Golpeou no peito com as costas das mãos e o atirou na cama.

-Tornou-se louco? - Chiou.

Edward sorriu.

-Asseguro que não tinha que recorrer à força para me atrair a sua cama, querida esposa.

-Isto é só um jogo para ti!

-Não, Bella. É o casamento.

-Não sabe o que é casamento.

-Sim, mas você mesma admitiu que você tampouco - elevou o braço para tomá-la pela mão. - Sugiro que aprendamos juntos.

Ela afastou a mão.

-Não me toque. Não posso pensar quando me toca.

-Uma realidade muito alentadora - ele murmurou.

Ela lhe lançou um olhar mordaz.

-Não vou tentar te seduzir.

-Não seria tão complicado. E sempre é agradável conseguir os objetivos que alguém se propõe.

-Seria incrivelmente complicado - respondeu ela, ofendida. - Seria incapaz de reunir o desejo suficiente para fazê-lo bem.

-Ah. Um bom golpe, milady, mas claramente falso.

Bella queria responder algo agudo, mas não lhe ocorreu nada. O problema era que ela também sabia que suas palavras eram falsas. Edward só tinha que olhá-la e seus joelhos se dobravam. Quando elevava a mão e a tocava, quase não podia manter-se em pé.

-Bella - disse com suavidade, - vêem para cama.

-Vou ter que te pedir que parta - respondeu ela com melindre.

-Nem sequer pensa dar uma oportunidade ao meu plano? Não me parece justo que descarte minhas idéias logo de cara.

-Justo? Justo! Está louco?

-Às vezes eu também me pergunto isso - disse ele entre dentes.

-Vê? Sabe tão bem quanto eu que isto é uma loucura. - Edward amaldiçoou para si mesmo e balbuciou algo sobre ela ter o melhor ouvido que um coelho. Bella se aproveitou daquele relativo silêncio para seguir à ofensiva e disse: - O que poderia ganhar te seduzindo?

-Explicarei isso - disse ele com picardia, - mas não estou seguro de que seus tenros ouvidos estejam preparados para isso.

Bella se ruborizou de repente e tentou dizer:

-Sabe que não me referia a isso - mas tinha os dentes tão apertados que só se ouviu assobio.

-Ah, minha mulher réptil - suspirou Edward.

-Estou perdendo os nervos, milord.

-Seriamente? Não tinha me dado conta.

Bella nunca tinha tido vontade de esbofetear ninguém em sua vida, mas estava começando a pensar que aquele era um bom momento para começar. A atitude zombadora e segura de seu marido era quase insuportável.

-Edward...

-Antes que continue - ele interrompeu, - me permita que te explique por que deveria considerar seriamente em me seduzir.

-Fez uma lista? - Perguntou ela, arrastando as palavras.

Ele agitou a mão no ar como se passasse nada.

-Asseguro que não é algo tão formal. Mas tendo a pensar em listas, é um costume que compartilhamos os escritores de listas compulsivos, e naturalmente tenho alguns motivos organizados em minha cabeça.

-Naturalmente.

Ele sorriu diante de sua tentativa de sarcasmo.

-Não seguem nenhuma ordem, claro - quando ela não disse nada, ele acrescentou: - Digo para que não haja mal-entendidos sobre a segurança da Inglaterra, a possibilidade de que o céu caia sobre a terra e tudo isso.

Bella queria expulsá-lo do quarto com todas suas forças. E, contra seu próprio critério, disse:

-Fale.

-Está bem, vejamos.

Edward colocou as mãos em posição de oração enquanto tentava ganhar tempo. Não lhe tinha ocorrido fazer uma lista até que Bella mencionou. Olhou para sua mulher, que estava golpeando o chão com a ponta do pé, impaciente.

-Está bem, comecemos, mas primeiro temos que procurar um título.

Ela o olhou com receio e Edward soube que suspeitava que ele estava inventando tudo sobre a marcha. Nenhum problema, disse-se. Não deveria ser tão complicado.

-O título - ela recordou.

-Ah, sim. "Motivos pelos quais Bella deveria seduzir Edward." A teria chamado "Motivos pelos quais Bella deveria tentar seduzir Edward" - acrescentou ele, - mas a primeira me parece mais acertada.

Ela só o olhou fixamente, assim ele continuou:

-Queria dizer que não há motivo para temer que fracasse no intento.

