Quando achamos que a Bella vai conseguir contar para a Rosalie, acontece algo que impede isso. Tensão no paraíso gente. Penúltimo capítulo.

Capítulo 11

Ela reservou seu bilhete naquela noite, sentada na cama ao lado de Edward, seu laptop sobre os joelhos quando ela apertou o botão para confirmar a sua compra. Isso estava feito. Três dias a partir de agora ela saberia se conseguir o homem dos seus sonhos, ia custar sua amiga mais querida.

Ela ligou para Rosalie na manhã seguinte para anunciar sua visita. Ela parecia encantada, surpresa e animada com a perspectiva de vê-la. Isabella sentia uma fraude, como se ela estivesse enganando sua amiga mais uma vez.

Ela arrumaria a bagagem naquela noite, puxando sua menor mala pela porta. Ela queria acabar com isso logo, e ela se arrependeu por simplesmente não saltar no primeiro vôo. Isso simplesmente não teria sido prático, no entanto. Ela precisava organizar tudo para alguém lhe dar cobertura na loja - uma estudante, Andie, que às vezes ajudava durante períodos movimentados, - bem como receber a entrega de um grande pedido.

Não foi até o dia seguinte que ela se lembrou que ela precisava adicionar detalhes de seu passaporte para a reserva. Ela estava na loja no momento, e ela virou a placa para fechado e correu para cima para encontrar o seu passaporte. Tardiamente ocorreu-lhe que tinha passado um tempo desde que ela o tinha usado - seria profundamente frustrante se tivesse expirado.

Ela encontrou seu passaporte em sua gaveta de roupas íntimas, seus ombros caindo de alívio quando ela abriu-o e viu que valia por mais doze meses. Ufa.

Ela trancou o apartamento e começou a descer as escadas, os pensamentos corriam a respeito de seu vôo amanhã e o que aconteceria quando ela desembarcasse na Austrália. Rosalie insistia em buscá-la no aeroporto. Isso exigiria um ato de auto-controle enorme para simplesmente não deixar escapar a notícia no momento em que visse o rosto de Rosalie.

Ela não tinha certeza do que aconteceu em seguida, se ela deu um passo em falso ou escorregou ou algo totalmente diferente, mas a próxima coisa que ela sabia era que estava a desmoronar a metade restante das escadas de uma dúzia de degraus, agitando os braços enquanto ela tentava e não conseguia agarrar os trilhos para amortecer a queda. Ela caiu dolorosamente, seu tornozelo torcendo debaixo dela, batendo o joelho na borda de um degrau da escada.

Por um momento a dor era tão intensa que não podia respirar. Então, ela estava ofegante, com lágrimas brotando de seus olhos quando ela começou a tremer em reação. Movendo-se lentamente, ela usou a balaustrada para se arrastar em um semi-agachamento, equilibrando em sua perna não lesionada. Ela tentou mover o tornozelo e gritou de dor.

Levou um momento para se recuperar da tentativa. Pranto rolava pelo seu rosto, ela se afundou em um passo e puxou o telefone do bolso da saia.

"Olá. Eu estava pensando em você ", disse Edward calorosamente.

"Eu tive um acidente. Você pode vir? Eu preciso de você ".

"Você está bem? O que aconteceu? Devo chamar uma ambulância? "

Mais tarde, quando o mundo não estivesse tão cheio de dor, ela poderia levar um tempo para apreciar a preocupação urgente em sua voz.

"Eu caí da escada. Eu bati meu joelho e torci meu tornozelo."

"Isabella".

Nunca houve tanto significado em uma única palavra.

"Eu estou bem."

"É melhor estar."

Ela sorriu com sua ferocidade.

"Dez minutos. Não se mova. "

Ele fez isso em oito, batendo na porta da rua no segundo que ele chegou. Ela deslizou os últimos dois degraus e chegou até a porta para deixá-lo entrar. Ele empalideceu quando a viu. Agachada ao lado dela, ele a tocou na face.

"Jesus, Isabella."

"Eu estou bem", ela assegurou-lhe de novo.

Ele levantou a saia e examinou primeiro o joelho, então o tornozelo. Ele não tocava em nada, motivo pelo qual que ela era extremamente grata.

