa preocupação. Eu tentei fugir, mas eles eram muitos. A água me desorientava e queimava meu corpo.
—Pare- Edward rugiu. Sentindo a dor que Bella sentia. A raiva fazia seu sangue ferver.
—Depois de um tempo eles me deixaram lá. Mesmo com a dor das queimaduras eu vesti minhas roupas e sai. Liguei para minha tia naquele mesmo dia e contei o que havia acontecido. Ela veio me buscar no dia seguinte. Ela havia me dado seu telefone uns meses atrás dizendo que eu podia ligar para ele se precisasse. Charlie estava fora de si. Ela entrou na justiça para requerer minha guarda. Ganhou facilmente. Não vejo meu pai desde então.
—Eu sinto muito que isso tenha acontecido com você.
—O motivo pelo qual estou te contando isso é que... Eu ainda tenho algumas marcas de queimadura pelo meu corpo. E quando você começou a abrir o zíper eu congelei, com medo do que você iria pensar. ...
—Achou que as marcas seriam um problema?
—Eu não sei. Elas estão por todos os lados, e algumas estão feias mesmo depois de tantos anos.
—Então quer dizer que você nunca...
—Não. Eu ainda não perdi meu cartão V, se é isso que está perguntando.
–E você quer? Ficar comigo?
–Eu quero. Muito, mas tenho medo do que vai pensar.
—Confia em mim?
—Mais do que em qualquer um.- Edward começou a beijar seu pescoço e abriu a lateral do vestido descendo a parte dos ombros enquanto Bella abria a calça dele. Quando sua calça estava no chão ele terminou de tirar o vestido dela lentamente. As marcas estavam lá. Algumas maiores e mais visíveis, mas a perfeição das curvas dela se sobre saía. Tudo o que ele via era o quão linda e perfeita ela era. Ele a encarou sem palavras, mas ao olhar em seus olhos viu que ela confundia seu olhar de adoração com de repulsa. Então ele segurou sua nuca e a beijou.
—Eu certamente não esperava por isso.- Ele disse entre os beijos.
—Eu bem sentir repulsa.- Ela disse deixando um soluço escapar.
—Repulsa? Bella, você é absolutamente de tirar o fôlego. Eu estou deslumbrado.
—Como? Por que?
—Por que? Porque você é absolutamente linda. Por dentro e por fora.- Edward disse voltando a beijá-la.
Depois de alguns beijos ela se mais segura e confiante, então colocou sua mão dentro da boxer dele, sentindo seu tamanho e a tirando logo em seguida. O que ela não esperava era que ele fosse tão... Grande. Bella cessou os beijos e olhou para seu comprimento por um instante.
—Você parece preocupada.
—Eu estou
—Eu vou fazer isso ser bom. – Ele se deitou sobre ela, mas mantendo seu peso em seus braços o quanto pode. Ficando entre suas pernas ele se lembrou do preservativo.- -Camisinha?
—Ei eu sou a virgem aqui, lembra?
—Bem, não é como seu eu tivesse usado uma nos últimos anos.- Ele disse ainda admirando seu corpo. -E o que fazemos agora?- Ele disse saindo de cima dela.
—Eu tomo pílula.
—Eu nunca fiz sem proteção e depois do divórcio fiz vários exames. Eu estou limpo, confia em mim?
—Com toda minha vida.- Ele sorriu.
—É tão linda. - Edward disse beijando seu pescoço e a empurrando levemente para trás. Bella sentiu suas costas encostarem na cama. Edward colocou suas mãos na cintura dela e continuou a beijar seu pescoço. As mãos e Bella estavam agarradas ao seu cabelo lhe dando leves puxões.- Eu não quero machucar você, mas isso pode doer.
—Confio em você.- Bella disse olhando em seus olhos e assentiu.- Eu amo você.- Bella disse acariciando o rosto de Edward que beijou sua mão.
—Eu também te amo. Não sabe o quanto te esperei. - Edward disse e voltou a beijá-la enquanto avançava. Ele ficou parado enquanto ela se acostumava com as sensações. Bella sentiu uma fisgada, como se algo se partisse. Ela abriu os olhos e encontrou o olhar de Edward preocupado.
—Tudo bem. Só fica parado um pouco.
—Já vai passar. Eu prometo que só vou me mexer quando você disser. - Ela respirou fundo e se mexeu um pouco testando o nível da dor e assistiu e ele começou a se mexer lentamente. As pernas de Bella se cruzaram em sua cintura o fazendo ir mais fundo. Ela estava tomada pelas sensações e tudo que conseguia fazer era gemer e se agarrar mais a ele. A perna de Edward começara a dar alguns espasmos de dor, mas ele não se importava. Se sentia bem com ela. Como se estivesse em casa pela primeira vez na vida. Seus movimentos ficaram mais rápidos e ele não conseguia mais manter o peso em seus membros. Bella estava perdida nas sensações, mas ela queria mais. Usando a força das pernas ela o prendeu e os girou na cama. Edward a olhou com uma mistura de surpresa e desejo que queimava em seus olhos.
Edward desceu um pouco as mãos e a ergueu a fazendo subir e descer cada vez mais rápido. Ele se sentou com ela ainda em seu colo, os dois gemendo cada vez mais alto e o suor de seus corpos se seios estavam livres e balançavam cada vez mais em sincronia com as estocadas tombou a cabeça para trás lhe dando livre acesso ao seu pescoço e Edward voltou a beijar seu pescoço e foi descendo os beijos por sua clavícula e seus seios. As mãos deles estavam entrelaçadas e as penas de Bella enroscadas em sua cintura o apertando cada vez mais forte enquanto seu ápice se aproximava. Ele desceu os beijos pelo vale entre os seios de Bella a fazendo gemer seu nome ainda mais alto enquanto ela se movimentava e rebolava em seu membro. Bella gemia cada vez mais alto. Incapaz de se controlar.
—Edward...
—Sim Bella. Vem comigo... - Ele gemeu e ela se agarrou a ele com mais força enquanto sentia seu orgasmo a atingir tirando todas as forças que ela tinha.
Edward soltou uma de suas mãos e acariciou suas costas e se afastou um pouco a deitando do seu lado. Ele a olhou ela nunca esteve tão perfeita. Seus cabelos agora castanhos esparramados pelo travesseiro, suas bochechas coradas. Seus olhos estavam fechados. Ela só conseguia de concentrar nas sensações que sentia. A mão de Edward passeou pela lateral de seu corpo chegando até seu quadril e subindo novamente e ela sorriu.
Ele estava agarrado a ela com todas as suas forças e ela se remexeu um pouc ouviu sussurrar.
—Não. Por favor não me deixe agora.- Ele devia estar sonhando e Bella acariciou seus cabelos e sussurrou de volta.
—Eu não vou. – Ele se mexeu novamente e abriu os olhos a admirando.
—Obrigado.
—Pelo que exatamente?- Ela perguntou confusa.
—Por ficar. Mesmo quando eu tente fazer você ir.
—Não existe outro lugar que eu gostaria de estar agora. – Ela disse enquanto brincava com o cabelo dele.
—Isso me assusta as vezes. As vezes eu penso que isso é um sonho, ou talvez signifique que você é muito teimosa ou então que gosta de alguém que estava quebrado.
—Você não estava quebrado. Só perdido. E precisava de mim.
—Eu ainda preciso
—Isso é bom. Porque não pretendo ir a lugar algum. – Ela disse e os dois pegaram no sono agarrados um ao outro.
