Capítulo 10

Ia se casar com ele porque queria seu amparo. O pensamento corroeu Edward durante o longo vôo a Las Vegas. Estava sentada em silencio a seu lado, às vezes dormindo e só falava se fazia uma pergunta. Tinha o aspecto esgotado de alguém que esteve sob muita pressão, e agora se tranqüilizou, seu corpo estava rendendo à fadiga. Ao final, ficou profundamente adormecida, descansando sua cabeça contra seu ombro.

A gravidez devia estar passando da conta, também. Ainda não podia ver nenhuma mudança física nela, mas seus dois irmãos tinham produzido muitos meninos para saber o quão cansadas se sentiam as mulheres durante os primeiros meses... ao menos, quão cansada tinha estado Alice. Nada tinha baixado o ritmo de Rose, nem sequer cinco filhos.

Ao pensar no bebê, um forte sentimento de posse o sacudiu de novo. Seu bebê estava dentro dela. Queria sentá-la sobre seu colo e abraçá-la, mas um avião cheio de gente não era o lugar para o que tinha em mente. Assim teria que esperar até depois da cerimônia de casamento, quando estivessem em um quarto privado do hotel. Desejava-a inclusive mais que antes. Quando abriu a porta e olhou seus atônitos olhos chocolates, sua excitação tinha sido tão forte e imediata que tinha tido que dominar-se para não tentar agarrá-la. Só a visão de seu pai o tinha contido.

Não devia ter esperado tanto tempo. Logo que foi capaz de viajar sem problemas, devia ter ido atrás dela. Bella tinha estado vivendo com medo, e o tinha dirigido da mesma forma que o fez no Benghazi, com uma tranqüila determinação. Não queria que ela voltasse a sentir medo. A chegada de Mike e Sam ao estacionamento, no Oldsmobile 442, construído segundo as indicações pessoais de Mike, tinha sido como uma reunião. Bella tinha saído do carro com um grito de felicidade e os abraçou e girou ao redor de ambos os SEALs com entusiasmo.

Os dois foram discretamente armados, tinha observado ele com aprovação. Foram vestidos de civis, com as camisas fora das calças para ocultar as armas guardadas sob seus braços e na parte mais estreita de suas costas. Normalmente, quando não estavam em serviço, não levavam nenhuma arma de fogo, mas Edward tinha explicado a situação e deixou seus preparativos a sua própria discrição, posto que ele não era mais seu oficial no comando. Em seu típico estilo, prepararam-se para tudo. Sua própria arma ainda descansava em uma pistoleira sob sua axila esquerda, coberta por uma ligeira jaqueta do verão.

— Não se preocupe com nada, senhorita —havia dito Sam a Bella em forma tranqüilizadora. — Deixaremos vocês no aeroporto sãos e salvos. Não há nada fora da NASCAR que possa competir com as rodas do Mike.

— Estou segura que não há - respondeu ela, olhando o carro.

Parecia bastante ordinário; Bunny o tinha pintado de um cinza claro, e não tinha mais cromo de que viria desde fábrica. Mas o ruído surdo e profundo do motor funcionando não soava como o de um motor de fábrica, e os pneus eram largos, com um desenho suave à vista.

— Vidro a prova de balas, reforçado com metal —disse Mike com orgulho enquanto ajudava Edward a levar a bagagem ao porta-malas de seu carro. — As placas de aço seriam muito pesadas para a velocidade que quero, assim fui com a nova geração de materiais de blindagens, mais ligeiros e resistentes. Ainda sigo trabalhando com o amparo de incêndios.

— Sentirei-me perfeitamente segura — assegurou ela.

Quando ela e Edward subiram no banco detrás do carro de duas portas, Bella sussurrou a ele:

— Onde está Nascar?

Sam podia ouvir a queda de um alfinete a quarenta passos. Lentamente se deu volta no assento do frente, com uma expressão de incredulidade em seu rosto.

— Não onde, senhorita —disse ele, lutando contra a impressão. — Que NASCAR. Carreira de automóveis de série —como bom sulista, tinha crescido com as carreiras de automóveis e sempre se assombrava quando conhecia alguém que não desfrutava do mesmo contato com o esporte.

