Here I am, again! Haverá uma surpresa neste capítulo... E mais não digo...
Disclaimer: Nada me pertence. Pertence tudo à loira poderosa!
Ciúmes?
A volta a Hogwarts fora lenta. Mais lenta do que Draco esperava. Ele apenas queria chegar depressa a Hogwarts e mandar-se para dentro do Lago Negro. Ele fora um estúpido. Afinal, porque é que ele reagiu tão mal? Ele devia ficar feliz por ela, não? Porque é que lhe deu aquele ataque de ciúmes?
Wow, wow, wow! Pára tudo! Quem é que disse que eu estava com ciúmes dela? Não tenho razões para ter ciúmes dela!
Não sei, não! - comentou aquela voz irritante que sempre voltava.
Mas eu não te tinha dito para não voltares mais?
Desculpa? Tu é que começas a conversa e depois dizes que a culpa é minha? Essa cabecinha loira não pensa? A sério Malfoy, o vírus do amor apanhou-te em cheio!
O QUÊ? Qual vírus do amor? Eu não estou apaixonado pela Ginny!
Eu nunca disse que tinha sido pela ruivinha...
Mas afinal porque é que tu existes?
Porque, ao que parece, tu necessitas de desabafar e eu é que tenho de ouvir todas as tuas lamúrias...
Ahh, desaparece...
"Eu estou definitivamente a ficar louco..." - comentou para si próprio. - "Até já, falo sozinho..."
E continuou a sua viagem de volta à escola sempre em discussão com a vozinha irritante da sua mente que insistia que ele tinha ciúmes de Bernard.
Numa outra carruagem ia Mii Trustcott. A amiga de Ginny chorava. E olhem que ela não é uma rapariga que chora muito. Só quando o assunto lhe afecta profundamente. Desta vez, o assunto tinha nome e apelido: Fred Weasley.
Aquele quase beijo tinha destruído a muralha que ela criara à volta do seu coraçã sido destruída por Fred. Apaixonou-se por ele pouco tempo depois de Ginny lhe apresentar os famosos gémeos. Ficou encantada pelo seu sorriso maroto e o seu olhar intenso mas divertido... Ela podia enumerar tudo o que gostara nele, mas era muita coisa. Gostou dele durante dois anos. Com os seus treze anos finalmente o conseguiu esquecer. Afinal, porque é que ele olharia para a amiga da sua irmã caçula? O máximo que ele podia sentir por ela era uma amizade fraca, apenas por conveniência. E foi esse pensamento que a levou a afastar-se dele, a fazê-la esquecer.
Mas aquele maldito quase beijo estragou tudo!
E porque é que ele disse aquilo?
"Então? Pensava que era isto que ambos queríamos..." - relembrou a frase dele. Ohh, o que ela mais queria era beijá-lo com todo o fervor. As suas mãos a percorrerem aqueles cabelos ruivos que ela tanto gostava.
Porque é que ela tinha resistido ao beijo? Essa é fácil. Não se queria apaixonar outra vez por ele, mas parece que não resultou, porque agora um mero pensamento sobre ele fazia-a pensar: e se...
As lágrimas escorriam pelo seu rosto. Esta fora a pior saída a Hogsmead que tivera. Mas não iria pensar nisso. Agora tinha que se concentrar nos estudos. Os NPF's eram este ano e ela tinha que se esforçar para obter bons resultados se quisesse seguir a carreira de medibruxa.
Estou a parecer-me com a Hermione... - pensou para si própria, soltando uma risada. A única que ela deixara escapar da sua boca durante a viagem de volta a Hogwarts.
Quando ambas as carruagens chegaram a Hogwarts os seus ocupantes saíram delas apressadamente seguindo cada um para seu lado.
Draco seguiu até ao Lago e Mii foi para o seu dormitório.
Draco caminhou lentamente até ao lago. Precisava de se acalmar e depois disso iria falar com Ginny. Tinha de lhe pedir desculpas. Duvidava que ela o ouvisse, mas tinha que ser...
Sentou-se debaixo de um chorão que estava perto da margem e encostou-se ao seu largo tronco.
Chamou a sua guitarra. Há muito tempo que não tocava. A música era algo importante na vida dele. Era uma forma de descontracção...
Começou a tocar no instrumento de corda. Ficou a dedilhar naquelas cordas durante algum tempo...