-Já sei o que queria dizer.

Ele sorriu com travessura.

-Sim, claro. Passamos ao primeiro motivo?

-Por favor.

-Começarei pelo mais elementar. Número um: desfrutará.

Bella queria contradizê-lo, mas tinha a sensação de que seria outra mentira.

-Número dois: desfrutarei - olhou e sorriu. - Estou convencido.

Bella se apoiou na parede porque notava que os joelhos começavam a lhe falhar.

Edward esclareceu a garganta.

-O que enlaça diretamente com o número três: como desfrutarei, não terei nenhum motivo para procurar carinho em outra parte.

-O fato de estar casado comigo deveria bastar!

-É certo - assentiu ele. - Mas sou o primeiro em reconhecer que não sou o homem mais nobre e temeroso de Deus. Terei que aprender o quanto prazenteiro e satisfatório pode ser o casamento. - Bella soltou uma risada desdenhosa e zombadora. - Quando o fizer – continuou, - estou seguro de que serei um marido modelo.

-Na outra lista escreveu que queria um casamento sofisticado e aberto, um no qual fosse livre de se extraviar.

-Isso foi antes de te conhecer - respondeu ele, muito jovial.

Ela colocou as mãos nos quadris.

-Já disse que não acredito nesse argumento.

-Mas é verdade. Para ser sincero, jamais estive pensado encontrar uma mulher a quem quisesse ser fiel. Não vou dizer que estou apaixonado por ti... - O coração de Bella a surpreendeu e se encolheu. - ...mas acho que, com o tempo e o estímulo necessários, posso chegar a te querer.

Ela cruzou os braços.

-Diria qualquer coisa para seduzir a uma mulher, não?

Edward fez uma careta. Suas palavras tinham soado muito pior do que ele pretendia.

-Isto não vai bem - disse entre dentes. Ela arqueou uma sobrancelha, e lhe deu de presente uma expressão que era incrivelmente igual à de sua finada babá... Quando ficava zangada com ele. De repente, Edward se sentiu como um menino ao qual estavam repreendendo..., uma sensação muito desagradável para alguém de sua posição. - Demônios, Bella. - Disse enquanto saltava da cama e ficava de pé, - quero fazer amor com minha mulher. Por acaso é um crime?

-É quando não sente carinho por ela.

-Sinto carinho por ti! - Jogou o cabelo para trás com as mãos e sua expressão refletiu quão esgotado estava. - Eu a gosto mais que qualquer outra mulher que tenha conhecido. Por que diabos acha que me casei contigo?

-Porque, sem mim, toda sua fortuna teria ido parar no seu odioso primo Laurent.

-James - corrigiu automaticamente, - e para salvar minha fortuna poderia casar com qualquer uma. Acredite, podia escolher entre as melhores iscas de Londres.

-Iscas? - Repetiu ela, atônita. - É horrível. Por acaso não respeita às mulheres?

-Quando foi a última vez que foi a Londres e deu uma volta pela cena social?

-Sabe que nunca fui...

-Exato. Confia em mim, se tivesse à oportunidade de conhecer a maioria das debutantes, saberia do que falo. No ano passado, só encontrei uma com mais do que meio cérebro na cabeça, e já estava apaixonada por outro.

-Uma prova para o fato de que tivesse mais do meio cérebro.

Edward perdoou a indireta.

-Bella - disse em um tom suave e alentador, - que motivo pode haver para evitar que tornemos realidade nosso casamento?

Ela abriu a boca, mas não encontrou as palavras. O que lhe ocorria parecia pobre. Como ia explicar que não acreditava que estivesse preparada para intimidades por uma sensação que tinha? Não tinha argumentos racionais, nem motivos sensatos e raciocinados, só uma sensação.

E, embora pudesse transmitir essa sensação, suspeitava que não resultaria terrivelmente convincente. Não quando seu constante ataque sensual começava a fazer efeitos nela e começava a desejá-lo.

-Bella – disse. - Algum dia terá que enfrentar o fato de que me quer. - Ela o olhou surpreendida. Acaso tinha lido sua mente? - Quer que te demonstre isso? - Murmurou ele. Levantou-se e se aproximou dela. - O que sente quando faço... - elevou a mão e lhe acariciou suavemente a bochecha - isto?

-Nada - ela sussurrou que, de repente, ficou paralisada.