— OH —disse Bella, dando um sorriso de desculpas. — passei muito tempo na Europa. Não sei nada de corridas exceto pelas corridas de Fórmula 1.

Mike bufou com brincadeira.

— Automóveis de brinquedo —disse ele, com desprezo. — Não pode correr comeles nas ruas. As carreiras de automóveis de série... essas sim são uma corrida de verdade —enquanto falava, conduzia seu enganoso monstro fora do estacionamento, notando-se em todos os detalhes dos arredores.

— Fui às corridas de cavalos —disse Bella, em um claro intento de redimir-se.

Edward controlou um sorriso ante a solenidade de seu tom.

— Sabe montar? —perguntou ele.

Ela o olhou com atenção.

— Claro que sim. Amo cavalos.

— Então será uma boa Cullen —disse Sam com seu acento sulino. — O chefe cria cavalos em seu tempo livre —havia um pouco de ironia em seu tom, devido a que os SEALs tinham tanto tempo livre como os albinos tinham cor.

— Sério? —perguntou Bella, com os olhos brilhantes.

— Possuo uns poucos. Ao redor de trinta.

— Trinta! —ela se recostou, seu rosto refletia uma ligeira confusão.

Ele sabia o que estava pensando: um cavalo era custoso de comprar e manter, o que dizer trinta. Os cavalos necessitavam de uma grande quantidade de terra e cuidados. Não era algo que ela associasse com um ex-oficial da Armada que tinha sido membro de um grupo anti-terrorista de elite.

— É um negócio de família —explicou ele, girando sua cabeça para examinar o tráfego ao redor deles.

— Tudo está limpo, chefe —disse Mike. — A menos que nos tenham seguido com um outro carro, mas não acredito que isso seja possível.

Edward tampouco, assim que se relaxou. Uma vigilância com substituições móveis tomava muito tempo e coordenação para levá-la a cabo, e tinham que conhecer a rota. Mike estava tomando uma rota de circuito ao aeroporto que não deixaria nenhum rastro em muito tempo. As coisas estavam sob controle... por agora.

Chegaram ao aeroporto Nacional sem nenhum incidente, embora para estar seguros, Mike e Sam tinham escoltado-os até a revisão de segurança. Enquanto Edward passava tranqüilamente sua própria arma através da segurança, seus dois ex-companheiros de equipe foram procurar o carro alugado para devolvê-lo, embora o escritório da agência onde tinha alugado estava no aeroporto Dulles e não no Nacional. Outro pequeno giro inesperado para atrasar quem os estava procurando.

Agora que estavam seguros no avião, começou a planejar o que faria para pôr fim à situação.

A primeira parte era fácil. Colocaria James para averiguar em que tipo de problema estava o pai de Bella; para seu bem, esperava que não tivesse a ver com traição, mas o que quer que fosse, tinha a intenção de dar um basta. James tinha acesso a informação que envergonhariam às agências nacionais de segurança. Se Charlie Swan estava traindo seu país, então ele se afundaria. Não havia outra opção. Edward passou seus anos de adulto oferecendo sua vida para proteger seu país, e agora tinha jurado fazer cumprir a lei como oficial de polícia; era impossível para ele passá-lo por alto, inclusive por Bella. Não queria machucá-la, a não ser assegurar-se que estivesse a salvo.

Bella dormiu até que as rodas do avião se posaram no pavimento. Endireitou-se no assento, afastando o cabelo do rosto, com uma ligeira sensação de desorientação. Antes nunca pôde dormir em um avião; esta sonolência era só uma das tantas mudanças que sua gravidez estava fazendo a seu corpo, e sua falta de controle sobre o processo era desconcertante, inclusive medonha.

— Quero uma ducha e me trocar primeiro —disse ela com firmeza.

Este casamento poderia ser apressado, sem nenhuma semelhança com o tipo de bodas que sempre tinha imaginado para ela, mas embora estava disposta a omitir a pompa e os caros atrativos, não estava disposta... a menos que fosse uma situação de vida ou morte... a contrair matrimônio vestida com roupas enrugadas e com os olhos piscando de sonho.