Sua expressão era sombria quando seu olhar encontrou o dela novamente.

"Você percebe que está quebrado, não é?"

"Eu tive um pressentimento."

"Nós precisamos ir ao hospital."

Ele a levou para o carro, colocando-a cuidadosamente no assento na parte de trás e organizando seu casaco para apoiar o tornozelo.

"Quinze minutos, e nós vamos estar lá", disse ele, quando ligou o motor.

Ela estava deitada, com a cabeça inclinada para trás, com as mãos no colo, punhos cerrados quando ela tentou respirar através da dor. Ele levou-a para a ala de acidentes e a enfermeira deu uma olhada para ela e introduziu-os através de um cubículo. Raios-X revelou que ela tinha, de fato, quebrado o tornozelo. Seu joelho estava apenas ferido.

Deram-lhe analgésicos e gelo para o joelho, então uma enfermeira veio para estabilizar o tornozelo com um molde. Isabella observou o trabalho da mulher, tentando conter a emoção crescendo dentro dela. Edward afastou os cabelos dela do rosto e apertou sua mão. Ela olhou para ele, uma única lágrima a correr pelo seu rosto.

"Eu vou ter que cancelar meu vôo, não vou?"

Ele não se incomodou em responder. Ambos sabiam que ela estaria sem condições de andar, muito menos voar por algum tempo. Felizmente ela já tinha Andie para cobrir a loja para ela enquanto ela estava fora, então ela não teria que se preocupar com a loja pela próxima semana, pelo menos.

Eles foram para casa com um molde de fibra de vidro azul e muletas. Edward levou-a para sua casa e a colocou na cama. Naquela noite, ele recolheu uma mala cheia de coisas dela no apartamento e abriu espaço em seu guarda-roupa para as roupas dela.

"As pessoas vão pensar que eu fiz isso de propósito, para que você fosse forçado a me trazer para ficar com você", disse ela ao vê-lo cuidadosamente pendurar seus vestidos e casacos. Havia algo incrivelmente cativante sobre a maneira como ele os acertou antes de colocá-los no trilho.

"As pessoas vão pensar que eu te empurrei escada abaixo, assim você não teria escolha, além de morar comigo."

~~x~~

Ela ligou a Rosalie mais tarde naquela noite para dizer-lhe as más notícias. Rosalie foi extremamente preocupada e apologética por ela não estar lá para lamentar e confortar Isabella em pessoa. Ela enviou um enorme cesto de flores e chocolates para a loja no dia seguinte e Andie deixou-os no apartamento de Edward no caminho de casa. Isabella estava olhando para elas melancolicamente quando Edward chegou de trabalho naquela noite. Seu olhar foi dela para as flores e de volta.

"Rosalie?"

"Ela é uma boa amiga. Eu não a mereço."

Edward sentou-se no lado da cama. "Você é uma grande amiga para Rosalie. Mesmo quando eu estava no meu momento mais ridículo onde você estava envolvida, eu entendia isso. "

"Um amigo verdadeiramente grande não teria nem cheirado em sua direção."

"E onde deveria ter me deixado? Sonâmbulo pelo caminho através de minha vida? "

Apesar de sua culpa e miséria, ela foi aquecida pelas suas palavras e a maneira como ele olhou para ela. Ela ainda sentia como um milagre, que ele a amasse, da mesma forma que ela o amava. Então ela viu as flores de Rosalie sobre seu ombro e seu sorriso desapareceu.

"Chame-a, Isabella. Se isso está pesando em você tão fortemente, ligue para ela. Eu sei que não é o que você queria, mas talvez seja o que você tem que aceitar", disse Edward.

Ela olhou para ele, mordendo o lábio. Ele provavelmente estava certo, mas ela odiava a idéia de ter uma importante conversa por telefone.

"Você não pode esconder isso para sempre, você sabe disso, né?"

Ela abaixou a cabeça, odiando que ele pudesse ver direito, através de suas desculpas, o seu coração covarde. Sua mão encontrou seu rosto, a palma da mão cobrindo sua mandíbula.

"Ela ama você, Isabella. Ela quer que você seja feliz."