Quando a ruiva chegou a Hogwarts ainda estava meio abalada e Bernard tentava reconfortá-la a qualquer custo. Mas ela não queria estar com Ben. Não agora. Ela queria ficar algum tempo sozinha...
"Ben..." - murmurou ela. - "Eu preciso de estar sozinha..."
"Mas... Eu não te posso deixar sozinha neste estado!"
"Claro que podes... Eu preciso de ficar sozinha..." - repetiu ela.
"E se alguém te fizer mal?"
Maldita Weasley! Rapariga complicada!
"Ninguém me fez mal enquanto tu não estavas cá... Vemo-nos depois..." - e foi em direcção ao Lago, mais propriamente ao chorão que se situava perto da margem...
Quando já lá estava perto começou a ouvir uma guitarra. Quem quer que a estivesse a tocar, tocava muito bem. Ginny nunca tinha ouvido algo parecido...
Ficou atrás da árvore apenas a ouvir a música. Quando de repente a música parou...
"Quem quer que esteja atrás da árvore pode fazer o favor de aparecer?" - disse uma voz masculina. Aquela voz era a voz de...
"Draco..." - disse ela quando saiu de trás da árvore.
"Ginny!" - disse ele admirado que fosse ela quem estivesse ali.
"Eu vou-me embora..." - disse ela ácida.
"Ginny, espera por favor!" - disse saindo atrás dela. - "Eu sei que agi como uma criança ali no Três Vassouras."
"Ainda bem que sabes..." - e continuou a andar.
"Tu importas-te de parar de andar e olhares para mim?" - disse ele magoado com a acidez com que ela lhe falava.
"Sim, importo-me. Afinal, foste tu mesmo que disseste que eu não me importava contigo. Não vejo a razão de agora passar a importar-me..."
"Caramba Ginny! Eu disse aquilo de boca para fora!" - disse ele agora aos gritos.
"Porquê? Porquê Draco?" - perguntou ela agora também aos gritos.
"Porque eu estava com ciúmes do Bernard!" - e só depois de dizer aquilo é que reparou no que tinha dito.
Ficaram algum tempo a encarar-se com as respirações pesadas.
"Eu... Am... Quer dizer, não são esses ciúmes que tu estás a pensar..." - disse ele a tentar consertar aquilo que dissera há segundos atrás.
"Então admites que tens ciúmes de mim e do Ben?"
"Eu não admito nada, porque não sinto nada!"
"Mas tu disseste que..."
"Eu não sinto nada. Posso mostrar-te..."
"Co..." - mas não pôde acabar a frase pois a sua boca foi atacada pelo loiro.
Draco beijou-a. O beijo começou calmo, mas com o passar do tempo as mãos do loiro passaram para a nuca e para a cintura da ruiva. As mãos da ruiva agora entranhavam-se pelos cabelos sedosos de Draco e a sua outra mão passeava pelo peito de Draco.
Ele precisava daquilo. Ela precisava daquilo. Parecia que ambos iam morrer senão fizessem aquilo.
As mãos de Draco começaram a passear pelas costas e cintura de Ginny. Ginny no entanto já delirava por sentir aquele peitoral. Draco encostou-a à árvore e começou a tirar o pequeno casaco que a rapariga trazia vestido. E depois, lentamente, começou a passar a mão pela coxa da ruiva.
O sinal de alerta na cabeça de Ginny accionou-se e ela afastou-se dele como se tivesse levado um choque eléctrico.
"O que é que foi isto?" - perguntou ela com os lábios inchados e com a respiração ofegante.
"Isto, isto foi a tua prova de como eu não sinto nada por ti. Por isso, se eu não sinto nada por ti é impossível eu ter ciúmes... Eu tenho que ir... O Blaise espera-me..." - e começou a andar em direcção ao castelo.
"Wow, wow, wow. Nós ainda não resolvemos a nossa discussão." - disse ela a correr atrás dele.
"Pois não. Nós acabamos de discutir isso quando tu largares o teu francesinho da treta..." - e saiu com um sorriso de lado.
"O Bernard foi a melhor coisa que me aconteceu este ano. Ele é perfeito! Algo que tu nunca serás Draco!" - gritou para ele.
É, eu sei... Eu sou sempre o mau da fita... Mas isso vai mudar... Tenho que chamar a Hermione e o Blaise... Eu vou descobrir quem é o Bernard Hinley, ou não me chamo Draco Malfoy... - pensou ele e seguiu para dentro do castelo.
Uhhhhhh! O que acharam?
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