— De acordo. Vamos nos registrar primeiro em um hotel —ele esfregou o queixo, sentindo a barba incipiente com seus dedos calosos. — Preciso me barbear de todos os modos.

Também tinha necessitado barbear-se no dia em Benghazi. Em uma lembrança fugaz sentiu de novo o roçar de sua áspera bochecha contra seus seios nus, e a percorreu uma onda de calor, deixando-a débil e ruborizada. O ar frio vinha de uma diminuta abertura em cima de suas cabeças, por isso não era de surpreender que não esfriasse o suficiente.

Bella esperou que não o notasse, mas era uma débil esperança, porque ele estava treinado para tomar nota de cada detalhe a seu redor. Imaginava que Edward podia descrever a todos os passageiros dentro das dez filas que estava a qualquer direção deles, e quando despertou, notou que ele mostrava uma estranha consciência de tudo o que se aproximasse por trás quando foram para os serviços.

— Sente-se mau? —perguntou ele, vendo a cor de suas bochechas.

— Não, só sinto um pouco de calor —disse ela com a perfeita verdade, enquanto seu rubor se aprofundava.

Ele continuou observando-a, e a preocupação em seus olhos trocou a uma ardente conscientização. Não podia ocultar nem sequer isso, maldição. Desde o começo tinha sido como se ele pudesse ver sob sua pele; percebia suas reações quase ao mesmo tempo que ela as sentia.

Lentamente, ele baixou seu sensual olhar para seus seios, estudando a curva e a forma deles. Bella respirou fundo quando endureceram os mamilos em resposta a seu descarado interesse, uma resposta que a estremeceu inteira.

— Estão mais sensíveis? —murmurou ele.

Oh, Deus, não deveria fazer isto, pensou ela com frenesi. Estavam no meio de um avião cheio de gente, rodando pela pista para uma comporta vazia, e estava fazendo perguntas sobre seus seios e olhando como se fosse despi-la a qualquer momento.

— Estão?

— Sim —sussurrou ela.

Todo seu corpo se sentia mais sensível, por sua gravidez e pela aguda consciência dele. Logo se converteria em seu marido, e uma vez mais estaria em seus braços.

— Primeiro o casamento —disse ele, repetindo seus pensamentos nessa forma sobrenatural que tinha. — De outra forma não conseguiremos sair do hotel até manhã.

— É psíquico? —acusou-o ela entredentes.

Um lento sorriso se curvou na formosa boca de Edward.

— Não terá que ser psíquico para saber o que querem dizer esses mamilos erguidos.

Ela baixou o olhar e viu seus mamilos completamente erguidos sob o encaixe e a seda de seu sutiã e de sua blusa. Com a cara vermelha, rapidamente cobriu com a blusa as traiçoeiras protuberâncias, e ele riu em voz baixa. Ao menos não era provável que alguém o tivesse escutado, pensou ela com pouco consolo. Ele tinha falado em voz baixa, e o ruído a bordo dificultava o ouvir as conversações de outros, de todos os modos.

Os auxiliares de vôo estavam pedindo que permanecessem em seus assentos até que o avião estivesse parado e se abrissem as portas, e como sempre, as instruções foram ignoradas quando os passageiros saíram aos corredores, abrindo as portas superiores e tirando sua bagagem de mão ou tirando-o debaixo de seus assentos. Edward caminhou com habilidade pelo corredor, e o pequeno movimento fez que se abrisse sua jaqueta. Ela viu a capa sob seu braço esquerdo e a culatra de metal gentil da pistola colocada comodamente dentro dela. Logo, ele encolheu em forma automática um ombro, e a jaqueta caiu em seu lugar, um movimento que tinha realizado tantas vezes que não tinha que pensá-lo.

Ela sabia que estava armado, é obvio, já que ele tinha informado o aeroporto e à segurança antes de subir no avião. Entretanto, durante o aborrecimento e a inatividade obrigada do vôo, as arrumou para se separar de sua mente os recentes eventos, mas a vista dessa grande arma automática os recordou.

