Capítulo 12- Legolas ponto de vista.
Subimos ao topo de uma colina, onde tinha um emaranhado de árvores velhas e retorcidas, ao redor delas ficava um círculo interrompido, feito de pedras. Fizemos uma fogueira no centro, pois não havia esperanças de não sermos descobertos.
Sentamos ao redor da fogueira, Ana e eu ficamos de guarda em silêncio, enquanto que os outros cochilavam inquietos. O Bill estava em pé, tremendo e suando.
Durante a noite, muitos olhos brilhantes apareceram, às vezes perto, outras longe, alguns quase chegaram no círculo.
Numa falha do círculo podia-se ver um grande lobo, parado, nos observando, podia sentir a Ana ficar tensa no meu lado, toquei na mão dela pra demonstrar que não precisa ter medo.
Então o lobo soltou um uivo arrepiante, chamando os outros, Ana e eu ficamos de pé, com nossos arcos nas mãos, preparados, bom, pra uma humana ela é bem rápida.
Gandalf ficou de pé, avançando segurando seu cajado no alto, ele gritou:
"Escute, Cão de Sauron! Gandalf está aqui. Fuja, se der valor a sua pele asquerosa! Vou murchar você do rabo até o focinho, se ousar pôr as patas neste círculo".
O lobo rosnou e saltou em nossa direção, disparei meu arco, a minha flecha perfurou-lhe a garganta, os olhos que espiavam desapareceram de repente. Gandalf e Aragorn andaram mais à frente, os lobos fugiram e tudo ficou em silêncio.
Quando a noite estava terminando, uma tempestade de uivos soou feroz e alucinada, pelo acampamento. Agora estávamos sendo atacados por todos os lados.
"Joguem lenha na fogueira. Peguem suas espadas e fiquem uns de costas para os outros".- Gandalf gritou para os hobbits.
Começamos a lutar, meu arco estava cantando, Boromir, Aragorn e Gimli estavam todos bem ocupados. Ana estava irreconhecível, no primeiro momento ela encarava os lobos como se eles fossem conhecidos, depois os olhos azuis dela brilharam como fogo, começando a atacar violentamente os lobos, ela atirava muito bem com o arco.
Estava perto dela, quando ela trocou arco pela espada, finalmente li o que estava escrito em sua lâmina presente dos Valar em runas élficas, depois pensarei no assunto.
"Naur an edreith ammen! Naur dan i ngaurhoth".- Gritou o mago.
Houve um estrondo e um estalo, a árvore sobre ele pegou fogo, cada uma das copas das árvores foram incendiadas, nossas espadas e facas faiscavam. Minha última flecha se incendiou quando cruzou o ar, atingindo o coração de um grande chefe dos lobos, os outros fugiram.
Lentamente o fogo foi se apagando, enquanto rompia a aurora. Os inimigos foram expulsos e não voltaram. Quando amanheceu completamente, não tinha sinais de lobos. Ana e eu começamos a catar nossas flechas intactas, eu porém estava com menos uma, a última que foi carbonizada.
"É como eu temia. Estes não eram lobos comuns caçando comida no ermo. Vamos comer rápido e partir!" - Disse Gandalf.
"Meu amigo, devo concordar com você. O que estamos esperando?" – Ana indagou.
Então comemos e partimos em busca do Portão Oeste de Moria, antes de anoitecer.
- Ana ponto de vista.
Quando chegamos ao portão já tinha algumas estrelas no céu, estava me tremendo por ter pisado na água imunda do lago, e por sentir também a presença do vigia. Estou começando a me sentir estranha.
Na luta com os wargs, fiquei paralisada, pois senti um fogo queimar meu corpo interiormente, nunca pensei que lutaria daquele jeito, fiquei com tanta raiva dessas criaturas nojentas.
"Ana você está bem?" –Legolas sussurrou no meu ouvido.
Confesso que senti um calor percorrer meu corpo naquele momento.
"Não, estou apreensiva, não gosto desse lago".- Respondi sinceramente.
"Eu também me sinto assim".- Comentou anjo élfico.
A/N- Começou a ficar quente, chegamos em Moria, e agora algumas coisas foram colocadas pra vocês pensarem. Esperem pelo Balrog pretendo dar umas pistas, obrigada pelas revisões.
Até amigos.
