Esta história é uma adaptação, por isso Naruto e seus personagens não me pertence e sim a Masashi Kishimoto. Assim como Outra vez... casados tb não me pertence e sim a Penny Jordan

Outra vez... Casados

Sentindo uma náusea profunda, Hinata voltou a deitar a cabeça no travesseiro e fechou os olhos. Talvez fosse melhor que Naruto não mais estivesse dividindo o quar to com ela.

Naruto !

Era o aniversário dele. Ela alcançou o pacote de biscoitos que comprara naquela semana, no mesmo dia em que comprara o cartão para ele.

Demorou para levantar-se, esperando que o enjôo passasse antes de ir até o quarto de Hiro.

Ele estava tão excitado como se fosse o dia de seu próprio aniversário. Hinata notara quando Hiro esco lhera o presente que daria a Naruto e o embrulhara junto com ela no dia anterior.

Naruto já se encontrava sentado à mesa do café-da-manhã quando eles chegaram, e imediatamente Hiroshi correu para o pai e jogou-se sobre os joelhos dele gritando:

— Feliz aniversário, papai.

Baixando a cabeça para disfarçar as próprias emo ções, Hinata pegou o cartão que Hiroshi deixara cair em sua excitação.

— Feliz aniversário, Naruto — ecoou Hinata, e em seguida acrescentou: — Hoje temos uma celebração dupla agora que retirou o gesso.

Ele removera o gesso no dia anterior e o médico havia expressado sua total satisfação com a cura da perna dele.

Eu tenho um cartão e um presente para você — exclamou Hiroshi com ar de importância, ainda senta do nos joelhos dele.

Obedientemente, Hinata entregou-lhe o cartão e o presente.

Você tem que abrir este primeiro — instruiu o menino. — É o meu cartão. Mamãe também tem um cartão para você e Rusty também. Ele pôs a própria patinha para marcá-lo — informou Hiroshi cheio de emoção. — Mamãe preparou uma lama especial e nós mergulhamos a pata dele lá e então pusemos no cartão!

Uma lama especial? Isso parece bem inteligente!

Será que ela conseguira detectar uma fagulha de divertimento nos olhos de Naruto enquanto a fitava? O coração de Hinata disparou dentro do peito.

Isso explica as estranhas manchas no jeans da mamãe ontem, não é mesmo? — perguntou ele a Hiroshi.

Nós fizemos várias tentativas frustradas. — Hinata sorriu, mas quando o encarou, ele não sorria de volta para ela. Ele olhava fixamente para o cartão de Hiroshi. Continuou a olhar o cartão por vários minutos, antes de erguer a cabeça e fitá-la nos olhos.

Você gostou, papai? — Perguntou Hiroshi, sacu dindo o braço de Naruto .

— Eu amei, Hiro! — respondeu ele com voz em bargada. — Mas amo você ainda mais.

Enquanto ele abraçava Hiroshi, pousou o cartão alea toriamente e Hinata pegou-o e colocou-o de pé sobre a mesa. A caligrafia de Hiroshi ainda não se podia cha mar de boa, mas a mensagem ao pai era. "Eu o amo de montão, papai."

— E agora tem que abrir meu presente — insistiu Hiroshi.

Hinata observou enquanto Naruto desembrulhava o porta-retrato com a foto que ela tirara dos dois. En quanto ele fitava a foto, ela prendeu a respiração. Será que ele não conseguia ver, como ela via, a semelhança entre ambos?

Se podia, obviamente não teceria nenhum comen tário a respeito.

O restante dos cartões foi aberto, inclusive o de Rusty. Em seguida, Naruto garantiu solenemente a Hiroshi que estava ansioso pelo seu chá de aniversário e por comer o bolo que ele e Hinata haviam preparado.

Hinata não disse nada.

— Mamãe, você não tem um presente para o papai? — perguntou Hiroshi de repente.

— Claro que tem, Hiro — disse Naruto antes que Hinata pudesse proferir qualquer palavra. — Sua mãe me deu um presente muito, muito especial. O melhor presente do mundo.

— Onde está ele? — perguntou Hiroshi espantado. Por sobre a cabeça dele, Naruto fitou Hinata. — É você, filho. Sua mãe me deu você.

Hinata sabia que deveria estar satisfeita por ouvir as palavras de amor a seu filho e é claro que estava, pois uma parte dela ainda doía por saber que aquilo confirmava o que ela já sabia: que Naruto somente a queria por causa de Hiroshi.

Aquele não era o tipo de relacionamento que desejava ter com o homem que amava. O homem que...

Abruptamente, ela levantou-se.

Havia deixado seu presente para Naruto no escritório. Quando ele o encontrasse saberia que para ter Hiroshi não precisava necessariamente ficar ao lado dela. Hinata, aonde você vai? Não comeu nada.

Ela não se virou.

Não estou com fome — respondeu e instintiva mente pousou a mão sobre o ventre.

Não está com fome? pensou Naruto com amargura enquanto a observava afastar-se. Ou não podia suportar a presença dele?

Assim que terminaram o café-da-manhã, Naruto le vou Hiroshi ao jardim juntamente com Rusty. Será que Hinata percebera que havia escolhido o mesmo cachorrinho que ele mesmo escolhera?

Enquanto caminhavam, Hiroshi conversava alegremente com ele e ao olhar para Hiroshi, Naruto sentiu uma dor profunda pelos anos de vida dele que perdera, por não estar presente quando ele nasceu. Sua mão imensa segurava a mão pequenina de Hiro. Ele era seu filho. Mas ele não fora inteiramente sincero ao afirmar que era o bem mais precioso que poderia ter.

Hiroshi era precioso. Muito precioso. Mas o amor de Hinata também era. Não se passara uma noite sequer desde que fizeram amor, que ele não tivesse ficado acordado, odiando a si mesmo pelo modo como a tratara. Não admirava que ela não suportasse ficar no mesmo recinto que ele.

Já era hora do almoço quando Naruto entrou no es critório e viu o grande envelope branco sobre a escri vaninha.

Franzindo o cenho, ele o pegou, reconhecendo a caligrafia de Hinata. "Para você", ela havia escrito. "E para Hiroshi."

Ainda conservando a ruga na testa, Naruto abriu o envelope. Removeu o conteúdo e leu-o. E em seguida, leu mais uma vez. E outra ainda. Ele tentava focali zar o borrão estampado nas folhas, formado por suas emoções em choque.

Ele era realmente o pai de Hiroshi. Estava escrito. O preto no branco. A prova incontestável do teste de DNA.