Estendeu sua mão para ajudá-la a caminhar pelo corredor diante dele. De pé, apertados como sardinhas na fila, Bella o sentiu como uma morna e sólida parede a suas costas, ele tinha os braços ligeiramente estendidos para que suas mãos se apoiassem nos respaldos dos assentos, envolvendo-a com segurança. Sentia sua respiração na parte superior de sua cabeça, fazendo-a consciente uma vez mais de quão grande era. Ela tinha uma altura média, mas se inclinasse para trás, sua cabeça caberia perfeitamente na curva de seu ombro.

O homem diante dela se moveu, obrigando-a a retroceder, e Edward a rodeou com um braço enquanto a apertava contra seu corpo, sua grande mão se colocou em forma protetora sobre seu ventre. Bella mordeu o lábio quando sua mente deu um salto da preocupação ao prazer de seu contato. Isto não podia continuar por muito tempo... seja esta deliciosa frustração ou as tremendas pontadas de terror... ou enlouqueceria.

A fila de passageiros começou a avançar lentamente quando se abriram as portas e começaram a sair do avião. A mão de Edward se separou de seu ventre. À medida que avançava, Bella chamou a atenção uma mulher maior que tinha optado por permanecer em seu assento até que acabasse a correria, e a mulher lhe deu um sorriso conhecedor, logo olhou para Edward.

— Lindos! —a saudou brandamente Edward, e Bella soube que se deu conta da pequena cena.

A aguda consciência de seu filho a estava começando a assustar.

O que aconteceria não quisesse que se desse conta de tudo? A maioria das mulheres se aterrorizariam de ter um marido que realmente se desse conta de todos os detalhes, mas provavelmente não à extensão que o fazia Edward Cullen.

Por outra parte, se a alternativa era viver sem ele, aprenderia a arrumar-se pensou ela com ironia. Tinha passado mais de dois meses suspirando por ele, e agora que o tinha, não ia se assustar porque ele estava alerta. Era um guerreiro treinado... um assassino, tinha chamado seu pai. Não teria sobrevivido se não se precavesse de tudo o que acontecia seu redor, nem tampouco ela.

Esse estado de alerta foi evidente quando seguiram os sinais para a área de reclamação da bagagem. O aeroporto era uma colméia de atividade, e o frio olhar de Edward estava avaliando em forma constante às pessoas que os rodeavam. Como o tinha feito em mais de uma ocasião, manteve-se entre ela e todos outros, pondo-a perto da parede e protegendo o outro lado com seu corpo. Já tinha recebido uma bala enquanto fazia isso, pensou ela, e teve que brigar com o repentino e aterrorizado impulso de agarrá-lo e empurrá-lo a ele contra a parede.

Entretanto, antes de chegar à seção de bagagens, ele a deteve.

— Vamos esperar aqui um minuto —disse ele.

Ela se esforçou para manter-se tranqüila, para controlar as mariposas que de repente começaram a revoar em seu estômago.

— Viu algo suspeito? —perguntou ela.

— Não, esperamos alguém —a olhou, seu frio olhar foi mais cálida à medida que estudava seu rosto. — É uma mulher com garra, senhorita Swan. Sem importar o que for, mantém-se serena e trata de fazer o melhor que pode. Nada mal para uma menina mimada da sociedade.

Bella ficou desconcertada. Nunca antes a tinham chamado de uma menina mimada da sociedade. Se não tivesse sido pelo brilho zombador de seus olhos, poderia ter objetado com firmeza pelos termos. Em vez disso, considerou-os por um momento, logo assentiu com um pequeno movimento da cabeça.

— Tem razão —disse ela serenamente. — Tenho garras para ser uma menina mimada da sociedade.

Ele se surpreendeu rindo entre dentes, um som delirantemente rico que foi talhado em seco quando aproximou um homem de meia idade que vestia um traje e levava um aparelho de rádio em sua mão.

— Xerife Cullen? —perguntou ele.

— Sim.

— Travis Hulsey, segurança do aeroporto —o senhor Hulsey mostrou sua identificação. — Temos sua bagagem esperando-os em uma área segura, como solicitou. Por aqui, por favor.

Assim tinha pensado nisso, Bella assombrou enquanto seguiam ao senhor Hulsey através de uma porta sem marcar. Um intento de apanhá-la dentro do aeroporto seria difícil, dado a segurança, assim que o mais lógico era esperar na área de transporte terrestre, onde todos foram recuperar sua bagagem, logo os seguiriam a seu destino e esperariam uma melhor oportunidade. Edward tinha frustrado isso; deve ter feitos os acertos quando foi ao banheiro.