-Sério? - desenhou um sorriso lento e preguiçoso. - Pois eu sinto muitas coisas.

-Edward...

-Chisss. O que sente quando faço... - Inclinou-se e tomou o lóbulo da orelha entre os dentes - isto?

Bella tragou saliva e tentou ignorar como seu quente fôlego lhe acariciava a pele. Edward a rodeou com um braço e a atraiu ainda mais para seu quente corpo.

-E se fizer... - Aferrou-se a suas nádegas e as apertou - isto?

-Edward - ela disse, surpreendida.

-Edward, sim - murmurou ele, - ou Edward, não?

Ela não disse nada e, embora a vida dependesse disso, teria sido incapaz de articular uma palavra.

Ele sorriu.

-Interpretarei como um sim.

Seus lábios apoderaram-se dos dela em um faminto movimento e Bella teve que se aferrar a ele para não cair. Odiava que pudesse lhe fazer isso, e odiava a si mesma por desejar tanto aquelas sensações. Era um mulherengo da pior índole e virtualmente tinha admitido que pretendia ter aventuras paralelas durante o casamento, mas com apenas um toque, ela se derretia mais depressa que manteiga.

Acreditava que por isso tinha tanto êxito com as mulheres. Havia lhe dito que queria ser fiel, mas como ia acreditar? Seguro que as mulheres caíam em sua cama em efeito dominó; ela mesma era um claro exemplo. Como ia poder resistir a todas?

-Tem sabor de mel - disse com voz rouca enquanto lhe mordiscava o canto dos lábios. - Tem um sabor único, incomparável.

Bella notou que era levada para a cama, e em seguida sentiu o forte corpo de Edward em cima dela. Estava muito excitado; tinha um desejo selvagem por ela e seu coração feminino desfrutou dessa sensação e esse poder. Com cautela, elevou a mão e a colocou nas fortes fitas de seu pescoço. Os músculos de Edward se tencionaram diante do contato e ela afastou a mão.

-Não - disse ele colocando outra vez a mão. - Mais.

Ela voltou a tocá-lo e se maravilhou da calidez que é sua pele.

-Edward – sussurrou, - não deveria...

-Deveria - respondeu ele com ardor. - Definitivamente, deveria.

-Mas...

Silenciou-a com outro beijo, e Bella o deixou fazer. Se não podia falar, não podia protestar e, de repente, deu-se conta de que não queria protestar. Arqueou as costas, movendo-se instintivamente para seu calor e se surpreendeu quando notou seus seios esmagados contra seu peito.

Ele pronunciou seu nome, murmurou-o uma e outra vez. Estava se perdendo nele, estava perdendo a capacidade de pensar.

Só existia esse homem, e as coisas que a estava fazendo sentir e... Seus ouvidos despertaram de repente. E ouviu um ruído na porta.

-Edward – sussurrou – me parece que...

-Não pense.

Os golpes se intensificaram.

-Alguém bate na porta.

-Ninguém seria tão cruel - murmurou ele, enquanto suas palavras se perdiam em seu pescoço. - Ou tão estúpido.

-Bella! - Os dois ouviram e em seguida reconheceram a voz de Alice.

-Maldição - disse Edward, no mesmo momento que se separava de Bella. Não poderia manter seu desejo a raia por ninguém mais. Mas a voz da pequena Alice bastava para o convencer de que não era momento de antepor suas necessidades. Sentou-se na cama e abotoou a camisa. Quando olhou Bella, viu que estava correndo para a porta enquanto arrumava seu aspecto. Edward sorriu diante de seus esforços por arrumar o cabelo. O tinha deixado bem revolto.

Bella abriu a porta e viu a menina, que tinha o lábio inferior tremendo. Em seguida se ajoelhou.

-Alice, o que acontece? - Perguntou-lhe. - Por que está triste?

-Não estou triste, estou zangada!

Bella e Edward riram.

-Não quer entrar? - Disse Bella, que manteve um tom de voz solene.

Alice assentiu como uma rainha e entrou.

-Ah, boa noite, Edward.

-Boa noite, Alice. Alegro-me de te ver. Pensei que estivesse se preparando para se deitar.

-E o estava fazendo, mas a senhorita Dobbin me roubou a sobremesa.

Edward olhou Bella, totalmente confuso. Sua esposa estava tentando dissimular um sorriso. Pelo visto, sabia do que se tratava aquilo.