"Você foi dela por seis anos, Edward. Ela estava indo se casar com você. Não é como se eu peguei emprestado um par de sapatos sem permissão. Eu peguei a sua vida."

"Era a minha vida, também. Não tenho uma palavra a dizer sobre isto? Uma parcela de culpa? Eu sou o único que veio a você a primeira vez. Eu sou o único que te beijou e empurrou para baixo no sofá."

Ela sorriu levemente do seu cavalheirismo. "Eu beijei você, seu idiota, e arrastei para o sofá."

Eles argumentaram por alguns minutos, o que inevitavelmente levou a uma reedição dos eventos originais – criativamente coreografada para encaixar seus ferimentos.

Depois, enquanto Edward estava cochilando ao lado dela, ela tentou se preparar psicologicamente até chamar Rosalie. Ela sabia que sua procrastinação estava beirando o patológico neste momento e que a cada dia que passava só piorava as coisas.

Ela realmente precisava morder a bala*.

*Morder a bala = Assumir as consequências

Ela olhou para o telefone na mesa-de-cabeceira, mas não pegou.

Ela nunca se considerou uma pessoa fraca. Ela tinha se afastado de sua família quando ela tinha 19 anos, indo pelo mundo apenas com os fundos fracos em sua conta bancária para universidade para manter o lobo da porta*. Ela tinha construído um negócio do nada, criou uma vida para si mesma. No entanto, por algum motivo ela não era capaz de lidar com esta situação de cabeça erguida.

*Manter o lobo da porta = evitar a fome

"Dê a si mesma uma pausa, Isabella."

Ela virou a cabeça no travesseiro.

"Eu pensei que você estivesse dormindo. "

"E eu pensei que eu tinha conseguido distrair você."

"É isso o que foi?"

"Entre outras coisas".

Ela sorriu, mas seu coração não estava nele. "Eu não gosto de me sentir assim. "

"Culpada?"

"Sim. E fraca. "

"Você não é fraca."

"Então por que é tão difícil para mim?"

"Porque Rosalie é a sua família substituta." Ele disse como se fosse perfeitamente óbvio e mais claro do que o nariz em seu rosto.

Ela apoiou-se sobre um cotovelo. "O que você quer dizer? "

"Você não pode ver", ele perguntou, seus olhos azul suave. "Você perdeu uma família já, e Rosalie entrou nesse espaço. Ela tornou-se a sua irmã e sua mãe e seu pai, tudo em um. Você fez o mesmo por ela, eu acho. Você ajudou a sobreviver a seus avôs. Vocês duas salvaram uma a outra. E agora você está com medo de que a história vai se repetir e que uma vez que a verdade do que tem acontecido entre nós for revelada, Rosalie irá rejeitá-la da mesma forma que seu pai fez. "

Era tão simples, tão óbvio. Isabella estava piscando para levar a lágrima de volta, ridiculamente chocada pela visão concisa de Edward sobre sua situação. Ela tinha estado tão certa de que ela lidou com todas essas coisas com o pai e a madrasta, que ela tinha tudo sob controle e ainda ali estava, mostrando sua cabeça feia novamente.

"Será que isso algum dia vai embora?", Ela perguntou depois de uma longa pausa.

"Na minha experiência, não. Mas você tem de saber onde os corpos são enterrados, e você aprenderá a evitá-los e como lidar com eles quando você não pode evitá-los. "

Isabella estudou seu rosto na penumbra, em seguida, estendeu a mão para acariciar ao longo da linha eriçado de sua mandíbula.

"Como você ficou tão inteligente?"

"Um caminho difícil. Da mesma forma que você ficou tão forte. E você é forte, Isabella. Você vai sobreviver a isso, não importa o que aconteça. "

Ela o amava por não revestir coisas de açúcar, por não tentar prever a resposta de Rosalie.

"Você acha que eu deveria ligar para ela?"

"Eu acho que você deveria parar de carregar toda essa culpa e aceitar que você tem permissão para ser feliz. E se falar com Rosalie vai conseguir isso, então sim, ligue. "

As palavras mal tinham saído de sua boca quando seu telefone tocou. Edward passou em frente a ela. Ela deu uma olhada no identificador de chamada e tomou uma respiração profunda.