O calor seco do deserto os golpeou no rosto logo que caminharam pela porta. Estavam-nos esperando suas três malas e o levando trajes de Edward que tinha deixado em um fichário Nacional, em uma entrada discreta bem longe da área principal de transporte terrestre. Também os estava esperando um carro, junto a um jovem com o distinto corte militar, apesar de que usava roupas de civil.

O jovem quase fez uma saudação militar.

— Senhor —disse ele. — Soldado da Força Aérea Zaharias a seu serviço, senhor.

O rosto de Edward brilhou com diversão.

— Fique tranqüilo —disse ele. — Não sou meu irmão.

O soldado Zaharias se relaxou com um sorriso.

— Quando o vi a princípio, senhor, não estava seguro.

— Se ele impôs sua fila e criou algum problema, conseguirei outro transporte.

— Ofereci-me voluntariamente, senhor. O general me fez um favor pessoal quando fiquei sem nada. Levar a seu irmão ao centro é o menos que posso fazer.

Irmão? General? Bella levantou mentalmente as sobrancelhas. Primeiro os cavalos, agora isto. Deu-se conta de que não sabia nada do passado de seu futuro marido, mas os detalhes que tinha conseguido conseguir até agora, eram assombrosos, por não dizer outra coisa.

Edward a apresentou com uma cortesia solene.

— Bella, o soldado Zaharias é nosso transporte seguro, e ofereceu seu veículo pessoal e seu tempo livre para o serviço. Soldado Zaharias, minha noiva, Isabela Swan.

Apertou a mão do jovem soldado, que quase estava fora de si em sua impaciência por agradar.

— Encantado de conhecê-la, senhorita —Ele abriu o porta-malas e rapidamente começou a colocar a bagagem, protestando quando Edward levantou duas das malas e as guardou ele mesmo. — Me Deixe isso, senhor.

— Agora sou um civil —disse Edward, com um olhar de diversão—Eu pertencia à Armada, de todos os modos.

O soldado Zaharias se encolheu de ombros.

— Sim, senhor, mas segue sendo o irmão do general —fez uma pausa, e logo perguntou. — De verdade era um SEAL?

— Culpado.

— Maldição —o soldado Zaharias respirou.

Receberam com alívio o ar condicionado do carro do soldado e partiram. Foi evidente que seu jovem condutor conhecia bem Las Vegas, e sem pedir instruções ignorou as rotas principais. Em seu lugar, deu uma volta e tomou a saída norte do aeroporto pelo Paradise Road. Conversou alegremente todo o tempo, mas Bella observou que não mencionou a natureza exata do favor que o irmão general de Edward tinha feito, nem expressou nada de sua vida pessoal. Falou do clima, do tráfico, os turistas, os hotéis. Edward deu a direção de um hotel que se encontrava longe da rua principal. Em pouco tempo chegaram lá,despediram-se do soldado e se registraram no hotel.

Bella esperou seu turno, parada em silencio a um lado, enquanto Edward fazia os acertos para figurar nos registros do hotel como Glen e Alice Tempere, não tinha idéia de como conseguiu esses nomes e ignorou o sorriso de cumplicidade do recepcionista. O mais provável era que pensasse que eram amantes clandestinos em uma entrevista, o que convinha bastante a ela; evitaria que sentisse curiosidade sobre eles.

Não estavam sozinhos no elevador, assim teve que conter a língua também. Conteve-se até que chegaram à suíte que Edward tinha reservado, e o carregador se retirou com sua correspondente gorjeta. A suíte era tão luxuosa como as que tinha estado na Europa. Umas horas antes teriam se preocupado de que o custo fora mais do que Edward pudesse pagar, que a teria eleito devido a que pensava que ela esperaria. Agora, entretanto, não tinha tal ilusão. Logo que fechou e pôs chave na porta atrás do carregador, ela cruzou de braços e o olhou com calma.

— Cavalos? —perguntou ela cortesmente. — Negocio familiar? Um irmão que resulta ser um general da Força Aérea?