-E te deu algum motivo? - Perguntou Bella.

Alice fez um gesto de aborrecimento com a boca.

-Disse que tinha me comportado mal quando estávamos praticando as letras.

-E é verdade?

-Possivelmente um pouco. Mas asseguro que não o suficiente para que me roubasse a sobremesa.

Bella se virou para Edward. - Que sobremesa havia esta noite?

-Bolo de morango com creme e canela - respondeu ele. - Estava bastante bom.

-É meu favorito - disse Alice entre dentes. - E também o da senhorita Dobbin.

-E o meu - acrescentou Bella, que cobriu o estômago com uma mão quando este rugiu.

-Possivelmente não deveria ter perdido o jantar - disse Edward.

Ela lhe lançou um olhar agudo antes de voltar-se para Alice.

-Prometi que te ajudaria se esta ocasião se repetisse, não?

-Sim. Por isso vim. Mereço minha sobremesa! E posso demonstrá-lo.

De relance, Bella viu que Edward estava rindo. Tentou ignorá-lo, centrou-se em Alice e disse:

-Seriamente?

-Hmm..., Hmm - a menina assentiu com a cabeça. - Trouxe a lição. Verá que todas as letras estão perfeitas. Inclusive o z, que é muito difícil.

Bella pegou a folha de papel que Alice havia tirado pelo bolso do vestido. Estava um pouco enrugada, mas viu que a menina tinha escrito todo o alfabeto em maiúsculas e minúsculas.

-Muito bem – murmurou, - embora o m tem um arco a mais.

-O quê? - Gritou Alice, horrorizada.

-Era uma brincadeira - respondeu Bella. Em seguida se virou para Edward e disse:

-Temo que terá que nos perdoar. Alice e eu temos que nos ocupar de um assunto muito importante.

-Como senhor da casa - disse Edward com uma expressão de preocupação fingida, - creio que deveria me informar de qualquer plano secreto e pouco limpo que estejam tramando.

-De acordo - disse Bella. - Vamos à cozinha procurar outra porção de bolo para Alice - fez uma pausa coincidindo com um rugido de seu estômago. - E outra para mim, imagino.

-Terei que impedi-las - disse ele.

-Oh, Edward, não! - Exclamou Alice.

-A menos que eu possa participar - virou-se para Bella. - Além disso, acreditava que não quisesse voltar a descer à cozinha só.

Ela franziu o cenho.

-Alice e eu ficaremos perfeitamente bem sozinhas.

-É obvio, mas a viagem será mais divertida se as acompanho.

Alice pegou a mão de Bella e puxou.

-Tem razão. Quando quer, Edward pode ser muito divertido.

Ele a despenteou.

-Só quando quero?

-Às vezes é um pouco teimoso.

-É o que sempre digo - disse Bella, encolhendo de ombros com impotência.

-Isabella - ele repreendeu, - muitas me acusam do contrário. Possivelmente se fosse mais teimoso contigo... Hmm... possivelmente conseguiria algo mais.

-Acho que é hora de partir - disse Bella enquanto empurrava Alice para a porta.

-Covarde - sussurrou Edward quando passou ao seu lado.

-Chame covardia, se quiser - sussurrou ela. - Eu prefiro chamar sentido comum. Alice só tem seis anos.

-Quase sete - disse a pequena.

-E ouve tudo - acrescentou Bella.

-Todos as crianças o fazem - respondeu Edward enquanto se encolhia de ombros.

-Mais motivo ainda para ser mais precavido com suas palavras.

-Vamos à cozinha ou não? - Perguntou Alice, golpeando o chão com um pé.

-Claro tesouro - disse Edward, que se adiantou e a pegou pela mão. - Mas não podemos fazer ruído e temos que falar baixo.

-Assim? - Sussurrou Alice.

-Ainda mais. E você... - Virou-se para o Bella - se cale.

-Não disse nada - protestou ela.

-Posso ouvir seus pensamentos - respondeu Edward com uma divertida dança de sobrancelhas.

Alice riu.

E Bella, que Deus a ajudasse, também. Justo quando estava decidida a tomar seu marido como inútil, ele a deixava boquiaberta convertendo a excursão à cozinha em uma aventura romântica para a jovem Alice.

-Pode ouvir os meus? - Perguntou a menina.