"É R."

Era como se o destino se acrescentasse ao encorajamento de Edward. Dizendo-lhe que agora era o tempo para desabafar.

Edward levantou uma sobrancelha, fazendo uma questão em silêncio.

"Tudo bem", disse ela, balançando a cabeça. "Ok".

Já era tempo... Ela precisava enfrentar as conseqüências e seguir em frente. Mesmo que fosse doer como o inferno. Ela e Edward não poderiam avançar até que isso fosse tratado. Ele tinha sido muito cuidadoso para não mencionar seus próprios sentimentos, em qualquer de suas discussões até agora, mas ela sabia que ele se ressentia sobre seu relacionamento não ser público ainda.

Ela atendeu a chamada. "Ei, R." A voz dela saiu estranhamente, apertada e um pouco alto.

"Isabella. Graças a Deus que você está ai. Eu queria que você fosse a primeira a saber, Emmett me pediu para casar com ele, e eu disse sim! "

Por um segundo Isabella estava sem palavras. Ela piscou rapidamente, tentando por seu cérebro atordoado em ação. Rosalie tinha voado para a Austrália há quatro meses. E agora ela estava se casando? Foi tudo muito rápido, muito louco, mesmo para uma mulher que tinha acabado de colocar a sua vida de cabeça para baixo.

"Isabella? Você ainda está aí? "

Isabella reuniu seus pensamentos dispersos e obrigou-se a dizer a coisa esperada, embora sua cabeça estivesse cheia de dúvidas.

"Eu estou. Eu só estou encantada. É uma notícia incrível." Ela olhou para Edward quando percebeu que esta notícia pode ser mais que um pouco chocante para ele, também. Não importa o que ele disse, não importa que ele estava com ela agora e que ela sabia em seu intestino que ele estava feliz, a notícia que Rosalie estava se casando com alguém logo depois de romper as coisas com ele teria que pesar. Ele não seria humano se não fizesse.

Ela estendeu a mão e pegou a mão dele, consciente de que suas próximas palavras verdadeiramente iriam entregar o jogo, quanto ao tema de sua conversa com Rosalie. "Você já definiu uma data? "

Ela observou quando a compreensão apareceu no rosto de Edward. Seu olhar caiu para a cama, efetivamente fechando a fora de seus pensamentos. Ela apertou sua mão.

"Prepare-se-estamos aprontando tudo para junho", disse Rosalie. "Eu sei que soa absolutamente insano, mas meus avôs decidiram que querem vir aqui. Eles querem conhecer Emmett e ver onde eu vou viver. Eles têm bilhetes reservados para junho e decidimos que seria a oportunidade perfeita para matar alguns pássaros com uma pedra. "

"Certo".

"Não vai ser grande ou extravagante, apenas os nossos amigos mais próximos e família. Eu sei que você está de castigo com o tornozelo direito agora, mas estará tudo bem em oito semanas, não é?" O tom Rosalie era persuasivo.

Edward ainda estava olhando para os lençóis.

"Eu tenho certeza que vou ficar bem. E se não ficar, eu vou de qualquer maneira." O que mais havia para ela dizer, afinal? Apesar de ter decidido apenas cinco minutos que ela precisava confessar tudo, não importa o quê, não havia nenhuma maneira que ela iria arruinar a emoção e felicidade de sua melhor amiga. E Rosalie estava feliz. Isso irradiava de cada palavra que ela disse. Em qualquer outra circunstância, Isabella estaria fora de si de alegria por sua amiga, mas com Edward sentado pensativo ao lado dela e a culpa sempre presente fazendo seu estômago pesado, sua própria reação foi muito mais comprometida e complicada.

"Fique feliz por mim, Bella," Rosalie disse em voz baixa, obviamente pegando algumas das turbulências de Isabella, apesar da distância entre elas. "Emmett me faz tão feliz. Esta é a melhor coisa que já me aconteceu."

"Estou muito feliz por você, R. Você não tem idéia de quanto. Eu estou apenas tentando colocar minha cabeça em torno de tudo, isso é tudo."