Ele se tirou à jaqueta e logo a pistoleira de seu ombro.

— Sim a tudo —disse ele.

— Não te conheço em nada não é verdade?

Ela estava serena, inclusive um pouco perplexa, enquanto o observava envolver as correias ao redor do coldre e depositar a arma de um lado da mesa.

Ele abriu sua mala e tirou um traje dele, logo começou a desempacotar as demais coisas. Olhou-a com um breve brilho em seu olhar.

— Conhece-me —disse ele. — Só que não sabe todos os detalhes de minha família ainda, mas não tivemos muito tempo para um bate-papo casual. Não estou ocultando nada de forma deliberada. Pode me perguntar o que quiser.

— Não quero conduzir um interrogatório —disse ela, embora precisava fazer exatamente isso. — É só... —estendeu suas mãos com frustração, porque ia se casar com ele e não sabia nada mais que isso.

Ele começou a desabotoar a camisa.

— Prometo que te darei um resumo completo quanto tivermos tempo. Nestes momentos, querida, preferiria que levasse seu pequeno e adorável traseiro à ducha enquanto eu faço o mesmo na outra, para que possamos nos casar e estar nesta cama o mais breve possível. Depois de uma hora de fazer isso, falaremos.

Ela olhou a enorme cama. Prioridades, prioridades, meditou ela.

— Estamos seguros aqui?

— O bastante para me concentrar em outras coisas.

Não perguntou sobre essas outras coisas. Olhou de novo à cama e respirou fundo.

— Poderíamos modificar a ordem dessas coisas —propôs ela — O que opina sobre cama, conversação e logo casamento? Digamos amanhã na manhã?

Ele se deteve no ato de tirar sua camisa. Ela viu como seus olhos se obscureciam, viu a tensão sexual endurecer suas feições. Depois de um momento, ele se liberou da roupa e a deixou cair no chão, com movimentos deliberados.

— Ainda não te beijei —disse ele.

Ela tragou.

— Notei-o. Perguntava-me...

— Não o faça —disse ele duramente. — Não te pergunte. A razão pela que não te beijei é que, uma vez que comece, não conseguirei parar. Sei que estamos fazendo as coisas de forma desordenada... diabos, tudo tem estado desordenado desde o começo, quando estava nua a primeira vez que te vi. Desejei-te então, querida, te desejo agora, tanto que me dói. Mas o problema é que estão te perseguindo, e meu trabalho é me assegurar bem que não se aproximem de você e de nosso bebê. Poderiam-me assassinar...

Ela fez um som estrangulado de protesto, mas ele a deteve.

— É uma possibilidade, uma que aceito. Que aceitei por anos. Quero que nos casemos logo que seja possível, porque não sei o que poderia acontecer amanhã. Em caso de que calcule mau ou tenha má sorte, quero que nosso bebê seja legítimo, que nasça com o sobrenome Cullen. Uma certa quantidade de amparo vem com o nome, e desejo que a tenha. Agora.

Ela o olhava com os olhos cheios de lágrimas, este homem que já tinha recebido uma bala por ela e estava preparado para receber outra. Ele tinha razão... ela o conhecia, conhecia o homem que era, apesar de não saber qual era sua cor favorita nem que ano chegou na escola. Conhecia o essencial, e foi sua essência o que tinha feito que se apaixonasse tão rápido. O que importava se ele era tão controlado que assustava, e o que importava se esses olhos extraordinários observavam tudo, o que seria difícil surpreendê-lo no natal ou em no seu aniversário? Ela com felicidade as arrumaria com isso, também.

Se estava disposto a morrer por ela, o menos que podia fazer era ser totalmente sincera com ele.

— Há outra razão pela que consenti em me casar com você —disse ela.

Ele levantou as sobrancelhas em uma tácita pergunta.

— Eu te amo.

ESPERO QUE TENHAM GOSTADO..... VOU TENTAR POSTAR O MAIS RAPIDO POSSIVEL......

OBRIGADA POR TODAS AS REVIEWS.... AMEI...... E NÃO SE ESQUEÇAM DE FAZER ESSA AUTORA FELIZ....^^