-Claro. Está pensando em tortas de morango.

Alice conteve o fôlego e se virou para Bella. -Tem razão!

Edward olhou sua mulher aos olhos com uma expressão terrivelmente sensual.

-Você pode ler os meus?

Ela meneou a cabeça.

-Certamente não - assentiu ele, - porque se não estaria muito mais que ruborizada.

-Olhe! - exclamou Alice. - Está se ruborizando. Sabe o que está pensando!

-Agora sim - respondeu a jovem esposa.

-E o que pensa? - Perguntou a menina.

-Minha nossa! -disse Bella. Estamos já perto da cozinha? Será melhor que não diga nada, Alice. Edward disse que tínhamos que ficar em silêncio.

O trio entrou nas pontas dos pés na cozinha, e Bella descobriu que estava muito mais limpa que a última vez que a tinha visto. Parecia que o forno queimado voltou a funcionar.

Morria de vontade de abri-lo e comprovar onde estava a grelha. Possivelmente quando Edward lhe desse as costas...

-Onde supõe que monsieur Stefan escondeu o bolo? – Perguntou Edward a Alice.

-No armário, possivelmente? - Sugeriu.

-Uma idéia excelente. Vamos dar uma olhada.

Enquanto os dois abriam todos os armários, Bella correu, embora em silêncio por necessidade, até o forno. Deu uma última olhada a seu marido para comprovar que Alice e ele seguiam ocupados e colocou a cabeça.

Tirou-a igualmente rápido, mas teve tempo de comprovar que o ralo voltava a estar à mesma altura que ela a tinha colocado.

-Isto é muito estranho - murmurou entre dentes.

-Disse algo? - Perguntou Edward enquanto se virava.

-Não - mentiu ela. - Encontrou o bolo?

-Não. Tenho a sensação de que o pessoal da cozinha a deve ter terminado, mas encontramos outro coberto de chantily que parece riquíssima.

- Chantily, é? - Perguntou Bella, com um renovado interesse.

-Hmm... Estou seguro.

Bella acreditou, pois estava lambendo um dedo.

-Está deliciosa - disse Alice, enquanto afundava o dedo no chantily e o levava a boca.

-Por acaso nenhum dos dois vai provar o bolo? - Perguntou Bella.

-Não.

-Eu não.

-Só chantily lhes farão mal no estômago.

-Uma lástima - disse Edward enquanto voltava a lamber o dedo, - mas é que somos tão felizes.

-Prove, Bella - disse Alice.

-Está bem. Mas só com um pedaço de bolo - disse Bella.

-Mas estragará o plano - disse Edward. - Alice e eu pensávamos deixar o bolo sem cobertura e que monsieur Stefan resolva o mistério pela manhã.

-Estou certa de que ele não achará nenhuma graça - disse Bella.

-Não acha graça de nada.

-Edward tem razão - acrescentou Alice. - Sempre está de mau humor e gosta de gritar em francês.

Ele aproximou um dedo cheio de chantily à boca de Bella.

-Prova Bella. Sabe que quer.

Bella ruborizou. Essas palavras se pareciam muito às que lhe havia dito no quarto, onde a tinha seduzido. Ele aproximou o dedo um pouco mais, mas ela retrocedeu antes que lhe roçasse os lábios.

-Uma lástima - ele disse. - Pensava que ia fazer.

-O quê? - Perguntou Alice.

-Nada - grunhiu Bella e em seguida, para demonstrar a Edward que não era uma covarde, aproximou um dedo ao dele, lubrificou um pouco de chantily e a comeu. - Meu Deus –disse, - está deliciosa.

-Já havia dito isso - disse Alice.

Bella esqueceu qualquer tentativa de ser a senhora digna da casa. Entre os três, demorou dois minutos para comer toda a cobertura do bolo.

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Agora sim. Acho que limpei a minha barra com vocês né? Hmm... A propósito obrigada² M, adRii Marsters, Polly, lorena, mypallotx3, Missin e nandastewart pelos reviews!

E é de consenso geral que Rosalie é desagradável e que todas aqui *eu* quer estapear ela huahahaha. Oras e as discussões desses dois são muito engraçadas. Cada resposta na ponta da língua. E as listas dele hahaha

Edward é tão fofo quando está com as meninas, imaginem como seria com os próprios filhos...

Até mais e espero suas reviews! ツ