"Eu sei que foi rápido. Mas é certo. Eu sei disso em meus ossos. Você já teve essa sensação, Bella? Absoluto, instintivo? "

O olhar de Isabella caiu para onde sua mão ainda segurava Edward. "Sim. Eu tive esse sentimento. "

"Eu te amo muito, você sabe disso, né? Eu não posso esperar para ver você e para você conhecer Emmett e mostrar-lhe em torno de Melbourne. Você vai adorar aqui. "

"Envie-me as datas e eu vou reservar o meu bilhete hoje à noite. "

"Ótimo. Escute, eu tenho que me mexer, eu preciso fazer mais chamadas. Tome uma taça de champanhe em meu nome, ok? "

"Eu vou."

A linha ficou muda e Isabella colocou seu telefone na mesa de cabeceira.

"Você está bem?", Ela perguntou.

Edward levantou seu olhar para ela. "Eu estou bem."

"Ainda assim, deve ter sido um choque para você."

"Você quer a verdade? A única vez que eu pensei sobre Rosalie nos últimos meses foi em relação a você. "

"Ah. Bem ... bom. "

Foi muito bom. Mas por algum motivo ela ainda se sentia desconfortável. Como se ele não estivesse dizendo toda a verdade.

Ele saiu da cama, pegando sua cueca. Ela observou quando ele vestiu.

"Você tem certeza que está bem? Porque eu não me importo se você precisar conversar sobre isso..."

"Isabella. Eu não estou chateado com Rosalie. "

Ela puxou o lençol um pouco mais alto, colocando-o sob as suas axilas. "Mas você está chateado com alguma coisa, certo?"

Ele era um advogado, sempre muito preciso com as palavras, e não há outra explicação para a forma como ele expressou sua resposta.

"Não chateado, por si só. Frustrado é uma palavra melhor." Havia mais do que uma pitada de desafio em sua postura quando ele a enfrentou. "Quando é que você vai dizer a ela, Isabella?"

Ela piscou para ele. "Você acha que eu deveria ter dito a ela hoje? Mesmo que ela está na lua sobre o casamento? "

Porque simplesmente não tinha ocorrido a ela confessar, uma vez que ela ouviu a notícia de Rosalie, e ela se sentiu que Edward sentia a mesma coisa. Afinal, este era um grande dia para E. Um dia enorme.

"Sim, eu acho. Eu acho que nós nos adiamos pelos sentimentos de Rosalie mais do que suficiente. Você não acha? "

Ele estava zangado com ela. Desapontado. Ela podia ouvir em sua voz. Seu estômago caiu com desânimo.

"Eu não quero estragar nada para ela."

"Então, o que? Nós apenas continuamos a nos esconder em torno da cidade, preocupando que vamos encontrar alguém que nós conhecemos? E você continuar a tentar adivinhar a cada segundo como Rosalie vai reagir, tornando-se doente sobre isso? "

Ela olhou para ele. Ele nunca havia levantado essa questão de novo, mesmo que na noite do restaurante tailandês tenha obviamente deixado um mau gosto na boca. Ela não gostava de mentir sobre estar com ele, também, mas isso tinha sido um mal necessário. Rosalie tinha que ouvir sobre eles por Isabella, não através de outra pessoa.

Ela pensou que ele entendeu isso.

"Você sabe o quanto ela significa para mim." Eles tinham conversado sobre isso. Como ele pode mudar de compreensão e empatia a dez minutos para isso?

"Eu sei. Eu sei que você a ama. Mas eu amo você, Isabella, e eu não quero sentir como se o nosso futuro estivesse em espera enquanto nós esperamos o momento perfeito para Rosalie ouvir sobre nós. "

"Então, o que? Eu chamo-a de volta agora e simplesmente despejo isso em cima dela? Enquanto ela está bebendo champanhe com seu novo noivo?" Sua voz era alta e trêmula de emoção.

"Claro. Por que não? Você acha que vai haver um momento perfeito, Isabella? Porque eu posso dizer a você agora, não haverá. Da próxima vez ela vai estar grávida, ou começar um novo trabalho, ou sua avó vai estar mal, ou algo vai acontecer com Emmett. Se você continuar procurando, sempre haverá uma desculpa para não contar a ela. "

"Eu não vou estragar o casamento de minha melhor amiga. Não com uma chamada telefônica a partir do outro lado do planeta".

