Capítulo 12 – Três Alunos E Um Funeral.

O dia amanheceu e eu olhei minhas olheiras gigantes no espelho do banheiro de Malfoy. Uau. Eu não sabia que os professores tinham suítes em sua sala de aula.

Do que eles reclamam então?

Puxei a cortina que dava para o boxe e vi uma linda banheira de hidromassagem!

Meu desejo de me tornar professor aumentou ainda mais.

Tomei o banho mais delicioso em toda a minha vida e, apesar de não ter dormido nada e ter passado a noite lembrando do meu pequeno diálogo com Malfoy, saí do banheiro de muito bom humor.

- Bom dia para todos. – olhei para Malfoy que me fuzilava raivosamente. – Para você também.

- Que bicho te mordeu, Lupin, para estar tão feliz? – Vicky levantou e se espreguiçou.

- Vá até o banheiro e verá. – ela entortou a cara como se dissesse "ai de você se for alguma gracinha" e se aproximou cautelosamente.

- Caramba! Uma banheira com sais aromáticos?

- Sério isso? – Fred se levantou e correu para a porta, mas Vicky o impediu.

- Sai! Damas primeiro. – e trancou a porta em seu adorável focinho.

Depois de todos estarem cheirando como anjos na primavera e de termos feito os colchões sumido, eu me virei para Fred e Vicky.

- Bem, vocês dois fiquem aqui que eu vou para a aula.

- Ok! – Fred respondeu de supetão, sem nem esperar que eu falasse mais alguma coisa.

- Ahhh...eu não aguento mais ficar nessa sala.

- Por favor. Temos que nos revezar. E eu vou fazer um sacrifício ainda maior, porque vou ter que assistir aula. – falei, melancólico.

- Eu preferia assistir aula. – Vicky resmungou.

- Amanhã você vai, certo? Até mais tarde. Trarei comida. – antes que eu saísse, me virei, olhei para Malfoy e depois para eles dois. – Cuidado com esse aqui. Ele é esperto. – voltei para Malfoy. – Nada de gracinhas.

Fechei a porta do primeiro andar e fui pelo corredor.

Andei até o dormitório e fui trocar minha roupa. Afinal, eu tinha tomado banho, mas usei o mesmo uniforme o dia inteiro. Pensei que eles também poderiam querer se trocar.

Abri o malão super bagunçado de Fred e usei "accio" em algumas peças de roupa – algumas que eu preferia não ter visto – e guardei em minha mochila. E então me dirigi ao santuário feminino.

O local que nenhum menino deveria ir, mas sempre vai.

Abri a porta silenciosamente e olhei em volta. Ninguém. Chamei:

- Olá? – afinal, não queria me arriscar como da última vez. Hum...ou queria?

Nada.

Fui até o malão de Vicky e o abri. Nossa. Então é assim que é a mala de uma garota? Tão diferente, tão organizado e tão...rosa.

Acho que nunca vi tanto rosa em toda a minha vida. Quase fiquei cego, porque alguns eram bastante chamativos. Mas ainda bem que não fiquei, porque chegou a um momento delicado.

- Cara, ela vai me matar. Mas estou fazendo com as melhores das intenções. – apanhei uma peça de roupa íntima e estava indo guardar em minha mochila quando ouvi um grito agudo. Parecia uma animal jurássico chamando a cria.

Ah, espera. Era uma colega de Vicky.

- O que você está fazendo aqui?

- De onde vocês surgem? Tem alguma passagem secreta aqui? – suspirei. Elas têm que parar com isso.

- Não muda de assunto, você... – e então focalizou no que estava na minha mão. Eu tentei esconder atrás das costas, mas ela apontou em minha direção. – Tarado!

- Não! Deixa eu explicar.

- Socorro! Tem um tarado aqui! – ela berrou e tirou da minha mão. – O que você está fazendo com as roupas da Victoire? Eu sempre soube que você era safado, mas assim...?

- Olha, eu...

- Vou falar com McGonagall. – ela fez menção de sair do quarto e então...ops, eu fiz de novo.

- Estupeça! – ela caiu no chão. Apanhei a roupa e coloquei em minha mochila também. (Deus queira que ninguém a abra) e coloquei a menina em cima de uma cama. – Desculpa. Mas você ia estragar tudo. Obliviate.

Corri para a aula que eu já estava atrasado.


Bem, como eu disse antes, tem momentos que eu não estava no lugar, mas vou narrar. Esse é um deles.

Vicky estava deitada no chão, entediada.

Fred estava no andar de baixo desenhando no quadro negro, entediado.

Ou seja, um estava distante do outro, o que era perfeito para a mente maligna de Malfoy. Ele começou a se mexer e gemer.

Vicky levantou a cabeça e olhou para ele.

- Ei! O que está fazendo? – ele fez sons que não puderam ser entendidos por causa da mordaça, então ela se levantou e foi até ele. – Olha, eu vou tirar, mas não grite, ok?

Ele fez que sim, como um bom cachorrinho obediente.

- O que você quer?

- Minha mão está doendo...essas amarras estão muito fortes.

- Desculpa, mas eu não posso afrouxar.

- Mas está prendendo minha circulação.

- Eu... – ela suspirou. – Ok. Mas, por favor, tente não fazer nenhuma besteira. – ela começou a desamarrar, o que eu penso ser um grande erro, mas não estava lá na hora para alertá-la disso. – Sabe, nada disso teria acontecido se o senhor fosse mais gentil com seus alunos...

Ela desamarrou o primeiro braço e então... ele a empurrou longe e começou a se soltar. Vicky caiu no chão com um baque surdo e Fred ouviu.

- Fred! – ela gritou.

Ele saiu correndo para salvar sua donzela em perigo, mas Malfoy já havia soltado as duas mãos. Pulou em cima dele e tentou arrancar a varinha de sua mão.

Enquanto os dois lutavam bravamente no chão, Vicky procurou em volta a sua varinha. Na hora do desespero por não ter encontrado, pegou um lindo vaso de petúnias e tascou na cabeça do pobre Malfoy.

Ele caiu no chão desacordado e os dois se levantaram, arfando, para ver o estrago.

- Ai meu Deus...a gente...matou ele?


Gente, eu não vou poder comentar os reviews de vocês hoje, porque eu tenho que sair. Então, ou é o capítulo hoje sem comentários ou um dia aleatório com os comentários. Mas qualquer coisa eu ponho hoje e depois reponho o capítulo com os comentários amanhã. Portanto, se vocês quiserem ver as paradas respondidas, procurem de novo a fic depois.
Beijos.