"Sim. Eu entendi isso. Mensagem recebida e verdadeiramente compreendida, obrigado. "

Ele vestiu uma camiseta e saiu da sala. Isabella olhou para o lugar que ele tinha estado parado. Bile queimou sua garganta. Ela pressionou as palmas das mãos no peito. Ela estava esperando a bolha a estourar, não estava? Ela sabia o que viria a seguir. A raiva. A culpa. Todas as maneiras que ela estava errada. Todos os caminhos que ela o desapontou.

Ela tinha vivido isso antes.

Seu coração estava acelerado, martelando dentro do peito. Pânico ameaçou afundar ela. Ela tomou uma respiração irregular. Ela precisava se proteger. Ela precisava manter a calma e manter a cabeça limpa.

E ela precisava se vestir.

Agora.

Jogando as cobertas, ela pegou suas muletas.

~~x~~

Edward praguejava contra si mesmo quando ele entrou na cozinha.

Rosalie maldita. Por que a mulher não poderia ter esperado 30 minutos ou mais para fazer seu grande anúncio...

Isabella tinha estado a ponto de ligar e expurgar toda sua culpa de uma vez por todas, e agora eles estavam de volta ao mesmo lugar. Ou talvez ele estivesse se enganando a esse respeito. Depois de tudo, ela conseguiu encontrar quatro meses de desculpas até agora.

Talvez ela tivesse encontrado outra desculpa, mesmo se Rosalie não tivesse anunciado seu noivado.

Ele pegou a frigideira e bateu-o no fogão, em seguida, invadiu a despensa para pegar as cebolas e alho. Ele estava cortando a segunda cebola quando Isabella apareceu na porta. Ela tinha vestido e puxado o cabelo em um apertado rabo de cavalo. Porque ele ainda estava chateado com ela, ele não disse alguma coisa imediatamente, simplesmente continuou cortando a cebola.

"O táxi estará aqui em 10 minutos. Eu preciso de você para pegar minha bolsa na prateleira de cima do armário para que eu possa fazer as malas."

Sua voz era tão calma que por um momento que ele pensou que tinha entendido errado.

Ele deitou a faca na mesa. "O que?"

"Eu preciso de você para colocar minha mala no chão para que eu possa fazer as malas."

Ele olhou para ela. Ela queria arrumar as coisas? Porque eles tiveram uma briga? Porque ele pressionou-a para dizer a Rosalie, não importando as circunstâncias?

Por um momento ele estava cambaleando, completamente fora de equilíbrio.

Então, ele registrou que ela estava tremendo e pálida, seu corpo inteiro vibrando com a intensidade de suas emoções e ele foi atingido com um flash, uma cegueira dolorosa de insight.

Se fosse qualquer outra mulher, ele interpretaria o anúncio de Isabella como uma jogada para obter tudo do seu próprio jeito. Uma jogada infantil e extrema, mas ainda uma jogada.

Concorde comigo ou eu vou embora.

Mas essa era Isabella, que tinha sido tratada como uma vergonhosa meliante quando ela tinha sido explorada quando criança e finalmente expulsa de sua casa por ser muito problemática, muito difícil, muito perturbadora. Na experiência de Isabella, brigas com entes queridos não eram caminhos para comprometimentos, foram trilhas rápidas para se tornarem estranhos. Queriam dizer recriminações e julgamentos e, finalmente, ser enviada para o mundo por conta própria. Ou, neste caso, de volta ao seu apartamento, mancando em muletas.

Confrontada com o que ela acreditava ser uma iminente rejeição, Isabella havia optado por fazer um ataque preventivo. Se o seu coração não estivesse quebrando por ela, ele quase podia encontrar em si mesmo força para aplaudi-la pela força.

"Isabella..." Ele foi até ela, sem hesitar, envolvendo seus braços ao redor dela, puxando seu corpo contra o dele, muletas e tudo. "Eu não quero que você vá a qualquer lugar, certo? Só porque discordamos em algo, não significa que eu não te amo mais. Eu vou sempre amar você, não importa o que aconteça."

Ela estava muito quieta e não respondia em seus braços, mas ele sabia em seu interior e em seu coração que ele estava no caminho certo. Ele sabia, porque ele a conhecia.

Ele deu um beijo na testa. "Querida... Você acha que eu vou deixar você ir agora que eu tenho você nas minhas garras? Você acha que eu quero voltar a viver em preto e branco agora que eu sei como a vida em Technicolor se parece? "

Ela estremeceu, em seguida, ela pressionou o rosto em seu pescoço e lançou os braços ao redor dele. Seu aperto era feroz, quase doloroso em sua intensidade.

"Desculpe-me, eu estou tão confusa. Desculpe-me, eu não sei como fazer isso. Por favor, acredite que eu te amo, Edward, por favor, acredite que essa coisa com R nada tem a ver com o quanto você significa para mim..."

Ele segurou a parte de trás de sua cabeça e segurou-a enquanto ela soluçou, com o peito doendo. Ele deveria ter quebrado o nariz de Charlie Swan naquela noite no Clube Savage. Ele deveria ter batido no outro homem pelo dano que ele tinha feito para uma jovem menina vulnerável que tinha precisado de amor, proteção e conforto e, em vez recebeu nada além de condenação. Para seu crédito eterno, Isabella tinha conseguido suportar o tratamento que recebeu e manteve a cabeça erguida e sobreviveu, mas tinha sido um alto preço para a sobrevivência, e ela estava pagando agora.

Ambos estavam.

"Eu acredito em você, querida. Está tudo bem. Estamos bem Isabella."

Ela recuou de seu abraço para que ela pudesse olhar para seus olhos, sua própria piscina de lágrimas. A incerteza no rosto dela quase o matou. Ela não tinha idéia de como ela era adorável. Como preciosa e corajosa e especial.

Ela deve ter visto algo em seus olhos para tranqüilizá-la, porém, porque um pouco da tensão deixou seu corpo. Ele arrastou uma cadeira e sentou-se, puxando-a para o seu colo.

"Eu não vou a lugar nenhum, e nem você", disse ele em voz baixa.

A tensão restante foi aliviada de seu corpo. Ela deitou a cabeça em seu ombro, tão simples e confiante como uma criança. Ele fechou os olhos e respirou o cheiro de seu perfume e tomou uma decisão.

Ele deixaria Isabella encontrar seu próprio caminho e tempo para contar a Rosalie. Nesse ínterim, ele ouviria e seguraria sua mão e ofereceria seu conselho, mas ele não iria pressioná-la. Ele entendeu agora o quão profundo suas feridas iam e como foi difícil para ela confiar que ela poderia cometer erros e ainda merecer seu amor.

Um dia, ela saberia em seus ossos, porque seria a sua missão de vida torná-la assim. Mas, por agora... Ele iria esperar, e confiaria que Isabella iria trabalhar por si mesma.

Finalmente Edward percebeu que pressionar a Bella não adianta nada.

Respondendo os reviews:

DaysCullenB.S: Edward se tornou um príncipe. Bjos

Christye-Lupin: Charlie nem merece ser chamada de pai, sério. Dar errado não dá, essa foi a última discussão séria deles. Bjos

MandaTaishoCullen: Edward foi demais mesmo, por mais que entrar no clube seja bom pra ele isso não merece passar por cima da felicidade da Bella. Bjos

Bah83: Bella agradeceu bem ele, se aquele carro pudesse contar histórias...

Acho que a conversa teve que ser adiada mais um pouco. Seu ex pegou sua irmã? O.O você não falou pra ela o galinha que ele era? Ele passava mel no corpo para todo mundo quase pular em cima dele? kkkkk você e suas bonecas vodu, tem até receio das próximas adaptações. Bjos

Guest: Concordo, Charlie é um mané. A conversa decisiva só no capítulo que vem. Bjos

Patylayne: Será que você está certa? Não posso revelar nada para não estragar o capítulo final. Bjos

Germana: Que bom que esteja gostando. Eles são super diferentes mas esse é o charme do casal, um quebra-cabeça não se completa com peças iguais. Bjos

Ç.Ç quarta-feira é o último capítulo. Gostaria muito que os fantasminhas aparececem nessa reta final da história. Bjos e até lá.